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O Governo do Estado repassou mais R$ 32,3 milhões para pagamento de 135 emendas impositivas de 2019 voltadas à Saúde. A verba, encaminhada entre os dias 17 de junho e 3 de julho, atende diretamente 95 municípios em todas as regiões de Santa Catarina. Somando-se aos repasses realizados até o início de junho, o Governo já pagou mais de R$ 76 milhões em emendas impositivas destinados para a Saúde dos municípios catarinenses, em 2020. 

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Os recursos, que atendem a 40 deputados e ex-deputados estaduais, vão custear aquisição de medicamentos, insumos, pagar exames, cirurgias e consultas médicas, comprar veículos para transporte de passageiros, financiar reformas e construção de unidades de Saúde, entre outros. 

Além das prefeituras municipais, o dinheiro também será aplicado em associações hospitalares, fundações e hospitais de pequeno, médio e grande porte no Estado. O Hospital e Maternidade, de Jaraguá do Sul, o Hospital Frei Rogério, de Anita Garibaldi, a Associação Hospitalar, de Pomerode, e a Associação Redeh de Beneficência Cristã, de Taió, estão entre os que receberam os repasses.

Parlamentares

Emendas impositivas são o instrumento pelo qual os deputados estaduais podem apresentar emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA), destinando recursos do Governo do Estado para determinadas obras, projetos ou instituições. Elas devem somar até 1% da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa (Alesc).

As emendas impositivas pagas são dos deputados estaduais Ada Faraco De Luca, Vicente Caropreso, Ismael dos Santos, João Amin, José Milton Scheffer, Kennedy Nunes, Luciane Carminatti, Luiz Fernando Vampiro, Marcos Vieira, Maurício Eskudlark, Mauro de Nadal, Milton Hobus, Moacir Sopelsa, Neodi Saretta, Padre Pedro Baldissera, Rodrigo Minotto, Romildo Titon, e Valdir Cobalchini, além dos ex-deputados Antônio Aguiar, Ana Paula Lima, Carlos Chiodini, César Valduga, Cleiton Salvaro, Darci de Matos, Dirce Heiderscheidt, Dirceu Dresch, Fernando Coruja, Gabriel Sell Ribeiro, Gelson Merísio, Jean Kuhlmann, Leonel Pavan, Manoel Mota, Mário Marcondes, Narcizo Parisotto, Natalino Nazare, Patrício Destro, Ricardo Guidi, Silvio Dreveck, Serafim Venzon e Valmir Francisco Comin.

Confira os repasses por região:

Grande Florianópolis - R$ 1.189.999,20

Os municípios beneficiados na Grande Florianópolis são Tijucas, São Pedro de Alcântara, Antônio Carlos, Florianópolis e São José. Os recursos são para aquisição de medicamentos, computadores, exames, pagar consultas médicas e comprar veículos para transporte.

As seis emendas impositivas atendem aos deputados Ada Faraco de Luca, Ismael dos Santos, e aos ex-deputados, Dirce Heiderscheidt, Gelson Merísio e Silvio Dreveck.

Meio Oeste - R$ 4.791.000,00

Os municípios beneficiados no Meio-Oeste de Santa Catarina são Rio das Antas, Lebon Régis, Caçador, Fraiburgo, Água Doce, Arroio Trinta, Videira, Capinzal, Calmon, Campos Novos, Herval D´Oeste. 

Os recursos são para aquisição de material e insumos, compras de veículos para transporte de pessoas, micro ônibus  e ambulâncias, pagamentos de consultas médicas, exames e cirurgias, além de reforma de posto de saúde.

As 14 emendas impositivas atendem aos deputados Valdir Cobalchini, Romildo Titon, José Milton Scheffer, Luciane Carminatti, e aos ex-deputados, Gabriel Sell Ribeiro, Dirceu Dresch, Narcizo Parisotto e Natalino Lazare.

Norte - R$ 5.349.420,00

Os municípios beneficiados na região Norte do Estado são Bela Vista do Toldo, Papanduva, Itapoá, Porto União, Jaraguá do Sul, Massaranduba, Monte Castelo, Corupá, Garuva, Três Barras, Barra Velha, Joinville, Araquari, Irineópolis.

