O terceiro sábado do mês de outubro, 16, é marcado pelo Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. A data traz um alerta sobre a gravidade desta Infecção Sexualmente Transmissível (IST), principalmente, em gestantes. Nas grávidas, a sífilis pode ser transmitida para o bebê e causar aborto espontâneo, parto prematuro, malformação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e morte ao nascer. Nos adultos, a sífilis pode causar feridas nos órgãos genitais, manchas e lesões na pele, ínguas e também pode levar à morte.

Por esse motivo, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) aproveita a data para chamar a atenção da população catarinense para a prevenção, a testagem e o tratamento da sífilis. A gerente de IST da Dive, a médica infectologista Regina Valim, esclarece que a sífilis tem cura e o diagnóstico pode ser feito pelo teste rápido. “Ele está disponível gratuitamente nos serviços de saúde de todo o estado. O teste é feito com uma gota de sangue tirada da ponta do dedo e o resultado sai em até, no máximo, 30 minutos”, explica a médica.

Nas gestantes, a indicação é que o teste seja realizado durante o pré-natal em, pelo menos, três momentos: primeiro e terceiro trimestres da gestação, no parto ou em casos de aborto. O parceiro da gestante também deve ser testado. Caso a infecção seja detectada, o tratamento deve ser iniciado imediatamente para evitar a transmissão da sífilis para o bebê. Os casais que estão planejando ter filhos também devem realizar o teste, antes mesmo da gestação.

Além do teste, recomendado para todos, também é fundamental que parceiros sexuais façam o uso da camisinha em todas as relações.

A médica ginecologista da Dive, Flávia Soares, ressalta que a sífilis pode causar sintomas que aparecem e desaparecem, mas a infecção permanece no organismo. “A prevenção, a testagem e o tratamento são as melhores ferramentas contra a infecção. A falta de tratamento pode resultar em sérias complicações, podendo levar à morte”, finaliza a médica.

Sífilis em Santa Catarina

Dados Sistema de Informação de Agravos de Notificação mostram que entre os anos de 2019 e 2020 o número de notificações de sífilis adquirida teve uma leve redução, de 10.946 casos em 2019 para 8.802 em 2020. Nas gestantes, também houve uma leve queda, de 2.133 casos em 2019 para 2.075 em 2020, bem como os dados de sífilis congênita, em menores de 1 ano, que teve uma queda de 550 casos em 2019 para 502 em 2020.

A gerente de IST da Dive, a médica infectologista Regina Valim, acredita que essa queda possa ter relação tanto com a pandemia, que fez com que menos pessoas procurassem os serviços de saúde para realizar consultas, exames e testes, mas também com o esforço conjunto do estado, regionais e municípios no monitoramento e conscientização da população sobre a infecção, evitando que mais pessoas adoeçam.

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No próximo sábado, 16, será realizado em Santa Catarina o Dia D de mobilização estadual da Campanha de Multivacinação. Neste dia, todos os municípios estarão engajados em um grande mutirão para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. A recomendação do Estado é que todas as cidades ofereçam pontos de vacinação durante todo o dia, das 8h às 17h, para que pais e responsáveis possam levar os filhos.

A gerente da divisão de imunização da Dive, Arieli Schiessl Fialho, pede que pais e responsáveis que tenham dificuldades de levar os filhos nos postos durante a semana aproveitem essa data. “O Dia D é um sábado em que os postos de vacinação dos municípios ficam abertos, excepcionalmente, o dia todo para a ação. A gente sabe que muitos pais não conseguem levar os filhos durante a semana. Então, o dia D é a oportunidade que eles têm para atualizar a caderneta dos filhos, finaliza a gerente.

A Campanha de Multivacinação vai até o dia 29 de outubro. É importante que pais e responsáveis fiquem atentos às datas e aproveitem a oportunidade para ir até um posto de vacinação, com a caderneta em mãos para verificar a situação vacinal dos seus filhos. Nos postos são oferecidas 18 vacinas que protegem contra mais de 20 doenças.

20 mil crianças e adolescentes já tiveram a caderneta de vacinação atualizada

Em uma semana de Campanha, Santa Catarina contabilizou a atualização da caderneta de 20.170 crianças e adolescentes com as mais diversas vacinas que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação de crianças e adolescentes até 14 anos. O levantamento foi realizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) em conjunto com os municípios catarinenses e evidencia o número de crianças e jovens que estavam com a caderneta desatualizada.

