Fotos: Divulgação/ Polícia Civil

A Operação Zero Grau da Polícia Civil apurou que ao menos R$ 3 milhões foram desviados em fraudes contra a Celesc em 2010. A ação desencadeada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) nesta quinta-feira, 5, apreendeu carros de luxo, caminhões e R$ 100 mil em dinheiro em Santa Catarina e Paraná. Os investigados são quatro ex-funcionários, que atuavam na empresa na época, suspeitos de receberem valores indevidos dos cofres públicos.

As suspeitas são que as fraudes eram feitas por meio de ordens de serviço para avarias causadas por eventos climáticos, mas cujos serviços não foram prestados e o dinheiro desviado. “O inquérito apura desde 2013 serviços gerados por eventos climáticos pelo estado, mas em 90% deles conseguimos comprovar que eles não foram realizados e os pagamentos eram feitos por notas fiscais frias no conluio entre os funcionários e empresários investigados”, afirma o delegado da Delegacia de Combate à Corrupção da DEIC, Marcus Fraile. Ao todo, ele estima que o valor das fraudes possa chegar a R$ 10 milhões, mas essa quantia ainda não conseguiu ser comprovada pela polícia.

Nesta quinta-feira foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e sequestro de 49 veículos determinados pela Justiça, em Florianópolis, São José, Itajaí, Blumenau, Orleans, Pescaria Brava e Curitiba (PR). Foram apreendidos carros de luxo e caminhões. A DEIC apreendeu ainda euros, dólares e reais que alcançam mais de R$ 100 mil. Os documentos apreendidos serão analisados e farão parte do inquérito. São apurados os crimes de peculato, associação criminosa e fraude à licitação.

Combate à corrupção é compromisso da Polícia Civil

Em entrevista coletiva pela manhã, o diretor da DEIC, delegado Luis Felipe Fuentes, destacou o combate à corrupção como compromisso da Polícia Civil.

“Em casos de corrupção há valores altos envolvidos em dinheiro, patrimônio público, além da sensação de impunidade. Então o recado que estamos dando é de que uma hora a polícia chega”, ressaltou o diretor. Esta ação faz parte dos objetivos traçados no planejamento estratégico da Polícia Civil.

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Fotos: Divulgação / Delegacia-Geral da Polícia Civil

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira, 27, a Operação Marias para frear os índices de violência doméstica em Santa Catarina. A mobilização resultou em 48 prisões, 41 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão, além de 620 fiscalizações de medidas protetivas, conforme balanço atualizado no fim da tarde. Também foram apreendidas armas e munição com suspeitos. 

Estão mobilizados mais de 350 policiais civis das 30 Delegacias Regionais do estado. As prisões são preventivas ou de sentença definitiva, determinadas pela Justiça, e motivadas por crimes como violência sexual, estupro de vulnerável, ameaça, descumprimento de medida protetiva e posse irregular de arma de fogo.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Koerich, destacou a ação como forma de reduzir os índices de feminicídios e de prevenção à violência contra a mulher no estado. “Há um ditado popular que diz que em briga de marido e mulher a gente não mete a colher, mas em Santa Catarina a Polícia Civil mete a colher sim.
Nós defendemos as vítimas, temos programas de conscientização, ações sendo realizadas pelas Delegacias da Mulher, eixos temáticos, seminários e, principalmente, contamos com a população para que faça as denúncias para a polícia poder agir”, ressaltou o delegado-geral.

A coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMIs), Patrícia Zimmermann, enfatizou que os policiais continuarão nos próximos dias em busca do cumprimento de todos os mandados judiciais. No total, a Polícia Civil espera cumprir 81 mandados de prisão expedidos pela Justiça contra suspeitos de violência doméstica, 23 mandados de busca e apreensão e 1.211 fiscalizações de medidas protetivas.

