Foto: Aires Mariga / Epagri

Com preços, produtividade e exportações em alta, a cadeia produtiva do arroz em Santa Catarina comemora um bom momento, impulsionado pelo aumento da demanda. Com as últimas colheitas realizadas até o início de junho, os preços seguem estáveis, contrariando as expectativas dos analistas, que esperavam queda nos valores diante da maior oferta do produto no mercado.

Gláucia de Almeida Padrão, analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), explica que na primeira quinzena de junho os produtores catarinenses de arroz receberam em média R$ 55,96 pela saca de 60 quilos. No ano passado, nesta mesma época, o valor estava em R$ 45,84, já corrigida a inflação do período. “Em termos absolutos tivemos uma alta de 22%”, ressalta a analista.

Essa alta é inédita para os produtores catarinenses de arroz. Na avaliação de Gláucia, ela vem se configurando desde dezembro, quando a estiagem em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul apontava para uma safra ruim de arroz. Com base na expectativa de baixa oferta do produto, os preços se mantiveram e vieram crescendo. No início de março, a corrida dos consumidores ao mercado, em decorrência da pandemia da Covid 19, fez a demanda pelo cereal crescer e, consequentemente, os preços do arroz seguirem em tendência de alta, que se mantém até agora.

Produtividade

Apesar do cenário de estiagem, calor excessivo e ataque de pragas, a produtividade também surpreendeu. No Sul do estado, nas microrregiões de Criciúma e Araranguá, as produtividades superaram as obtidas na safra 2018/19 em 14,74% e 10,63%, respectivamente.

No Alto Vale, o andamento da colheita também confirmou rendimentos superiores aos do ano anterior na microrregião de Rio do Sul.

Para Gláucia, o investimento em tecnologia por parte dos agricultores, com acesso a sementes de qualidade e cultivares de alto potencial produtivo, é um dos motivos que explicam a alta produtividade do arroz catarinense. Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do país, atrás do Rio Grande do Sul, posição que deve manter neste ano, avalia a analista. O estado também divide com o vizinho gaúcho a liderança do país na produtividade do grão.

A área plantada com arroz na safra 2019/20 foi de 149.592 hectares. Esse número já está corrigido com base no mapeamento por imagens de satélite coordenado pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram).

Exportações

O arroz não é um produto tradicional na carteira de exportações catarinense, mas neste ano o produto ampliou a sua presença no mercado internacional. Segundo Gláucia, entre janeiro e maio de 2019 Santa Catarina exportou nove vezes mais arroz do que no mesmo período do ano passado. O exportado nos cinco primeiros meses de 2020 também supera em 2,3% o volume de arroz que foi vendido ao exterior pelo estado durante todo o ano passado.

A alta nas exportações do arroz catarinense se deve ao aquecimento do mercado externo, avalia a analista da Epagri/Cepa. Os principais países compradores foram África do Sul, Senegal e Namíbia.

Informações e entrevistas
Gláucia de Almeida Padrão, analista da Epagri/Cepa, fone (47) 98843-4922

Mais informações para a imprensa:
Gisele Dias
Assessoria de imprensa 
Epagri
Fone: (48) 3665-5147 / 99989-2992
E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
Site: www.epagri.sc.gov.br


Foto: Arquivo/ Secom

Santa Catarina bateu mais um recorde na exportação de suínos no mês de maio, e a soja catarinense também alcançou volume inédito de vendas ao exterior no mesmo período. Assim como o preço médio do boi gordo e do arroz, esses são alguns dos destaques da edição de junho do Boletim Agropecuário. O documento produzido mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) traz a análise dos principais produtos agrícolas catarinenses.

Santa Catarina exportou 51,72 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em maio, o que representa uma alta de 46,1% em relação ao mês anterior e 35,3% acima do volume exportado em maio de 2019. O faturamento do mês foi de US$ 113,60 milhões, alta de 41,5% em relação ao mês anterior e de 44,4% na comparação com maio de 2019.

Esses montantes representam um recorde histórico de exportações de carne suína num único mês, tanto em valor quanto em quantidade. Nos primeiros cinco meses do ano, a exportação catarinense de carne suína teve alta de 18,5% em quantidade e de 40,9% em valor, na comparação com o mesmo período de 2019. O Estado foi responsável por 51,8% das receitas e 52,5% da quantidade de carne suína exportada pelo Brasil neste ano.

O frango catarinense também recuperou espaço no mercado externo em maio, ainda que abaixo do volume alcançado no ano passado. No mês passado, Santa Catarina exportou 96,54 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada), uma alta de 28,5% em relação a abril, mas que representa queda de 33,5% na comparação com maio de 2019. As receitas, por sua vez, atingiram o montante de US$ 145,25 milhões, alta de 18,9% em relação a abril e queda de 40,8% na comparação com maio de 2019.

De janeiro a maio, as vendas catarinenses de frango ao exterior chegaram a 423,18 mil toneladas, com faturamento de US$ 695,44 milhões, queda de 32,6% em quantidade e 35,7% em valor, na comparação com o mesmo período de 2019. O estado foi responsável por 26,2% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango neste ano.

