Foto: Divulgação/Fapesc

Apoiar 15 projetos inovadores na área do turismo em todas as regiões de Santa Catarina. Esse é o objetivo do Programa Inovatur II, realizado pela Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). As inscrições podem ser feitas até 23 de agosto.  

Cada projeto escolhido receberá R$ 60 mil – o total de recursos investidos é R$ 900 mil, sendo R$ 600 mil da Santur e R$ 300 mil da Fapesc. Os projetos terão prazo de execução de até 12 meses, prorrogáveis por igual período. 

“A partir da experiência exitosa da realização do Inovatur, a Fapesc e a Santur iniciaram as tratativas para o lançamento da segunda edição deste importante programa. A ideia é ampliarmos os recursos totais e por empresa apoiada e mantermos a regionalização dos incentivos nas 13 regiões turísticas do Estado de Santa Catarina. Objetivamos gerar novas empresas, novos produtos e serviços, gerando oportunidades, emprego e renda de forma conectada ao turismo, por intermédio da tecnologia e da Inovação”, afirmou o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen. 

“Esse é um programa de muito sucesso, sintonizado com o ecossistema de inovação de Santa Catarina”, avaliou Renê Meneses, presidente interino da Santur. “Por meio desse programa também avançamos nas parcerias com a Fapesc, algo totalmente integrado e que fomenta o turismo voltado para a tecnologia. Agora, com essa nova etapa, temos um aporte de recurso significativo e robusto. A inovação e a tecnologia são fundamentais para o turismo catarinense, e a Santur sempre irá apoiar esse tipo de programa.” 

O edital também faz parte do Programa #Fapesc@Gov+Pesquisa&Inovação que visa a aproximar o ecossistema de Ciência,Tecnologia e Inovação (CTI) das demandas dos diversos órgãos e autarquias com o Governo do Estado. Com a própria Santur, além do Inovatur I, foi feita uma chamada pública para elaborar um estudo de demanda turística em Santa Catarina, com investimento de R$ 725 mil, que será realizado pela Univali. 

Primeira edição

A primeira edição do Inovatur selecionou 13 projetos, cada um recebendo o aporte de R$ 23 mil, totalizando R$ 300 mil. Foi encerrado no dia 13 de julho, com um Demoday Inovatur, onde cada empresa apresentou seus projetos a investidores e consultores convidados para o evento, como representantes da Bridge 101 Aceleradora, Wakalua, Sebrae-SC e Uniinova - Incubadora Tecnológica Empresarial da UNIVALI. 

As 13 iniciativas são de seis regiões turísticas do estado e de diferentes segmentos, como gastronomia, turismo de aventura, agroturismo, cicloturismo e camping, promoção de atrativos e serviços turísticos. 

Uma delas é a Escaper, de Balneário Camboriú, que, segundo a empresa, é a primeira plataforma brasileira exclusiva para reservas de última hora em hotéis e atrações. “Os clientes encontram ofertas selecionadas com vantagens por terem reservado de última hora e os parceiros conseguem atender esta demanda de última hora sem prejudicar as reservas programadas”, contou Lynda Volker, responsável pelo marketing. 

Outra proposta com investimento do Inovatur é o Circuito Desafio de Anita, um projeto de cicloturismo para ser realizado em três dias entre Tubarão e Laguna, com 132 quilômetros. Com o uso de gamificação, é realizado em parceria com o app Route Raiders. “O turista realiza o seu passeio conhecendo parte da história de Anita Garibaldi, da cultura local e é levado a decifrar enigmas pelo caminho, sendo recebido por personagens pelos pontos a partir de geolocalização. Cicloturismo e tecnologia conectados com o prazer de descoberta de lugares históricos, biodiversidade, pessoas e novas experiências”, explicou Prika Lourenço, fundadora e gestora do circuito Desafio de Anita e da Encantos do Sul. 

O programa foi lançado na terça-feira, 20, em uma live. Clique aqui para assisti-la

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Maurício Frighetto
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O empreendedorismo já é marca dos catarinenses. E o Governo do Estado aposta na capacitação de quem é empresário ou quer se tornar um por meio do Programa NaSCer. A cervejinha gelada, entre uma mentoria e outra, foi o que inspirou os sócios Salomão Eineck e Fernando Blômer a criar um clube de assinatura das produções artesanais. A startup ganhou forma após as orientações do programa desenvolvido em parceria entre Fapesc e Sebrae/SC, com sistema de pré-incubação e suporte para transformar uma ideia inovadora em negócio rentável. Para participar da segunda edição, basta uma ideia inovadora. As inscrições estão abertas e só terminam quando alcançarem 360 projetos.

Para se qualificar para o programa, as propostas precisam se caracterizar como ideias de produtos (bens e/ou serviços) ou processos inovadores, com potencial para se transformar em startups que envolvam a conversão de conhecimento tecnológico em novos produtos, processos ou serviços aptos para o mercado. Para conferir, basta acessar www.fapesc.sc.gov.br.

“Sem o NaSCer provavelmente não teríamos aberto uma empresa. A gente fez a brincadeira se tornar um negócio. Foi como se a mentoria fosse uma especialização em empreendedorismo. Ali, vimos que o mercado de cervejas artesanais está em ascensão, mas tem limitações. A gente pesquisou e notou uma variedade muito grande no Estado, mas ainda assim, poucas opções eram disponibilizadas para nós. Foi aí que descobrimos que o processo para cervejas artesanais saírem da própria região é complicado e decidimos mudar isso”, conta Eineck, 

Entre as quase 4,5 mil horas de mentorias oferecidas na primeira edição do projeto, os fundadores da Beer Hub iam até o mercado para comprar cerveja - a dupla não iniciou o programa com a ideia do clube de assinatura. Conforme o tempo passou, Salomão e Fernando perceberam que as opções de bebidas eram limitadas. Assim, surgiu a ideia de reunir cervejas artesanais de todo o estado em uma startup e enviar aos assinantes uma seleção delas regularmente.