Os recursos são para pagar exames laboratoriais, radiológicos e de imagem, consultas médicas, medicamentos e insumos, compra de veículos para transporte e ambulâncias. O Hospital e Maternidade de Jaraguá, a Associação Hospitalar de São José, e a Associação Redeh de Beneficência Cristã de Taió foram alguns dos beneficiados

As 24 emendas impositivas atendem aos deputados Rodrigo Miotto, Ada Faraco de Luca, Vicente Caropreso, Moacir Sopelsa, e aos ex-deputados, Antônio Aguiar, Carlos Chiodini, Dirceu Dresch, Jean Kuhlmann, Maurício Eskudlark, Narcizo Parisotto, Patrício Destro, Darci de Matos e Silvio Dreveck.

Oeste - R$ 9.228.100,00

Na região Oeste, os municípios beneficiados são Ipira, Flor do Sertão, São Domingos, Lindóia do Sul, Abelardo Luz, Arabutã, Alta Bela Vista, Ipumirim, Ponte Serrada, Saudades, Xanxerê, Mondaí, Caibi, Bandeirante, Concórdia, Guarujá do Sul, Tigrinhos, Caxambu do Sul, São José do Cedro, Guaraciaba, Iporã do Oeste, São Domingos, Romelândia, São Miguel do Oeste, São Domingos, Maravilha, Campo Erê, Seara, Modelo, Bom Jesus, Itapiranga e Piratuba. 

Os recursos são para compra de medicamentos, insumos, equipamentos e materiais permanentes, ambulâncias, veículos para transporte de pacientes, aquisição de material hospitalar, serviços médicos e exames, entre outros. O dinheiro também vai beneficiar a Fundação Médico Assistência do Trabalhador Rural, de Caxambu do Sul.

As 42 emendas impositivas atendem aos deputados Padre Pedro Baldissera, Romildo Titon, Neodi Saretta, Luciane Carminatti, Moacir Sopelsa, Rodrigo Minotto, e aos ex-deputados Mauro de Nadal, Gabriel Sell Ribeiro, Maurício Eskudlark, Marcos Vieira, Dirceu Dresch, César Valduga, Gelson Merísio, Leonel Pavan, Mário Marcondes, Narcizo Parisotto, Patrício Destro, Valmir Francisco Comin e Serafim Venzon.

Sul - R$ 6.980.000,00

Os municípios beneficiados na região Sul são Balneário Gaivota, Ermo, Araranguá, Criciúma, Urussanga, Cocal do Sul, Maracajá, Siderópolis, Meleiro, Pescaria Brava, Passo de Torres e Imbituba. 

Os recursos serão para aquisição de exames e consultas, compra de material médico, odontológico, medicamentos e insumos, veículos e ambulâncias, além de custear reforma de quatro unidades de saúde e construção de uma Unidade Básica de Saúde, entre outros. O dinheiro também vai beneficiar São Judas Tadeu, de Meleiro, para compra de equipamentos e material permanente.

As 23 emendas atendem aos deputados Moacir Sopelsa, Rodrigo Minotto, Kenedy Nunes, João Amin, Luiz Fernando Vampiro, e aos ex-deputados Narcizo Parisotto, Cleiton Salvaro, José Milton Scheffer, Manoel Mota, Neodi Saretta, Ricardo Guidi e Valdir Francisco Comin.

Serra - R$ 1.996.421,00

Os municípios da Serra atendidos são Ouro, Rio Rufino, Correia Pinto, Otacílio Costa, Lages, Anita Garibaldi e Santa Cecília.

Os recursos irão custear medicamento e insumos, equipamentos, insumos, ambulância e veículos para transporte de pacientes. O dinheiro também será repassado para o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, de Lages, Hospital Frei Rogério, de Anita Garibaldi, e Hospital e Maternidade Santa Cecília.

As 10 emendas atendem aos deputados Milton Hobus, Romildo Titon, e aos ex-deputados Cleiton Salvaro, Dirce Heiderscheidt, e Fernando Coruja.

Vale do Itajaí - R$ 2.773.050,50

No Vale do Itajaí, os repasses foram para os municípios de Timbó, Balneário Piçarras, Rio dos Cedros, Indaial, Taió, Pomerode, Agrolândia, Lontras, Bombinhas, Gaspar, Guabiruba, Agronômica, Ascurra, e Camboriú.

Os recursos são para aquisição de equipamentos para centro cirúrgico, investimentos, aquisição de quatro academias ao ar livre, construção de piscina térmica, além de compra de micro ônibus e ambulâncias. O dinheiro também será repassado para o Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, e Associação Hospitalar, de Pomerode.

