Foto: Divulgação / Cidasc

A Epagri lançou nesta terça-feira, 9, em evento on-line, as novas edições da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2018-2019 e dos Indicadores de desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina: 2018 e 2019. As duas publicações são produzidas anualmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). O lançamento, que normalmente é feito em março, foi adiado por conta das medidas de distanciamento social provocadas pela pandemia da Covid-19.

Entre os resultados apresentados nas publicações, destaca-se o desempenho do agronegócio catarinense no valor total das exportações do ano passado. “O agronegócio tem se mantido no patamar acima dos 60% de participação nas exportações catarinenses, mas em 2019 foi a primeira vez que o estado alcançou o índice histórico de 68,3% de participação”, revela Luiz Toresan, analista da Epagri/Cepa.

Nos últimos dois anos o Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária catarinense cresceu 6,7% e, pela primeira vez em duas décadas, a produção de suínos superou o valor da produção de frangos, ficando na primeira posição na composição do VBP da agropecuária em 2019. Ainda assim, o frango continua sendo o item mais importante na carteira de exportações do agronegócio catarinense. De acordo com as publicações, do total de US$ 5,1 bilhões exportados pelo agronegócio no ano passado, US$ 2,2 bilhões foram gerados pela avicultura.

Já com relação aos suínos, as publicações mostram que mais da metade dos produtos exportados pelo Brasil no ano passado saíram de Santa Catarina. O Estado catarinense produziu ainda quase a metade da banana e dos móveis de madeira vendidos pelo Brasil a outros países no ano que passou. Santa Catarina respondeu em 2019 por 6,4% do total exportado pelo agronegócio brasileiro. “É um número expressivo, se considerarmos que nosso Estado ocupa apenas 1,3% do território nacional”, avalia Toresan.

Ele lembra que as agroindústrias de carnes e moveleira têm grande participação nesse resultado. Leite e soja também se destacaram na composição do VBP em 2019.

Sobre as publicações

Essa é a 40ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, e a segunda edição dos Indicadores de desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina. São publicações complementares, visto que apresentam números do agronegócio catarinense em perspectivas diferentes.

A Síntese disseca os números por cadeia produtiva, contextualizando-os nos mercados mundial e brasileiro. Já a publicação dos Indicadores traz, em sua segunda edição, uma avaliação agregada do conjunto de cadeias produtivas do agronegócio.

Isso inclui o valor da produção dos principais produtos, área cultivada, produção, produtividade e relações de troca entre produtos e insumos envolvidos na produção, bem como indicadores de desempenho do comércio exterior.

Foram consideradas 52 produções de pecuária, aquicultura, lavouras, silvicultura e extração vegetal para composição dos Indicadores.

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A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural irá investir R$ 2 milhões na aquisição de produtos da agricultura, sendo metade desse valor destinado à compra de leite e derivados. A medida faz parte de um pacote de ações para minimizar os prejuízos com a estiagem e o impactos do coronavírus no meio rural de Santa Catarina. Ao todo, os investimentos na aquisição de produtos da agricultura familiar passaram de R$ 11,4 milhões só no mês de maio no estado. Os programas foram tema de reunião da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 9.

Santa Catarina produz mais de 3 bilhões de litros de leite por ano e é o quarto maior produtor brasileiro. Com mais de 70 mil famílias envolvidas na atividade, uma das principais preocupações do setor é o aumento nos preços dos insumos e a baixa remuneração dos produtores. As estimativas da Epagri/Cepa são de que a estiagem provocou uma redução de 4% na produção esperada de leite para o mês de março e de 8% na produção esperada para o mês de abril. São 26,3 milhões de litros de leite que deixaram de ser produzidos em dois meses, que significaria um prejuízo de aproximadamente R$ 33,5 milhões aos produtores.

