Foto: Antônio Carlos Mafalda/Arquivo/Secom

A crise enfrentada pela China na suinocultura com o avanço da peste suína africana tem feito o gigante asiático comprar mais carnes de Santa Catarina. O país já responde por 57% de todo o faturamento catarinense com as exportações de carne suína em 2019.

Ao longo do ano, SC ampliou em 26,4% a quantidade de carne suína exportada para a China e Hong Kong, totalizando 168,5 mil toneladas entre janeiro e setembro. O faturamento com os embarques já passa de US$ 342,2 milhões, 38% a mais do que no mesmo período de 2018. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Cepa.

"O agronegócio catarinense vive um bom momento, com resultados importantes ao longo do ano. Porém não podemos esquecer que também é um período de crise mundial e precisamos rever nossos sistemas de controle. O Brasil deve reforçar os controles em portos e aeroportos. Em Santa Catarina estamos concentrando nossos esforços na defesa agropecuária para que o estado se mantenha livre de qualquer doença", destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

A tendência é de que as exportações aumentem ainda mais até 2020. "A China deve continuar aumentando suas importações de proteínas de origem animal, em função da drástica redução no rebanho suíno causada pelo surto de peste suína africana que o país atravessa. Nesse cenário, o Brasil, e em especial Santa Catarina, possui condições de atender parte dessa demanda adicional, tendo em vista a competitividade dos seus produtos e as boas condições sanitárias da produção animal", explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl.

Resultado total das exportações de carne suína

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. De janeiro a setembro de 2019, o estado já exportou 299,1 mil toneladas do produto, uma alta de 18% em relação ao ano anterior. O faturamento com os embarques passa de US$ 602,7 milhões, o que representa um crescimento de 29%.

Os principais destinos para carne suína catarinense este ano são: China, Hong Kong, Chile, Argentina e Rússia.

Peste Suína Africana

A peste suína africana (PSA) é uma doença viral, que não oferece risco à saúde humana, mas que pode dizimar plantéis de suínos. O vírus da PSA é muito resistente, permanecendo nas fezes dos animais por até três meses e em alimentos (produtos maturados) por até nove meses.

A transmissão nos suínos e javalis se dá por meio do contato direto com animais doentes, consumo de resíduos infectados, pela contaminação em equipamentos, veículos, roupas e sapatos. O carrapato G. Ornithodoros também dissemina a PSA. Como é altamente infecciosa, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) recomenda o sacrifício dos animais doentes. O Brasil não registra focos de peste suína africana desde 1984.

Reforço na defesa agropecuária de Santa Catarina

Mesmo livre de peste suína africana, Santa Catarina aposta nas ações de defesa agropecuária para garantir a saúde do rebanho. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários.

Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para diversas doenças. A iniciativa privada também é parceira no processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Informações adicionais:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/(48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/


Reunião na manhã desta sexta-feira. Foto: Divulgação / Secretaria de Agricultura

A falta de chuvas ainda não traz prejuízos para as lavouras de Santa Catarina, porém o setor se mantém em alerta. Na manhã desta sexta-feira, 11, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) reuniram lideranças do setor produtivo e técnico para discutir os impactos da estiagem no meio rural. Até o momento, as lavouras de Santa Catarina se desenvolvem normalmente, com atrasos no plantio de algumas culturas, mas não há previsão de queda na produção ou perda de qualidade na safra de verão.

"A Epagri vem monitorando a situação meteorológica, hidrológica e também as safras em Santa Catarina. E nós queremos criar um ambiente para discutirmos essas informações, auxiliando o produtor na tomada de decisões. Nossa intenção é minimizar os impactos da estiagem no meio rural catarinense e tranquilizar a população", destaca o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

Segundo relatório do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram), este é o período de estiagem mais severo dos últimos 10 anos no estado. A maior preocupação são as baixas reservas de água no solo e mananciais.   

"Nós estamos com chuva abaixo da média histórica desde junho. A boa notícia é a previsão de chuva a partir de segunda-feira (14). A tendência é de uma semana mais chuvosa, com até 50 milímetros de precipitação", afirma o meteorologista da Epagri/Ciram, Clovis Correa.