As 16 emendas atendem aos deputados Vicente Caropreso, Ismael dos Santos, Milton Hobus, João Amin, Maurício Eskudlark, e aos ex-deputados Jean Kuhlmann, Ana Paula Lima, Darci de Matos, Dirce Heiderscheidt e Serafim Venzon. 

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Márcia Callegaro
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Foto: Divulgação/ SAMU

Nesta terça-feira, 30, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atendeu 1257 chamadas nas oito macrorregiões do Estado de Santa Catarina, durante o ciclone que atingiu a região Sul. Destas chamadas, 503 atendimentos precisaram de Unidades de Suporte Avançado (USA) e Suporte Básico (USB).

Foi o caso de duas equipes da USB de Santo Amaro que se depararam com um acidente envolvendo um motociclista de 50 anos, perto da base do SAMU da região, no qual um poste caiu em cima da vítima. Os profissionais, Beatriz, Rosângela, Lucas, Jader e Alessandro, fizeram reanimação cardiopulmonar por aproximadamente 45 minutos – até conseguir reanimar o paciente. O Corpo de Bombeiros e a USA também estiveram no local.

“Atendemos o chamado por volta de 18h30min, quando ainda estávamos sem contato com a Central de Regulação, devido a problemas temporários na linha de comunicação. Chegamos ao local e os bombeiros já estavam fazendo a massagem cardíaca; assumimos, usamos o DEA e conseguimos estabilizar o paciente. A USA de Palhoça também chegou para auxiliar logo depois”, resumiu a Técnica em Enfermagem Beatriz Kloppel.

Também na terça-feira, a equipe da Unidade de Suporte Avançado de Florianópolis atendeu um homem de 44 anos que teve uma queda de 8 metros e teve traumatismo cranioencefálico grave, no bairro Estreito. “Atendemos a ocorrência em apoio ao Corpo de Bombeiros e à Unidade Básica que já estavam no local. Nós tivemos que intubar o paciente ali mesmo e ele respondeu bem a todas as medidas. Houve a proteção das vias áreas, a estabilização, e todo o protocolo foi executado com êxito. Nós tivemos a notícia que hoje, nesta quarta, ele já está bem e com possibilidade de alta nas próximas horas”, registrou o médico Guilherme Kumm Ávila.

Confira o número de atendimentos por macrorregião

- Grande Florianópolis: 117
- Norte/Nordeste: 134
- Vale do Itajaí: 45
- Foz do Rio Itajaí: 37
- Meio Oeste: 09
- Extremo Oeste: 40
- Sul: 88
- Serra: 33

Todas as linhas do 192 estão disponíveis para registro e regulação das chamadas dos casos mais graves.

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Andrey Lehnemann
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A 22ª Campanha de Vacinação contra a gripe chegou ao fim nesta terça-feira, 30, após mais de três meses de duração. Santa Catarina não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS) de vacinar, ao menos, 90% das pessoas que compõem os grupos prioritários. Da população total de 2.674.128 pessoas que deveriam ter tomado a dose, 74,65% se imunizaram.

Assim, as vacinas continuam disponíveis, prioritariamente, para a população dos grupos de risco, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. No entanto, pessoas que não fazem parte dos grupos e têm interesse em tomar a dose, também podem procurar uma unidade de saúde. A medida evita que haja desperdício de doses. A vacina fica disponível até que os estoques sejam encerrados. Santa Catarina recebeu um total de 2.706.200 doses para a campanha.

A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), Lia Quaresma Coimbra, atribui a baixa procura pela vacina, em grande parte, pela pandemia do coronavírus. ”A gente acredita que muitas pessoas ainda estão receosas em sair de casa, mesmo tomando todos os cuidados necessários e isso acabou refletindo na cobertura vacinal”, explica. Em anos anteriores, o estado obteve melhores resultados na Campanha de Vacinação contra a gripe. Em 2019, a cobertura ficou em 87,27%. Em 2018, em 92,03%.

A vacina contra a gripe protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado que são: influenza A (H1N1); influenza A (H3N2) e influenza B e não causa a gripe, pois é fabricada com vírus morto. Ela tem como objetivo evitar os casos graves, internações e óbitos pela doença. Além disso, neste momento, apesar de não oferecer imunidade contra o coronavírus, é uma importante ferramenta no diagnóstico da Covid-19, já que os sintomas das duas doenças são bem parecidos.

