Foto: Julio Cavalheiro / Secom

O Conselho Estadual de Meio Ambiente de Santa Catarina (Consema) aprovou nesta terça-feira, 7, uma resolução que autoriza o aproveitamento da madeira das árvores derrubadas ou danificadas pelo ciclone extratropical ocorrido no estado em 30 de junho.

Em caráter excepcional, a norma, elaborada pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA), levou em consideração a necessidade de material de construção, em especial de madeira, para reparos e reconstrução de moradias e outros locais.

Com a aprovação da norma, é possível remover ou utilizar este material lenhoso de menor custo, das próprias árvores derrubadas ou danificadas por ação do temporal, sem autorização prévia do órgão ambiental, como ocorre em outros casos.

Entre os critérios para retirada e aproveitamento do material gerado pelo ciclone destacam-se:

- o material lenhoso deverá ser utilizado em reparos e reconstrução de benfeitorias ou para local de uso diferente da propriedade, quando se tratar de doação da madeira para obras públicas emergenciais ou de assistência social;

- situações onde o material esteja interrompendo ou obstruindo passagens em rodovias.

Os critérios são válidos para o reparo dos danos. Não é permitido o uso comercial direto ou indireto, de espécies da flora nativa provenientes de formações naturais, para consumo nas propriedades rurais.

O responsável pelo aproveitamento do material lenhoso terá um prazo de até 30 dias após a utilização do material para a entrega dos documentos junto ao órgão ambiental, entre eles, croqui da propriedade e levantamento fotográfico que caracterize os danos causados pelo vendaval.

A Resolução 169, de 7 de julho de 2020, tem vigência de um ano, a contar da publicação.

Informações adicionais à imprensa:
Claudia Xavier
Assessoria de Imprensa IMA
Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina
E-mail: comunicacao@ima.sc.gov.br
Fone: (48) 3665 4177 / (48) 99172 8277
Site: www.ima.sc.gov.br 


Tempo em Florianópolis na quarta-feira. Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

Após o ciclone extratropical que passou pelo estado na última terça-feira, os próximos dias serão de frio intenso em Santa Catarina. De acordo com a previsão da Defesa Civil, entre sexta-feira e sábado, 3 e 4 de julho, as temperaturas podem ficar negativas na Serra, onde há possibilidade de geada e neve.

Já em boa parte do Oeste, as mínimas podem ficar abaixo de 5°C. No Litoral e Vale do Itajaí, o frio se intensifica a partir desta quinta-feira, 2, com mínimas abaixo de 10°C. Os termômetros não sobem durante o dia e as tardes podem ter temperaturas máximas que variam entre 10°C a 20°C.

A Epagri/Ciram faz ainda o alerta para mar muito agitado nesta quinta-feira, com ondulação que pode chegar a quatro metros e risco de ressaca. Essa condição é desfavorável à navegação de pequenas e médias embarcações.

Canasvieiras, em Florianópolis, na quarta-feira. Foto: Mauricio Vieira / Secom

Confira a previsão da Epagri/Ciram.

Quinta-feira (02/07):
Tempo:
madrugada e início da manhã com mais nuvens com chance de chuva fraca/isolada no oeste e sul do estado. Nas demais regiões, sol e poucas nuvens.
Temperatura: baixa em todo estado, com frio intenso. Na madrugada, pequena chance de chuva congelada e/ou neve nas áreas altas do Planalto Sul.
Vento: sudoeste a sul, fraco a moderado.
Sistema: massa de ar frio de origem polar no Sul do Brasil. Ciclone extratropical afasta-se para alto mar.

Sexta-feira e sábado (03 e 04/07):
Tempo:
sol e poucas nuvens em todas as regiões de SC.
Temperatura: baixa, frio intenso! Na madrugada e amanhecer condição de geada ampla do Oeste ao Planalto, e isolada no Alto Vale do Itajaí e Florianópolis Serrana.
Vento: sudoeste a sul, passando a nordeste no sábado, fraco a moderado.

