Foto: Flavio Vieira Jr. / Arquivo / DCSC

Santa Catarina continua contabilizando os prejuízos e as perdas humanas provocadas pelos ciclones e tempestades dos últimos 10 dias. Foram afetadas diretamente pelos eventos climáticos 1.354.241 pessoas. Até o momento foram registradas 14 mortes durante a passagem das tempestades e nas ações de reconstrução.

Os óbitos ocorreram nos municípios de Balneário Piçarras (01), Brusque (01), Canelinha (01), Chapecó (01), Garuva (01), Governador Celso Ramos (01), Ilhota (01), Itaiópolis (01), Itapoá (01), Rio dos Cedros (01), Santo Amaro da Imperatriz (01) e Tijucas (3).

Durante os eventos, 11 pessoas perderam a vida devido a desmoronamentos, afogamentos, quedas de árvores e choque elétrico. Já três mortes foram pós os eventos, mas de pessoas que caíram por estarem consertando o telhado.

“O valor destas perdas humanas não podemos mensurar. São pais e mães de família que tiveram as vidas ceifadas pela força da natureza”, destacou o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC), João Batista Cordeiro Júnior.

Ele destaca a importância dos alertas e recomendações do órgão para que a população esteja preparada para eventos extremos. “Trabalhamos 24 horas por dia com o principal objetivo de preservar vidas”, ressaltou. Segundo ele, com as mudanças climáticas as tempestades se tornam cada vez mais frequentes e severas, por isso devemos promover uma mudança de cultura na população para promover a autoproteção e a resistência.

O gerente de Operações da DCSC, Rodrigo Nery, também reforça que é necessário que a população leve em conta os aviso e alertas emitidos. “Existe um trabalho muito sério por trás da emissão de avisos e alertas onde são observados os riscos potenciais as pessoas, principalmente durante os eventos severos”, reforçou.

De acordo com ele, é extremamente necessário que a população adote as medidas preventivas indicadas pela Defesa Civil durante as tempestades como não transitar em áreas alagadas ou sobre pontes, não se abrigar embaixo de árvores e procurar locais seguros até o evento passe. Ele citou duas situações em que pessoas morreram afogadas após caírem de pontes, na última semana durante o ciclone. “A passagem de uma tempestade é rápida, mas as consequências podem ser duradouras”, completou.

A Defesa Civil reforça que durante os trabalhos de reconstrução os cuidados também devem ser redobrados. A queda de altura, no momento que as pessoas estão consertando telhados, provocaram três mortes nos últimos dias em Balneário Piçarras, Garuva e Itapoá. Também é importante tomar cuidado em relação a choques elétricos, ou seja, mesmo durante a falta de energia devemos considerar os fios energizados.

Avisos e alertas da Defesa Civil

Atualizações, recomendações, avisos e alertas sobre as condições meteorológicas estão disponíveis no site e redes sociais da Defesa Civil de Santa Catarina. Também é possível receber as informações por mensagens SMS. Para isso basta enviar uma mensagem de texto (SMS) para o número 40199, contendo apenas o código de endereçamento postal (CEP) do local que deseja ser monitorado. O serviço é gratuito e é realizado 24 horas por dia, sete dias da semana.

Ações de assistência humanitária

O Governo do Estado, por meio da DCSC, continua dando suporte aos municípios atingidos pela força da natureza. Já foram disponibilizados 141.917 itens de assistência humanitária. Dentre os produtos estão telhas, cestas básicas, colchões e kits de higiene. Para efetivar as ações equipes do Governo, através do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil, permanecem atuando nas áreas afetadas em apoio às estruturas municipais.

Levantamento de prejuízos

As informações sobre as perdas econômicas continuam chegando ao Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd). De acordo com os dados inseridos até o momento no Sistema de Informação de Desastres, os prejuízos ultrapassam R$ 682 milhões.

Apenas em residências os danos representam mais de R$ 54 milhões. Já no setor agrícola os prejuízos superam R$ 322 milhões. Confira na tabela abaixo os números contabilizados até o momento.



