Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Referência para a região da Associação dos Municípios do extremo Sul Catarinense (AMESC), a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Regional de Araranguá (HRA) completa dois anos com histórias de superação. Desde sua implantação, em 12 de setembro de 2018, a unidade já atendeu 370 recém-nascidos. Entre eles, o caso raro do bebê prematuro extremo.

“Sem a UTI Neonatal no HRA, a Anallu não teria sobrevivido. Fazer uma transferência com ela tão pequena e sem condições de respirar sozinha não seria possível. O suporte, atenção e dedicação da equipe médica e de enfermagem salvou a nossa filha. Certamente Deus utilizou as mãos da equipe Neonatal do hospital para cuidar da nossa princesa”, contou a paciente Aline Rosa Barrim Teixeira, mãe da pequena Anallu, recém-nascida que foi atendida pela UTI Neonatal do Hospital Regional de Araranguá. 

O bebê prematuro foi salvo devido à agilidade e eficiência da equipe. Em decorrência da mãe ter síndrome de HELLP, condição de paciente com pré-eclâmpsia grave (complicações de pressão arterial elevada durante a gravidez), Anallu nasceu com 24 semanas (metade do período de gestação), pesando 620g e com 26 centímetros de comprimento, no Hospital Regional de Araranguá. Após meses de internação, recebeu alta já pesando 2,335 kg.

“Nós sentimos todo esse amor, carinho, empenho e cuidado da equipe ao acompanhar diariamente a evolução da Anallu. Trataram nossa família de um jeito especial, não éramos simples pacientes, éramos vidas preciosas. Foram mais de 98 dias de estadia no hospital e a equipe era como se fosse da família. Fomos tratados com muito respeito, dignidade e profissionalismo. Somos eternamente gratos a essa equipe que nos devolveu nossa menina absolutamente perfeita e saudável”, emociona-se Aline.


Anallu. Foto: Divulgação / IMAS

Estrutura que salva os pequenos

A UTI Neonatal do Hospital Regional de Araranguá conta com cinco leitos e uma equipe multiprofissional exclusiva composta por médicos neonatologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros. Ao total são 36 profissionais divididos em turnos, que diariamente se dedicam aos cuidados minuciosos com os pequenos.

Atualmente o setor oferece estratégias de humanização, a exemplo do método canguru, a hora do soninho, banho de ofurô, musicoterapia, redeterapia e polvo de crochê, que proporcionam medidas de conforto para aproximar o prematuro com o vínculo materno, melhorando o desenvolvimento motor, afetivo e cognitivo.

Atenção para mamãe e bebê

Segundo a direção do HRA, para facilitar o acesso à UTIN, as mães dos recém-nascidos são acolhidas e acomodadas em um ambiente da instituição, onde recebem alimentação balanceada para facilitar o aleitamento materno exclusivo que é incentivado até o momento da alta hospitalar. São oferecidos também outros serviços como fonoaudiologia e atendimento psicológico, já que muitas mamães vivenciam situações de incertezas durante todo o período de internação de seu filho.

‘’É muito gratificante acompanhar a evolução dos nossos pacientes, desde suas pequenas conquistas diárias até o momento da alta para enfermaria. Buscamos sempre trabalhar priorizando a humanização do cuidado e conseguimos visualizar na prática o quanto isso reflete diretamente no binômio, mãe e recém-nascido’’, afirma Bruna Coelho, enfermeira coordenadora da UTI Neo do HRA.

A equipe do HRA proporciona aos recém-nascidos com necessidade de suporte intensivo uma oportunidade de sobrevida. São bebês que necessitam de cuidados em tempo integral e de equipamentos específicos, como por exemplo, monitores multiparâmetros, incubadoras e respiradores.

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Após 21 semanas sem registros de novos casos de sarampo, a Secretaria de Estado da Saúde confirma o fim do surto da doença no estado, que começou em julho de 2019. De acordo com o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), durante o período de surto ativo de sarampo foram confirmados em Santa Catarina 411 casos da doença. O último no mês de abril.