O preço médio do boi gordo em Santa Catarina, nas primeiras semanas de junho, é 0,4% superior ao mês anterior e 21,7% acima do valor pago em junho de 2019. Já no caso do leite, o preço médio de maio pago aos produtores catarinenses deve ficar bem abaixo do de abril. Além disso, as indústrias estão estimulando a redução da produção. Mesmo em plena entressafra e com redução da produção pela estiagem, alegam que o mercado não absorve a produção atual e os estoques são crescentes.

Grãos

Segundo o Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, os embarques catarinenses do complexo soja, de janeiro a maio, somaram mais de 1,15 milhões de toneladas, volume recorde registrado desde 2015. Os preços pagos pelo grão também evoluíram em Santa Catarina, com alta de 9,57% na relação entre maio e abril, e de 33% na comparação entre os meses de maio de 2020 e de 2019. Desde fevereiro a alta dos preços foi de 23%.

Os preços do arroz em casca e beneficiado também estão em alta no Estado. Outra boa notícia é o crescimento da produção e produtividade na safra 2019/20 do cereal, em relação ao período agrícola anterior.

No mês de maio, os preços pagos aos produtores de feijão-carioca permaneceram estáveis nos estados da região Sul. Para os produtores de feijão-preto, a variação de preços entre os meses de abril e maio foi positiva em 16%. Essa alta nos preços é motivada, sobretudo, pela baixa oferta de produto, resultado dos prejuízos causados pela estiagem prolongada que comprometeu a segunda safra de feijão, especialmente no Sul do país.

O início da colheita da segunda safra de milho no Centro-Oeste brasileiro, que responde por 70% da produção nacional, aumenta a oferta do produto no mercado, o que deverá pressionar os preços para baixo nos próximos meses. Em maio, a média mensal do preço do milho em Santa Catarina foi de R$ 43,05 (60kg), 1,9% inferior à de abril e 18,7% à de maio de 2019.

Cerca de 25% das lavouras de trigo já foram implantadas em Santa Catarina, com condições consideradas muito boas para todas as regiões produtoras. A pouca oferta para venda no mercado interno e a demanda aquecida têm sustentado os preços nacionais em patamares favoráveis para os produtores.

Vegetais

Santa Catarina encerrou a comercialização da safra de alho 2019/20 com resultados satisfatórios para os produtores. A partir deste mês os preços tendem a uma redução, devido à entrada no mercado do produto da safra do cerrado brasileiro e a normalização da situação nos portos chineses. Em maio, a China foi o maior fornecedor de alho para o Brasil, superando a Argentina, que liderava desde novembro de 2019.

A comercialização da safra catarinense de cebola 2019/20 foi encerrada em maio. O fechamento da safra se deu com os preços em alta, em função da baixa oferta da hortaliça no mercado, provocada pelo final da safra em Santa Catarina, pelas restrições à importação do produto argentino e pela redução da produção no Nordeste.

A mandioca vem sofrendo queda de preços em Santa Catarina desde 2017. A colheita inicia com preços semelhantes a 2019. Por outro lado, o produto catarinense vem conquistando mercado internacional. A tapioca se destaca nas exportações para Portugal e Estados Unidos, além de outros países. Com isso, a demanda se amplia para a produção regional da mandioca.

Em resposta à diminuição da demanda mundial, a produção de tabaco do Sul do Brasil, incluindo a catarinense, retraiu. Em Santa Catarina, segundo levantamento da Epagri/Cepa, a área plantada de tabaco reduziu 6,1% em relação à safra anterior e o rendimento se revelou ligeiramente acima daquele obtido em 2018/19, alta de 1,2%. O resultado foi uma redução de 1,1% na produção de tabaco catarinense em relação à safra anterior.

Confira aqui a íntegra do Boletim Agropecuário de junho.

Mais informações para a imprensa:
Gisele Dias
Assessoria de imprensa 
Epagri
Fone: (48) 3665-5147 / 99989-2992
E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
Site: www.epagri.sc.gov.br


Foto: Divulgação / Epagri

Os produtores rurais de Santa Catarina contam com novas linhas de crédito para investimento em sistemas de captação, armazenagem e uso da água. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, está destinando R$ 4,5 milhões para apoiar os agricultores na construção de aproximadamente 200 poços artesianos, cisternas e projetos de irrigação.

“Essa é uma iniciativa muito importante para garantir a produtividade e a renda na agricultura. Os produtores rurais são uma força fundamental na economia catarinense. Apoiamos esses produtores neste período de desafios e acreditamos no papel importante que eles têm no desenvolvimento do estado”, ressalta o governador Carlos Moisés.

Os períodos de estiagem não são raros em Santa Catarina e desde junho de 2019 os produtores rurais sofrem com os impactos da seca. Segundo estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o estado acumula prejuízos que passam de R$ 436 milhões com a estiagem, principalmente na produção de grãos, fruticultura e bovinocultura de leite.

"São três projetos da Secretaria da Agricultura para viabilizar projetos de construção de poços artesianos, armazenamento de água e também irrigação para ajudar os produtores nesses períodos de estiagem. É uma ação importante do Governo do Estado para dar mais tranquilidade aos agricultores em tempos de estiagem", reforça o secretário da pasta, Ricardo de Gouvêa.

Água para Todos

O Água para Todos conta com recursos para financiamentos para construção de poços, estruturas de armazenagem e distribuição de água.

