Foto: Ascom/Aresc

Técnicos da gerência de saneamento básico da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) fiscalizaram, nessa quinta-feira, 20, os serviços da concessionária Água de Bombinhas, empresa responsável pelo serviço público de abastecimento de água do município. No início da semana passada, ocorreram quatro rompimentos da adutora que leva água bruta do Rio Tijucas à Estação de Tratamento de Água (ETA) da cidade, devido à instabilidade do solo em decorrência das fortes chuvas. 

Devido a essas circunstâncias, a ação fiscalizatória compreendeu na vistoria técnica ao local dos rompimentos da adutora, que fica localizada em Tijucas, após a conclusão dos reparos, além da inspeção na Estação de Tratamento de Água (ETA). De acordo com informações da concessionária, o abastecimento já está normalizado.

“Nosso trabalho como órgão regulador e fiscalizador também está no foco preventivo. Buscamos sempre cobrar das companhias de serviço, soluções antecipadas para eventuais problemas, a fim de evitar que a população sofra com serviços interrompidos”, enfatiza o Presidente da Aresc, João Carlos Grando.

A visita teve o objetivo de identificar as medidas que foram adotadas pela concessionária após o incidente, bem como acompanhar a situação do abastecimento. Os técnicos, no local, fizeram uma avaliação em campo das medidas estruturais executadas para o conserto da adutora.

A Gerente de Fiscalização de Saneamento Luiza Burgardt, pontua que a concessionária fez um diagnóstico em campo e a mesma está realizando um estudo para encontrar uma alternativa definitiva para implementar, evitando sucessivos rompimentos naquele trecho mais crítico do solo, além de deixar o sistema de abastecimento mais seguro. “ Estaremos acompanhando as fases de estudo e respectivas ações que a concessionária vir a executar”, completa.

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Flávia Grechi
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 Foto: Divulgação IMA/SC

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulga nesta sexta-feira (21), o sétimo relatório de balneabilidade da temporada de verão. O novo relatório traz novidades. Foram acrescidos pelo Instituto 5 novos pontos de coleta sendo eles: 1 ponto na Praia de Itapoã em Itapoá, 1 ponto na Praia Cerro em Barra Velha, e 3 pontos em Governador Celso Ramos sendo 1 ponto na Praia de Calheiros, 1 ponto na Praia de Ganchos de Fora e 1 ponto na Praia de Palmas.

Desta forma, dos 236 pontos analisados na pesquisa 154 estão próprios para banho em Santa Catarina, o que representa 65,3%. O novo relatório apresentou melhor índice em relação ao monitoramento da semana anterior que apontava 61% de pontos adequados para mergulho.

Em Florianópolis, dos 87 pontos onde há coleta, 60 estão em condições de receber banhistas, ou seja, 69,0 %. O monitoramento da balneabilidade do IMA contempla todo o litoral catarinense e faz parte das ações da Operação Verão Mais Seguro, lançada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, para garantir bem-estar à população durante a temporada.

As coletas são efetuadas em 27 municípios litorâneos, em mais de 100 praias e balneários do sul ao norte, compondo os seguintes municípios: Araranguá, Bal. Arroio do Silva, Bal. Gaivota, Bal. Camboriú, Bal. Barra do Sul, Bal. Rincão, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo, São Francisco do Sul e São José.

As equipes fazem as coletas da água do mar a até 1 (um) metro de profundidade, na quantidade de 100 mililitros em cada ponto. O material coletado é submetido a exames bacteriológicos durante 24 horas. São necessárias 5 (cinco) semanas consecutivas de coleta para se obter um resultado tecnicamente confiável.

“Para as análises são levados em consideração aspectos como condições de maré; incidência pluviométrica nas últimas 24 horas no local; parâmetros físicos como a temperatura da amostra e do ar no momento da coleta; e na sequência o material coletado é conduzido para a pesquisa em crescimento bacteriano no laboratório”, explicou o diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental do IMA, Fábio Castagna da Silva.

Durante a temporada de verão, o IMA realiza as análises semanalmente. Os resultados são cadastrados no sistema e atualizados automaticamente no site balneabilidade.ima.sc.gov.br e no aplicativo Praia Segura.