Informações adicionais para imprensa:
Flávio Vieira Júnior
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil - DC
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889 / 99651-5888
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
Site: www.defesacivil.sc.gov.br


Fotos: Divulgação / CBMSC

O Batalhão de Ajuda Humanitária (BAjH) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) atuou novamente nesta semana para auxiliar vítimas do ciclone. Desta vez a ação ocorreu em Florianópolis, com o apoio do Centro de Ensino Bombeiro Militar e os alunos do Curso de Formação de Soldados.

Quatro equipes, com 10 alunos e um bombeiro militar cada, foram distribuídas nesta logística, que envolveu o CBMSC, a Defesa Civil de Florianópolis e a Prefeitura. O objetivo era a distribuição de telhas e cestas básicas às famílias atingidas pelo evento climático.

A experiência do CBMSC em atuações extremas permite agir com agilidade e logística, em uma resposta rápida à população. “Nosso Batalhão de Ajuda Humanitária é ativado em situações como esta, relacionadas a eventos extremos e desastres naturais. Podemos empregar nosso efetivo e atender diretamente as pessoas logo após o evento, ou ainda trabalhar para buscar mitigar os efeitos de um evento crítico, minimizando os estragos antes de acontecer. O CBMSC é referência na atuação nestes momentos, pela experiência e técnicas empregadas”, destaca o comandante-Geral, coronel Charles Alexandre Vieira.

Sobre o Batalhão de Ajuda Humanitária

O decreto 480, de 26 de novembro de 2015 criou e ativou o Batalhão de Ajuda Humanitária (BAjH) subordinado ao Subcomandante-Geral do CBMSC e com sede no Município de Florianópolis. Este batalhão não possui uma estrutura física específica, os integrantes, pertencentes a quartéis da região, são empregados conforme a necessidade em situações extremas, para atendimento da população. A atuação do BAjH será em conjunto ou logo após as ações de socorro da Força-Tarefa do CBMSC.

A criação deste batalhão se dá pelo fato de Santa Catarina ser atingido frequentemente por eventos climáticos extremos, que evoluem em muitos casos para desastres.

>> Leia também:

Informações adicionais à imprensa:
Melina Cauduro
Assessoria de Imprensa
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina - CBMSC
48) 3665-8426 / (48) 98843-4427 / (48) 9 9938-9839
imprensa@cbm.sc.gov.br 


Foto: Flavio Veira Jr / DCSC

Após a passagem de tempestades que causaram estragos em 241 municípios, o Governo do Estado, por meio da Defesa Civil de Santa Catarina, continua trabalhando para apoiar os atingidos pelos eventos climáticos. Até o momento, já foram destinados às cidades catarinenses 112,8 mil itens de assistência humanitária (IAH), avaliados em R$ 2,2 milhões. No total, foram registradas 13 mortes (duas delas durante a reconstrução), 17 feridos e 47,9 mil pessoas afetadas pelos fenômenos.

Como 82% do território catarinense foi atingido, o ciclone com frente fria está sendo considerado o pior evento climático com ventos da história do estado. “A primeira ação foi a emissão dos alertas de maneira antecipada. As estruturas de monitoramento e alerta da DCSC acompanharam o fenômeno divulgando os dados nos canais oficiais e com o apoio da imprensa para que as informações chegassem até a população”, comentou o chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Jr.

Segundo ele, durante o evento as equipes estaduais de resposta como Corpo de Bombeiros Defesa Civil, Polícia Militar e Serviço Móvel de Urgência iniciaram as atividades em apoio as Defesas Civis municipais das áreas atingidas. No primeiro momento, junto com o socorro das vítimas, foi realizada a entrega de lonas para a cobertura das casas e assim minimizar os prejuízos nas milhares de residências que foram atingidas.

A partir disso, as prefeituras, através das estruturas municipais como as Secretarias de Assistência social e de Obras, iniciaram o levantamento de danos para embasar a necessidade de itens de assistência humanitária, que prontamente começaram a ser entregues como telhas, colchões cestas básicas. “Nós tivemos a sinergia entre os órgãos do Governo do Estado, municípios e do Governo Federal para atender da melhor maneira os municípios. Muitas cidades já nas primeiras horas realizaram o levantamento e em pouco tempo começaram a receber o auxílio”, reforçou João Batista.

