Foto: Aires Mariga / Epagri

O 13º Boletim Hidrometeorológico do Estado divulgado nesta última quarta-feira, 18, pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), apontou intenso agravamento da situação de estiagem em Santa Catarina, em especial entre a região do Oeste e Planalto Sul do Estado, onde ocorreram baixos volumes de precipitação em comparação com a média histórica.

Na análise da situação do abastecimento público, dos 295 municípios catarinenses, 143 permanecem em condição de normalidade; 83 em estado de atenção; 28 em alerta; e 25 em estado crítico frente a estiagem, ou seja, são 15 municípios a mais em relação ao boletim anterior.

Este resultado representou considerável piora em comparação com o observado no boletim anterior, especialmente na avaliação das cidades em situação crítica, que passou de 10 para 25 cidades nesta condição ao longo da última quinzena.

“A estiagem volta a se agravar no Estado. O governo segue trabalhando nas ações necessárias de mobilizações e medidas de mitigação no sentido de reduzir os impactos da estiagem. Pedimos o uso racional e consciente por parte dos usuários de recursos hídricos e da população de modo geral, com especial atenção até que sejam atualizadas as informações novamente”, destaca o Diretor de Recursos Hídricos e Saneamento da SEMA, Leonardo Ferreira.

Avaliação Índice Integrado de Secas

Como novidade neste boletim, agregou-se a avaliação do índice integrado de seca (ISS), que identifica as áreas e as classifica por intensidade: seca fraca (S0) até seca excepcional (S4), indicando como a seca e o déficit de umidade têm impactos sociais, ambientais ou econômicos ao longo do tempo. Esta análise apontou 56 municípios em seca grave, 72 em extrema e, ainda, 11 cidades em condição excepcional.

O índice Integrado de Secas também apontou que os baixos volumes de chuva no mês de outubro, caracterizado climatologicamente como um mês de elevados volumes de precipitação para Santa Catarina, resultaram no avanço de seca grave para quase todo o estado, com impactos de curto e longo prazo.

“Nós continuaremos monitorando a situação nos municípios e acompanhando as medidas previstas nos planos de ações emergenciais das concessionárias. Com a temporada de verão se aproximando a preocupação aumenta ainda mais em função dos mananciais não estarem recarregados para atender esse incremento populacional que vai chegar”, observa a Gerente de Saneamento Básico da Aresc, Luiza Burgardt.

Tendência de poucas chuvas

Quanto à previsão do tempo, a expectativa para a próxima semana é de poucas chuvas, com volume superior na região centro-leste. Na semana seguinte espera-se chuva um pouco melhor distribuída e com volumes mais significativos. Contudo, essa chuva ainda não será suficiente para reverter a situação de deficit hídrico já estabelecido em todo o território.

No entanto, tendo em vista a condição hidrológica dos cursos d’água permanecendo com déficit hídrico, é possível indicar a permanência da estiagem prolongada no Estado de Santa Catarina. Em virtude da ausência de uma maior distribuição e volume de chuvas, tende a aumentar o número de municípios em estado de atenção, alerta e crítico.

O estudo de monitoramento, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) em parceria com a Defesa Civil de Santa Catarina, Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC) e outras agências reguladoras do Estado, tem o objetivo de monitorar e divulgar a situação hídrica catarinense.

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Aguardada há anos, a obra de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) Saco Grande/João Paulo, em Florianópolis, iniciou suas primeiras atividades. Entre as ações iniciais foram coletadas amostras de água e de sedimentos no manguezal do Saco Grande e nos rios Pau do Barco e Vadik, no bairro Monte Verde.

A análise da água dos mananciais, parte do Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas e Sedimentos da região, será realizada de três em três meses durante a implantação do sistema de esgoto pela Casan.

A coleta é um dos requisitos da licença ambiental concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Retiradas em 10 pontos, as amostras serão submetidas a análises físico-químicas e biológicas, para serem comparadas ao longo da obra.

Área de conservação

Atualmente, os Rios Pau do Barco e Vadik recebem contribuição irregular de esgoto de imóveis da região, sem tratamento algum. Com a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e da rede coletora, os técnicos estimam a melhora na qualidade da água dos rios, com reflexos na saúde e na qualidade de vida dos moradores da região. 

