Fotos: Nidus/Divulgação

O Decreto n° 1.098, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, 14, consolidou as atividades do laboratório Nidus como o responsável por promover a inovação aberta no âmbito do Governo do Estado de Santa Catarina. Ele tem a finalidade de estimular o empreendedorismo na gestão pública estadual, além de desenvolver, implementar, fortalecer e disseminar iniciativas inovadoras de forma articulada.

Coordenado pela Gerência de Inovação em Governo (Gerig), vinculada à Diretoria de Tecnologia e Inovação (DITI) da Secretaria de Estado da Administração (SEA), o Nidus permite a conexão entre os principais atores dos ecossistemas de inovação. De acordo com a gerente de Inovação, Luana Bayestorff, o grande desafio é disseminar uma nova cultura entre os servidores.

“O ato de desenvolver processos e projetos inovadores, envolvendo instituições de pesquisas, startups e empresas, além gestão pública estadual é algo novo para Santa Catarina, mas estamos construindo uma boa base de conhecimento entre os servidores, com muitos cursos, oficinas e webinares, para transformar a gestão pública estadual e tornar o Governo de Santa Catarina digital, inovador e eficaz”, afirma.

Inaugurado em dezembro de 2019, o Nidus já apresentou propostas para todas as áreas do governo catarinense. Neste tempo, foram realizados 11 webinares de temas ligados à inovação da gestão pública, 11 desafios lançados e 151 novas startups conectadas, além do programa destinado aos servidores do Estado chamado Nidus Motivator.

Com a publicação do decreto, Luana acredita que poderá fortalecer ainda mais o laboratório. “Já temos programados projetos com a Defesa Civil, IMA, Santur, Arquivo Público de Santa Catarina, Defensoria Pública, Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria da Fazenda, além de uma nova parceria de editais de fomento com Fapesc”, conclui.

Informações adicionais para imprensa
Rafaela Gesser
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Administração - SEA
E-mail: comunicacao@sea.sc.gov.br
Fone: (48) 3665-1636 /(48) 99105-4085
http://www.sea.sc.gov.br 


Imagem: Divulgação / Fapesc

As inscrições para o 1º Prêmio Fapesc de Jornalismo em CTI – Ciência, Tecnologia e Inovação podem ser realizadas até o dia 1º de março. Serão aceitos trabalhos publicados/veiculados entre 1º de janeiro de 2020 e 26 de fevereiro de 2021. Ao todo, serão destinados R$ 142,5 mil aos vencedores. O objetivo do prêmio é reconhecer as contribuições dos profissionais de comunicação de Santa Catarina.

De acordo com o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, o prêmio é mais uma das iniciativas que buscam fortalecer o ecossistema de CTI. “Difundir as pesquisas, seus resultados e impactos para a sociedade é essencial para termos transparência no uso dos recursos públicos, bem como gerar novas conexões e oportunidades para os pesquisadores e inovadores. Além de ampliar os recursos para fomentar essas ações em nosso estado”, destaca.  

E esse fortalecimento passa também pela valorização dos profissionais de comunicação e dos seus trabalhos. “Com o prêmio Fapesc de Jornalismo objetivamos identificar profissionais que estão levando para a sociedade as informações relacionadas à ciência, pesquisa, tecnologia e inovação. Queremos reconhecer e homenagear esses profissionais que prestam esse relevante serviço em prol do ecossistema de CTI”, acrescenta Holthausen.  

O Prêmio Fapesc de Jornalismo contempla cinco categorias: mídia impressa, internet, fotografia, rádio e TV. E com o objetivo de buscar o equilíbrio regional, está dividido em duas etapas: regional e estadual. Na Regional, os vencedores das regiões Norte, Sul, Oeste, Vale do Itajaí, Serra e Grande Florianópolis disputarão o prêmio Estadual. 

Serão distribuídos aos três primeiros lugares da etapa regional R$ 1 mil, R$ 750 e R$ 500. Já os vencedores estaduais ganharão R$ 7 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente. As inscrições devem ser feitas na Plataforma da Fapesc.

>> Confira aqui o edital 

Mais informações para a imprensa:
Maurício Frighetto
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc
E-mail: mauricio@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (48) 99932-4209
Site: www.fapesc.sc.gov.br


Foto: Divulgação/Global Data

Cooperação internacional é uma ferramenta importante para que órgãos públicos e instituições de pesquisa garantam desenvolvimento econômico e social. Mas essa troca de informações e conhecimento também vem se expandindo na iniciativa privada, especialmente com empresas de tecnologia. Pensando nesse mercado crescente, as catarinenses Júlia Koch e Júlia Mascarello criaram a startup Global Data, em Florianópolis, para mapear indicadores e ajudar no fechamento de acordos.

Segundo as duas sócias, a ideia da empresa começou em um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que tratava justamente de relações internacionais e ciência, tecnologia e inovação. Agora a empresa começa a avançar com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc).

“A Global Data surge nesse contexto de querer fazer uma intersecção entre as relações internacionais com a ciência, tecnologia e inovação e todas as possibilidades de melhorias econômicas e sociais que isso gera”, destaca Júlia Koch.

Júlia Mascarello explica o interesse dos países no crescimento gerado pela ciência, tecnologia e inovação (CTI), apesar de muitos deles não serem autossuficientes nessas áreas. “A gente vê cada vez mais aumentando esses acordos de cooperação, de intercâmbio entre países. Também entre empresas, entre governos e instituições de pesquisa”, completa.

Do problema à solução

Se o acordo de cooperação internacional é uma saída viável para desenvolvimento em CTI, a negociação desses termos pode ser um pouco mais problemática. É o que apontam as sócias da Global Data.

