O Dia D de vacinação contra o sarampo em Santa Catarina é neste sábado, 19. As unidades de saúde vão ficar abertas das 8h às 17h para a aplicação de doses em crianças entre seis meses e menos de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias).

Do início da campanha, no dia 7 de outubro, até o dia 16, 44,5 mil crianças já compareceram aos postos de saúde catarinenses para atualizar a caderneta de vacinação. Destas, 14.110 (31,66%) precisaram tomar a vacina, as outras estavam com as doses em dia.

De acordo com a gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, Lia Quaresma Coimbra, esses dados mostram que os pais estão preocupados com a saúde e o bem-estar dos filhos. “Os pais estão levando os filhos para vacinar e essa iniciativa é bem importante para afastar o sarampo do estado”, ressalta a gerente.

 

Crianças que compareceram

Crianças que receberam

6 a 11 meses

9.267

6.494

1 ano

10.631

5.262

2 anos

8.293

1.086

3 anos

8.537

954

4 anos

10.566

1.104

TOTAL

44.567

14.110

Fonte: municípios de SC

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), aproximadamente 69 mil crianças entre 6 meses a menores de 5 anos ainda precisam ser vacinadas em Santa Catarina.

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O serviço de atendimento escolar hospitalar a crianças e adolescentes que estão internados no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, completa 20 anos neste mês de outubro. As ações são elaboradas para que a hospitalização não interrompa o processo de interação social e aprendizado do paciente, além de fortalecer e manter os vínculos do aluno com a escola. Em setembro deste ano, foram atendidos 289 estudantes.

Criada em 1999, a iniciativa catarinense é pioneira no Brasil, sendo coordenada pelo Setor de Pedagogia Hospitalar da unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES). São atendidos diariamente alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, tanto em sala de aula dentro do Hospital Infantil, como nos leitos onde estão internados.

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“É uma modalidade de atendimento que visa a proporcionar novas vivências e experiências. Enquanto o paciente está internado ele passa a contar com essa referência escolar aqui no hospital”, destaca Cláudia Mattos Silva, coordenadora pedagógica do Hospital Infantil Joana de Gusmão. “Nossa intenção não é substituir a escola de origem, mas proporcionar um atendimento que possa assegurar a manutenção dos vínculos escolares”.

Em Santa Catarina, a modalidade segue as determinações do Ministério da Educação. Um convênio, firmado em 2001 com a Secretaria de Educação do Estado (SED), prevê a cessão de profissionais. Neste ano, quatro professores atuam na unidade.
Após a alta hospitalar, um relatório descritivo é enviado à escola de origem do aluno, com as atividades realizadas, desempenho, posturas adotadas e dificuldades apresentadas.

“A proposta educativa foi criada para fortalecer esses vínculos e o resultado é muito positivo. O processo cognitivo e afetivo, a relação mantida para que essa criança continue os estudos mesmo não estando no que consideramos o tradicional ambiente escolar é muito importante”, destaca Cláudia.

Para a professora Jennefer Suelen Carvalho Silva Ramos, atuar no Hospital Infantil é como “doar um pouco de si”. Ela é contratada pelo Estado, vinculada à Escola de Educação Básica Padre Anchieta, justamente para atuar na atenção às crianças hospitalizadas. “Trabalhar no Infantil é mais do que transmitir conhecimento e muito mais do que uma intervenção escolar com a qual estamos acostumadas”, destaca. “É doar um pouco de si, transmitir amor, carinho e atenção. Sentimos que estamos não apenas ensinando, mas também colaborando para a plena recuperação de nossas crianças”.

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A Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, passou a realizar cirurgias para tratamento de endometriose profunda. O primeiro procedimento foi feito nesta quarta-feira, 9. A unidade é a primeira da Secretaria de Estado de Saúde a oferecer esse tipo de tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina.

De acordo com a diretora da maternidade, Carla Feix de Barros, a realização dos procedimentos foi possível depois que a SES, através da Superintendência de Hospitais Públicos (SUH), buscou por cirurgiões do aparelho digestivo lotados em unidades estaduais. Assim, esses profissionais atuam em conjunto aos de ginecologia na cirurgia de endometriose.

