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Pacientes em tratamento contra o câncer na região de Chapecó já têm acesso a uma estrutura nova, confortável e moderna para cuidar da saúde. O Governo de Santa Catarina liberou a área de internação e ambulatório oncológico no sétimo e oitavo andar do Hospital Regional do Oeste (HRO). A abertura, realizada na manhã desta sexta-feira, 21, teve a presença do governador Carlos Moisés.

Essa é a primeira das sete etapas da ativação do novo espaço da unidade hospitalar, que está em fase de conclusão. Já foram investidos mais de R$ 30,8 milhões na obra, além de R$ 7,2 milhões na compra de equipamentos e R$ 1,5 milhão na aquisição de mobiliário. A Secretaria de Estado da Saúde está providenciando a compra de mais R$ 10 milhões em equipamentos. Quando estiver tudo pronto, a nova ala vai ampliar em 60% a capacidade do HRO.

O governador destacou a nova política hospitalar, que destina mais recursos às unidades que mais entregam serviços à população, e o Hospital Regional do Oeste é uma delas. "O esforço é duplo. Estamos pagando dívidas da saúde, coisas que deveriam ter sido resolvidas no passado e não foram. Ao mesmo tempo, estamos sensibilizados com todas as demandas e nossa equipe está se doando para melhorar a vida das pessoas", frisou Carlos Moisés.

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Ele também enalteceu a dedicação de todos os trabalhadores do HRO. "Todos os trabalhadores de saúde são pessoas melhores, porque têm muito presente essa noção da finitude da vida, e é isso que nos mantêm nos trilhos", lembrou o governador.

Hospital atende toda região

O Hospital Regional do Oeste é referência para toda a região, abrangendo uma área com aproximadamente 1,2 milhão de catarinenses. Com a ativação do sétimo pavimento, são abertos 49 leitos. No oitavo andar, há 12 leitos de curta permanência, 31 poltronas de tratamento ambulatorial e duas capelas de fluxo laminar.

Natural da região e moradora de Chapecó por 20 anos, a vice-governadora Daniela Reinehr enalteceu a cultura de cooperação que é marca de Chapecó e região, como no setor agroindustrial e na gestão do HRO, liderada por voluntários. "Não canso de dizer que tudo o que foi feito no Oeste foi por causa da união de pessoas que não tiveram alternativas a não ser dar as mãos e desenvolver a nossa região. Este hospital traz muito resultado e isso nos enche de orgulho, porque abraça todo o Oeste de Santa Catarina", destacou Daniela.

Sobre os próximos passos de ativação

O cronograma de ativação inclui leitos de oncologia, oncologia pediátrica, UTI adulto, UTI infantil e salas cirúrgicas novas. Esta é a primeira ativação de hospitais ou blocos hospitalares construídos com o programa Pacto por Santa Catarina.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, a ativação da nova ala do Hospital Regional do Oeste possibilitará o remanejamento de leitos do espaço mais antigo, de modo que novas vagas sejam disponibilizadas à população. "O que estamos fazendo aqui é reconhecer a importância desta região dentro do cenário estadual. Serviço SUS tem que ter um ambiente confortável, com estrutura adequada, e este hospital se enquadra nisso", afirmou.

A obra de ampliação e readequação do Hospital Regional do Oeste está 96% concluída. A próxima etapa é finalizar a construção das passarelas, a urbanização do local e outros serviços complementares.  

O presidente do Conselho Delegado de Administração da Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, Gelson Dalla Costa, valorizou a importância que a nova ala terá para Chapecó e o Oeste catarinense. "Para nós este momento é de muita emoção. Nosso atendimento vai melhorar muito. Hoje fizemos de 1.150 a 1.200 cirurgias por mês, e, com a ativação dessa ala nova, teremos condições de passar a fazer 2.300, 2.500 cirurgias. Estamos muito agradecidos".

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, secretários de Estado, deputados estaduais e federais, gestores e funcionários do HRO e moradores acompanharam o ato.