"O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, em parceria com a Secretaria da Assistência Social e a Epagri, vem atuando em diversas frentes que vão desde financiamentos de custeio e de crédito para produtores rurais e pequenos empreendimentos até este Programa de Aquisição de Alimentos. Essas ações irão movimentar a cadeia produtiva nesse período, fomentar a aquisição de produtos da agricultura familiar e apoiar quem está em necessidade e vulnerabilidade alimentar. É importante destacar que os produtos adquiridos serão inspecionados com qualidade e garantia e assim conseguimos movimentar o agronegócio nos municípios do nosso estado”, ressalta o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

O setor produtivo do leite tem grandes desafios, entre eles melhorar a infraestrutura e investir na exportação. Lideranças e produtores rurais, que participaram da reunião da Comissão da Agricultura, concordam que o leite produzido em Santa Catarina deve conquistar o mercado internacional. "Santa Catarina responde por 11% da produção brasileira de leite, temos mais de 8 mil empregos diretos nas indústrias do leite. Temos certeza de que o estado será um grande player na exportação brasileira de lácteos", destaca o presidente do Sindileite, Valter Antônio Brandalise.

Programa para aquisição de alimentos

O novo programa da Secretaria da Agricultura trará mais tranquilidade aos produtores rurais de Santa Catarina. Dos R$ 2 milhões investidos, R$ 1 milhão será para compra de leite e derivados, e os recursos serão repassados via convênio para os municípios. A prioridade será atender os municípios que apresentarem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0,7 e que tenham a economia baseada no agronegócio. Os alimentos adquiridos deverão ser destinados às famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, preferencialmente aquelas inscritas no Cadastro Único.

Até o momento 63 municípios catarinenses já manifestaram interesse e estão aptos a participar do Programa: Abelardo Luz, Campo Erê, Caxambu do Sul, Coronel Martins, Entre Rios, Ipuaçu, Ouro Verde, Ponte Serrada, São Bernardino, Vargeão, Abdon Batista, Brunópolis, Monte Carlo, Vargem, Anita Garibaldi, Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Cerro Negro, Painel, Palmeira, Ponte Alta, São Joaquim, São José do Cerrito, Urubici, Urupema, Bela Vista do Toldo, Irineópolis, Major Vieira, Monte Castelo, Alfredo Wagner, José Boiteux, Santa Terezinha, Vitor Meireles, Angelina, Anitápolis, Canelinha, Major Gercino, Imaruí, São João do Sul, Anchieta, Bandeirante, Calmon, Frei Rogério, Lebon Régis, Matos Costa, Ponte Alta do Norte, Rio das Antas, São Cristóvão do Sul, Timbó Grande, Papanduvas, Barra Bonita, Belmonte, Dionísio Cerqueira, Paraíso, Santa Rosa do Sul, Sangão, Morro Grande, União do Oeste, Correia Pinto e Vidal Ramos. Uma nova chamada pública deverá ser aberta em breve.

Investimentos da Secretaria da Educação

Além do Programa de Aquisição de Alimentos, que contará com R$ 2 milhões em investimentos da Secretaria da Agricultura, o Governo do Estado destinou R$ 11,4 milhões para compra de alimentos da agricultura familiar no mês de maio - via Programa Nacional de Alimentação Escolar e com recursos da Secretaria de Estado da Educação.

Os alimentos são a base de 350 mil kits de alimentação escolar, que estão sendo entregues aos alunos da rede estadual.

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Os agricultores familiares de Santa Catarina podem comunicar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre possíveis perdas de alimentos ocasionadas por problemas na comercialização, em função da pandemia de Covid-19. O Disque Perda de Alimentos é um canal de comunicação exclusivo e gratuito no Whatsapp.

"A iniciativa do Ministério da Agricultura proporcionará melhor compreensão sobre as perdas sofridas devido à dificuldade na comercialização, facilitando a tomada de decisões e o desenvolvimento de políticas públicas para melhor atender e contribuir para mitigar esse tipo de situação. Por isso, em Santa Catarina, a Secretaria da Agricultura e a Epagri estão divulgando esse novo canal de comunicação e incentivando a participação dos produtores rurais. A intenção é fazer essa análise e estudar esses problemas, diminuindo os prejuízos e melhorando a condição de renda dos produtores rurais catarinenses", afirma o secretário adjunto de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

Para acessar a nova ferramenta, basta clicar aqui ou salvar o número (61) 9873-3519 na agenda de contatos do telefone e enviar um “Oi” por mensagem no WhatsApp. O atendimento será iniciado automaticamente com o envio de perguntas essenciais para que a situação do agricultor familiar seja analisada.