“O importante é que as vítimas possam ter a certeza de que a Polícia Civil está aqui para proteger essas mulheres e que atua incessantemente em defesa delas. Estamos dentro dos 16 dias de ativismo e hoje é uma operação nacional, quando as Delegacias da Mulher têm se mobilizado para cumprir essas ordens judiciais em um incremento maior dessas ações”, disse a delegada.


Entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira

Sobre a operação

O nome “Marias” faz referência a Maria da Penha Maia Fernandes, vítima emblemática de violência doméstica, referencial na luta em defesa dos direitos das mulheres e cujo nome é emprestado à lei “Maria da Penha”. A operação tem caráter nacional em parceria com o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia (CONCPC) e é realizada também em outros estados.

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A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) realizou na manhã desta quarta-feira, 27, a Operação Castelo de Areia. A ação da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Fazenda Pública cumpriu 17 mandados de busca e apreensão. Os crimes investigados são estelionato, sonegação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Foram apreendidos veículos, embarcações, joias, dinheiro, obras de arte, relógios da marca Rolex e uma grande quantidade de bolsa Louis Vuitton, sendo que cada uma custa em média R$ 6 mil. Também foram apreendidos outros objetos de valor e documentos.

Segundo o delegado Pedro Henrique Mendes, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra Fazenda Pública e que coordenou a operação, os mandados foram cumpridos nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Tijucas. Também houve apreensão em Matinhos e Curitiba, no Paraná.

Todo o material recolhido será periciado. A operação começou por volta das 6h desta quarta-feira e mobilizou mais de 60 policiais civis. Não houve prisões.

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Foto: Divulgação / PMSC

A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) lançou o aplicativo que facilitará a interação do cidadão catarinense na solicitação de atendimento. Com o PMSC Cidadão, o usuário poderá enviar vídeos, fotos e áudios, que irão gerar a ocorrências. A apresentação do PMSC Cidadão foi feita na manhã de sexta-feira, 22, na sede do Comando-Geral da PMSC, em Florianópolis.

O PMSC Cidadão visa também promover, além de denúncias de forma anônima, as ações de proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar, dentro do Programa Rede Catarina de Proteção à Mulher.

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De acordo com o chefe do setor de tecnologia da instituição, o Inova, major Joamir Rogério Campos, poderão também ser solicitadas visitas preventivas por uma guarnição especializada. Desta forma, será possível acompanhar o trâmite e visualizar medidas protetivas de urgência, com integração ao sistema do Poder Judiciário. Também há o Botão de Pânico para as mulheres com medida protetiva que terão atendimento prioritário.

Até maio de 2020, o aplicativo também terá outras funcionalidades para complementar o atendimento direto ao cidadão, como os programas Rede de Vizinhos, Rede de Segurança Escolar, Rede de Segurança Rural, Proerd, SOS Desaparecidos, Futebol Seguro, entre outros serviços.


Fotos: Aurelio de Oliveira / PMSC

Presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial do Estado e comandante-geral da PMSC, o coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior reforçou o grande avanço na cadeia de serviços da Polícia Militar com o aplicativo. "Ele representa um novo patamar de relacionamento com a sociedade. Ele traz inovação e tecnologia para esse contato emergencial, que antes era só via 190. Essa nova ferramenta vai trazer muita qualidade para o nosso atendimento", afirmou.

"Gostaria de parabenizar imensamente a iniciativa da Polícia Militar. Não é de agora que a instituição tem empreendido esforços imensos no sentido de conter a violência, não só contra a mulher", enfatizou Giane Bello, presidente da Comissão do Direito da Vítima da OAB/SC, durante o lançamento.

O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos e presidente do Conselho Gestor do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados, Fábio Trajano, elogiou o excelente custo-benefício do projeto. "Ainda não temos os números que esse aplicativo trará de benefícios, mas com certeza muitas ocorrências deixarão de existir em virtude dos potenciais agressores já terem a consciência que a polícia pode ser acionada muito rapidamente", ressaltou.



Também estiveram presentes no evento o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alexandre Estefani, e a presidente do Conselho dos Direitos da Mulher de Santa Catarina, Célia Fernandes.

