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A Delegacia Virtual da Polícia Civil de Santa Catarina passou a oferecer nesta segunda-feira, 4, a opção de registro online de Boletins de Ocorrências (BOs) sobre maus-tratos contra animais. O registro destina-se a fatos descritos como maus-tratos contra animais e denúncias da prática de ato de abuso, abandono, ferimentos propositais ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. O link está disponível no site da Polícia Civil ou diretamente no endereço.

“Apartir de agora todo cidadão que residir no Estado de Santa Catarina poderá fazer o registro de maus-tratos contra animais de forma virtual. Para tanto, deve acessar a página da Polícia Civil”, afirma o diretor de Inteligência, delegado Alfeu Orben. “Todos os BOs eletrônicos são enviados para a delegacia da área do fato”, completa o diretor.

A iniciativa atende à lei estadual 17.404/2017, que prevê a criação de seção no portal da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil para atendimento de ocorrências envolvendo animais. Ela foi possível com a ação conjunta da Polícia Civil com o Centro de Informática e Automação do Estado de SC (Ciasc). 

Mesmo com a Delegacia de Polícia Virtual de Proteção Animal de Santa Catarina, o cidadão ainda pode ter atendimento e fazer o registro do BO presencialmente. Basta comparecer a uma delegacia de polícia.

Na Delegacia Virtual também é possível fazer os seguintes BOs:

- Acidente de trânsito sem vítima
- Perda de documentos e/ou objetos
- Recuperação de documentos e/ou objetos
- Ameaça, calúnia, injúria e difamação
- Furto e roubo
- Denúncia anônima
- Danos causados por fenômenos naturais

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A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) encerrou mais uma capacitação profissional da corporação na manhã desta sexta-feira, 24. Desta vez, foi o Curso de Formação de Sargentos (CFS) 2019 que chegou ao fim. A cerimônia dos 241 novos militares da instituição lotou o Centro de Ensino da PM, na Trindade, em Florianópolis.

A solenidade contou com a presença da vice-governadora do Estado, Daniela Reinehr, e do presidente do Conselho Superior de Segurança Pública do Estado de Santa Catarina e também comandante-geral da PMSC, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior.

“Mesmo por pouco tempo, posso garantir que foi a maior pós-graduação que pude fazer”, comentou a vice-governadora, ao lembrar dos momentos em que foi policial militar. “O futuro é de quem tem coragem de abraçá-lo. Então, nesta linha, desejo a vocês muito sucesso e que Deus os abençoe”, disse a vice-governadora.

Araújo Gomes, ao falar sobre as expectativas do período que antecedeu a formação, confessou a difícil tarefa de receber profissionais experientes e torná-los ainda melhores. Segundo ele, o maior desafio da corporação para a turma.

 “Na minha visão, não há outra função tão nobre na PM quanto as exercidas pelos sargentos. Até porque quem não tem bons sargentos, ou não os escuta, não tem como ser um bom comandante”, completou.

 
Vice-governadora e coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior 

O CFS, que teve início no dia 28 de dezembro de 2018, representa um marco no ensino da instituição. Ele passa a ser o primeiro curso de Ensino Superior realizado pela Faculdade da Polícia Militar (Fapom). Com uma carga horária de 1.655 horas/aula, distribuídas em dez meses de formação, a capacitação garante que os aprovados conquistem o título de tecnólogo em Preservação da Ordem Pública.

“Hoje, formados, os senhores tenham orgulho da superação. Honrem a história dos outros sargentos do nosso Estado. Sargentos que não deixavam ninguém para trás. Se esforcem para ser exemplo. Para que seus subordinados os tenham como espelhos. Se esforcem para que os seus superiores, pares e familiares tenham orgulho dos senhores”, aconselhou o presidente do Conselho Superior.

“Sejam os melhores sargentos que a nossa PM possa ter”, finalizou. 


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O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou da aula magna do Curso de Formação Profissional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada na tarde desta quinta-feira, na Academia Nacional da PRF (ANPRF), em Florianópolis. O governador Carlos Moisés acompanhou a solenidade, assim como os ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), e o diretor-geral da PRF, Adriano Furtado.