Segundo elas, o Brasil age ainda de forma muito reativa. Assim, espera que instituições ou países estrangeiros convidem para fazer parceria. Só então que se pensa em internacionalização.

Segundo Júlia Mascarello, o problema está na falta de informação. “Os países em desenvolvimento não conseguem aproveitar justamente porque não têm informação suficiente sobre o parceiro internacional, sobre o que ele pode oferecer e se realmente é o melhor para cooperar”, destaca.

É nesse sentido que a Global Data atuar: vai mapear os melhores países e parceiros para acordos de cooperação usando como base os indicadores nacionais e internacionais.

Primeiro trabalho

As jovens já tiveram o primeiro teste da metodologia que estão desenvolvendo na reunião de apresentação de indicadores do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) com representantes da Valônia, na Bélgica. A Global Data foi responsável por gerar os indicadores para a cooperação com dados tanto do Brasil quanto da região.

“Se você não tem esse tipo de informação, vai aceitar o que vier de pauta do outro lado. Não consegue estabelecer com tanta autoridade a agenda que é prioritária para o próprio Brasil”, destaca Júlia Koch.

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, e o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amauri Bogo, também participaram desse encontro virtual. O Estado está habilitado a cooperar científica e tecnicamente com a região belga tanto para pesquisa como para troca de experiências na iniciativa privada.

Apoio da Fapesc

 A Global Data é uma das 314 participantes do Programa Nascer de pré-incubação de ideias, realizado em 15 cidades de Santa Catarina pela Fapesc e em parceria com o Sebrae/SC. No programa, cada grupo participante recebe gratuitamente suporte com mentorias, workshops e palestras com profissionais relevantes no mercado.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, um dos objetivos do Programa Nascer é justamente estruturar uma ideia ou um projeto vindo do meio acadêmico para transformá-lo em um negócio. “Tive oportunidade de conhecer o trabalho realizado pelas empreendedoras na reunião do Confap com os empreendedores e pesquisadores da Bélgica. Foi um excelente material produzido por elas, que foi elogiado pelos presidentes de várias fundações de amparo à pesquisa do Brasil. Fui tomado por um sentimento de orgulho perante meus pares por saber que aquele material foi produzido pelas empreendedoras catarinenses”, comenta.

O superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, destaca que é necessário estimular a criação de novas empresas. “Empreender pode ser a alternativa para milhares de brasileiros enfrentarem esse momento de crise. Por meio dessa parceria, o Sebrae/SC vai garantir suporte aos empreendedores selecionados para que os seus negócios sigam o caminho do sucesso”, ressalta.

Segundo a gerente de Inovação da Fapesc, Gabriela Marger, essa é uma forma de impulsionar o início de uma trajetória empreendedora. “O Programa Nascer é uma importante oportunidade para quem quer empreender e gostaria de apoio para organizar sua ideia inovadora e desenvolver seu plano de negócio”, comenta.

Já o professor Luiz Salomão Ribas Gomez, criador da ferramenta exclusiva TXM Business, usada no Programa Nascer, e idealizador do Cocreation Lab, destaca a importância da pré-incubação para o desenvolvimento de projetos como o Global Data: "Mesmo as boas ideias precisam passar por diferentes processos para que sejam testadas e validadas. Assim, as empresas saem mais bem preparadas para o mercado, com mais chances de serem bem-sucedidas", explica.

Júlia Koch e Júlia Mascarello esperam concluir a passagem pelo Programa Nascer com uma plataforma e uma metodologia de trabalho para auxiliar com informações que são “chave” para inserção internacional, seja de um órgão público ou de pesquisa, seja uma empresa privada. Depois, as sócias pretendem seguir para um processo de incubação e de aceleração para que a startup cresça.

Para conhecer outros projetos em andamento no Programa Nascer, acesse www.fapesc.sc.gov.br.

Informações adicionais para imprensa:
Gisele Krama
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc
E-mail: gisele@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (48) 3665-4857 / 99122-2201
Site: www.fapesc.sc.gov.br


Entrega do Prêmio de Inovação em fevereiro de 2020. Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo / Secom

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) completa 24 anos no sábado, 9 de janeiro, focada em fazer de 2021 um ano repleto de ações e conquistas para o ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). “Toda a equipe está trabalhando arduamente para qualificar os programas de CTI disponibilizados aos catarinenses, bem como para gerar novas oportunidades e desafios”, afirmou o presidente da fundação, Fábio Zabot Holthausen.   

A Fapesc surgiu em 1997 como Fundação de Ciência e Tecnologia. Na época, manteve a sigla Funcitec, que remetia ao Fundo Rotativo de Fomento à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina, de 1990. 

O nome Fapesc surgiu pela primeira vez em 2005, quando houve a alteração das atribuições e a mudança na nomenclatura. Em 2011, foi incorporado o termo inovação, chegando à denominação usada até hoje: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina.

Vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), a Fapesc é o órgão do Estado de Santa Catarina responsável pela execução da política catarinense de CTI. “A Fapesc tem contribuído e atuado de forma proativa para a evolução da ciência, das empresas, das universidades, das instituições e dos cidadãos catarinenses”, avaliou o presidente. “Apoiamos, ao longo destes 24 anos, milhares de negócios, empreendedores, inovadores e pesquisadores. Ajudamos a criar empresas e inovações com centenas de casos de sucesso. Formamos mestres e doutores com inserção na academia, empresas e organizações estaduais, nacionais e internacionais”.

