Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

Entre os dias 7 e 25 de outubro, foi realizada a primeira etapa da Campanha de Vacinação contra o sarampo em Santa Catarina, destinada a crianças entre 6 meses e menos de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias). Neste período, 144.650 crianças compareceram aos postos de saúde do estado. Destas, 30.106 (20,8%) não estavam com as doses em dia e precisaram tomar a vacina - as demais estavam com a carteira atualizada.

De acordo com a gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, Lia Quaresma Coimbra, o resultado desta primeira fase foi positivo: “Grande parte das crianças já estavam com a situação em dia, isso mostra que os pais estão preocupados com a saúde dos filhos, porém ainda temos um resíduo de aproximadamente 39 mil crianças para vacinar”.

A vacina contra o sarampo (tríplice viral ou tetra viral) é indicada para crianças nas seguintes faixas etárias:
- 6 a 11 meses: dose zero
- 1 ano: dose um
- 1 ano e 3 meses: dose dois e última dose por toda a vida

Crianças que não possuem ao menos duas doses da vacina precisam ser levadas aos postos de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. A chefe da divisão de imunização da Dive/SC, a enfermeira Arieli Fialho, esclarece que as doses seguem disponíveis nos postos de saúde mesmo com o fim da campanha: “A vacina contra o sarampo é de rotina, então ela fica disponível nas salas de vacinação o ano todo”.

Segunda fase da Campanha de Vacinação contra o sarampo

A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo será entre os dias 18 e 30 de novembro com a aplicação de doses em adultos entre 20 e 29 anos de idade. O dia D da segunda fase será em 30 de novembro. Nesta etapa, o estado precisa vacinar cerca de 550 mil jovens adultos.

“Pessoas nesta faixa etária devem ter tomado duas doses da vacina ao longo da vida. Caso não tenham tomado, não lembrem ou não tenham mais a carteirinha de vacinação, a recomendação é que vá até uma sala de vacina”, esclarece a enfermeira, Arieli Fialho, responsável pela imunização da Dive/SC.

Casos de sarampo em Santa Catarina

Até o dia 13 de outubro deste ano, segundo o último boletim divulgado pela Dive/SC, foram confirmados 45 casos importados (de outros estados) de sarampo em Santa Catarina, outros 15 estão em investigação e/ou reteste, conforme protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde.

Entre os 45 casos confirmados, três foram em tripulantes de um navio atracado no litoral catarinense em fevereiro de 2019. Outros 42 casos estão distribuídos geograficamente nos municípios de Florianópolis (23), Joinville (4), Barra velha (3), Palhoça (3), São Jose (2), Guaramirim (1), Balneário Camboriú (1), Schroeder (1), Guabiruba, (1), São João Batista (1), Imbituba (1) e Concórdia (1) e foram registrados a partir do dia 17 de julho.

Os últimos casos autóctones (contraídos no estado) de sarampo registrados em Santa Catarina foram no ano de 1999 em um surto de 25 pessoas.

Cobertura vacinal de 2019

Em Santa Catarina, a cobertura para crianças com 1 ano de idade está em 99,56%. Esse valor corresponde a todas as crianças vacinadas, nesta faixa etária, do início do ano até o mês de outubro de 2019.

Sarampo

É uma doença viral, extremamente contagiosa. O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros e pode ficar até duas horas no ambiente. Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca foram expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham sido vacinadas. A única forma de se prevenir é com a vacinação.

Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados. “A pessoa que apresenta esses sintomas deve procurar o serviço de saúde com a máxima urgência. O sarampo pode causar complicações à saúde e, em casos mais graves, levar à morte”, esclarece Alda Rodolfo da Silva, enfermeira responsável pelo setor de imunopreveníveis da Dive/SC.

Saiba mais: www.dive.sc.gob.br/sarampo

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Cerca de 200 gestores públicos, de 14 estados brasileiros, estão reunidos na sede do Conselho Regional de Contabilidade, em Florianópolis, nesta terça-feira, 29, para trocar experiências em gestão pública via contratos celebrados com Organizações Sociais. Em Santa Catarina, este modelo de gestão é utilizado em oito unidades hospitalares, das 22 que são mantidas pelo estado. O evento é organizado pela Secretaria de Estado da Administração, em parceria com a Fundação Escola de Governo – Ena,  Secretaria da Saúde e Controladoria Geral do Estado. 