Na cerimônia, Bolsonaro desejou sucesso aos novos policiais e afirmou que "não existe satisfação maior do que ser reconhecido pelo seu trabalho". Ele destacou a "mudança de paradigma" na forma de governar e encarar o trabalho policial. “Temos que trabalhar em equipe. Ninguém faz nada sozinho. Eu e meus 22 ministros temos que ter capacidade para nos anteciparmos a problemas, assim como vocês, na pista. Porque antes de socorrer, o melhor é prevenir os acidentes", afirmou o presidente. 

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Este é o maior curso de formação da história da instituição. São 1.168 mil alunos, divididos em 32 turmas. Ao fim do curso, previsto para encerrar em dezembro, os novos policiais farão a cobertura de aproximadamente 70 mil quilômetros de rodovias federais em todo o país.

O governador Carlos Moisés enfatizou o apoio que o Estado vem recebendo do Governo Federal. "Todos os ministros sempre estão muito presentes em Santa Catarina. O presidente Jair Bolsonaro está honrando o expressivo apoio que recebeu do povo catarinense", frisou.

Conforme o chefe do Executivo estadual, há um trabalho conjunto entre as esferas para aproximar cada vez mais as forças de segurança, e os resultados já aparecem com reduções nos índices de criminalidade em Santa Catarina e no Brasil. "É impossível prestarmos um bom serviços de segurança pública sem estarmos integrados. Sempre que um policial rodoviário federal precisar do apoio de um policial militar ou civil, será prontamente atendido", afirmou o governador.

O ministro Moro relatou que houve sensibilidade por parte do presidente quanto à importância dos recursos humanos para o bom andamento dos trabalhos na segurança das rodovias federais. "O Governo Federal tem valorizado significativamente a PRF. No fim do dia, tudo depende do homem e da mulher da ponta. O policial dedicado que está sempre atento à sua missão e à sua tarefa", afirmou.

Complexo de tiro

Bolsonaro também inaugurou o complexo de tiro da ANPRF. O espaço conta com seis mil metros quadrados e está preparado para treinamentos de diversas técnicas de disparo, como em movimento e embarcado na viatura. A comitiva federal ainda acompanhou uma exposição temática sobre as atividades da PRF.

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Quem procurar o Instituto Geral de Perícias (IGP) a partir desta semana já terá a carteira de identidade (RG) emitida em um novo modelo. Os parâmetros do documento atenderão a um decreto federal de 2018, que padroniza as novas cédulas de identidade. A novidade foi anunciada durante uma solenidade no auditório da Secretaria de Segurança Pública, em Florianópolis, na tarde desta segunda-feira, 14. 

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No novo RG, será possível colocar documentos como Título de Eleitor, CNH, PIS/PASEP, CPF, Carteira de Reservista, Carteiras Funcionais, Carteira de Trabalho e Previdência Social. Para isso, será necessário apresentar documentos originais e oficiais com as informações. Outra novidade é a possibilidade de inclusão do tipo sanguíneo e fator RH, desde que seja apresentado resultado de exame laboratorial ou documento oficial com essa informação.

“Santa Catarina mais uma vez se antecipa para levar à população catarinense um serviço melhor e mais completo. É mais um exemplo da agilidade que estamos imprimindo na gestão estadual.O novo RG facilita a vida do cidadão e é isso que queremos. Simplificar a vida de quem vive aqui”, ressalta o governador Carlos Moisés. 

A nova carteira de identidade também possibilitará que sejam incluídas informações sobre deficiências — com símbolos que constarão no RG — tais como surdez, cegueira ou de ordem psicológica. Também neste caso, é necessário que se apresente atestado ou relatório médico específico com todos os dados do requerente, comprovando que a deficiência seja permanente. 

De acordo com o perito-geral do IGP, Giovani Eduardo Adriano, Santa Catarina conseguiu se adiantar ao prazo máximo estabelecido pelo decreto federal, que era março de 2020. Ele assegura que a maior quantidade de informações disponível no documento facilitará a vida do cidadão. 

“É um direito para o cidadão. Ele vai poder incluir uma série de informações na carteira de identidade, o que antes não era possível. No caso de alergias a medicamentos, por exemplo, essa informação poderá estar na carteira e salvar a vida de uma pessoa, no caso de um acidente”, explica Adriano.

Nome social

 A nova carteira de identidade também possibilita a inclusão do nome social para aqueles que assim desejarem. O procedimento poderá ser feito após o preenchimento de um requerimento junto ao IGP.  Nesse caso, o nome de nascimento fica gravado na parte posterior do documento. 