Confira aqui o boletim do encerramento do surto

Segundo protocolo da Organização Pan-Americana da Saúde são necessárias, ao menos, 12 semanas consecutivas sem registros de novos casos para que um o surto da doença seja considerado encerrado. A Dive aguardava o resultado de alguns exames para confirmar o fim da transmissão do vírus no estado. “Ainda tínhamos exames em análise, por isso decidimos esperar um pouco mais para ter certeza do encerramento do surto”, esclarece a enfermeira responsável pela vigilância da doença no estado Alda Maria Rodolfo da Silva.

Do total de casos confirmados desde o início do surto, 301 foram no ano de 2019 e 110 em 2020. Não houve registro de óbitos. A faixa etária mais atingida foi a de adultos jovens com idade entre 20 a 29 anos, 45% dos casos, seguido da faixa etária de 15 a 19 anos (28%). Dos 295 municípios catarinenses, 43 registraram casos.

A Secretaria da Saúde atribui o fim do surto do sarampo no estado ao trabalho das equipes em vigilância em saúde de toda a rede estadual, municipal, equipes de vacinação, equipes de laboratório e também a grande participação da população que aderiu a vacinação do sarampo. No entanto, o trabalho continua. Equipes de vigilância permanecem em alerta em todos os municípios com o intuito de detectar possíveis novos casos suspeitos.

População ainda precisa se vacinar

A única forma de evitar o sarampo é com a vacinação. Por esse motivo, mesmo com o fim do surto da doença no estado, é muito importante que crianças, jovens e adultos mantenham a carteira de vacinação atualizada. “Aqui em Santa Catarina estamos sem casos, neste momento, mas a doença permanece em surto ativo em outros estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná. Então, principalmente agora, que as pessoas estão voltando a transitar entre os estados, a viajar, é importante redobrar os cuidados para que os casos não voltem a aparecer.”, ressalta a enfermeira Alda Maria Rodolfo da Silva.

A vacina tríplice viral que previne contra sarampo, caxumba e rubéola é recomendada para toda a população com idade entre 6 meses e 59 anos. A aplicação da vacina é indicada aos 12 meses de vida, com reforço da tetra viral que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) aos 15 meses.

Quem não lembra, não sabe se tomou ou não tem mais a carteira de vacinação, deve procurar um posto de saúde. Pessoas com idade entre 12 meses e 29 anos devem ter tomado duas doses ao longo da vida; pessoas com 30 a 59 anos, uma dose. Para crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias é recomendada a dose zero até que se encerre o surto da doença em todos os estados do país. As doses estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde de todo o estado.

Histórico

Em Santa Catarina, a circulação do vírus do sarampo havia sido interrompida em 2000. Desde então, registraram-se casos esporádicos e importados em 2001 (1 caso), 2003 (2 casos) 2005 (4 casos) e, em 2013 (1 caso), todos relacionados com histórico de viagens internacionais identificados com genótipo D8, que circula no continente europeu. Os últimos óbitos no estado foram registrados em 1992.

Sarampo

O sarampo é uma doença viral que pode causar complicações à saúde e, em casos mais graves, levar à morte. A doença é extremamente contagiosa, sendo que uma única pessoa pode transmitir o vírus para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca foram expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham se vacinado.

O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros. Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas. Pessoas que apresentam esses sintomas devem procurar o serviço de saúde com a máxima urgência.

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Este mês é marcado pela campanha Setembro Amarelo, que busca conscientizar sobre a prevenção ao suicídio e propõe um diálogo aberto sobre o tema para reduzir o número de casos. Saber reconhecer os sinais de alerta, procurar auxílio profissional e adotar hábitos saudáveis pode salvar vidas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que nove em cada 10 mortes por suicídio podem ser evitadas. Em Santa Catarina, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) realizam atendimentos com profissionais capacitados e há iniciativas de prevenção do Governo do Estado, como ações voltadas aos estudantes na rede pública estadual de ensino.