Segundo o presidente, a atuação da fundação tem permitido que o Estado de Santa Catarina e suas empresas sejam competitivos e inovadores, que tenham habitats preparados para receber inovadores e pesquisadores e que as universidades qualifiquem seus projetos, programas stricto sensu, laboratórios e estruturas de pesquisa e de empreendedorismo inovador. “A Fapesc está no dia a dia dos catarinenses levando conhecimento, inovações e oportunidades a partir de seus apoios e resultados de seus programas e editais”.

Projetos para 2021

Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amauri Bogo, o ano de 2021 será marcado por um intenso trabalho para consolidar o plano estratégico da atual administração e na obtenção dos primeiros resultados dos 19 editais lançados em 2019 e no financiamento e gerenciamento dos 34 editais lançados em 2020. Tudo isso mostra o valor da instituição e prepara para os 25 anos da Fapesc.

“Nessa gestão, focamos em ações e projetos que vão incentivar e impulsionar todo o ecossistema de CTI de Santa Catarina como também mostrar o potencial e relevância da comunidade catarinense e o papel social da Fapesc. Nos últimos anos, a fundação vem mudando e está focada em avançar para suprir as demandas geradas por um Estado a cada ano mais inovador. Essa é a imagem que queremos estruturar: de que estamos investindo no futuro do Estado”, destacou.


Foto: Cristiano Estrela / Arquivo / Secom

O ano terá a execução de programas importantes, como o Programa de Pesquisa Universal, o Programa de Pesquisa para SUS e o Centelha e o Tecnova, que apoia produtos e empresas inovadoras. Também terá resultados dos programas ligados ao enfrentamento da covid-19 e dos apoios ao Centros de Inovação, Núcleos de Inovação Tecnológica e Incubadoras de Empresas.

A Fapesc vai lançar ainda a Revista de Divulgação Científica e realizar a Conferência Estadual de CTI, entre outras novidades. “Estaremos mais próximos das regiões do estado e visitando os projetos para conhecer e divulgar os resultados e impactos para Santa Catarina”, prometeu o presidente.

Fortalecimento da estrutura

Embora seja uma fundação nova – a Fapesp, de São Paulo, e a Fapergs, do Rio Grande do Sul, por exemplo, têm mais de 50 anos –, a Fapesc já promoveu muitas conquistas para os catarinenses. E, para seguir sua missão, busca se aprimorar.

Segundo Holthausen, a gestão está procurando fortalecer a estrutura administrativa da fundação e melhorar os processos e estruturas físicas e tecnológicas para preparar a Fapesc para os próximos 25 anos. “Uma de nossas metas é dar perenidade aos processos e programas e ampliar os recursos públicos e privados para aplicação nos programas de fomento geridos pela fundação. Nos anos de 2021 e 2022 atuaremos com esse objetivo e nos comprometemos com a geração de oportunidades, articulações e fomentos para o Ecossistema Catarinense de CTI.”

Agradecimentos

O presidente faz um agradecimento especial a todos os colaboradores que atuam na Fapesc e a todos os gestores e trabalhadores que passaram pela fundação nestes 24 anos. “O esforço e dedicação das pessoas é que fazem a Fapesc ser o que é e que permite essa interação e amparo a todo o ecossistema de CTI”, afirmou. “É importante destacar também todo o apoio que o Governador Carlos Moisés e equipe de gestores e servidores do Estado têm dado para a Fapesc e, consequentemente, para o Ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Santa Catarina.”

Mais informações para a imprensa:
Maurício Frighetto
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc
E-mail: mauricio@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (48) 99932-4209
Site: www.fapesc.sc.gov.br


Fotos: Mauricio Vieira/ Secom

Ao mesmo tempo em que busca uma solução para combater a pandemia causada pela Covid-19, a comunidade científica do mundo todo quer entender como o novo coronavírus funciona e suas mutações. Santa Catarina participa desse esforço internacional com um estudo coordenado pelo professor Glauber Wagner, Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A pesquisa tem como objetivo sequenciar o genoma do vírus que circula nas diferentes regiões do Estado. A ideia é avaliar a dispersão e as mutações. Com essas informações, será possível traçar estratégias de saúde para conter o avanço da pandemia. 

Até dezembro já foram sequenciadas 50 amostras e até a primeira quinzena de fevereiro outras 50 passarão pelo processo. A previsão é encerrar essa etapa já no próximo mês para começar a análise do genoma do vírus. 

>> Mais fotos na galeria

Segundo Glauber, que coordena o Laboratório de Bioinformática da UFSC, várias pesquisas têm demonstrado que o conhecimento sobre o genoma e os tipos virais em circulação pode ser aplicado para observar os grupos de transmissão. “Ou seja, determinados genótipos, será que eles podem estar circulando em uma região do Estado e outros em outra região? Isso poderia permitir aos gestores entender um pouquinho dessa dinâmica em nível estadual e, talvez, até adotar políticas mais específicas para determinadas regiões”, explica o professor. 

O estudo conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), que destinou R$ 100 mil via edital.  Os recursos serão usados para compra de computadores - para análise dos dados usando a bioinformática - e para cobrir os custos do sequenciamento do genoma do vírus. 

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, além de apoiar esse estudo, a fundação também está acompanhando sua evolução e os resultados. “Parabenizamos à UFSC pela articulação, bem como demais universidades e pesquisadores envolvidos, pelo esforço de buscar o aprofundamento do conhecimento para enfrentar essa pandemia” destaca. 

O professor Glauber explica ainda que, após a análise das informações, os resultados serão disponibilizados em plataformas globais para análise de outros pesquisadores. “Pretendemos contribuir para além do entendimento da epidemia aqui no Estado. Nossos dados vão servir para a comunidade científica entender como ocorre no mundo inteiro”, completa.   