O novo RG conta ainda com a inclusão de um QR CODE no verso. A ferramenta facilita a identificação e aumenta a segurança digital. Também será possível incluir uma informação de que o portador da cédula é “Maior de 60 anos”

 O perito-geral do IGP salienta que os RGs emitidos nos últimos anos seguem válidos, portanto não há necessidade de pressa para fazer o novo documento: “O RG não tem data de validade. Ele segue válido enquanto a foto coincidir com a aparência da pessoa. O IGP seguirá atendendo a todos os pedidos, mas ressaltamos aos cidadãos que não há motivo para pressa ou correria”.

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O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Catarina ganhou nesta segunda-feira, 7, um reforço histórico com a posse de 96 profissionais, sendo 94 peritos e dois papiloscopistas. O ato foi realizado com a presença dos novos profissionais, na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública, em Florianópolis.

O curso de formação dos novos servidores começou também nesta segunda. Ele leva entre três e quatro meses e meio, de acordo com cada cargo.

O perito-geral do IGP, Giovani Eduardo Adriano, lembrou que a convocação significa uma recomposição de efetivo após 11 anos sem novas contratações. "Nunca tivemos tanto respaldo quanto agora, e este é um momento tão histórico quanto à criação do Instituto, em 2005", afirmou Adriano. "Foi um concurso extremamente concorrido. Todos os aprovados são grandes vencedores", enalteceu o perito-geral.

Benefício para todas as regiões

Entre os 94 peritos oficiais empossados, 29 são médicos legistas e 65 são peritos oficiais. De acordo com Giovani Adriano, com o reforço no efetivo será possível fazer com que todas as equipes nas 29 unidades regionais do IGP contem com pelo menos dois peritos criminais e um médico legista.

Representando o governador Carlos Moisés no ato, o secretário de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca, relembrou que logo no início do ano ficou clara a necessidade de se dar mais atenção ao IGP para melhorar o combate à criminalidade em Santa Catarina.

"Tanto o governador Carlos Moisés quanto a vice-governadora Daniela Reinehr estão muito felizes por este momento. Sabemos da importância do Instituto, porque não é possível falar de segurança pública sem falar do Instituto Geral de Perícias", relatou Tasca.

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O secretário abriu o curso de formação com uma aula magna sobre a gestão da segurança em Santa Catarina.

Também participaram do ato o delegado-geral de Polícia Civil, Paulo Koerich, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, coronel Charles Alexandre Vieira, a diretora-geral da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Luciana da Silva Pinto Maciel, o diretor da Academia de Perícias (Acape), Rogério de Medeiros Tocantins, o presidente da Comissão de Segurança, Criminalidade e Violência Pública da seção catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC), Noel Antonio Baratieri, representando o presidente OAB/SC, Rafael Horn, além de servidores do IGP e familiares dos profissionais empossados.

Mais efetivo para a segurança pública

O governador Carlos Moisés também já assinou a chamada de 50 agentes e 50 escrivães para a Polícia Civil, que se somam aos 34 novos delegados já empossados. Em novembro, está prevista a convocação de 150 soldados do Corpo de Bombeiros Militar, que ainda terá mais 142 chamados em março do ano que vem.

A Polícia Militar já tem o aval do governador para chamar 35 oficiais e 500 soldados após os concursos que estão em andamento. 


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Santa Catarina registra mais um mês positivo em relação ao combate à criminalidade no estado. Depois de apresentar queda nos números dos principais crimes (homicídios, latrocínios, roubos e furtos – 01/01 até 30/09) comparado ao mesmo período do ano passado, o Colegiado Superior da Segurança Pública e Perícia Oficial divulga novo resultado histórico, específico para setembro.

Foram registrados 42 homicídios no último mês, a melhor marca da série histórica (2008 até 2019) para setembro. O número deste ano superou 2009 e 2014, apontados até então como as melhores marcas, com 44 e 48 casos, respectivamente.


Arte: Ascom/SSP

De acordo com o presidente do Colegiado Superior da Segurança Pública e Perícia Oficial e comandante-geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes, a redução dos números é uma tendência esperada de acordo com o planejamento adotado pelo Governo do Estado há pouco mais de um ano. 

