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A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), divulgou nesta segunda-feira, 20, uma nota de alerta sobre a febre amarela. No documento, a diretoria pede que os profissionais de saúde fiquem atentos aos casos suspeitos da doença, orienta sobre a importância da vacinação e da notificação da morte ou adoecimento dos primatas.

“Em 2019, Santa Catarina registrou a expansão da febre amarela em seu território, com a confirmação de dois óbitos humanos e seis primatas acometidos pela doença. É fundamental a manutenção das ações de controle da doença, especialmente a vacinação das pessoas, já que estamos no período sazonal” alerta João Fuck, gerente de zoonoses da DIVE/SC.

A medida ocorre depois de Santa Catarina registrar, nos primeiros 20 dias de 2020, 64 mortes em macacos com suspeita de febre amarela. Os óbitos estão em análise no Instituto Carlos Chagas Fiocruz do Paraná, laboratório de referência para SC. As notificações estão concentradas nas regiões de saúde do Planalto Norte (nos municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho) e Médio Vale do Itajaí (Pomerode, Blumenau e Timbó).

No ano passado, foram notificados 20 óbitos ao longo do mês de janeiro, porém nenhum deles foi confirmado para a doença.

Vacinação

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. A única forma de se proteger é através da vacinação. Maria Teresa Agostini, diretora da DIVE/SC, explica que todas as pessoas com mais de nove meses devem receber a dose da vacina. “No estado, até o momento, a cobertura vacinal está em 84%. Mas ainda é uma cobertura muito heterogênea nos municípios. Muitos ainda não atingiram bom índice. O ideal é o estado imunizar, ao menos, 95% da população dentro do público-alvo”, afirma.

Para se imunizar, basta procurar um posto de saúde e levar a carteira de vacinação ou um documento.

Febre amarela em SC

No dia 28 de março de 2019, Santa Catarina confirmou o primeiro caso de febre amarela autóctone (contraída dentro do estado) em humano. O paciente era um homem, de 36 anos, que não havia se vacinado e morreu. Ele morava na localidade de Pirabeiraba, em Joinville, no Norte do Estado. O segundo óbito em humano por febre amarela em SC foi registrado no final de junho do ano passado. O paciente era um homem, de 40 anos, residente em Itaiópolis, no Planalto Norte. Ele também não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

Com relação aos primatas, foram notificadas, no ano passado, 353 mortes de macacos em 77 municípios. Dessas, seis tiveram a causa da morte confirmada por febre amarela (Garuva, Joinville, Indaial e Jaraguá do Sul). “É importante que quem encontre um macaco morto ou doente notifique a secretaria municipal de saúde. São os macacos os primeiros a adoecerem por febre amarela e por isso sinalizam a presença do vírus na região e norteiam o trabalho das equipes de vigilância”, explica Renata Gatti, bióloga da DIVE/SC.

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Santa Catarina comemora recordes na doação e transplantes de órgãos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da SC Transplantes, registrou 332 doadores efetivos em 2019, 45 a mais em relação a 2018. O estado também teve o melhor desempenho da história nos transplantes: foram 1507 procedimentos, contra 1217 registrados em 2018 e 2017. A melhor marca até então era de 2014, quando Santa Catarina contabilizou 1386.

Nos últimos anos, as doações saltaram de 120, em 2009, para 332, em 2019. O estado ainda obteve outras conquistas, como os recordes mensais de doações em fevereiro (24), julho (34), setembro (43) - considerado o melhor mês da série histórica – e dezembro (38).

Esse resultado garantiu a Santa Catarina 47,4 doadores efetivos por milhão de população (pmp). Para que se tenha ideia do que representa esse número, a Espanha registrou 48,9 doadores pmp em 201, sendo que o país europeu é líder mundial em doação de órgãos há 30 anos.