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Carolina Carvalho 
Assessoria de Imprensa IMA
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 Estado tem intensificado trabalho para minimizar efeitos da estiagem - Foto: Julio Cavalheiro/Secom

O mapa do Monitor de Secas referente a dezembro de 2021, em comparação com o mês anterior, novembro, apontou um aumento da área com seca extrema no Oeste de Santa Catarina, acréscimo da seca grave na parte central do Estado e, também, crescimento da seca fraca em parte do Leste. O motivo foi a chuva abaixo do esperado no mês de dezembro, especialmente nas regiões Oeste e Extremo Oeste, conforme já indicou a última edição do Boletim Hidrometeorológico. O mapa do monitoramento referente a dezembro foi divulgado nesta quarta-feira, 19.

A metodologia utilizada pelo Monitor de Secas tem como resultado a indicação da seca relativa, ou seja, as categorias são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região, calculadas a partir de dados hidrometeorológicos associados a fatores como o desenvolvimento da vegetação e a disponibilidade de água nos rios, por exemplo. Com base nessa análise, os técnicos estimaram que os impactos da estiagem, em dezembro, seriam de curto prazo (C) no leste e de curto e longo prazo (CL) nas demais áreas de Santa Catarina.

Na Região Sul, devido às chuvas abaixo do esperado para o período, também houve o avanço da seca moderada no nordeste, centro-oeste e sul do Rio Grande do Sul, além do aumento das áreas com seca grave nos três estados da região, com destaque para o Paraná.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca, cujos resultados consolidados são divulgados mensalmente por meio do Mapa do Monitor. O programa é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e, em Santa Catarina, é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Epagri/Ciram.

 

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Arte: divulgação/SDE


Previsão e medidas de mitigação

A previsão é que pelo menos até o final do verão as chuvas permaneçam irregulares e abaixo da média histórica em boa parte do Estado. O assunto foi abordado na reunião da Sala de Crise da Região Sul, articulada pela ANA, na última terça-feira,18. Conforme o gerente de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Sema, Vinícius Tavares Constante, que participou do encontro, os dados apresentados por meteorologistas de diferentes órgãos apontam para a manutenção da seca nos próximos meses, em algumas regiões catarinenses.

O secretário executivo do Meio Ambiente, Leonardo Porto Ferreira, lembra que a estiagem tem atingido vários Estados em intensidade diferente. A situação mais grave é no interior de São Paulo, parte do Triângulo Mineiro e nordeste do Mato Grosso do Sul que, pelo mapa divulgado, permanecem com registro de seca excepcional. “O governo de Santa Catarina tem agido para amenizar os impactos da falta de chuva, especialmente no Oeste e Extremo Oeste. O destaque é o Programa SC Mais Solo e Água, que deverá investir pelo menos R$ 350 milhões até o fim do próximo ano em medidas de resiliência hídrica”, comenta. Ele também destaca a importância do monitoramento, que tem permitido ao Estado criar um banco de dados de suporte às políticas públicas.

Saiba mais sobre as ações de mitigação em SC

:: Governo do Estado deflagra ações para mitigar efeitos da estiagem no Oeste catarinense

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Marcionize Bavaresco
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O site balneabilidade (balneabilidade.ima.sc.gov.br) foi lançado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) em dezembro de 2018. O portal apresenta todas as informações relativas ao monitoramento da qualidade da água do mar para banho no litoral catarinense e recebe visitas do Brasil e de várias partes do mundo.

Desde o início da temporada até o momento, o site já registrou 53 mil acessos. Usuários de Santa Catarina são os que mais acessam o portal, seguidos pelos turistas do Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente. São registradas ainda buscas com origem em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, entre outros. De visitantes estrangeiros, a Argentina é o país que lidera o número de visitas ao portal. Paraguai, Uruguai, Estados Unidos, Chile, Bolívia, Alemanha e Canadá vêm na sequência.

O portal é adaptado também para celular e traz o histórico dos pontos, mapa indicando a situação de cada praia, além do relatório completo para pesquisas de qualquer cidadão. “Trata-se de uma ferramenta completa que disponibiliza informações de um serviço de utilidade pública essencial, principalmente, na temporada de verão”, explica o diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental do IMA, Fábio Castagna da Silva.

Os resultados são das coletas efetuadas em 27 municípios litorâneos, em mais de 100 praias e balneários do sul ao norte, compondo os seguintes municípios: Araranguá, Bal. Arroio do Silva, Bal. Gaivota, Bal. Camboriú, Bal. Barra do Sul, Bal. Rincão, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo, São Francisco do Sul e São José.