Os financiamentos serão de até R$ 25 mil por produtor ou até R$ 50 mil para projetos coletivos, que poderão ser pagos em até 36 meses, com seis meses de carência e sem juros.

Financiamentos para construção de poços artesianos

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural está investindo, via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), R$ 1,5 milhão em financiamentos sem juros para captação e uso da água.

O financiamento via FDR tem o limite de R$ 25 mil por produtor, com cinco anos para pagar e sem juros. Essa é uma linha já existente e que será reforçada ao longo de 2020.

Programa Irrigar

Subvenção aos juros de financiamentos contraídos pelos produtores rurais, num limite de R$ 30 mil e juros de até de 4,5% ao ano, durante um período máximo de oito anos. Os bônus dos juros serão pagos anualmente para os agricultores.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Fotos: Divulgação / Epagri

A própolis é um dos produtos derivados da apicultura usados como tratamento alternativo na rede de saúde pública do Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A apiterapia, ou seja, terapia com produtos das abelhas, incluída em 2018 nas Práticas Integrativas e Complementares autorizadas pelo Ministério da Saúde, também é uma oportunidade de negócio para os 9,8 mil apicultores catarinenses. Afinal, é possível agregar valor à atividade produzindo mel e própolis na mesma colmeia.

Esse produto é elaborado pelas abelhas a partir das resinas das árvores e é utilizado pelos insetos para proteção das crias e para manter a colmeia livre de bactérias, vírus, fungos e parasitas. Conforme Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a própolis é composta basicamente por resinas, produtos balsâmicos, cera, óleos essenciais, pólen e microelementos. “Já foram identificados mais de 200 componentes ativos na própolis. A composição química e a quantidade produzida dependem da fonte vegetal que é coletada”, explica o chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo Durieux Cunha.

Qualidade do produto e acréscimo da renda

A Epagri conta com técnicos em todas as regiões catarinenses para prestar assistência técnica aos apicultores. Uma das frentes de trabalho é a capacitação para a diversificação da atividade com o objetivo de  melhorar a renda na apicultura, como é o caso da extração da própolis e outros produtos das abelhas, como geleia real e pólen. Em 2019, a Epagri prestou assistência a 5.984 famílias e realizou 15.463 atendimentos em apicultura e meliponicultura. “Nosso foco é orientar para a alta produtividade, boas práticas de produção e extração, legalização e mercado”, ressalta Cunha.

A exemplo do mel,  para a comercialização da própolis é necessária a regularização fiscal e de serviço de inspeção. O controle de qualidade analisa alguns aspectos, como o tipo de própolis, as propriedades químicas (aparência, viscosidade, teor de cera, umidade) e as propriedades microbiológicas. Para ter certeza se a própolis é de boa qualidade, assim como qualquer produto de origem animal, é importante observar a procedência e se é inspecionado, dados identificados pelos selos referentes ao órgão de inspeção sanitária.

Melhora a imunidade

Segundo a médica especialista em Saúde da Família Dinorah Boada Bilhalva, a própolis serve como um aliado para ajudar na prevenção e na cura, pois é um produto que melhora a imunidade.  De acordo com a médica, os componentes da própolis contêm propriedades antivirais, antitumorais, antibióticas, antifúngicas, anti-inflamatórias, antioxidantes, antissépticas e cicatrizantes, e são ainda capazes de combater artrites e diminuir o estresse. “Já foram comprovados resultados com o uso de própolis em doenças respiratórias e da pele, no tratamento de patologias do sistema digestivo e na odontologia, impedindo a formação de cáries, por exemplo”, afirma Dinorah.

Veja aqui receita de extrato de própolis para consumo humano.

A própolis pode auxiliar inclusive em tempos do novo coronavírus. A divisão de estudos apícolas da Epagri compartilha um protocolo da médica e apicultora Amelia Cristina Tor, que dá dicas para o enfrentamento da pandemia. Como uso preventivo, ela indica 25 gotas de própolis a 10% duas vezes ao dia. Porém, Amelia ressalta que o tratamento com própolis deve ser complementar, não dispensando o acompanhamento médico e os tratamentos convencionais.

Produção e beneficiamento da própolis

Informações técnicas de como produzir a própolis de forma correta podem ser encontradas no Boletim Didático da Epagri Produção e beneficiamento da própolis, disponível no site Apis on-line. Nessa plataforma, o usuário encontra diferentes informações sobre o trabalho da Empresa com a apicultura.

Mais informações: Rodrigo Durieux da Cunha, Chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri – rodrigocunha@epagri.sc.gov.br – (48) 3665 5292.

>> Leia também:
Conheça as variedades e benefícios do mel produzido em Santa Catarina

Mais informações para a imprensa:
Gisele Dias
Assessoria de imprensa 
Epagri
Fone: (48) 3665-5147 / 99989-2992
E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
Site: www.epagri.sc.gov.br


Foto: Aires Mariga/ Epagri

A composição química do mel faz desse produto das abelhas um grande aliado para aumentar imunidade, tornando o organismo mais resistente a processos infecciosos como as gripes, resfriados e dores de garganta. Dentre as substâncias estão vitaminas, minerais, enzimas e aminoácidos considerados compostos bioativos, ou seja, que trazem benefícios à saúde dos consumidores.