“Não podemos deixar crianças e adolescentes sem a vacinação. Falta de vacina é sinônimo de falta de proteção, o que abre portas para doenças. Nosso estado sempre foi um dos que mais se destacaram positivamente na cobertura vacinal e, por esse motivo, conseguimos conter e evitar surtos de diversas doenças, mas com as quedas nas coberturas que temos notado ao longo dos anos, essa situação pode se modificar e podemos voltar a registrar casos de doenças que já não ocorriam mais em nosso território”, explica a chefe da divisão de imunização da Dive, Chaiane Natividade de Souza Gonçalves.

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Durante todo o mês de outubro diversas unidades hospitalares do estado estão desenvolvendo ações para a promoção e o cuidado com a saúde da mulher. Integrados a campanha “Toque, prevenção, cuidado e amor”, desenvolvida pelo Governo de Santa Catarina através da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O diagnóstico precoce e o rastreamento dos possíveis casos de câncer de mama e colo de útero fazem parte das ações da Atenção Primária em Saúde e o Governo do Estado, por meio de suas unidades, vem unir esforços para a detecção e encaminhamento dos casos.

Dentre as ações em andamento está a parceria entre o Hospital Regional de São José (HRSJ) e a Sociedade Catarinense de Mastologia, no Movimento Rosa. Durante seis meses, de 1º de outubro de 2021 a 31 de março 2022, serão realizada biópsias em mulheres que venham a ser encaminhas pelas Unidades Básicas de Saúde. Estão previstos cerca de 100 procedimentos, o que possibilitará o termino da fila por biopsia na Grande Florianópolis. 

Também está previsto para o dia 28 de outubro a apresentação do Coral de Vozes de Santa Catarina, no estacionamento do HRSJ, o evento é aberto à comunidade em geral.

Outra unidade que também disponibilizará exames de mama será a Maternidade Carmela Dutra. No dia 16 de outubro serão realizadas 22 mamografias. A Unidade também realizará, no dia 23 de outubro, em parceria com a Clínica Kozma, a Feira da Saúde. Serão oferecidos serviços gratuitos a população, entre eles a realização de exames clínicos de mama, com médica mastologista da SES e caso haja identificação de alterações a clínica oferecerá os exames de mamografia.

Na região da Serra, o Hospital e Maternidade Tereza Ramos promoverá, nos dias 24 e 25 de outubro o Final de Semana D da Mamografia. A previsão é que sejam realizados 80 exames, durante os dois dias. Além disso, buscando um momento de acolhimento para os pacientes em tratamento oncológico serão realizadas sessões de Musicoterapia na Central de Quimioterapia.

No norte do Estado, a Maternidade Dona Katarina Kuss fará nos dias 19 e 20 de outubro a realização de exame preventivo de câncer de colo de útero, o chamado Papanicolau além de exames clínicos de mama.

Na região Oeste, o Hospital Regional do Oeste, unidade filantrópica que possui contratualização com a SES, estão sendo ofertados durante todo mês, 30 exames adicionais, diários de mamografia.

A diretoria de Atenção Primária à Saúde, através do Núcleo de Atenção à Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, realizará, no dia 27, as 14h, a web oficina, “Como melhorar os indicadores de cobertura de exame citopatológico do colo de útero e mamografia?”, com as facilitadoras Clara Lacerda e Débora Rodrigues.

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O secretário André Motta Ribeiro - Foto: Divulgação/SES

Fortalecer a Atenção Primária à Saúde é uma das metas principais do programa Gente Catarina, lançado pelo Governo do Estado para melhorar a vida das pessoas nas regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). No âmbito da Saúde, esta quinta-feira, 7, foi um dia importante dentro das ações do programa. Com a presença do secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, uma videoconferência uniu gestores de cinco municípios da região da Serra Catarinense - Campo Belo do Sul, Urupema, São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Cerro Negro - no debate sobre a importância de melhorar as ações na área de atenção primária.

