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O Ministério da Saúde (MS) realiza, entre os dias 16 e 27 de setembro, uma ação de vacinação contra a febre amarela e sarampo em cinco cidades brasileiras fronteiriças aos países que compõem o Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai). Em Santa Catarina, a vacinação será em Dionísio Cerqueira, município que faz fronteira com a Argentina. A cidade catarinense possui uma sala de vacinação que funciona em horário estendido, das 7h às 19h. O Dia D da ação será em 21 de setembro.

A iniciativa vai respeitar os protocolos e calendário de vacinação de cada país. Em Santa Catarina, a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) será aplicada em pessoas com seis meses a 29 anos de idade, com esquema vacinal incompleto, nunca vacinadas ou sem comprovante de vacinação. A vacina contra a febre amarela será aplicada em pessoas com mais de nove meses de idade nunca vacinadas ou sem comprovante de vacinação. Moradores de Dionísio Cerqueira que não tenham se vacinado contra essas doenças ou estejam com o esquema vacinal incompleto devem procurar a unidade de saúde da cidade para atualizar a caderneta de vacinação. Para a imunização, basta levar a carteirinha de vacinação (se tiver) e um documento com foto.

De acordo com a gerente de imunização da DIVE/SC, Lia Quaresma Coimbra, é importante lembrar que, no caso da vacina tríplice viral, pessoas com idade entre um e 29 anos precisam ter duas doses, considerando um intervalo de, pelo menos, 30 dias entre a primeira e a segunda dose. No caso da febre amarela, uma única dose é suficiente para que a pessoa fique imunizada por toda a vida.

O objetivo desta ação, segundo o Ministério da Saúde, é ampliar as coberturas vacinais em função do sarampo nas Américas e potenciais surtos de febre amarela em regiões do Brasil. A iniciativa conta com o apoio de países do Mercosul, estados e municípios brasileiros. Além de Dionísio Cerqueira, participam da campanha, simultaneamente, os seguintes municípios brasileiros: Ponta Porã (MS), Barra do Quaraí (RS) e Foz do Iguaçu e Barracão (PR).

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Muncípios receberão médicos, enfermeiros, além de profissionais de saúde bucal - Foto: Arquivo / Secom

Dez municípios de Santa Catarina estão entre os contemplados com novas equipes de saúde da família e saúde bucal. O Ministério da Saúde credenciou 1,8 mil novas equipes em todo o país formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, além de profissionais de saúde bucal, como cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal.

No Estado, foram contemplados: Ouro, Pomerode, Braço do Norte, Içara, Joaçaba, Morro da Fumaça, Porto Belo, Porto União, Sangão e São Bento do Sul.

Em todo o Brasil foram credenciados 1.240 novos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), 314 equipes de Saúde da Família e 324 novas equipes de Saúde Bucal, reforçando a assistência em 156 municípios.

Existem cerca de 43 mil equipes de Saúde da Família no país responsáveis pelo atendimento de 63% da população. A meta é alcançar 50 mil equipes de Saúde da Família em funcionamento, cobrindo 70% da população até o próximo ano. Para isso, o Ministério da Saúde irá investir cerca de R$ 26,3 milhões para custeio dessas equipes em 2019. A partir do próximo ano, serão R$ 69 milhões a mais para o fortalecimento da Atenção Primária, principal porta de entrada do cidadão no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os recursos para custeio dos novos serviços começam a ser repassados pelo Governo Federal aos estados e municípios a partir do momento em que as novas equipes e serviços credenciados são de fato implantados, ou seja, iniciam o atendimento à população. As contratações, assim como o início das atividades dos novos profissionais e serviços, competem aos gestores municipais e estaduais.

Saúde da Família

O Programa Saúde da Família mantém equipes de saúde que atendem a população nas Unidades de Saúde da Família (USF). Cada equipe é formada por um médico, um enfermeiro, técnico de enfermagem, dentista e agente comunitário de saúde e de combate às endemias. A equipe de Saúde da Família está ligada à USF local.

O principal objetivo é atender e resolver os problemas de saúde comuns e frequentes da população. Estima-se que seja possível resolver até 80% dos problemas de saúde da população nas USF.  