Domingo (05/07):
Tempo:
do Oeste ao Litoral Sul, aumento de nuvens com condição de chuva no decorrer do dia devido a chegada de uma frente fria. Nas demais regiões, sol com aumento de nuvens e pequena chance de chuva à noite.
Temperatura: baixa ao amanhecer com elevação durante o dia.
Vento: nordeste a sul, fraco a moderado com rajadas.

Cuidados redobrados no frio

A Defesa Civil de Santa Catarina reforça a necessidade dos cuidados com a saúde durante o frio. Recomenda-se evitar aglomerações e intensificar a higiene das mãos. Agasalhar-se bem e tomar água também fortalece a imunidade e ajuda na prevenção de vírus. Além disso, idosos e pessoas do grupo de risco devem redobrar a atenção e procurar a unidade de saúde mais próxima, não apenas em caso de sintomas da Covid-19, como também de problemas cardiorrespiratórios, uma enfermidade comum durante o inverno.

>> Leia também:

Informações adicionais para imprensa:
Gabriela Ferrarez Figueiredo
Assessoria de Imprensa
Secretaria Executiva de Comunicação - Secom
E-mail: ferrarezgabriela@gmail.com
Fone: (48) 3665-3045
Site: www.sc.gov.br

 


Imagem: Epagri

A Epagri continua atenta ao deslocamento da nuvem de gafanhotos pelo território argentino, mesmo com a possibilidade remota de a praga chegar a Santa Catarina. As condições meteorológicas climáticas previstas para o estado indicam a chegada de uma frente fria acompanhada de queda de temperatura, o que não favoreceria a chegada dos insetos ao território catarinense. Ainda assim, pesquisadores da Epagri aprofundam estudos para conhecer melhor esse fenômeno natural.

Leandro Delalibera Geremias, entomólogo da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, conta que desde a década de 1950 tem sido observada uma diminuição da incidência desta praga na Argentina. No Brasil, foram registrados surtos de gafanhotos de outras espécies em diferentes regiões até o início de 1990, contudo na maioria das vezes de forma esporádica e sem atingir Santa Catarina. A partir de 2015, pequenas infestações foram observadas no território argentino. Neste momento a equipe de entomologistas da Epagri busca informações junto a estudiosos do Brasil e do exterior.

Monitoramento

Ao mesmo tempo em que aprofunda conhecimentos sobre a praga, a Epagri acompanha o deslocamento da nuvem na Argentina. Kleber Trabaquini, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram), diz que a evolução da praga no país vizinho vem sendo registrada pelo Serviço Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa), órgão ligado ao governo federal. É a partir dessa instituição que as autoridades catarinenses se atualizam sobre o tema.

O Senasa criou um banco de dados que está sendo alimentado por avistamentos in loco, ou seja, a pessoa informa ao órgão onde viu a nuvem e aquela informação é inserida em um mapa com as coordenadas geográficas. Isso tem sido feito desde 1º de maio, quando se iniciaram os registros. A velocidade média de deslocamento da nuvem é de 100 quilômetros por dia, mas isso pode variar, influenciado principalmente pelo vento.

Segundo o pesquisador da Epagri/Ciram, tecnologias de mapeamento remoto, como radares e imagens de satélite, por exemplo, ainda não conseguiram superar a eficácia dos informes por avistamentos. Em seu estudo, descobriu que em Las Vegas, nos Estados Unidos, uma nuvem de gafanhotos já foi registrada por radar. Na Europa há registro da praga por imagem de satélite. “Mas isso depende muito da densidade da nuvem”, descreve Kleber, destacando que esse tipo de registro ainda não foi possível na Argentina.