Como funciona a pesquisa

São coletadas amostras com swap nasofaringe de pacientes que foram diagnosticados com Covid-19 em Santa Catarina. Esse material é enviado para processamento no Laboratório de Biologia Molecular e Sorologia do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, em Florianópolis, que é referência para esse tipo de trabalho dentro da UFSC.

“De lá, essa amostra vem para nosso laboratório para uma etapa de amplificação do genoma viral. Para termos um volume viral significativo e então levar para um sequenciador, que é feito em uma empresa terceirizada”, explica o professor Glauber. 

Após o sequenciamento do genoma, os dados retornam para o Laboratório de Bioinformática para que a equipe possa trabalhar com as informações. São usados diferentes algoritmos da ciências de dados e de machine learning. Assim, é possível traçar os perfis de genótipos do vírus no Estado tanto temporalmente quanto espacialmente. 

Ao final do projeto, previsto para meados de 2021, também será criada uma plataforma catarinense para compartilhamento dos resultados, contendo os genótipos avaliados ao longo de um ano em Santa Catarina.  

Resultados para além da Covid-19

O Laboratório de Bioinformática da UFSC trabalha com sequenciamento de genoma desde 2001. Mas a atuação, até então, era focada em outros parasitas. A pandemia mudou a rotina de trabalho dos pesquisadores e concentrou esforços para a análise do novo coronavírus. 

A ideia, segundo o professor Glauber, é que essa pesquisa traga resultados no longo prazo, para além da publicação de artigos científicos e da divulgação dos dados sobre Covid-19.

Uma das consequências do investimento feito pela Fapesc é a melhoria das condições do laboratório, que vai permitir outros estudos, como também ampliar a qualidade das análises e o uso de novas metodologias, que impactarão no combate a outras doenças.

Pesquisa em rede

Além do apoio da Fapesc, a pesquisa coordenada pelo professor Glauber Wagner contou com diferentes parcerias. Os hospitais Regional do Oeste, de Chapecó, e Santa Terezinha, de Joaçaba, contribuíram com a coleta das amostras. Mais recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde e o Laboratório Central (Lacen) fecharam acordo com os pesquisadores, ampliando a oferta de material de diferentes regiões do Estado. 

Na parte prática da pesquisa, contribuíram ainda a equipe do Hospital Universitário, do Laboratório de Virologia Aplicada (UFSC), do Laboratório de Protozoologia (UFSC), do Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia (UFSC), Laboratório de Imunologia Aplicada (UFSC) e da University of Georgia (EUA). 

O sequenciamento do genoma será feito pela startup catarinense Biome-Hub, de Florianópolis. 

Mais estudos sobre a pandemia

 A pesquisa coordenada pelo professor Glauber Wagner é uma das 16 que receberam apoio da Fapesc para combate à pandemia e seus efeitos. Ao todo, a fundação investiu R$ 2,2 milhões em recursos e bolsas para que esses estudos possam resultar em novos conhecimentos, dados e produtos.

O presidente da Fapesc reforça ainda que o apoio dado a essas pesquisas trará resultados para além da pandemia. “Esses investimentos estão gerando conhecimento e engajando pesquisadores, que vão poder nos auxiliar a enfrentar outras doenças ou mesmo epidemias futuras”, explica Fábio. 

Para acompanhar todos os estudos apoiados pela Fapesc, acesse www.fapesc.sc.gov.br.

Informações adicionais para imprensa:
Gisele Krama
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc
E-mail: gisele@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (48) 3665-4857 / 99122-2201
Site: www.fapesc.sc.gov.br


Imagem: Divulgação / Fapesc

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) lançou quatro editais em parceria com órgãos do Estado para contratação de bolsistas para atuar em pesquisa e inovação no serviço público. Ao todo, são 27 vagas para diferentes áreas. As inscrições vão até 11 de janeiro, diretamente na plataforma da fundação.

Há oportunidades para atuar na Controladoria-Geral do Estado, na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (SDE) e no Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). O valor da bolsa varia de R$ 3 mil a 4 mil.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, essas chamadas fazem parte de um amplo programa para levar a ciência, a tecnologia e a inovação para dentro do Governo do Estado. “A seleção de recursos humanos se dá para gerar a ampliação de oportunidades para pesquisadores e profissionais, bem como para a geração de conhecimento e metodologia aplicada aos problemas da sociedade”, explica.

Na mesma linha, a gerente de Eventos em Ciência, Tecnologia e Inovação, Ana Paula Netto Carneiro, também responsável pelos editais de bolsa, destaca o esforço feito na fundação para garantir essa parceria. “A Fapesc, no final deste ano tão conturbado que foi 2020 e em meio às demandas geradas pela pandemia de Covid-19, conseguiu lançar chamadas públicas para atender às necessidades dos órgãos do Estado com pesquisadores capacitados”, destaca.

Descrição das bolsas

A CGE lançou dois editais em parceria com a Fapesc para contratação de quatro bolsistas. Esses pesquisadores atuarão para criar metodologias para auditoria na folha de pagamento do Governo do Estado e desenvolvimento de tecnologia para transparência e dados abertos. Podem se inscrever profissionais formados nas áreas de Ciências Contábeis, Tecnologia da Informação, Administração, Administração Pública, Gestão de Projetos e Tecnologia em Processos Gerenciais. O valor da bolsa é de R$ 4 mil.

O Corpo de Bombeiros Militar lançou um edital com duas vagas. As oportunidades são direcionadas a engenheiros civis e arquitetos que queiram atuar no Programa de Pesquisa e Inovação em Projetos Preventivos (PPCI). A remuneração dos bolsistas é de R$ 3 mil.