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Um Estado que está passando a limpo toda a gestão da saúde, eliminando desperdícios, melhorando as compras, pagando dívidas e investindo mais nos hospitais. Esse foi o panorama exposto pelo governador Carlos Moisés durante a abertura do Congresso Sul Brasileiro de Medicina de Emergência Adulto e Pediátrica, realizada na noite desta quinta-feira, 5, no CentroSul, em Florianópolis. O evento segue até sábado, 7.

"Estamos investindo mais do que foi investido no passado e com uma forma diferente de fazer gestão, de forma responsável", afirmou o governador, citando exemplos como a compra de oxigênio medicinal domiciliar, que era realizada até o início de 2019 por R$ 24 milhões ao ano e, agora, a mesma quantidade é adquirida por metade do preço. Com medidas assim, ainda segundo Moisés, é possível ampliar os investimentos no que é essencial. "No ano passado, foram destinados cerca de R$ 80 milhões aos hospitais filantrópicos, neste ano são R$ 190 milhões e, a partir do ano que vem, serão R$ 300 milhões. É um esforço que estamos fazendo para governar a favor do cidadão", resumiu.

O governador ainda enalteceu a importância evento para que os profissionais estejam cada vez mais capacitados. "É de suma importância para nós que labutamos no pré-hospitalar, como foi meu caso nos tempos de Corpo de Bombeiros Militar. Sabemos como é decisivo qualificar o atendimento médico anterior à chegada ao ambiente hospitalar, assim como o trabalho da equipe que recebe no hospital e tem que estar bem preparada", declarou Moisés. 

Homenagem a bombeiros e cães

 
Foto: Peterson Paul/Secom

Na abertura, profissionais e cães que ajudaram nos trabalhos de buscas em Brumadinho (MG) receberam uma homenagem da organização do evento. Marley, o mais novo integrante canino da equipe de buscas do Corpo de Bombeiros Militar, e o tutor, o soldado Willian Valdeley, estiveram presentes para receber a condecoração, assim como outros bombeiros militares.

O Congresso é realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). A abertura teve a presença de autoridades como o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, o secretário adjunto, André Motta Ribeiro, o presidente nacional da Abramede, Frederico Arnald, o vice-presidente da associação, Luiz Alexandre Alegretti Borges, e o presidente do Congresso, Vitor Benincá.

De acordo com Benincá, o congresso aborda o tema "Minutos que valem a vida" e tem por objetivo fortalecer a abordagem do atendimento inicial das diversas formas clínicas de medicina de emergência adulto e pediátrica. Os painéis promovem atualização para médicos emergencistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, equipes da assistência pré-hospitalar e intra-hospitalar, além dos demais profissionais envolvidos com o atendimento emergencial e acadêmicos.

 
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O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de Joinville está passando pelo terceiro ciclo do projeto Lean nas Emergências, programa do Ministério da Saúde, para reduzir superlotação nas urgências e emergências de hospitais públicos e filantrópicos. Inserida no programa desde novembro de 2018,  a instituição já observa mudanças positivas que as reestruturações, capacitações e novos protocolos clínicos implantados trouxeram ao Pronto Socorro do hospital.

O mês de março foi um dos mais expressivos em resultados no ano de 2019. O tempo de decisão médica pela internação até a transferência para o leito reduziu de 2.160 minutos para 1.440 minutos. Desde o início do projeto até março deste, a taxa de ocupação hospitalar reduziu de 95,5% para 91,5%. Outras melhorias observadas durante o ano foi a taxa de evasão dos pacientes, que diminuiu de 19%, antes do programa, para 12%, em agosto deste ano.

"Essas quedas demonstram como as ferramentas do Lean auxiliam nos giros de leito e, consequentemente, tornam os atendimentos e decisões mais ágeis, permitindo que os processos de trabalho sejam realizados de maneira mais otimizada", explica o diretor geral do Regional, Evandro Rodrigues Godoy.

O objetivo para os próximos meses é melhorar ainda mais os resultados e tornar o Pronto Socorro um setor modelo. "Esses números são a prova de como a parceria do Hospital Regional com o Hospital Sírio Libanês, por meio do Proadi-SUS, tem sido positiva para a instituição", ressalta Evandro.

Por meio do uso da metodologia Lean, o programa visa melhorar a gestão, racionalizando recursos, otimizando espaços e insumos, além de diminuir a superlotação em hospitais.