Impactos na agricultura

As chuvas abaixo da média histórica causam um atraso no plantio de algumas culturas, como tomate, batata, milho silagem, fumo e soja, segundo informações do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). 

"Estamos em plena janela de plantio para as culturas da safra de verão e a situação ainda está normal para a agricultura, porém a estiagem prolongada já traz preocupações ao setor. Até o momento não existem registros de prejuízos ou perdas, caso as chuvas voltem, ainda há tempo para a situação no campo se normalizar", explica o analista da Epagri/Cepa, João Rogério Alves.

A maior preocupação é o abastecimento de água para o consumo animal, principalmente nas granjas de suínos e aves.

Boas práticas de produção

Em tempos de pouca chuva, o produtor rural pode adotar algumas práticas para minimizar os impactos e garantir uma boa safra. A recomendação é de que os agricultores não deixem de fazer um bom seguro agrícola e que procurem fazer o escalonamento de plantio de sua safra, a fim de minimizar possíveis prejuízos caso a estiagem persista.

O investimento na construção de cisternas ou sistemas de irrigação também traz mais segurança para os produtores nos tempos de estiagem.

Incentivos do Governo do Estado

Para minimizar os efeitos da falta de chuva, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural mantém diversas linhas de apoio aos agricultores e pecuaristas. Em cinco anos, o Governo do Estado investiu mais de R$22,9 milhões na construção de cisternas e de sistemas de abastecimento de água, além da cessão de uso de 465 distribuidores de água para os municípios.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

De 14 a 18 de outubro, a Epagri vai capacitar 15 moradores de rua de Florianópolis em maricultura. O objetivo é gerar oportunidade de trabalho para pessoas que enfrentam dificuldades de inserção no mercado. As aulas serão oferecidas na passarela Nego Quirido, onde funciona o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua - chamado Centro POP -, e no Ribeirão da Ilha.  

Os participantes foram previamente selecionados pela prefeitura e vão estudar temas como conceito de maricultura, características do setor em Santa Catarina e anatomia, fisiologia e alimentação de moluscos bivalves. O grupo vai aprender também a parte técnica da atividade de produção, como montagem e manutenção dos artigos de captura dos moluscos. 

“Depois do curso, a probabilidade do morador de rua, então capacitado, ser contratado como freelancer é grande, pois existe falta de mão de obra qualificada na maricultura”, diz o coordenador do curso e extensionista da Epagri em Florianópolis, Philipe Medeiros da Costa. No último dia da capacitação, os moradores vão entregar seus currículos aos maricultores. 

O curso será ministrado pelo extensionista Philipe e por representantes da Associação de Maricultores do Sul da Ilha (Amasi). O projeto é uma parceria das duas entidades com a Superintendência de Pesca, Maricultura e Agricultura da prefeitura de Florianópolis. Os recursos para a capacitação são do Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (Igeof).

Produção

Santa Catarina é responsável por quase toda a produção nacional de mexilhões, ostras e vieiras. De acordo com os dados do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap), o Estado produziu mais de 14 mil toneladas desses moluscos em 2018. Florianópolis participa com uma produção de aproximadamente três toneladas.

---------------------------------------------

Serviço

O quê: curso de capacitação em maricultura para pessoas em situação de rua
Quando: de 14 a 18 de outubro, das 09h às 16h30
Onde: Avenida Gustavo Richard, S/N – Passarela do Samba Nego “Quirido”, Centro. Florianópolis – SC 
Informações e entrevistas: Philipe Medeiros da Costa, extensionista da Epagri em Florianópolis, pelo fone (48) 3665-5204

Informações adicionais para a imprensa:
Assessoria de Comunicação da Epagri
Gisele Dias
Fone: (48) 3665-5147 / (48) 99989-2992
E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
Cinthia Andruchak
Fone: (48) 3665-5344
E-mail: cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br
Isabela Schwengber
Fone: (48) 3665-5407
E-mail: isabelas@epagri.sc.gov.br
Site: www.epagri.sc.gov.br


Foto: Arquivo / Secom

A Estação Experimental da Epagri em Caçador realiza nesta quarta-feira, 9, Dia de Campo com palestra sobre de uso de drone para polinização de macieiras. O evento começa às 13h30 e terá demonstração prática de voo a partir das 15h30, nos pomares de pesquisa da Estação. 