Pesquisadores preveem que insetos devem chegar ao Uruguai

Os pesquisadores da Epagri conseguiram demonstrar, de forma simulada, a trajetória que os gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata poderão percorrer durante os próximos três dias. Os gafanhotos estão agrupados em nuvem no território da Argentina e, de acordo com os cálculos dos profissionais da Epagri, devem seguir para o Uruguai nos próximos dias.

Para prever a trajetória dos insetos os pesquisadores utilizam o modelo Noaa Hysplit, que leva em consideração variáveis comportamentais do inseto e medidas climáticas da região. Em relação ao inseto, os parâmetros de entrada utilizados foram relacionados ao seu comportamento de voo, como altitude que pode atingir e horário em que o inseto usualmente decola e pousa. Já as variáveis ambientais utilizadas levaram em consideração as coordenadas geográficas iniciais da população, neste caso a localização de Corrientes, na Argentina. O modelo climático Global Forecast System (GFS) também foi utilizado, baseando-se em variáveis de pressão atmosférica, direção e velocidade do vento, com uma precisão de 25 quilômetros.

No mapa desenvolvido pelos profissionais da Epagri fica evidente que a nuvem de insetos, que se encontra na federação Argentina, na província de Corrientes, possui uma tendência de adentrar ao território uruguaio nos próximos dias. Dependendo da altura de voo do inseto, que pode variar entre 50, 100 ou 200 metros do nível do solo nas condições climáticas deste período do ano, a nuvem poderá alcançar 250 km (traçado verde), 300 km (traçado amarelo) ou 450 km (traçado vermelho), respectivamente.

Na simulação de um voo de 50 e 100 metros acima do nível do solo, mais comum para estes insetos, os resultados demonstram que eles poderão chegar até o Departamento de Rivera, localizada no Norte do Uruguai, em até três dias. Já na simulação realizada com 200 metros acima do nível do solo, os insetos podem atingir o Departamento de Cerro Largo, Nordeste do Uruguai.

Os pesquisadores da Epagri lembram que o modelo climático GFS é atualizado diariamente, o que pode modificar os resultados da simulação. Assim, os estudiosos destacam que simulações diárias são essenciais para a precisão dos resultados e previsão da trajetória do inseto.

Sobre a praga

Gafanhotos é o nome popular de um grupo de insetos que pertencem à ordem Orthoptera, que incluem também grilos, esperanças e paquinhas. Esta ordem possui mais de 30 mil espécies conhecidas, explica o entomólogo Leandro Delalibera Geremias. A espécie que está na Argentina, de nome científico Schistocerca cancellata, normalmente apresenta hábito solitário, mas, sob algumas condições favoráveis, pode adotar o hábito migratório, agregando-se e formando “nuvens”.

Embora não sejam conclusivos, alguns estudos indicam que, quando a espécie encontra condições de clima e de alimentação favoráveis ao seu desenvolvimento, pode gerar até três gerações em um ano, uma a mais do que aconteceria normalmente.

“Com o aumento generalizado do número de indivíduos, há a necessidade de buscar novos nichos ecológicos para alimentação e daí acontece a nuvem migratória”, explica o entomólogo. Trata-se de uma praga que pode se alimentar de cerca de 400 diferentes espécies vegetais, tanto as cultivadas pelo homem, especialmente gramíneas, como espécies vegetais silvestres, onde também pode se abrigar.

O Schistocerca cancellata tem ocorrência descrita naturalmente no Brasil e inclusive em Santa Catarina. Entretanto, é no Noroeste da Argentina que este inseto encontra as condições ideais para a sua proliferação. Segundo Geremias, o primeiro relato de uma nuvem de gafanhotos na Argentina ocorreu no ano de 1538, causando prejuízos principalmente na cultura de mandioca. “Não é um fenômeno novo, é cíclico, com um intervalo de ocorrência muito distante”, descreve o pesquisador da Epagri.

Ele diz que a recomendação da Epagri no momento é a vigilância constante e busca de conhecimento para evitar pânico desnecessário. No caso de avistamento da praga, é importante que a pessoa avise imediatamente as autoridades agrícolas locais, podendo ser um escritório da Epagri, da Cidasc ou a Secretaria municipal de Agricultura.