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, explica que o objetivo do canal é garantir que as informações cheguem ao órgão de forma rápida e organizada para que novas medidas sejam avaliadas. “Queremos saber e poder ajudar. Além de organizar o fluxo das comunicações sobre perdas de alimentos, este canal vai nos aproximar ainda mais dos agricultores e suas organizações, como cooperativas, agroindústrias e associações, que estão com dificuldades na comercialização dos seus produtos. Isso permitirá um contato direto com o Mapa, que continua estudando novas medidas para auxiliar os pequenos produtores afetados pela pandemia”, diz.

Conheça outras medidas de apoio ao setor produtivo catarinense:

Agricultores catarinenses investem em Delivery

Para manter o fluxo de comercialização da agricultura familiar, a Secretaria de Estado da Agricultura vem incentivando a entrega de frutas e verduras em domicilio. A Epagri está dando suporte na organização dos agricultores e na orientação para que todas as medidas de prevenção ao coronavírus sejam seguidas. As experiências se multiplicam pelo território catarinense e provam que crises podem abrir oportunidades interessantes.

Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar

O Governo de Santa Catarina investe na compra de produtos da agricultura familiar. A Secretaria da Agricultura destinará R$ 2 milhões para apoiar o setor produtivo catarinense, sendo que metade desse valor será voltado para compra de leite e derivados.

Os recursos do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) serão repassados aos municípios por convênio, com até R$ 30 mil para aquisição de alimentos da agricultura familiar pelo Programa de Aquisição de Alimentos. A prioridade será atender os municípios que apresentarem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0,7 e que tenham a economia baseada no agronegócio. Os alimentos adquiridos deverão ser destinados às famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, preferencialmente aquelas inscritas no Cadastro Único.

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Santa Catarina irá aumentar o cultivo e a produtividade em suas lavouras. Com o Programa Terra Boa, o Governo do Estado investirá R$ 18,6 milhões para apoiar a aquisição de 200 mil sacos de semente de milho. Neste ano, a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural antecipou a liberação das cotas e os produtores interessados em participar do Programa podem procurar a Epagri do seu município.

"A cultura do milho é de suma importância para Santa Catarina, não só para a produção do grão, que é destinado para produção de ração, mas também para a produção de silagem, que alimenta nosso rebanho bovino. Além da aquisição de 200 mil sacas de semente de milho, o Programa Terra Boa contempla o kit solo saudável, kit apicultura, calcário, kit forrageira, somando mais de R$ 53 milhões em investimentos. Convidamos os agricultores, que se interessam em participar do Programa, a procurar a Epagri do seu município", ressalta o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

As sementes disponibilizadas pelo Terra Boa são de médio a altíssimo valor genético, que geram um rendimento maior por hectare plantado. A intenção é diminuir o deficit do grão em Santa Catarina, trazendo mais competitividade para as agroindústrias instaladas no estado e mais renda ao produtor rural.

Mudanças na liberação das sementes de milho

Neste ano, a liberação das cotas de sementes de milho foi antecipada para junho - um mês antes do que o calendário habitual. Além disso, a Autorização de Retirada (AR) terá uma validade maior do que os 15 dias habituais, evitando aglomerações nas cooperativas que fornecem as sementes.

O diretor de Cooperativismo e Agronegócio, Athos de Almeida Lopes Filho, explica que, mesmo com a liberação de cotas, é importante que os produtores fiquem atentos ao zoneamento agroclimático, ou seja, que observem a época correta de plantio.
Produção de milho em Santa Catarina

Com uma produção média de três milhões de toneladas e um consumo de quase sete milhões de toneladas para alimentação animal, os catarinenses buscam aproximadamente quatro milhões de toneladas do grão nas lavouras do Centro-Oeste e dos países vizinhos todos os anos.