“Tivemos algumas poucas cirurgias no final de 2018, mas não havia nenhum tratamento cirúrgico estabelecido para endometriose profunda via SUS”, conta a diretora. “A atual gestão da Secretaria de Saúde foi muito sensível ao problema e buscou tratativa com cirurgiões que já atuavam na SES, em outros hospitais, para se aliarem aos nossos profissionais na realização dessas cirurgias. Agora podemos dizer que nós, através da Maternidade Carmela Dutra, oferecemos mais esse serviço ao cidadão catarinense”, acrescenta.

Outras 31 pacientes aguardam na fila por uma cirurgia de tratamento de endometriose profunda, que é quadro mais grave da doença, na Carmela Dutra.

A endometriose

O endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível às alterações do ciclo menstrual, e onde o óvulo depois de fertilizado se implanta. A doença conhecida como endometriose é uma afecção inflamatória (uma modificação no funcionamento normal do organismo) provocada por células do endométrio. Ao invés de serem expelidas, elas migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

Endometriose profunda é considerada a forma mais grave da doença. As causas ainda não estão bem definidas, mas o que se sabe é que parte do sangue reflua através das tubas uterinas durante a menstruação e se deposita em outros órgãos. Por isso a necessidade de a cirurgia ser acompanhada também por um cirurgião do aparelho digestivo.

A SES ressalta que o exame ginecológico clínico e o acompanhamento preventivo são passos importantes para o diagnóstico precoce. A doença pode ser confirmada pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença, além de biópsia.

Carmela Dutra

A Carmela Dutra, referência clínica em saúde da mulher, dispõe atualmente de 104 leitos destinados ao atendimento obstétrico, ginecológico, oncológico e neonatal. Na unidade, já foram registrados mais de 70 mil nascimentos desde sua inauguração em julho de 1955. Possui ainda o Título de Hospital Amigo da Criança e a certificação de Hospital de Ensino. Em 2013, a maternidade recebeu da Câmara de Deputados o Prêmio Dr. Pinotti - Hospital Amigo da Mulher. Em 2014, o banco de leite da unidade recebeu o certificado de excelência na categoria Ouro da Fiocruz.

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Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Foto: Paulo Goeth / Secretaria de Estado da Saúde

Nesta semana termina o prazo dado pela Justiça para que o estabelecimento comercial que ocupa irregularmente um espaço dentro do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, retire os pertencentes do local. A decisão é resultado de ação de reintegração de posse ajuizada pela Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC). No local onde funciona o estabelecimento privado será instalada a nova farmácia do hospital.

“O espaço que até então era ocupado pela lanchonete será incorporado à farmácia do hospital propiciando melhor organização e incremento dos estoques de medicamentos essenciais, produtos que são fundamentais no tratamento das crianças que procuram atendimento médico no Joana de Gusmão”, ressalta o diretor do hospital, Flamarion da Silva Lucas.

Antes do ajuizamento da ação, no ano de 2011, foi concedido um prazo para que o estabelecimento desocupasse amigavelmente o espaço dentro do hospital, mas o proprietário não tomou as providências necessárias, alegando que tinha um contrato de locação com uma associação. Diante da negativa, a PGE ingressou com a ação de reintegração de posse.

Na decisão, a Justiça confirmou o entendimento do Estado de que o contrato de locação do espaço era irregular, pois era assinado por uma pessoa que não tinha competência para controlar o patrimônio público, além de contrariar os princípios da impessoalidade e da legalidade ao não realizar prévio processo licitatório.

A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A PGE, então, requereu o cumprimento da decisão e o juiz determinou a desocupação do espaço em um prazo de 15 dias, sob pena de sanções previstas na legislação, como, por exemplo, multa. O prazo se encerra no fim desta semana.

Atuaram no processo os procuradores do Estado Celso Antonio de Carvalho, Daniel Rodriguez Teodoro da Silva, Elisângela Strada, Flávia Dreher de Araújo, Marcos Cezar Averbeck e Renato Domingues Brito. Pela Secretaria de Saúde participaram, além do diretor do Hospital Infantil, o superintendente de Gestão Administrativa, Vanderlei Vanderlino Vidal e a assistente da Consultoria Jurídica Renata Pereira Oliveira Correa.

Processo 5003606-72.2019.8.24.0023

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A Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo começa na segunda-feira, 7, em todas as cidades catarinenses. A primeira fase da mobilização segue até 25 de outubro e serão imunizadas crianças de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias). O dia D será em 19 de outubro.

A segunda fase será entre os dias 18 e 30 de novembro com a aplicação de doses em adultos entre 20 e 29 anos de idade. O dia D da segunda fase será em 30 de novembro.

