vacina capa noticias

Número representa 175 mil de um total de 382 mil crianças que precisam ser imunizadas contra a paralisia

Nesta segunda-feira, 10, o governo do Estado dá mais um passo rumo ao objetivo de levar os serviços médicos para perto da população. O secretário-adjunto de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, entrega, às 18h, um aparelho de eletrocardiograma ao ambulatório da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).

O equipamento será usado na Telemedicina, um sistema de apoio à atenção básica, facilitando o acesso do cidadão a exames médicos e permitindo maior rapidez nos resultados e nos laudos dos exames. A Telemedicina tem seus serviços disponíveis em todos os municípios catarinenses. Em Criciúma, este será o terceiro equipamento de eletrocardiograma a ser entregue pelo Estado.

A superintendente de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde, Lisiane Bittencourt, explica que o ambulatório da Unesc atende, via Sistema Único de Saúde (SUS), toda a macrorregião Sul, em diferentes especialidades. “Será mais um ponto de apoio de eletrocardiograma na região”, explica Lisiane.

Com um aparelho de eletrocardiograma disponível na Unesc, os pacientes poderão fazer o exame no ambulatório da universidade. O médico especialista emitirá o laudo em até 72 horas. Dessa forma, o paciente não terá de se deslocar de sua região para fazer ou para pegar o resultado do exame. "O objetivo é facilitar o acesso do cidadão a exames médicos e também permitir aos especialistas maior rapidez nos resultados e nos laudos dos procedimentos realizados", explica o secretário-adjunto, Acélio Casagrande.

O que é TELEMEDICINA? 

A Telemedicina é um sistema de apoio à atenção básica de saúde que surgiu em 2005, por meio de uma parceria da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Telemedicina tem seus serviços disponíveis em todos os municípios catarinenses.

Ela está dividida em três frentes de serviços: Telediagnóstico, com exames de eletrocardiograma e de dermatologia; Sistema de Apoio ao Laboratório Central de Análises Clínicas (Lacen); e suporte aos equipamentos de imagens médicas em hospitais públicos estaduais.

Cardiologia e dermatologia

O sistema conta com uma infraestrutura tecnológica que suporta o envio de exames e a emissão de laudos à distância, ou seja, por especialistas que não estejam necessariamente no mesmo local ou cidade do paciente.

O Telediagnóstico envolve exames de eletrocardiograma e dermatologia que são carregados no portal da Telemedicina, sendo que em até 72 horas os especialistas enviam o laudo médico. Os exames são feitos na cidade onde o paciente mora, em unidades básicas de saúde ou policlínicas.

Informações adicionais:

Ana Paula Bandeira

Fone: (48) 3221-2071

E-mail: anap@saude.sc.gov.br

A Secretaria de Estado da Saúde informa, a seguir, a situação das emergências dos hospitais Celso Ramos e Regional de São José nesta segunda-feira, 10.

Até o final da manhã desta segunda-feira, 10, a emergência do Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, estava atendendo 28 pessoas. Havia quatro pacientes aguardando atendimento. É um início de semana considerado calmo. Segundo informações da direção geral da unidade de saúde, dois pacientes atendidos na Emergência estão em estado grave. Nas últimas 24 horas, o Celso Ramos recebeu, na Emergência, 124 pessoas.

No Hospital Regional de São José, a emergência está lotada. Ao todo, havia, até o final da manhã, 152 pessoas na Emergência da unidade de saúde da Grande Florianópolis. Oito casos são considerados graves e estão sendo atendidos nos setores de Reanimação ou UIT semi-intensiva da Emergência. Havia 43 pacientes aguardando atendimento. A Emergência recebeu 242 pessoas nas últimas 24 horas.

O quadro geral do Hospital Regional de São José é de 328 pacientes internados. Ao todo, 25 internações foram feiras nas últimas 24 horas.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta a população a primeiro procurar os centros de saúde dos seus municípios. Os postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão aptos a atender situações de urgência, que são aqueles em que a pessoa não corre riscos. São casos, por exemplo, de febre e dores generalizadas. Os casos mais graves serão encaminhados para os hospitais.

Informações adicionais:

Ana Paula Bandeira

Secretaria de Estado da Saúde

E-mail: anap@saude.sc.gov.br

Telefone: (48) 3221-2071         

Moradores do bairro Mar Grosso contam, agora, com nova sede da Unidade de Saúde

O câncer é a segunda principal causa de morte entre os catarinenses. Fica atrás apenas de doenças do aparelho circulatório. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) da Secretaria de Estado da Saúde realizou um estudo com o objetivo de conhecer as principais causas de óbitos no Estado e, com base nos dados, fazer um planejamento adequado das políticas públicas de saúde e medidas de prevenção das doenças.