Terra Boa

Além das sementes de milho, o Programa Terra Boa contempla ainda o apoio para aquisição de 300 mil toneladas de calcário, 3,5 mil kits forrageira, mil kits solo saudável e 500 kits apicultura. O investimento total é de R$ 53,5 milhões e a expectativa da Secretaria da Agricultura é atender 70 mil agricultores em todo o estado

O Programa é resultado de um convênio firmado entre a Secretaria da Agricultura, Secretaria de Estado da Fazenda, agroindústrias e cooperativas.

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Conhecida como carne vegetal devido ao alto teor de proteínas, a ora-pro-nóbis passou a compor as cestas básicas oferecidas às famílias de Florianópolis em situação de fome durante a pandemia do novo coronavírus. A hortaliça foi incluída este mês pela equipe do escritório municipal e do Centro de Treinamento da Epagri em Florianópolis (Cetre), que são voluntários neste trabalho, coordenado por teias solidárias que estão se formando para atender as necessidades das famílias em vulnerabilidade social.

A hortaliça segue nas cestas acompanhada de informações sobre uso e cultivo. Segundo a extensionista social de Florianópolis, nutricionista Cristina Ramos Callegari, os objetivos desta ação são qualificar a composição nutricional da cesta de alimentos, incentivar a diversificação na dieta e o cultivo a partir das estacas fornecidas.

>>> Epagri disponibiliza algumas receitas com a planta 

A ora-pro-nóbis é cultivada na Unidade de Referência Técnica (URT), que fica no Cetre, para produção de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc), usadas em capacitações para ampliar o conhecimento dos agricultores e pescadores artesanais sobre as Panc. A URT conta com cerca de 50 espécies, a maior parte trazida da Estação Experimental da Epagri em Itajaí, que é referência em pesquisa com plantas bioativas e nutracêuticas, ou seja, aquelas que têm propriedades terapêuticas


Foto: Aires Mariga / Epagri 

A Epagri trabalha em todo o estado para orientar sobre a identificação, o cultivo e o consumo das Panc. O objetivo é promover a saúde e a segurança alimentar de famílias rurais e pesqueiras, além de mostrar a possibilidade de cultivar essas espécies e diversificar a renda. Cursos têm sido ministrados em diferentes municípios para capacitar as famílias a identificar essas plantas e como prepará-las. No Oeste Catarinense há, inclusive, um forte trabalho com indígenas para o resgate e a trocas de sementes entre as comunidades. Em 2017, a Empresa lançou um boletim didático que ajuda a identificar 13 espécies, informa sobre propriedades nutricionais e medicinais, ensina a cultivar, como usar e dá receitas.

Propriedades e formas de uso da ora-pro-nóbis

A  ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata sp) é uma hortaliça conhecida como carne vegetal pois possui alto teor de proteínas, além de fibras, vitaminas A, B e C e minerais como cálcio, ferro, magnésio e fósforo. O uso na alimentação ajuda a melhorar a imunidade e o funcionamento do intestino. Em Florianópolis ela pode ser encontrada em hortifrutis que comercializam hortaliças orgânicas.

As folhas jovens podem ser consumidas de diversas formas: em saladas cruas, refogadas, cozidas, em sopas, tortas, omelete, pizza, polenta e até mesmo no arroz com feijão. No preparo de pães e outras massas, as folhas devem ser trituradas as com a água da receita no liquidificador. As folhas podem substituir a clara de ovo em receitas, triturando cerca 10 folhas com ½ xícara de água potável.

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C
Foto: Divulgação / Cidasc

Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina comemora cinco anos como zona livre de peste suína clássica. Em 28 de maio de 2015, catarinenses e gaúchos receberam a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como a primeira zona brasileira livre da doença.