A descontaminação dos rios também é de grande importância ecológica, pois ambos deságuam no manguezal do Saco Grande, área pertencente à Estação Ecológica Carijós, unidade de conservação de proteção integral, rica em biodiversidade.

A ESEC Carijós serve de refúgio e reprodução para mais de 500 espécies de animais, entre elas o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), ameaçado de extinção. Autorizada pelo ICMbio, autarquia do Ministério do Meio Ambiente gestora e fiscalizadora das unidades de conservação, a coleta foi realizada em parceria com a associação de pescadores artesanais da praia do João Paulo e Saco Grande.

A obra

O SES Saco Grande/João Paulo prevê a implantação de 57 mil metros de redes coletoras nos bairros Saco Grande, João Paulo e Monte Verde, além de uma Estação de Tratamento de Esgotos com capacidade de depurar 85 litros/segundo em nível terciário.

O novo sistema também permitirá que entrem em operação 12.862 metros de redes de coleta e 811 ligações domiciliares implantadas na década passada na região de Cacupé, Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa. No valor de R$ 103,7 milhões, a obra da Casan que será executada pela construtora Itajuí está sendo financiada pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

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É cada vez maior o número de moradores de Santa Catarina que conversam com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento através do Aplicativo CASAN SC. Na última quinta-feira, 22, o dispositivo alcançou a marca de 40 mil usuários.

Gratuito e disponível nos sistemas Android (Google Play) e IOS (App Store), o aplicativo encurta a distância entre a empresa e a população, servindo como um canal direto de comunicação, facilitando o acesso do público aos serviços prestados pela Companhia e o exercício de cidadania.

Confira algumas funcionalidades

- Visualizar de forma interativa as informações da unidade consumidora, como as faturas pendentes, o histórico de faturas e o volume de água fornecido (com gráficos comparativos)

- Baixar documentos em PDF, como a 2ª Via de faturas (comprovante de residência), a certidão de quitação de débitos do ano anterior e a certidão negativa de débitos.

- Visualizar no mapa todas as agências da CASAN e encontrar a mais próxima com base no posicionamento do usuário

- Reportar problemas como vazamentos e falta de água no imóvel ou na rua, podendo ser inseridas fotos e, quando necessário, a geolocalização da ocorrência

- Receber notificações personalizadas (mesmo com o Aplicativo fechado), como avisos de falta de água, disponibilidade de novas faturas (incluindo alertas de alto consumo) e mudanças de status dos chamados abertos pelo aplicativo.

Como acessar

Usuários da CASAN
Informar o CPF/CNPJ e o número da Matrícula do imóvel, que pode ser encontrado na fatura da água e esgoto.

Não usuários
Não há necessidade de CPF/CNPJ e nem Matrícula. Os serviços disponibilizados neste caso são de Avisos de falta de água, Agências da CASAN e Ajuda, que traz telefones de contato com a empresa e com a Ouvidoria.

Para não clientes (sem unidade consumidora associada) também existe a possibilidade de abertura de chamados para vazamentos de água ou esgoto na rua, sendo necessário fazer login como "não-cliente". Nesse caso, informar o CPF ou o CNPJ.

Sugestão
Se você mora em condomínio ou prédio, peça para o síndico ou zelador o número da Matrícula do imóvel e baixe o App Casan SC.

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Ricardo Stefanelli 
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Presidência da Casan
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Fotos: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

O Governo do Estado e a Casan entregaram à população de Laguna, nesta sexta-feira, 23, três importantes melhorias ao Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade. Depois de 10 meses de obras, está em operação o Emissário Terrestre que transporta o esgoto coletado na região do Mar Grosso até a Estação de Tratamento da Vila Vitória. A nova rede amplia a segurança da operação de coleta e tratamento e deixa o emissário submarino como um sistema alternativo.

“Com gestão técnica e responsável, o Governo do Estado, por meio da Casan, está executando obras e projetos que elevam os índices de saneamento básico em Santa Catarina. Em dois anos, é aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos que levam também mais saúde e qualidade de vida para a população”, destaca o governador Carlos Moisés.