Satisfeito com o impacto do primeiro NaSCer, o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, reitera que o programa garante ferramentas necessárias para que um empreendedor e um negócio nasçam a partir dali. “Nós damos apoio metodológico, mentoria coletiva, mentoria individual, palestras, oficinas, workshops. Tudo isso para qualificar suas ideias, transformá-las em um plano de negócio. Estão, assim, mais aptos para oportunidades de mercado e de fomento. Aproveitem a oportunidade e participem!”, convida.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Luciano Buligon, a parceria entre Fapesc e Sebrae/SC é mais um exemplo de incentivo ao desenvolvimento do Estado. “Quando detectamos habilidades específicas em uma pessoa, incentivamos que ela se desenvolva, prospere e cresça. Desta mesma forma, o Estado usa de programas e ações para impulsionar, por meio da inovação, a busca de soluções e novos negócios que gerem riqueza, desenvolvimento, capacitação e consequentemente, emprego. O Nascer é uma destas ferramentas excepcionais no incentivo a negócios inovadores e a abertura de empresas”.

A startup Beer Hub teve acesso a três incentivos do Governo do Estado



A proposta do Beer Hub foi a vencedora da primeira edição do programa NaSCer. Logo após, se qualificou para fazer parte do Inovatur, programa de fomento para ideias inovadores no setor de turismo. A história da cidade catarinense onde a cerveja foi produzida, assim como a história dos produtores, acompanha os rótulos da assinatura da bebida. O programa Inovatur é desenvolvido em cooperação entre a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapesc) e a empresa Gestalt Open Innovation

Desde então, a startup é sediada no Orion Parque Tecnológico, do Governo de Santa Catarina, onde tem à disposição mentorias e novos contatos. Ao todo, pode usufruir de três incentivos estaduais. Relativamente nova no mercado, a empresa já possui clientes a nível nacional. “O Inovatur veio para dar essa base financeira como empreendimento turístico. A gente acredita na cultura Catarinense e quer que ela vá mais longe. Também é importante ressaltar que o Orion Parque faz toda diferença. Hoje temos uma casa, que é mais do que uma casa. Dá suporte no dia a dia, e quando ocorrem as dúvidas temos acesso a mentorias. Essa troca faz a gente aprender e receber os conselhos que são necessários para crescer”, ressalta Salomão.

O lançamento da segunda edição do Inovatur foi nesta terça, 20. Nesta edição, serão contempladas 15 empresas com R$ 60 mil cada, além do suporte completo para inserção no mercado. 

Como se inscrever

Para participar, a proposta deverá ser submetida na Plataforma de CTI da Fapesc, sendo obrigatória a disponibilização de um pitch via Youtube: um vídeo de três a cinco minutos, mostrando uma visão geral de uma ideia, produto, serviço, pessoa, ou negócio projetado para atrair rapidamente a atenção e convencer os ouvintes a se interessar no objeto apresentado. 

São cinco meses em um processo de pré-incubação, como suporte técnico, mercadológico e institucional. Serão aprovadas até 360 ideias, distribuídas entre 30 cidades-polo, 15 destas vinculadas aos Centros de Inovação. As turmas terão no mínimo oito e no máximo 12 proponentes. Cada proposta poderá contar com uma equipe de até cinco componentes. Os encontros, como oficinas, cursos e palestras, serão feitos de modo híbrido (online e presencial). 

:: Acesso o edital completo aqui

*Colaborou Gabriela Figueiredo 

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Foto: Júlio Cavalheiro/Secom

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) vai investir R$ 675 mil em eventos que incentivem a cultura de inovação, empreendedorismo e tecnologia para o ecossistema catarinense de inovação. Serão escolhidos seis propostas na categoria estadual e 25 na regional. As inscrições encerram-se em 16 de agosto. 

O edital faz parte do Programa Conexão SC. “O programa é uma demanda antiga do ecossistema de inovação de Santa Catarina. Através deste programa, a Fapesc visa incentivar a realização de eventos do chamado empreendedorismo inovador, ou seja, eventos de mobilização, capacitação, conectividade e motivação, bem como de realização de jornadas empreendedoras. Queremos despertar a veia empreendedora dos catarinenses, mas também conectá-los ao ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) em Santa Catarina”, afirmou o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen. 

De acordo com Gabriela Botelho Mager, gerente de Tecnologia e Inovação da Fapesc, o Conexão SC “fomenta eventos nas modalidades presencial, on-line e híbrido que conectem pessoas do ecossistema de tecnologia e inovação de diferentes áreas para que possam empreender juntos em novos negócios, gerando novos produtos e serviços, bem como em soluções para demandas da sociedade”. 

Os eventos nas categorias regionais receberão até R$ 15 mil, atendendo ao mínimo de três propostas por mesorregiões do Estado (Norte, Sul, Oeste, Serrana, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis). O  objetivo é atender todas as regiões de Santa Catarina. Já os estaduais receberão R$ 50 mil. Os eventos devem ser realizados ao longo de 2022. 

“A ideia é permitir que os ecossistemas locais, a partir de seus atores como os centros de inovação, as universidades, as incubadoras de empresas, entre outros, possam idealizar e realizar eventos para mobilizar o ecossistema na região e no estado, contando com o apoio financeiro e de articulação da Fapesc. Com este programa teremos maior engajamento, aprendizado, mobilização, conexão e inspiração para novos negócios. Queremos atrair a atenção para a importância do empreendedorismo nas diversas instituições e regiões do Estado de Santa Catarina”, avaliou Holthausen. 