A agenda do governador Carlos Moisés em Chapecó segue ao longo desta sexta-feira, com anúncios de mais investimentos.

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Um antigo desejo dos lageanos já tem data para se tornar realidade. Em visita à maior cidade da Serra nesta quinta-feira, 20, o governador Carlos Moisés anunciou que a previsão de abertura da nova ala do Hospital Tereza Ramos é em 14 de agosto. Trata-se de um investimento de quase R$ 100 milhões.

“Queremos entregar ao povo da Serra um equipamento de qualidade, que venha a atender as demandas de saúde dessa região. Também estamos licitando o novo tomógrafo, mais atualizando, com a garantia de que será instalado”, afirmou Carlos Moisés em coletiva de imprensa.

Ainda segundo o governador, como é um espaço muito amplo, também serão buscadas parcerias com a iniciativa privada para ter um melhor aproveitamento da estrutura.

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O secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, acompanhou a visita do governador à nova ala do Tereza Ramos e disse que a abertura será gradual: em um primeiro momento, serão disponibilizados 46 leitos de internação e mais 20 leitos de UTI. Um cronograma futuro detalhará a abertura dos novos espaços, assim como ocorrerá com a nova ala do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó.

“A abertura no dia 14 agosto representa honrar o compromisso assumido no ano passado, de abrir a nova ala no segundo semestre de 2020. Vai ser uma abertura progressiva, com novos serviços sendo ofertados ao longo do tempo, mas que significam um impulso para o atendimento em saúde de Lages e região”, disse Zeferino.

Sobre a nova ala

A estrutura completa deve oferecer: 28 leitos de UTI, 128 leitos, 10 salas de cirúrgicas, 3000 metros quadrados de salas para diagnósticos, cerca de 500 colaboradores, heliponto e nove elevadores. Também deve contar com salas especiais com equipamentos de Raio-x, tomografia, ressonância, ultrassom, mamografia, hemodinâmica e sala contraste.

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O Dia D de vacinação contra o sarampo em Santa Catarina, realizado no último sábado, 15, levou 142.243 pessoas aos postos de saúde de todo o estado para atualização da caderneta de vacinação. Desse total, 53.481 tomaram a vacina. Os demais estavam com o esquema vacinal completo e não precisaram repetir a dose.

A gerente de imunização da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Lia Quaresma Coimbra, avalia o resultado como bastante positivo. “Na primeira semana da campanha, poucas pessoas compareceram às unidades de saúde, cerca de 70 mil, mas o comparecimento no dia D foi surpreendente”.

Entre os dias 10 e 14 de fevereiro, primeira semana da campanha de vacinação contra o sarampo, um total de 69.675 pessoas procuraram uma unidade de saúde. Desse total, 21.817 foram vacinadas, já que as demais estavam com a situação vacinal atualizada.

No Dia D, as faixas etárias que mais compareceram às unidades de saúde de Santa Catarina foram: de 40 a 49 anos (26.448); de 30 a 39 anos (26.028); e de 5 a 9 anos (21.874).

A Campanha de Vacinação contra o sarampo vai até o dia 13 de março. Precisam tomar a vacina todas as pessoas com idade entre 6 meses e 49 anos que nunca tenham se vacinado, não lembram ou não sabem, perderam a carteirinha de vacinação ou não estejam com o esquema vacinal completo. ”Pessoas com idade entre 1 e 29 anos precisam ter tomado duas doses da vacina contra o sarampo o longo da vida, já as pessoas com idade entre 30 e 49 anos precisam comprovar apenas uma dose”, finaliza Lia.