No mesmo levantamento para a entrega de IAHs, são elaboradas as fichas de desastres que são utilizadas para avaliar os danos em estruturas públicas estaduais e municipais. O documento também é utilizado para que o estado de calamidade pública seja reconhecido pelo Governo Federal para a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para as famílias atingidas. “É uma sequência de ações que são feitas desde o socorro até o restabelecimento e reconstrução das estruturas danificadas”, reforçou.

Busca de recursos e financiamentos

Em Santa Catarina ocorreu ainda a liberação de recursos da Assembleia Legislativa (Alesc). Dos R$ 30 milhões que serão repassados, cerca de R$ 15 milhões já foram disponibilizados e serão utilizados para a assistência humanitária e construção de kits casa. “Muitas famílias de baixa renda tiveram as casas totalmente destruídas e vamos utilizar cerca de R$ 10 milhões para a reconstrução das residências”, afirmou o chefe da DCSC.

João Batista também destaca que o Governo Federal desde o primeiro momento, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, participou das atividades em Santa Catarina, principalmente na questão de busca de ajuda financeira.

Informações adicionais para imprensa:
Flávio Vieira Júnior
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil - DC
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889 / 99651-5888
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
Site: www.defesacivil.sc.gov.br


Imagem de satélite da Epagri/ Ciram

Passado o fenômeno que se formou devido ao avanço do sistema de alta pressão pelo Uruguai, uma massa de ar frio e seco de origem polar deve atingir todo o Estado. Na madrugada de quinta-feira, 9, algumas regiões poderão ter temperaturas negativas, sobretudo as áreas mais altas.

Estão previstas temperaturas baixas durante a noite e amanhecer com mínima de até-5°C negativos. Além de condição de geada ampla do Oeste ao Planalto, especialmente na sexta-feira, dia 10. No Alto Vale do Itajaí e Litoral Sul, os termômetros podem chegar a 0°C com chance de geada isolada. Na Grande Florianópolis e Litoral Norte, a mínima deve ficar entre 6°C e 8ºC.

Cuidado com mar agitado

De acordo com a previsão da Epagri/Ciram, até sexta-feira o mar pode ficar muito agitado, com ondulações de até 3,5 metros e há risco de ressaca.

A Epagri/Ciram alerta para condição desfavorável à navegação de pequenas e médias embarcações. Além dos cuidados reforçados no frio, principalmente em função da pandemia do novo coronavírus e as doenças respiratórias características de inverno.

Confira a previsão do tempo nos próximos dias

Quinta-feira (09/07):
Tempo: amanhecer com mais nuvens no oeste e sul de SC. No decorrer do dia, tempo seco e frio com sol em todas as regiões.
Temperatura: baixa, com condição de geada isolada do Oeste ao Planalto Norte.
Vento: sudoeste a sul, fraco a moderado, com rajadas de 40 a 60 km/h no Litoral, na madrugada e manhã.
Sistema: massa de ar frio e seco de origem polar influenciando SC.

Sexta-feira (10/07):
Tempo: seco e frio com sol em todas as regiões de SC.
Temperatura: baixa, com condição de geada ampla do Oeste ao Planalto e de forma isolada no Alto Vale do Itajaí, Florianópolis Serrana e no Litoral Sul.
Vento: sul a nordeste, fraco a moderado.

Sábado (11/07):
Tempo: do Oeste ao Litoral Sul, aumento de nuvens com condição de chuva no decorrer do dia, devido a um cavado (área de baixa pressão). Nas demais regiões, variação de nuvens com aberturas de sol e chuva bem isolada na tarde e noite.
Temperatura: mais baixa ao amanhecer e em elevação durante o dia.
Vento: nordeste a noroeste, fraco a moderado.

Domingo (12/07):
Tempo: variação de nuvens com chuva isolada em SC, devido a um cavado e proximidade de uma frente fria. No decorrer do dia ocorrem aberturas de sol, especialmente no oeste e norte do estado.
Temperatura: estável com pouca elevação durante o dia.
Vento: nordeste a noroeste, fraco a moderado.