 

 

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é 10 de setembro e para conscientizar a população sobre a importância de prevenir o ato, foi criada a campanha Setembro Amarelo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Já o Ministério da Saúde (MS) diz que no Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia

A educação é considerada uma das primeiras medidas preventivas contra o suicídio. “Falar sobre o assunto. Quebrar esse tabu. Precisamos conscientizar as pessoas, esclarecer e abrir espaço para falar sobre suicídio”, explica Adriana Elias, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), da Secretaria de Estado da Saúde.

O MS destaca que não há como detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, mas ela pode dar alguns sinais que devem chamar atenção da família e de amigos. “O isolamento, o abuso de álcool e outras drogas, mudanças bruscas de humor, a diminuição do autocuidado e até a automutilação. Esses sinais, especialmente quando se manifestam ao mesmo tempo, requerem atenção especial”, alerta Adriana.

“A prevenção ao suicídio é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre os setores da saúde, da educação, da assistência social e a sociedade em geral. Todos devemos estar atentos diante de uma possível situação de sofrimento, o acolhimento e o suporte são ferramentas indispensáveis para a prevenção do suicídio”, ressalta Maria Teresa Agostini, diretora da Dive.

A porta de entrada para o acolhimento é normalmente as unidades básicas de saúde. Os serviços públicos de saúde mental de Santa Catarina contam com 110 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em diversos municípios e diferentes modalidades. Nessas estruturas são atendidas pessoas que vêm em demanda espontânea, incluindo as que têm depressão grave, pensamento suicida e tentativa de suicídio.

Dados em SC

Todos os casos de violência autoprovocada, de tentativa de suicídio e de suicídio, são de notificação compulsória imediata, conforme Portaria 204/2016 do Ministério da Saúde.

Em relação aos casos de tentativa de suicídio em Santa Catarina em 2018, as mulheres foram a maioria; das 4.754 notificações de 2018, 3.154 foram de mulheres e 1.600 foram de homens. Segundo a faixa etária, o maior número de casos, de ambos os sexos, esteve entre pessoas de 20 a 29 anos (1.224), conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde.

Já em relação aos óbitos, também no ano de 2018, os homens são maioria; das 733 mortes registradas em 2018 no Estado, 561 foram de homens e 172 de mulheres. A faixa etária também difere nesses casos. O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) aponta que a maior parte das pessoas que cometeram suicídio tinha entre 50 e 59 anos (122).

Já este ano, foram registradas até o dia 24 de agosto, 3.595 tentativas de suicídio, sendo 2.466 para sexo feminino e 1.129 para o sexo masculino. A faixa etária que mais registrou tentativas de suicídio neste ano foi a mesma do ano passado, entre 20 e 29 anos. Os óbitos por suicídio em 2019 até 24 de agosto, totalizaram 478, sendo 104 para o sexo feminino e 374 para o sexo masculino.

Tabela 1:

Dados sobre suicídio em SC – de acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).

SEXO

2018

2019 (até 24/08/2019)

Feminino

172

104

Masculino

561

374

TOTAL

733

478

Tabela 2: 

Dados sobre tentativa de suicídio – conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

SEXO

2018

2019 (até 24/08/2019)

Feminino

3.154

2.466

Masculino

1.600

1.129

TOTAL

4.754

3.595


Centro de Valorização da Vida

Um importante aliado na prevenção do suicídio tem sido o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuitamente, de forma voluntária, 24 horas por dia, por telefone 188, e-mail ou chat pelo site da instituição (www.cvv.org.br).

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) está com inscrições abertas para o processo seletivo destinado à contratação de enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta e médicos para atuação na Maternidade Dona Catarina Kuss, em Mafra. O salário pode chegar a R$ 7,8 mil.

A novidade é que o processo seletivo 30/2019 tem como objetivo contratar profissionais pelo período de dois anos, com possibilidade prorrogação por igual período. Anteriormente, tais contratações eram referentes ao período de apenas 12 meses.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 04 de setembro de 2019, no site da SES. A documentação comprobatória digitalizada, em arquivo único e formato PDF deverá ser encaminhada exclusivamente ao endereço eletrônico inscricaopss@saude.sc.gov.br, dentro do período de inscrição.