Desenvolvimento

O coronel da PMSC Araújo Gomes também destacou o trabalho da equipe do Inova, que idealizou todas as inovações da ferramenta tecnológica e contratou, por meio de licitação, uma empresa para executar o desenvolvimento. Desta forma, toda propriedade intelectual do aplicativo e sistemas conexos é de propriedade total da PMSC.

Segundo ele, os recursos para o projeto são de uma parceria com o Ministério Público, via Fundo para Reconstituição de Bens Lesados do Ministério Público de Santa Catarina. O investimento total do aplicativo e integrações foi de R$ 202.493,30. Já para a compra dos servidores de armazenagem dos sistemas foram repassados R$ 270.000,00.

Como funciona

O PMSC Cidadão permitirá ao usuário a possibilidade de acionar a Polícia Militar de forma mais rápida e efetiva, com envio dos dados do solicitante, da localização exata da ocorrência, fotos, vídeos e áudios sobre o incidente. Isso dará mais agilidade na comunicação e um maior detalhamento da ocorrência para auxiliar o policial no momento do atendimento.

Apenas durante o atendimento da emergência gerada pelo próprio cidadão é que ele será identificado e o seu dispositivo passará a ser rastreado pela Polícia Militar, evitando trotes. O major Rogério Campos lembra que é crime repassar informações falsas durante o uso do aplicativo. Durante um atendimento de emergência também é aberto um canal de conversa entre a central, o cidadão e a guarnição policial em campo.

Como não é necessário falar com um atendente, apenas registrar ou enviar os dados para a Polícia Militar, pessoas com deficiência auditiva e palatal poderão utilizar sem problemas o aplicativo. A guarnição policial não poderá ser rastreada e o cidadão não terá acesso a sua localização. Ele receberá apenas informações do status do atendimento, ou seja, se a ocorrência foi gerada e se uma guarnição foi encaminhada para atendimento.

Rede de Vizinhos

Cabe ressaltar, que o PMSC Cidadão não irá substituir o grupo de Whastapp da Rede de Vizinhos. O aplicativo é mais uma ferramenta de apoio ao programa que, futuramente, irá ser integrado ao aplicativo. Da mesma forma que a nova ferramenta não irá substituir totalmente a ligação para o 190. Ela é mais um instrumento apoio ao atendimento de emergência.

Quando o cidadão não tiver internet no dispositivo móvel, o próprio aplicativo informa e cria um link direto para uma ligação com o 190 da Polícia Militar.

Qualquer versão de Android ou IOs

Para utilizar os serviços é necessário ter um dispositivo móvel com sistemas operacionais Android ou IOS, com tecnologia de dados móveis ou wi-fi e GPS. É preciso também fazer um cadastro prévio e aceitar a política de privacidade e segurança da informação.

Esse cadastro requer foto, CPF, nome, data de nascimento, e-mail, telefone, endereço, além de outros dados complementares. Todos os dados enviados serão sigilosos e usados apenas pela Polícia Militar para atendimento e proteção ao cidadão. Para o melhor funcionamento, o cidadão deve manter sempre o número de telefone e cadastro atualizados, pois se houver necessidade, uma equipe da Polícia Militar entrará em contato pelo número cadastrado para atender o usuário em sua emergência.

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Arte: Secretaria de Estado da Segurança Pública

Santa Catarina registrou entre os dias 1º de janeiro e 11 de novembro deste ano o menor índice de roubo seguido de morte em 12 anos, após uma semana sem nenhuma ocorrência desse crime no estado. Os dados foram apresentados pelo Colegiado Superior da Segurança Pública e Perícia Oficial em seu Boletim Semanal. Até agora foram confirmados 26 casos de latrocínio em 2019.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de 12 casos, mais de 30% de redução em relação aos 38 latrocínios registrados em 2018.  Em 2017, no mesmo período, foram contabilizadas 52 ocorrências. 