1ª SEMANA – DE 10 A 14 DE FEVEREIRO (comparecimento à vacinação)

<1 ano

1 a 4 anos

5 a 9 anos

10 a 14 anos

15 a 19 anos

20 a 29 anos

30 a 39 anos

40 a 49 anos

TOTAL

4.618

10.489

8.587

7.953

6.354

10.506

11.058

10.110

69.675

1ª SEMANA – DE 10 A 14 DE FEVEREIRO (receberam a vacina)

 

<1 ano

1 a 4 anos

5 a 9 anos

10 a 14 anos

15 a 19 anos

20 a 29 anos

30 a 39 anos

40 a 49 anos

TOTAL

1.986

2.425

378

576

1.070

4.663

5.229

5.490

21.817

 

DIA D – 15 DE FEVEREIRO (comparecimento à vacinação)

<1 ano

1 a 4 anos

5 a 9 anos

10 a 14 anos

15 a 19 anos

20 a 29 anos

30 a 39 anos

40 a 49 anos

TOTAL

4.058

16.549

21.874

18.217

11.183

17.886

26.028

26.448

142.243

DIA D – 15 DE FEVEREIRO (receberam a vacina)

 

<1 ano

1 a 4 anos

5 a 9 anos

10 a 14 anos

15 a 19 anos

20 a 29 anos

30 a 39 anos

40 a 49 anos

TOTAL

1.586

2.046

1.762

2.204

2.721

9.338

15.003

18.821

53.481

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Bruna Matos
Patrícia Pozzo
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Foto: BAPM / PMSC

O Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Santa Catarina realizou pela primeira vez, neste domingo, 16, um transporte de paciente utilizando o Equipamento de Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), com apoio do avião da Polícia Militar. O GRAU atua há 10 anos de forma integrada com o Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina no Serviço Aeromédico.

O paciente, um homem de 38 anos, foi transportado do Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê, para o Hospital Santa Isabel de Blumenau, em cerca de duas horas de voo. Ele recebeu um transplante cardíaco no Vale do Itajaí.


ECMO. Foto: Divulgação / SAMU

O ECMO é um equipamento extremamente delicado e complexo que mantém o paciente com suporte de oxigênio no coração e pulmão enquanto é deslocado. Ele fica instalado no hospital em Xanxerê. 

“É uma técnica em fase inicial e que nem todos os transportes aeromédicos utilizam, exatamente por sua meticulosidade. Não é só um momento histórico no serviço Aeromédico de Santa Catarina, como também evidencia o preparo, a capacidade e a qualificação de nossas equipes nestes transportes”, ressalta o diretor do Atendimento Pré-Hospitalar Móvel de Urgência, Cel BM Giovanni Fernando Kemper, que atuou por 10 anos nos helicópteros Arcanjos.


Foto: BAPM/ PMSC

O Secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, aponta que esses transportes sinalizam uma gestão moderna, mais qualificada e eficiente ao cidadão catarinense. “O Estado mais uma vez demonstra sua qualificação técnica e capacidade de trabalho em equipe. O sucesso desse transporte é resultado da união de profissionais altamente qualificados e dedicados na busca da excelência no serviço de urgência e emergência do SAMU e de pilotos da segurança pública que possibilitaram a chegada segura da equipe e paciente ao seu destino”, finaliza.

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O Hospital Regional Martinho Afonso Ghizzo, de Araranguá, receberá serviços de referência nas especialidades de oftalmologia, urologia e ortopedia. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, nesta sexta-feira, 14, durante encontro com lideranças dos municípios do Sul catarinense.

“Já estamos trabalhando para referenciar o Hospital Regional de Araranguá no sentido de que a unidade passe a oferecer serviços de referência nas áreas de oftalmologia da média e alta complexidade, urologia e ortopedia”, afirmou o secretário. “Temos planos para que ele cumpra a sua função de hospital regional. Não é justo que pessoas tenham que se deslocar para resolver questões que poderiam ser resolvidas aqui”.

Zeferino também participou de reunião com lideranças e membros do conselho consultivo do HRA e explicou detalhes da política hospitalar catarinense e da nova diretriz de cirurgias eletivas.

O secretário explicou que medidas de gestão aliadas à economia na pasta têm proporcionado avanços significativos na entrega de serviços. “Santa Catarina é o único estado do Brasil que fornece próteses fonatórias, via SUS, para pacientes. Isso foi possível justamente após ajustes financeiros realizados pela Secretaria de Estado da Saúde. O nosso trabalho visa a reforçar as políticas estruturantes na área da saúde, não só nas demandas hospitalares, mas também em temas extremamente importantes como a Atenção Primária”, reforçou.