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Um evento virtual com a participação de autoridades dos poderes e órgãos públicos selou o lançamento da InovaGovSC, a rede de inovação do setor público catarinense na tarde desta quinta-feira, 15. Governo do Estado, Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Assembleia Legislativa (Alesc), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Estadual (MPSC) assinaram um acordo de cooperação técnica e se uniram por meio de uma rede colaborativa para gerar novas ideias, trocar experiências e promover ações transformadoras na gestão pública. O objetivo é melhorar o serviço prestado aos cidadãos catarinenses. O lançamento foi transmitido ao vivo pelo canal InovaGovSC no YouTube

Para o governador Carlos Moisés, não é somente os órgãos públicos que ganham com o lançamento da InovaGovSC, o cidadãotambém, com a entrega de serviços mais eficientes e com a economicidade que a inovação traz. O chefe do Executivo enfatizou que a nova rede colaborativa combina com o DNA inovador do Estado. "A gente percebe que Santa Catarina tem sido destaque na inovação aberta para o Brasil e para o mundo e o governo precisa acompanhar. Isso faz com que a gente perceba que não estamos caminhando sozinhos. Nós temos uma necessidade muito grande e precisamos avançar no sentido de inovar", completou. 

O presidente do TCE, Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, relatou o trabalho feito para inserir a inovação como estratégia no órgão de controle e a necessidade do setor público considerar a inovação aberta em suas ações, devidamente alicerçado em um arcabouço jurídico já existente. "Considero um dia histórico para Santa Catarina e o setor público catarinense porque os representantes dos poderes e órgãos autônomos se unem para trazer impacto à vida da sociedade e dos cidadãos catarinenses. A rede InovaGovSC é um espaço importante para discutir desafios compartilhados pelo setor público, pois muitas vezes a solução do problema depende de um simples diálogo ou de uma visão abrangente e sistêmica", definiu Ferreira Júnior.

O procurador-geral de Justiça do MPSC, Fernando da Silva Comin, definiu o lançamento da InovaGovSC como um pacto para ressaltar que o setor público precisa aproveitar a oportunidade de formar um verdadeiro ecossistema de inovação e alcançar uma melhoria contínua dos processos, uma aproximação facilitada com a sociedade e resultados concretos e sintonizados com quem está na ponta, o cidadão catarinense. "O que o cidadão espera de nós, nada mais é que um serviço de qualidade que faça sentido na vida de todos catarinenses", afirmou Comin, ao citar o painel de acompanhamento da Covid-19 como um exemplo de atuação conjunta, que foi importante no gerenciamento da pandemia.

O presidente do Poder Judiciário de Santa Catarina, Ricardo José Roesler, destacou que a inovação é uma das diretrizes administrativas do Judiciário e que o aprimoramento das relações institucionais foi inserido no mapa estratégico aprovado pela instituição. "O alcance desse objetivo ganha impulso quando encontra um ambiente integrado de inovação que transcende o trabalho isolado do Poder Judiciário. A implementação da rede InovaGovSC nos permite essa atuação conjunta, na qual podem ser aproveitadas as diferentes experiências de gestão e de inovação", ressaltou Roesler

O chefe de gabinete da presidência da Alesc, André Bernardi, que representou o presidente da Alesc e deputado estadual Mauro de Nadal (MDB), classificou o lançamento da rede colaborativa como um marco inicial de uma gestão pública inovadora, de melhores resultados e mais próxima ds catarinenses. "Cada uma das instituições tem um ofício diverso na nossa sociedade, mas em que pese terem missões distintas, é o trabalho cooperado que permitirá agregar valor ao resultado final de cada ideia", resumiu.

Após a participação institucional das autoridades, o lançamento da rede InovaGovSC foi encerrado com palestra do diretor executivo da WeGov, André Tamura, sobre o tema Inovação do Serviço Público. Natural de São Paulo, Tamura se disse orgulhoso em participar do lançamento do InovaGovSC, uma iniciativa no Estado em que escolheu viver há 13 anos. 

"Hoje, a gente vive uma realidade que há 10 anos atrás era impossível. Há cinco anos, entrávamos em uma instituição pública e não podíamos falar em inovação, mas hoje estamos todos reunidos, em diversas instituições públicas, em torno dessa pauta. A ideia de tornarmos tudo isso possível com a inovação, em um ambiente colaborativo, participativo, em que entendemos a necessidade das pessoas, é fundamental", completou Tamura.

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O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, apresentou os resultados da VI Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CECTI) durante reunião da Câmara de Inovação da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Sistema Acafe) na quarta-feira, 14. Holthausen reforçou a importância das instituições do ecossistema de CTI usarem as informações e dados produzidos para planejar suas ações.  

A VI CECTI foi organizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) e pela Fapesc. A abertura ocorreu em fevereiro e o encerramento, em junho. Nesse período, foram realizadas 12 reuniões – duas em cada uma das seis mesorregiões de Santa Catarina, onde foram mapeadas as percepções dos representantes de cada setor sobre a CTI de sua região e comparadas com a conferência anterior, realizada em 2015. As percepções também foram balizadas com o Mapa Estratégico, elaborado em 2017. Todos estes dados e informações servirão de base para planejar estratégias de crescimento e fortalecimento desse ecossistema. 

“De um modo geral, a percepção dos indicadores de 2015 para 2021 teve uma pequena melhora, com alguns indicadores com melhoras um pouco mais significativas”, resumiu Holthausen. “Mas também houve uma percepção de que a régua aumentou muito. A expectativa de 2015 era muito menor que neste ano e, talvez por isso, essa percepção não tenha números mais expressivos.”

Em 2017, após a conferência de 2015, foi elaborado o Mapa Estratégico, com 35 Objetivos e 64 Ações Estratégicas para o Estado. Durante a conferência de 2021, esses dados foram analisados novamente e notou-se que continuam atuais. “Todas essas percepções da conferência e o Mapa Estratégico devem servir para o planejamento das instituições que fazem parte do ecossistema”, frisou Holthausen. “Não é só o governo do Estado e a Fapesc que vão usar o material. Cada uma das instituições que faz parte do ecossistema pode olhar para este resultado e ver como suas ações podem estar conectadas para a mudança dos indicadores do mapeamento feito. Esta talvez seja a principal conclusão que se deve tirar em relação à conferência”, aponta o presidente. 