A polinização é um serviço feito naturalmente pelas abelhas, mas que às vezes precisa de recursos extras. “É bem comum o aluguel de colmeias para polinização. Os fruticultores utilizam normalmente entre duas e quatro colmeias por hectare, pagando cerca de R$ 80 por colmeia”, explica André Sezerino, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador. 

Há também pomares com problemas de polinização que utilizam produtos reguladores de crescimento para induzir a formação de frutos sem que haja polinização. “Mas o efeito é muito variável entre safras e a qualidade dos frutos formados normalmente é inferior a de frutos bem polinizados”, descreve o pesquisador. A polinização manual também não é uma alternativa viável comercialmente, sendo empregada somente em cruzamentos para melhoramento genético. 

Em períodos de escassez de abelhas ou de baixa atividade, a polinização por drones poderia ser um importante complemento ao processo natural. Ao contrário das abelhas, a tecnologia pode operar no frio e à noite, além de compensar influências climáticas, como uma chuva que venha a lavar o pólen sendo produzido e dispersado. 

O evento é feito em parceria com  a Kolecti recursos florestais e a empresa americana Dopcopter, que tem sede nos Estados Unidos e é a primeira do mundo a oferecer serviço de polinização automatizada para fins comerciais.

Serviço 

  • O que: Dia de Campo sobre uso de drone para polinização em pomares de maçã, com demonstração de voo
  • Quando: dia 9 de outubro, quarta-feira às 13h30min. A demonstração de voo começa às 15h30min
  • Onde: na Estação Experimental da Epagri em Caçador (R. Abílio Franco, 1.500)
  • Informações e entrevistas: André Sezerino, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador, pelos fones (49) 3561-6800 / (48) 99678-1797

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 36655344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407


Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

As localidades de Costeira do Ribeirão e Freguesia do Ribeirão, em Florianópolis, e Zimbros e Canto Grande, em Bombinhas, estão liberadas para comercialização e consumo de ostras, mexilhões, berbigões, vieiras e seus produtos. A liberação engloba os cultivos em costões e na beira da praia.

A desinterdição dos cultivos ocorre após dois resultados negativos consecutivos, com a demonstração pelas análises de que as concentrações de toxina diarreica nos moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano. As análises são repetidas semanalmente.

Permanecem liberadas apenas para a comercialização e consumo de ostras

Seguem liberadas para a comercialização e o consumo de ostras as localidades de Perequê, Ilha João da Cunha e Araça, no município de Porto Belo, e Ponta do Papagaio, em Palhoça. Permanece a interdição para mexilhões, vieiras e berbigões destes locais.

Conforme o gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, ostras e mexilhões se comportam de forma diferente diante das concentrações de algas tóxicas, por isso a desinterdição é parcial. “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

Informações adicionais:
Paulo Henrique Santhias
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4418/(48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/


Fotos: Divulgação / GVG 

Em roteiro pelo Extremo-Oeste, a vice-governadora Daniela Reinehr participou na sexta-feira, 4, da abertura da Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Guaraciaba (Facig), e no sábado, 5, do início das festividades da 41ª edição da Oktoberfest na Comunidade de Linha Presidente Becker, em Itapiranga. 

“São programações que promovem a integração, mostram a força do trabalho, valorizam a tradição, os princípios e os valores da nossa gente. Reconhecemos e valorizamos todo o trabalho deste povo  amigo, honrado, trabalhador que produz muito e ajuda no desenvolvimento de Santa Catarina”, disse. 

Em três dias de feira, a Facig apresenta as novas tecnologias de produção, além de diversas atividades de exposição e apresentação de estandes de vários setores e segmentos da economia local e regional, como: agricultura familiar, pecuária, indústria moveleira e confecção, arte, gastronomia, palestras e seminários.

