Foto: Divulgação/ DCSC

Durante a tarde da última sexta-feira, 14, tempestades severas e tornados foram registrados no território catarinense. Ocorreu o registro de granizo, chuva forte e rajadas intensas de vento, principalmente nas regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste. Os municípios mais afetados durante a tarde foram Vargem Bonita, Catanduvas, Água Doce, Tangará e Ibicaré, onde rajadas de vento provocaram destelhamento e destruição de edificações.

O monitoramento meteorológico da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC) confirmou o registro de tornados nos municípios de Água Doce e Irineópolis, sendo que a distância entre as cidades é de 100 km. O deslocamento da supercélula, com características tornádicas, foi registrado pelo radar meteorológico Oeste entre às 15h30min e 15h35min sobre o município de Água Doce.

>>> Confira o Informe da Defesa Civil 

Informações preliminares apontam que, em Água Doce, 700 casas foram destelhadas e 25 totalmente destruídas, 700 pessoas foram desabrigadas e 25 desalojadas. No município, 11 pessoas foram feridas, sendo duas de forma mais grave. Em Catanduvas, 235 residências tiveram os telhados danificados e duas foram destruídas. No município de Ibicaré foram registrados danos em três comunidades de interior, duas igrejas e dois pavilhões.

Em Tangará ocorreram destelhamentos em todos os bairros, estima-se que 90% das casas e empresas foram atingidas e cinco pessoas ficaram feridas. A Defesa Civil municipal informou que 100 pessoas estão desabrigadas e 20 desalojadas. Já em Vargem Bonita os primeiros números apontam 1300 casas com os telhados danificados, 30 pessoas estão desabrigadas e 20 desalojadas. Os levantamentos ainda estão sendo realizados e informações mais concretas serão divulgadas durante o sábado.

“O atendimento para as pessoas atingidas e os feridos foram prestados pelo Corpo de Bombeiros Militar, SAMU e PMSC”, destacou o chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Júnior. Segundo ele, a primeira resposta está em andamento e os levantamentos dos prejuízos estão sendo realizados pelas defesas civis municipais com o apoio da DCSC. “No primeiro momento realizamos a distribuição de lonas e demais itens de assistência humanitária estão sendo disponibilizados para a população”, completou.


Lonas sendo distribuídas no município de Água Doce

Alertas emitidos para a população

Desde o início desta semana o monitoramento da DCSC vem divulgando informações sobre a mudança nas condições de tempo. Já na última terça-feira, 11, foi emitido um boletim de tempo adverso indicando condições de tempo instável no decorrer da semana. Nos dias seguintes a previsão foi atualizada e diariamente foram emitidos Avisos Meteorológicos nos níveis de Observação e Atenção para temporais, com rajadas fortes de vento e risco para granizo.

Apenas nesta sexta-feira, 14), até as 20 horas, foram divulgados 16 alertas de curtíssimo prazo, elaborados com base nas imagens de radar e do satélite GOES 16. Entre as mensagens enviadas para a população e divulgadas no site e redes sociais da DCSC, foram emitidos oito observações, sete atenções e um alerta.

Para receber os alertas da DCSC basta encaminhar uma mensagem de texto SMS para o número 40199, contendo no texto apenas o Código de endereçamento postal do local que deseja receber as informações.

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Fotos: Divulgação/ PMRv

Em decorrência das fortes chuvas que atingiram as regiões Oeste e Meio Oeste catarinenses nesta sexta-feira, 14, equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e SAMU estão em campo para prestar auxílio emergencial aos municípios afetados. Até o momento houve registro de danos nas cidades de Água Doce, Catanduvas, Ibicaré, Tangará, Vargem Bonita e Treze Tílias.

A Defesa Civil de Santa Catarina segue acompanhando os eventos meteorológicos que ocorreram no Estado, conforme os alertas emitidos com antecedência. Informações preliminares apontam que a queda de granizo e a passagem de fortes ventos provocaram destelhamentos e queda de árvores. Os levantamentos de danos estão sendo realizados pelas defesas civis municipais.

Por meio de suas coordenadorias regionais, o órgão estadual já está providenciando a distribuição de lonas e demais itens de assistência humanitária.

Alerta para quem trafega pela SC 453

Alguns pontos da rodovia foram bloqueados por conta da queda de árvores, no trecho entre os municípios de Tangará e Ibicaré.