Informações e entrevistas
Sobre o inseto:
Leandro Delalibera Geremias, entomologista da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, pelo fone (47) 98858-2834
Sobre o monitoramento: Kleber Trabaquini, pesquisador da Epagri/Ciram, pelo fone (48) 99868-7600

>> Leia também:
Governo do Estado monitora nuvem de gafanhotos na Argentina

Mais informações para a imprensa:
Gisele Dias
Assessoria de imprensa 
Epagri
Fone: (48) 3665-5147 / 99989-2992
E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
Site: www.epagri.sc.gov.br

O governador Carlos Moisés recebeu o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para uma visita institucional na Casa D´Agronômica na manhã desta segunda-feira, 22. Durante a reunião, o governador e o ministro trataram de temas que interessam ao Estado, como a universalização do saneamento básico. Salles esteve em Florianópolis para renovar a concessão de uso do Parque Ecológico do Córrego Grande por parte da prefeitura de Florianópolis.

Carlos Moisés agradeceu ao ministro pela pronta iniciativa de renovar a concessão, além da sinalização de que o Governo Federal pretende ceder o parque de maneira definitiva para o município.

“Hoje nós encaminhamos muitas soluções para Santa Catarina. O ministro fez sugestões importantes para que possamos, em parceria com o Governo Federal, tocar grandes projetos a favor do nosso estado, como a questão das concessões e do novo marco regulatório do saneamento”, declarou Carlos Moisés.

O governador ainda defendeu que a administração do Parque do Córrego Grande seja, de fato, municipal. “Isso é muito importante. Nós entendemos que quem está mais próximo entende melhor as demandas da comunidade e pode fazer a melhor gestão do espaço”.

O ministro Ricardo Salles agradeceu a hospitalidade do governador Carlos Moisés e também adotou um discurso de aproximação institucional. Segundo ele, a parceria com o Governo estadual será fundamental na meta da universalização do saneamento básico.

“Essa é uma medida que nós vamos fazer em conjunto com o Governo. Nossa visita foi muito produtiva, feita em conjunto com o Executivo estadual, o município e a bancada federal. Essa é uma grande parceria em prol do Brasil”, disse o ministro.

Ricardo Salles salientou que, após a renovação da concessão do parque realizada nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro determinou que sejam iniciados os trâmites para a cessão definitiva do espaço.

Informações adicionais para imprensa:
Leonardo Gorges
Assessoria de Imprensa
Secretaria Executiva de Comunicação - SECom
E-mail: leonardogorges@secom.sc.gov.br 
Fone: (48) 3665-3045
Site: www.sc.gov.br 


Fotos: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

O inverno começa neste sábado, 20, e chega quente em Santa Catarina. A tão esperada neve terá chances de vir somente em julho. Enquanto o outono foi marcado por temperaturas baixas e geada, nos primeiros dias do inverno não há indicativo de frio intenso. A primeira massa de ar frio da estação está prevista para o final de junho e chega um pouco tímida, com poucas chances de temperatura negativa. 

O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) disponibilizou a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC) para o setor de antenas de telecomunicações. Com o anúncio feito na quarta-feira, 17, essa é a terceira atividade beneficiada pela LAC, que é a modalidade de licenciamento automática e online. Os outros setores são avicultura e transporte de produtos perigosos

As antenas de telecomunicações são um dos equipamentos responsáveis por garantir a transmissão de sinais para o funcionamento de televisão, rádio, telefone fixo e móvel, e internet. Em Santa Catarina, de 2014 a junho de 2020, foram solicitados 3.155 processos de licenciamento relacionados a antenas de telecomunicações. Somente neste ano, já são 179 processos que entraram para análise no órgão ambiental catarinense.

