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A Justiça Federal decidiu que a responsabilidade pela aquisição e distribuição do remédio que trata a atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1 é da União e o armazenamento, manuseio e aplicação devem ser providenciados pelo Estado de Santa Catarina. O custo total para o tratamento é de mais de R$ 1,9 milhão e o medicamento deve ser fornecido em um prazo de 30 dias.

No processo, a família da criança exigia a disponibilização do medicamento, o Nusinersen (Spinraza), pela União, pelo estado e pelo município onde residem. Na defesa, a Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina (PGE) ressaltou que, em se tratando da vida de uma criança, é preciso uma atenção especial. No entanto, é necessário respeito à repartição de competências nas ações que envolvem procedimentos de altíssimo custo, como é o caso da doença AME, e, por esta razão, a responsabilidade pela aquisição deveria ser da União, o que foi confirmado pela Justiça.

Na decisão, o juiz federal ressaltou que a aquisição do medicamento está centralizada no Ministério da Saúde, que pode fazer “compras em grandes quantidades para atender às demandas de todo o território nacional, o que minora os custos” e, portanto, cabe à União providenciar a aquisição e o custeio. “Cumpre ao Estado de Santa Catarina encarregar-se do armazenamento, do manuseio e da aplicação propriamente dita (por exigirem cuidados e procedimentos especiais)”, ressalvou.

Atuou na ação o procurador do Estado João Paulo de Souza Carneiro.

O processo tramitou em segredo de Justiça.

Informações adicionais para a imprensa: 
Maiara Gonçalves
Assessoria de Comunicação
Procuradoria Geral do Estado
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