Já a Oktoberfest vai até dia 20 de outubro na Linha Presidente Becker e entre 10 e 13 de outubro em Itapiranga. A programaçã busca evidenciar a cultura germânica com música, dança, cultura e gastronomia.

O tradicional desfile de abertura não ocorreu neste ano devido à chuva. As comemorações foram no pavilhão, onde a comunidade retratou a história dos colonizadores da Linha Presidente Becker, que comemora seus 85 anos. Em seguida, as autoridades realizaram a sangria do primeiro barril de chope, simbolizando o início das festividades.

Informações adicionais para imprensa:
Assessoria do Gabinete da Vice-Governadora
Elisabety Borghelotti
Fone: (48) 3665-2281 | (48) 98843-5460
E-mail: comunicacao@gvg.sc.gov.br


Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

Está liberado o consumo, retirada e comercialização de ostras, mexilhões, berbigões e vieiras da localidade de Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, e da Armação do Itapocorói, em Penha. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural desinterditou o cultivo desses moluscos e seus produtos, inclusive nos costões e na beira de praia na sexta-feira, dia 27.

A liberação ocorre após dois resultados negativos consecutivos, com a demonstração pelas análises de que as concentrações de toxina diarreica nos moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano. As análises são repetidas semanalmente.

Novas interdições

Porém, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anunciou a interdição de cultivos de berbigões, ostras, vieiras e mexilhões das localidades de Freguesia do Ribeirão e Costeira do Ribeirão, em Florianópolis, devido à presença de toxina diarreica.  Desde sexta-feira, 27, estão proibidas a retirada, comercialização e o consumo dos moluscos e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia. A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

As localidades de Barra e Laranjeira, em Balneário Camboriú, seguem interditadas para retirada, comercialização e consumo de todas as espécies de moluscos e seus produtos.

Consumo liberado de ostras

Seguem liberadas para a comercialização e o consumo de ostras as localidades de Zimbros e Canto Grande, no município de Bombinhas; Araça, Perequê e Ilha João da Cunha, em Porto Belo, e Ponta do Papagaio, em Palhoça. Porém, nestas localidades ainda permanece a interdição para mexilhões, vieiras e berbigões.

O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que ostras e mexilhões se comportam de forma diferente diante das concentrações de algas tóxicas, por isso a liberação é parcial. “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso é possível a sua liberação antes dos mexilhões”.


Imagem: Cidasc

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

Informações adicionais:
Paulo Henrique Santhias
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4418/(48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/

 


Foto: Aires Mariga / Epagri

As exportações catarinenses de carnes de frango e de porco cresceram mais de 20% no acumulado entre janeiro e agosto na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa é uma das conclusões do Boletim Agropecuário, elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa).

O documento, divulgado mensalmente, mostra que Santa Catarina exportou 909 mil toneladas de carne de frango de janeiro a agosto, com faturamento de US$ 1,58 bilhão, o que representa um aumento de 20,13% em quantidade e de 24,82% em valor, quando comparado ao mesmo período de 2018. O estado foi responsável por 34,45% das receitas brasileiras geradas pelas exportações de carne de frango nos oito primeiros meses do ano.

Em relação à carne suína, o Estado exportou 266 mil toneladas entre janeiro e agosto, o que representa um aumento de 20,49% em relação ao mesmo período de 2018. O faturamento foi de US$ 530,40 milhões, alta de 28,09% na comparação com o ano anterior. Santa Catarina foi responsável por 57,72% da quantidade de carne suína exportada pelo Brasil neste ano, reforçando a posição de principal exportador do produto no país.

Bovinos

Já no setor de carne bovina, o Estado enfrentou queda de 11,60% em quantidade e de 21,85% em valor, na comparação entre os primeiros oito meses de 2019 e 2018. Neste ano, foram exportadas 2,64 mil toneladas de carne bovina, com faturamento de US$ 7,47 milhões. Hong Kong foi o destino de 54,90% da carne bovina vendida ao exterior pelo estado em 2019.

O relatório também traz dados sobre a produção de leite e safras de arroz, feijão, soja, milho, trigo, alho e cebola.  A íntegra do Boletim Agropecuário está disponível neste link.