A SDE está selecionando 21 bolsistas para atuar no Programa de Pesquisa e Inovação em Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) e Gerenciamento Costeiro (GERCO) de Santa Catarina. O valor da bolsa varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Para saber quais profissões podem participar da seleção, acesse www.fapesc.sc.gov.br.

Parceria com o poder público

O lançamento dos quatro editais para seleção de bolsistas faz parte do programa desenvolvido pela Fapesc para aproximar o Governo do Estado do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação de Santa Catarina. O #Fapesc@Gov+Pesquisa&Inovação ganhou força neste ano com lançamento de editais e o credenciamento dos órgãos públicos interessados em participar. A ideia é expandir essas parcerias ao longo de 2021.

Além dos editais para bolsas, a Fapesc também atuou na intermediação entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Defesa Civil para elaboração do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado. Também foram contratados bolsistas para atuar no Escritório de Gestão de Projetos do Governo do Estado (Eproj) e do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), feito em parceria com a SDE.

A Fapesc também publicou editais para mapeamento de pesquisas e tecnologia para o setor de agricultura e incentivou soluções tecnológicas para o setor de turismo. Essas chamadas públicas foram lançadas em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural (SAR) e com a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur), respectivamente.

Também foram credenciados para parcerias futuras a Epagri, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), a Secretaria de Estado da Administração (SEA), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Acompanhe todos os editais lançados pela Fapesc em www.fapesc.sc.gov.br.

Informações adicionais para imprensa:
Gisele Krama
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc
E-mail: gisele@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (48) 3665-4857 / 99122-2201
Site: www.fapesc.sc.gov.br

Foto: Maurício Vieira/Secom

O ano de 2020 proporcionou a expansão do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação catarinense em direção a todas as regiões. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) contribuiu com isso ao lançar o recorde de 34 editais. O número é mais de três vezes superior à média dos anos anteriores.

O presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, explica que a missão é promover o ecossistema catarinense de ciência, tecnologia e inovação com fomentos e ações de integração. Resultando em equilíbrio regional e desenvolvimento econômico sustentável. Outro papel é integrar diferentes agentes que produzem conhecimento e soluções.

“O investimento feito pelo Governo do Estado por meio da fundação é essencial para a manutenção e crescimento da pesquisa e da inovação. Buscamos cada vez mais recursos, parcerias e chamadas públicas que atendam as demandas dos setores e das áreas do conhecimento. Conectamos empresas, empreendedores, pesquisadores, universidades, governo e sociedade com foco na solução dos problemas. As ações da Fapesc já estão produzindo resultados, mas trarão ainda mais impactos positivos para a sociedade catarinense nos próximos anos”, destaca Holthausen.

Em 2020, também houve um trabalho para modernizar a fundação e prepará-la para os desafios de 2021. O projeto de reforma da sede foi estruturado e houve um levantamento de necessidades de equipamentos tecnológicos e softwares.

Força-tarefa contra a Covid-19

Foram lançados pela Fapesc três editais para combate à pandemia e seus efeitos, resultando em 16 projetos aprovados e um investimento que chega a R$ 2,2 milhões. Entre as soluções mais aguardadas no Brasil e no mundo está o desenvolvimento de vacinas.

Um dos estudos propõe a combinação da vacina já existente contra tuberculose (BCG) como um novo imunizante para o coronavírus. Neste momento, o grupo de pesquisa desenvolve bactérias BCG contendo antígenos do SARS-Cov-2 com o objetivo de proteger de uma única vez contra tuberculose grave e Covid-19.

Enquanto a vacina catarinense não chega, outro estudo propõe o uso de um imunizante que já esteja no calendário vacinal, como é o caso da tríplice viral que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Os resultados preliminares apontaram que quem recebeu a vacina ficou imune ou teve sintomas menos graves da doença.

Prêmios e reconhecimentos

Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Mas nem tudo em 2020 foi relacionado à pandemia. Os primeiros meses permitiram celebrar as conquistas realizadas em anos anteriores. Assim a Fapesc homenageou os 30 vencedores do Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer.

Foram premiadas empresas como Ciser e Whirlpool, de Joinville, ou mesmo a Softplan de Florianópolis, grandes geradoras de inovação e empregos.

Também startups que chegam agora no mercado com soluções que despontam pelo ineditismo e complexidade como é o caso da Biocelttis, produtora de tecido humano em laboratório, ou mesmo a NanoScoping, que cria soluções a partir de nanotecnologia. O ano termina com o edital da nova edição do prêmio em andamento. A divulgação dos finalistas será feita em março de 2021.

A fundação resolveu homenagear também quem dá visibilidade às pesquisas e às inovações produzidas em Santa Catarina. Para isso, lançou o Prêmio Fapesc de Jornalismo. Poderão participar jornalistas e veículos de todo Estado. Haverá uma etapa regional e outra estadual, premiando os melhores trabalhos em cinco diferentes categorias. As inscrições estão abertas até 1º de março de 2021. Mais informações podem ser encontradas no site da Fapesc.

Quase R$ 15 milhões em pesquisa

Ao longo de 2020, a Fapesc lançou 13 editais destinados ao fortalecimento da pesquisa em Santa Catarina. O investimento chega a quase R$ 15 milhões. O mais aguardado deles é o Programa de Pesquisa Universal, que não tinha novas edições desde 2014. O investimento de R$ 4 milhões em novas pesquisas e a regionalização fizeram dele uma das ações da Fapesc mais aguardadas e comemoradas pelos cientistas catarinenses.