“Fizemos mais uma avaliação dos indicadores de criminalidade em Santa Catarina e confirmamos uma tendência que vem desde o início do ano. Tivemos redução dos principais indicadores: homicídios, mortes violentas em geral, roubos, com destaque especial para os números de latrocínios, uma modalidade criminosa que está sob controle no estado. A cada mês temos números melhores e estamos concorrendo hoje com os melhores índices da década”, afirmou o comandante-geral da PM e presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior. 

O Boletim Semana também evidenciou a brusca queda no número de homicídios, muito abaixo do registrado no último ano. Até agora foram 574 casos contra 682 no mesmo período de 2018, quase 16% a menos nas comparações. 

“Vamos fortalecer ainda mais as estratégias de preparação para o verão. Vamos intensificar as operações, a inteligências já está nos alimentando com informações para garantir uma temporada segura. Trabalharemos integrados, em um esforço do Governo, para fazer deste o verão mais seguro de Santa Catarina”, finalizou Araújo Gomes. 

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O combate à corrupção ganha um aliado inédito em Santa Catarina. O governador Carlos Moisés determinou por decreto a criação de delegacias e coordenadoria dentro da Polícia Civil especializadas nessa área. As estruturas serão lideradas por delegados de polícia, e a implantação do serviço ocorrerá sem aumento de despesas para o Estado.

“A Polícia Civil de Santa Catarina tem policiais e delegados competentes para fazer um importante trabalho no combate à corrupção. O que o Governo está fazendo é dar as condições necessárias para que eles exerçam essa função. Prevenir e combater o uso indevido do dinheiro público é uma das nossas prioridades”, destaca o governador.

O documento foi assinado digitalmente nessa quarta-feira, 6, e será publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta, 7. O decreto também tem as assinaturas do chefe da Casa Civil, Douglas Borba, e do presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior.

A iniciativa tem o apoio do ministro de Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que defende a criação de estruturas de combate à corrupção em todos os Estados.

Cecor e Decor: entenda como funcionarão as estruturas

 A Polícia Civil terá cinco Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção (Decor). Elas terão a função de prevenir, reprimir e combater a corrupção, investigar crimes praticados contra a Administração Pública Estadual e atuar em ações que demandem conhecimento especializado para a solução.

A atuação delas não será isolada. Dentro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), será criada a Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção (Cecor), coordenada por um delegado de Polícia Civil. À Cecor caberá, entre outras atribuições, administrar um banco de dados estadual sobre combate à corrupção, orientar as atividades das delegacias especializadas, manter estatísticas, participar de estudos e pesquisas e propor treinamentos e cursos à Academia da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina (Acadepol).

Na avaliação do delegado-geral, Paulo Koerich, a criação das Decor são um marco para a Polícia Civil quanto à apuração de delitos envolvendo os crimes do colarinho branco no Estado. “É, sem dúvida, um ganho imensurável para a sociedade em relação ao controle do dinheiro público. Elas possibilitarão uma gama de fontes de apuração e fiscalização de atos ilícitos por todas as regiões, o que reforça o compromisso estadual de não tolerar esse tipo de crime que tanto prejuízo gera aos cofres públicos”, aponta Koerich.

O governador também determinou que a Cecor faça estudos para a ampliação do número de Decors em Santa Catarina, além das cinco já previstas no decreto.

Confira quais são as cinco Decors no Estado

1ª Decor: a região da Grande Florianópolis, compreendida pelo município de Florianópolis e pelas regionais de Palhoça e São José.
2ª Decor: a região compreendida pelas regionais de Araranguá, Criciúma, Laguna e Tubarão.
3ª Decor: a região compreendida pelas regionais de Canoinhas, Jaraguá do Sul, Joinville, São Francisco do Sul, Mafra, Porto União, São Bento do Sul, Balneário Camboriú, Brusque e Itajaí.
4ª Decor: a região compreendida pelas regionais de Blumenau, Ituporanga, Rio do Sul, Curitibanos, Lages, São Joaquim e Videira.
5ª Decor: a região compreendida pelas regionais de Caçador, Campos Novos, Chapecó.