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Para implantar o Emissário Terrestre, a Casan investiu mais de R$ 2,1 milhões, com financiamento obtido junto à Caixa Econômica Federal. A obra, executada pela empresa Incosan, contemplou também a substituição de bombas da Estação Elevatória A, um novo gradeamento para conter a passagem de produtos sólidos, urbanização e paisagismo no local, pois se trata de uma área nobre localizada a apenas 100 metros da praia do Mar Grosso.

"Com o novo emissário, a coleta de esgoto vai diretamente para a Estação de Tratamento, daqui saindo como um efluente apto a retornar para a natureza", explicou a presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos.

A conclusão e interligação do Emissário Terrestre coincide com a emissão da Licença Ambiental de Operação (LAO) número 5.804. O documento emitido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) atesta a regularidade técnica da operação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Laguna, que beneficia os bairros Mar Grosso, Navegantes, Magalhães, Vila Vitória, Centro, Progresso, Esperança e Portinho. Atualmente, 69,94% da população urbana do município é contemplada com coleta e tratamento de esgoto.

Outro anúncio para a cidade é o início do Trato por Laguna, programa de fiscalização, vistoria e educação ambiental, que vai dialogar com a população. “O emissário terrestre, a licença ambiental e o programa 'Trato por Laguna' trazem mais segurança para a operação do sistema de esgoto do município, mais tranquilidade e qualidade de vida para moradores e veranistas e colabora, inclusive, com a economia da cidade, que vive muito em torno do turismo e da pesca", conclui a presidente da Casan.

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O governador Carlos Moisés da Silva autorizou, na manhã desta sexta-feira, 23, o início da ampliação da maior Estação de Tratamento de Esgoto de Santa Catarina, a ETE Insular, na capital do estado. No valor de mais de R$ 144,8 milhões, a obra representa o maior investimento de recursos em um empreendimento de saneamento nos 49 anos de Companhia. Com esse projeto, apenas na Capital a cobertura de saneamento será ampliada em 72%.

“Em todo o estado está sendo investido quase R$ 1 bilhão na execução de obras e projetos da Casan. Temos absoluta convicção na qualificação técnica desta gestão para que todos os prazos sejam cumpridos e as obras tragam os benefícios para as famílias. Desta forma, vamos avançando e atingindo patamares nunca antes alcançados pelo estado em saneamento básico”, ressaltou Carlos Moisés.


Imagem: Divulgação/SDE

Santa Catarina foi incluída no mapa do Monitor de Secas, processo de acompanhamento mensal da situação de seca no Brasil, que traz informações e comparativos sobre a evolução de curto e longo prazo. No Estado, o projeto é desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Epagri/Ciram, tendo a coordenação da Agência Nacional de Águas (ANA).

No documento atualizado recentemente, referente ao mês de agosto, Santa Catarina apresenta um volume de chuvas que varia de normal a ligeiramente abaixo da média. No centro-oeste do Estado, o cenário é de seca moderada com impactos de longo prazo e, no leste, seca grave com impactos de curto e longo prazo.

O mapa monitor apresentou ainda que os valores climatológicos de precipitação totais mensais em Santa Catarina ficaram acima de 150 mm, exceto no extremo sul e serra catarinense. As anomalias negativas mais expressivas foram registradas no sul do estado catarinense.

“O Monitor de Secas, além de ser mais uma ferramenta de monitoramento importante para visualisarmos como vai estar a situação hidrológica, meteorológica e agrícola no Estado, também é um meio de informação que a gente terá para a construção de um histórico de eventos, impactos e severidade da seca. Com ele vamos criar um histórico ao longo dos meses e anos, que facilitará a execução de políticas públicas de combate à seca, quando necessário”, destaca o secretário da Sema, Celso Albuquerque.

Em solo brasileiro, o monitoramento está presente em cinco regiões e conta com 19 Unidades da Federação participantes. Outras informações podem ser acessados em monitordesecas.ana.gov.br ou pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível para dispositivos móveis com sistemas Android e iOS.