Informações adicionais para imprensa:
Gabriela Ferrarez Figueiredo
Assessoria de Imprensa
Secretaria Executiva de Comunicação - Secom
E-mail: ferrarezgabriela@gmail.com
Fone: (48) 3665-3045
Site: www.sc.gov.br


Informações adicionais para imprensa:
Flávio Vieira Júnior
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil - DC
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889 / 99651-5888
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
Site: www.defesacivil.sc.gov.br


Fotos: Divulgação/ CBMSC

Nesta semana o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) atuou na cidade de Garuva, com o Batalhão de Ajuda Humanitária (BAjH). O município foi um dos mais atingidos pelo ciclone extratropical Bomba, do dia 30 de junho, com cerca de 90% das residências afetadas, algumas com destruição total.

Após o impacto inicial, a equipe de Garuva atuou no socorro às vítimas e também na liberação das vias do município, já que havia uma grande quantidade de árvores caídas. A Força-Tarefa 03, do Batalhão de Blumenau, também foi empregada na cidade. O local teve a distribuição de energia elétrica seriamente comprometida, bem como sinal de celular e rede de internet.

Acionamento do BAjH

O Subcomandante-Geral do CBMSC, coronel Ricardo José Steil acionou o BAjH, a partir de um levantamento em conjunto com a Prefeitura Municipal de Garuva em relação às demandas. O Batalhão atuou em três áreas: distribuição de telhas para a comunidade atingida, levantamento fotográfico com drone e confecção de relatórios para a Defesa Civil.

Uma equipe de cinco bombeiros militares do BAjH foram até o município, sob o comando do Tenente Coronel Eduardo de Lima, e contaram com o suporte de 15 bombeiros comunitários do 7º Batalhão de Itajaí.

Foram montadas cinco frentes de trabalho para a distribuição de telhas à população, garantindo a entrega de mais de 12 mil unidades de telhas de fibrocimento. A operação contou com viaturas do CBMSC, caminhões da Prefeitura, Polícia Militar e empresas particulares, garantindo o alcance da meta estipulada em dois dias de missão.

Sobre o Batalhão de Ajuda Humanitária

O decreto 480, de 26 de novembro de 2015, criou e ativou o Batalhão de Ajuda Humanitária (BAjH), subordinado ao Subcomandante-Geral do CBMSC, com sede no Município de Florianópolis. Este batalhão não possui uma estrutura física específica. Os integrantes, pertencentes a quartéis da região, são empregados conforme a necessidade em situações extremas, para atendimento da população. A atuação do BAjH se dá em conjunto ou logo após as ações de socorro da Força-Tarefa do CBMSC.

O intuito de criação deste batalhão se dá pelo fato de Santa Catarina ser atingido frequentemente com eventos extremos, que em diversas vezes evoluem para desastres, com isso a corporação está sempre pronta, com equipe e recursos necessários para atender os cidadãos de forma imediata.

Informações adicionais à imprensa:
Melina Cauduro
Assessoria de Imprensa
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina - CBMSC
48) 3665-8426 / (48) 98843-4427 / (48) 9 9938-9839
imprensa@cbm.sc.gov.br 


Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC), segue contabilizando os danos provocados pelo ciclone bomba que atingiu o território catarinense na última semana. Dos 233 municípios atingidos, 207 já relataram prejuízos no Sistema de Informação de Desastres (S2ID). As cifras até o momento ultrapassam R$ 541 milhões. Dados preliminares apontam que agricultura contabilizou perdas na ordem de R$ 304,6 milhões. O setor elétrico não finalizou o levantamento total e a estimativa é que deve ser o mais atingido com danos que podem ultrapassar R$ 2 bilhões. Em relação os prejuízos em residências os prejuízos somam até o momento R$ 40,1 milhões.

No total já foram encaminhados 110.194 itens de assistência humanitária (IAH) para os municípios atingidos. Dentre o suporte realizado está a distribuição de 83.959 telhas. Apenas Garuva, um dos municípios mais atingidos, recebeu 22.840 telhas de fibrocimento e 2.855 cumeeiras.