O tempo médio da concessão da licença para esta atividade, em 2020, segundo dados do Business Inteligence do IMA, é de 308 dias. Para agilizar o processo e reduzir este tempo, o IMA desenvolveu a Licença por Adesão e Compromisso (autodeclaratória) para o setor.

Nesta modalidade, semelhante à Declaração de Imposto de Renda, o empreendedor preenche o cadastro com todas as informações requeridas e submete os documentos exigidos, comprometendo-se com a veracidade dos dados prestados. Se atendidas todas as exigências legais e apresentada a documentação obrigatória, a licença é emitida na mesma hora.

Tecnologia 5G

A LAC deve contribuir também para a instalação da tecnologia 5G, com licitação no Brasil prevista para ocorrer em 2021. De acordo com especialistas, a implantação efetiva da tecnologia demandará um aumento significativo no número de antenas, o que aumentará a quantidade de processos a serem analisadas pelos órgãos licenciadores. Com a licença autodeclaratória, na esfera ambiental, Santa Catarina sai na frente permitindo a autorização de forma célere, com posterior auditoria.

Sobre a LAC

A Licença Ambiental por Adesão e Compromisso possibilita que o solicitante encaminhe pela internet a documentação exigida em lei para a avaliação ambiental da atividade. O aceite e a confiabilidade na responsabilidade técnica apresentada pelo empreendedor culminarão na emissão automática da autorização, caso todos os requisitos legais sejam cumpridos.

As atividades que podem ter autodeclaração são determinadas pelo CONSEMA. Algumas, por exemplo, as que requisitam supressão de vegetação permanecem com o processo normal de licenciamento, sem possibilidade de concessão por autodeclaração.

Pelo novo sistema, o solicitante vai enviar online a documentação para o IMA e receberá, após atendimento das exigências, a licença ou autorização ambiental pertinente pela mesma plataforma que enviou e também por e-mail cadastrado.

Após a emissão da LAC, o IMA vai realizar, em forma de auditoria, a avaliação dos processos para averiguação do cumprimento legal das obrigações ambientais pertinentes. Com isso, espera-se a redução significativa do tempo para a emissão das licenças.

A LAC tem como premissa a credibilidade das informações repassadas pelo empreendedor. A constatação, a qualquer tempo, da prestação de dados falsos, implicará a nulidade da licença concedida pelo órgão licenciador e tornará aplicáveis penalidades determinadas pela legislação.

Santa Catarina é um dos únicos estados a implementar a LAC e o único a ter legislação específica determinando a implementação da mesma.

Informações adicionais à imprensa:
Claudia Xavier
Assessoria de Imprensa IMA
Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina
E-mail: comunicacao@ima.sc.gov.br
Fone: (48) 3665 4177 / (48) 99172 8277
Site: www.ima.sc.gov.br 


Foto: Julio Cavalheiro / Secom

O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) lançou nesta quarta-feira, 10, a Declaração de Atividade não Constante AUTOMÁTICA, que vai beneficiar aproximadamente 700 atividades econômicas.

A Declaração de Atividade não Constante funciona como uma negativa, em que o órgão ambiental declara que determinada atividade não é licenciável. O procedimento para a obtenção do documento já era digital, mas passava por análise da equipe do IMA e isso levava alguns dias para ser concluído.

Com a declaração automática, o solicitante recebe o documento de forma imediata, contribuindo com as empresas e possibilitando que os profissionais do órgão ambiental concentrem as análises em processos de maior complexidade.

De 2014 a 2019, o IMA recebeu 24.727 solicitações deste tipo de declaração, que tem prazo de um ano para ser renovada, mas que não é considerada obrigatória. No entanto, é exigida por várias instituições, como no caso das financeiras na prestação de serviços empresariais.

A nova modalidade pode ser acessada como anteriormente no site do Sinfat, em http://sinfatweb.fatma.sc.gov.br/.