Artes: Heber Coimbra / Secom

O secretário da Saúde, Helton de Souza Zeferino, elogia o desempenho das equipes profissionais envolvidas em todo o processo. “O nosso agradecimento especial aos colaboradores de hospitais, aos que possibilitaram o transporte de órgãos e tecidos, realizaram treinamentos e capacitações. Enfim, contamos com uma cadeia especial de colaboradores que fizeram com que Santa Catarina recuperasse a primeira colocação do país em doação de órgãos”, afirmou.

Uma das medidas citadas pelo secretário e que impactaram neste resultado foi a decisão do governador Carlos Moisés, no início de 2019, de ceder a aeronave, até então de uso exclusivo do chefe do Executivo, para transporte de órgãos. A ação tornou mais ágil e facilitou o processo de doações e transplantes.

O coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade, também ressalta a atuação das equipes profissionais espalhadas pelo estado, que foram fundamentais para os ótimos resultados alcançados em 2019. Um dos pontos destacados foi a redução da recusa dos familiares em doar os órgãos.

“A queda na taxa da não autorização das famílias representa um avanço histórico. Em 2007 registrávamos 70% de negativa e em 2019 chegamos a 25,2%, que é uma taxa excelente e equivalente às melhores do mundo. Os processos de treinamento e comunicação adequada para essas situações críticas foram essenciais para esse desempenho. A evolução destas variáveis é motivo de grande orgulho para a SES e SC Transplantes e consolida a postura solidária da população catarinense”, diz.

Nas duas décadas de atuação da SC Transplantes, foram realizados mais de 16,3 mil transplantes.

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A Secretaria de Saúde de Santa Catarina (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), recebeu nesta quinta-feira, 16, mais 28 mil doses da vacina pentavalente. A imunização protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo b (responsável por infecções no nariz e garganta). As doses já estão liberadas para que as 17 regionais de saúde façam a retirada na central, que fica em São José, na Grande Florianópolis.

Esse é o segundo lote de vacinas recebido pelo Estado neste ano. O primeiro, com 27 mil doses, chegou na última sexta-feira, 10.

Histórico

A redução no quantitativo de doses enviadas pelo Ministério da Saúde (MS) ao Estado começou em maio de 2019. Nos meses de maio e junho de 2019, veio uma cota reduzida em cerca de 50%. Em julho de 2019, foi recebido 44% do lote mensal.

Nos meses de agosto e setembro de 2019, SC não recebeu doses da pentavalente. No início de outubro de 2019, uma remessa com 11 mil doses foi encaminhada ao Estado. No dia 25 de outubro de 2019, mais 22 mil doses chegaram. Nos meses de novembro e dezembro de 2019, SC não recebeu doses.

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Durante a estação mais quente e uma das mais chuvosas do ano, aumenta o número de acidentes com animais peçonhentos, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), orienta a população em relação aos riscos neste período. Nas regiões onde há enchentes o potencial de acidentes é ainda maior, pois os animais são obrigados a deixar seu habitat em busca de um novo local, refugiando-se, muitas vezes, dentro das casas.

“A maioria dos acidentes com animais peçonhentos é registrada no verão, porque é neste período que existe um aumento da realização de atividades ao ar livre, como ir à praia e fazer trilhas. Além de limpezas de habitações, quintais e terrenos, coincidindo justamente com a época em que há deslocamento dos animais peçonhentos para alimentação e reprodução”, explica Alexandra Pereira, médica veterinária da Gerência de Vigilância de Zoonoses da DIVE/SC.

Em Santa Catarina, durante o ano de 2019 foram registrados 8.678 acidentes por animais peçonhentos, segundo dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, que ainda podem sofrer alterações. Durante a última temporada de verão, ou seja, entre os meses de dezembro de 2018 a março de 2019, foram registrados 4.244 acidentes por animais peçonhentos, o que representa 48,9% das notificações do ano.

Do total de acidentes registrados em SC em 2019, aproximadamente 70% (6.116) deles foram por aranhas, seguidos por abelhas (915) e serpentes (637). Já em relação a lesões por águas-vivas, registradas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, foram 58.770 ocorrências.