Guarnições da Polícia Militar Rodoviária e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e já realizaram a desobstrução da via, porém, os motoristas devem ficar atentos aos galhos e demais materiais que possam estar sobre a pista.

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Instalação em Jaraguá do Sul. Fotos: Flavio Vieira Jr/ DCSC

O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC), realizou a entrega de seis kits de transposição (pontes) apenas neste mês de agosto. As estruturas foram instaladas nos municípios de Rio Negrinho, Garuva, Pedras Grandes, Nova Veneza, Corupá e Jaraguá do Sul. As novas pontes substituíram estruturas que foram danificadas por fortes enxurradas e garantiram mais segurança para a circulação dos moradores das localidades beneficiadas.

Nestas ações foram investidos R$ 660,9 mil. A última estrutura foi instalada nesta quarta-feira, 12, na localidade de Rio Cerro I, em Jaraguá do Sul, onde foram investidos R$ 103,5 mil.

A ponte antiga tinha apenas seis metros de comprimento e provocava o estrangulamento e por consequência o represamento do rio que ocasionava alagamentos. A DCSC realizou estudo hidrológico no local e a avaliação apontou que a largura e altura da ponte deveriam ser ampliadas. “De forma preventiva instalamos um kit de transposição com 15 metros de comprimento e um metro e meio acima da cota de inundação para garantir que a estrutura suporte eventos extremos com até 50 anos de recorrência”, explicou o Chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Jr.

De acordo com ele, essa iniciativa do Governo do Estado representa um cuidado também com as infraestruturas afastadas dos grandes centros. “É um investimento em todo território catarinense que, além de grandes obras, está focado nas estradas vicinais por onde escoam as riquezas produzidas em Santa Catarina”, finalizou João Batista.

Segundo o presidente da Associação de Moradores do local, Elias de Lima, a comunidade sempre sofria em períodos de enchente ampliando o deslocamento dos moradores em dezenas de quilômetros, já que a ponte antiga era sempre levada por enxurradas. “É de grande importância porque a nossa região tem poucos acessos, pontilhões estreitos e de madeira. Essa ponte vai proporcionar mais segurança para os moradores e para as crianças que utilizam o transporte escolar. Estamos animados com a comunidade sendo contemplada com essa ponte, que também liga ao bairro vizinho Rio da Luz”, completou.

A DCSC já realizou a instalação de 407 Kits de transposição de concreto em todas as regiões do estado. O projeto prevê a parceria com os municípios que ficam a cargo da construção das cabeceiras. A DCSC realiza o transporte e montagem das estruturas pré-moldadas. A ação é destinada para o apoio de reconstrução após eventos climáticos que venham a danificar ou destruir pontes.

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Montagem em Nova Veneza. Fotos: Flavio Vieira Jr / DCSC

O Governo do Estado realizou nos últimos dias a entrega de três novas pontes por meio do projeto de kits de transposição de concreto da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC). O investimento total por parte do Estado foi de R$ 463,7 mil. As estruturas foram instaladas nos municípios de Rio Negrinho, Pedras Grandes e Nova Veneza.

Na ação, foram substituídas antigas pontes de madeira que foram danificadas durante fortes enxurradas. O projeto garante mais segurança para na mobilidade das pessoas que trafegam nas localidades, o escoamento da produção agrícola e também o turismo.

Um destaque foi a última estrutura entregue que foi montada na comunidade de São Bento Alto, em Nova Veneza, onde foram utilizados dois kits de transposição unidos por um vão central. Desta forma, foi possível a transposição do rio com uma estrutura de 30 metros de comprimento.

“A instalação de kits de transposição, além de ser uma ação de resposta, é preventiva”, comentou o chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Júnior. Segundo ele, as estruturas são montadas acima da cota de inundação, ampliando a vazão dos rios. “Quando investimos em estruturas de qualidade, estamos valorizando os recursos públicos com ações duráveis e eficientes”, completou.

Apenas neste ano já foram montadas 16 kits de transposição. Nas próximas semanas serão realizadas instalações nos municípios de Corupá, Jaraguá do Sul, Pedras Grandes, Orleans e Rio do Campo, onde serão investidos R$ 369,8 mil. No total, o projeto já realizou a montagem de 405 estruturas em toda Santa Catarina.