Os atendimentos seguem em ritmo acelerado. Na noite de terça-feira, 7, em menos de 24 horas após a chegada da solicitação, foi entregue no município de Governador Celso Ramos 2.043 telhas, 1.606 cumeeiras, pregos e parafusos para telhas.

“O trabalho de apoio as pessoas atingidas por eventos climáticos inicia com a ação efetiva das prefeituras, por meio das secretarias municipais e da defesa civil municipal”, comentou o Chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Júnior. Ele explica que em eventos como o ciclone, quando ocorrem muitos destelhamentos, em um primeiro momento deve ser realizado o socorro de possíveis vítimas e em seguida a entrega de lonas para cobrir as residências. “Após garantir a segurança das pessoas o principal foco deve ser o levantamento de informações das famílias atingidas”, ressaltou. 

Com base nas informações repassadas pelos municípios, a DCSC pode realizar o envio de itens de ajuda humanitária de forma acelerada. “Um exemplo de eficiência de resposta foi o município de Garuva que realizou as ações necessárias e que em menos de 24 horas após o evento começou a receber os carregamentos de telhas”, comentou João Batista.

Informações adicionais para imprensa:
Flávio Vieira Júnior
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil - DC
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889 / 99651-5888
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
Site: www.defesacivil.sc.gov.br


Foto: Divulgação / DCSC

O Sul de Santa Catarina foi afetado pela formação de uma frente fria associada ao novo ciclone extratropical entre a noite de terça-feira, 7, e madrugada desta quarta-feira, 8. No município de Praia Grande, dois afluentes do Rio Mampituba provocaram alagamentos. Ruas ficaram alagadas e as comunidades rurais de Pintada, Rio do boi, Alto da Esperança, Mãe dos homens, Aparecida, São Roque e Vila Rosa ficaram isoladas.

Uma força conjunta formada pela prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Obras, Defesa Civil municipal e Corpo de Bombeiros Militar, realizou o resgate dos atingidos. A Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC) auxilia o município por meio da coordenadoria regional de Araranguá.

Informações preliminares apontam que 80 residências no bairro 1° de Maio foram alagadas pela enxurrada, com uma lâmina de 40 centímetros de água. As famílias atingidas foram encaminhadas para a casa de parentes e para um abrigo emergencial aberto no ginásio de esportes municipal, onde 70 pessoas estão abrigadas.

Por volta das 6h desta quarta-feira, 8, a chuva cessou e o rio voltou para a calha, baixando o nível em um metro. Estima-se que o rio atingiu no momento da inundação cerca de cinco metros acima do nível normal. A situação está controlada em função do tempo firme e os rios baixam gradativamente.

Levantamento dos danos

Ainda na manhã desta quarta-feira será realizado o levantamento que vai apontar o apoio necessário para as famílias atingidas. A DCSC está preparando, caso haja necessidade, o envio de itens de assistência humanitária.

“Estamos vivenciando momentos difíceis em nosso Estado com muitos eventos climáticos e epidemiológicos simultâneos. Dentre eles o Covid-19, tornado, ciclone e agora alagamentos e riscos de deslizamos”, comentou o Chefe da DCSC João Batista Cordeiro Júnior. Ele destaca que o Governo do Estado está atuando em todas as frentes para agilizar a resposta e dar todo o apoio necessário para as cidades atingidas.

Monitoramento e alerta

A equipe de meteorologistas da Defesa Civil de Santa Catarina realiza o monitoramento constante de todo o território catarinense emitindo informações e atualizações constantes. As informações estão disponíveis no site, redes sociais da Defesa Civil e nas mensagens SMS. Para receber os alertas basta enviar uma mensagem SMS para o número 40199 contendo no corpo do texto o CEP do local que deseja ser monitorado.

“Pedimos à população que continue atenta aos aletas da DCSC para que possa estar preparada e assim presar as vidas e minimizar os danos e prejuízos. O nosso foco é proteger os catarinenses”, finalizou João Batista.