"Em Santa Catarina o trabalho conduzido pela Secretaria da Agricultura e Cidasc, com todo o apoio do setor produtivo, levou ao reconhecimento internacional do estado como zona livre de peste suína clássica em 2015. Esse status sanitário contribui para que Santa Catarina continue sendo um grande produtor e exportador de carne suína, com acesso aos mercados mais exigentes e também mais rentáveis do mundo. Esse é um grande momento, que deve ser celebrado e que reforça o desafio para o Governo do Estado e setor produtivo de cuidar cada vez mais da sanidade animal em Santa Catarina", destaca o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

Resultados na exportação

O status sanitário diferenciado contribuiu para que Santa Catarina se tornasse um grande produtor e exportador de carne suína, com acesso aos mercados mais competitivos do mundo. Em 2019, o estado bateu o recorde histórico nos embarques do produto, com 411,3 mil toneladas, gerando um faturamento de US$ 856,6 milhões.

Grande parte das exportações catarinenses tem como destino o mercado chinês, que aumentou em 88,9% as compras no último ano, fechando em US$ 414,2 milhões. Em 2019, Santa Catarina ampliou ainda os embarques para mercados altamente exigentes, como Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Peste suína clássica

A peste suína clássica é uma doença altamente contagiosa entre suínos e javalis e que não tem cura nem tratamento. É importante lembrar que a peste suína clássica não é transmissível para os seres humanos, porém causa grandes prejuízos para os produtores rurais.

A doença provoca febre alta, paralisia nas patas traseiras, manchas avermelhadas pelo corpo e dificuldades respiratórias. Entre as formas de transmissão estão alimentos ou água contaminados, contato com animais infectados, equipamentos sujos e roupas de indivíduos que mantiveram contato direto com animais doentes ou que têm o vírus incubado.

Regras diferenciadas para quem chega a Santa Catarina

Para manter a excelência sanitária do rebanho, o Estado mantém um rigoroso controle das doenças animais por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), com a participação dos criadores e entidades ligadas ao setor.

As medidas valem também para quem visitar Santa Catarina. É proibida a entrada com miúdos bovinos in natura de qualquer região do país. Além disso, há restrição para a entrada de suínos e de produtos de origem suína de Alagoas, Amapá, parte do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima - locais que ainda não são considerados livres de peste suína clássica.

Destaque internacional na produção de alimentos

“A vigilância ativa dos médicos veterinários da Cidasc no plantel catarinense e a parceria com o setor público e privado, além do apoio do produtor rural, transformaram Santa Catarina em referência nacional e internacional em defesa agropecuária. Fizemos o nosso dever de casa com maestria, ampliamos os nossos controles, trabalhamos muito e conseguimos conquistar a certificação e, com isso, agregar valor aos produtos catarinenses”, destaca a presidente da Cidasc, Luciane de Cássia Surdi.

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã e cebola; segundo maior produtor de aves e arroz e quarto maior produtor de leite. O estado é livre de Cydia pomonella, considerado o pior inseto praga da fruticultura e também é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação - status que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo, mas que deixa os rebanhos e lavouras mais vulneráveis a doenças.

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A Epagri vai selecionar empresas produtoras de maçã, fruticultores e viveiristas que desejam produzir mudas dos cultivares de maçã desenvolvidos e lançados pela Empresa. Para isso os interessados devem participar da chamada pública aberta até o dia 19 de junho no portal de compras do Estado. O material genético para a produção das mudas será entregue para os selecionados a partir de julho de 2020.

A chamada pública prevê duas modalidades de ofertas: uma delas é direcionada a empresas produtoras de maçã e a produtores de maçã, que poderão comprar ramos do cultivar de macieira SCS441 Gala Gui para produção de mudas para o uso próprio, sendo vedado o direto de comercialização de mudas para terceiros.  A outra oferta é para viveiristas que desejam produzir e comercializar mudas certificadas dos cultivares de macieira SCS427 Elenise, SCS425 Luiza e SCS426 Venice. As duas modalidades da oferta pública não garantem exclusividade dos direitos de produção e comercialização.

A Epagri é a única no Brasil que faz melhoramento genético de macieira. Esses cultivares de maçã foram desenvolvidos pelo Programa de Melhoramento Genético da Macieira da Epagri, coordenado pela Estação Experimental em Caçador (EECD), que já disponibilizou até o momento, juntamente com a Estação Experimental em São Joaquim, 19 cultivares de maçã para o mercado nacional e internacional.