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O Seminário Intersetorial de enfrentamento à violência contra as mulheres promovido pela Polícia Civil começou nesta quarta-feira, 6, em Mafra, no Planalto Norte catarinense. O evento vai até quinta, 7, no auditório do Sicoob.

A abertura contou com a presença do delegado-geral, Paulo Koerich, que destacou o momento ímpar para a instituição na organização desta mobilização em prol de toda à sociedade. "Precisamos dar um ponto final nos índices de violência contra à mulher e de violência doméstica que convivemos", disse.

Participam cerca de 500 pessoas, entre policiais civis e militares, além de integrantes da rede de atendimento.

"A nossa proposta é demonstrar que segurança pública não se restringe à Polícia Civil e à Polícia Militar. A segurança pública tem que ser realizada de forma sistemática, abrangendo saúde, educação, assistência social, entre outros setores da rede. Conto com a participação e a colaboração de todos vocês", sintetizou o delegado regional em Mafra, Alan Pinheiro de Paula, que proferiu a palestra de abertura ao lado da psicóloga policial civil, Mellize Cardoso.

Para Mellize, é fundamental alinhar a rede de atendimento para que haja intervenções cada vez mais eficazes, trazendo conhecimento técnico e científico não só para o atendimento às vítimas de violência, mas também para os homens que precisam ser cuidados.

Também palestraram pela manhã a fisioterapeuta motivacional Diovana Abreu Sartori e o psicólogo policial civil do Programa PC por Elas, Antônio José Britto.

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A Delegacia Virtual da Polícia Civil de Santa Catarina passou a oferecer nesta segunda-feira, 4, a opção de registro online de Boletins de Ocorrências (BOs) sobre maus-tratos contra animais. O registro destina-se a fatos descritos como maus-tratos contra animais e denúncias da prática de ato de abuso, abandono, ferimentos propositais ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. O link está disponível no site da Polícia Civil ou diretamente no endereço.

“Apartir de agora todo cidadão que residir no Estado de Santa Catarina poderá fazer o registro de maus-tratos contra animais de forma virtual. Para tanto, deve acessar a página da Polícia Civil”, afirma o diretor de Inteligência, delegado Alfeu Orben. “Todos os BOs eletrônicos são enviados para a delegacia da área do fato”, completa o diretor.

A iniciativa atende à lei estadual 17.404/2017, que prevê a criação de seção no portal da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil para atendimento de ocorrências envolvendo animais. Ela foi possível com a ação conjunta da Polícia Civil com o Centro de Informática e Automação do Estado de SC (Ciasc). 

Mesmo com a Delegacia de Polícia Virtual de Proteção Animal de Santa Catarina, o cidadão ainda pode ter atendimento e fazer o registro do BO presencialmente. Basta comparecer a uma delegacia de polícia.

Na Delegacia Virtual também é possível fazer os seguintes BOs:

- Acidente de trânsito sem vítima
- Perda de documentos e/ou objetos
- Recuperação de documentos e/ou objetos
- Ameaça, calúnia, injúria e difamação
- Furto e roubo
- Denúncia anônima
- Danos causados por fenômenos naturais

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Fotos: Julio Cavalheiro/Secom

A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) encerrou mais uma capacitação profissional da corporação na manhã desta sexta-feira, 24. Desta vez, foi o Curso de Formação de Sargentos (CFS) 2019 que chegou ao fim. A cerimônia dos 241 novos militares da instituição lotou o Centro de Ensino da PM, na Trindade, em Florianópolis.

A solenidade contou com a presença da vice-governadora do Estado, Daniela Reinehr, e do presidente do Conselho Superior de Segurança Pública do Estado de Santa Catarina e também comandante-geral da PMSC, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior.

“Mesmo por pouco tempo, posso garantir que foi a maior pós-graduação que pude fazer”, comentou a vice-governadora, ao lembrar dos momentos em que foi policial militar. “O futuro é de quem tem coragem de abraçá-lo. Então, nesta linha, desejo a vocês muito sucesso e que Deus os abençoe”, disse a vice-governadora.