No caso de picadas ou mordeduras, a vítima deve procurar atendimento médico no serviço de saúde mais próximo nas primeiras horas após a ocorrência. A referência para atendimento de acidentes por animais peçonhentos no estado é o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), com funcionamento 24 horas pelo telefone 0800 643 5252.

O que fazer em caso de acidentes

• Manter a vítima calma e deitada;

• Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele;

• Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno;

• Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão e cobrir com um pano limpo;

• Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear (apertar a circulação), em caso de inchaço do membro afetado;

• Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento necessário;

• Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro antiveneno específico.

 

O que não fazer:

• Não fazer torniquete - isso impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local;

• Não cortar o local da ferida, para fazer 'sangria';

• Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, pois pode provocar infecção.

 

Como evitar acidentes:

• Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no manuseio de materiais de construção, lenhas, móveis, em atividades rurais, limpeza de jardins, quintais e terrenos, etc.;

• Observar com atenção os locais de trabalho e de passagem;

• Não colocar as mãos em tocas, buracos e espaços entre lenhas e pedras (utilizar ferramenta);

• Evitar aproximação de vegetação rasteira ao amanhecer e ao anoitecer (período de maior atividade de serpentes);

• Não mexer em colmeias e vespeiros (chamar órgão responsável);

• Inspecionar antes do uso roupas, calçados, roupas de cama e banho, panos e tapetes; afastar camas das paredes;

• Não depositar lixo, entulho e materiais de construção junto às habitações;

• Evitar que plantas e folhagens se encostem nas casas;

• Fazer controle de roedores (servem de alimento para serpentes);

• Evitar acampar em áreas onde há roedores e serpentes;

• Não fazer piquenique às margens de rios, lagos e lagoas, e não se encostar em barrancos durante pescarias;

• Limpar regularmente e com EPIs móveis, cortinas, quadros, paredes e terrenos baldios;

• Vedar frestas, buracos, portas, janelas e ralos;

• Manter limpos jardins, quintais, paióis e celeiros;

• Combater insetos (especialmente baratas que servem de alimento para escorpiões e aranhas);

• Preservar predadores naturais dos animais peçonhentos.

 

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A Secretaria de Saúde de Santa Catarina (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), recebeu 27 mil doses da vacina pentavalante do Ministério da Saúde nesta sexta-feira, 10. A dose protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo b (responsável por infecções no nariz e garganta). Desde maio de 2019, o Estado tem recebido quantitativo reduzido de vacinas.

Com o recebimento desta remessa, a Dive começa a distribuição das doses a todos os 295 municípios catarinenses. O Calendário Vacinal de Imunização prevê a aplicação de três doses da pentavalente em bebês: aos dois, quatro e seis meses.

Histórico

Até o mês de abril, Santa Catarina recebeu do Ministério da Saúde o número de doses da vacina pentavalente conforme solicitado pelo Estado. Depois disso, nos meses de maio e junho, veio uma cota reduzida em cerca de 50%. Em julho, foi recebido 44% do lote mensal.

Nos meses de agosto e setembro, SC não recebeu doses da pentavalente. No início de outubro, uma remessa com 11 mil doses foi encaminhada ao Estado. No dia 25 de outubro, mais 22 mil doses chegaram e esse tinha sido o último lote até então.

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O governador Carlos Moisés afirmou na manhã desta segunda-feira, 6, que o Estado pretende construir, em parceria público-privada (PPP), um complexo hospitalar na área do atual Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis. A futura estrutura abrangeria os serviços realizados hoje pelos hospitais Celso Ramos, Infantil Joana de Gusmão, pela maternidade Carmela Dutra, além do próprio Nereu Ramos. 