Confira os maiores índices pluviométricos registrados e os municípios com risco de deslizamentos:

Informações adicionais para imprensa:
Flávio Vieira Júnior
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil - DC
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889 / 99651-5888
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
Site: www.defesacivil.sc.gov.br


Fotos: Divulgação/ CBMSC

Na manhã desta terça-feira, 07, quatro trabalhadores ficaram ilhados no município de Timbé do Sul, na região Sul de Santa Catarina. Eles tentavam atravessar o Rio Amola Faca para buscar uma retroescavadeira, quando foram surpreendidos com o aumento do volume de água do rio, por conta da chuva. Eles estavam em um pequeno espaço de terra.

A equipe de Turvo foi acionada para o resgate e, por volta das 10 horas, o comandante de Araranguá solicitou apoio da aeronave Arcanjo 01, deixando como alternativa a busca com embarcação, por conta do tempo.

Embora o clima não estivesse favorável, com chuva e vento - o que reduz a visibilidade dos pilotos da aeronave – além das nuvens baixas, que agravam a situação, foi possível executar o resgate com o helicóptero. O deslocamento aconteceu pelo litoral, subindo até Timbé do Sul. O trabalho foi dividido em duas etapas: um tripulante operacional desembarcou e ficou com duas vítimas em solo, enquanto as outras duas eram embarcadas na aeronave.

Os homens, com idade entre 21 e 33 anos, ficaram sob os cuidados da equipe do Corpo de Bombeiros, mas não apresentavam ferimentos.



>>> Receba mensagens de alerta sobre riscos de desastres pelo celular

Informações adicionais à imprensa:
Melina Cauduro
Assessoria de Imprensa
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina - CBMSC
48) 3665-8426 / (48) 98843-4427 / (48) 9 9938-9839
imprensa@cbm.sc.gov.br 


Entrega de telhas em Garuva. Foto: Divulgação / DCSC

O Governo do Estado, por meio da Defesa civil de Santa Catarina (DCSC), realizou um trabalho intenso nos últimos dias para atender todos os municípios atingidos pelo ciclone bomba que afetou 208 municípios catarinenses. Até o momento já foram liberados 91,8 mil itens de assistência humanitária no valor de R$ 1,84 milhão. As solicitações de apoio ainda estão sendo encaminhadas ao Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CIGERD).

Logo após a chegada das demandas dos municípios, os itens são entregues em até 24 horas. “Nossa maior preocupação foi preparar as cidades afetadas para a chegada do novo ciclone nesta terça-feira”, comentou o Chefe da DCSC, João Batista Cordeiro Júnior. Segundo ele, a agilidade é resultado da dedicação dos profissionais das Defesas Civis municipais, que realizaram o levantamento das necessidades em conjunto com as estruturas da administração dos municípios. “Os técnicos da DCSC não mediram esforços para dar todo o suporte às áreas atingidas”, ressaltou. Ele também reforçou o apoio de todos os órgãos do Governo do Estado, que atuam de forma conjunta.

João Batista explica que no início de cada ano a DCSC realiza pregões de registro de preço que possibilitam uma resposta rápida aos desastres. “O planejamento também foi fundamental para o sucesso da operação”, completou.

Dentre os produtos entregues estão 69.643 telhas de fibrocimento, 6.476 cumeeiras, cestas básicas, colchões de casal e solteiro, kit de acomodação para casal e solteiro, de higiene pessoal, parafusos e pregos para telhas. Apenas para Garuva, um dos municípios mais atingidos do Estado, já foram destinados 26.077 itens, dentre eles 23.322 telhas.

“Estamos indo em frente e a cada dia avançamos no atendimento as famílias e no caminho para a estruturação do município”, comentou o prefeito de Garuva, Rodrigo Adriany David. De acordo com ele, o apoio do Governo do Estado foi fundamental. “Estamos na fase final de entrega de telhas que estão fazendo a diferença. Mesmo neste momento de desastre, a população está confiante”, destacou.

A distribuição de itens de assistência humanitária está sendo realizada com apoio de forças-tarefa do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Defesa Civil. Em Garuva, 70% da distribuição de energia elétrica já foi restabelecida. Para a reconstrução das linhas de transmissão foi necessária a troca de 200 postes.