Informações adicionais à imprensa:
Claudia Xavier
Assessoria de Imprensa IMA
Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina
E-mail: comunicacao@ima.sc.gov.br
Fone: (48) 3665 4177 / (48) 99172 8277
Site: www.ima.sc.gov.br 


Foto: Divulgação/ Celesc

O Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial, também conhecido como PACUERA, é um projeto que visa disciplinar a ocupação e o uso dos lagos que se formam pelo barramento dos rios nas usinas hidrelétricas, a fim de conservar o seu entorno e proteger os recursos naturais dessas áreas. A Celesc já investiu mais de R$ 340 mil na realização do PACUERA de seis usinas em Santa Catarina: Rio dos Cedros, Palmeiras, Garcia, Salto, São Lourenço e Caveiras.

Para o gerente da Divisão de Meio Ambiente da Celesc Geração, Leonardo Luiz Marostica, o grande trunfo do PACUERA é aliar a preservação ambiental a modelos de negócio e de gestão sustentáveis, de modo a garantir a preservação de recursos naturais, o sustento e o lazer de quem coabita esses espaços. ”Por não ter caráter obrigatório de uso, o plano surge como uma proposta para regrar o uso dessas áreas e desenvolver políticas públicas nas regiões, amparadas em novas propostas para as legislações municipais”, explica.

As comunidades atingidas também participam da elaboração do plano por meio de consultas públicas, que dão origem a sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas na região, sempre conciliando a conservação ambiental com as atividades praticadas pela população que ali atua. Todos os que utilizam o reservatório devem zelar por sua preservação, adotando práticas responsáveis dentro da sua atividade.

Conservar para desenvolver

Os estudos realizados para as usinas Rio dos Cedros e Palmeiras, por exemplo, ocorridos em 2018, definiram áreas do reservatório destinadas ao lazer e turismo contribuindo com a conservação do reservatório sem trazer riscos aos usuários, desde que respeitadas as medidas de segurança traçadas. “Nessas usinas a definição das zonas turísticas potencializou a vocação que aquelas cidades já tinham para essas atividades”, avalia Leonardo Marostica.

Já em terra firme, a definição das Zonas de Conservação Ambiental das Margens foram importantes não só do ponto de vista biológico, para manutenção da fauna e flora, mas também para a estabilidade geológica das margens e a contenção de processos erosivos - essencial para manutenção da qualidade hídrica do reservatório e da beleza cênica local que, por sua vez, são essenciais para atividade turística.  

O supervisor de Gestão Ambiental da Celesc, Henrique Delabary, explica que esse é apenas um dos braços que a Celesc desenvolve alinhada aos interesses da sociedade, na perspectiva de contribuir para o seu crescimento. Por meio da energia que gera, transmite e distribui, ou por estratégias que considerem as responsabilidades com sua área de concessão, a empresa segue firme na concepção de que a palavra conservar, por vezes, pode funcionar como sinônimo da palavra desenvolver. “Com sua Política Socioambiental, a Celesc leva não apenas energia elétrica aos catarinenses, mas também seu compromisso de respeito ao meio ambiente e a toda sociedade”, conclui.

Informações adicionais para imprensa:
Heda Wenzel
Assessoria de Comunicação
Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. - Celesc
E-mail: imprensa@celesc.com
(48) 3231-6226
Site: www.celesc.com.br




Focos de incêndio no Parque Estadual do Rio Vermelho - Fotos: Adrio Peixoto Centeno/IMA

Há dias o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina trabalha para conter focos de incêndios no Parque Estadual do Rio Vermelho. De janeiro a abril deste ano, 163 hectares do local foram destruídos pelo fogo. Para sensibilizar a população para a necessidade de evitar incêndios e preservar estes locais que conservam a biodiversidade catarinense, o IMA lança a campanha Nosso Parque.

Em Santa Catarina, foram 3.369 ocorrências de incêndio em vegetação entre o dia 1º de janeiro e 31 de maio de 2020, enquanto no mesmo período de 2019 foram 692 ocorrências. Os dados são dos Bombeiros.