A ideia inicial é que as antigas estruturas sejam desativadas aos poucos conforme o novo hospital fique pronto. Segundo o governador, a ideia do projeto foi aprovada pelo BID, a um custo de US$ 800 mil (pouco mais de R$ 3,2 milhões, no câmbio atual). A expectativa é que a elaboração do projeto final leve entre 18 e 20 meses. A partir daí, parte-se para a execução, que deve custar aproximadamente R$ 500 milhões, valor este que deve ser bancado pela iniciativa privada. A forma de compensação dos investidores ainda está em estudo. 

“Queremos uma proposta humanizada, com investimento privado, em troca da exploração do espaço. Temos de 18 a 20 meses para a elaboração do projeto, então parte-se para a execução”, afirmou Carlos Moisés.

O secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, conta que o Governo ainda vai trabalhar na destinação das atuais estruturas do Celso Ramos e da Carmela Dutra, porém a ideia é trabalhar com a centralização, que proporcionará uma redução de custos no futuro.

“O grande mote é que se trata de uma PPP. O setor privado vai fazer parte do processo. Assim nós teremos uma obra muito mais ágil. Acreditamos que, nesse período de 20 meses, o processo estará pronto para licitação. A partir daí caberá à empresa ter a capacidade de investimento”, explica.

>>> Leia também: Governador projeta 2020 com mais entregas para a população catarinense

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O ano  foi marcado por grandes transformações na Secretaria da Saúde de Santa Catarina. Foi o período de buscar soluções para trazer eficácia, transparência, economia, excelência e agilidade ao atendimento dedicado ao público catarinense. O maior exemplo dessa atuação é a nova Política Hospitalar Catarinense, que estabeleceu critérios técnicos e transparentes para a aplicação de recursos nos hospitais filantrópicos. A proposta representa a ampliação considerável de investimentos, saltando de um orçamento de cerca de R$ 84 milhões, em 2018, para até R$ 300 milhões em 2020. 

No total, serão aplicados recursos em 96 hospitais filantrópicos e/ou municipais e 21 unidades da SES e Hospital Universitário, totalizando 117 unidades hospitalares beneficiadas. Tanto os critérios, como as classificações e valor destinado a cada entidade são informações públicas, demonstrando o compromisso com a transparência no uso dos recursos públicos. 

Hospitais públicos

Em relação aos hospitais estaduais, uma dos avanços em 2019 foi a conquista de 40 alvarás sanitários em 2019. Algumas dessas unidades públicas, como a Maternidade Darcy Vargas, de Joinville, lutavam pela conquista de um alvará geral há mais de uma década.

Entre as conquistas estão alvarás sanitários setoriais do ambulatório e do setor de endoscopia do Hospital Governador Celso Ramos. Vários alvarás também foram obtidos pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis (Alvará Geral, Ambulatório médico, Hospital Dia, Radiologia médica, Banco de Leite, Quimioterapia) e pelo Hospital Hans Dietter Schmidt, de Joinville (Geral, Serviço de Nutrição Enteral, refeitório, hemodiálise, centro de radiologia intervencionista, lavanderia, farmácia e UTI).

O secretário da Saúde, Helton de Souza Zeferino, destaca que a regularização das unidades hospitalares é um dos principais objetivos da pasta. “Neste ano foi estabelecido que uma das metas principais da atual gestão para os hospitais sob gestão direta do estado seria focar no trabalho para a emissão de alvarás sanitários necessários e a busca pela regularização de todas as unidades em relação às normas de segurança contra incêndio”, afirma. “Quem ganha com isso são nossos pacientes que passam a ser atendidos em uma unidade hospitalar integralmente ajustada às normas sanitárias e de segurança”, complementa.

Emergências

A melhoria no atendimento hospitalar é trabalhada nas unidades próprias através de projetos como o Lean nas Emergências.  A iniciativa é uma parceria do Ministério da Saúde - MS com o Hospital Sírio Libanês e faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) para o triênio de 2018 a 2020. Em Santa Catarina, o Hospital Hans Dieter Schmidt, em Joinville, foi selecionado no terceiro ciclo do projeto, iniciado em julho. Já o Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, vem colhendo os frutos com a ampliação da capacidade de atendimento em 70% no segundo semestre de 2019. Consequemente, a ocupação de leitos diminuiu e o tempo de espera dos pacientes reduziu 40%, em média.