“Uma gestão pública transparente e focada em resultados, com serviços entregues de maneira mais célere e eficiente aos cidadãos, são estes os objetivos do atual governo e que também buscamos com a realização deste encontro“, disse o secretário da Administração, Jorge Eduardo Tasca, durante a abertura do fórum. 

O superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria da Saúde, Vanderlei Vanderlino Vidal, disse que o encontro é vital para avaliar a atuação das organizações sociais no setor: “Atualmente, Santa Catarina adota este modelo, mas o contato com outros estados servirá para que possamos buscar melhorias ou até reavaliarmos a forma como estamos atuando‘‘. 

Voltado a servidores públicos que atuam diretamente na gestão, controle, monitoramento e fiscalização de contratos de gestão com organizações sociais, o evento é gratuito e termina no fim desta tarde na Capital. De acordo com o responsável pelo Programa Estadual de Incentivo às Organizações Sociais em Santa Catarina e servidor da SEA, Jaime Klein, o evento surpreendeu pelo número de inscritos. 

“Esta foi a primeira edição e os mais de 250 gestores inscritos confirmam que a busca por melhores resultados nessa área é uma preocupação similar entre muitos gestores de diferentes estados“, disse Klein. 

Atuação das Organizações Sociais em Santa Catarina 

A implementação do Programa Estadual de Incentivo às Organizações Sociais tem como finalidade permitir a descentralização de atividades e serviços dirigidos a várias áreas, como assistência social, ensino, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, saúde entre outras. 

Atualmente, em Santa Catarina, das 22 clínicas e hospitais do Estado, oito são mantidos com a atuação direta das Organizações Sociais. Apesar disso, o programa de atuação também pode abranger atividades ligadas à assistência social, desenvolvimento tecnológico, ao ensino e pesquisa, cultura, turismo entre outras. 

Diante da reforma administrativa aprovada pela lei estadual 741/2019, a Secretaria de Estado da Administração figura como coordenadora do programa de Incentivo às Organizações Sociais em Santa Catarina.

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Devolver a autoestima da paciente que passou pelo tratamento de câncer de mama. Esse é um dos objetivos do mutirão de cirurgias de reconstrução mamária, lançado na manhã desta sexta-feira, 25, no auditório do Hospital Universitário, em Florianópolis.

O mutirão é fruto de uma parceria entre o Governo de Santa Catarina, através da Secretaria de Estado de Saúde (SES/SC), Hospital Universitário (HU), Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC) e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (COSEMS/SC). A iniciativa recebeu R$ 1,5 milhão em recursos de emenda parlamentar individual da deputada federal Carmen Zanotto.

Pelo convênio, o HU começará a realizar 10 cirurgias de reconstrução de mamas por mês. A chamada será realizada pela AMUCC e secretarias municipais de saúde. Em seguida, as pacientes serão incluídas no Sistema Nacional de Regulação (Sisreg).

“A ação visa estimular a busca ativa para que possamos atender às mulheres que passaram pela mastectomia e se encontram hoje na fila aguardando a reconstrução mamária em todas as regiões de nosso estado”, afirma o secretário Helton de Souza Zeferino, acrescentando que a expectativa da SES é zerar a fila. “Neste Outubro Rosa estamos direcionando nossas ações para a saúde da mulher, podendo atender de forma digna às pacientes que passaram por mutilações em decorrência do câncer”.

O objetivo é atender as pacientes que passaram pela mastectomia, mas não realizaram procedimentos para reconstrução de mamas pelo SUS. Dados do Ministério da Saúde apontam que 2.334 mulheres catarinenses fizeram mastectomia entre os anos de 2014 e 2019, porém apenas 346 fizeram a cirurgia de reconstrução. Neste ano, foram 29 procedimentos realizados.

O Hospital Universitário é o primeiro a aderir o mutirão, mas a expectativa é que outras unidades hospitalares também possam realizar o procedimento, conforme cronograma da Secretaria de Estado da Saúde.