A metodologia da conferência foi elaborada pelo Programa de Pós-graduação de Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

As reuniões da conferência estão disponíveis no canal do YouTube da Fapesc 

Clique aqui para obter os resultados da conferência

25 anos 

Holthausen também apresentou o edital 24/2021, do Programa #Fapesc@25anos_Conectando+Catarinenses, cujas inscrições vão até 26 de julho. Como parte da comemoração dos seus 25 anos da fundação, a chamada pública vai selecionar 25 propostas que contem a história do desenvolvimento do ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) do Estado.

“É um edital bem emblemático e importante para Santa Catarina. O objetivo é fazer um mapeamento dos principais atores, instituições e programas do ecossistema de CTI de Santa Catarina e trazer os impactos, os resultados, a conexão que foi gerada, como tudo isso transformou Santa Catarina nos últimos anos. Isso vai gerar todo um material bibliográfico, livros e uma pesquisa robusta para que possamos dar de presente para Santa Catarina”, avaliou. 

Acesse aqui o edital.


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A InovaGovSC, a rede de inovação do setor público catarinense, será lançada nesta quinta-feira, 15 de julho, às 14h, com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre os poderes e instituições de Santa Catarina. O Governo Estadual, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a Assembleia Legislativa (Alesc), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vão se unir para gerar novas ideias, trocar experiências e promover ações transformadoras na gestão pública para melhorar o serviço prestado aos cidadãos catarinenses. O evento será transmitido pelo canal InovaGovSC no YouTube.

O governador do Estado, Carlos Moisés, ressalta que a InovaGovSC é uma iniciativa conjunta inédita que reforça o compromisso do Governo de Santa Catarina e dos demais poderes e órgãos de qualificar e modernizar a gestão pública. “A troca de informações e experiências e o apoio à adoção de práticas inovadoras vão beneficiar a todos os catarinenses”, destaca.

A iniciativa, que acompanha o que já acontece em âmbito federal com a rede InovaGov, começou a ganhar corpo em janeiro de 2020, quando o procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, e o presidente do TCE, conselheiro Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, formalizaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver projetos conjuntos de inovação a fim de incrementar a eficiência das ações de controle. 

A partir daquela oportunidade, o grupo passou a reunir-se e a envolver integrantes de outros poderes e órgãos. Verificou-se uma série de interesses, objetivos e dificuldades comuns em defesa da sociedade. Por isso que a rede InovaGovSC vai além do uso de novas tecnologias. A ideia é promover e apoiar a execução de projetos e práticas colaborativas até mesmo em ambiente offline, que vão conferir maior eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública e à prestação de serviços aos cidadãos. 

Cada uma das instituições que vão integrar a InovaGovSC já implementa projetos inovadores e trabalha para melhorar o serviço público diariamente, mas a união de todas potencializará os ganhos e encurtará caminhos. Uma nova cultura será criada em todo ecossistema que envolve o Executivo estadual, o Legislativo, o Judiciário, o TCE e o MPSC a partir da InovaGovSC. 

DEPOIMENTOS

Para o procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, a inovação só faz sentido se trouxer resultados práticos na vida do cidadão e este será um marco histórico  para o setor público catarinense: “O Ministério Público estadual tem em seu DNA a inovação, presente desde os tempos pré-constituintes de 1988, quando a instituição começou a atuar na proteção do consumidor antes mesmo desta ser uma atribuição constitucional. A nossa missão é, dia após dia, pensar novas formas de relacionamento com a sociedade e novas formas de comunicação entre as instituições para que juntos possamos fazer diferente e melhor. Nossas entregas precisam estar cada vez mais sintonizadas com aquele que está na ponta - o cidadão catarinense.”

O presidente do TJSC, desembargador Ricardo José Roesler, destacou a união de esforços: “Os três eixos da administração do Poder Judiciário são a integração, a informação e a inovação. Inovar no serviço público e trabalhar em conjunto são um grande e valioso desafio. Vamos unir as forças e as áreas de tecnologia da informação (TI) entre os poderes e as instituições, com o objetivo de aperfeiçoar o serviço público para quem reside em Santa Catarina.“

O presidente do TCE/SC, conselheiro Adircélio de Moraes Ferreira Júnior,  destaca a importância de consolidar, dentro do Tribunal, a cultura da inovação. “Estamos institucionalizando uma série de medidas que já vinham sendo adotadas no dia a dia das nossas atividades e que são baseadas em três pilares de transformação: o desenvolvimento profissional dos nossos servidores; o aprimoramento de processos e procedimentos, a partir da adoção de métodos ágeis; e o uso de recursos tecnológicos para elevar a qualidade e a celeridade da atuação do Tribunal de Contas”, explica.

“Para nós da Assembleia Legislativa, inovação não está só na tecnologia, está, sobretudo, nas atitudes. Porque nós representamos gente… E estar presente na vida das pessoas é aquilo que procuramos. Inovação é para nós uma forma de nos aproximarmos da sociedade, está no cuidado com as pessoas, na busca por mais transparência e eficiência na gestão pública e no respeito ao meio ambiente. Inovação é trabalhar em cooperação com todas as instituições em busca de soluções que nos aproximem cada vez mais daqueles a quem representamos, os catarinenses”, definiu o presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB).

VEJA ABAIXO OS PRINCIPAIS PROJETOS INOVADORES DE CADA PODER E INSTITUIÇÃO 

Governo do Estado

O Decreto n. 1.098, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (14), consolida o laboratório Nidus como responsável por promover a inovação aberta no âmbito do Governo do Estado de Santa Catarina. Ele tem a finalidade de estimular o empreendedorismo na gestão pública estadual, além de desenvolver, implementar, fortalecer e disseminar iniciativas inovadoras de forma articulada.