“Temos a convicção de que a mudança ocorreu devido às estratégias ligadas às forças policiais. A presença mais proativa da polícia nas ruas, especialmente nas comunidades consideradas mais violentas, resultou na apreensão de armas e na prisão de lideranças e de criminosos reincidentes, o que refletiu nas estatísticas. Ainda criamos uma base de sustentabilidade, com ampliação de programas preventivos, como a Rede de Vizinhos, a Rede Escolar e a Rede Catarina, que contribui com a segurança, inclusive dentro de casa, no ambiente doméstico e que nos aproxima da comunidade", afirmou o coronel.

"A união das forças de Segurança é uma realidade no Estado e isso é demonstrado na queda dos números de ocorrências, principalmente as mais violentas”, concluiu.

O delegado-geral da Polícia Civil catarinense, Paulo Koerich, corrobora o discurso do presidente do Colegiado e coloca o trabalho em conjunto como fator preponderante para mais um número expressivo alcançado pela SSP: “A Polícia Civil vem intensificando a investigação criminal para melhorar ainda mais os índices de resolução de crimes. Este ano, já foram realizadas mais de 300 operações policiais e mais de mil pessoas foram presas. Aliado a isso, destacamos a integração com todas as forças de segurança estadual e federal, não medindo esforços para baixar ainda mais os índices criminais no estado”.


Foto: Mauricio Vieira/Secom

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, conheceu em detalhes o trabalho realizado por policiais e peritos catarinenses na tarde desta segunda-feira, 30. Acompanhado do governador Carlos Moisés, Moro visitou o quartel do Comando Geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), onde participou de uma reunião de trabalho com os gestores da Segurança Pública, e o Laboratório de Perfis Genéticos do Instituto Geral de Perícias (IGP).

Moro conheceu as inovações concebidas pelo Governo de Santa Catarina para o combate à criminalidade. Entre elas, a integração das forças de segurança, o uso da tecnologia, o foco nos resultados, a possibilidade de os policiais fazerem testes toxicológicos ainda no local das apreensões de drogas e o fortalecimento do Instituto Geral de Perícias (IGP).

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"Nosso foco no Ministério é o enfrentamento à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade violenta. Se não houver investigações criminais de qualidade, além do risco de colocar um inocente na prisão, o criminoso fica solto. Temos noção da importância da perícia criminalística e é uma política que vale a pena. Outros países já têm bancos de dados imensos e nós estamos começando agora", afirmou o ministro.

Outro aspecto apresentado a Moro foi o modelo pioneiro de gestão adotado em Santa Catarina, com um Colegiado de Segurança Pública e Perícia Oficial no lugar da figura do secretário de Estado.

Troca de experiências com outros estados

O governador Carlos Moisés reiterou a disposição em contribuir com o Governo Federal em ações para a segurança pública. "Santa Catarina tem alguns casos de sucesso e trazer o que for possível das experiências exitosas de outros estados. É de fundamental importância integrar as forças, objetivando a segurança dos brasileiros e de quem nos visita", afirmou Carlos Moisés.

No IGP, Moro buscou mais detalhes sobre o funcionamento do Laboratório de Perfis Genéticos, já existente em Santa Catarina. O objetivo é manter e comparar perfis genéticos para auxiliar na apuração criminal, na instrução processual e identificação de pessoas desaparecidas. Atualmente, existe uma parceria com a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa e a Polícia Civil para fazer, respectivamente, a coleta de material biológico de condenados e de familiares de pessoas desaparecidas.

Os materiais são enviados ao Banco Nacional de Perfis Genéticos e ajudam na elucidação de crimes em todo o país. O Ministério da Justiça e Segurança Pública pretende alcançar a meta de cadastro do perfil genético de cerca de 65 mil condenados até o fim do ano. Atualmente, esse número é de 28 mil.

Modelo para o país

Não é a primeira vez que o ministro da Justiça e Segurança Pública busca em Santa Catarina exemplos para replicar em outros Estados. Em junho, após uma visita técnica de Moro ao Complexo Penitenciário de Chapecó, Departamento Penitenciário Nacional (Depen) recomendou para outras unidades da Federação o exemplo de Santa Catarina no que diz respeito ao trabalho de ressocialização de presos.

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O governador Carlos Moisés ressaltou a importância de um trabalho integrado entre as forças de defesa nacionais e os órgãos de segurança estaduais, na manhã desta sexta-feira, 27, durante a abertura da SC Expo Defense. A feira de tecnologia e produtos é realizada na Base Aérea de Florianópolis. O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, participou como palestrante do evento.