O secretário André Motta Ribeiro ouviu as necessidades e dificuldades apontadas pelos gestores e reforçou a parceria para as ações que promovam a melhoria nos índices de mortalidade infantil e morte precoce de adultos. Motta Ribeiro enalteceu a importância do programa Gente Catarina. “Esse é um projeto único de autoria do Governo do Estado, visando ao benefício de todos. Já disponibilizamos recursos e hoje estamos ouvindo os secretários de saúde destes cinco municípios, pois precisamos avançar. É preciso monitorar as fragilidades, notificar o que está acontecendo e investigar os problemas”, destacou.

“O Gente Catarina traz recursos, oferta, aponta os caminhos e diz onde o está o problema. Esse é um projeto para o benefício de todos, e por isso estamos debatendo quais as dificuldades dos municípios, para juntos ofertarmos melhor assistência para as pessoas”, completou o secretário. Na saúde, o principal objetivo é justamente o Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS). A reunião desta quinta, envolveu técnicos da SES e secretários de Saúde dos cinco municípios citados.

Ações da Saúde

A redução da mortalidade infantil e de mortes prematuras em pessoas entre 30 e 69 anos são os principais indicadores a serem monitorados. Além disso, também foi disponibilizado desde julho o Serviço Móvel de Transferência Inter-hospitalar para transferir pacientes graves entre hospitais; iniciada a primeira etapa da elaboração do georreferenciamento da APS; e iniciada a 2ª fase do Planifica SUS, que tem por objetivo fortalecer o papel da APS e a organização da Rede de Atenção no SUS.

 Ações importantes já são realizadas na região da Serra Catarinense. Desde agosto, a aprovação da Linha de Cuidado para Pessoas com Doenças Renais Crônicas (DRC), com repasse de incremento estadual para ampliar a oferta de atendimento ao paciente renal crônico, iniciando com o matriciamento na APS, tendo a Região Serrana ampliação nos atendimentos aos doentes crônicos, por meio da Clínica do Rim e Hipertensão e o Centro de Terapia Renal.

Os municípios também têm à disposição o Programa Estadual de Fomento e Especialização Profissional (FEPAPS), que disponibiliza médico da família e comunidade como preceptor do programa de residência médica, atuando com o médico em formação na APS do municípios. Campo Belo do Sul, Cerro Negro, São Joaquim e Urupema já assinaram a adesão.  

“O trabalho no serviço público só faz sentido se conseguirmos modificar a vida das pessoas e trazer mais qualidade de assistência. E é isso que precisamos fazer, construindo juntos uma nova realidade para os catarinenses, sobretudo os que vivem nas regiões de menor IDH ”, concluiu o secretário André Motta Ribeiro.

 Gente Catarina

O projeto consiste na ação coordenada das secretarias de Educação, Saúde, Segurança, Desenvolvimento Econômico Sustentável e Desenvolvimento Social, além da participação estratégica da Fapesc e do Gabinete do Governador. O objetivo é elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos 61 municípios que apresentam os menores indicadores. As ações são focadas nas áreas que mais impactam na qualidade de vida dos moradores, como geração de renda, evasão escolar, mortalidade infantil e morte precoce.

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"Toque, prevenção, cuidado e amor”, a campanha de conscientização do governo de Santa Catarina deste ano, desenvolvida pela da Secretaria de Estado da Saúde (SES), remete aos passos do cuidado na prevenção, diagnóstico precoce e rastreamento do câncer de mama. Neste ano, a campanha também traz informações sobre o câncer de colo de útero desenvolvido por meio do Papilomavírus Humano – HPV.

A realização do autoexame é uma das formas mais simples de realizar a detecção e a porta de entrada para o atendimento aos pacientes que venham a perceber alguma alteração é Atenção Primária, através dos postos de saúde. “É importante que, ao aparecimento dos primeiros sintomas, o paciente já busque o atendimento. Quanto antes o tratamento iniciar, maior as chances de cura”, afirma.

O câncer de mama ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil. Até o dia 24 de setembro, deste ano, 429 óbitos pela doença já tinham sido registrados no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), em Santa Catarina. No ano de 2020, foram 660 vítimas da doença no estado. 

Menos comum, mas que também deve fazer parte do cotidiano masculino, o câncer de mama também acomete os homens, sendo eles, responsáveis por 1% dos casos registrados no país. 