Inscreva-se AQUI

Acesse o Edital 030/2019

 

Saiba mais sobre as vagas:


ENFERMEIRO - Com especialização em obstetrícia

FARMACÊUTICO - Com especialização em Farmácia Hospitalar e/ou experiência comprovada de 12 meses em Farmácia Hospitalar

FISIOTERAPEUTA - Com especialização em Fisioterapia Hospitalar e/ou experiência comprovada em área hospitalar

MÉDICO - Com especialização em Anestesiologia

MÉDICO - Com pós-graduação em Auditoria

MÉDICO - Clínico Geral - Para atuar como Regulador

MÉDICO - Com especialização em Pediatria

MÉDICO - Com especialização em Ginecologia e Obstetrícia

MÉDICO - Com especialização em Neonatologia

 

Foto: Dóia Cercal - Secom

Santa Catarina começa a partir desta semana a executar um cronograma de ações para intensificar a vigilância e a vacinação contra a febre amarela. O objetivo é acompanhar a circulação do vírus pelo estado, a partir das notificações das epizootias (morte de macacos), bem como realizar busca ativa de pessoas não vacinadas, antes do período de maior incidência da doença, que ocorre de dezembro a maio. São ações já desenvolvidas rotineiramente pelo Estado, mas que agora fazem parte do “Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela”, enviado aos municípios.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a medida é preventiva e busca sensibilizar as equipes municipais de vigilância epidemiológica e atenção primária à saúde. “A proposta é intensificar as ações nos próximos meses, mapeando com as equipes municipais as pessoas que ainda não foram vacinadas para febre amarela e locais com a ocorrência de morte ou adoecimento de macacos”, explica Helton de Souza Zeferino, secretário de Estado da Saúde.

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “O Estado já é área de recomendação para vacinação desde o segundo semestre do ano passado. Mas ainda assim, a cobertura está abaixo da meta. O ideal é que 95% do público-alvo seja imunizado. Atualmente, Santa Catarina vacinou apenas 75% dessas pessoas”, explica Lia Quaresma Coimbra, gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), da SES.

João Fuck, gerente de Zoonoses da DIVE/SC, explica que o vírus se desloca rapidamente e, por isso, a importância da ação. “O vírus já circula em Santa Catarina. Por meio de estudos, podemos estimar que a velocidade de deslocamento pelos corredores ecológicos é de três quilômetros por dia. Pelos casos humanos e epizootias confirmadas pela doença, o vírus já está na região Norte e Vale do Itajaí, com possibilidade de expansão para a região Sul”, explica.

Os macacos sinalizam a circulação do vírus. Eles vivem no mesmo ambiente que o mosquito transmissor da febre amarela e são os primeiros a ficar doentes. A morte ou o adoecimento dos primatas é um alerta para que os gestores e profissionais de saúde adotarem medidas de prevenção, uma vez que a doença nestes animais precede os casos humanos. “Por isso, queremos aumentar a sensibilização para a notificação. Quando um macaco doente ou morto for encontrado, é importante que a população comunique a Secretaria Municipal de Saúde o quanto antes, para que as ações sejam desencadeadas e novos casos em humanos sejam evitados”, afirma Maria Teresa Agostini, diretora da DIVE/SC.

Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela
O cronograma das atividades para intensificação das ações foi encaminhado e explicado para os municípios em uma videoconferência realizada na quinta-feira, 29. O Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela é dividido em três partes: Vigilância de Epizootias, Imunização e Vigilância de Casos Humanos. As atividades de intensificação seguem até o final de novembro, envolvendo visitas dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate as endemias para conhecimento da realidade e direcionamento das ações.

- Vigilância de Epizootias: identificar áreas com registro de mortes de macacos e intensificar a vacinação nesses locais. Além de sensibilizar a população para a importância da notificação de macacos mortos ou doentes.

- Imunização: identificar áreas com pessoas não vacinadas, bem como imediatamente após a notificação da epizootia, delimitar o raio de 300 metros para imunização das pessoas não vacinadas. Realizar ações de educação com a população. No dia 19 de outubro, acontece o Dia D, da Campanha de Multivacinação, e o enfoque será febre amarela.

- Vigilância de Casos Humanos: notificar, realizar a investigação clínica e ambiental e coletar amostras para diagnóstico. Sensibilizar profissionais de saúde sobre a suspeita e manejo clínico de febre amarela.