Foto: Paulo Goeth/ Arquivo / Saúde

Ano histórico para SC Transplantes

A SC Transplantes, que completou 20 anos de existência em setembro, viveu um 2019 histórico, repleto de recordes e boas notícias. A primeira delas começou em fevereiro, quando o Governador Carlos Moisés destinou a aeronave que até então era utilizada exclusivamente pelo chefe do Executivo para o auxílio no transporte de órgãos. A medida trouxe agilidade e refletiu em dezenas de vidas salvas.

Além disso, a SC Transplantes registrou o melhor mês de fevereiro de sua história, com 24 doações de múltiplos órgãos, o melhor julho (com 34 doações) e em setembro obteve o recorde absoluto em duas décadas, com 43 doações efetivadas.

Até  o mês de outubro, a unidade vinculada à SES contabilizou 262 doações efetivadas e um total de 1248 transplantes.

Redução de R$ 300 milhões na dívida

A nova gestão Secretaria de Estado da Saúde tem como foco zerar as dívidas herdadas na pasta. Ao longo de 2019, foram R$ 300 milhões em pagamentos de pendências de 2017 e 2018.


Foto: Mauricio Vieira / Secom

Economia de R$ 12 milhões em apenas uma licitação

Uma licitação, realizada por meio de pregão presencial pela SES, para o fornecimento de ventilação domiciliar representou economia de cerca de 50%, algo em torno de R$ 12 milhões, para os cofres públicos em comparação ao último contrato. A compra foi executada seguindo as mesmas especificações e quantidades adquiridas anteriormente.

Pioneirismo de SC

Em relação ao atendimento ao cidadão, a atual gestão da SES ganhou destaque nacional ao possibilitar que Santa Catarina fosse o primeiro estado brasileiro a fornecer insumos para reabilitação vocal e pulmonar, através do Sistema Único de Saúde (SUS), dos pacientes laringectomizados e traqueostomizados. A medida deve beneficiar cerca de 300 pessoas que passaram por cirurgias para tratar doenças como câncer de boca e garganta. O Estado deve repassar cerca de R$ 1,5 milhão por ano para compra dos itens.

A Superintendência de Regulação e Serviços, a SES já promoveu uma capacitação para profissionais de Blumenau visando a utilização dos insumos. O treinamento ocorreu nos Hospitais Santa Isabel e Santo Antônio. Para 2020, já estão agendados treinamentos em janeiro nos municípios de Tubarão, Criciúma, Itajaí e Joinville. “Com esta iniciativa esperamos trazer mais qualidade de vida a estes pacientes que historicamente não recebiam atendimento pelo estado” comenta o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino. 

Ele ainda destaca que técnicos da SES estão finalizando a Política Estadual de Cirurgias Eletivas, que buscará efetivamente zerar a fila de todos os procedimentos cirúrgicos.

Educação e especialização

A educação e formação adequada dos profissionais e servidores mereceu a atenção da atual gestão. Em agosto de 2019, a Escola de Saúde Pública (ESP) Professor Osvaldo de Oliveira Maciel, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, promoveu a Aula Magna que marcou a abertura da Especialização em Saúde Pública. 

Helton de Souza Zeferino reforça a importância do curso para a saúde pública catarinense. “Essa especialização garante a formação técnica distribuída pelos municípios do estado. Além disso, a expectativa é que a formação de sanitaristas possa fundamentar e fortalecer os princípios do SUS em Santa Catarina”, destaca.

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Hospital infantil Joana de Gusmão.Foto: Paulo Goeth/ Arquivo SES

A Secretaria de Estado da Saúde obteve 39 novos alvarás sanitários setoriais, em 2019, para as unidades hospitalares que integram a rede estadual. O resultado está relacionado à criação de uma política pela gestão atual, através da Superintendência de Hospitais Públicos (SUH), além do trabalho e foco nas ações de segurança dos pacientes.