Kits de transposição

O projeto de Kits de transposição é uma parceria entre o Governo do Estado e os municípios catarinenses. Após ser firmado o termo de cooperação, os municípios ficam responsáveis apenas pela construção das cabeceiras e a Defesa Civil Estadual (DCSC) fica a cargo do transporte e montagem das estruturas pré-moldadas. A ação é destinada para o apoio de reconstrução depois de eventos climáticos que venham a danificar ou destruir pontes.

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Ocorrência em São Francisco do Sul em 2013. Fotos: Divulgação / CBMSC

A trágica explosão na região portuária de Beirute, que deixou mais de 100 mortos e cerca de 4 mil feridos na última terça-feira, 4, tem semelhanças com o incidente ocorrido no porto em São Francisco do Sul, em setembro de 2013. É o que explica o diretor da Academia de Perícias do Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP/SC), Rogério Tocantins.

 “As informações que chegaram ainda são muito dispersas, mas de acordo com o que já foi divulgado, na explosão de Beirute, há a presença de nitrato de amônio, não se sabendo ainda ao certo tratar-se de nitrato de amônio puro ou de compostos fertilizantes à base de nitrato de amônio”, afirma.

Segundo ele, os fertilizantes à base de nitrato de amônio entram em decomposição térmica em temperaturas acima de 210°C. Como o fertilizante não é um material combustível, geralmente essa decomposição térmica ocorre quando há um incêndio (ou uma outra fonte de calor) nas proximidades da carga de fertilizante. Os fertilizantes à base de nitrato de amônio com concentrações superiores a 60% de nitrato de amônio em sua composição possuem risco de explosão, principalmente quando envolvidos em situações de incêndio, que promove uma súbita decomposição térmica que pode evoluir para uma detonação, como ocorreu em Beirute.

São Francisco do Sul

Tocantins destaca que em São Francisco do Sul foi semelhante a questão da decomposição térmica, porém o fator que desencadeou a decomposição térmica autossustentável foi uma combinação de fatores de acidez produzida pela absorção de umidade, aliada à presença de cloreto, catalizador da decomposição térmica. Fazendo assim com que a decomposição acontecesse em temperaturas próximas de 50°C.

“Apesar de ter sido noticiado como um ´incêndio químico’ não houve incêndio, não houve presença de chama. O material fertilizante de São Francisco do Sul tinha uma composição de 60% de concentração de nitrato de amônio, sendo, portanto, passível de explosão”.

Isso significa que o fato de não ter ocorrido incêndio em São Francisco do Sul foi fator preponderante para que a tragédia não fosse ainda maior.

“Se tivesse ocorrido um incêndio em São Francisco do Sul, a explosão teria uma magnitude duas ou três vezes maior que a de Beirute, já que havia 10 mil toneladas de material em São Francisco do Sul contra 2,7 mil toneladas em Beirute”, detalha o diretor do IGP.

Impactos na população

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar de SC, na ocasião os moradores da cidade precisaram evacuar o local, inclusive os pacientes de um hospital, tamanho risco provocado pela reação. Mais de 150 pessoas foram hospitalizadas em Santa Catarina devido a intoxicações e mais de 10 mil foram atingidas pela fumaça em sete bairros do município.

Foram necessários três dias de combate, em que foi evitada uma possível explosão. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que a fumaça de São Francisco do Sul chegou ao litoral sul de São Paulo.

Em Santa Catarina a situação foi controlada no dia 27 de setembro, utilizando técnicas para resfriamento do galpão - que chegou a 265 graus de temperatura, com a participação de 200 bombeiros, entre outras instituições.

Sobre o nitrato de amônio

A substância se apresenta como pó ou grânulos solúveis e não deve ser aquecida. Quando exposto a temperaturas acima de 280°C, as reações podem resultar em uma explosão. O material, além de ser utilizado na fabricação de fertilizantes, é um importante insumo na fabricação de explosivo.

Armazenamento

Rogério também alerta sobre a atenção para a necessidade de se reforçar o controle das cargas transportadas e armazenadas. “Depois do caso em São Francisco houve uma regulamentação de controle do armazenamento deste material. Esse material não pode ser armazenado em grande quantidade”, lembra.

Sistemas Preventivos são essenciais nestas situações

É de extrema importância frisar que em São Francisco do Sul não haviam sistemas preventivos e nem liberação junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) para o funcionamento do galpão. Isso quer dizer que a ocorrência poderia ter sido minimizada em caso de regularização.