Sobre o relatório 

O IMA analisa as águas de cada balneário e determina se os locais estão contaminados ou não por esgotos domésticos. A existência de esgoto é verificada por meio da contagem da bactéria Escherichia Coli, cujo hábitat é o trato gastrointestinal de humanos e outros animais de sangue quente. 

Para que um balneário seja considerado próprio para banho é necessário que no mínimo 80% das amostras coletadas nas cinco semanas anteriores a quantidade dessa bactéria seja inferior a 800 por 100 mililitros. O ponto é classificado automaticamente como impróprio se a concentração de E. coli superar 2000 por 100 mililitros, independente dos 4 resultados anteriores. 

Atualmente, durante a baixa temporada, de abril a outubro, o monitoramento da balneabilidade é realizado mensalmente. Já de novembro a março, na alta temporada, as análises são realizadas semanalmente e os resultados são divulgados às sextas-feiras no período vespertino. 

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) faz o monitoramento da balneabilidade no estado há mais de 40 anos e compartilha informações que são de domínio público com o objetivo de zelar pela saúde da população. Em eventos de elevada precipitação pluviométrica, combinado com a maré, direção do vento, entre outras variáveis ambientais, podemos observar eventualmente a impropriedade de algum balneário. 

Os pontos monitorados pelo IMA são identificados com placas de sinalização. Desta forma, vale lembrar a população que a retirada, adulteração e/ou qualquer ato de vandalismo das placas que indicam se o ponto está próprio ou impróprio para banho é crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/98.

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O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) divulga nesta sexta-feira, 14, o relatório de balneabilidade nº 6 da temporada de verão. A pesquisa referente às coletas realizadas de 10 a 14 de janeiro, aponta que dos 231 pontos analisados 141 estão próprios para banho no estado, o que representa 61,0%. Em Florianópolis, dos 87 pontos onde há coleta, 60 estão em condições de receber banhistas, ou seja, 69,0%.

O diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental do IMA, Fábio Castagna da Silva explica que muitos fatores tornam a água não balneável: “As fortes chuvas que ocorrem no verão alteram, significativamente, a qualidade da água, pois levam a sujeira de ruas e galerias de água ao mar. As ligações de esgoto clandestinas e o aumento da quantidade de pessoas que visitam os balneários neste período, também são fatores que acabam sobrecarregando os sistemas de tratamento de efluentes, o que afeta diretamente nos resultados das pesquisas”, analisa Fábio.

As coletas são efetuadas em 27 municípios litorâneos, em mais de 100 praias e balneários do sul ao norte, compondo os seguintes municípios: Araranguá, Bal. Arroio do Silva, Bal. Gaivota, Bal. Camboriú, Bal. Barra do Sul, Bal. Rincão, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo, São Francisco do Sul e São José.

Sobre o relatório

O IMA analisa as águas de cada balneário e determina se os locais estão contaminados ou não por esgotos domésticos. A existência de esgoto é verificada por meio da contagem da bactéria Escherichia Coli cujo habitat primário é o trato gastrintestinal de humanos e outros animais de sangue quente.

Para que um balneário seja considerado impróprio para banho é necessário que em mais de 20% das amostras coletadas nas cinco semanas anteriores a quantidade dessa bactéria seja superior a 800 por 100 mililitros ou se, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia Coli por 100 ml.

Para que um ponto volte a ser considerado balneável, a quantidade de Escherichia Coli deve estar abaixo de 800 por 100 ml em 80% ou mais das coletas nas cinco semanas seguintes.

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 Foto: Arquivo/Instituto Espaço Silvestre

Períodos de fartura de alimento para maioria das espécies de animais, a primavera e o verão são também as estações do ano as quais há maior incidência de chuv e do calor. Consequentemente, há maior crescimento, floração e frutificação das plantas, favorecendo também a reprodução e a circulação de animais silvestres. É nesta época em que o serviço de resgate do IMA registra aumento nas ocorrências.

Desde o fim de setembro, o serviço já realizou 1.717 resgates, mesmo considerando que o verão só termina em março. No inverno e no outono, o IMA resgata em média 600 espécimes no estado. Dessa forma, após o dia 22 de setembro houve um aumento da demanda em mais de 35% em relação aos outros períodos.