Confira como ficou a vacinação entre os grupos prioritários:

 

Grupo

População

Doses aplicadas

Cobertura Vacinal

Fase 1

Idosos com mais de 60 anos

670.028

841.668

125,62

Trabalhadores da saúde

134.793

144.617

107,29

Fase 2

Forças de segurança e salvamento

23.120

17.910

77,47

Pessoas com comorbidades

490.452

353.036

71,98

População privada de liberdade

16.400

16.544

100,88

Funcionários do sistema prisional

3.981

3.890

97,71

Caminhoneiros

145.893

32.885

22,54

Motoristas e cobradores do transporte coletivo

17.961

6.528

36,35

Trabalhadores portuários

4.277

3.202

74,87

Povos indígenas

11.459

10.698

93,36

Fase 3 (etapa 1)

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos

470.984

326.207

69,26

Pessoas com deficiência

221.726

5.575

2,51

Gestantes

71.524

44.240

61,85

Puérperas (até 45 dias após o parto)

11.752

8.146

69,32

Fase 3 (etapa 2)

Adultos de 55 a 59 anos

303.003

117.024

38,62

Professores de escolas públicas e privadas

76.775

64.120

83,52

TOTAL

 

2.674.128

1.996.290

74,65%

*Fonte: SIPNI/DATASUS/MS. Dados atualizados às 23h50 do dia 30 de junho de 2020.

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Imagens:Divulgação/ SAMU

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Santa Catarina registrou no período de pandemia um aumento de 66,41%, em comparativo ao ano passado, no número de ocorrências de Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE) no Estado. De março até maio, o SAMU atendeu 218 casos de OVACE, contra 131 chamadas atendidas no mesmo período em 2019. A situação ligou o alerta da Superintendência de Urgência e Emergência.

A partir desta semana, o SAMU coloca em suas redes cartilhas com informações sobre a prevenção do OVACE, a fim de auxiliar os catarinenses numa situação de emergência. De acordo com os profissionais, o aumento se deve em função da pandemia e das pessoas ficarem cada vez mais ansiosas, estressadas, além de influenciar no dia a dia com as crianças.

“O que estamos notando na prática é que as crianças estão ficando mais em casa, os pais estão fazendo múltiplas funções, e isso está influenciando no aumento dos engasgos. Por quê? Porque os adultos estão mais estressados e ansiosos, estão mastigando menos e comendo mais rápido, enquanto as crianças estão ficando mais desassistidas em casa. Os pais fazem dezenas de coisas ao mesmo tempo e as crianças acabam colocando brinquedos na boca ou, no caso dos bebês, mamando de forma irregular”, destaca a médica emergencista Juliana Machado Costa, que atende na Unidade de Suporte Avançado (USA) de Rio do Sul.

Juliana Costa conta que na semana passada foram atendidos dois casos em Rio do Sul que tinham muitas similaridades e merecem a atenção dos pais e demais responsáveis. “Os bebês mamavam, não ficavam no colo, iam pro berço, vomitavam e acabavam broncoaspirando”, explica a doutora que ressalta a importância de se intensificar cuidados, principalmente com as crianças.

Dentre as ações para acudir recém-nascidos, o SAMU destaca:
- verifique se é possível remover o objeto estranho liquido ou sólido das vias aéreas;
- se não for possível, e o bebê continuar engasgado, realize cinco tapotagens e cinco compressões torácicas, isso se estiver familiarizado com procedimentos de reanimação;
- se o recém-nascido está inconsciente, estimule a criança, cheque a respiração e faça o protocolo de RCP;
- acione o serviço de emergência 192;
- comprima o peito com os 2 dedos abaixo da linha mamilar, cerca de 4 cm de profundidade, por dois minutos contínuos;
- importante que a criança seja avaliada pelo médico para descobrir a causa de obstrução e oferecer oxigênio se necessário.



O que é OVACE?

O OVACE é caracterizado pela obstrução das vias aéreas por corpo estranho. Na prática, uma pessoa pode ter um corpo estranho, sólido ou líquido, nas vias aéreas superiores e inferiores, o que produz engasgo e asfixia.

O que fazer durante um OVACE?

O Núcleo de Educação em Urgência (NEU) da Superintendência de Urgência e Emergência da Secretaria da Saúde aponta algumas precauções que podem ajudar a diminuir os riscos e prevenir uma OVACE:
I) cortar os alimentos em pedaços pequenos;
II) mastigar e deglutir lentamente quando faz uso de próteses;
III) evitar rir e conversar durante o processo de mastigação e deglutição.