Segundo o presidente da Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (FAASC), extensionista da Epagri Ivanir Cella, abelhas de SC podem produzir mais de 100 tipos de mel silvestre, que diferem em cor, aroma, sabor e consistência. Isso possível devido à diversidade de plantas e tipos de solo.

Saiba porque o mel é bom para a saúde

Mel silvestre – Responde pela maior parte do mel produzido em Santa Catarina. É multifloral, porque é produzido pelas abelhas a partir do néctar coletado de uma grande variedade de plantas. Esse mel é considerado de excelente qualidade e seu sabor, aroma e consistência variam de acordo com as floradas predominantes na época em que é produzido.

Segundo Ivanir Cella, a coloração mais escura indica maior concentração de sais minerais, enquanto que as variedades mais claras normalmente são mais suaves. Dentre os compostos bioativos destacam-se os ácidos gálico e cinâmico, e a quercetina, que contém propriedades antioxidantes. “Substâncias antioxidantes são usadas na prevenção e no tratamento de algumas doenças, como câncer, doenças cardiovasculares e Alzheimer”, explica a extensionista social de Florianópolis, nutricionista Cristina Ramos.

Mel de eucalipto – Produzido de março a maio no Sul do estado, região onde a concentração dessa planta é maior. Apresenta coloração âmbar e sabor mais forte. Nesse tipo de mel predominam os seguintes compostos ativos: quercetina e ácidos gálico e p-cumárico, que possuem propriedades antioxidantes e bacteriostáticas, ou seja, tem como princípio terapêutico impedir a proliferação dos micro-organismos como as bactérias. “É uma boa pedida para quem precisa de um expectorante”, destaca Cella.

Mel de uva-japão – Produzido principalmente no Oeste do estado, nos meses de novembro e dezembro, época de floração dessa planta, tem cor clara e sabor extremamente suave. Cella explica que uma peculiaridade desse tipo de mel é o fato de dificilmente cristalizar quando armazenado em temperatura ambiente. O mel de uva-japão é rico em ácido p-cumárico, que contém propriedades antioxidantes, antitumorais, anti-inflamatórias e antimicrobianas.

O melato é um mel único e de coloração escura, produzido a partir de exsudatos da bracatinga e não do néctar das flores. Foto: Aires Mariga

Melato – O melato não é produzido a partir do néctar das flores e, sim, a partir de exsudatos da bracatinga, misturados a enzimas produzidas por cochonilhas, que são pequenos insetos que atacam o tronco dessa planta. Ele é produzido no Planalto Catarinense entre os meses de março a maio dos anos pares, devido ao ciclo da cochonilha.

É um mel único, de coloração escura, bastante apreciado e valorizado no exterior. O mel de melato da bracatinga possui quercetina e os ácidos benzoico, cafeico, clorogênico, ferúlico e salicílico, compostos que dão ao produto propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antitrombóticas.

O mel é um produto sensível e suas características podem ser alteradas se não houver os cuidados necessários na colheita, extração e processamento do mel, bem como, condições ideais de temperatura e umidade no armazenamento.

Segundo a extensionista social de Imbituba, nutricionista Eloísa Rovaris Pinheiro, ao comprar mel, deve-se sempre observar a procedência, verificando se é inspecionado, identificado pelos selos referentes ao órgão de inspeção sanitária que é registrado, podendo ser Municipal (SIM), estadual (SIE) ou Federal (SIF). “A inspeção define e controla os padrões de qualidade do produto, assegurando sua pureza e as boas práticas tanto apícolas e como de processamento”, destaca.

Assistência técnica da Epagri

A atuação da Epagri na apicultura se dá através de orientações para práticas de manejo recomendadas para alta produtividade, boas práticas de  produção e extração para uma boa qualidade do mel de Apis mellifera e para legalização e mercado, entre outras.

Segundo o chefe da divisão de estudos apícolas da Empresa, Rodrigo Durieux Cunha, em 2019 a Epagri prestou assistência a 5.984 famílias e realizou 15.463 atendimentos em apicultura e meliponicultura.

Essas ações são realizadas através de atividades grupais como oficinas, cursos, encontros, reuniões, excursões, seminários e palestras. “As visitas individuais também serão utilizadas quando necessárias para trabalhar temas específicos com as famílias. A assessoria prestada aos grupos também é de grande importância, destacando-se as associações de apicultores existentes ou que venham a ser criadas”, ressalta Rodrigo.

Produção de mel em SC


Foto: Divulgação/ Epagri

Santa Catarina é o quarto maior produtor de mel do país, com quase 10 mil apicultores  e 323 mil colmeias.  A safra 2018/19 foi de 5,8 mil toneladas. O Estado tem a melhor produtividade do país, uma média de 68 quilos por quilômetro quadrado, enquanto no restante do Brasil a média é de cinco quilos .

Além do mel, outros produtos da apicultura catarinense são pólen, própolis, cera bruta, núcleos, rainhas e apitoxina. A polinização também é importante, por exemplo, para o cultivo de macieiras.