O projeto

O Monitor de Secas entrou em operação no Brasil em julho de 2014, baseado no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação do mapa final. A metodologia utilizada no processo faz com que o mapa do Monitor indique uma seca relativa, ou seja, as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região, calculadas a partir de dados hidrometeorológicos.

Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) desde 2017, com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas.

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Foto: Mauricio Vieira/Secom

A Casan começou nesta segunda-feira, 21, mais uma etapa do processo para ampliar a captação de água no Rio Cubatão, em Palhoça. O serviço tem por objetivo dar mais segurança ao Sistema de Abastecimento da Grande Florianópolis, onde residem mais de um milhão de pessoas. Com um investimento total de R$ 11 milhões, serão instaladas mais quatro bombas de captação, além da construção de uma nova adutora com 1.200 milímetros de diâmetro.

O governador Carlos Moisés foi até a Estação de Recalque de Água Bruta (ERAB), no bairro Alto Aririu, para acompanhar o trabalho de colocação da primeira das novas bombas e assinar a ordem de serviço da adutora. O chefe do Executivo ressaltou que o investimento será realizado com recursos próprios da Casan, não resultando em endividamento futuro da empresa.

“Esse é um investimento feito pensando não apenas no presente, mas também no futuro, pois irá garantir mais segurança no abastecimento de toda a região, especialmente no verão. Ela também tem um impacto ambiental positivo, uma vez que divide a captação de água entre Pilões e Cubatão. Dessa forma, mantemos uma vazão mais natural nos dois rios”, explica o governador.

Dobro da capacidade até o fim do ano

Atualmente, a ERAB Cubatão tem capacidade para captar até 1,5 mil litros por segundo. A instalação das novas bombas permitirá dobrar esse número até o fim do ano. Com isso, será possível reduzir a captação no Rio Pilões, em Santo Amaro da Imperatriz, que possui menor vazão e é constantemente afetado por estiagens.

“Nós dependíamos muito do Pilões, que tem uma água um pouco mais pura. Estamos ampliando aqui no Cubatão justamente para ter mais segurança hídrica. Sabemos que outros mananciais, como a Lagoa do Peri, sofrem com a estiagem. Essa obra reforça a nossa captação e leva mais água para os nossos municípios”, destaca a presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos.

A instalação da quarta bomba deve terminar em até 10 dias e ampliar, num primeiro momento, a captação no Cubatão para dois mil litros por segundo. A estimativa é que todo o trabalho com a adutora e as demais bombas esteja pronto até dezembro deste ano, a tempo da temporada de verão, quando a Grande Florianópolis registra um aumento significativo no consumo.

De acordo com os técnicos da Casan, a Grande Florianópolis possui uma demanda diária de 2,8 mil litros por segundo. Com a ampliação no Rio Cubatão, será possível reduzir a captação no Rio Pilões para menos de 800 litros por segundo e dar uma folga no sistema que abastece as cidades de Florianópolis, São José, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça, cuja concessionária compra água da Casan.

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A Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) retomou as atividades externas de fiscalização e monitoramento dos serviços prestados pelas concessionárias de saneamento básico. A ação iniciou nesta quarta-feira, 09, em Catanduvas, com a visita técnica nos sistemas de abastecimento de água e esgoto do município.

Em virtude do cenário imposto pela Covid-19, as ações do setor estavam sendo realizadas por meio do trabalho remoto, uma vez que sua principal atividade, a fiscalização operacional - viajar para as localidades e realizar a fiscalização presencial ou direta dos serviços - foi totalmente suspensa.

“Apenas as demandas fiscalizatórias de caráter emergencial deram continuidade desde o início da pandemia. Agora estamos retomando nossas visitas técnicas in loco com todos os cuidados sanitários, resguardando nossos técnicos e outras pessoas que possam ter contato com eles”, afirma a gerente de Fiscalização de Saneamento da Aresc, Luiza Burgardt.

A gerente ainda acrescenta que o cronograma anual de fiscalizações foi elaborado no início do ano, porém, teve que ser interrompido. “Foi preciso se reinventar. Nossa equipe não tem medido esforços para manter o serviço de fiscalização, que agora retorna presencialmente”, conclui.