Informações e entrevistas
Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa, pelos fones (48) 36655076 / 98438-4101

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 36655344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407 


Fotos: Divulgação / GVG

O acesso à tecnologia, a importância da profissionalização e o papel transformador do jovem no meio rural foram alguns dos assuntos abordados pela vice-governadora Daniela Reinehr no encontro para egressos e novos alunos do curso de Organização, Gestão e Protagonismo com Jovens Rurais, da região da Grande Florianópolis. O evento foi realizado nesta quarta-feira, 25, em São José. 

“O futuro da agricultura catarinense está na mão de cada um de vocês. Expandam o aprendizado ao máximo e levem para a propriedade mais tecnologia e gestão. Santa Catarina está tendo cada vez mais possibilidades e oportunidades de mercado devido à qualidade dos nossos produtos. Isso representa a força dos agricultores que trabalham incansavelmente. O Governo do Estado reconhece e tem muito orgulho do trabalho de todos vocês”, disse a vice-governadora.

O objetivo do encontro é integrar, promovendo um momento de reflexão sobre a condição de permanência ou de inserção do jovem rural no contexto da agricultura familiar, além de possibilitar a troca de experiências entre os participantes. A Epagri realiza o curso para jovens rurais e já formou 1.890 mil alunos, em 13 Centros de Treinamento. Na região da Grande Florianópolis, as atividades ocorrem desde 2013 e já formaram cerca de 156 pessoas.

O secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, que também participou o encontro, destacou a importância dos jovens na produção agrícola de Santa Catarina. “Queremos que esses jovens tenham a possibilidade de empreender cada vez mais em suas propriedades. Uma das medidas que tomamos para garantir isso é incentivar a busca por novas tecnologias a fim de inovar e melhor gerenciar as propriedades, o que acaba refletindo positivamente em todo o setor”, pontuou Gouvêa.

O jovem Solivan Schuelter, de Anitápolis, contou que conseguiu realizar o sonho da mãe ao profissionalizar o empreendimento da família, a partir dos cursos e capacitações promovidos pela Epagri e pelo SC Rural. Há quatro anos, Solivan e os familiares estão aperfeiçoando a produção de vegetais em conserva, trabalho que a mãe do jovem fez por 20 anos. “Sempre tivemos a intenção de montar o negócio, mas a burocracia acabava nos desanimando. O curso surgiu e facilitou para que nosso objetivo fosse alcançado, além de mudar a realidade da nossa família.”

O evento é promovido pela Epagri, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Também envolve Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e prefeituras. No encontro, também estavam presentes a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter e outras autoridades.

Informações adicionais para imprensa:
Assessoria do Gabinete da Vice-Governadora
Elisabety Borghelotti
Fone: (48) 3665-2281 | (48) 98843-5460
E-mail: comunicacao@gvg.sc.gov.br


Foto: Nilson Teixeira / Epagri

A Epagri apresentou nesta segunda-feira, 23, em Florianópolis, a estimativa da safra de verão 2019/2020 para Santa Catarina. A previsão, feita pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), indica aumento na área plantada e no volume produzido da soja na comparação com a safra mais recente. De forma geral, a produtividade deve crescer em várias culturas de verão no Estado.

Mas esse aumento da produtividade depende da melhora na situação de estiagem, afirma Gláucia Padrão, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa. Segundo a estimativa, a área plantada com soja no Estado deve crescer 1,05%, alcançando volume 3,73% maior e produtividade 2,64% mais elevada. Se o clima ajudar, o Estado deve encerrar a safra 2019/2020 de soja com 2,4 milhões de toneladas colhidas e produtividade média de 3.605kg/ha.

Já o milho grão segue na direção contrária. A perspectiva para a safra 2019/2020 é de queda no volume e na produtividade. O milhão grão total (primeira e segunda safras) vai enfrentar queda de 1,07% na área plantada, de 3,16% do volume produzido e de 2,12% na produtividade em relação à safra anterior. Para o milho silagem, a estimativa é melhor. A expectativa é de aumento de 1,78% no volume produzido e de 1,94% na produtividade, apesar da estimativa de queda de 0,16% na área plantada. Se as previsões da Epagri/Cepa se confirmarem, o Estado deve encerrar a próxima safra de milho silagem com um total de 9.154.172 toneladas colhidas, a uma produtividade média de 42.050kg/ha.