Os extensionistas da Epagri selecionaram algumas receitas criadas por agricultores, para que você possa incluir o mel no seu cardápio. Confira:

Coxinhas da asa de frango com mel e mostarda


Foto: Maurício dos Santos/ Epagri

Ingredientes:

1 kg de coxinhas da asa

5 colheres de sopa de mostarda

3 colheres de sopa de mel

Suco de ½ limão

Manteiga para untar

Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Tempere as coxinhas da asa de frango com sal e pimenta a gostoe reserve por 30 minutos para incorporar o tempero. Em uma forma forrada de papel-alumínio, unte com manteiga e acomode as coxinhas. Leve para assar em forno pré-aaquecido a 200 °C por 15 minutos. Prepare um molho misturando o mel, o limão e a mostarda e após 15 minutos que o frango estiver assando, retire do forno, vire as coxinhas e pincele com o molho. Leve ao forno novamente a 200° C por mais 15 minutos. Retire do forno, vire as coxinhas e pincele com o restante do molho. Leve pela última vez ao forno até dourar. O tempo aproximado para assar é de 45 minutos.

*Receita do Grupo Coluna do Templo, Assentamento Hermínio Gonçalves – Caçador,SC

Bolo de café com mel


Foto: Maurício dos Santos/ Epagri

Ingredientes para massa:

6 ovos (separar as gemas das claras)

2 xícaras de açúcar

1 xícara de óleo

1 xícara de mel

1 xícara de café forte passado

600 g de farinha de trigo

80 g nozes picadas

1 colher de sopa de fermento químico em pó

Ingredientes para cobertura:

200 g de chocolate ao leite

100 g de creme de leite (meia caixinha)

Modo de preparo da massa:

Em um recipiente misture as gemas, o açúcar, o óleo e o mel. Depois acrescente o café e misture novamente. Aos poucos misture a farinha de trigo peneirada. Na batedeira, bata as claras em neve e em seguida incorpore na massa. Misture na massa as nozes picadas. Por último acrescente o fermento químico em pó. Asse em forno pré-aquecido em temperatura de 200°C por aproximadamente 50 minutos.

Modo de preparo da cobertura:

Quebre o chocolate em pedaços pequenos e leve para derreter em banho-maria. Quando já estiver derretido, incorpore o creme de leite. Em seguida despeje e espalhe sobre o bolo. A decoração é opcional.

*Receita do Grupo da Amizade, Cará – Caçador, SC

Atenção: esta receita rende uma grande quantidade de massa, então utilize uma assadeira grande ou prepare meia receita.


Pão de mel


Foto: Maurício dos Santos/ Epagri

Ingredientes:

1 colher de sopa de café solúvel

3 colheres de sopa de leite quente para diluir o café

2 ovos

1 caixinha de leite condensado

1 xícara de mel

1 colher de chá de canela em pó

½ colher de chá de cravo da Índia em pó

1 xícara de chocolate em pó

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento químico em pó

Ingredientes para cobertura (opcional):

200 g de chocolate ao leite

100 g de creme de leite (meia caixinha)

Modo de preparo:

Dilua o café solúvel no leite quente. Na bacia da batedeira junte o café dissolvido, os ovos, o leite condensado, o mel, a canela e o cravo. Bata até ficar homogêneo. Junte o chocolate em pó e a farinha de trigoe bata novamente até ficar uma mistura homogênea. Por último acrescente o fermento químico em pó e misture por alguns minutos até incorporar.Para assar, use forminhas de pão de queijo untadas. Adicione uma colher de sopa de massa em cada forminha. Asse em forno pré-aquecido a 150°C por 20 minutos ou até dourar as bordas. Rende aproximadamente 36 unidades.

Modo de preparo da cobertura:

Quebre o chocolate em pedaços pequenos e leve para derreter em banho-maria. Quando já estiver derretido, incorpore o creme de leite. Em seguida, com o auxílio de uma colher, despeje e espalhe sobre os pães de mel. A decoração é opcional.

*Receita de Angelita Froner Ferreira Pedrão – Frei Rogério , SC

Mais informações: Rodrigo Durieux da Cunha, Chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri – rodrigocunha@epagri.sc.gov.br – (48) 3665 5292

Mais informações para a imprensa:
Gisele Dias
Assessoria de imprensa 
Epagri
Fone: (48) 3665-5147 / 99989-2992
E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
Site: www.epagri.sc.gov.br

 
Foto: Arnaldo Conceição/Arquivo / Cidasc

Grande produtor de alimentos, o estado de Santa Catarina ampliou o faturamento do setor agropecuário em 2019. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) chegou a R$ 33,6 bilhões, um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior. A alta foi impulsionada principalmente pelo desempenho da produção pecuária. Os dados fazem parte da Síntese Anual da Agricultura e dos Indicadores de Desempenho da Agricultura e do Agronegócio de Santa Catarina, documentos elaborados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

"Com pouco mais de 1% do território brasileiro, Santa Catarina é referência em várias atividades agropecuárias, desde a produção de proteína animal, cultivo de ostras e mexilhões e também a produção vegetal e florestal. Nós tivemos crescimentos importantes em diversos setores, principalmente na produção de carnes, devido às exportações de carne suína e de aves. E isso tudo é fruto do trabalho dos produtores rurais e das entidades públicas e privadas. É importante valorizar também a condição sanitária dos nossos rebanhos e lavouras", destaca o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

A suinocultura foi o grande destaque da agropecuária catarinense no último ano e superou o valor da produção de frangos pela primeira vez em 20 anos. A produção de suínos se tornou responsável por 19,2% do VBP catarinense, alcançando um valor de R$ 6,47 bilhões. As receitas geradas pela cadeia produtiva, na fase de criação dos animais, foram 35% maiores do que em 2018.