Câncer de colo de útero

Causa pelo Papilomavírus Humano – HPV, desde 2014 o Governo Federal disponibiliza a vacina tetravalente para meninas entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, que protegem contra os tipos mais prevalentes do vírus e são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Mesmo tendo recebido a vacina a indicação é que mulheres a partir dos 25 anos realizem o exame preventivo (Papanicolau). 

Ações pelo estado 

A Maternidade Dona Katarina Kaus, de Mafra, realizará entre os dias 19 e 23 diversas atividades voltadas às servidoras e as pacientes. Sendo que nos dias 19 e 20 serão realizadas coletas de preventivo de câncer de colo de útero e exames de mama. A Maternidade Darcy Vargas, de Joinvile, promoverá ações a partir do dia 4 de outubro, com gincanas, depoimentos de servidoras que venceram o câncer. No dia 20, às 19h30min, será realizada a live "Câncer de mama entre mitos e verdades" com Dr. Fernando Koenig.

A Maternidade Carmela Dutra, de Florianópolis, realizará no dia 7 de outubro, às 14h, uma live com a Dra. Liliane Raupp (mastologista) sobre prevenção e diagnóstico de câncer de mama e disponibilizará para os servidores exame de mama. A Diretoria de Atenção Primária à Saúde, por meio do Núcleo de Atenção à Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, realizará no dia 6, às 14h, a web palestra, a “Atenção Primária à Saúde e o aperfeiçoamento das ações de rastreamento do câncer de colo do útero e de mama”, Dr. Fidel Cesário - Médico de Família e Comunidade. O público-alvo são os Profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde. 

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Começa no dia 1º de outubro e vai até o dia 29 mais uma grande Campanha de Vacinação no estado: a de Multivacinação para atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente até 14 anos. O principal objetivo é resgatar crianças e adolescentes que, por algum motivo, não tomaram vacinas que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação. O Dia D de divulgação e mobilização estadual será em 16 de outubro, terceiro sábado do mês.

O diretor da Dive, João Augusto Brancher Fuck, ressalta que a adesão a essa Campanha é de extrema importância para que o Estado aumente as coberturas vacinais e reduza, cada vez mais, a incidência de doenças preveníveis com a vacinação. “Temos identificado que a procura pelas vacinas de rotina tem sofrido uma queda ao longo dos anos devido a fatores como fake news, falsa sensação de segurança causada pela diminuição das doenças imunopreveníveis, entre outros. No entanto, a pandemia fez com que essa procura diminuísse ainda mais. Isso nos preocupa porque baixas coberturas vacinais permitem que doenças já controladas ou erradicadas retornem ao nosso convívio”, avalia o diretor.


Arte/Dive

Outubro já é conhecido mundialmente como o mês marcado por ações relacionadas a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e, mais recentemente, do colo do útero. O objetivo da campanha é conscientizar as mulheres sobre as doenças e contribuir para a redução da mortalidade.

O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para o Brasil, foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama em 2021, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Em Santa Catarina, no ano passado 660 mulheres morreram vítimas do câncer de mama. Em 2021, até o dia 24 de setembro, 429 óbitos pela doença já tinham sido registrados no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).

Já com relação ao câncer de colo do útero, foram 205 vítimas da doença no ano passado e, neste ano, até o dia 24 de setembro, foram 143 registros.

Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Fatores de risco

Não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento da doença, como envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.

Prevenção

“Estima-se que por meio de uma boa alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama”, destaca Simone Meireles, enfermeira da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive). A amamentação também é considerada um fator protetor.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. “É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama”, destaca Simone.

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Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Vacinar anualmente cães e gatos é a melhor forma de prevenir a raiva, doença que pode acometer todas as espécies de mamíferos, inclusive seres humanos. Esse é o alerta da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive) para o Dia Mundial Contra a Raiva, lembrado nesta terça-feira, 28.

O vírus é transmitido pela saliva de animais infectados, geralmente através de mordidas e arranhões. Após o contato com a pele lesionada, o vírus entra no corpo e chega ao cérebro, causando inchaço ou inflamação. A raiva é uma doença altamente letal. “Por isso, é importante não se aproximar, tocar ou mexer em animais que você não conhece, ainda mais quando estiverem se alimentando ou dormindo. As pessoas não devem tocar, nem manusear os morcegos, por exemplo, que também podem transmitir a doença” alerta Alexandra Schlickmann Pereira, médica veterinária da Dive.