Produtividade

A alta produtividade prevista deve impulsionar o volume colhido de diversas culturas de verão. Glaucia explica que essa elevação é reflexo de uma queda de produtividade verificada na safra anterior, prejudicada principalmente pelo excesso de calor. A elevação de produtividade deve compensar a queda na área plantada em importantes culturas. De toda forma, Santa Catarina experimenta produtividade média acima da nacional em diversas culturas agrícolas, como soja, arroz e cebola, graças às tecnologias empregadas pelos produtores, explica a analista da Epagri/Cepa.

As plantações catarinenses de arroz devem produzir melhor na próxima safra. A Epagri/Cepa espera para 2019/2020 um crescimento de 4,8% na produtividade e de 4,31% do volume produzido, a despeito da pequena queda na área plantada (-0,47%). Se o cenário se confirmar, ao final do ciclo Santa Catarina vai contabilizar uma safra colhida de 1.152.034 toneladas de arroz e produtividade média de 8.069kg/ha.

No feijão total, a queda na área plantada vai chegar a 2,45%, mas isso não deve impactar o volume produzido, que vai aumentar em 0,57% em relação à safra anterior, impulsionado pelo aumento da produtividade, que deve ser 3,1% superior à da safra 2018/19. Assim, espera-se que os produtores catarinenses colham 104.399 toneladas de feijão ao final da próxima safra, numa média de produtividade de 1.709kg/ha.

A produção de tabaco deve crescer 5,97% na próxima safra, mesmo com a queda prevista de 3,25% na área plantada. A produtividade vai ter uma elevação de 9,53%. A batata não vai conseguir superar a queda de produção, apesar da produtividade elevada. O tubérculo deve encerrar a safra 2019/20 com queda de 2,8% no volume produzido, reflexo da queda de 8,2% na área plantada. A produtividade cresce 5,88%.

O tomate é a cultura que deve apresentar os piores índices na safra 2019/20 na comparação com o ciclo anterior. A estimativa da Epagri/Cepa é que essa cultura sofra uma queda de 12,05% no volume produzido, embalada pela redução de 4,17% na área plantada e de 8,23% na produtividade. A produção esperada é de 130.031 toneladas, com produtividade média de 69.019kg/ha.

Safra de inverno

No evento desta segunda-feira, 23, a Epagri/Cepa também apresentou a estimativa para as principais culturas de inverno no Estado na safra 2019/20. A melhor notícia é a cebola, que deve aumentar em 9,09% o volume produzido na comparação com o ciclo anterior. A produtividade vai ficar 11,26% maior, o que compensa a queda de 1,95% na área plantada. Santa Catarina deve colher 529.210 toneladas de cebola ao final da safra 2019/20. Já o alho, outra importante cultura agrícola catarinense, vai sofrer com a variação de -7,29% no volume produzido. Essa queda reflete a redução de 23,98% na área plantada. O aumento de 21,95% na produtividade não deve fazer frente a essa queda. A Epagri/Cepa estima uma produção de 16.443 toneladas de alho na safra 2019/20.

A cevada é outra cultura de inverno que deve aumentar produção e produtividade em 2019/20. Já o trigo deve passar por uma queda de 5,46% no volume produzido, resultado na redução da área plantada (-8,59%).

Cada safra é definida no calendário segundo suas épocas de plantio. As culturas de inverno são semeadas entre maio e agosto, com colheita até fevereiro, geralmente. Já os cultivos de verão iniciam com plantações em agosto ou setembro e são colhidos até a metade do ano seguinte. As culturas de verão são mais importantes para a economia catarinense, visto que somam cerca de 1,3 milhão de hectares de área plantada. Nas culturas de inverno a área plantada em Santa Catarina ficam em torno de 30 mil hectares.

Informações e entrevistas
Glaucia de Almeida Padrão, Analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 36655079

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 36655344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407