Depósitos não são ocupações comerciais

Os depósitos se constituem em uma ocupação específica e precisam seguir as normas segurança contra incêndio e pânico, apresentando os sistemas preventivos, como extintor de incêndio, saídas de emergência, sistema hidráulico preventivo, sistema de alarme, sinalização para abandono de local, iluminação de emergência nos ambientes de circulação e em alguns casos sistemas de chuveiros automáticos para combate a incêndios. Além disso, neste caso, caberia à empresa ter uma brigada de incêndio.

É preciso ter ainda um atestado de vistoria para funcionamento.

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Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

O governador Carlos Moisés recebeu o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Moura, e representantes do Fórum Parlamentar Catarinense para debater o uso da tecnologia nacional para melhoria da prevenção a eventos climáticos extremo no estado. A reunião desta quarta-feira, 29, ocorreu por meio da interlocução do deputado federal Daniel Freitas, que também é presidente da Frente Parlamentar Mista em Apoio ao Programa Espacial Brasileiro.

Durante o encontro, foi abordada a necessidade de se avançar com o desenvolvimento da tecnologia espacial brasileira de modo a ajudar o trabalho de meteorologia e de prevenção a desastres naturais. Segundo o governador Carlos Moisés, a união de esforços de diversas entidades é fundamental para se avançar em medidas cada vez mais eficazes por parte da Defesa Civil.  “Essa junção de informações pode nos levar a consolidar um grande projeto. Estamos lançando uma semente de união. Com a expertise da nossa Defesa Civil, podemos replicar o modelo para outros lugares. É um momento muito importante”, destacou o governador.

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O chefe da Defesa Civil estadual, João Batista Cordeiro Júnior, explica que Santa Catarina sempre deu muita importância ao monitoramento e aos alertas climáticos.  “Fomos o primeiro estado a adquirir uma antena para fazer a captação de imagens de satélite, de modo a fazer a previsão meteorológica. Hoje estivemos reunidos com uma série de atores dessa área de previsão. Conseguimos ver a importância do investimento em satélites, pois hoje o Brasil não tem autossuficiência, usamos satélites americanos. Também debatemos onde a Defesa Civil deve investir na parte de monitoramento para fazer alertas com bastante antecedência”, disse Cordeiro.

O presidente da AEB destacou que o encontro com o governador serviu para mostrar as oportunidades do investimento no setor espacial, além de verificar as demandas locais, como a ampliação do trabalho em Defesa Civil. “Viemos discutir com os especialistas de que maneira os serviços espaciais podem ajudar a entender melhor esses fenômenos e preveni-los. Tivemos a felicidade de ouvir diversos setores e temos a certeza de que podemos ajudar a compor o mosaico de soluções para que Santa Catarina esteja mais bem preparada”, afirmou Moura.

A partir desse primeiro encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho para aprofundar os debates a respeito do tema.  O setor de meteorologia esteve representado na reunião por diversos profissionais, entre eles o presidente da Associação Catarinense de Meteorologia, Leandro Puchalski.

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Imagem do projeto de instalação do radar. Imagem: Divulgação / Defesa Civil

O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil do Estado de Santa Catarina (DCSC), está aperfeiçoando o sistema de monitoramento e alerta de eventos extremos, com capacitação de profissionais e investimentos em estrutura e equipamentos. Com o objetivo de melhorar a cobertura dos sensores na região Norte do Estado, um radar meteorológico será instalado no município de Joinville.

“Estamos focados em fornecer informações corretas e antecipadas para garantir uma maior segurança para a população”, comentou o chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Júnior. Segundo ele, o novo radar meteorológico vai complementar a cobertura dos outros três radares do Estado, instalados em Araranguá, Lontras e Chapecó. “A Região Norte possui características específicas e devido ao relevo diferenciado apresenta microclimas. Com o novo radar teremos informações mais assertivas para a região”, completou.

O equipamento vai abranger uma das áreas de maior densidade demográfica e a maior cidade do Estado, Joinville, onde residem mais de 590 mil pessoas. O radar também vai intensificar o monitoramento de uma das regiões com maiores índices de precipitação. Em janeiro, por exemplo, mês mais chuvoso do ano para a região, a média foi de 250 milímetros de chuva.