O bom momento da suinocultura catarinense é resultado de uma combinação de fatores: aumento na produção e também nos preços pagos ao produtor. Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil e vem em um ritmo acelerado de crescimento nas vendas internacionais.

“O momento agora é de celebrar e enaltecer esses números, que são significativos para a economia do estado na geração de emprego, renda e qualidade de vida, mas que também deixam o compromisso de continuar crescendo e zelando pela condição sanitária catarinense”, acrescenta Miotto.

Os analistas da Epagri/Cepa trabalham agora nas perspectivas para o VBP de 2020. Segundo o coordenador da Síntese Agropecuária, Tabajara Marcondes, o faturamento deste ano será muito influenciado pelo desempenho da economia brasileira e a reação do mercado internacional.

"Os produtos que dependem exclusivamente do mercado interno têm um cenário mais desafiador do que os que possuem uma válvula de escape no mercado internacional. Como por exemplo, o milho, soja e suínos, que devem ter um crescimento na produção e faturamento. O comportamento do VBP 2020 irá depender de uma combinação de fatores, entre eles o emprego, economia brasileira e demanda internacional", explica.

Produção Animal

A produção animal respondeu por 60% do VP da agropecuária de Santa Catarina. Em 2019, o faturamento do setor foi de R$ 20,14 bilhões, com alta de 14,9% em relação ao ano anterior.

O VP da avicultura, que até 2018 ocupava o primeiro lugar no ranking de faturamento, fechou em R$ 6,41 bilhões em 2019. Seguido pela produção de leite, presente em 80% dos municípios de Santa Catarina, com um VP de R$3,72 bilhões e um crescimento de 7,7% em comparação com 2018.

O faturamento da aquicultura também teve alta no último ano, com um VP de R$ 322 milhões, puxado, principalmente, pela produção de tilápias.

Produção das Lavouras

Outro destaque do agronegócio catarinense, a produção de lavouras fechou 2019 com um VP de R$ 11,55 bilhões e responde por 34,5% do faturamento total do estado.

A soja é o carro-chefe do setor, com um VP de R$ 2,76 bilhões. Logo após, aparece a produção de tabaco, com R$ 2 bilhões. Na fruticultura, a maçã tem o maior faturamento com R$ 590 milhões e uma alta de 3,7% em relação a 2018.

Produção da Silvicultura e Extração Vegetal

A produção de madeira e produtos florestais teve uma alta estimada de 12,8% no faturamento em 2019. O VP do setor foi de R$ 1,8 bilhão. A produção de madeira para a indústria tem o maior peso com R$ 1,3 bilhão de faturamento.

Os produtores de milho também tiveram uma alta expressiva no faturamento em 2019. O VP ficou em R$1,56 bilhão, um aumento de 10,3% em relação ao ano anterior.

Destaques do agronegócio catarinense

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, palmito, aves, pera, pêssego, alho e arroz, e quarto maior produtor de uva, cevada e leite.

O estado é livre de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura, além de ser o único estado do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação - status que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo.

Síntese da Agricultura de Santa Catarina

A Síntese já está em sua 40ª edição e traz os números por cadeia produtiva, contextualizando-os nos mercados mundial e brasileiro. O documento está disponível online no site da Epagri/Cepa.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Foto: Divulgação / SAR

Santa Catarina investirá R$ 1,5 milhão para apoiar projetos de perfuração de poços, armazenagem e distribuição de água para atividades essenciais das propriedades rurais. O Projeto Água para Todos será operacionalizado via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

"Santa Catarina vem avançando nas discussões sobre os problemas da estiagem. Nós já lançamos alguns programas e estamos criando mais uma ação, que é o Projeto Água para Todos. Será R$ 1,5 milhão para que possamos investir na construção de cisternas, perfuração de poços e demais estruturas de armazenagem e distribuição de água. Cada produtor familiar tem um limite de R$ 25 mil e uma inovação é a possibilidade do contrato coletivo, em que até cinco famílias podem se associar e contratar um financiamento de R$ 50 mil. Essa é mais uma linha de apoio aos produtores rurais catarinenses", destaca o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

O novo programa atende a uma demanda dos agricultores catarinenses, que sofrem com os impactos da estiagem no estado. Desde junho de 2019, o estado passa por períodos de seca. Segundo estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Santa Catarina já acumula prejuízos que passam de R$ 436 milhões com a estiagem, principalmente na produção de grãos, fruticultura e bovinocultura de leite.

O Água para Todos contará com recursos para financiamentos de estruturas para disponibilização de água nas propriedades rurais em emergência, dando prioridade para a dessedentação animal e humana. Estão incluídos nesta resolução os investimentos em perfuração de poços, estruturas de armazenagem e distribuição.

Os financiamentos serão de até R$ 25 mil por produtor ou até R$ 50 mil para projetos coletivos, que poderão ser pagos em até 36 meses, com seis meses de carência e sem juros.

Conheça outras ações da Secretaria da Agricultura para minimizar os impactos da estiagem em SC:

Projeto para agricultores familiares utilizando Nota do Produtor Rural

Financiamento do custeio ou capital de giro de agricultores familiares e pescadores, que transformam sua produção e comercializam utilizando Nota de Produtor Rural. Os investimentos devem chegar a R$1,5 milhão em todo o estado.