“Ao adquirir esses cultivares, os produtores terão a garantia de um material produzido pela Epagri, com qualidade genética e fitossanitária, já que são materiais resistentes a algumas das principais doenças que ocorrem nos pomares de macieira. Com isso há uma redução significativa do uso de insumos de alto custo como os agrotóxicos, diminuindo os custos de produção”, explica Renato Luís Vieira, gerente da EECD. Ele  também ressalta que, além da excelente qualidade desses novos cultivares de maçã, outra vantagem para o produtor é a possibilidade do escalonamento da colheita, visto que essas variedades possuem ciclos diversos, com diferentes épocas de maturação das frutas e diferentes épocas de colheitas. “Isso  possibilita ao produtor um melhor planejamento na comercialização das frutas”.

Cultivar Gala Gui para produção própria de mudas

Nesta modalidade de oferta serão selecionados cinco ganhadores, entre empresas produtoras de maçã e fruticultores. Serão ofertados cinco lotes, sendo que cada licenciado terá direito a concorrer a apenas um dos lotes. Serão dois lotes de 27 mil ramos cada, o suficiente para produzir 150 mil mudas a partir de cada lote, e três lotes de 1.400 ramos, quantidade suficiente para produzir cerca de 10 mil mudas, a partir de cada lote. Cada ramo possui em média 15 gemas e custará R$ 7,00 cada um. Os ganhadores dessa modalidade terão contratos de cinco anos de duração com a Epagri e deverão assumir o compromisso de produzir anualmente um número mínimo de mudas.

Cultivares Elenise, Luiza e Venice para produção e comercialização de mudas

Nesta modalidade serão licenciados três viveiristas que poderão concorrer a um lote de cada um dos seguintes cultivares de macieira: SCS427 Elenise, SCS425 Luiza, SCS426 Venice. Cada lote terá 50 ramos, comercializados ao valor de R$ 7,00 por ramo.

O viveirista licenciado terá contrato de 10 anos com a Epagri e assumirá o compromisso de empregar o sistema de produção recomendado para a implantação e condução dos viveiros e campos de produção de mudas, em consonância com as normas técnicas vigentes. Ele deve ainda informar à Empresa a quantidade de mudas produzidas e aprovadas pela autoridade competente para comercialização, conforme legislação e normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O licenciamento das empresas, produtores e viveiristas será realizado por meio de celebração de contrato específico no qual é previsto o pagamento de royalties à Epagri por muda produzida ou comercializada. Parte desses recursos serão usados para custear outras pesquisas para criação de novas variedades de maçã, completando um ciclo que vai gerar ainda mais tecnologias e benefícios para a cadeia produtiva e para a sociedade em geral.

Informações e entrevistas: Renato Luis Vieira, gerente da Estação Experimental da Epagri em Caçador: (49) 3561-6815/ 98842-2033

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Foto: Cristiano Estrela / Secom

Santa Catarina completa 13 anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Em 25 de maio de 2007, o estado recebeu o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e desde então se mantém como referência em saúde animal e defesa agropecuária. Na última década, os catarinenses se tornaram os maiores produtores de suínos do Brasil, o segundo maior produtor de aves e o quarto maior produtor de leite – com acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

"Em maio celebramos uma conquista muito importante para o agronegócio de Santa Catarina, em especial a produção de proteína animal. Nós estamos comemorando 13 anos da obtenção do nosso certificado, junto à OIE, como área livre de febre aftosa sem vacinação. Esse é um status sanitário diferenciado, que coloca Santa Catarina em posição de destaque no mercado mundial, dando acesso a mercados mais nobres. É importante ressaltar que tudo isso foi construído desde a década de 60, envolvendo todo o setor, desde produtores, iniciativa privada, técnicos e Governo do Estado. Esse reconhecimento traz também muita responsabilidade e contamos com o apoio de todos os catarinenses para que cumpram seu papel de zelar pela sanidade animal de Santa Catarina", destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural em exercício, Ricardo Miotto.