O levantamento descreve a mortalidade por câncer no Estado segundo o sexo, idade e localização do tumor no corpo, entre os anos 2000 e 2012. Ao todo, o estudo analisou as causas de mais de 127 mil óbitos registrados no período. As doenças do aparelho circulatório, como infarto e derrame, são as que mais matam pessoas no Estado.

Segundo a epidemiologista Ana Luísa Curi, que desenvolveu o estudo, a faixa etária com maior percentual de mortes, em ambos os sexos, foi entre 60 e 69 anos, seguido pelo grupo de pessoas com idade entre 70 a 79 anos. “Como essa população vive mais, desenvolve mais doenças”, destaca Ana.

Em relação à mortalidade masculina, o câncer de pulmão, traqueia e brônquios são as principais causas de morte, em todos os anos observados no estudo. Os tumores malignos de próstata, que, entre os anos 2000 e 2005 ocupavam o terceiro lugar, em 2010 e 2012 subiram para a segunda colocação. “Esses índices mostram que, além dos homens continuarem fumando muito, o cuidado preventivo com o exame de próstata ainda é um tabu”, lembra Ana.

Conforme a epidemiologista da DIVE, o dado mais preocupante é o crescimento do câncer de pulmão entre as mulheres. O câncer de mama, que tem a maior incidência entre as mulheres, se manteve estável nos últimos anos, com taxas de 15% de mortes. O câncer de pulmão, no entanto, vem crescendo. Aumentou quase 4%, entre 2005 e 2012, se mantendo em segundo lugar entre as causas de morte. “As mulheres estão fumando cada vez mais devido às indústrias de tabaco estarem atraindo esse público”, observa Ana.

Os dados levaram a epidemiologista a identificar que “o aumento da mortalidade por câncer deve-se ao envelhecimento da população e não propriamente ao aumento da força da mortalidade”. Ana explica ainda que os tumores malignos não estão mais agressivos e matando mais pessoas. O que se percebe é o aumento da população idosa, e a vida mais longa acaba sendo propício ao desencadeamento de mais doenças.

Em Santa Catarina, nos anos estudados, houve crescimento do número de mortes por câncer, em ambos os sexos. Os homens catarinenses possuem o maior índice de óbitos, com 57,22%, em 2012. A médica explica o porquê da diferença: “As mulheres se preocupam mais com a saúde preventiva”.

Principais tumores causadores de mortes, em 2012:

População

Homens

pulmão/traqueia/
brônquios

próstata

estômago

cólon/
reto/
ânus

esôfago

Mulheres

Mama

pulmão/traqueia
/brônquios

cólon/reto/
ânus

Estô-mago

estômago

 

Mais informações
Ana Paula Bandeira
(48) 9113-6065

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite começou no sábado, 8, que foi o dia “D” de vacinação em todo país. Em Santa Catarina, a vacina contra paralisia infantil estará disponível nos postos de saúde dos 295 municípios, que funcionarão das 8h às 17h. Também haverá postos de vacinação instalados em pontos estratégicos das cidades. Crianças com idade entre seis meses a cinco anos incompletos devem tomar as gotinhas.

Os pais ou responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, pois só poderão receber as gotinhas da vacina oral (VOP) as crianças que já tiveram registro das duas doses da vacina injetável contra a pólio (VIP). A primeira dose da vacina injetável é aplicada aos dois meses e a segunda aos quatro meses de idade. A vacina oral protegerá contra os três sorotipos da poliomielite – I, II e III. “A vacina oral tem eficácia de até 95% em crianças que já tomaram as duas primeiras doses da vacina injetável contra a pólio”, explica o gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), Eduardo Macário.

vacinacao 20130607 1078341039

A aplicação da vacina é rápida e indolor. Dão duas gotinhas administradas por via oral. Mas ela deve ser evitada em crianças com infecções agudas, febre, que tenham hipersensibilidade aos antibióticos estreptomicina ou eritromicina, são imunologicamente deficientes ou apresentaram alguma reação anormal à dose anterior.

A Secretaria de Estado da Saúde estima que 382 mil crianças com idade entre seis meses a menos de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias) devem ser imunizadas este ano. A meta do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde é imunizar 95% desse público-alvo até o término da campanha, no dia 21 de junho.

Há mais de 20 anos não existem registros casos de poliomielite no Brasil. Ainda assim, o vírus da pólio continua circulando em alguns países da Ásia e África. Só este ano foram notificados 33 casos de crianças com poliomielite em países endêmicos. “Para garantir que a doença não seja reintroduzida no Brasil, é importante manter altas e homogêneas taxas de cobertura da vacina contra a poliomielite nesta população”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica, Fábio Gaudenzi.

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. 

Confira o informe técnico sobre da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite 2013:

Para mais informações sobre dados da campanha de vacinação contra poliomielite acesse o site da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado

 

Informações adicionais:
Ana Paula Bandeira 
Secretaria de Estado da Saúde 
E-mail: anap@saude.sc.gov.br
Telefone: (48) 3221-2071