Em caso de incidentes com animais, como mordidas, é fundamental lavar o ferimento com água e sabão. “Depois é preciso procurar uma Unidade de Saúde o mais rápido possível. Os profissionais vão avaliar o ferimento e indicar o tratamento adequado”, explica Alexandra.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacina e soro antirrábico para tratamento da doença. A Dive reforça que em caso de acidente, o animal deve ficar em observação por 10 dias, isolado de outros animais e com água e comida disponíveis. Caso morra ou desapareça, é preciso comunicar à Unidade de Saúde.

Raiva em SC

As ações para a eliminação da raiva humana transmitida por cães nas Américas começaram em 1983, com o lançamento do Programa Regional de Eliminação da Raiva da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), coordenado pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária da Organização Pan-Americana da Saúde.

Desde então, a incidência da raiva humana transmitida por cães nas Américas diminuiu em quase 98%, de 300 casos notificados em 1983 a 6 casos em 2021. Quase todos os casos humanos atuais são originados principalmente por transmissão de animais silvestres, na maior parte morcegos hematófagos.

No Brasil, com a intensificação das ações de vigilância e controle da raiva canina e felina nos últimos 30 anos, houve significativa redução nas taxas de mortalidade por raiva humana, com o predomínio de casos em caráter esporádicos e acidentais.

No período de 2010 a 2021, foram registrados no país 39 casos de raiva humana. Desses casos, nove tiveram o cão como animal agressor, vinte por morcegos, quatro por primatas não humanos, quatro por felinos e em um deles não foi possível identificar o animal agressor.

Em Santa Catarina, a Dive confirmou em maio de 2019, um óbito de uma paciente de 58 anos, residente no município de Gravatal, por conta da doença. Ela foi mordida por um gato infectado.

Já os últimos casos de raiva em cães e gatos em SC foram registrados em 2006, nos municípios de Xanxerê (um cão e um gato), Itajaí (um cão), e 2016, em Jaborá (um cão).

Prevenção

Além de vacinar anualmente os animais domésticos é importante ter os seguintes cuidados:

  • Manter seu animal em observação quando ele agredir uma pessoa;
  • Vacinar anualmente seus animais contra a raiva;
  • Não deixar o animal solto na rua e usar coleira/guia no cão ao sair;
  • Notificar a existência de animais errantes nas vizinhanças de seu domicílio;
  • Informar o comportamento anormal de animais, sejam eles agressores ou não;
  • Informar a existência de morcegos de qualquer espécie em horários e locais não habituais (voando baixo, durante o dia, caídos).

Evite

  • Tocar em animais estranhos, feridos e doentes;
  • Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo;
  • Separar animais que estejam brigando;
  • Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto);
  • Criar animais silvestres ou tirá-los de seu habitat;
  • O contato com saliva de animais doentes, através de mordeduras, arranhões ou lambeduras.

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Foto: Paulo Gothe/Arquivo/SES

Santa Catarina vem registrando recuperação expressiva no número de doações de órgãos e tecidos, após um período de queda ocasionada pela pandemia. Os números atualizados nesta segunda-feira, 27, data em que se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos, mostram que a SC Transplantes voltou a apresentar desempenho semelhante ao período pré-pandemia.

Nós últimos dois meses, foram registradas até aqui 55 doações, sendo 26 em agosto e 30 em setembro. Se comparado com o mesmo período do ano passado, a SC Transplantes registrou 23 doações de órgãos em agosto e 19 no mês de setembro. No total, já foram registradas 193 doações em 2021.

“Retomamos nos últimos meses algumas atividades presenciais fundamentais, como os cursos para notificação de noticias críticas, mortes encefálicas e contatos com hospitais doadores. Esses números de agosto e setembro são muito positivos, ao avaliarmos o quadro registrado nos momentos mais críticos da pandemia”, destacou Joel de Andrade, coordenador da SC Transplantes, órgão vinculado à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação (SUR) da Secretaria de Estado da Saúde.