A certificação da OIE é o maior status sanitário que um estado ou país pode alcançar e demonstra ao mundo, principalmente aos mercados internacionais, que cumpre todos os requisitos técnicos e que consegue comprovar a saúde de seu rebanho. A febre aftosa é uma das doenças com maior risco sanitário e econômico, por isso alguns países só compram carnes de áreas livres da doença sem vacinação, onde comprovadamente não existe a circulação do vírus e, consequentemente, o controle sanitário é maior.

Ser livre de febre aftosa sem vacinação exigiu grandes esforços do setor produtivo e do Governo do Estado. "Santa Catarina, em razão de um sério e perseverante trabalho dos produtores rurais, das agroindústrias e do governo catarinense, criou, manteve e aperfeiçoou um notável sistema de defesa e vigilância sanitária animal que, hoje, é um paradigma nacional com reconhecimento internacional. Santa Catarina tornou-se uma ilha de sanidade em todo o país porque opera um avançado e competente sistema de vigilância, fiscalização e controle sanitário que monitora todas as fases da produção pecuária. Esse sistema foi estruturado arduamente e exigiu sacrifícios, investimentos, estudos e pesquisas da sociedade, tornando-se, portanto, um patrimônio dos catarinenses, dos produtores rurais e das agroindústrias", destaca o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

27 anos sem um foco da doença


O último foco de febre aftosa em Santa Catarina ocorreu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007 representantes do Governo do Estado compareceram à Assembleia Mundial da OIE, onde receberam o certificado que fez do estado a única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil.

A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Luciane Surdi, explica que o status sanitário diferenciado logo se transformou em vantagem competitiva para o agronegócio catarinense. "A certificação internacional contribuiu para que Santa Catarina se tornasse o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador de carne de frango do país, alcançando os mercados mais exigentes do mundo. Uma conquista que devemos a toda equipe técnica da Cidasc, ao setor produtivo, ao Governo do Estado e, principalmente, ao produtor rural".

SC se torna o maior exportador de carne suína do Brasil
A partir de 2007, Santa Catarina se consolidou como o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. Em 2006, um ano antes da certificação internacional, Santa Catarina exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Em 2019, esse número saltou para 461,6 mil toneladas e trouxe US$ 867,5 milhões para o estado, um aumento de mais de 150% na quantidade e de 179% na arrecadação.

Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como China, Hong Kong, Estados Unidos e Coreia do Sul. Hoje, as carnes suína e de frango produzidas no estado são vendidas em mais de 150 países.

Manutenção do status sanitário


Para manter o status sanitário diferenciado, os esforços são imensos. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.

Em Santa Catarina não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

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O agronegócio segue como o carro-chefe das exportações catarinenses em 2020. De janeiro a abril, o estado faturou US$2,64 bilhões com os embarques internacionais e 70% desse total teve origem no agronegócio, principalmente nos produtos de origem animal. Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa virtual na noite desta quarta-feira, 20, pelo governador Carlos Moisés, ao lado do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural em exercício, Ricardo Miotto.

Carlos Moisés destacou que o Governo do Estado não parou durante a pandemia e que continua a dar suporte ao setor produtivo catarinense:

“Em momentos como esse, a atuação do Estado é ainda mais importante. Precisamos estar presentes para dar o suporte que a sociedade necessita. Os números das exportações demonstram a força do nosso agronegócio, que permanece como um setor essencial para a nossa economia”.

>>>Santa Catarina bate recorde na exportação de soja nos quatro primeiros meses do ano

O secretário Miotto salientou a importância de se ter um ambiente favorável para o desenvolvimento do agronegócio. Segundo ele, Santa Catarina conseguirá superar os desafios impostos pelo novo coronavírus.

"Apesar de toda dificuldade que estamos enfrentando devido à pandemia de Covid-19, o agronegócio segue com números muito positivos. A Secretaria da Agricultura e o Governo do Estado tem trabalhado na criação de um ambiente favorável para que o agro se desenvolva. E o resultado que conseguimos verificar é que 70% do total exportado pelo estado nos primeiros quatro meses deste ano provém do agronegócio. Um número bastante expressivo e que devemos enaltecer, além de agradecer o trabalho feito pelos produtores e agricultores familiares de Santa Catarina", destacou.