Coordenado pela Gerência de Inovação em Governo (Gerig), vinculada à Diretoria de Tecnologia e Inovação (DITI) da Secretaria de Estado da Administração (SEA), o Nidus permite a conexão entre os principais atores dos ecossistemas de inovação. De acordo com a gerente de Inovação, Luana Bayestorff, o grande desafio é disseminar uma nova cultura entre os servidores. “O ato de desenvolver processos e projetos inovadores, envolvendo instituições de pesquisas, startups e empresas, além gestão pública estadual é algo novo para Santa Catarina, mas estamos construindo uma boa base de conhecimento entre os servidores, com muitos cursos, oficinas e webinares, para transformar a gestão pública estadual e tornar o Governo de Santa Catarina digital, inovador e eficaz”, afirma. Inaugurado em dezembro de 2019, o Nidus já apresentou propostas para todas as áreas do governo catarinense. Neste tempo, foram realizados 11 webinares de temas ligados à inovação da gestão pública, 11 desafios lançados e 151 novas startups conectadas, além do programa destinado aos servidores do Estado chamado Nidus Motivator.

Com a publicação do decreto, Luana acredita que poderá fortalecer ainda mais o laboratório. “Já temos programados projetos com a Defesa Civil, IMA, Santur, Arquivo Público de Santa Catarina, Defensoria Pública, Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria da Fazenda, além de uma nova parceria de editais de fomento com Fapesc”, conclui.

MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) criou há 10 anos uma área com vocação específica para trabalhar com dados estruturados e, mais recentemente, uma política de inovação e o laboratório iMPulsoLAB para fomentar experiência inovadoras. Também desenvolve aplicativos e já atua de forma colaborativa com diversos parceiros. Com a pandemia, a área de inovação da instituição atuou ainda mais de forma colaborativa. Em 2011, o MPSC decidiu de forma pioneira no sistema de Justiça brasileiro utilizar dados para orientar suas ações ao estruturar o setor de inteligência de negócios, com a construção de painéis de dados para a gestão administrativa da instituição. 

A organização qualificada desses dados serviu de base para a publicação das exigências da lei de acesso à informação, dando início em 2012 ao projeto Portal da Transparência, que foi aprimorado até chegar a versão atual. O Portal da Transparência recebeu o prêmio de melhor portal da transparência entre os ramos do Ministério Público brasileiro em 2017 pelo Conselho Nacional do Ministério Público Brasileiro (CNMP) e continua ranqueado entre os melhores do país. Com o sucesso da iniciativa, além de organizar a gestão administrativa ao utilizar dados, o MPSC passou a construir ferramentas para auxiliar no gerenciamento das Promotorias de Justiça e à atuação institucional. Estruturou, por exemplo, ferramentas de dados para auxiliar no acompanhamento do programa APOIA, que combate à evasão escolar - programa que foi reconhecido com a menção honrosa pelo prêmio Innovare em 2015. 

Em 2014, o MPSC criou então o primeiro grande projeto de apoio às Promotorias de Justiça, o Portal do Promotor, que é uma grande caixa de ferramentas para todas as áreas de atuação. O Portal do Promotor mantém em um mesmo espaço indicadores sociais, ferramentas de análise criminais, apoio de combate à corrupção, defesa do meio ambiente, ordem tributária, infância e juventude e direitos humanos. Em 2015, o MPSC ampliou as fronteiras e redefiniu o seu modelo de construção de painéis. Passou a instituir trabalhos colaborativos por meio de termos de cooperação com parceiros externos a partir de cessão de dados para auxiliar na atuação do MPSC em defesa da sociedade. Há parcerias com a SSP, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Administração Prisional, IMA, Casan, Alesc, Celesc, TCE, governo do Estado.

A aproximação com instituições parceiras permitiu a construção de projetos colaborativos e ampliou em muito os painéis de dados. Ainda em 2015, foi criado também o programa Sel-Service BI para que outros setores do MPSC também pudessem desenvolver produtos de dados que pudessem ser consumidos por todos. Foram criados em 2016 relatórios dinâmicos para subsidiar o programa Saúde Fiscal, ampliando a melhor compreensão da saúde fiscal dos municípios. 

Em 2015 iniciou, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e a Assembleia Legislativa, o projeto "Transparência nas Listas de Espera do SUS", visando fomentar a organização, regulação e transparência às listas de espera por exames, consultas e cirurgias no âmbito do Sistema Único de Saúde.

O projeto conjunto contou com a aprovação da Lei Estadual 17.066, uma vitória da sociedade no que diz respeito à transparência dos serviços públicos de saúde. A Lei determina que qualquer estabelecimento que ofereça serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilize na internet as listas de espera para consultas, exames, cirurgias, entre outros procedimentos. Em 2017, foi publicado o Portal Transparência nas Listas de Espera do SUS, disponível em https://listadeespera.saude.sc.gov.br/, que permite ao cidadão usuário do SUS ter informações sobre sua posição na lista de espera e a relação de todos os pacientes que aguardam atendimento ou já foram atendidos.

Em 2019, o MPSC reestruturou a sua área de dados e a redefiniu para atuar também com inovação. A gerência já gerou mais 250 produtos que resultaram em 450 aplicações e desde a sua reestruturação passou a participar de projetos multisetoriais, que vão além de dados, e a desenvolver aplicativos. No início de 2020, a Instituição lançou o Movimento iMPulso – Fazer diferente para fazer melhor. O objetivo é disseminar a cultura da inovação na instituição, experimentar novas práticas de trabalho, estimular a inovação aberta e fazer um Ministério Público cada vez mais próximo do cidadão.

Com a pandemia, o processo de inovação foi acelerado. Além de instituir a Política de Inovação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a criar um laboratório para fomentar experiência inovadoras, a área de dados e inovação da Instituição antecipou uma série de projetos e atuou ainda mais de foram colaborativa. Desenvolveu a Catarina, uma atendente virtual que já prestou mais de 50 mil atendimentos virtuais. Colocou à disposição de todos de forma gratuita um aplicativo com os serviços do MPSC mais procurados pelos cidadãos, o MPCatarina. E ainda criou ferramentas como os painéis que mostram em tempo real os recursos destinados ao combate à pandemia de covid-19; o impacto da covid-19 nas instituições de longa permanência para idosos (ILPIs); e todas as ações iniciativas judiciais e extrajudiciais instauradas pelas Promotorias de Justiça para o combate à covid-19.