O momento exige cuidado redobrado porque o estado enfrenta situação de estiagem, com pouco registro de chuva, o que deixa as vegetações mais secas e passíveis de incêndio.

Desta forma, o IMA alia-se a toda a comunidade dos entornos dos Parques e à sociedade catarinense. Ações simples podem ser fundamentais para evitar novos incêndios e mais destruição da natureza. Desta forma, é importante NÃO FAZER:

  • Churrasco no chão;
  • Acampamentos;
  • Fogueiras;
  • Jogar bituca de cigarro no chão ou na restinga;
  • Queimada de limpeza;
  • Celebração religiosa com velas;
  • Uso de fogos de artifício;
  • Balão de São João.

A campanha é divulgada nas redes sociais do IMA e das entidades parceiras e, em breve, um e-book será lançado com mais informações e dicas sobre combate a incêndios e o que NÃO FAZER em trilhas e passeios em meio à natureza.

Informações adicionais à imprensa:
Claudia Xavier
Assessoria de Imprensa IMA
Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina
E-mail: comunicacao@ima.sc.gov.br
Fone: (48) 3665 4177 / (48) 99172 8277
Site: www.ima.sc.gov.br 


Estiagem se agrava desde janeiro em SC. Fotos: Divulgação/ Epagri.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia cinco de junho, ganha um aspecto mais relevante neste ano em Santa Catarina. É que o Estado sofre o impacto da estiagem que se agrava desde janeiro, quando as chuvas começaram a rarear no território catarinense.

Na agricultura, a falta de chuvas vem atingindo, sobretudo, a cultura da maçã, que acumula 19% de perdas, e o milho total, com 10% de perdas, segundo dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). O Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Epagri/Ciram), responsável pelo monitoramento de níveis de rios e de chuvas, informa que o Estado não enfrentava uma estiagem tão grande desde 2006.

A Epagri faz o monitoramento ambiental e do mercado agrícola, além da previsão do tempo, na intenção de manter os meios rural e urbano alertas para a situação. Nos 292 escritórios municipais da Epagri a mobilização é para sensibilizar famílias agricultoras e pescadoras para práticas que preservam a água. Por outro lado, os extensionistas da Empresa que atuam nos municípios também vêm tomando providências para gerar ou manter pontos de captação de água, na expectativa de apoiar as comunidades no enfretamento desse momento delicado.

Irineópolis

Em Irineópolis, a Epagri oferece uma solução “caseira” que vai fornecer água para pelo menos 35 famílias das comunidades de Rio Vermelho, Santo Antônio 2 e Rio Branco, produtoras de tabaco, leite e milho. É o modelo Caxambu de proteção de fonte, que será construído na semana que vem na propriedade do agricultor José Océlio de Castro.


Nascente em Irineópolis será protegida pelo modelo Caxambu

A proteção de fonte modelo Caxambu foi desenvolvida em 2001 pelo geólogo Mariano José Smaniotto e por extensionistas da Epagri na região de Chapecó, num trabalho conjunto de entes públicos municipais e estaduais, que incluiu a Prefeitura de Caxambu do Sul e agricultores da região. Ao longo dos anos foram incorporadas adaptações que aprimoraram a tecnologia.

O objetivo é proteger a fonte, também conhecida como nascente ou olho d’água, usando para isso tubo de concreto, canos pvc, pedras, brita, cacos de telha ou de tijolo, além de outros materiais. Assim, o modelo Caxambu protege a fonte contra contaminação por lixo, agrotóxicos, dejetos humanos e de animais. A tecnologia também evita desmatamentos, protege o solo e ajuda a preservar e recuperar a vegetação nativa, entre outras vantagens.