As mulheres que necessitam da cirurgia e ainda não estão cadastradas no Sisreg podem entrar em contato com a AMUCC pelo e-mail filazero@amucc.org.br ou pelo telefone (048) 3025-7185.

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O Dia D de vacinação contra o sarampo em Santa Catarina é neste sábado, 19. As unidades de saúde vão ficar abertas das 8h às 17h para a aplicação de doses em crianças entre seis meses e menos de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias).

Do início da campanha, no dia 7 de outubro, até o dia 16, 44,5 mil crianças já compareceram aos postos de saúde catarinenses para atualizar a caderneta de vacinação. Destas, 14.110 (31,66%) precisaram tomar a vacina, as outras estavam com as doses em dia.

De acordo com a gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, Lia Quaresma Coimbra, esses dados mostram que os pais estão preocupados com a saúde e o bem-estar dos filhos. “Os pais estão levando os filhos para vacinar e essa iniciativa é bem importante para afastar o sarampo do estado”, ressalta a gerente.

 

Crianças que compareceram

Crianças que receberam

6 a 11 meses

9.267

6.494

1 ano

10.631

5.262

2 anos

8.293

1.086

3 anos

8.537

954

4 anos

10.566

1.104

TOTAL

44.567

14.110

Fonte: municípios de SC

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), aproximadamente 69 mil crianças entre 6 meses a menores de 5 anos ainda precisam ser vacinadas em Santa Catarina.

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O serviço de atendimento escolar hospitalar a crianças e adolescentes que estão internados no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, completa 20 anos neste mês de outubro. As ações são elaboradas para que a hospitalização não interrompa o processo de interação social e aprendizado do paciente, além de fortalecer e manter os vínculos do aluno com a escola. Em setembro deste ano, foram atendidos 289 estudantes.

Criada em 1999, a iniciativa catarinense é pioneira no Brasil, sendo coordenada pelo Setor de Pedagogia Hospitalar da unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES). São atendidos diariamente alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, tanto em sala de aula dentro do Hospital Infantil, como nos leitos onde estão internados.

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“É uma modalidade de atendimento que visa a proporcionar novas vivências e experiências. Enquanto o paciente está internado ele passa a contar com essa referência escolar aqui no hospital”, destaca Cláudia Mattos Silva, coordenadora pedagógica do Hospital Infantil Joana de Gusmão. “Nossa intenção não é substituir a escola de origem, mas proporcionar um atendimento que possa assegurar a manutenção dos vínculos escolares”.

Em Santa Catarina, a modalidade segue as determinações do Ministério da Educação. Um convênio, firmado em 2001 com a Secretaria de Educação do Estado (SED), prevê a cessão de profissionais. Neste ano, quatro professores atuam na unidade.
Após a alta hospitalar, um relatório descritivo é enviado à escola de origem do aluno, com as atividades realizadas, desempenho, posturas adotadas e dificuldades apresentadas.

“A proposta educativa foi criada para fortalecer esses vínculos e o resultado é muito positivo. O processo cognitivo e afetivo, a relação mantida para que essa criança continue os estudos mesmo não estando no que consideramos o tradicional ambiente escolar é muito importante”, destaca Cláudia.

Para a professora Jennefer Suelen Carvalho Silva Ramos, atuar no Hospital Infantil é como “doar um pouco de si”. Ela é contratada pelo Estado, vinculada à Escola de Educação Básica Padre Anchieta, justamente para atuar na atenção às crianças hospitalizadas. “Trabalhar no Infantil é mais do que transmitir conhecimento e muito mais do que uma intervenção escolar com a qual estamos acostumadas”, destaca. “É doar um pouco de si, transmitir amor, carinho e atenção. Sentimos que estamos não apenas ensinando, mas também colaborando para a plena recuperação de nossas crianças”.

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A Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, passou a realizar cirurgias para tratamento de endometriose profunda. O primeiro procedimento foi feito nesta quarta-feira, 9. A unidade é a primeira da Secretaria de Estado de Saúde a oferecer esse tipo de tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina.