Igualmente, o NEU indicou passos que podem ser seguidos, ao se deparar com alguém com sintomas de OVACE:
- acalme a pessoa;
- incentive tosse vigorosa e efetiva;
- observe atentamente e constantemente a evolução do quadro e, intervenha, caso necessário.

Como reconhecer sinais de OVACE:

- a pessoa não consegue falar, tossir ou emitir qualquer som;
- apresenta dificuldade respiratória crescente e possível cianose;
- não consegue tossir (apresenta tosse silenciosa ou inefetiva);
- sinal de angústia (sinal universal de asfixia), leva as mãos ao pescoço.

A Secretaria de Estado da Saúde aconselha sempre a ligar para o 192.

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Faltando menos de uma semana para o fim da 22ª Campanha de Vacinação contra a gripe, a cobertura vacinal em Santa Catarina está em 74%. A meta é imunizar o mínimo de 90% do público-alvo, porém, do total de 2.674.128 pessoas dos grupos prioritários, somente 1.979.957 tomaram a dose. A campanha termina na próxima terça-feira, dia 30 de junho.

A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), da Secretaria de Saúde de Santa Catarina (SES), Lia Quaresma Coimbra, ressalta que esses números causam preocupação, sobretudo, pela chegada do inverno. “Por enquanto, as temperaturas ainda estão altas, mas o frio deve chegar em breve e as baixas temperaturas fazem com que as pessoas fiquem mais em ambientes fechados, facilitando a disseminação do vírus influenza. É importante que o estado alcance a meta de vacinação para evitar casos graves, possíveis internações e mortes por gripe”, explica a gerente.

Importante lembrar que a vacina contra a gripe não imuniza contra o coronavírus, mas é uma importante ferramenta em tempos de pandemia. Isso porque facilita o diagnóstico da Covid-19, já que os sintomas das duas doenças são bem parecidos. A vacina contra a gripe protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado que são: influenza A (H1N1); influenza A (H3N2) e influenza B, e não causa a gripe, pois é fabricada com vírus morto.

Dentre os 16 grupos prioritários da campanha, alcançaram a meta de vacinação somente os grupos: dos idosos (125%), dos trabalhadores da saúde (105%), da população privada de liberdade (96%) e dos funcionários do sistema prisional (98%). Todos os demais ainda estão abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS).

Confira abaixo a vacinação, até o momento, em todos os grupos prioritários:

 

Grupo

População

Doses aplicadas

Cobertura Vacinal

Fase 1

Idosos com mais de 60 anos

670.028

838.285

125,11%

Trabalhadores da saúde

134.793

142.759

105,91%

Fase 2

Forças de segurança e salvamento

23.120

17.566

75,98%

Pessoas com comorbidades

490.452

345.093

70,36%

População privada de liberdade

16.400

15.759

96,09%

Funcionários do sistema prisional

3.981

3.926

98,62%

Caminhoneiros

145.893

32.163

22,05%

Motoristas e cobradores do transporte coletivo

17.961

6.345

35,33%

Trabalhadores portuários

4.277

3.161

73,91%

Povos indígenas

11.459

10.039

87,61%

Fase 3 (etapa 1)

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos

470.984

286.919

60,92%

Pessoas com deficiência

221.726

5.403

2,44%

Gestantes

71.524

41.537

58,07%

Puérperas (até 45 dias após o parto)

11.752

7.764

66,07%

Fase 3 (etapa 2)

Adultos de 55 a 59 anos

303.003

161.408

53,27%

Professores de escolas públicas e privadas

76.775

61.830

80,53%

TOTAL

 

2.674.128

1.979.957

74,04%

*Fonte: SIPNI/DATASUS/MS. Dados atualizados às 11h do dia 24 de junho de 2020.

Doses recebidas

Desde o início da Campanha de Vacinação, Santa Catarina já recebeu 2.706.200 doses, o que equivale a 101% do total de vacinas necessárias para imunizar toda a população dos grupos prioritários.