A ação do Ministério da Saúde (MS) em conjunto com estados e municípios, é devido ao surto da doença que atinge 19 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina. A diretora de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), Maria Teresa Agostini, explica que o Ministério optou por dar prioridade para as pessoas dessas faixas etárias porque elas estão entre as mais acometidas pela doença em 2019. “As crianças menores de cinco anos, em especial, precisam de mais atenção porque correm um risco maior de desenvolver complicações, como cegueira, encefalite, diarreia, infecções no ouvido e podem até morrer em decorrência do sarampo”, ressalta.

Na primeira etapa da campanha é fundamental que pais ou responsáveis levem os filhos a uma das mais de mil salas de vacinação disponíveis em Santa Catarina munidos de carteira de vacinação, se tiver, para avaliação e aplicação da vacina, quando necessário. Para a primeira fase, Santa Catarina recebeu cerca de 300 mil doses da vacina.

O calendário de vacinação prevê que as crianças tomem a primeira dose da vacina Tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses e a segunda (e última), aos 15 meses. No entanto, caso a criança não possua o registro de imunização, precisa ser levada até uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal. A gerente de imunização da Dive/SC, Lia Quaresma Coimbra, lembra que, além dessas duas doses, o Ministério também recomenda que crianças entre seis e 11 meses tomem a “dose zero” da vacina e depois sigam o esquema de vacinação normalmente.

No caso dos jovens adultos com idade entre 20 e 29 anos é fundamental que verifiquem a situação vacinal. “Adultos nesta faixa etária precisam ter tomado duas doses da vacina ao longo da vida. Caso não tenham tomado, não lembrem ou não tenham mais a carteirinha de vacinação, a recomendação é que vá até uma sala de vacina”, esclarece a enfermeira, Arieli Fialho, responsável pela imunização da DIVE/SC.

Casos de sarampo em Santa Catarina

Neste ano, até o dia 29 de setembro, foram confirmados 26 casos importados (de outros estados) de sarampo em Santa Catarina, além de 34 que estão em investigação ou reteste, conforme protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde.

Os primeiros casos deste ano foram registrados no mês de fevereiro, em três tripulantes de nacionalidade estrangeira que estavam a bordo de um cruzeiro marítimo que ancorou nos municípios de Porto Belo e Balneário Camboriú. Os demais casos (23) foram registrados a partir do dia 17 de julho nas cidades de Florianópolis (16), Barra velha (3), Guaramirim (1), Balneário Camboriú (1), Schroeder (1) e Joinville (1).  Os últimos casos autóctones (contraídos no estado) de sarampo  em Santa Catarina foram em 1999 em um surto de 25 pessoas.

Sarampo

É uma doença viral, extremamente contagiosa. O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros e pode ficar até duas horas no ambiente. A única forma de se prevenir é com a vacinação. Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados. Mais informações no site da Dive/SC.

Serviço:

O quê: Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo (1ª etapa)
Público-alvo: crianças de seis meses a menores de cinco anos
Quando: de 7 a 25 de outubro
Local: nas mil salas de vacinação em todo o estado
O que levar: carteira de vacinação (se tiver) e documento de identificação

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Pela primeira vez, o Estado registrou mais de 40 doações efetivas em 30 dias. O recorde histórico de 43 procedimentos foi registrado em setembro. É o melhor desempenho nos quase 20 anos do SC Transplantes, unidade vinculada à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde.

Com o resultado, Santa Catarina alcançou, em setembro, a taxa de 74 doações por milhão de população (pmp) – no país a média em 2018 foi de 17. O estado tem registrado bons desempenhos neste ano. Coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade lembra que foi registrado o melhor fevereiro da história, com 24 doações efetivas, e o melhor mês de julho, com 34 doações. Até setembro foram mais de 900 transplantes em Santa Catarina.

“Em setembro foi a primeira vez que rompemos a barreira das 40 doações em todos os anos de trabalho e a quinta vez que ultrapassamos o número de 30 em um único mês”, reforça Andrade. Os melhores desempenhos da SC Transplantes foram registrados nos últimos dois anos: em dezembro de 2017 (38 doações), julho de 2019 (34), outubro de 2018 (32) e novembro de 2018 (31).

Andrade destaca ainda a importância de iniciativas do poder público, como a disponibilização de uma aeronave de uso exclusivo do governador para o transporte de órgãos e tecidos. “Isso tem facilitado muito a logística do transplante de órgãos. Essa iniciativa valida para toda a sociedade esse processo e facilita a tomada de decisões em relação à doação”, finaliza.