“O atendimento de um animal que esteja em condição de sofrimento por questões relacionadas à ação humana, como atropelamento, ataques por animais domésticos, choque com vidraças, com fios de energia elétrica e com fios de pipas com cerol, é a nossa prioridade. Cada animalzinho resgatado, curado e devolvido para a natureza representa muitas vezes a garantia de futuras gerações e consequentemente a garantia da diversidade dos seres vivos”, lembrou a gerente de Biodiversidade e Florestas do IMA, Ana Cimardi.

Vale destacar que o atendimento de um animal silvestre terrestre é feito pela equipe do IMA, exclusivamente, nos casos em que o animal esteja ferido, doente ou é um filhote sem a presença dos pais. O serviço deve ser solicitado, tão somente, por mensagem de texto no Whatsapp, para o número (48) 9.8808-3372. Sempre de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, pois não há registro de horário de plantão para esse serviço. No contato, o cidadão deve informar o nome completo, CPF, endereço do local da ocorrência e enviar fotos do animal. Em casos de extrema urgência e fora do horário de atendimento do serviço, o cidadão deve registrar a ocorrência pelo número da emergência policial 190.

Por ano, são resgatados ou apreendidos, em média, quatro mil animais das mais variadas espécies em Santa Catarina. Estes animais são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), localizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis, onde são atendidos, avaliados, reabilitados e encaminhados para soltura em sua maioria.

O IMA tem investido constantemente em infraestrutura e aquisição de materiais para atender às demandas. Recentemente o Instituto adquiriu novos furgões e picapes, que são utilizados pela Diretoria de Biodiversidade e Florestas, para ajudar no resgate, transporte e soltura de fauna silvestre, entre outros serviços e demandas inerentes à conservação da biodiversidade, entre elas a gestão das Unidades de Conservação Estaduais.

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 WhatsApp Image 2022 01 11 at 18.01.33 Ponto monitorado no Rio Camboriú. Foto: Sema/SDE

A qualidade da água de rios da faixa litorânea de Santa Catarina teve uma melhora nos últimos meses. É o que aponta o Boletim Qualiágua SC baseado na campanha de monitoramento da qualidade das águas do quarto trimestre de 2021, referente a dezembro. Os dados indicam que 27,5% dos pontos monitorados tiveram a qualidade global das águas, avaliada por meio do Índice de Qualidade da Água (IQA), classificada como boa. A qualidade da água dos demais 72,5% dos pontos foi classificada como regular. Nenhuma das amostras apresentou índices do IQA classificado como ruim ou péssimo.

No boletim anterior, referente a setembro de 2021, eram 10% das amostras com qualidade global da água classificada como boa, 80% como razoável e 10% como ruim. Atualmente, a Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), monitora 40 pontos de rios localizados na vertente hidrológica litorânea e a previsão é de contratação do monitoramento de mais 65, ao longo dos rios da vertente hidrológica do interior, durante 2022. Dessa forma a rede de monitoramento abrangerá todas as regiões do Estado.

O cálculo do IQA considera nove parâmetros tidos como representativos para a caracterização da qualidade das águas superficiais do estado: coliformes termotolerantes, pH, cloreto, nitrogênio total, fosfato total, temperatura da água, turbidez, sólidos totais e oxigênio dissolvido. As coletas da quarta campanha de 2021 do Qualiágua foram realizadas entre os dias primeiro e 15 de dezembro.

Comparação

No total, as análises avaliam 21 parâmetros que são comparados com os máximos permitidos pela Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para água doce. Na campanha atual, 15 pontos não atenderam a um ou mais padrões estabelecidos pela resolução. Ainda que o número seja significativo, houve um decréscimo importante, já que em setembro foram 25. A principal desconformidade verificada é em relação à presença de coliformes termotolerantes, que pode indicar a ocorrência de despejos de esgotamento sanitário ou de lançamento de efluentes da criação animal.

O Programa de Monitoramento Qualiágua SC foi implantado pela Sema em 2019, por meio de uma parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

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Banco de dados e acesso às informações

O secretário executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Leonardo Porto Ferreira, destaca dois aspectos fundamentais do Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas. O primeiro deles diz respeito à construção de um banco de dados, necessário para a efetividade e o avanço do processo de gestão de recursos hídricos no estado. “Há a possibilidade, por exemplo, de que algumas fontes poluidoras sejam sazonais. Com um banco de dados alimentado periodicamente, com base na mesma metodologia e com registro por anos em sequência, conseguimos fazer esse tipo de leitura”, afirma.