Histórico de recebimento de doses
1ª remessa (16/03): 307.600
2ª remessa (23/03): 156.000
3ª remessa (26/03): 228.000
4ª remessa (02/04): 173.600
5ª remessa (08/04): 164.000
6ª remessa (14/04): 140.000
7ª remessa (16/04): 148.000
8ª e 9ª remessas (20/04): 304.000
10ª remessa (30/04): 152.800
11ª e 12ª remessas (04/05): 432.200
13ª remessa (12/05): 300.000
14ª remessa (02/06): 200.000

Total de doses: 2.706.200 doses

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Uma equipe do Batalhão de Operações Aéreas, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU), realizou na tarde deste domingo, 21, o transporte aéreo de um bebê de 7 meses com atrofia muscular espinhal (AME), a qual necessita da medicação Spinraza, o que será feito no Hospital Joana de Gusmão em Florianópolis.

A paciente e a mãe foram transportadas de Xanxerê até a Capital. A aeronave modelo Carajá, do Governo do Estado, levou cerca de uma hora para fazer o trajeto de 387 quilômetros.

Trabalho integrado no atendimento

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina trabalhou em parceria com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e a Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde. Para esta ocorrência a equipe de saúde da aeronave Arcanjo-04, com médico, enfermeiro e um bombeiro militar, se deslocaram para Xanxerê, acompanhada de um familiar, para levar o bebê em segurança.

Essa aeronave permite oferece condições de levar o acompanhante até o destino, uma vez que é um bebê, sendo menor de idade, e necessita da presença de um responsável.

Tempo é aliado no tratamento

O transporte aeromédico garante rapidez, segurança e conforto para o procedimento. No caso da AME, estudos apontam a eficácia do medicamento na interrupção da evolução da doença para casos mais graves, quadro comum nesta patologia. Por isso, a urgência no tratamento.

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Na tarde desta sexta-feira, 19, uma equipe do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU), realizou o transporte aéreo de uma menina de 10 anos, para tratamento de infecção após transplante renal.

Por apresentar infecção urinária, que está associada ao órgão transplantado, a criança necessita de tratamento com a equipe médica que realizou o transplante, visto que a doença é complexa e potencialmente grave.

A paciente e a mãe foram transportadas de Lontras até Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A aeronave modelo Carajá, do governo estadual, levou cerca de uma hora para fazer o trajeto de 353 quilômetros.

Trabalho integrado no atendimento

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) trabalha em parceria com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Para esta ocorrência a equipe de saúde da aeronave Arcanjo-04, com médico e enfermeiro, além de um tenente bombeiro militar, embarcou na cidade de Joinville para levar a paciente em segurança.

Trata-se de uma importante ação do Governo do Estado, já que o transporte aeromédico garante rapidez, segurança e conforto para o procedimento, já que o tempo conta bastante para o sucesso de cura do paciente.

Além disso, essa aeronave permite ainda condições de levar o acompanhante até o destino, uma vez que é um menor de idade e necessita da presença de um responsável.

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Melina Cauduro
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Foto: Arquivo/ SES

O Hospital Dr. Homero de Miranda Gomes (HRSJ), em São José, conseguiu realizar 85 cirurgias ortopédicas nos últimos 14 dias, com a criação de uma força-tarefa. A ação faz parte de um mutirão realizado na unidade, para atender aos pacientes que dão entrada pelo setor de emergência.

Apenas nesta sexta-feira, 19, foram realizadas 11 cirurgias, somando 96 procedimentos. Para suprir a demanda, a equipe de Ortopedia do HRSJ vem realizando procedimentos em forma de mutirão até nos finais de semana. O complexo hospitalar de São José conta com a maior emergência pública do estado de Santa Catarina, atendendo pacientes de várias regiões. Por se tratar de uma unidade localizada às margens da BR 101, também recebe muitas vítimas de acidente de trânsito.

O diretor Marcelo Borges explica que, pelo fato do Hospital Florianópolis ser vocacionado para atendimento a pacientes Covid-19, todo o fluxo da ortopedia foi direcionado ao HRSJ. “Criamos esse sistema de mutirão para atendimento desses pacientes e também acionamos os hospitais de retaguarda para o suporte ao Regional, como forma de dar vazão a todas as demandas”, explica Borges.

Marcelo destacou o comprometimento de todos os profissionais da área ortopédica e do setor de emergência na realização dos mutirões. Também informou que novas cirurgias estão programadas para este final de semana. “O objetivo é atender e dar totais condições e assistência aos pacientes que procuram o Regional. Com o engajamento da nossa equipe estamos aumentando ainda mais nosso volume cirúrgico no hospital”, conclui.