Unidades como o Hospital Infantil Joana de Gusmão, Instituto de Psiquiatria, Instituto de Anatomia Patológica, Maternidade Dona Catarina Kuss e Maternidade Darcy Vargas (MDV) conseguiram o alvará sanitário geral do hospital. No caso da MDV, de Joinville, o documento - que engloba todos os alvarás sanitários necessários junto a entidades reguladoras – foi obtido na última semana de novembro e representa o fim de onze anos de espera.

Entre as conquistas estão alvarás sanitários setoriais do ambulatório e do setor de endoscopia do Hospital Governador Celso Ramos. Vários alvarás também foram obtidos pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis (Alvará Geral, Ambulatório médico, Hospital Dia, Radiologia médica, Banco de Leite, Quimioterapia) e pelo Hospital Hans Dietter Schmidt, de Jonville (Geral, Serviço de Nutrição Enteral, refeitório, hemodiálise, centro de radiologia intervencionista, lavanderia, farmácia e UTI).

O secretário da Saúde, Helton de Souza Zeferino, destaca que a regularização das unidades hospitalares é um dos principais objetivos da pasta. “Neste ano foi estabelecido que uma das metas principais da atual gestão para os hospitais sob gestão direta do estado seria focar no trabalho para a emissão de alvarás sanitários necessários e a busca pela regularização de todas as unidades em relação às normas de segurança contra incêndio”, destacou. “Quem ganha com isso são nossos pacientes que passam a ser atendidos em uma unidade hospitalar integralmente ajustada às normas sanitárias e de segurança”, complementou.

A diretora da Maternidade Darcy Vargas, Vera Lúcia Freitas, destacou que o apoio da SUH foi fundamental. “Contamos com apoio da SES para adequação de áreas físicas e nossos servidores das coordenações passaram a fiscalizar as situações mais de perto”, disse a diretora.

O superintendente de Hospitais Públicos, Daniel Yared Forte, destacou que as unidades hospitalares têm recebido apoio da pasta para a realização de todas as ações necessárias à obtenção de alvarás e cumprimento de normas de segurança.

Confira a lista dos alvarás obtidos em 2019:

Hospital Governador Celso Ramos - Ambulatório/endoscopia

Hospital Infantil Joana de Gusmão - Alvará Geral, Ambulatório médico, Hospital Dia, Radiologia médica, Banco de Leite, Quimioterapia

Hospital Nereu Ramos - Hospital Dia, Setor de ambulância e Radiologia

Hospital Regional Hans Dieter Schmdt - Serviço de Nutrição Interal, refeitório, hemodiálise, centro de radiologia intervencionista, lavanderia, farmácia e UTI.

Hospital Regional de São José - Laboratório de Análises Clínicas, Lavanderia, Nutrição Enteral, Nutrição Parental, Serviço de Nutrição e Dietética

Hospital Tereza Ramos - Casa de Acolhimento para Gestante

Instituto de Psiquiatria - Alvará Geral IPQ e Alvará Geral Centro de Convivência

Maternidade Carmela Dutra - Banco de Leite Humano, Radiologia, Lactário

Maternidade Dona Catarina Kuss - Alvará Geral, Farmácia, Banco de Leite e Nutrição

Maternidade Darcy Vargas - Alvará Geral, Nutrição, Banco de Leite, UTI Neonatal, Agência Transfusional e Farmácia

Instituto de Anatomia Patológica - Alvará Geral

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Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo terminou no sábado, 30, quando houve o Dia D de imunização contra a doença em todas as cidades catarinenses. Realizada entre os dias 18 e 30 de novembro, a segunda etapa levou 114.751 jovens adultos às unidades de saúde do estado para tomar a vacina. Destas, 46.654 receberam a dose. Os demais estavam com a situação vacinal em dia.