A saúde também foi destaque do ano. Além das chamadas envolvendo a pandemia, a fundação destinou, em parceria com o Governo Federal e a Secretaria de Estado da Saúde, R$ 2,5 milhões para estudos relacionados ao SUS. O edital PPSUS não era lançado desde 2015 e foi um dos grandes incentivos para novas propostas na geração de conhecimento e soluções para a saúde pública.

Inovação como estratégia de desenvolvimento

A Gerência de Inovação da Fapesc é recente. Começou a operar em 2019, a partir da reforma administrativa feita pelo Governo do Estado. Desde então, vem colecionando lançamentos de importantes programas de incentivo ao empreendedorismo inovador, como o Centelha e o Tecnova II. Os dois editais avançaram ao longo deste ano com a seleção de projetos e a transferência de recursos para os contemplados.

Mas a grande surpresa do ano foi o início das primeiras turmas do Programa Nascer, realizado em parceria com o Sebrae/SC. Nele, 314 equipes passaram ou estão passando por um processo de pré-incubação que tornarão uma ideia em um negócio viável. A intenção é que esses novos empreendedores terminem as mentorias com condição de serem incubados, receberem investimento ou abrirem as próprias empresas.

Foco nas bolsas

A pandemia impediu que eventos de ciência e tecnologia fossem realizados presencialmente. Mas a equipe da Gerência de Eventos de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc focou os esforços para manutenção e ampliação na oferta de bolsas para pesquisa e inovação.

Assim, a Fapesc garantiu investimento de R$ 7,3 milhões junto à Capes para novas bolsas que serão implementadas em 2021 para os cursos de pós-graduação emergentes ou em consolidação em Santa Catarina. O valor será em parte destinado pelo Governo Federal com contrapartida da Fundação.

Mais informações

Acompanhe o resultado do trabalho realizado pelo site da Fapesc. Ou ainda siga nas redes sociais como Facebook ou no Instagram. Também são disparados pelo WhatsApp boletins semanais com notícias de ciência, tecnologia e inovação, além de editais. Para receber, mande mensagem para o telefone (48) 98802-5794 ou clique aqui.

Informações adicionais para imprensa:
Gisele Krama
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc
E-mail: gisele@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (48) 3665-4857 / 99122-2201
Site: www.fapesc.sc.gov.br

 

As empresas selecionadas para atuarem no Parque Científico e Tecnológico Chapecó@ tiveram seus projetos homologados e aprovados pela Portaria Nº 190, divulgada nesta terça-feira, 22. 

"Mesmo com tantas adversidades que impõem mais esforço neste ano tão atípico, ficamos muito felizes quando nos deparamos com os números positivos que estão sendo gerados nos Centros de Inovação da Rede Catarinense de Centros de Inovação. Exemplo disto, é Chapecó, que teve os primeiros projetos aprovados das empresas que serão incubadas. Este habitat também possui um papel fundamental no desenvolvimento do Ecossistema Regional do Oeste e atuando de forma integrada com os outros Centros de Inovação", pontua o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (SDE), Rafael Meyer.

Foram 17 empresas aprovadas, que irão compor o espaço. Também estão presentes o Escritório de Projetos e Prestação de Serviços, o Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica, o Observatório do Sistema Regional de Inovação, o Centro de Residência em Software, a Incubadora Tecnológica, o Museu de Ciência e Tecnologia do Oeste Catarinense e o Concreation Lab da Unochapecó.

A Universidade assinou um termo de concessão de uso de bem imóvel do espaço, o que significa que a Unochapecó pode dar encaminhamento para os trabalhos do Parque pelos próximos 20 anos. A partir de agora, toda a estrutura da Agência de Gestão da Inovação da Universidade estará presente junto ao Chapecó@ para dar as condições necessárias para que novas empresas sejam criadas, e para que novos produtos e negócios sejam desenvolvidos.

De acordo com o diretor da Agência, Rodrigo Barichello, o Prédio 01 do Parque Científico e Tecnológico Chapecó@ vai iniciar suas operações com sua capacidade quase máxima. “Há pouco menos de um mês da abertura dos editais, 17 empresas já garantiram lugar no espaço. Este sucesso demonstra todo o trabalho realizado no fortalecimento e ampliação do ecossistema de inovação e empreendedorismo da região”, ressalta.

Os aprovados nos editais serão contatados pela Diretoria Executiva do Parque Científico e Tecnológico Chapecó@ a partir do dia 19 de janeiro de 2021 para definição dos espaços privativos e formalização dos contratos. Conheça as empresas aprovadas:

  • Agriness;
  • Ativa Brasil Perícias / CosmoSystem;
  • Cerumar Propriedade intelectual;
  • Deatec Acate;
  • Desbravador Software;
  • Dotse;
  • FCTER - Fundação Científica e Tecnológica em Energias Renováveis;
  • HUB2B;
  • Kemia Tratamento de Efluentes;
  • Norte Engenharia;
  • Renovigi Energia Solar;
  • Schumann;
  • Seedcap - Investimentos & Aceleração;
  • SomaSul;
  • TwoWeb Digital;
  • Vantec Máquinas e Equipamentos;
  • Zagonel Tecnologia Eficiente.

Com informações: Jessica Dayane Novello De Marco - Unochapecó

Mais informações para a imprensa:
Mariane Lidorio
Assessoria de Comunicação
Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável - SDE
Fone: (48) 3665-4298 / 99601-1488
E-mail: mari@sde.sc.gov.br
Site: www.sde.sc.gov.br


Foto: Julio Cavalheiro / Secom

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural do Estado de Santa Catarina (SAR) identificaram 147 pesquisas científicas e tecnológicas e soluções na área da agricultura e 79 startups de agritechs e foodtechs. O mapeamento mostra a rica diversidade do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Estado, que capacita produtores rurais, investe em diferentes culturas e faz o uso de ferramentas como inteligência artificial, drones e aplicativos. 