“Precisamos conscientizar as pessoas, esclarecer e abrir espaço para falar sobre suicídio. É preciso deixar que as pessoas possam falar sobre o sofrimento, e isso pode trazer alívio e conforto. As pessoas próximas podem perceber sinais e ajudar na prevenção. Lembrando que também é necessário procurar ajuda especializada para acolher e encaminhar o tratamento adequado”, explica Libiana Bez, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC).

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Alguns sinais podem servir de alerta à família e amigos. “O isolamento, o abuso de álcool e outras drogas, mudanças bruscas de humor, a diminuição do autocuidado e até a automutilação. Esses sinais, especialmente quando se manifestam constantemente, requerem atenção especial”, afirma Libiana.

Até 25 de agosto deste ano, foram registradas 400 mortes por suicídio no estado, sendo o maior número de casos (78) entre 50 e 59 anos. Em 2019, foram 807 óbitos. Já em relação às tentativas, foram 2.678 até agosto deste ano e 6.118 em 2019. A faixa etária com maior número de tentativas é a de 20 a 29 anos, conforme informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde (MS).

Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) mostram que no Brasil cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos e, conforme o MS, mais de 96% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, depressão, transtorno bipolar e/ou abuso de substâncias.

Cuidados em tempos de pandemia

Com o isolamento social em tempos de pandemia da Covid-19, os cuidados para os riscos de suicídio devem ser redobrados. De acordo com a médica da Dive/SC Lígia Castellon, o confinamento pode agravar problemas crônicos de saúde, entre eles, a depressão. “Estudos científicos têm demonstrado que, com o isolamento, as pessoas podem apresentar alterações no sono, distúrbios alimentares, excessos provocados pela ansiedade e pela dificuldade de praticar atividade física, piora nos problemas crônicos de saúde e uso abusivo de álcool, cigarro e outras drogas”, afirma.

Lígia lembra que esses excessos podem gerar prejuízos para a saúde física e mental.

Como buscar ajuda

Para prevenir o suicídio uma das principais medidas é procurar ajuda profissional. No sistema público, a porta de entrada para o acolhimento de pessoas com algum transtorno mental são as unidades básicas de saúde. Os serviços públicos de saúde mental de Santa Catarina contam com 110 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em diversos municípios e diferentes modalidades. Nessas estruturas são atendidas pessoas que vêm em demanda espontânea, incluindo as que têm distúrbio psiquiátrico, pensamento suicida e tentativa de suicídio.

Para o secretário de Estado da Saúde, André Motta, o diálogo sobre o tema capacita o profissional da saúde e prepara a população. “O conhecimento das pessoas sobre o tema é o que muitas vezes encaminha uma pessoa com ideações suicidas para o tratamento profissional adequado. Cada vida é valiosa e por isso nós, em conjunto com outros órgãos do Estado, trabalhamos para que toda a esfera pública se sensibilize sobre o tema”, ressalta.

Outro importante aliado na prevenção do suicídio é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuitamente, de forma voluntária, 24 horas por dia, por telefone 188, e-mail ou chat pelo site da instituição.

Além de buscar ajuda profissional, também é possível ajudar a prevenir quadros mais graves com atitudes simples, como a escuta ativa. A ferramenta consiste em oferecer um lugar em que a pessoa se sinta segura para conversar, explica a médica Lígia Castellon. “É uma escuta que realmente ouve e compreende o que o outro diz. Se você perceber que a pessoa não se sente à vontade para se abrir, deixe claro que você estará disponível para conversar em outras oportunidades, ofereça suporte emocional e informe sobre a ajuda profissional. Pode ser necessário contatar serviços de saúde mental, familiares e amigos da pessoa, caso você perceba que não pode oferecer a ajuda adequada”. 

Outras atitudes que podem ajudar na prevenção é a criação de uma rotina adaptada à realidade da pandemia para auxiliar no foco e no controle emocional.  A prática de exercícios, uma alimentação balanceada e o contato, mesmo que remoto, com o ciclo familiar e de amigos pode reduzir a sensação de solidão e a ansiedade. Esses hábitos estimulam a produção de serotonina e diminuem o estresse. A enfermeira Lidiane lembra que transtornos mentais são um problema de saúde como qualquer outro e requerem ajuda profissional.