Também disponibilizou uma sala de situação para todos os municípios catarinenses acompanhar o modelo epidemiológico, o mapa de risco, as análises de ocupação de leitos de UTI, entre outros, como forma de auxiliar os gestores na tomada da melhor decisão para o enfrentamento da pandemia. Recentemente, em conjunto com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/SC), um site que reúne as informações fornecidas pelas administrações municipais sobre as datas, os locais, o público que está na vez de ser imunizado e os documentos que são exigidos para a vacinação.

TJSC

Para incentivar discussões e fomentar iniciativas que aprimorem a prestação dos serviços pelo Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC), o Laboratório de Inovação (JudLab) foi instituído no dia 12 de agosto de 2020. Trata-se de um espaço para a apresentação de projetos e de ideias em todos os segmentos da atividade judiciária - tecnológico, organizacional e de gestão administrativa, engenharia, rotinas administrativas e gestão de pessoas. Todos os integrantes do Judiciário catarinense podem participar e contribuir com a discussão.

Os objetivos do Laboratório de Inovação são a valorização do potencial humano, a estimulação do empreendedorismo interno e o patrocínio de iniciativas inovadoras e eficientes. Assim, o resultado esperado é a aceleração do desenvolvimento de soluções para os obstáculos do cotidiano de cada unidade judiciária e o fomento da aproximação entre gestão e execução. As propostas apresentadas devem estar minimamente estruturadas. Após avaliação da viabilidade e pertinência da proposta, o papel do JudLab é auxiliar os proponentes a transformá-la em projeto, dando suporte à sua coordenação, planejamento e execução.

Atualmente, três projetos sugeridos por magistrados e servidores estão em andamento ou em testes. O projeto "Simples Assim", sugerido por uma magistrada da comarca de Indaial, tem por objetivo adequar visualmente os atos judiciais pelo “Legal Design & Visual Law”. A finalidade é facilitar a leitura e interpretação das principais informações. 

Outro projeto desenvolvido pelo JudLab trata da sistemática do Cejusc Virtual. Por meio da automação do recebimento, encaminhamento das intimações e agendamento das audiências, a intenção é aumentar a tração e a efetividade das unidades do Cejusc Virtual. A terceira sugestão em desenvolvimento é a de um servidor da comarca de Itapoá, que pensou em um aplicativo para facilitar a vida de cidadãos e advogados. O objetivo é padronizar as rotinas da unidade para aprimorar a prestação jurisdicional.

TCE

Com a finalidade de construir um ambiente organizacional que tenha a inovação como um dos pilares para o desenvolvimento profissional e o aprimoramento das atividades institucionais, o Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) vem implantando uma série de ações e programas desde 2019, sob o guarda-chuva do InovaTCE. O projeto, em constante desenvolvimento, tem três linhas de atuação — pessoas, processos e tecnologia —, a partir da realização de 10 ações. O objetivo é oferecer um serviço de qualidade ao cidadão, com foco na boa governança pública. 

Em junho deste ano, entrou em vigor na Corte a Resolução TC-172/2021, que institui a Política de Inovação na Corte de Contas catarinense. O TCE/SC também definiu diretrizes para facilitar a adoção de práticas inovadoras na organização e no relacionamento com os públicos interno e externo e para aprimorar os serviços prestados. O próximo passo será o lançamento do Laboratório de Inovação do Controle Externo (Lince/SC). “Estamos institucionalizando uma série de medidas que já vinham sendo adotadas no dia a dia das nossas atividades e que são baseadas em três pilares de transformação: o desenvolvimento profissional dos nossos servidores; o aprimoramento de processos e procedimentos, a partir da adoção de métodos ágeis; e o uso de recursos tecnológicos para elevar a qualidade e a celeridade da atuação do Tribunal de Contas”, explica o presidente do TCE/SC, conselheiro Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, que destaca a importância de consolidar, dentro do Tribunal, a cultura da inovação.

Alesc

O Parlamento catarinense já construiu sua história de inovação. Em 2014, a Lei 16.373 instituiu o Selo Verde para incentivar o plantio de árvores no perímetro urbano nos municípios catarinenses, concedendo o reconhecimento às administrações que assegurassem o número de cinco árvores por habitante. Dois anos depois foi criado o Programa Carbono Zero visando a compensação da geração de poluição gerada pela Casa Legislativa por intermédio do plantio de árvores. Em 2017, foi aprovado o Programa de Gestão Sustentável que implementou parâmetros e tecnologias em prol da sustentabilidade física dos dois edifícios onde a Alesc está lotada, e também em  seus procedimentos administrativos. Entre as ações desenvolvidas estão a instituição da coleta de lixo seletivo, economia de água e reciclagem de papel. 

No setor administrativo, a Alesc acaba de adotar o SEI, sistema de gestão de processos e documentos eletrônicos. Essa prática de trabalho foca na libertação do paradigma do papel como suporte analógico para documentos institucionais e permite o compartilhamento do conhecimento com atualização e comunicação de novos eventos em tempo real. O programa foi cedido gratuitamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e resulta em benefícios como redução de custos financeiros e operacionais, criação de plataforma única que permite a análise de fluxos de processos, entre outros. Como parte da gestão Alesc Sustentável,está em andamento a implantação de placas voltaicas para aproveitamento da energia solar no Palácio Barriga Verde.  Além de baratear a manutenção do edifício, a iniciativa vai evitar a emissão de 154 toneladas de gás carbônico. 

A inovação também está voltada para o cuidado com as pessoas, respeitando a vocação do Poder Legislativo de representar o povo catarinense. Nesse sentido está em implantação na Alesc, o Observatório da Violência Contra a Mulher com a missão de prestar apoio, ajuda e encaminhamento às vítimas de violência em Santa Catarina.



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Como parte da comemoração dos seus 25 anos, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) lançou  chamada pública para selecionar 25 propostas que contem a história do desenvolvimento do ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) do Estado. As inscrições para as pesquisas de caráter histórico e bibliográfico podem ser feitas até 26 de julho.