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Dinheiro irá custear cirurgias, exames, compras de remédios entre outros - Imagem: Reprodução / Arquivo / Secom

O Governo do Estado repassou até a primeira semana de junho de 2020, cerca de R$ 43,8 milhões para pagamento de 228 emendas impositivas de 2019 voltadas à Saúde. A verba irá atender diretamente 140 municípios de todas as regiões de Santa Catarina. 

Os recursos, que atendem a 39 deputados e ex-deputados estaduais, são destinados para aquisição de materiais e equipamentos médicos, pagamento de exames, cirurgias e hospitais, compra de veículos para transportar pacientes, ambulâncias, reformas de unidades de saúde, entre outros. 

“Esta é mais uma ação que vai ajudar o Estado no enfrentamento à crise provocada pela Covid-19. Em meio a uma situação econômica tão complicada, agravada pela pandemia, é uma grande conquista para o Governo cumprir esses pagamentos”, ressaltou o chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior.

Hospitais também receberam recursos

Além das prefeituras municipais, o dinheiro também será aplicado em associações hospitalares, fundações e hospitais de pequeno, médio e grande porte no Estado. Os hospitais São Paulo, em Xanxerê; da Criança, em Chapecó; São Donato, de Içara; Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí; e Associação Hospitalar São José, de Jaraguá do Sul, foram alguns dos beneficiados.

A Central de Atendimento aos Municípios (CAM), da Casa Civil do Governo do Estado de Santa Catarina, acompanha o processo dos pagamentos das emendas impositivas e tem atuado lado a lado com os municípios através de 21 Núcleos de Gestão de Convênios (NGCs), desde a extinção das Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) após a Reforma Administrativa em 2019.

Parlamentares

As emendas impositivas são o instrumento pelo qual os deputados estaduais podem apresentar emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA), destinando recursos do Governo do Estado para determinadas obras, projetos ou instituições. Elas devem somar até 1% da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa (Alesc).

As 228 emendas impositivas pagas são dos deputados estaduais Ada Faraco De Luca, Vicente Caropreso, Ismael dos Santos, João Amin, José Milton Scheffer, Kennedy Nunes, Luciane Carminatti, Luiz Fernando Vampiro, Marcos Vieira, Maurício Eskudlark, Mauro de Nadal, Milton Hobus, Moacir Sopelsa, Neodi Saretta, Padre Pedro Baldissera, Rodrigo Minotto, Romildo Titon, Serafim Venzon e Valdir Cobalchini, além dos ex-deputados Antônio Aguiar, Ana Paula Lima, Carlos Chiodini, César Valduga, Darci de Matos, Dirce Heiderscheidt, Dirceu Dresch, Fernando Coruja, Gabriel Sell Ribeiro, Gelson Merísio, Jean Kuhlmann, Leonel Pavan, Manoel Motta, Mário Marcondes, Narcizo Parisotto, Natalino Nazare, Patrício Destro, Ricardo Guidi, Silvio Dreveck e Valmir Francisco Comin.

Municípios beneficiados

O repasse do pagamento das emendas impositivas voltadas para a área da Saúde beneficia 140 prefeituras, além de fundações e unidades hospitalares, de todo Estado. Confira os valores e as cidades por região:

Barra Velha, Bela Vista do Toldo, Canoinhas, Corupá, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Major Vieira, Massaranduba, Monte Castelo, Papanduva, Porto União, Rio Negrinho, São Francisco do Sul, Schroeder, Três Barras, Campo Alegre e São Bento do Sul.

Jacinto Machado, São Martinho, Criciúma, Içara, Siderópolis, São João do Sul, Imaruí, Araranguá, Tubarão, Balneário Arroio do Silva, Cocal do Sul, Braço do Norte, Sombrio, Armazém, Morro da Fumaça, Gravatal, Praia Grande, Santa Rosa de Lima, Turvo, Timbé do Sul e Grão Pará.

Águas de Chapecó, Guatambu, Santa Terezinha do Progresso, Anchieta, Xanxerê, Santa Helena, Descanso, Águas Frias, Flor do Sertão, Riqueza, Barra Bonita, Belmonte, Lajeado Grande, Vargeão, Tunápolis, Cunha Porã, Chapecó, São Carlos, Galvão, Palmitos, São João do Oeste, Bom Jesus do Oeste, São Miguel da Boa Vista, Irani, Modelo, Entre Rios, Dionísio Cerqueira, São José do Cedro, Caxambu do Sul, Iraceminha, Maravilha, São Lourenço do Oeste, Jupiá, Presidente Castelo Branco, Arvoredo, Ipira, Xavantina, Praial, Ipumirim, Ipuaçu, Piratuba, Formosa do Sul, São Domingos, Paraíso, Romelândia, Ponte Serrada e São Bernardino.