Papel da escola na prevenção

Em Santa Catarina, 1523 crianças e adolescentes tentaram se suicidar em 2019, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Saúde. Os registros de automutilação, mais frequentes na faixa etária entre 10 e 19 anos, também acendem o alerta. Neste contexto, o papel da escola na identificação dessas crianças e adolescentes para prevenção de casos mais graves é fundamental. Essa é a função do Núcleo de Educação e Prevenção (NEPRE), que combate as violências contra estudantes da rede pública estadual de Santa Catarina por meio da educação e prevenção.

A coordenadora estadual do NEPRE, Rosimari Koch Martins, afirma que a pandemia pode intensificar alguns comportamentos auto destrutivos. “Apesar do aumento de tempo de convivência entre os familiares e de muitas coisas boas, também pode trazer o aumento de conflitos, afetando principalmente a saúde mental. Diante disso, pode-se desenvolver quadros de estresse, ansiedade e depressão, atingindo sobretudo crianças e adolescentes”.

A falta constante ou queda no desempenho escolar podem indicar um problema com o estudante. Nestes casos, os coordenadores dos NEPRE são responsáveis por entrar em contato com a família ou com os órgãos de proteção da infância e juventude. Com a pandemia, no entanto, Rosimari ressalta que os pais são os maiores aliados para identificar se o aluno precisa de ajuda.

Neste ano, a Secretária da Educação (SED) deu mais um passo na prevenção ao suicídio entre crianças e adolescentes. No início de 2020, foi incluído no NEPRE online uma aba que permite quantificar os números que dizem respeito à saúde mental dos estudantes da rede pública. A ferramenta possibilita que educadores registrem os dados de violência e, por meio da base de dados, o poder público construa ações e políticas públicas para a proteção dos estudantes.

Dentre os esforços da SED para prevenir o suicídio, está a constante atualização sobre o tema para capacitar os educadores a lidarem com o assunto. No site da secretaria, é disponibilizado materiais de apoio online para orientação de pais e professores. 

O trabalho do NEPRE se instituiu enquanto Política Estadual de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às violências na escola em 2011. Desde então, atua de forma integrada e intersetorial em parceria com setores da saúde, justiça, segurança pública, assistência social, conselhos tutelares, ministério público e demais parceiros.

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A Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon (Fahece) está contratando enfermeiros, bioquímico/biomédico/biólogo, técnico de laboratório e de enfermagem para atuar nos Hemocentros Regionais de Joinville, Blumenau, Criciúma e Chapecó. Entre os benefícios estão vale-transporte, refeição, prêmio por desempenho, plano de saúde, seguro de vida, convênio com universidades e farmácia.

Por meio do edital 054/2020, a Fahece está selecionando profissionais para a função de Enfermeiro I – Coleta para atuar no Hemosc de Joinville. Em Blumenau, há vagas para Enfermeiro I – Ambulatório (edital 056/2020) e para Bioquímico/Biomédico/Biólogo (edital 057/2020). Já o profissional que ocupar o cargo de Assistente de Laboratório I irá suprir a demanda no Hemocentro de Criciúma (edital 058/2020). As inscrições encerram-se no dia 09 de setembro.

Para o Hemosc de Chapecó foi publicado o processo seletivo 055/2020 com oportunidade para Técnico em Enfermagem I – Agência Transfusional. As inscrições devem ser realizadas entre os dias 04 e 11 de setembro.

Informações sobre os editais e fichas de inscrição estão disponíveis no link Processos Seletivos – Organizações Sociais do portal da Secretaria de Saúde de Santa Catarina.