O Projeto prevê financiamentos via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) de até R$ 30 mil, com cinco anos de prazo para pagamento sem juros.

Projeto para empreendimentos rurais com CNPJ

O projeto da Agricultura prevê o investimento de R$ 1,5 milhão, via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), para subvenção aos juros de financiamentos adquiridos por agricultores e pescadores, até 2,5% ao ano. Os financiamentos seguirão as regras de contrato feito com o agente bancário, num limite de R$ 100 mil.

Prorrogação do prazo de vencimento das parcelas de financiamentos

A Secretaria da Agricultura decidiu ainda prorrogar o prazo de vencimento das parcelas de financiamentos contraídos junto ao Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). As parcelas anuais que venceriam em março, abril, maio ou junho poderão ser pagas no dia 3 de agosto de 2020.

É importante ressaltar que os contratos com vencimento após 30 de junho de 2020 não serão prorrogados, assim como aqueles produtores inadimplentes com o FDR/SAR por 90 dias ou mais.

Financiamentos para construção de poços artesianos

A Secretaria investirá, via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), R$ 1,5 milhão em financiamentos sem juros para captação e uso da água.

O financiamento via FDR tem o limite de R$ 25 mil por produtor, com cinco anos para pagar e sem juros. Essa é uma linha já existente e que está sendo reforçada ao longo de 2020.

Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar

A pasta destinará R$ 2 milhões para apoiar a agricultura familiar em Santa Catarina por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Metade desse valor será voltado para compra de leite e derivados.

Os recursos do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) serão repassados aos municípios por convênio, num limite de R$ 30 mil para aquisição de alimentos da agricultura familiar, no âmbito do PAA, na modalidade Compra Institucional.

A prioridade serão os municípios que apresentarem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0,7, estejam organizados em seus Conselhos e a economia esteja baseada no agronegócio. Os alimentos adquiridos deverão ser destinados a famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, preferencialmente aquelas inscritas no Cadastro Único.

Investimentos em sistemas de abastecimento de água

Para minimizar os efeitos da estiagem, fenômeno recorrente em Santa Catarina, a Secretaria da Agricultura mantém diversas linhas de apoio à construção de cisternas e sistemas de abastecimento. Nos últimos cinco anos, o Governo do Estado investiu mais de R$22,9 milhões nesses projetos, além da cessão de uso de mais de 400 distribuidores de água para os municípios. Em 2019, foram apoiados 538 projetos de irrigação, num investimento de R$ 182,9 mil em subvenção de juros de financiamentos.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Foto: Jefferson Baldo / Arquivo / Secom

Os produtores rurais de Santa Catarina contarão com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural para investir na produção de trigo, triticale e cevada. A intenção é ampliar em 120 mil hectares a área plantada com grãos de inverno no estado e aumentar a oferta de matéria-prima para ração animal. O Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos fará parte do Programa Terra Boa e garantirá o apoio no pagamento do seguro rural.

Um dos maiores entraves para a produção de cereais de inverno são os custos de produção. Para incentivar os produtores, a Secretaria da Agricultura irá apoiar o pagamento do seguro rural. Os produtores receberão R$ 200 por hectare efetivamente plantado de cereais de inverno, seguindo as normas do Programa.

A intenção da Secretaria da Agricultura é trazer mais competitividade para as agroindústrias instaladas no estado e mais renda aos produtores rurais. "A produção de proteína animal tem papel fundamental no agronegócio catarinense e a oferta de grãos é peça-chave para mantermos a competitividade desse setor. O Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno surge após um trabalho intenso e conjunto de diversas entidades, produtores e Governo do Estado para garantir o futuro do agronegócio catarinense", afirma o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Grande produtor de carnes e leite, Santa Catarina é hoje o maior importador de milho do Brasil. Todos os anos cerca de quatro milhões de toneladas do grão são importados de outros estados e países para abastecer a cadeia produtiva catarinense. Com o Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno, a Secretaria da Agricultura e a iniciativa privada querem estimular os agricultores a plantar trigo, triticale e cevada, que podem complementar a ração animal e trazer mais renda para os produtores rurais, sem interferir na safra de verão.

"Por meio do incentivo à produção de trigo, cevada e triticale queremos minimizar o deficit na produção de milho. Ou seja, usar as nossas áreas que estão em pousio no inverno e fomentar, com o apoio das cooperativas e agroindústrias, a produção desses cereais, os quais podem ser utilizados na ração animal e dar suporte a toda cadeia produtiva animal. A Secretaria irá participar com um aporte de R$ 200 reais na subvenção ao seguro por hectare, um valor bastante expressivo para tranquilizar os produtores e incentivar a produção", explica o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

Compra antecipada

Outro grande diferencial do Projeto é permitir o estabelecimento de contratos futuros entre as cooperativas e os produtores rurais, garantindo a compra dos cereais pelo mercado consumidor de grãos, destinados à produção de ração.

As agroindústrias, cooperativas ou fabricantes de ração se comprometem em adquirir o volume de grãos acordado com o produtor, a preços pré-fixados ou a critério do vendedor, e o pagamento será efetivado por ocasião da entrega dos produtos.