De acordo com a diretora da maternidade, Carla Feix de Barros, a realização dos procedimentos foi possível depois que a SES, através da Superintendência de Hospitais Públicos (SUH), buscou por cirurgiões do aparelho digestivo lotados em unidades estaduais. Assim, esses profissionais atuam em conjunto aos de ginecologia na cirurgia de endometriose.

“Tivemos algumas poucas cirurgias no final de 2018, mas não havia nenhum tratamento cirúrgico estabelecido para endometriose profunda via SUS”, conta a diretora. “A atual gestão da Secretaria de Saúde foi muito sensível ao problema e buscou tratativa com cirurgiões que já atuavam na SES, em outros hospitais, para se aliarem aos nossos profissionais na realização dessas cirurgias. Agora podemos dizer que nós, através da Maternidade Carmela Dutra, oferecemos mais esse serviço ao cidadão catarinense”, acrescenta.

Outras 31 pacientes aguardam na fila por uma cirurgia de tratamento de endometriose profunda, que é quadro mais grave da doença, na Carmela Dutra.

A endometriose

O endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível às alterações do ciclo menstrual, e onde o óvulo depois de fertilizado se implanta. A doença conhecida como endometriose é uma afecção inflamatória (uma modificação no funcionamento normal do organismo) provocada por células do endométrio. Ao invés de serem expelidas, elas migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

Endometriose profunda é considerada a forma mais grave da doença. As causas ainda não estão bem definidas, mas o que se sabe é que parte do sangue reflua através das tubas uterinas durante a menstruação e se deposita em outros órgãos. Por isso a necessidade de a cirurgia ser acompanhada também por um cirurgião do aparelho digestivo.

A SES ressalta que o exame ginecológico clínico e o acompanhamento preventivo são passos importantes para o diagnóstico precoce. A doença pode ser confirmada pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença, além de biópsia.

Carmela Dutra

A Carmela Dutra, referência clínica em saúde da mulher, dispõe atualmente de 104 leitos destinados ao atendimento obstétrico, ginecológico, oncológico e neonatal. Na unidade, já foram registrados mais de 70 mil nascimentos desde sua inauguração em julho de 1955. Possui ainda o Título de Hospital Amigo da Criança e a certificação de Hospital de Ensino. Em 2013, a maternidade recebeu da Câmara de Deputados o Prêmio Dr. Pinotti - Hospital Amigo da Mulher. Em 2014, o banco de leite da unidade recebeu o certificado de excelência na categoria Ouro da Fiocruz.

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Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Foto: Paulo Goeth / Secretaria de Estado da Saúde

Nesta semana termina o prazo dado pela Justiça para que o estabelecimento comercial que ocupa irregularmente um espaço dentro do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, retire os pertencentes do local. A decisão é resultado de ação de reintegração de posse ajuizada pela Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC). No local onde funciona o estabelecimento privado será instalada a nova farmácia do hospital.

“O espaço que até então era ocupado pela lanchonete será incorporado à farmácia do hospital propiciando melhor organização e incremento dos estoques de medicamentos essenciais, produtos que são fundamentais no tratamento das crianças que procuram atendimento médico no Joana de Gusmão”, ressalta o diretor do hospital, Flamarion da Silva Lucas.

Antes do ajuizamento da ação, no ano de 2011, foi concedido um prazo para que o estabelecimento desocupasse amigavelmente o espaço dentro do hospital, mas o proprietário não tomou as providências necessárias, alegando que tinha um contrato de locação com uma associação. Diante da negativa, a PGE ingressou com a ação de reintegração de posse.

Na decisão, a Justiça confirmou o entendimento do Estado de que o contrato de locação do espaço era irregular, pois era assinado por uma pessoa que não tinha competência para controlar o patrimônio público, além de contrariar os princípios da impessoalidade e da legalidade ao não realizar prévio processo licitatório.

A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A PGE, então, requereu o cumprimento da decisão e o juiz determinou a desocupação do espaço em um prazo de 15 dias, sob pena de sanções previstas na legislação, como, por exemplo, multa. O prazo se encerra no fim desta semana.