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A unidade será construída em terreno anexo ao Hospital Infantil (foto), na região central da Capital - Foto: Divulgação / SES

O cronograma de implantação do projeto do novo Complexo Hospitalar em Santa Catarina foi tema de uma videoconferência, nesta segunda-feira, 31, entre o governador Carlos Moisés, representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da SCPAR, da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e consultores contratados pelo BID. A construção ficará em Florianópolis e abrigará em um mesmo ambiente a estrutura de quatro unidades em funcionamento: os hospitais Governador Celso Ramos, Nereu Ramos, Infantil Joana de Gusmão e a Maternidade Carmela Dutra. A proposta inicial é que a estrutura seja construída em terreno anexo ao Hospital Infantil, na região central da Capital.

Na reunião, os consultores contratados pelo BID apresentaram um cronograma que aponta março de 2021 como prazo para a entrega da documentação para a licitação. A intenção é de construir um projeto de parceria público-privada (PPP). O BID está investindo US$ 800 mil na estruturação da modelagem do projeto.

Aos participantes da videoconferência, o chefe do Executivo estadual destacou o desejo de criação de um espaço humanizado, especialmente no que se refere ao tratamento de enfermidades em crianças. Carlos Moisés se disse satisfeito com o cronograma apresentado pelos consultores.

“Queremos que Santa Catarina seja um marco nesse processo de humanização dos ambientes hospitalares. Precisamos de uma renovação nessa área e acredito que esse projeto poderá contribuir muito nesse sentido. Fiquei muito feliz com o que vi hoje”, destacou o governador.

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, afirmou que o novo complexo hospitalar é uma necessidade, pois, embora bem estruturados, os hospitais que hoje atendem a Grande Florianópolis são antigos.

O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, disse que o projeto é emblemático para a instituição e que há um grande foco na participação privada. Ele também lembrou o banco atua com o intuito de melhorar a gestão das obras e que não há espaço para mau uso dos recursos em infraestrutura: “O BID fica muito feliz de participar desse processo incentivando o aumento da eficiência no setor da saúde. Agradecemos a oportunidade de trabalhar com o Governo de Santa Catarina”.

Também participaram da reunião o diretor-presidente da SCPar, Enio Parmeggiani, e o secretário executivo de PPPs do órgão, Ramiro Zinder. Eles destacaram que as reuniões para o desenvolvimento do projeto já estão ocorrendo há duas semanas.

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Foto: Cristiano Estrela/Secom

O Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis, está com inscrições abertas para farmacêutico até o dia 03 de setembro. Já o Hospital Infantil Jeser Amarante Farias (HIJAF), de Joinville, abre processo seletivo para a vaga de recepcionista, exclusiva para Pessoa com Deficiência (PCD), entre os dias 31 de agosto e sete de setembro.

Por meio do edital de processo seletivo 053/2020, a Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon (Fahece) está selecionando farmacêutico para atuar no Cepon, no regime de 44 horas semanais. O profissional precisa ter diploma de Ensino Superior em Farmácia reconhecido pelo MEC, com registro no Conselho Regional de Farmácia (CRF/SC), além de experiência de seis meses como Farmacêutico Hospitalar. Os benefícios são: vale transporte, refeição, prêmio por desempenho, plano de saúde, seguro de vida, folga de aniversário, convênio com universidades e farmácia.

Para a vaga de recepcionista (edital 09/2020) disponível no Hospital Infantil de Joinville, exclusivamente para PCD, os interessados devem ter concluído o ensino médio concluído e comprovar conhecimentos em informática. Entre os benefícios estão plano de saúde, vale transporte, convênio farmácia, bonificação por assiduidade, triênio e refeitório interno.

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A Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon (Fahece) está com dois processos seletivos abertos com vagas para a contratação de assistente administrativo em compras e técnico de laboratório, com atuação em Florianópolis.

Por meio do edital 051/2020, a Fundação está selecionando profissionais para a vaga de Assistente Administrativo II - Compras, que cursem Ensino Superior em Administração, Logística ou áreas afins e possua experiência profissional de seis meses no setor de Compras. Entre os benefícios estão vale-transporte, refeição, prêmio por desempenho, plano de saúde, seguro de vida, folga de aniversário, convênio com universidades e farmácia. As inscrições encerram-se na próxima quarta-feira, 26.