Próximas Fiscalizações

O cronograma de retorno das atividades em campo prevê para setembro as seguintes visitas técnicas:

15/09 - Fiscalização emergencial no sistema de esgotamento sanitário da Barra da Lagoa em Florianópolis;

17 e 18/09 - Fiscalização inicial nos serviços de resíduos sólidos urbano nos municípios de Araquari e Balneário Barra do Sul, com a vistoria no sistema de coleta transporte e aterro sanitário;

23/09 - Fiscalização de qualidade que compreende a coleta de amostras para análise laboratorial nos sistemas de água e esgotamento sanitário de Itajaí.

A retomada das ações em campo está sendo feita de forma gradativa. Deste modo, a gerência decidiu que para esse mês, será realizada uma fiscalização por segmento de ações técnicas; uma operacional, uma de qualidade e outra de resíduos sólidos.

A Aresc disponibiliza whatsApp 24 horas para denúncias, dúvidas e reclamações, com o número (48) 99151-0276.Contato também pode ser feito pelo e-mail ouvidoria@aresc.sc.gov.br.

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Foto: Julio Cavalheiro/ Secom

O governador Carlos Moisés autorizou nesta quinta-feira, 20, o início do maior investimento em uma obra de saneamento da Casan no Estado. Trata-se do Sistema de Esgotamento Sanitário que atenderá os bairros de Saco Grande, João Paulo e Monte Verde, em Florianópolis. O valor será de R$ 103,7 milhões, sendo 73% proveniente de um financiamento com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e os demais 27% como contrapartida da Casan. A ordem de serviço foi assinada pela presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos, e acompanhada pelos deputados estaduais, Onir Mocellin e Rodrigo Minotto.

Além de prever a implantação de 57 quilômetros de rede coletora, também será realizada a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) com capacidade de depurar 85 litros por segundo. A ETE terá um nível terciário de tratamento, que garante uma maior qualidade do processo. Ao todo, mais de 33 mil moradores serão beneficiados pelas obras, que tem um prazo de 34 meses para conclusão.

O novo sistema também interligará os 12,8 quilômetros de redes de coleta e 811 ligações domiciliares já implantadas, na década passada, nos bairros de Cacupé, Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa, que aguardam a ETE para entrar em operação.

Preservação do meio ambiente e qualidade de vida 

O governador destacou que o investimento em saneamento básico é necessário, embora parte da classe política não goste de fazê-lo. Ele disse que os frutos dessa obra serão colhidos pelas futuras gerações, que colherão mais saúde e qualidade de vida.

“Temos um compromisso de aplicar o dinheiro público naquilo que é necessário. Essa obra terá um impacto direto para mais de 3,2 mil famílias, mas também para todos aqueles que frequentam a Ilha de Santa Catarina e os seus balneários. Investir em esgotamento sanitário é importante para as futuras gerações, com um desenvolvimento mais sustentável. Também vale destacar a nossa importante parceria com a JICA. Mostramos para eles que é possível começar e terminar obras no Brasil e em nosso Estado”, destacou o governador.

A presidente Roberta lembrou que a obra ajudará também na preservação do meio ambiente e no fomento do turismo e da maricultura: “Com as obras que temos em andamento, vamos chegar a uma porcentagem de quase 75% de cobertura em Florianópolis. A partir do momento em que tratamos o esgoto, preservamos também os nossos mananciais. Isso também melhorar a saúde pública, com a diminuição de doenças”.

Outras obras na Capital

O investimento em Florianópolis integra o Programa de Saneamento Ambiental do Estado de Santa Catarina, com recursos garantidos junto à JICA. A construtora Itajuí, com sede em Curitiba, foi a vencedora do processo licitatório.

Com essa obra e mais a ampliação de todo o Sistema Insular – cuja ordem de serviço será autorizada ainda em 2020 -  a cobertura de esgotamento sanitário de Florianópolis deverá chegar a pelo menos 72%. Atualmente está em execução a implantação de rede e estação nos Ingleses e no Sul da Ilha.