Fraiburgo, Celso Ramos, Matos Costa, Tangará, Treze Tílias, Arroio Trinta, Brunópolis, Catanduvas, Monte Carlo, Lacerdópolis, Campos Novos, Joaçaba, Zortéa e Salto Veloso.

Apiúna, Balneário Piçarras, Rio do Sul, Taió, Botuverá, Itapema, Benedito Novo, Witmarsum, Balneário Camboriú, Brusque, Rio dos Cedros, Navegantes, Indaial, Vidal Ramos, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Rio do Campo, Salete, Trombudo Central, Petrolândia, José Boiteux, Porto Belo e Laurentino.

Bocaina do Sul, Lages, Urubici, Bom Retiro, Correia Pinto, Curitibanos e Frei Rogério.

Águas Mornas, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, Biguaçu, São João Batista, Palhoça, Antônio Carlos, Garopaba, Nova Trento e Paulo Lopes.

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Foto: Rodrigo Nunes / Ministério da Saúde

Santa Catarina enfrenta desafios no combate à dengue neste ano. O estado contabiliza 9.200 casos confirmados da doença em 2020, número é mais do que o dobro do que foi registrado em todo o ano de 2016, também marcado por epidemia e com o registro de 4.379 casos. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde reforça as medidas de prevenção para evitar a disseminação da doença.  

A pasta monitora diariamente a situação da dengue no estado, além de acompanhar e auxiliar tecnicamente os municípios nas ações a serem realizadas. “A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), em conjunto com as equipes regionais, tem apoiado os municípios tanto de forma presencial como remota, avaliando o cenário de cada município e pensando em ações estratégicas para cada realidade”, explica João Fuck, gerente de zoonoses da SES.

O gerente destaca algumas ações, como a videoconferência realizada com o COSEMS aos municípios em epidemia no dia 8 de junho e as aplicações de inseticida nos locais com transmissão da doença.

De acordo com o último boletim divulgado pela DIVE/SC, foram notificados 16.972 casos de dengue no estado. “É um número alto, que mostra que uma grande quantidade de pessoas procurou atendimento de saúde com suspeita da doença. Desses casos, alguns foram descartados, outros foram inconclusivos, 9.200 confirmados e 2.553 continuam em investigação pelos municípios”, destaca João Fuck.

A maioria dos casos confirmados é autóctone (8.783). O município de Joinville concentra 80,1% do total desses casos do estado (7.034). “Ao todo, são 10 municípios em situação de epidemia em SC. Outro problema deste ano é a circulação simultânea de três sorotipos da doença: DENV1, DENV2 e DENV4, o que significa que quem já pegou dengue uma vez, pode pegar de novo, por outro sorotipo”, alerta o gerente de Zoonones.

Além disso, 64 casos confirmados (62 em Joinville, um em Florianópolis e um em Itajaí) apresentaram sinais alarmantes (dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura). Entretanto, todos evoluíram para cura.

Dengue em SC

Santa Catarina teve epidemia de dengue em 2015, 2016, 2019 e 2020. Abaixo, os casos confirmados em cada ano:

Ano epidêmico

Casos confirmados

2015

3.619

2016

4.379

2019

1.911

2020 (até 13/06/2020)

9.200

Municípios em situação de epidemia

A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

Município

Taxa de incidência

Formosa do Sul

1.553,8 casos por 100 mil/hab.

Joinville

1.191,3 casos por 100 mil/hab.

São Carlos

992,8 casos por 100 mil/hab.

Coronel Freitas

841,6 casos por 100 mil/hab.

Bombinhas

617,1 casos por 100 mil/hab.

Tijucas

526 casos por 100 mil/hab.

Maravilha

433 casos por 100 mil/hab.

Caibi

390,4 casos por 100 mil/hab.

Águas de Chapecó

370 casos por 100 mil/hab.

São Miguel do Oeste

336,7 casos por 100 mil/hab.

Dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em metade dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Todos os quatro sorotipos do vírus da dengue circulantes no mundo (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico.

Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, em uma cidade com a presença do Aedes aegypti ou com a transmissão da dengue e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico e tratamento adequados.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • Caso apresente sintomas, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

 

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