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O Dia D de Vacinação contra o sarampo em todo o estado é no sábado, 15. Nesta data, as unidades de saúde devem abrir das 8h até as 17h para vacinar pessoas com idade entre seis meses e 49 anos. A ação é voltada para aqueles que não tenham tomado as doses contra a doença ou que não estejam com o esquema vacinal completo.

A vacina contra o sarampo é indicada nas seguintes faixas etárias:

- 6 meses de vida: dose zero

- 1 ano de idade: primeira dose

- 1 ano e 3 meses: segunda dose e última dose por toda a vida

Pessoas que não têm mais a caderneta de vacinação ou não lembram se já tomaram a vacina devem aproveitar o Dia D para se imunizar. De seis meses a 29 anos, é preciso ter tomado duas doses da vacina ao longo da vida. De 30 a 49 anos, apenas uma dose.

A gerente de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Lia Quaresma Coimbra, ressalta que, neste momento, a maior preocupação do Estado é com os jovens adultos com idade entre 20 e 29 anos. “Esse público costuma frequentar shows, bares, festas, locais de grande circulação, facilitando a transmissão da doença entre os não vacinados. Por isso, a gente reforça a importância de procurarem as unidades de saúde”. 

Entre em 2019 e 8 de fevereiro deste ano, já foram confirmados 148 casos em Santa Catarina na faixa etária entre 20 e 29 anos.


Arte: Secom

Sarampo em Santa Catarina

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Saúde nesta sexta, 14, o Estado já confirmou, neste ano, 47 casos de sarampo. Os casos estão distribuídos em 12 municípios: Florianópolis (17), Joinville (13), Porto União (6), Jaraguá do Sul (2), Schroeder (2), São José (1), Guaramirim (1), Blumenau (1), Itá (1), Maravilha (1), Três Barras (1), Videira (1). 

Em 2019, foram confirmados 291 casos de sarampo em 38 municípios catarinenses.

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O atendimento hospitalar foi ampliado em Santa Catarina. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, abriu 13 novos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em janeiro. A expansão foi possível após a contratação de servidores pelos processos seletivos realizados durante o segundo semestre de 2019.

No total, foram abertos seis leitos em UTI pediátrica no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis; quatro leitos adultos no Hospital Dr. Waldomiro Colautti, em Ibirama, e três leitos adultos no Hospital Regional Dr Homero Miranda Gomes, em São José. De acordo com a Superintendência de Hospitais Públicos, as unidades da Secretaria de Estado da Saúde (SES) passam a contar com 167 leitos de UTI, sendo 94 adultos, 53 neonatais e 20 pediátricos.

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O secretário da Saúde, Helton de Souza Zeferino, destaca que a abertura desses leitos impacta diretamente na melhoria e ampliação do atendimento na rede estadual. “Com essa ampliação, tanto o Hospital Infantil Joana de Gusmão quanto o Dr Waldomiro Colautti trabalharão com as suas UTIs em capacidade plena. Os leitos de UTI fechados por falta de servidores no Regional foram reabertos. Isso reflete na maior capacidade de resposta cirúrgica e de internação em nossas unidades, além da redução de necessidade de transferência de pacientes pelo estado”, ressalta.

A Secretaria de Estado da Saúde ainda conta com processos seletivos com inscrições abertas para diversas regiões. O objetivo é dar continuidade à diretriz traçada pela atual gestão de ampliação e melhoria do atendimento na rede SUS.

Vagas abertas em vários municípios de SC

A SES também está com inscrições abertas em processos seletivos para profissionais de saúde em várias regiões de Santa Catarina. Os editais 06, 07 e 08/2020, divulgados em fevereiro, contemplam as regiões de Lages, Mafra, Joinville, São Lourenço do Oeste, Jaraguá do Sul, Rio do Sul, Xanxerê e Itajaí. As vagas são para farmacêutico, biólogo, agente de saúde pública e médico.