Já o processo seletivo simplificado 052/2020 é para contratação de Técnico de Laboratório I que atuará no Cepon, com inscrições até o dia 30 de agosto. O profissional precisa ter diploma ou certificado de conclusão do curso Técnico em Laboratório, Técnico em Análises Clínicas ou Técnico em Patologia, reconhecido pelo MEC com registro no Conselho Profissional. Também é necessário ter experiência comprovada de seis meses no cargo/função. Os benefícios são: vale-transporte, refeição, prêmio por desempenho, plano de saúde, seguro de vida, folga de aniversário, convênio com universidades e farmácia.

Para informações sobre os editais e fichas de inscrição, acesse o link Processos Seletivos – Organizações Sociais do portal da Secretaria de Saúde de Santa Catarina.

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Fotos: Mauricio Vieira / Secom

O período de amamentação nem sempre flui facilmente: conseguir a pega correta do bebê, superar a dor a cada mamada e a ausência de uma noite bem dormida. Em tempos de pandemia novas questões surgiram. Para buscar a superação deste momento delicado, novas maneiras de orientar e dar suporte a mães foram criadas, como grupos em redes sociais.

Uma das experiências bem sucedidas no apoio às mães ocorre no Banco de Leite Humano da Maternidade Darcy Vargas (MDV), em Joinville, referência estadual e um dos 13 da rede de bancos de leite de Santa Catarina. A pandemia de Covid-19 impôs restrições severas como a impossibilidade de atendimento às pacientes externas. Para atender a demanda, foram criados grupos de WhatsApp e um sistema de orientação por telefone. A ação buscou levar informações e soluções pertinentes às mulheres que estão amamentando.

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De acordo com a médica Cláudia Bortolaso Pinto, coordenadora do Banco de Leite da MDV, o grupo reúne em torno de 40 mulheres e serve para definir as questões de doação do leite materno e rastrear a situação da saúde dessas mulheres em relação à pandemia. “Tivemos em julho um estoque de 77 litros de leite humano para atendimento dos bebês na UTI Neonatal”, disse. “Nosso grupo tem mantido o contato quase que diário com essas mães, tirando dúvidas sobre amamentação, rastreando se elas tiveram sintomas ou contatos com pessoas infectadas pela Covid-19, além de oferecer suporte em relação a este momento delicado de pandemia pelo qual passamos”.

Foram realizadas diferentes ações, entre elas a divulgação de pequenos vídeos com orientações sobre problemas comuns e trocas de experiências por meio de depoimentos compartilhados entre as integrantes do grupo.

Dificuldades para além da pandemia 



Antes de engravidar, há seis anos, Franciella Vitorino Santos foi diagnosticada com câncer de mama. Ela  precisou fazer a mastectomia do seio direito e colocar prótese nos dois seios. A técnica de enfermagem foi alertada sobre os riscos de não conseguir produzir leite suficiente quando fosse mãe, ou ainda nem conseguir amamentar. “Sofri um pouco quando soube disso, mas quando decidi engravidar, tentei me preparar psicologicamente. Mas quando ele nasceu, bateu aquele anseio por amamentar. Ainda mais sendo profissional da saúde e sabendo da importância do aleitamento materno”

Hoje, com seu filho Théo de 3 meses, a servidora da Maternidade Carmela Dutra lembra todos os obstáculos que enfrentou para chegar ao aleitamento materno exclusivo e prazeroso: pega incorreta, muita dor, mastite. Não desistiu, como funcionária da saúde e com muita informação, foi atrás de profissionais que a ajudaram a manter o propósito de amamentar seu bebê.

“Acredito que a pandemia intensificou a insegurança e tornou a amamentação ainda mais difícil, principalmente para as mães de primeira viagem como eu”, afirma. “Tive que lidar com o medo de sair de casa com um recém-nascido em meio a uma pandemia e ter que adotar todas as medidas possíveis de proteção ao procurar atendimento, além da dificuldade pra conseguir esse atendimento, pois o banco de leite da Carmela deixou de atender pacientes externas nesse período”.