Proteína animal lidera exportações

No primeiro quadrimestre de 2020, as exportações do agronegócio catarinense faturaram US$ 1,85 bilhão, com altas expressivas nos embarques de carne suína (39,8%), carne de perus (110%), arroz (334,9%) e soja (51%). A proteína animal responde por 38,4% do total exportado por Santa Catarina, seguido pelos produtos florestais (16,4%) e produtos de origem vegetal (15,6%).

"A agricultura mostra sua importância para o estado e mostra que o trabalho de excelência feito pelo produtor rural rende frutos e representa muito na balança comercial catarinense. Isso aumenta ainda mais a nossa responsabilidade em trabalhar e prover um ambiente seguro no que tange à sanidade animal e vegetal e as demais condições de extensão e pesquisa para que nossos produtores rurais continuem fazendo aquilo que fazem de melhor: produzir alimentos com segurança e qualidade para o mundo todo", ressalta Miotto.

Queda nos embarques

Devido à pandemia do novo coronavírus, as exportações catarinenses foram menores este ano. O resultado total foi 9,1% menor do que o registrado no mesmo período de 2019. No agro, a queda foi de 8%, devido principalmente à queda nos embarques de carne de frango e tabaco. Outros setores não agrícolas retraíram 11,6%.

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Luiz Toresan, explica que embora haja queda nos volumes exportados, devido ao câmbio favorável, os exportadores seguem com um bom retorno pelos embarques. Os valores são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa)

Diferenciais de Santa Catarina

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã e cebola; segundo maior produtor de aves e arroz e quarto maior produtor de leite. O estado é livre de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura e também é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação - status que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo.

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Ana Ceron
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Foto: Nilson Teixeira / Epagri

O agronegócio catarinense comemora recordes na exportação de soja. Os embarques no primeiro quadrimestre de 2020 somaram mais de 815 mil toneladas, o maior volume dos últimos 10 anos. A China é o principal destino da produção catarinense, responsável por mais de 80% das compras. As informações foram divulgadas no Boletim Agropecuário deste mês, publicado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

"Embora a estiagem esteja causando grande problemas ao agronegócio catarinense, a soja foi uma das culturas que sofreu o menor impacto e tivemos uma produção dentro da normalidade. O volume exportado é o maior dos últimos 10 anos com 815 mil toneladas embarcadas, isso representa quase 35% do nosso volume de produção", destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural em exercício, Ricardo Miotto.

Entre os meses de janeiro e abril deste ano, as exportações de soja geraram um faturamento de US$ 298,2 milhões, um crescimento de 51% em relação ao mesmo período de 2019. A principal rota de embarques do produto é via Porto de São Francisco do Sul.

Preço

Em Santa Catarina, os preços apresentaram uma alta de 5,69% em relação ao mês de março e alta de 24,18% se comparado com abril de 2019. Entre os fatores que influenciaram a alta estão o dólar em elevação e a demanda do mercado chinês.
O secretário em exercício explica ainda que embora o preço pago ao produtor esteja alto, com valores superiores a R$100, os produtores tiveram um aumento nos custos de produção, já que os insumos utilizados nas lavouras também sofrem alterações de acordo com o câmbio.

Safra 2019/20

Os produtores catarinenses esperam colher 2,31 milhões de toneladas de soja na safra 2019/20, em 687,1 mil hectares plantados. Santa Catarina tem mais de 97% das lavouras colhidas, faltando apenas algumas áreas nas regiões Campos de Lages, São Miguel do Oeste e Ituporanga .

A falta de chuva nas regiões de Curitibanos, Campos Novos e Campos de Lages, principalmente em janeiro e fevereiro de 2020, causou impacto no rendimento das lavouras. Em alguns casos, foi observada uma redução de até 20% na produtividade.

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