Prejuízos ainda são contabilizados

Até o momento 179 municípios registraram danos e prejuízos no Sistema do Ministério da Integração Regional que ultrapassam R$ 427 milhões. A agricultura foi a área mais afetada com perdas avaliadas em mais de R$ 223 milhões. Outro setor que também foi bastante afetado foi o de geração e distribuição de energia elétrica que já soma mais de R$ 59 milhões em prejuízos.

Informações adicionais para imprensa:
Flávio Vieira Júnior
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil - DC
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889 / 99651-5888
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
Site: www.defesacivil.sc.gov.br


Foto: Divulgação/ DCSC

Ciclones são fenômenos comuns no inverno. Ao longo dos próximos dias, um novo ciclone extratropical deverá chegar ao Estado, mas em partes e com menor intensidade. De acordo com as previsões da Epagri/Ciram, na terça-feira, o ciclone atingirá as regiões oeste, meio oeste e sul de Santa Catarina. Durante sua formação, o ciclone acarretará chuva persistente e uma nova frente fria.

Com rajadas de 50 a 70 km/h, no dia 7, os ventos serão mais fracos em comparação com o ciclone que atingiu o Estado no dia 30 de junho, que chegou a alcançar 168,8 km/h nas regiões mais afetadas. Dessa vez, os ventos devem atingir apenas algumas cidades, diferente do ciclone anterior que abrangeu todas as regiões catarinenses.

Já na quarta-feira, dia 8, o ciclone chegará ao litoral e ao planalto Sul, com ventos que podem alcançar de 60 a 80 km/h. Nessas regiões há chances de chuva e de baixa na temperatura ao final do dia. O mar fica agitado e com risco de ressaca, o que cria condições desfavoráveis para navegação de pequenas e médias embarcações até quinta-feira de manhã. Os ventos irão acalmar e os últimos dias da semana serão marcados pelo tempo frio e seco, com sol durante o dia e possibilidade de geada.

Confira a previsão da Epagri/Ciram:

Terça-feira (07/07):
- Tempo: céu encoberto com chuva mais persistente em SC, moderada a forte em alguns momentos. Risco de temporal isolado no Oeste, Meio-Oeste e Planalto Sul. No decorrer do dia, o tempo melhora com aberturas no norte do estado.
-Temperatura: amena devido à cobertura de nuvens.
- Vento: sudeste a nordeste, moderado com rajadas de 50 a 70km/h.
- Sistema: área de baixa pressão influenciando SC.

Quarta-feira (08/07):
- Tempo: mais nuvens e condição de chuva em SC, especialmente na madrugada e manhã, melhorando no decorrer do dia em boa parte do estado.
- Temperatura: em declínio no oeste e sul do estado com o avanço de uma massa de ar frio de origem polar. Nas demais regiões, em elevação, com declínio no fim do dia.
- Vento: noroeste a sudoeste, moderado com rajadas mais intensas de 60 a 80km/h no Planalto Sul e Litoral, devido a um ciclone extratropical próximo ao litoral do RS.

Quinta-feira (09/07):
- Tempo: amanhecer com mais nuvens no oeste e sul de SC. No decorrer do dia, tempo seco e frio com predomínio de sol em todas as regiões.
- Temperatura: baixa, com condição para formar geada no Planalto Norte.
- Vento: sudoeste a sul, fraco a moderado com rajadas mais intensas de 50 a 60 km/h no Litoral, na madrugada.

Sexta-feira (10/07):
- Tempo: seco e frio com sol em todas as regiões de SC.
- Temperatura: baixa, com condição para formar geada ampla do Oeste ao Planalto e de forma isolada no Alto Vale do Itajaí, Florianópolis Serrana e no Litoral Sul.
- Vento: sudeste a nordeste, fraco a moderado.

Informações adicionais para imprensa:
Gabriela Ferrarez Figueiredo
Assessoria de Imprensa
Secretaria Executiva de Comunicação - Secom
E-mail: ferrarezgabriela@gmail.com
Fone: (48) 3665-3045
Site: www.sc.gov.br