O edital de processo seletivo 06/20 estão com inscrições abertas até 17 de fevereiro e os salários variam entre R$ 3,6 e R$ 7 mil.

Em Lages (07/20), com atuação do Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos, estão abertas vagas para médicos nas especialidades de ginecologia, pediatria, radiologia, anestesiologia e urologia. Para o município de Mafra (08/20), as oportunidades oferecidas são para três médicos ginecologistas e um pediatra. As inscrições encerram-se no dia 19 de fevereiro e o salário é em torno de R$ 7,8 mil.

Entre as organizações sociais que atendem a SES, existem vagas abertas para telefonista e oficial de manutenção no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon). Já o Instituto Maria Schmitt conta com um processo para preenchimento de vagas de auxiliar de faturamento e auxiliar de almoxarifado no Hospital Florianópolis. Para ambos, o prazo de inscrição termina no dia 17 de fevereiro. Informações neste link

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Santa Catarina passa a contar com um aparelho extrator de ácidos ribonucleicos (RNA). O equipamento é usado em testes de biologia molecular para detecção de vírus presentes em amostras biológicas e em rios, lagoas e outros locais. O aparelho também será utilizado na avaliação de amostras suspeitas de infecção por dengue, zika, febre amarela, chikungunya e, principalmente, para avaliar os vírus de transmissão respiratória, como o influenza.

A vice-governadora Daniela Reinehr, o secretário adjunto de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, e a superintendente de Vigilância em Saúde (SUV), Raquel Bittencourt, estiveram nesta segunda-feira, 10, no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-SC) para conhecer o equipamento. A vice-governadora, que negociou a vinda do aparelho junto ao Ministério da Saúde, reforça que a principal vantagem do Janus flex nat é sua capacidade de identificar os RNA dos vírus de forma automatizada. “Mais do que agilidade, ele é capaz de fazer com que as vacinas que serão desenvolvidas possam ser produzidas baseadas em vírus que circulam em nosso estado, diferente do que ocorre hoje, quando as vacinas são produzidas para combater vírus que circulam, por exemplo, na Austrália”, afirma.

André Motta lembra que o novo equipamento do Lacen “vai trazer mais segurança e agilidade para a população de Santa Catarina". Ate então as análises eram realizadas manualmente e, com o Janus, serão feitas automaticamente, o que garante maior precisão e rapidez. Os testes passam de três horas para cerca de uma hora e meia.

O aparelho foi doado ao laboratório pelo Ministério da Saúde. Os servidores passarão por um treinamento para utilização e a proposta da Secretaria de Estado da Saúde é que os materiais coletados, principalmente durante o inverno de 2020, possam auxiliar na produção de vacinas do próximo ano. Pela proposta, haverá a ampliação das coletas realizadas em pacientes do interior do estado, como forma de identificar os diferentes subtipos do vírus influenza que atingem a população.

“Conhecendo esses subtipos, teremos maior número de amostras para mandar para o laboratório de referência nacional para produção de vacinas. E, assim, garantir uma imunização mais eficiente para os catarinenses”, afirma a diretora do Lacen, Marlei Pickler Debiasi dos Anjos.

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Foto: Osmair Cercal / Secom

Diante dos casos registrados em humanos e das mortes de macacos, o Governo do Estado ressalta a importância da prevenção contra a febre amarela. A principal medida para se proteger da doença é a vacinação. A dose é gratuita e está disponível em todas as salas de vacina em Santa Catarina.

A recomendação é que todos os catarinenses acima de nove meses se imunizem. A novidade é que, a partir de 2020, as crianças com quatro anos precisam tomar uma dose de reforço.

“Santa Catarina passou a registrar os primeiros casos de febre amarela em 2019. O aumento no número de mortes de macacos neste ano, assim como a confirmação de dois casos em humanos, reforça a circulação do vírus no estado. Por isso é essencial que as pessoas se vacinem” afirma João Fuck, gerente de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Até o momento, a cobertura vacinal do estado está em 84%, abaixo do que é recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de vacinar pelo menos 95% do público-alvo.