O segundo aspecto destacado por Porto Ferreira é a democratização das informações, especialmente a partir do lançamento do Painel Interativo do Programa Qualiágua SC, em setembro de 2021. “Consideramos que dar acesso aos dados do monitoramento da qualidade da água doce superficial é uma ferramenta que possibilita a participação da sociedade nas políticas públicas relativas aos recursos hídricos,o que é fundamental para a efetividade das mesmas”, argumenta o secretário executivo do Meio Ambiente.

O Painel Interativo do Qualiágua SC pode ser acessado por meio do portal do Sistema de Informações de Recursos Hídricos de Santa Catarina (Sirhesc), neste endereço: www.aguas.sc.gov.br. Com a ferramenta interativa é possível acessar os resultados de todos os parâmetros quantificados em cada ponto de monitoramento, o que pode ser consultado por meio do município onde ele está localizado.

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Marcionize Bavaresco
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 Foto: Defesa Civil/COREDEC Xanxerê

Chuvas irregulares e abaixo do esperado no mês de dezembro configuram uma piora das condições de estiagem, com um aumento no número de municípios em condições crítica, de alerta e de atenção em relação ao abastecimento nos municípios, principalmente nas regiões Oeste e Extremo Oeste, os que mais estão sofrendo impacto dessas condições meteorológicas. Os dados são do Boletim Hidrometeorológico Integrado n°33.

A chuva ficou abaixo da média na maior parte de Santa Catarina no final de 2021, com valores entre 120mm e 200mm abaixo do normal entre o Oeste, Planaltos e Alto Vale do Itajaí. Nestas regiões, os volumes esperados variam entre 90mm e 210mm. Já entre parte do Litoral Sul, Grande Florianópolis, Baixo e Médio Vale do Itajaí, a chuva ficou entre 40mm e 120mm abaixo do esperado.

Em parte do Litoral Norte, a precipitação variou entre 40mm e 120mm acima da média climatológica, muito por conta da atuação da circulação marítima sobre a região. A exceção fica para o Litoral Norte e parte do Litoral Sul do estado, onde as instabilidades atmosféricas acabaram favorecendo uma maior frequência de dias com chuva, onde os valores ficam acima de 200mm, no geral, e pontuais próximos ou acima dos 300mm em cidades do Extremo Sul do estado.

Abastecimento urbano

Sobre a situação do abastecimento urbano no estado, dentre os 295 municípios de Santa Catarina, 247 atualizaram a situação junto às agências reguladoras. Desses, 150 estão em estado de normalidade, 71 em atenção, 17 em alerta e nove em estado crítico frente à estiagem. Comparado ao boletim anterior, esses dados representam uma oscilação, pois 39 municípios saíram da condição de normalidade, 22 foram para situação de atenção, mais 11 para alerta e mais seis municípios entraram em estado crítico.

Diante disso, percebe-se que o número de municípios comprometidos com o abastecimento urbano aumentou de gravidade em relação ao observado nos últimos boletins em relação à estiagem hidrológica.

Conforme o secretário executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Leonardo Porto Ferreira, o Estado tem investido tanto em ações de curto, como de médio e longo prazo para minimizar os efeitos da estiagem. “Neste momento é importante que a população das regiões onde a estiagem se intensificou usem a água com consciência e evitem o desperdício. Além disso, é importante acompanhar as orientações e alertas dos órgãos competentes, seja da Sema, das agências reguladoras ou da Defesa Civil”, explicou.



Previsão

No segundo período de janeiro, entre os dias 14 e 21 de janeiro, é possível observar uma tendência de mudança no padrão das chuvas pelo Brasil. Em Santa Catarina a chuva volta a ser mais frequente e os acumulados devem ocorrer de forma mais homogênea no estado, com valores entre 40mm e 90mm.

A previsão para o trimestre entre os meses de janeiro e março de 2022 é de que o fenômeno La Niña siga em curso. Por isso a tendência é de que a chuva mais frequente siga restrita ao centro-leste catarinense, onde seus valores devem fica dentro a acima do normal (sobretudo entre o litoral, Baixo e Médio Vale do Itajaí), por conta da maior disponibilidade de umidade e atuação da circulação marítima. Já entre os Planaltos e Meio Oeste a tendência é de chuva dentro a abaixo do normal, enquanto no Extremo Oeste catarinense a chuva deve ficar abaixo do esperado para o trimestre.