A segunda fase foi destinada a jovens adultos com idade entre 20 e 29 anos, faixa etária mais acometida pela doença em Santa Catarina. “Jovens adultos nesta faixa etária precisam ter tomado duas doses da vacina ao longo da vida”, explica a chefe da divisão de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, Arieli Fialho.

Apesar de a campanha ter terminado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) ressalta que as doses da vacina continuam disponíveis para pessoas com até 49 anos em todas as mais de mil salas de vacinação do estado. De acordo com a gerente de imunização da Dive, Lia Quaresma Coimbra, muitos catarinenses ainda precisam ser vacinados.

Conforme estimativa do Ministério da Saúde, nesta segunda etapa, 420 mil jovens adultos em SC deveriam ter se imunizado contra a doença. “O sarampo pode deixar sequelas e, em casos mais grave, levar à morte. A vacina é a única forma de prevenção, por isso a gente reforça que é muito importante que todos estejam vacinados”, afirma Coimbra.

Quem precisa se vacinar:

- bebês com idade entre seis e 11 meses: dose zero
- crianças com um ano: dose um
- crianças com um ano e três meses: dose dois e última dose por toda a vida

Aqueles que não sabem se já estão imunizados, precisam atualizar a situação vacinal de acordo com a faixa etária:

- de 20 a 29 anos: duas doses
- de 30 a 49 anos: uma dose

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No Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado neste domingo, 1º, a Secretaria de Saúde de Santa Catarina, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do HIV. O vírus causador da Aids não tem cura, mas pode ser evitado com o uso de preservativos. No caso de pessoas já infectadas, o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz.

“Pessoas que não abandonam o tratamento conseguem viver mais e com melhor qualidade de vida”, ressalta o médico infectologista da DIVE/SC, Eduardo Campos de Oliveira. Entre os anos de 2007 e 2018, Santa Catarina registrou 14.232 novos casos de infecção por HIV. A taxa de detecção era de 4,9 casos por 100 mil habitantes, em 2007, e passou para 39 casos por 100 mil habitantes, em 2018, o que demonstra a ampliação do diagnóstico no estado.

De acordo com a diretora da DIVE/SC, Maria Teresa Agostini, a utilização dos testes rápidos, disponíveis em todos os municípios catarinenses, tem contribuído bastante com essa expansão. No primeiro semestre de 2019, foram distribuídos 1,1 milhão de testes em Santa Catarina e, em 2018, foram 2,1 milhões durante todo o ano.

Os testes rápidos são realizados nas unidades de saúde, sem a necessidade de estrutura laboratorial, com a coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo ou através da saliva. O resultado sai em, no máximo, 30 minutos.

Infecção por HIV

Em 2018, entre os meses de janeiro e outubro, foram notificados 1.703 novos casos de infecção por HIV em Santa Catarina. No mesmo período de 2019, esse número foi de 1.648, sendo que a faixa etária mais acometida é de jovens adultos com idade entre 15 e 34 anos. Os homens são maioria, representando 75% do total de casos.

Prevenção

A utilização do preservativo masculino ou feminino é imprescindível em todas as relações sexuais para prevenir não só a infecção por HIV como também outras inúmeras Infecções Sexualmente Transmissíveis como sífilis, hepatite e gonorreia.

Outras formas de prevenção ao HIV

A Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP) é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. A medida deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, como: violência sexual; relação sexual desprotegida, sem o uso de camisinha ou com rompimento do preservativo; acidente ocupacional, com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico. De 1º de janeiro de 2018 a 30 de setembro de 2019 foram realizados 24 mil atendimentos, 65% delas por exposição sexual consentida, 30% por acidente ocupacional e 5% por violência sexual.

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) é uma medida de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste em tomar diariamente um comprimido que impede que o vírus causador da Aids infecte o organismo, antes mesmo da pessoa ter contato com o HIV. De 1º de janeiro de 2018 a 30 de setembro de 2019, foram realizadas 1.788 assistências para um total de 410 usuários em PrEP em seis serviços no estado.

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