Atuaram no processo os procuradores do Estado Celso Antonio de Carvalho, Daniel Rodriguez Teodoro da Silva, Elisângela Strada, Flávia Dreher de Araújo, Marcos Cezar Averbeck e Renato Domingues Brito. Pela Secretaria de Saúde participaram, além do diretor do Hospital Infantil, o superintendente de Gestão Administrativa, Vanderlei Vanderlino Vidal e a assistente da Consultoria Jurídica Renata Pereira Oliveira Correa.

Processo 5003606-72.2019.8.24.0023

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A Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo começa na segunda-feira, 7, em todas as cidades catarinenses. A primeira fase da mobilização segue até 25 de outubro e serão imunizadas crianças de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias). O dia D será em 19 de outubro.

A segunda fase será entre os dias 18 e 30 de novembro com a aplicação de doses em adultos entre 20 e 29 anos de idade. O dia D da segunda fase será em 30 de novembro.

A ação do Ministério da Saúde (MS) em conjunto com estados e municípios, é devido ao surto da doença que atinge 19 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina. A diretora de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), Maria Teresa Agostini, explica que o Ministério optou por dar prioridade para as pessoas dessas faixas etárias porque elas estão entre as mais acometidas pela doença em 2019. “As crianças menores de cinco anos, em especial, precisam de mais atenção porque correm um risco maior de desenvolver complicações, como cegueira, encefalite, diarreia, infecções no ouvido e podem até morrer em decorrência do sarampo”, ressalta.

Na primeira etapa da campanha é fundamental que pais ou responsáveis levem os filhos a uma das mais de mil salas de vacinação disponíveis em Santa Catarina munidos de carteira de vacinação, se tiver, para avaliação e aplicação da vacina, quando necessário. Para a primeira fase, Santa Catarina recebeu cerca de 300 mil doses da vacina.

O calendário de vacinação prevê que as crianças tomem a primeira dose da vacina Tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses e a segunda (e última), aos 15 meses. No entanto, caso a criança não possua o registro de imunização, precisa ser levada até uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal. A gerente de imunização da Dive/SC, Lia Quaresma Coimbra, lembra que, além dessas duas doses, o Ministério também recomenda que crianças entre seis e 11 meses tomem a “dose zero” da vacina e depois sigam o esquema de vacinação normalmente.

No caso dos jovens adultos com idade entre 20 e 29 anos é fundamental que verifiquem a situação vacinal. “Adultos nesta faixa etária precisam ter tomado duas doses da vacina ao longo da vida. Caso não tenham tomado, não lembrem ou não tenham mais a carteirinha de vacinação, a recomendação é que vá até uma sala de vacina”, esclarece a enfermeira, Arieli Fialho, responsável pela imunização da DIVE/SC.

Casos de sarampo em Santa Catarina

Neste ano, até o dia 29 de setembro, foram confirmados 26 casos importados (de outros estados) de sarampo em Santa Catarina, além de 34 que estão em investigação ou reteste, conforme protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde.

Os primeiros casos deste ano foram registrados no mês de fevereiro, em três tripulantes de nacionalidade estrangeira que estavam a bordo de um cruzeiro marítimo que ancorou nos municípios de Porto Belo e Balneário Camboriú. Os demais casos (23) foram registrados a partir do dia 17 de julho nas cidades de Florianópolis (16), Barra velha (3), Guaramirim (1), Balneário Camboriú (1), Schroeder (1) e Joinville (1).  Os últimos casos autóctones (contraídos no estado) de sarampo  em Santa Catarina foram em 1999 em um surto de 25 pessoas.

Sarampo

É uma doença viral, extremamente contagiosa. O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros e pode ficar até duas horas no ambiente. A única forma de se prevenir é com a vacinação. Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados. Mais informações no site da Dive/SC.

Serviço:

O quê: Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo (1ª etapa)
Público-alvo: crianças de seis meses a menores de cinco anos
Quando: de 7 a 25 de outubro
Local: nas mil salas de vacinação em todo o estado
O que levar: carteira de vacinação (se tiver) e documento de identificação

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Pela primeira vez, o Estado registrou mais de 40 doações efetivas em 30 dias. O recorde histórico de 43 procedimentos foi registrado em setembro. É o melhor desempenho nos quase 20 anos do SC Transplantes, unidade vinculada à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde.