Febre Amarela em SC
Até o momento, o Estado já registrou duas mortes por conta da doença. A primeira foi no dia 28 de março deste ano, com um homem de 36 anos, da localidade de Pirabeiraba, em Joinville, sem registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). A outra, registrada no final de junho, foi de um homem de 40 anos, residente de Itaiópolis, também no Norte do Estado e sem registro de vacina.

Além disso, Santa Catarina já tem o registro de cinco mortes de macacos por febre amarela, localizados nos seguintes municípios: Garuva (1), Indaial (1), Jaraguá do Sul (1) e Joinville (2).

A vacina é a melhor forma de prevenção à febre amarela. Por isso, todos os moradores de Santa Catarina com mais de nove meses devem se imunizar. A dose está disponível nas mais de mil salas de vacina do Estado.

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Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) alerta a população sobre os efeitos nocivos e mortais do uso do tabaco e da exposição ao fumo passivo.

No Estado, de acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), ocorreram 6.025 óbitos por doenças cardíacas; 1.201 óbitos por doenças pulmonares crônicas e 1.410 por neoplasias de pulmão.

Um dos principais destaques deste Dia Nacional de Combate ao Fumo é para os malefícios causados pelo narguilé. Adriana Elias, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos da Dive, explica que em uma única rodada, que dura em média de 20 a 80 minutos, a exposição à fumaça do equipamento equivale ao volume da queima de 100 cigarros aproximadamente.

“Os riscos do uso do narguilé vão além. Não estão relacionados somente ao tabaco, mas também a doenças infectocontagiosas. O hábito de compartilhar o bucal entre os usuários pode resultar na transmissão de doenças como herpes, hepatite C e tuberculose. Outro ponto importante é que o narguilé pode ser precursor da iniciação do fumo de cigarros e ainda induzir dependência à nicotina”, alerta a enfermeira. 

Epidemia no Brasil e no mundo

A epidemia global do tabaco mata mais de oito milhões de pessoas por ano, das quais, cerca de 900 mil são não fumantes que morrem por respirar o fumo passivo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Quase 80% dos mais de um bilhão de fumantes em todo o mundo vivem em países de baixa e média rendas, onde o peso das doenças e mortes relacionadas ao tabaco é maior.  

No Brasil, das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco, 34.999 mortes correspondem a doenças cardíacas; 31.120 mortes por doenças pulmonares crônicas; 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia e 10.812 por acidente vascular cerebral (AVC) ainda de acordo com os dados do INCA.

Pesquisa recente, publicada este ano, o Vigitel/MS (Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico do Ministério da Saúde) realizado em todas as capitais dos 26 estados e no Distrito Federal, apresenta os seguintes dados:

• No conjunto das 27 cidades, a frequência de adultos fumantes foi de 9,3%, sendo quase duas vezes maior no sexo masculino (12,1%) do que no feminino (6,9%),

• Em Florianópolis, o percentual de adultos (≥ 18 anos) foi de 11,2%, sendo 15,4% para homens e 7,4% para mulheres e, a frequência de fumantes passivos no domicílio foi de 5,7% para população total, sendo 5,6% para homens e 5,9% para mulheres.

Tratamento no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar. Para saber quais unidades de saúde oferecem o tratamento, a população pode obter a informação nos postos de saúde ou diretamente na Secretaria de Saúde do município.

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O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 31,9 milhões para incentivar ações de alimentação e nutrição nos serviços de Atenção Primária em todo o país. Os recursos são destinados a ações de promoção da alimentação saudável em unidades de saúde e prevenção de doenças como sobrepeso, obesidade, desnutrição e anemia, além de promover cursos e qualificação técnica das equipes de profissionais que atuam na área.

São R$ 24,6 milhões para custeio dos serviços em 1.259 municípios, alcançando cerca de 158 milhões de pessoas, além de R$ 7,3 milhões para compra de equipamentos. As portarias que autorizam a liberação desses recursos foram publicadas neste mês no Diário Oficial da União.

Em Santa Catarina, foram contemplados com compras de equipamentos os municípios de Florianópolis, Blumenau, Capinzal, Formosa do Sul, Itajaí, Jaraguá do Sul, Pomerode, Salto Veloso, São Carlos e São Francisco do Sul. O total de investimentos chega a R$ 585 mil. Outros 40 municípios catarinenses receberão os recursos para ações de promoção de alimentação saudável.