Alimento que ajuda na imunidade



O leite materno é o único alimento que um bebê precisa nos seus seis primeiros meses de vida, além disso, com ele o bebê recebe os anticorpos da mãe que o protegem contra várias doenças entre elas diarreia e infecções, principalmente as respiratórias. O risco de asma, diabetes e obesidade é menor em crianças amamentadas, mesmo depois que elas param de mamar.

A amamentação ainda  ajuda a desenvolver a face da criança, auxiliando na formação de dentes fortes, desenvolve a fala e faz com que tenha uma boa respiração.

Por isso, este mês é conhecido como Agosto Dourado - por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação e a cor dourada estar relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. O mês do Aleitamento Materno no Brasil foi instituído pela Lei nº 13.435/2017 que determina que, no decorrer do mês de agosto, sejam intensificadas ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno.

Para 2020, o tema escolhido foi "Apoie o aleitamento materno para um planeta mais saudável”. A amamentação é um dos melhores investimentos para salvar vidas infantis e melhorar a saúde, o desenvolvimento social e econômico dos indivíduos e nações. Criar um ambiente propício para padrões de alimentação infantil ideais é um imperativo da sociedade.

Aleitamento em tempos de Covid-19

Mesmo em tempos de coronavírus e uma mãe infectada o aleitamento materno precisar ser mantido. O médico infectologista da Dive Eduardo Campos de Oliveira explica que se os sintomas da mãe forem leves, ela pode continuar levando o filho ao peito desde que observadas as regras básicas como o uso das máscaras e boa higienização das mãos e das mamas.

Caso a mulher tenha sintomas muito intensos como muita tosse e coriza, que dificultem o processo de amamentação, o leite pode ser retirado com bomba e oferecido ao bebê.

Outras orientações

  • Na alta hospitalar, a mãe e o bebê que precisarem de acompanhamento relacionado à amamentação deve retornar para o ambulatório do Banco de Leite Humano (BLH);
  • Casos e informações sobre ingurgitamento mamário, suspeita de mastite, febre relacionado às mamas devem passar pela triagem da emergência da maternidade. Após, ser encaminhada para o BLH;
  • Mães com sinais de gravidade de Covid-19 ou outras complicações que as impeçam de cuidar de seu bebê ou de continuar a amamentação direta, sempre que possível, devem ser incentivadas e apoiadas a retirar e fornecer com segurança o leite materno ao bebê, aplicando medidas apropriadas para o controle e prevenção de infecções.
  • Todas as mães devem receber apoio prático que permita iniciarem e estabelecerem a amamentação de forma segura e melhor possível a fim de que saibam lidar com as dificuldades comuns do aleitamento materno, incluindo medidas de controle e prevenção de infecções.

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Agosto é o mês dedicado a ações de incentivo à amamentação. A doação de leite materno é importante principalmente para as mães que não podem alimentar seus filhos. Com a pandemia da Codiv-19, muitos bancos de leite de Santa Catarina tiveram uma queda acentuada nas doações. Durante o Agosto Dourado, como é conhecido este mês, a Rede Laço iniciou uma campanha para estimular a doação de leite no estado.

Mesmo com a pandemia, os bancos de leite estão preparados para receber as doações, seguindo um protocolo rigoroso de prevenção. É o que garante a presidente da Rede Laço, a primeira-dama Késia Martins, que reforça também a importância do aleitamento materno nos primeiros meses de vida. “Até os seis meses, o único alimento que bebê necessita é o leite da mãe. Muitas mulheres, por inúmeros motivos, não podem alimentar seus filhos. Esse é um chamado para as mães que têm o privilégio de amamentar, qualquer quantia faz a diferença. Com as doações, vocês estarão não apenas preservando a vida de uma criança, mas também tranquilizando uma família”, ressalta.