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. Apresenta evolução rápida, com quadro febril agudo de até sete dias de duração acompanhado de dor de cabeça intensa, dor abdominal, manifestações hemorrágicas, icterícia e alteração hepática. Na presença desses sintomas é fundamental procurar uma unidade de saúde.

Casos em Santa Catarina

Neste ano, a SES confirmou dois casos de febre amarela em humanos em SC. Os dois pacientes foram atendidos no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, unidade referência de infectologia no estado. Um é morador de Jaraguá do Sul e o outro de São Bento do Sul. Ambos não têm registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Em 2019, o estado registrou duas mortes em humanos por conta da doença.

Dois macacos foram diagnosticados com febre amarela em 2020, em Blumenau e Pomerode. Em 2019, foram contabilizadas nove mortes de macacos por febre amarela nos municípios de Garuva, Joinville, Indaial, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e Corupá. É importante ressaltar que os primatas não transmitem o vírus, mas ajudam a Vigilância Epidemiológica a identificar o início da transmissão da doença, pois são os primeiros a adoecer.

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Começa no dia 10 de fevereiro e segue até o dia 13 de março uma nova etapa da Campanha de Vacinação contra o sarampo. Santa Catarina optou por ampliar a faixa etária e vacinar pessoas com idade entre seis meses e 49 anos de idade  - a recomendação do Ministério da Saúde (MS) era englobar pessoas entre cinco e 19 anos. O Dia D, sábado em que as salas de vacinação ficam abertas das 8h às 17h, será no dia 15 de fevereiro.

A gerente de imunização da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Lia Quaresma Coimbra, explica que a decisão de ampliar a campanha foi baseada nos casos confirmados em Santa Catarina. “Já temos 39 municípios com registro de sarampo e a maior parte das pessoas infectadas tem idade entre 15 e 39 anos. Ao ampliar a campanha, conseguimos resgatar a população mais suscetível à doença e, possivelmente, interromper a circulação do vírus no estado”.

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Para tomar a vacina contra o sarampo é necessário ir até uma das mais de mil salas de vacinação disponíveis no estado. Pessoas com o esquema completo de doses não precisam tomar a vacina novamente. Aqueles que não têm a caderneta, não lembram ou não sabem se completaram o esquema vacinal, precisam tomar as doses desta forma:

- seis meses de vida: dose zero

- um ano de idade: primeira dose

- um ano e três meses: segunda dose

- até 29 anos de idade: a pessoa precisa ter duas doses

- de 30 a 49 anos de idade: a pessoa precisa ter uma dose

Sarampo em Santa Catarina

Entre 2019 e 25 de janeiro de 2020, foram confirmados 319 casos de sarampo em Santa Catarina. A faixa etária mais acometida pela doença é a de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, com 73,6% (235) do total de casos. Dos 295 municípios catarinenses, 39 já registraram casos de sarampo. Os municípios com mais casos são: Joinville (138), Florianópolis (46), Concórdia (18), Porto União (15), Jaraguá do Sul (14).

Sarampo

O sarampo é uma doença respiratória, extremamente contagiosa que pode causar complicações como pneumonia e encefalite e, em casos mais graves, levar à morte. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar e o vírus pode permanecer no ambiente por até duas horas. Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca tenham sido expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham se vacinado. A única maneira de evitar o sarampo é com a vacinação.

Os sintomas do sarampo são: febre alta, tosse, coriza, olhos avermelhados e manchas vermelhas pelo corpo. “O sarampo é transmitido seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas, sendo o período de maior risco dois dias antes e dois dias após o início das manchas. Por isso, ao apresentar os primeiros sintomas é importante que a pessoa procure uma unidade de saúde imediatamente para que receba o tratamento adequado e interrompa a transmissão”, ressalta a enfermeira da Secretaria de Saúde, responsável pelo sarampo em Santa Catarina, Alda Rodolfo da Silva.

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