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Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

O governador Carlos Moisés inaugurou na tarde desta segunda-feira, 27, a mais moderna estação de tratamento de esgoto (ETE) da rede pública da Casan em Santa Catarina. O equipamento atenderá a cidade de Balneário Piçarras, no Litoral Norte. Localizada às margens da BR-101, a ETE de Piçarras possui alto nível de automatização e elevada eficiência ambiental e operacional, podendo inclusive ser gerenciada de maneira remota.

>>> Mais fotos no álbum

Junto com a ETE, Balneário Piçarras receberá o seu primeiro Sistema de Esgotamento Sanitário (SES), composto por 34 quilômetros de redes coletoras, quatro elevatórias para bombeamento e 2.551 ligações domiciliares, que proporcionam uma cobertura em 53% do município. O investimento da Casan na cidade foi de R$ 55,7 milhões, financiados pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

Na solenidade de inauguração da obra, o governador Carlos Moisés enalteceu o caráter técnico da atual diretoria da Casan, que busca a expansão do saneamento básico no Estado. Ele destacou que o atual investimento trará benefícios não apenas no curto prazo, mas também para as futuras gerações.

“Esse é um sistema que vem trazer um equilíbrio, com o desenvolvimento sustentável para o município, que ganha muito com isso. Haverá maior atratividade para investidores. As empresas públicas de Santa Catarina têm feito investimento maciços para melhorar a vida das pessoas. Investir em tratamento sanitário também é investir em saúde. Queremos qualidade de vida em todos os cantos do nosso estado”, frisou o governador.

A presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos, destacou a parceria com a JICA, fundamental e reforçou a importante expansão da rede de esgoto no Litoral Norte catarinense. Segundo ela, outros investimentos da agência japonesa estão em andamento no estado e novas inaugurações devem ocorrer em breve.

“Essa é uma obra que vai trazer ainda mais valorização para este município litorâneo. Vamos dar continuidade a esse trabalho, para ampliar o número de pessoas beneficiadas aqui em Piçarras. Trata-se de uma inauguração histórica, até pelo tipo de tratamento que essa estação fará, que é do tipo terciário, o mais completo”, destacou Roberta.

Para o prefeito Leonel Martins, o investimento representa a atenção destinada pelo Governo do Estado à cidade. “Esse equipamento ajudará a nos afirmar como uma cidade ambientalmente correta. Somos muitos gratos ao governador Carlos Moisés por esse belo investimento. São poucas as cidades desse porte que possuem uma bela ETE”.

Tratamento completo com operação remota



Construída em uma área de 21 mil metros quadrados, a ETE de Piçarras tem capacidade para tratar até 110 litros por segundo de esgoto, o equivalente a 9,5 milhões de litros/dia. O processo de tratamento é terciário, considerado o mais completo. Além de remover a matéria orgânica presente no esgoto, o tratamento reduz em 96% o nível de nitrogênio e em 88% o volume de fósforo do efluente final, que ainda passa por um processo de desinfecção por radiação ultravioleta antes de ser devolvido ao Rio Piçarras, dentro dos mais altos padrões de depuração.

O elevado nível de automação confere um selo de alta tecnologia à ETE, facilitando sua operação, reduzindo o consumo de energia elétrica e aumentando a vida útil dos equipamentos. O acompanhamento operacional da estação pode ser feito de forma totalmente remota e em tempo real. A instalação de geradores fixos nas principais unidades do sistema assegura a continuidade da operação mesmo em períodos de falta de energia.

Ligação à rede coletora

Com a entrada em operação do Sistema de Esgotamento Sanitário, está autorizada a ligação do esgoto residencial à rede coletora. Os moradores de Piçarras começarão a receber comunicados em suas faturas e uma campanha de orientação será desenvolvida na cidade. Moradores que tiverem em frente ao seu imóvel a Caixa de Inspeção (CI) já estão autorizados a providenciar o direcionamento de seu esgoto residencial para esse ponto.

A CI é o local onde o morador deve conectar o seu esgoto residencial. É também o ponto que marca até onde a Casan tem responsabilidade sobre o sistema de esgoto. Na área interna do imóvel, cabe ao proprietário providenciar as adaptações para que possa contar com o serviço de coleta e tratamento.

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