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Fotos: Divulgação / Secretaria de Estado da Saúde

Uma experiência da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) está entre as 11 finalistas do Prêmio APS Forte: Acesso Universal, criado pelo Ministério da Saúde. O objetivo do reconhecimento é reforçar o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) e valorizar as iniciativas que ampliam o acesso e melhoram o atendimento à população. A premiação levará três vencedores para uma experiência internacional na área da Atenção Básica.

O projeto catarinense selecionado é a gestão descentralizada do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade, que conta com a adesão de 35 municípios do interior catarinense. Trata-se de uma estratégia combinada de Educação Permanente em Saúde, ampliação e qualificação do acesso à Atenção Primária. “Nossa proposta atua na interiorização das ações de saúde, alcançando municípios de todos os portes, áreas remotas e áreas rurais”, explica Evelyn Anny Sonobe, da Coordenação do Programa de Residência e Medicina de Família e Comunidade da SES. “Atuamos em locais com carência e pouca tradição na formação de profissionais de saúde”, complementa.

A adesão dos municípios se dá por meio de um termo, que estabelece, como contrapartida local, o pagamento de bolsa ao residente, a oferta de benefícios, como internet, além da definição da quantidade de vagas disponíveis e a indicação de médicos preceptores.

As atividades teóricas ocorrem na modalidade a distância, em plataforma gerenciada pela SES. Os cursistas desenvolvem 2.880 horas anuais de atividades, sendo 88% em campo, incluindo 30 horas semanais de atendimento individual e o restante da carga horária em atividades ambulatoriais diversas, em grupos e ações interdisciplinares de prevenção e promoção da saúde, entre outras práticas.  Hoje são 36 residentes no Programa.

Funcionando nestes moldes desde 2016, sob a responsabilidade da Diretoria de Educação Permanente em Saúde (DEPS), em parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado de SC, o Programa já formou 18 médicos, dos quais 13 continuaram atuando em postos de saúde do Estado e seis se tornaram preceptores do Programa.

Sobre o Prêmio APS Forte

Um comitê técnico formado por representantes do Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras instituições selecionou onze ações para a reta final da apuração. No total, o site da premiação recebeu 1.294 inscrições de iniciativas para o Prêmio APS Forte, sendo que dessas, 946 ações participaram do processo seletivo. O resultado final será divulgado no dia 29 de outubro, na Opas, em Brasília.

Além de Santa Catarina, concorrem ao prêmio iniciativas das secretarias do Rio Grande do Sul e São Paulo, além dos municípios de Abaetetuba (PA), Mombaça (CE), Doresópolis (MG), Jaraguá do Sul (SC), Tefé (AM), Senador Canedo (GO), Santo Antônio do Monte (MG) e Salgueiro (RJ).

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O Procon Estadual de Santa Catarina estabeleceu Medida Cautelar para suspensão da fabricação, fornecimento, comercialização, distribuição e divulgação dos produtos Original Ervas, Royal Slim, Bio Slim, Natural Dieta, Yellow Black e similares. A decisão ocorre após a morte de uma mulher de 27 anos, na Serra catarinense, além de outros casos envolvendo problemas de saúde relacionados ao consumo de produtos que se denominam “medicamentos fitoterápicos com finalidade de emagrecimento".

A ação tem como base o Laudo Pericial Cadavérico, realizado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) de Lages, que constatou a causa da morte por "intoxicação exógena em decorrência de substância contendo Sibutramina e Diazepam". A Medida também estabelece a retirada imediata desses produtos das prateleiras e expositores de todos os estabelecimentos comerciais, assim como a remoção de material publicitário envolvendo a comercialização e o fornecimento de tais produtos dos sites e ferramentas de busca, anúncios e venda (Google, Mercado Livre, OLX, etc) e mídias sociais (Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, Whatsapp, etc), no prazo de 48 horas, em todo território nacional, após a notificação via Sedex.

O ato passa a valer a partir da sua assinatura, em 30 de setembro, quando também ocorre a notificação das polícias Federal e Civil do Estado de Santa Catarina, do Ministério Público (de defesa do consumidor), do Conselho Regional de Farmácia, da Vigilância Sanitária Estadual e da Anvisa para que tomem as devidas providências. A infração ao Código de Defesa do Consumidor Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, acarretará em crime de desobediência e a aplicação de multa no valor de R$ 1 milhão.