O Programa #Fapesc@25anos_Conectando+Catarinenses faz parte da “Jornada dos 25 anos da Fapesc”, que visa a otimizar a difusão e a divulgação técnico-científica e histórico-cultural de Santa Catarina, disponibilizando aos catarinenses as contribuições e a história da fundação e dos principais atores do ecossistema de CTI para o Estado.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, Santa Catarina possui um ecossistema de CTI maduro, desenvolvido e reconhecido nacional e internacionalmente. “Muitos atores (entidades, universidades, pesquisadores, empreendedores e gestores) contribuíram para isso. O governo do Estado e a Fapesc queriam dar um presente para o ecossistema de CTI e para a sociedade catarinense dentro da Jornada dos 25 anos. Assim nasceu o edital, como uma forma de levantar as principais contribuições, programas, ações, entidades e atores do estado, sistematizar essas informações e dados e contar um pouco desta história.”

O edital recebe propostas de projetos de pesquisa de caráter histórico e bibliográfico que gerem produtos editoriais sobre o ecossistema de CTI. Cada pesquisa vai resultar, além do relatório de pesquisa, em um livro, que terá a versão impressa e eletrônica (e-book). Serão R$ 1,9 milhões investidos, sendo que cada projeto poderá receber até R$ 35 mil. Também serão distribuídas bolsas, que podem chegar a R$ 3 mil. Os projetos contemplados devem estar enquadrados em um dos 25 temas relacionados no edital (veja, abaixo, a lista dos temas). A execução e a entrega dos resultados devem ser feitas em até um ano.  

“A Jornada dos 25 anos da Fapesc é um misto de comemoração e entregas para a sociedade”, explicou Holthausen. “Queremos mostrar as inúmeras contribuições que a Fundação, por meio de seus programas, fomento e conexões, geraram para o ecossistema de CTI de Santa Catarina, bem como para toda a sociedade catarinense. Mas, também, queremos ampliar as entregas de oportunidades para os pesquisadores, inovadores, estudantes e ICTs catarinenses. Essa é, também, nossa forma de comemorar nossos 25 anos, gerando mais resultados, mais entregas, mais conexões, mais oportunidades para os atores e entidades catarinenses, pois os beneficiados de tudo isso são os cidadãos de Santa Catarina.” 

“A Fapesc é o braço do governo do Estado que fomenta a pesquisa, ciência, tecnologia e inovação em Santa Catarina. Nestes 25 anos, tem exercido um papel fundamental na busca de soluções, de criar oportunidades e contribuir no desenvolvimento do Estado. Este edital vem ao encontro das premissas da Fundação, que promove o conhecimento e fortalece o ecossistema catarinense”, avaliou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Luciano Buligon.

Importância da história

Um dos temas do edital é “O Sistema Acafe e sua contribuição para o Ecossistema de CTI”. Para o professor Aristides Cimadon, presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), o edital é uma grande oportunidade. “A Fapesc é o grande instrumento incentivador e promotor do conhecimento em Santa Catarina. Ela impulsiona as universidades e o setor produtivo a descobrir talentos, resolver problemas, criar formas de produção e inovar em todos os setores. O Edital 24/2021 é uma grande oportunidade para desenvolver pesquisas histórico-bibliográficas sobre o ecossistema de ciências, tecnologia e inovação.” 

A Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) também terá sua história destacada. Seu presidente, Iomani Engelmann, diz que "contar a história dos vários pilares catarinenses em relação à inovação ajuda a mostrar o que Santa Catarina tem desenvolvido e como evoluiu nesta área, além de inspirar que outras regiões também implementem iniciativas inovadoras.”

“E o papel da ACATE, neste contexto, é fundamental. Afinal, a entidade ajudou a construir o ecossistema pujante que temos hoje em SC. Enquanto o setor de tecnologia responde por 3% do PIB brasileiro, no Estado corresponde a 6%. Atualmente, a inovação e a tecnologia são um pilar econômico importante de Santa Catarina, e vivemos um excelente momento, com vários programas e ações que podem ser replicados pelo país. Mas ainda existe um espaço enorme para crescimento, principalmente na formação de mão de obra qualificada, atualmente um dos principais desafios do segmento de inovação e tecnologia.”

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) também faz parte desta história. “A inovação é requisito básico para a competitividade de uma empresa. Por isso, esse é um dos temas centrais da agenda da Fiesc”, afirmou o presidente Mario Cezar de Aguiar. “Temos uma diretoria específica para a inovação e três institutos SENAI focados no desenvolvimento de sistemas embarcados e de manufatura e de processamento a laser. A proposta é apoiar e conduzir a indústria à cultura e processo perene de inovação. Indústria 4.0, digitalização, tecnologia 5G são irreversíveis e não apenas para as grandes indústrias de todos os portes e de todos os setores precisam andar nesta direção.”

Confira os temas do edital: 