Araújo Gomes, ao falar sobre as expectativas do período que antecedeu a formação, confessou a difícil tarefa de receber profissionais experientes e torná-los ainda melhores. Segundo ele, o maior desafio da corporação para a turma.

 “Na minha visão, não há outra função tão nobre na PM quanto as exercidas pelos sargentos. Até porque quem não tem bons sargentos, ou não os escuta, não tem como ser um bom comandante”, completou.

 
Vice-governadora e coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior 

O CFS, que teve início no dia 28 de dezembro de 2018, representa um marco no ensino da instituição. Ele passa a ser o primeiro curso de Ensino Superior realizado pela Faculdade da Polícia Militar (Fapom). Com uma carga horária de 1.655 horas/aula, distribuídas em dez meses de formação, a capacitação garante que os aprovados conquistem o título de tecnólogo em Preservação da Ordem Pública.

“Hoje, formados, os senhores tenham orgulho da superação. Honrem a história dos outros sargentos do nosso Estado. Sargentos que não deixavam ninguém para trás. Se esforcem para ser exemplo. Para que seus subordinados os tenham como espelhos. Se esforcem para que os seus superiores, pares e familiares tenham orgulho dos senhores”, aconselhou o presidente do Conselho Superior.

“Sejam os melhores sargentos que a nossa PM possa ter”, finalizou. 


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O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou da aula magna do Curso de Formação Profissional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada na tarde desta quinta-feira, na Academia Nacional da PRF (ANPRF), em Florianópolis. O governador Carlos Moisés acompanhou a solenidade, assim como os ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), e o diretor-geral da PRF, Adriano Furtado.

Na cerimônia, Bolsonaro desejou sucesso aos novos policiais e afirmou que "não existe satisfação maior do que ser reconhecido pelo seu trabalho". Ele destacou a "mudança de paradigma" na forma de governar e encarar o trabalho policial. “Temos que trabalhar em equipe. Ninguém faz nada sozinho. Eu e meus 22 ministros temos que ter capacidade para nos anteciparmos a problemas, assim como vocês, na pista. Porque antes de socorrer, o melhor é prevenir os acidentes", afirmou o presidente. 

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Este é o maior curso de formação da história da instituição. São 1.168 mil alunos, divididos em 32 turmas. Ao fim do curso, previsto para encerrar em dezembro, os novos policiais farão a cobertura de aproximadamente 70 mil quilômetros de rodovias federais em todo o país.

O governador Carlos Moisés enfatizou o apoio que o Estado vem recebendo do Governo Federal. "Todos os ministros sempre estão muito presentes em Santa Catarina. O presidente Jair Bolsonaro está honrando o expressivo apoio que recebeu do povo catarinense", frisou.

Conforme o chefe do Executivo estadual, há um trabalho conjunto entre as esferas para aproximar cada vez mais as forças de segurança, e os resultados já aparecem com reduções nos índices de criminalidade em Santa Catarina e no Brasil. "É impossível prestarmos um bom serviços de segurança pública sem estarmos integrados. Sempre que um policial rodoviário federal precisar do apoio de um policial militar ou civil, será prontamente atendido", afirmou o governador.

O ministro Moro relatou que houve sensibilidade por parte do presidente quanto à importância dos recursos humanos para o bom andamento dos trabalhos na segurança das rodovias federais. "O Governo Federal tem valorizado significativamente a PRF. No fim do dia, tudo depende do homem e da mulher da ponta. O policial dedicado que está sempre atento à sua missão e à sua tarefa", afirmou.

Complexo de tiro

Bolsonaro também inaugurou o complexo de tiro da ANPRF. O espaço conta com seis mil metros quadrados e está preparado para treinamentos de diversas técnicas de disparo, como em movimento e embarcado na viatura. A comitiva federal ainda acompanhou uma exposição temática sobre as atividades da PRF.

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