Para o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o mapeamento é importante para conhecer melhor o ecossistema. “O mapeamento vai servir para que a Secretaria da Agricultura e a Fapesc possam identificar e conhecer melhor o ecossistema e, com isso, definir melhor as ações para a ciência, tecnologia e inovação a partir de 2021”, afirma. “A ideia é que possamos ser mais assertivos dentro dos programas e desenvolver ainda mais os setores ligados à inovação e startups do agronegócio, que é um dos pontos fortes de Santa Catarina”, acrescenta. 

O mapeamento faz parte do Programa Agroinovação SC, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e suas empresas vinculadas –  Epagri, Cidasc e Ceasa. O objetivo é estimular iniciativas inovadoras e aprimorar as políticas públicas voltadas para o setor produtivo.

Também faz parte de um esforço da Fapesc para aproximar o governo estadual do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação (CTI) por meio do programa #Fapesc@Gov+Pesquisa&Inovação. Entre as inúmeras iniciativas do programa, como contratação de bolsistas e credenciamento dos órgãos do governo e elaboração de chamadas públicas, foram lançados dois editais na área da agricultura: um deles mapeou as pesquisas científicas e tecnológicas e/ou soluções com foco na Agricultura, Pecuária, Pesca e Agroindústria das ICTs e o outro mapeou as startups de Agritechs e Foodtechs de Santa Catarina.

“O mapeamento de startups e iniciativas inovadoras é fundamental para que a Secretaria da Agricultura e suas empresas vinculadas tenham acesso a informações que possam ajudar a definir as políticas públicas para potencializar a geração de inovações para o meio rural e pesqueiro de Santa Catarina. Não podemos pensar em um planejamento eficiente sem conhecer o que já existe, quais as demandas e desafios do setor produtivo", avalia o secretário da SAR, Ricardo de Gouvêa.

Os dois mapas mostram a grande diversidade de CTI no Estado. Na área das pesquisas e soluções, por exemplo, há o uso de inteligência artificial e tecnologias de visão computacional, elaboração de aplicativo para estimativa do peso de bovinos de corte, utilização de resíduos protéicos e até biofabricação de carne por impressora 3D. Dentre as startups estão empresas de diversas cidades do Estado, com soluções para produção vegetal, fruticultura, horticultura, aquicultura e pesca, pecuária de corte e de leite, avicultura e suínos.

Mais informações para a imprensa:
Maurício Frighetto
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc
E-mail: mauricio@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (48) 99932-4209
Site: www.fapesc.sc.gov.br


Centro de Inovação Vale do Rio do Peixe, inaugurado no dia 8 de dezembro em Joaçaba - Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

Com três habitats inovadores no Oeste, 2020 ficará marcado na história da Rede Catarinense de Centros de Inovação e de Santa Catarina. O ecossistema recebeu incentivos para fortalecer a cultura inovadora e tecnológica com a entrega de três centros na região. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), investe também em soluções e tecnologias digitais no campo, o que pode ser a chave para fazer o agronegócio crescer ainda mais nos próximos anos, assim como o despertar de novas economias.

“A entrega destes centros fortalece o ecossistema empreendedor da região Oeste e por estarem ligados à rede, o do Estado também. É o futuro que está se construindo. Apostar em inovação é transformar as cidades, com novas ideias e soluções para o estado, o país e até mesmo para o mundo”, frisou o governador Carlos Moisés.

Em março, foi entregue o Centro em Videira, por meio de uma parceria com o município. Em dezembro, foi a vez Chapecó e Joaçaba. Assim como foi firmada a parceria com a cidade de Caçador, para o fortalecimento do Inova Contestado. Todos credenciados à rede estadual.

“Resultado este da união de setor público e privado. Até o momento são nove habitats concluídos, entregues e ativos, fortalecendo e consolidando a rede. E vem mais por aí, além do desafio de chegar a outras fronteiras, não através de obras, mas em ecossistema”, enfatiza o secretário da SDE, Celso Albuquerque, reforçando ainda a entrega do Centro de Inovação Blumenau, no último dia 17.

A Rede

Criada pelo Governo do Estado, por meio da SDE, a Rede Catarinense de Centros de Inovação oferece mecanismos de apoio ao empreendedor.

“A partir da formação deste cinturão da inovação no Oeste, teremos, com toda certeza, uma grande aceleração do empreendedorismo inovador, que qualificará ainda mais o desenvolvimento econômico sustentável”, frisa o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovações da SDE, Rafael Meyer.

Tecnologia em números

O cenário mais recente mostra, segundo dados do Acate Tech Report 2020, que a região Oeste possui 1.291 empresas de tecnologia, com faturamento total de R$ 918 milhões. Além disso, foi a região que apresentou maior crescimento entre 2015 e 2019, com 27% de aumento no número de empresas.

Agora com os novos centros a ideia é contribuir ainda mais para o desenvolvimento econômico regional, promovendo a geração de emprego e renda no Estado.

Inovale traz oportunidades em Joaçaba



Levar a sexta posição no ranking das cidades pequenas mais inteligentes e conectadas do Brasil, em 2017, não foi apenas um título para Joaçaba, mas um exemplo de como é possível entregar eficiência apesar do orçamento limitado. Tendo como principal atividade econômica a indústria, em especial, o setor de metalomecânica, o município vem buscando respirar novos ares. E agora, com a entrega recente do Centro de Inovação Vale do Rio do Peixe – Inovale, a expectativa é fortalecer o ecossistema no Meio-Oeste.