A Atenção Primária vem sendo um dos principais eixos da atual gestão do MS e também da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. “Entendemos que as ações de atenção primária devem ser potencializadas”, destaca o secretário Helton de Souza Zeferino. “Isso faz com que a população perceba que a saúde está sendo entregue e suas necessidades atendidas”, complementa.

Os valores repassados para custeio dos serviços às secretarias estaduais e municipais de saúde são definidos pelo porte populacional. De acordo com o Programa de Financiamento das Ações de Alimentação e Nutrição (FAN), cidades entre 30 e 49,9 mil habitantes recebem R$ 12 mil; entre 50 e 99,9 mil recebem o total de R$ 13 mil; já cidades entre 100 mil e 149,9 mil habitantes recebem R$ 16 mil. Os municípios com população acima de 150 mil habitantes recebem valores proporcionais, com variação de R$ 20 mil a R$ 100 mil.

Mudando os hábitos alimentares

Manter uma alimentação saudável, acompanhada da prática regular de atividades físicas, evita doenças que muitas vezes podem até levar ao óbito. O consumo excessivo de sal, por exemplo, pode provocar hipertensão arterial que contribui como fator de risco para mais de 40% das doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais. Também está associado ao câncer gástrico, pedras nos rins e osteoporose. Além disso, o consumo exagerado de açúcar apresenta malefícios, como o risco aumentado para o desenvolvimento de doenças como o diabetes.

Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, apontam o aumento da obesidade em 67,8% nos últimos treze anos no Brasil, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018.

O mesmo estudo aponta ainda mudança significativa nos hábitos alimentares dos brasileiros. Em 2018, aumentou em 15,5% o consumo recomendado de frutas e hortaliças pela Organização Mundial da Saúde (cinco porções diárias pelo menos cinco vezes na semana) na comparação com 2008. O Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado pelo Ministério da Saúde, é o principal orientador de escolhas alimentares mais adequadas e saudáveis pela população, baseado principalmente no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. As informações também são úteis para a prevenção e controle de doenças específicas, como a obesidade, a hipertensão e o diabetes.

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Seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS), o Estado de Santa Catarina vai começar a aplicar nesta quinta-feira, 22, a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral – que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – em todas as crianças com idade entre 6 e 11 meses de idade. A aplicação desta dose extra, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida preventiva para proteger os bebês desta faixa etária, já que eles estão mais suscetíveis a casos graves da doença e ao óbito.

A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina Lia Quaresma Coimbra esclarece que a “dose zero” não substitui as doses da vacina já previstas no calendário nacional de vacinação. “Isso quer dizer que, além da dose zero, as crianças vão continuar tendo que tomar as doses de rotina: aos 12 meses, com a vacina tríplice viral, e aos e aos 15 meses, com a vacina tetraviral”, esclarece a gerente.

A vacina é a única forma de prevenção contra o sarampo. Além das crianças, jovens e adultos também precisam tomar a vacina contra a doença. Quem não tomou as duas doses da vacina, não lembra ou perdeu a carteirinha de vacinação precisa regularizar a situação vacinal de acordo com a faixa etária. Pessoas entre 1 e 29 anos devem tomar duas doses com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas e pessoas com idade entre 30 e 49 anos, devem tomar apenas 1 dose.

As vacinas que previnem o sarampo são: a Tríplice viral (protege contra o sarampo, caxumba e rubéola) e a Tetra viral (protege contra o sarampo, caxumba, rubéola e catapora). Elas são seguras, gratuitas e estão disponíveis nas mais de 1.000 salas de vacinação dos postos de saúde dos 295 municípios catarinenses.

Sarampo em Santa Catarina
Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela DIVE/SC na última segunda-feira (19), o estado tem 15 casos importados confirmados de sarampo e outros 5 em investigação. Entre os 15 casos importados confirmados, 3 foram em tripulantes de um navio que atracou no litoral catarinense em fevereiro de 2019. Outros 12 estão distribuídos nos municípios de Florianópolis (10), Guaramirim (1) e Barra Velha (1).

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbitos, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros. Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca foram expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham se vacinado.

Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados. Apresentando sinais e sintomas do sarampo, o serviço de saúde deve ser procurado imediatamente para que seja feito o diagnóstico e tratamento da doença. 

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