Local para a instalação

Com base em estudos de uma empresa especializada, o local escolhido foi Joinville, no bairro Boehmerwald, ao lado da associação dos moradores do Santa Helena, em função de alguns critérios técnicos. O terreno é plano e possui fácil acesso para os maquinários, equipamentos e mão de obra, necessários para a construção e instalação da torre e do radar.

A DCSC já deu início ao processo de contratação para elaboração dos projetos do sítio de radar meteorológico. Após a conclusão dessa fase, será iniciada a construção da torre para a instalação do equipamento. O processo licitatório está orçado em R$ 1,3 milhão e as obras incluem o cercamento, pavimentação, monitoramento de segurança, iluminação, construção da torre e equipamentos de informática.

Sobre o equipamento

O radar meteorológico que será instalado no Norte do Estado é banda X e é ideal para identificar e rastrear tempestades a distância, indicando a trajetória e aproximação. O equipamento foi adquirido pelo valor de R$ 3.754.437,33 da fabricante americana Enterprise Eletronics Corporation (EEC).

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Foto: Divulgação / DCSC

O Governo do Estado, pela Defesa Civil, entregou de mais um kit de transposição no Sul de Santa Catarina. A estrutura de 10 metros de comprimento por cinco de largura foi montada na localidade de Riacho, no município de Pedras Grandes, e substituiu uma antiga ponte, danificada durante uma forte enxurrada. Foram investidos na ação R$ 69.088,70.

A instalação de kits de transposição além de ser uma ação de resposta também é preventiva, isso por que, o projeto prevê que as estruturas sejam montadas acima da cota de inundação e ampliando a vazão dos rios. A iniciativa restabelece a mobilidade nas localidades atingidas por eventos meteorológicos severos beneficiando as pessoas e economia das comunidades.

“Os municípios estão de parabéns e aprendendo que a melhor forma de restabelecimento com prevenção são ações planejadas pós desastre. Construindo estruturas de qualidade garantimos a segurança, trafegabilidade e mobilidade para a população que utiliza as vias”, comentou o coordenador regional da Defesa Civil de Tubarão, Anderson Martins. Segundo ele, esse planejamento torna o investimento durável e eficiente, valorizando os recursos públicos de forma mitigadora, com sabedoria e proficiência.

Apenas esse ano foram montados 13 kits de transposição no estado, três no município de Jaguaruna, três em Lindóia do Sul, duas em Cocal do Sul, além de outras cinco estruturas nos municípios de Treze de Maio, Criciúma, Luz Alves, Pedras Grandes e Major Gercino. Estão em construção 30 cabeceiras que receberão kits de transposição da Defesa Civil. No total, o projeto já montou 402 estruturas em Santa Catarina.

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O Governo do Estado, por meio do Grupo de Trabalho formado pela Defesa Civil e Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, continua monitorando o deslocamento das nuvens de gafanhotos registradas na Argentina e Paraguai. Até o momento o risco da chegada dos insetos ao território catarinense é considerado baixo.

A primeira nuvem está em deslocamento na fronteira entre o Brasil e Argentina. De acordo com informações repassadas pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentaria (Senasa), os gafanhotos estão localizados a 33 quilômetros ao sul do município de Sauce, província de Corrientes. Ou seja, a 122 quilômetros da cidade gaúcha de Barra do Quaraí e a 590, de Santa Cataria A Argentina permanece com ações para reduzir a densidade populacional dos insetos.

Já a segunda nuvem de gafanhotos que foi localizada nos últimos dias permanece em constante movimento nas localidades de Madrejon e 4 de Mayo, no Paraguai, e está em deslocamento para a cidade de Teniente Pico, no departamento de Boquerón, a cerca de 890 quilômetros de Santa Catarina.

Condições de tempo

A movimentação da nuvem é influenciada pelas condições de tempo e com a elevação das temperaturas nos últimos dias os insetos se tornaram mais ativos e ampliaram o deslocamento.

Segundo o monitoramento meteorológico do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), a previsão é de temperaturas mais altas que o normal no sul do Brasil nos próximos dias, com pelo menos 4°C acima da média na região de fronteira com o Uruguai.