Programa Terra Boa

O Programa Terra Boa contempla ainda o apoio para aquisição de 200 mil sacos de semente de milho, 300 mil toneladas de calcário, 3,5 mil kits forrageira, mil kits solo saudável e 500 kits apicultura. O investimento total será de R$ 53,5 milhões e a expectativa da Secretaria da Agricultura é atender 70 mil agricultores em todo o estado

O Programa é resultado de um convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Agricultura, da Fazenda, agroindústrias e cooperativas.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Foto: Flavia Maria de Oliveira / Epagri 

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina bate mais um recorde nas exportações. Em maio, o estado embarcou 51,7 mil toneladas do produto, faturando mais de US$ 113,6 milhões - esses são os maiores valores já registrados em um único mês desde o início da série histórica em 1997. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Os resultados obtidos em maio trouxeram um aumento de 44,4% no faturamento com as exportações de carne suína em relação ao mesmo período de 2019 - quando comparado ao mês anterior, o crescimento foi de 41,5%.

“Estes números traduzem a força do nosso agronegócio, que permanece como um setor essencial para a nossa economia. Demonstra ainda o comprometimento de toda a cadeia produtiva para garantir um produto seguro, de qualidade e que atende aos mercados mais exigentes do mundo”, destacou o governador Carlos Moisés.

"Mais uma vez Santa Catarina bate recordes nas exportações de carne suína. Tivemos um grande início de ano, que nos coloca em destaque nas exportações. A China continua sendo o nosso maior mercado e vem aumentando as compras ao longo do ano. A cadeia produtiva, produtores e agroindústrias estão de parabéns por mais um recorde", destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

A preferência internacional pelo produto catarinense é resultado do investimento em saúde animal e as garantias de um alimento de qualidade. O estado é livre de diversas doenças, com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que mostra ao mundo que possui critérios e segurança na produção animal.

No último mês, Santa Catarina aumentou os embarques para mercados importantes como China (+53,6%) , Hong Kong (+78,4%), Japão (+2,1%) e Cingapura (+101,2%).

Acumulado do ano

De janeiro a maio, Santa Catarina embarcou mais de 198,3 mil toneladas de carne suína, gerando receitas de US$ 451,8 milhões. O estado respondeu por 52,5% da quantidade exportada pelo Brasil nesse período.

Em 2020, os catarinenses ampliaram em 40,9% o faturamento com as vendas internacionais. Esses resultados se devem, principalmente, ao crescimento dos embarques para a China, que cresceram 90,2% em quantidade e 121,9% em valor. Destacam-se também os crescimentos nos embarques para o Japão (247,7% em quantidade e 262,1% em valor) e Coreia do Sul (29,8% em quantidade e 110,6% em valor).

Segundo o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, as expectativas são de que as exportações sigam em alta ao longo de 2020, ampliando até mesmo as vendas para a China. "Apesar dos esforços do governo chinês, a peste suína africana ainda não foi completamente controlada naquele país. Recentemente, inclusive, a Associação Brasileira de Proteína Animal revisou suas projeções, passando a estimar um crescimento de até 33% nos embarques de carne suína do Brasil neste ano. Esses resultados são de extrema importância, visto que as restrições associadas à Covid-19 e a crise econômica que deve suceder à pandemia prejudicarão sensivelmente o mercado interno", explica.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Foto: Divulgação 

Produto tradicional das colônias alemãs de Santa Catarina, o Queijo Kochkäse ganha agora normas de qualidade e identidade. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural publicou as regras que devem ser seguidas pelos produtores para que o queijo mantenha suas características únicas e possa ser comercializado de forma segura.

O Queijo Kochkäse é mais um produto tipicamente catarinense, produzido nos municípios originados nas primeiras colônias de imigração alemã de Santa Catarina: Blumenau e Dona Francisca. É um tipo de queijo branco cozido que ainda não tinha regulamentação, por isso não podia ser comercializado e ficava restrito às famílias produtoras. A intenção agora é apresentar esse produto para os consumidores.

A regulamentação foi embasada por estudos microbiológicos e físico-químicos feitos pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e a partir do trabalho conjunto da Secretaria da Agricultura, Epagri, Cidasc, e Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI). “O trabalho para regulamentar o queijo tipo Kochkäse iniciou em 2016 e como resultado traz segurança alimentar para o produtor e consumidor, já que para a produção e comercialização do queijo a partir de leite cru, é necessário que o leite venha de propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose”, ressalta a assessora de Saneamento e Meio Ambiente da Ammvi, Simone Gomes Traleski.

Com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ), os consumidores têm a segurança de que o produto segue diversas normas de fabricação e apresentação. Além de ser elaborado a partir do leite cru produzido em propriedades certificadas livres de brucelose e tuberculose, o Kochkäse deve seguir o programa de Boas Práticas de Produção implantadas no sistema de criação e ordenha.

Conforme a extensionista rural da Epagri, Fabiana Moratelli, em torno de 120 famílias devem ser beneficiadas pela regulamentação. “Esse projeto surge como uma identidade dessa cultura na região do Vale do Itajaí. Este queijo passa a receber um olhar que respeita o saber fazer, passado de geração em geração pelos produtores, para alimentar as suas próprias famílias e celebrar momentos especiais”, destaca Fabiana.

O próximo passo é a procura pelos produtores para fazer o registro no Serviço de Inspeção, contando com as orientações da Cidasc e da Epagri.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br