Com o resultado, Santa Catarina alcançou, em setembro, a taxa de 74 doações por milhão de população (pmp) – no país a média em 2018 foi de 17. O estado tem registrado bons desempenhos neste ano. Coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade lembra que foi registrado o melhor fevereiro da história, com 24 doações efetivas, e o melhor mês de julho, com 34 doações. Até setembro foram mais de 900 transplantes em Santa Catarina.

“Em setembro foi a primeira vez que rompemos a barreira das 40 doações em todos os anos de trabalho e a quinta vez que ultrapassamos o número de 30 em um único mês”, reforça Andrade. Os melhores desempenhos da SC Transplantes foram registrados nos últimos dois anos: em dezembro de 2017 (38 doações), julho de 2019 (34), outubro de 2018 (32) e novembro de 2018 (31).

Andrade destaca ainda a importância de iniciativas do poder público, como a disponibilização de uma aeronave de uso exclusivo do governador para o transporte de órgãos e tecidos. “Isso tem facilitado muito a logística do transplante de órgãos. Essa iniciativa valida para toda a sociedade esse processo e facilita a tomada de decisões em relação à doação”, finaliza.

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Fotos: Divulgação / Secretaria de Estado da Saúde

Uma experiência da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) está entre as 11 finalistas do Prêmio APS Forte: Acesso Universal, criado pelo Ministério da Saúde. O objetivo do reconhecimento é reforçar o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) e valorizar as iniciativas que ampliam o acesso e melhoram o atendimento à população. A premiação levará três vencedores para uma experiência internacional na área da Atenção Básica.

O projeto catarinense selecionado é a gestão descentralizada do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade, que conta com a adesão de 35 municípios do interior catarinense. Trata-se de uma estratégia combinada de Educação Permanente em Saúde, ampliação e qualificação do acesso à Atenção Primária. “Nossa proposta atua na interiorização das ações de saúde, alcançando municípios de todos os portes, áreas remotas e áreas rurais”, explica Evelyn Anny Sonobe, da Coordenação do Programa de Residência e Medicina de Família e Comunidade da SES. “Atuamos em locais com carência e pouca tradição na formação de profissionais de saúde”, complementa.

A adesão dos municípios se dá por meio de um termo, que estabelece, como contrapartida local, o pagamento de bolsa ao residente, a oferta de benefícios, como internet, além da definição da quantidade de vagas disponíveis e a indicação de médicos preceptores.

As atividades teóricas ocorrem na modalidade a distância, em plataforma gerenciada pela SES. Os cursistas desenvolvem 2.880 horas anuais de atividades, sendo 88% em campo, incluindo 30 horas semanais de atendimento individual e o restante da carga horária em atividades ambulatoriais diversas, em grupos e ações interdisciplinares de prevenção e promoção da saúde, entre outras práticas.  Hoje são 36 residentes no Programa.

Funcionando nestes moldes desde 2016, sob a responsabilidade da Diretoria de Educação Permanente em Saúde (DEPS), em parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado de SC, o Programa já formou 18 médicos, dos quais 13 continuaram atuando em postos de saúde do Estado e seis se tornaram preceptores do Programa.

Sobre o Prêmio APS Forte

Um comitê técnico formado por representantes do Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras instituições selecionou onze ações para a reta final da apuração. No total, o site da premiação recebeu 1.294 inscrições de iniciativas para o Prêmio APS Forte, sendo que dessas, 946 ações participaram do processo seletivo. O resultado final será divulgado no dia 29 de outubro, na Opas, em Brasília.

Além de Santa Catarina, concorrem ao prêmio iniciativas das secretarias do Rio Grande do Sul e São Paulo, além dos municípios de Abaetetuba (PA), Mombaça (CE), Doresópolis (MG), Jaraguá do Sul (SC), Tefé (AM), Senador Canedo (GO), Santo Antônio do Monte (MG) e Salgueiro (RJ).

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