"Temos em Santa Catarina um banco de dados genéticos que já solucionou crimes até em outros estados. Precisamos desse tipo de ação compartilhada entre todas as unidades para fortalecer o combate à criminalidade em todo o Brasil", mencionou o governador. 

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De acordo com Carlos Moisés, uma atuação firme das forças de defesa nas fronteiras e por mar tem impacto positivo no trabalho da segurança pública nos estados, o que reforça a importância da integração. "O Estado está à disposição para ser um aliado do Ministério da Defesa para dar maior segurança à nossa população, garantindo que todas as embarcações sejam fiscalizadas", expôs o governador.

Durante a palestra de abertura, o ministro da Defesa destacou que há uma disposição do Governo Federal em trabalhar de forma "diferente do antigo modelo político", com autenticidade e sem margens para corrupção. Ele citou como exemplo a união de esforços para combater focos de calor na Amazônia Legal. "Onde diziam que a Amazônia estava em chamas, hoje não existe praticamente nenhum foco de incêndio. É resultado de um trabalho nosso, de diversas forças. Houve uma resposta efetiva do Governo", ressaltou Azevedo e Silva. 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, que também participou da abertura do evento, destacou que a indústria e o setor de defesa são áreas estratégicas para a soberania nacional. "Temos uma indústria inovadora, que pode, inclusive, substituir produtos hoje importados pelas forças de segurança", acrescentou.

Desafios em pauta

Na feira estão sendo discutidos os desafios dos segmentos ligados à defesa, por meio de painéis, palestras, exposição de produtos e serviços. Autoridades civis e militares, empresários e representantes de governos participam da SC Expo Defense. Realizada pelo Centro das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Ciesc) e pela Base Aérea de Florianópolis, por meio do Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa), a feira segue até domingo, 29.

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O governador Carlos Moisés anunciou na manhã desta segunda-feira, 23, o reforço de efetivo para a Polícia Militar. Os 60 novos soldados serão convocados no concurso que está em andamento e enviados para Blumenau e região logo após o curso de formação. Além disso, serão feitos investimentos de R$ 300 mil para a criação do Centro de Treinamento do 10º Batalhão de Polícia Militar e bombeiros. Embora ostente índices de criminalidade considerados baixos, a cidade do Vale do Itajaí é a que tem, historicamente, o maior déficit no policiamento ostensivo em Santa Catarina. 

"Quando soubemos dessa injustiça histórica, decidimos imediatamente corrigir. Por isso adotamos critérios técnicos na distribuição dos policiais aprovados em concurso, e Blumenau receberá, ao menos, 60 soldados", afirmou Carlos Moisés. "Nós temos a sensibilidade de que todas as regiões precisam do olhar do governador. Temos que ter isenção nas nossas ações", acrescentou.

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Há um concurso em andamento para a contratação de mil soldados e 75 oficiais da Polícia Militar. Depois de convocados, eles passam em média por nove meses de curso e, após aprovação, são distribuídos para as unidades operacionais no Estado. Essa distribuição se dará por critérios técnicos, como a situação do efetivo em cada município e os índices de criminalidade.

"Segurança é sempre um anseio crescente da sociedade. A vinda de policiais para a cidade representa, na ponta da linha, o compromisso do governador com Blumenau", frisou o comandante-geral da Polícia Militar e presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial,  Araújo Gomes Júnior.

Centro de Treinamento
Carlos Moisés também assinou a liberação de R$ 300 mil para a reestruturação e aquisição de equipamentos para criação de Centro de Treinamento para os policiais do 10º Batalhão de Polícia Militar e bombeiros. O prédio era objeto de disputa judicial há 20 anos e, nesse período, nunca passou por reformas. O Estado saiu vitorioso no litígio e o imóvel foi repassado à Polícia Militar. Conforme o comandante do 10º Batalhão, tenente-coronel Jefferson Schmidt, há planos de abrir a academia à comunidade para realização de projetos sociais. A PM planeja, por exemplo, oferecer cursos gratuitos de autodefesa para mulheres.

PPPs para o sistema penitenciário
O governador ainda reconheceu a necessidade de investinentos no sistema penitenciário e antecipou que Blumenau será o primeiro município catarinense a contar com parcerias público-privadas (PPPs) para a obtenção de avanços na criação de vagas e ressocialização de presos.