Com a aproximação e chegada de uma frente fria, a chuva retorna e as temperaturas começam a cair no Rio Grande do Sul, na região de fronteira com o Uruguai, a partir da noite de quinta-feira. Em Santa Catarina, a queda das temperaturas ocorrem entre noite de sexta-feira, 24 e manhã sábado, 25.

Atenção

O Governo do Estado ressalta que até o momento não existe a necessidade de ação preventiva dos produtores rurais. O uso indiscriminado de agrotóxicos neste momento é considerado desperdício de recursos e pode causar impactos negativos ao meio ambiente, atingindo insetos polinizadores e prejudicando diversas culturas.

Caso ocorra alteração na situação, a Defesa Civil e a Secretaria da Agricultura emitirão alertas para os agricultores e profissionais da área. Mai informações estão disponíveis para os agricultores nos escritórios municipais da Cidasc ou Epagri.

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Foto: Divulgação / DCSC

Após as ações de assistência humanitária às pessoas atingidas pelo ciclone, registrado no dia 30 de junho, o Governo do Estado, por meio da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC), atua na fase de reconstrução das estruturas públicas. Nessa etapa, os municípios serão auxiliados e orientados para a elaboração de planos de trabalho e para as solicitações de recursos junto ao Governo Federal e estadual. 

Assim é possível a captação para o restabelecimento e reconstrução de estruturas públicas municipais afetadas e também para o recebimento de kits casa para famílias de baixa renda que tiveram as residências completamente destruídas. Para o recebimento dos kits, as famílias farão a solicitação às defesas civis municipais, que estão realizando os levantamentos. Nesta situação será fornecido para cada família um kit casa modular de aproximadamente 45 metros quadrados e avaliado em cerca de R$ 83 mil. O local para construção pode ser o terreno da própria família ou fornecido pelo município, desde que não esteja localizado em área de risco.

Para os recursos do Governo do Estado que serão utilizados no restabelecimento de estruturas públicas municipais serão realizados convênios entre as prefeituras e a DCSC. Para isso é necessária a apresentação de projeto básico e orçamento com referenciais de preço oficiais.

Já a captação junto ao Governo Federal é possível para a reconstrução de estruturas públicas estaduais e municipais. A solicitação deverá ser feita pelos municípios diretamente para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil por meio do Sistema Integrado de Informação de Desastres (S2ID). Para isso deverá ser inserido o plano de trabalho e documentos técnicos necessários.

Segundo o chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Jr, os momentos difíceis que a sociedade catarinense vivenciou com o vendaval começam a ser superados quando o poder público age com celeridade e sinergia entre todas as esferas de poder. “Esta realidade propicia que as casas dos mais vulneráveis sejam disponibilizadas, as estruturas públicas comecem a ser restabelecidas e linhas de financiamento a custo menor sejam disponibilizadas ao setor privado. E acima de tudo, a nossa maior preocupação, o apoio necessário às pessoas”, ressaltou.

Apoio técnico aos municípios

A equipe técnica da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC) está auxiliando diretamente os municípios e os órgãos estaduais para agilizar o cadastramento dos planos de trabalho e nas ações de reconstrução. Técnicos estão visitando as cidades catarinenses e orientando as ações. Nesta semana o trabalho técnico já foi realizado em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, e Garuva, no Norte do Estado, um dos mais atingidos pelo ciclone e exemplo nas ações de resposta.

Segundo o prefeito de Garuva, Rodrigo Adriany David, aproximadamente 50 casas foram totalmente destruídas pelos ventos. “Cada dia é um novo dia na reconstrução e estamos sendo amparados pela pela Defesa Civil estadual”, comentou. Conforme o prefeito, todo o apoio necessário está sendo dado pelo Governo do Estado. “O Suporte da Defesa Civil é extremamente necessário até para nos guiar. Estamos um passo à frente nas ações e vamos evoluir juntos nos trabalhos”, finalizou.

Recursos da Assembleia Legislativa

Para implementar as ações, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina está repassando para a Defesa Civil de Santa Catarina R$ 30 milhões. Até o momento já foram disponibilizados R$15 milhões. Deste montante, R$ 5 milhões foram investidos em itens de assistência humanitária e R$ 10 milhões serão utilizados na construção de kits casa para as famílias que tiveram as residências destruídas. 

O restando dos recursos serão empregados no restabelecimento e reconstrução dos municípios (R$10 milhões) e na agricultura familiar (R$ 5 milhões).

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