Para colaborar, acesse o link da campanhae faça contato com o Banco de Leite disponível e mais próximo de sua residência. Dessa forma, é possível combinar as datas e horários das doações e receber as orientações sobre os cuidados na extração e coleta.

Ao acessar a página da Rede Laço, você encontra outras ações para se voluntariar. Com o cadastro, é possível encontrar a iniciativa mais próxima para se tornar voluntário.

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Em maio, o governador Carlos Moisés firmou convênio de US$ 800 mil com o BID      Foto Ricardo Wolffenbuttel/SECOM

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta semana que o consórcio Ikons/Accenture/Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados/RAF Engenharia será responsável pela elaboração do projeto para a construção do novo complexo hospitalar em Florianópolis. 

Para consolidar a parceria público-privada (PPP) junto ao Governo do Estado, o consórcio selecionado fará o trabalho de consultoria, que envolve os estudos técnicos de engenharia, jurídicos e ambientais para construção, operação e manutenção do complexo.

O secretário executivo de Parcerias Público-Privadas da SCPar, Ramiro Zinder, explica que o grupo terá um prazo de dois anos para a entrega dos documentos necessários, incluindo a minuta de edital da PPP. Zinder destaca que a reunião que dará início ao processo está agendada para a próxima segunda-feira, 17, e outra reunião com o governador Carlos Moisés, além do secretário da Saúde e representantes do BID, deve se realizar no dia 31 de agosto.

"Mais que a possibilidade de reduzirmos alguns custos do sistema hospitalar, o projeto nos permitirá salvar mais vidas, uma vez que a integração de dois hospitais gerais, uma maternidade e um hospital infantil trará mais agilidade e eficiência no atendimento à população catarinense", destaca Ramiro Zinder.

Sobre o novo complexo hospitalar

O projeto anunciado pelo governador Carlos Moisés no mês de janeiro deste ano, traz a proposta de concentrar em um só local os serviços realizados pelos hospitais Celso Ramos, Infantil Joana de Gusmão, Nereu Ramos e Maternidade Carmela Dutra.

Santa Catarina já conta com US$ 800 mil para estruturação do Projeto de Parceria Público-Privada (PPP). Os recursos são provenientes do convênio firmado no mês de maio entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O valor será investido na modelagem de todo o projeto, que inclui aspectos jurídicos, de arquitetura e engenharia do complexo hospitalar. A SCPar, que tem atuação vital nas ações de desestatização, ficará responsável por este processo, junto com os consultores contratados pelo BID e equipe da Secretaria de Estado da Saúde.

O secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, destaca que há muito tempo existe a reivindicação por melhorias nas unidades hospitalares de Florianópolis. Segundo ele, a necessidade de se realizar estudos sobre o tema ganhou força em 2017 dentro da pasta, e agora começa a se tornar realidade a partir da política de parcerias e da própria visão deste Governo em relação à Saúde.

“Quase todas as regiões já receberam investimentos para melhorias nos processos de trabalho e de atendimento hospitalares. Na capital dispomos de hospitais muito antigos, por isso, o projeto do complexo hospitalar é fundamental”, explica.

De acordo com o governador Carlos Moisés, ao delegar algumas funções à iniciativa privada o Estado abre espaço para se dedicar às demandas realmente prioritárias da população, além de garantir atendimento mais humanizado e facilitar a logística ambulatorial. “Entendemos que o Governo deve focar seus esforços na prestação de serviços de qualidade aos cidadãos e garantir boas condições de trabalho aos profissionais da Saúde”, destaca.

Programa de Parcerias

Desde maio de 2019, Santa Catarina tem um programa para atrair propostas de parcerias público-privadas. Trata-se do Programa de Parcerias e Investimentos do Estado de Santa Catarina, o PPI-SC.

Pouco mais de um ano depois, a governança do programa está estruturada com leis e decretos, o que é fundamental para o trabalho da equipe que mapeia oportunidades de parcerias para o Estado.

São pelo menos 11 projetos compostos por PPPs de infraestrutura social, concessões de centros de eventos, equipamentos turísticos e terminal rodoviário.

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