“A preocupação com a crise hídrica, impactada pela estiagem que insiste em permanecer no estado, preocupa e muito a todos, em especial aos órgãos envolvidos para enfrentar a situação de desabastecimento nas regiões mais castigadas. Continuaremos prestando auxílio para este estudo junto aos demais órgãos parceiros, porém, a repetição do apelo à população para que a mesma faça sua parte, continua cada vez mais necessário”, completa o presidente da Aresc, João Carlos Grando.

O chefe da Defesa Civil em Santa Catarina, David Busarello, destacou que o Estado vem monitorando a situação em municípios afetados por estiagem, além de observação em tempo real das condições climáticas. “Por meio de nossas coordenadorias regionais estamos realizando levantamentos e atuando imediatamente para atender as demandas dos municípios e regiões afetadas”, afirmou.

Boletim Hidrometeorológico

O Boletim Hidrometeorológico é uma publicação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), e da Defesa Civil de Santa Catarina, com a parceria da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) e outras agências reguladoras.

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 Foto: Felipe Carneiro/Especial/Santur

O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) divulga nesta sexta-feira, 07, o primeiro relatório de balneabilidade do ano, o quinto da temporada. A pesquisa referente às coletas realizadas de 03 a 07 de janeiro, aponta que dos 231 pontos analisados 160 estão próprios para banho no estado, o que representa 69,3%. Em Florianópolis, dos 87 pontos onde há coleta, 66 estão em condições de receber banhistas, ou seja, 75,9%.

As coletas são efetuadas em 27 municípios litorâneos, em mais de 100 praias e balneários do Sul ao Norte, compondo os seguintes municípios: Araranguá, Bal. Arroio do Silva, Bal. Gaivota, Bal. Camboriú, Bal. Barra do Sul, Bal. Rincão, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo, São Francisco do Sul e São José.

O gerente de laboratório e medições ambientais do IMA, Marlon Daniel da Silva, reforça que a alta temporada é uma das épocas do ano com maior incidência de chuvas, o que pode contribuir para a impropriedade de alguns pontos. “Grandes precipitações pluviométricas podem potencializar a impropriedade. Nas chuvas, além da elevação do lençol freático, ocorre a lavação das ruas, bem como das galerias e/ou valas ditas pluviais, que acabam chegando aos balneários e podem afetar diretamente a balneabilidade”, explicou Marlon.

A orientação para os usuários é que sempre evitem o banho de mar por até 24 horas após a ocorrência de fortes chuvas, principalmente, nas proximidades da desembocadura de rios e tubulações.

Todos os dados e o histórico das coletas podem ser acessados na íntegra no site: balneabilidade.ima.sc.gov.br ou pelo aplicativo Praia Segura. O próximo relatório de balneabilidade será atualizado e divulgado pelo IMA na próxima sexta-feira, 14.

Critérios:

Própria: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros.

Imprópria: quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, for superior que 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.

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Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

O governador Carlos Moisés sancionou a lei que institui a Política Estadual de Transição Energética Justa, considerada como a nova política estadual do carvão. A nova legislação busca a conciliação entre a manutenção dos empregos e o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas, alinhada às tendências mundiais de transição energética.

O Plano de Transição Energética Justa surgiu a partir de um grupo de trabalho formado por representantes do Governo do Estado, da Câmara dos Deputados, senadores e prefeitos dos 15 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), criado pelo Ministério de Minas e Energia para avaliar as atividades de geração de energia termelétrica e de mineração de carvão mineral em Santa Catarina.

A Transição Energética Justa tem o objetivo de iniciar o processo de mudança e impulsionamento da economia de emissão de baixo carbono, de forma isonômica, e que garanta a inclusão socioeconômica das regiões ligadas à cadeia produtiva do carvão. O Plano abrange um conjunto de ações e estratégias coordenadas e integradas de todos os segmentos da sociedade impactados pela mudança de um modelo de desenvolvimento econômico, com foco em resultados produtivos, sustentáveis e a geração de empregos que assegurem qualidade de vida às pessoas.

Seguindo o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), o governador vetou dispositivos incluídos ou alterados no decorrer da tramitação por emenda parlamentar, considerados inconstitucionais pelo corpo técnico da PGE.

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