O diretor do Procon de Santa Catarina, Tiago Silva, esclarece que a falta de comprometimento das empresas responsáveis pela fabricação, divulgação, fornecimento e distribuição das substâncias tornaram necessária a Medida Cautelar. “Esses produtos são proibidos e nocivos à saúde por conterem substâncias como Diazepam e Sibutramina, que só podem ser vendidos mediante prescrição médica”, reforça.

Alerta

A Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVS/SC) alerta que o consumo de medicamentos fitoterápicos irregulares, sem o devido registro ou notificação na Anvisa, pode colocar a saúde da população em risco. As substâncias podem conter outros componentes ativos não conhecidos em sua formulação. A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Raquel Ribeiro Bittencourt, alerta para a venda clandestina de falsos emagrecedores em sites hospedados em provedores internacionais. Esses, quando notificados, simplesmente saem do ar ou reaparecem com outro nome, usam marcas estabelecidas de maneira fraudulenta, se valem de CNPJ de empresas já extintas ou simplesmente falsificam produtos irregulares.

“Neste caso, específico, estão introduzindo drogas que são vendidas sob controle, com sedativos, cuja venda é controlada, mas de maneira mascarada. O risco de se comprar um produto em sites que fazem grandes propagandas, colocam fotos de antes e depois e alegam a perda de peso rápido é de uma gravidade muito grande, colocando em risco a vida de pessoas. Essa medida tomada pelo Procon estadual é muito importante, porque o site que hospeda é corresponsável”, alerta.

Como consultar

A população pode consultar se o medicamento está regular na Anvisa por meio do portal. Em caso de suspeita de medicamento ou comércio irregular, este não deverá ser consumido, e a Diretoria de Vigilância Sanitária deverá ser notificada pelo site  no botão “Fale com a Vigilância”, para os encaminhamentos e medidas necessárias.

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O Governo de Santa Catarina prepara uma série de ações para conscientização e prevenção ao câncer de mama neste mês. As iniciativas fazem parte do Outubro Rosa, movimento de combate à doença, e envolvem diversas áreas, como saúde e educação. O tema da campanha deste ano é Câncer de mama: juntos sem medo.

“Desejamos alinhar ações para alcançar um maior número de pessoas e resultados ainda mais amplos no que diz respeito à prevenção e ao amparo às mulheres que precisam se submeter ao tratamento do câncer. Como Governo do Estado, o que desejamos é somar na causa”, afirma a vice-governadora Daniela Reinehr.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres. Em 2018, a doença respondeu por 32% das mortes por câncer em mulheres catarinenses, seguida das neoplasias em brônquios e pulmões (28%), de acordo com dados divulgados pelo informativo epidemiológico da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

De acordo com os dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), em 2018, 657 mulheres morreram por conta da doença em SC. Neste ano, até o dia 30 de setembro, já foram registradas 457 mortes. Por isso, é fundamental reforçar a conscientização sobre o câncer de mama, com informações sobre prevenção e tratamento. Em Santa Catarina, a programação do Outubro Rosa envolve educação permanente de profissionais de saúde nos municípios, ações sociais, palestras, mobilizações em locais públicos e campanhas.

“O tema do Outubro Rosa neste ano traz a importância de estarmos juntos e nos fortalecer, enquanto serviço de saúde, profissionais, familiares e pacientes para enfrentamento das dificuldades dessa doença, buscando uma vida melhor. Desta forma queremos sensibilizar os trabalhadores de saúde para a prática de ações alusivas à prevenção e detecção do câncer de mama em seus estágios mais iniciais”, explica Maria Simone Pan, diretora de Atenção Primária à Saúde da SES.

Durante o Outubro Rosa 2019 também está prevista uma série de atividades voltadas para a atenção integral à saúde da mulher. A ideia é intensificar ações para combater outras doenças, como por exemplo, a sífilis congênita. O dia 19 de outubro foi escolhido como o dia D da Atenção à Saúde Integral da Mulher, com aconselhamento e realização de testes rápidos nas unidades de saúde de cada município.

Programação estadual Outubro Rosa:

Durante todo o mês
Campanha “SED no Outubro Rosa” arrecada artigos de higiene, vestuário, maquiagem e bijuterias para doação. Ao final do mês, os itens serão doados para pacientes do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon). As caixas para arrecadação ficarão na entrada da Secretaria de Estado da Educação, na Rua Antônio (Nico) Luz, 111, no Centro de Florianóplis.Escolas da rede estadual também têm ações previstas. A programação está diponível neste link

2 de outubro
Seminário Ápice On Maternidade Darcy Vargas: Aprimoramento e inovação no cuidado e ensino em obstetrícia e neonatologia. No Auditório Amunesc, das 8h15 às 16h, em Joinville.