As doações de agosto e setembro resultaram em 48 rins disponibilizados para transplantes somente este mês, entre outros enxertos,como fígado e pâncreas. “É uma tendência que pode nos trazer de volta aos melhores resultados nacionais em doadores por milhão de habitantes. Nos últimos 16 anos, lideramos o ranking nacional de doadores em doze deles, e nos outros quatro ficamos como vice-líderes”, afirmou Joel. “Temos que agradecer muito aos coordenadores de transplante de Santa Catarina e generosidade das famílias doadoras, os protagonistas destes atos generosos que salvam muitas vidas”.

 

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Pela primeira vez este ano, a Matriz de Risco Potencial divulgada neste sábado, 25, pelo Governo de Santa Catarina, não apresenta regiões em risco gravíssimo (cor vermelha) para a Covid-19. Apenas a região Nordeste está em risco grave (cor laranja), 13 regiões apresentam risco alto (cor amarela) e três foram reclassificadas para o risco potencial moderado (cor azul).

A partir desta semana, a matriz apresenta uma nova região de saúde, a do Vale do Itapocu, que foi separada da Nordeste. Sua incorporação foi definida em reunião da Comissão Intergestores Bipartite. “Dessa forma, nós ganhamos mais uma região na matriz e os indicadores que eram relativos à região Nordeste se dividem mostrando um certo alívio, principalmente do indicador de UTI”, explica Bianca Vieira, diretora de Tecnologia da Informação e Governança Eletrônica (DITIG).

::: Confira a Matriz de Risco de 25/09/2021

Observa-se que o indicador de variação semanal, na dimensão de monitoramento, sofreu alteração devido às correções feitas pelo Ministério da Saúde. “Já esperávamos essa interferência devido ao aumento de casos confirmados, principalmente do ano de 2020 e começo de 2021, que ainda não haviam sido computados. Como houve esse acréscimo bastante intenso de dados, esses indicadores pioraram um pouco. Mas é uma correção técnica que não afeta a situação do estado e ela deve se estabilizar na próxima semana, não havendo mais interferência nesse indicador”, pondera Bianca.

As regiões em risco alto são Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Oeste, Planalto Norte e Xanxerê. As regiões do Meio Oeste, Serra Catarinense e Vale do Itapocu foram classificadas em risco potencial moderado.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. Portanto, ajustes são necessários frente a dados que possuem deslocamento temporal retroativo. Assim, devido aos artefatos nos dados obtidos de outras instituições que tiveram contagens recentemente corrigidas, foi realizado um ajuste de cenários. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

De forma geral, vê-se um quadro de melhora em todo o estado. “É uma expectativa bastante alta de que essa melhora continue nas próximas semanas, sempre reforçando que depende da população se vacinar com a primeira e a segunda dose, afinal a imunização só vem com a segunda dose ou com a dose única”, comenta a diretora da DITIG.

Segundo Bianca Vieira, esse é um cenário geral de Santa Catarina bastante animador frente a todas as situações já vividas durante a pandemia, mas alerta. “Não significa que não teremos mais uma onda. Pelo que observamos do cenário internacional, mesmo os locais vacinados tendem a ter mais uma onda de casos, mas não necessariamente de óbitos. É esperado que venhamos a observar um certo aumento de casos nos próximos meses, a partir de outubro. Porém deve-se ter atenção para se vai haver ou não aumento de óbitos, pois esse indicador no momento teria haver com a situação da vacinação no estado, a qual está bastante avançada”.

Matriz em novo formato

A matriz de risco para a Covid-19 desta quarta semana de setembro de 2021 começa a ser apresentada em um novo formato estético, em painéis. Construído pela equipe da DITIG, na sala de situação, a apresentação dos dados é mais dinâmica, seguindo as mesmas informações, cálculos e indicadores definidos na última alteração que houve em 31 de julho de 2021.

Foram elaborados sete painéis com as informações do Mapa de Risco para Covid-19 em Santa Catarina. O primeiro possui uma apresentação sobre o mapa e as dimensões; no segundo dois mapas, um da dimensão Gravidade e outra da Transmissibilidade; no terceiro, um mapa da dimensão Monitoramento e outro da Capacidade de Atenção; o quarto painel apresenta as classificações das dimensões e do mapa das 17 regiões; o quinta mostra as notas dos indicadores das regiões; o sexto, os dados brutos que foram parâmetros para as notas dos indicadores; e o sétimo painel com as explicações de como funciona o Mapa de Risco para a Covid-19 no estado.

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