Para o prefeito Dioclésio Ragnini, a obra marca o início de uma nova matriz econômica para a região. “Acreditamos que o Centro de Inovação irá possibilitar a geração de novas oportunidades na área de inovação, sendo um grande impulsionador do desenvolvimento. Além de auxiliar as empresas que já estão instaladas na cidade, também irá atrair outras”, afirma ele.

Centro vem fortalecer o agronegócio 



Santa Catarina vem se destacando em eficiência na geração de startups no país. E Chapecó não foge à regra dos índices catarinenses. A estimativa é que o Centro de Inovação Tecnológica de Chapecó - Prefeito Ledônio Migliorini impulsione o ecossistema inovador, que já cresce 30% ao ano na região. Além disso, aliado aos demais habitats do Estado, irão trazer uma melhoria na economia estadual.

Para o prefeito Luciano Buligon, o Oeste tem uma economia pujante, fortalecida pelo o agronegócio e o desenvolvimento agrícola. “Ficamos felizes que o Centro Tecnológico de Chapecó terá uma importante interface com os demais habitats do Estado. Com este network proporcionará uma força motora maior para o desenvolvimento regional. Não tenho nenhuma dúvida de que isto trará resultados efetivos para o segundo centenário”, comemora Buligon.

Incentivo em Videira


Foto: Mauricio Vieira / Secom

Embora tenha cerca de 50 mil habitantes, Videira é berço da vitivinicultura e tem o empreendedorismo e a inovação no DNA da população. Para trazer novas perspectivas de desenvolvimento, outras tecnologias e mais emprego, há nove meses o município conta com o Centro de Inovação Dante Martorano, que está integrado à rede estadual, mesmo sendo construído e mantido com recursos municipais.

Uma das principais intenções de Videira, é manter a mão de obra jovem e talentosa no município. “Temos aqui um capital intelectual muito diferenciado e os nossos jovens quando chegam na época de formação, buscam outros locais para empregar o conhecimento deles. Para isso, queremos dar uma atenção bem especial ao agronegócio, buscar soluções dentro do centro que dê sustentabilidade a este caso”, pontua o prefeito de Videira, Dorival Carlos Borga.

O protagonismo de Caçador

Criado para promover e dar suporte ao empreendedorismo inovador, ajudando a criar e expandir negócios inovadores na cidade de Caçador e região, o Inova Contestado, que é mantido pela prefeitura municipal, é outro habitat que está dentro da rede estadual.

“Com missões e projetos do nosso habitat, e agora, com a formação deste cinturão, nossa meta é encurtar a distância entre as pessoas talentos, conhecimentos, habilidades e atitudes, das que possuem o capital, o que resultará no desenvolvimento da nossa economia e fortalecimento de Caçador”, frisa a coordenadora do Inova Contestado, Giana Silva.

Até o momento, o Inova Contestado já recebeu a pré-incubação de 19 projetos que transformaram suas ideias em empreendimentos. Atualmente, sete equipes estão pré-incubadas, desenvolvendo este novo modelo de empreendedorismo, por meio do Programa Nascer, promovido pela Fapesc, vinculada à SDE.

Um exemplo é a startup IHOPS, que atua com o delivery de bebidas. Segundo o diretor de tecnologia da empresa, Eduardo Raizer, o que faltava para o crescimento do negócio era definir o DNA e o propósito. E estar pré-incubado está sendo essencial.

“Antes do Nascer, estávamos estagnados, pois nós não sabíamos muito pra onde ir e nem onde estávamos errando. Agora, com as mentorias estamos desenvolvendo muito. Ela nos auxilia na parte de validar hipóteses, saber quem são nossos clientes em potencial, otimizar o tempo e usar ele de forma assertiva, entre outros benefícios”, conta Raizer.

Benefícios às empresas

A 2A3R, que atua no mercado de treinamento e orientação corporativa, é uma das empresas que está instalada em um ambiente inovador do Oeste, e não demorou para entender o que isso representou em termos de oportunidades de negócios e inovação.

“Os centros trazem solidez ao ecossistema de empreendedorismo do Estado, estreitam o relacionamento entre as empresas e proporcionam o crescimento de organizações a partir do incentivo à economia colaborativa. Fazer parte do Inovale e estar integrado aos demais habitats do Santa Catarina está na nossa essência enquanto empreendedores e embaixadores da ciência, tecnologia e inovação”, pontua a co-fundadora da 2A3R, Franciana Scapini.

Para Rudy José Nodari Júnior, da empresa Salus Dermatoglifia, que trabalha com a observação da impressão digital e já está instalada no Inovale, os centros são de fundamental importância para transformar perguntas em soluções, soluções em produtos e produtos em empresas.

“Isso tudo nos permite a possibilidade de gerar mais emprego, aumentar a capacidade intelectual da nossa região, e ainda, prestação de serviço em vários lugares do mundo. Para tanto, este local é importante para que possamos capitalizar o nosso conhecimento e, consequentemente, e oferecer respostas e crescimento”, finaliza Rudy.

Próximas entregas

Outras três cidades devem inaugurar seus Centros de Inovação no próximo ano: Brusque, Itajaí e Tubarão. O objetivo do Governo do Esrado é continuar fortalecendo o ecossistema de inovação.

Mais informações para a imprensa:
Mariane Lidorio
Assessoria de Comunicação
Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável - SDE
Fone: (48) 3665-4298 / 99601-1488
E-mail: mari@sde.sc.gov.br
Site: www.sde.sc.gov.br