O objetivo é ampliar a unidade atual da Penitenciária Industrial de Blumenau. O projeto envolve a ampliação, por meio da construção de novas unidades, operação e manutenção de um novo Complexo Penitenciário. A iniciativa de Santa Catarina poderá ser o projeto-piloto do Governo Federal para todas as unidades da federação, uma vez que o Estado já é referência nacional no trabalho de apenados.

Participaram do ato o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Carlos Hassler; o secretário da Educação, Natalino Uggioni; a presidente da Santur, Flavia Didomenico; o presidente da Fesporte, Rui Godinho;  o comandante-geral da Polícia Militar e presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial,  Araújo Gomes Júnior; o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Koerich; o prefeito de Blumenau Mário Hildebrandt; o presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), Avelino Lombardi; deputados e lideranças locais.

Na manhã desta segunda-feira, 23, o governador Carlos Moisés já tinha anunciado a liberação de R$ 4 milhões para melhorias no Aeroporto Quero-Quero em Blumenau. A agenda de trabalho do governador em Blumenau segue ao longo do dia, com mais liberações de recursos em outras áreas.

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A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) já trabalha em nova sede. Foi inaugurado na manhã desta quarta-feira, 18, o novo prédio do órgão, localizado no bairro Areias, em São José. A solenidade contou com a presença do governador Carlos Moisés, do presidente do Colegiado Superior da Segurança Pública, coronel Araújo Gomes, e do delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Koerich.

O espaço conta com uma área construída de 4,6 mil metros quadrados. O local tem auditório, salas de reuniões, espaço para treinamento físico, almoxarifado e carceragem. No total, foram investidos R$ 5,8 milhões na construção. Em seu discurso, o governador Moisés ressaltou que a sede própria proporcionará também economia com aluguel.

“Além de possuir uma estrutura de trabalho mais adequada para os policiais, a DEIC vir para cá é também um ato de economia. Deixamos de pagar aluguel e damos destino para um terreno que era do Estado. Assim como esse, estamos fazendo um levantamento de todos os imóveis pertencentes ao Governo para proporcionar um uso adequado”, frisou o governador.

O delegado-geral Paulo Koerich destacou a melhoria nas condições de trabalho para os policiais civis. Segundo ele, a nova estrutura permitirá um trabalho mais efetivo, levantando também o ânimo dos agentes. “Essa gestão tem nos permitido alcançar condições que não tivemos ao longo dos últimos anos. Hoje é um dia memorável, de festa para a Polícia Civil. Realizamos um sonho buscado há muito tempo por essa instituição”, afirmou Koerich.

Na visão do diretor da DEIC, delegado Luis Felipe Fuentes, o novo espaço garante maior conforto para quem trabalha e também para quem visita o local. Cada uma das 12 delegacias especializadas possui um espaço privado, garantindo melhor condução dos trabalhos. “De um modo geral, aumentou a autoestima dos policiais. Esse espaço tem sido motivo de grande satisfação. Pretendemos manter a estrutura e fazer ainda todas as melhorias que sejam possíveis”, lembrou Fuentes.

A DEIC

A DEIC é um órgão de execução da Polícia Civil de SC, com finalidade de planejar, coordenar e executar as atividades de polícia judiciária nas investigações policiais de maior complexidade em âmbito estadual ou com desdobramento e repercussão interestadual. Hoje, a DEIC conta com 12 Delegacias de Polícia Especializadas, um Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, um Núcleo de Inteligência, um Núcleo de Suporte à Investigação, Serviço de Plantão e Serviço de Secretaria e Logística.

Homenagem póstuma

A nova sede da DEIC leva o nome de Renato José Hendges, em homenagem ao delegado falecido em 2014. Renatão, como era conhecido, nasceu em Palmeira das Missões (RS) e entrou para a Polícia Civil de SC em 1974 como comissário de polícia. Em 1983, pela primeira vez, ocupou o cargo de delegado de polícia, atuando inicialmente na comarca de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Em 1990, Hendges entrou para a Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), onde atuou até 2014, ano em que se aposentou e faleceu. Ficou conhecido nacionalmente por conquistar 100% de resolução em casos de extorsão mediante sequestro investigados por ele e sua equipe, índice ainda mantido pela Polícia Civil de SC. Renato Hendges também foi presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol).

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