2 e 3 de outubro
Palestras no Auditório da Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, a partir das 10h30min, voltadas a pacientes e servidoras sobre prevenção e tratamento do câncer de mama.

3 e 4 de outubro
Aconselhamento e realização de testes rápidos de HIV e sífilis durante o Congresso Estadual de Saúde Coletiva na Universidade Federal de Santa Catarina.

4 de outubro
Webpalestra para profissionais da saúde: prevenção do câncer de mama.

9 de outubro
Webpalestra para profissionais da saúde: câncer cérvico uterino na Atenção Primária à Saúde.

18 de outubro
Distribuição de material informativo da Campanha Outubro Rosa e realização de testes rápidos de HIV e sífilis no Centro de Florianópolis.

18 de outubro
Webpalestra para profissionais da saúde: a consulta ginecológica na adolescência e seus aspectos éticos.

19 de outubro
Dia D da atenção à saúde integral da mulher com aconselhamento e realização de testes rápidos nas unidades de saúde de cada município.

21 de outubro
Fórum de discussão: Novas orientações para o preenchimento no e-SUS AB do procedimento Consulta do Pré-NAtal do PArceiro e dos testes rápidos de HIV e Sífilis no pai/parceiro.

23 de outubro
Evento de conscientização sobre câncer de mama para servidores no Teatro Pedro Ivo, na SC-401, em Florianópolis.

30 de outubro
Webpalestra para profissionais da saúde: manejo e prevenção da sífilis gestacional e congênita na Atenção Primária à Saúde.

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração, em parceria com a Fundação Escola de Governo ENA, promoverá a 1° edição do Fórum Nacional de Excelência em Gerenciamento e Fiscalização de Contratos de Gestão com Organizações Sociais. O evento, marcado para o dia 29 de outubro, no auditório do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina, no Centro da Capital, visa compartilhar experiências entre os estados para melhorar a fiscalização e supervisão das Organizações Sociais (OS) que atuam na gestão de unidades de saúde, por meio de contratos celebrados com as unidades da federação. 

A realização do evento é uma forma do Governo buscar soluções para entraves relacionados à atuação das OS nas unidades de saúde, explica o secretário da Administração Jorge Eduardo Tasca. “Por meio da busca de ferramentas que nos permitam melhorar o acompanhamento da execução desses contratos e que facilitem a gestão pública também estamos zelando pela transparência, melhoria do gasto e desburocratização de processos. Tudo para que as entregas aos usuários de saúde possam ser mais céleres”, disse.

Voltado a servidores públicos que atuam diretamente na gestão, controle, monitoramento e fiscalização de contratos de gestão com Organizações Sociais, além de representantes de órgãos de controle e gestores diretos dessas instituições, o evento será gratuito e com vagas limitadas.  De acordo com o Responsável pelo Programa Estadual de Incentivo às Organizações Sociais em Santa Catarina, Jaime Klein, o objetivo é contribuir com o intercâmbio de informações. “A troca de experiências em boas práticas de gestão melhora a atuação dos estados e órgãos fiscalizadores no acompanhamento da execução dos contratos de gestão com Organizações Sociais”, afirma.

O evento conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde, do Conselho Regional de Contabilidade, da Assessoria Empresarial BR Gaap, da Controladoria-Geral do Estado, e ainda do Sindicato dos Auditores Internos do Poder Executivo do Estado de Santa Catarina.

Sobre a atuação das OS

A implementação do Programa Estadual de Incentivo às Organizações Sociais tem como finalidade permitir a descentralização de atividades e serviços dirigidos a várias áreas, como assistência social, ensino, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, saúde entre outras. Atualmente, em Santa Catarina, das 22 clínicas e hospitais do Estado, oito são mantidos com a atuação direta das Organizações Sociais. 

Apesar disso, o programa de atuação também pode abranger atividades ligadas à a assistência social, desenvolvimento tecnológico, ao ensino e pesquisa, cultura e turismo. Diante da reforma administrativa aprovada pela lei estadual 741/2019, a Secretaria de Estado da Administração figura como coordenadora do programa de Incentivo às Organizações Sociais em Santa Catarina.

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