Alex Caitan Skolaude, extensionista da Epagri em Irineópolis, conta que diante da estiagem foi procurado pelo agricultor José Océlio, que disse ter uma fonte “muito boa” na área de preservação de sua propriedade. A animação do agricultor, em meio a um cenário de grave redução na oferta de água, intrigou o extensionista, que se surpreendeu ao conhecer a nascente. Ele mediu uma vazão de 28 mil litros de água por dia, o que vai ofertar uma captação de 15 mil litros de água diários.

Após a construção da proteção da fonte, a água vai ser armazenada numa caixa inicial de cinco mil litros e distribuída via mangueira para cinco residências. O excedente vai ser reservado numa outra caixa com a mesma capacidade, essa na beira de uma estada, permitindo que outras famílias que estejam com problemas de fornecimento busquem o líquido no local. Alex calcula que por meio desse sistema poderão ser atendidas uma média de 30 famílias ou mais, caso seja necessário.

A construção da proteção de fonte modelo Caxambu será feita na segunda semana de junho, com participação de dois extensionistas da Epagri no município e mais três agricultores, incluindo o dono do terreno. Em menos de um dia o trabalho estará pronto. A partir daí a prefeitura de Irineópolis e a Defesa Civil local devem entrar com as caixas d’água. Mangueiras, tubos, conexões e outros equipamentos para proteção da fonte e distribuição da água ficam por conta dos agricultores.


Desde 2016 foram feitas cerca de 80 proteções de fonte modelo Caxambu em Irineópolis

A fonte modelo Caxambu já provou sua eficiência em Irineópolis. Alex revela que, desde 2016, 80 famílias rurais foram beneficiadas com a tecnologia no município, por meio do Programa SC Rural. O resultado é que estes agricultores não estão sendo tão afetados pela atual estiagem.

Palhoça

Não é de hoje que o Escritório Municipal da Epagri em Palhoça atua para a preservação da água. Em 2006 a Epagri deu início à construção do sistema de captação, filtragem, armazenamento e distribuição de água da comunidade Santa Cruz do Maciambu. Financiado com recursos do Projeto Microbacias II, o sistema que ficou pronto em 2008 capta água de nascentes na Serra do Tabuleiro e distribui para 50 famílias rurais e maricultoras da localidade. A água é potável e 95% do volume é utilizado para consumo humano.


Sistema de captação, filtragem, armazenamento e distribuição de água é modelo para outras comunidades

Com a estiagem deste ano, a equipe municipal da Epagri foi acionada pela associação responsável pela manutenção do sistema, para sensibilizar os usuários sobre a necessidade de economia do recurso natural. A mobilização junto às famílias está sendo feita prioritariamente por Whatsapp, para manter o isolamento social recomendado pelo governo por conta da pandemia da Covid-19, conta Edson Carlos de Quadra, extensionista da Epagri em Palhoça.

A Epagri também está orientando a associação para instalação de hidrômetro, que vai apoiar na gestão da água captada e distribuída. Com o equipamento, será possível verificar o nível de consumo da comunidade e suas reais necessidades.

Todo o projeto é desenvolvido em parceria com a Samae e a Secretaria Municipal de Maricultura, Pesca e Agricultura. Estes órgãos contam com a Epagri para conhecer melhor o sistema de captação e distribuição de água instalado em Santa Cruz do Maciambu, a fim de tentar reproduzi-lo em outras comunidades do município. Outra parceira é a Defesa Civil municipal, na mitigação dos efeitos da estiagem.

O município de Palhoça, na Grande Florianópolis, é o maior produtor de moluscos de Santa Catarina. Em 2018 produziu mais de oito mil toneladas de mexilhões e ostras. Isso é mais da metade das 14.178 toneladas produzidas no Estado naquele ano. Além da maricultura, o município conta com produção agrícola e turismo rural, setores econômicos que também são assistidos pelo escritório local da Epagri.

Mais informações para a imprensa:
Gisele Dias
Assessoria de imprensa 
Epagri
Fone: (48) 3665-5147 / 99989-2992
E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
Site: www.epagri.sc.gov.br