  • A Fapesc e sua jornada de 25 anos;
  • A Rede Catarinense de Tecnologia – RCT;
  • Os Parques Científicos, Tecnológicos e de Inovação catarinenses (Sapiens Parque, ParqTec Alfa, entre outros);
  • A Rede Catarinense de Centros de Inovação;
  • A Fiesc e a inovação na indústria catarinense;
  • Os programas de Pós-graduação das universidades catarinenses;
  • Programas e parcerias com Agências Nacionais de CTI e seus impactos em Santa Catarina (Finep, Confap, CNPq, Capes, ANA, Embrapii, INPI, MCTI, Ministérios, dentre outros);
  • O Sistema Acafe e sua contribuição para o Ecossistema de CTI;
  • Universidades e Institutos Públicos Federais (UFSC, UFFS, IFC, IFSC) e suas contribuições para o Ecossistema de CTI;
  • As Incubadoras de Empresas em Santa Catarina;
  • Os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) de Santa Catarina;
  • Os ativos de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia dentro do Ecossistema Estadual de CTI;
  • A Acate e sua contribuição para o Ecossistema de CTI;
  • O Sebrae/SC e sua contribuição para o Ecossistema de CTI;
  • A Fundação Certi e sua contribuição para o Ecossistema de CTI;
  • Arcabouço legal de CTI (nacional e estadual) e seus impactos em Santa Catarina;
  • A Facisc e as principais organizações empresariais catarinenses;
  • O Pacto pela Inovação de Santa Catarina;
  • Estudo e levantamento de cases da inserção e/ou alavancagem profissional de mestres e doutores bolsistas egressos da Fapesc;
  • A inovação e os entes públicos do Estado (Governo do Estado, Alesc, MPSC, TJSC, TCE/SC, Udesc, Programas Municipais, entre outros);
  • Conexões internacionais em CTI de Santa Catarina e os programas da Fapesc;
  • Os principais laboratórios de CTI de Santa Catarina, vinculados a ICTIs;
  • Programas de Pesquisa da Fapesc (mapeamento de resultados e estudo de impactos);
  • Programas de Inovação da Fapesc (mapeamento de resultados e estudo de impactos);
  • Programas de Difusão da Fapesc (mapeamento de resultados e estudo de impactos).

Acesse aqui o edital.

Mais informações para a imprensa:

Maurício Frighetto
Assessoria de Imprensa
Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC – Fapesc
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Fotos: Peterson Paul / Secom

O governador Carlos Moisés e a diretoria da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) se reuniram na tarde desta sexta-feira, 9, para debater formas de solucionar no longo prazo a escassez de mão de obra do setor tecnológico no Estado. No encontro, o chefe do Executivo determinou a criação de um grupo de trabalho dentro do Governo do Estado para criar políticas públicas para fomentar a qualificação voltada para a tecnologia e inovação. Segundo um estudo recente, o setor tem 5,2 mil vagas abertas em Santa Catarina – e a tendência é que esse número aumente nos próximos anos.

“O ramo da tecnologia e inovação já responde por uma fatia significativa da nossa economia. Somos um dos principais polos do país e queremos ser uma referência internacional. Para isso, precisamos de mão de obra qualificada. Hoje as empresas já encontram dificuldades para preencher as suas vagas. A criação deste grupo de trabalho vai auxiliar na criação de estratégias de médio e longo prazo”, afirma Carlos Moisés.

O grupo de trabalho deve contar com a participação das secretarias de Educação, Administração, Desenvolvimento Econômico Sustentável, de Assuntos Internacionais e da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesc).



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Segundo o presidente da Acate, Iomani Engelmann, o mercado de trabalho do setor está aquecido, mesmo durante a pandemia. Por conta disso, ele reforça a importância dessa ação conjunta: “Estamos muito felizes com esse apoio do Governo do Estado nesta iniciativa para formação de mão de obra. Essas ações irão auxiliar no desenvolvimento social e econômico do estado, já que as vagas no setor de tecnologia têm salários acima da média brasileira”.

Segundo a Acate, Santa Catarina possui o quarto maior número de empresas do setor no Brasil. Em 2019, o faturamento do segmento foi de R$ 17,7 bilhões.

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Leonardo Gorges
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Uma chamada pública convida Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs) de Santa Catarina a indicarem pesquisadores e jornalistas que contribuíram para o desenvolvimento do ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). Os candidatos selecionados no Estado vão concorrer ao Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia & Inovação – Professor Francisco Romeu, que distribuirá R$114 mil em prêmios. As inscrições podem ser feitas até 2 de agosto. 

A premiação faz parte das comemorações dos 15 anos do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que congrega 26 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). Nesta quinta-feira, 8, também é comemorado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico. E a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) reforça a importância de valorizar a ciência e os cientistas de diferentes formas. 

O Prêmio Confap de CTI conta com três categorias: Pesquisador(a) Destaque, com as subcategorias Ciências da Vida (Ciências Biológicas, Ciências Agrárias, Ciências da Saúde); Ciências Exatas (Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Tecnologia); e Ciências Humanas (Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Artes, Letras e Linguística); Pesquisador(a) Inovador(a), com as subcategorias Inovação para o Setor Empresarial; e Inovação para o Setor Público; e Profissional de Comunicação.

Com o objetivo de buscar equilíbrio entre os Estados, o Prêmio está dividido em duas etapas: Estadual e Nacional. A Etapa Estadual ficará sob a responsabilidade de cada uma das 26 FAPs associadas ao Confap (atualmente, apenas o estado de Roraima não possui uma FAP). Cada fundação elabora critérios, procedimentos, cronogramas, eventos ou premiações próprias para selecionar e indicar os concorrentes em cada categoria/subcategoria para a Etapa Nacional. 

O edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) está aberto, com as inscrições podendo ser feitas até o dia 2 de agosto. As submissões devem ser feitas pelas ICTs do Estado, que deverão selecionar os candidatos através de critérios próprios e isonômicos – edital Interno, processo seletivo, entre outros – de forma ampla e com critérios que contemplem a chamada pública. 

Na Etapa Nacional, serão agraciados com certificados de premiação, troféus e premiação financeira os classificados em primeiro (R$ 10 mil), segundo (R$ 6 mil) e terceiro (R$ 3 mil) lugares em cada categoria/subcategoria. A premiação financeira total nesta primeira edição é de R$114 mil. 

“O Prêmio Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do Confap é uma oportunidade importante para mostrarmos a relevância dos pesquisadores e inovadores brasileiros”, afirmou o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen. “Esse reconhecimento é fundamental para motivar nossos talentos e incentivar os jovens a ingressarem no ambiente da ciência, pesquisa e inovação. Santa Catarina possui inúmeros profissionais que se qualificam nas categorias do prêmio e queremos ver catarinenses reconhecidos por sua dedicação e entregas para o Ecossistema de CTI”. 

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc, Amauri Bogo, convida as instituições de ensino superior a selecionar os candidatos no Estado. “É um grande momento de confraternização e de valorização das pessoas que realmente fizeram o desenvolvimento do bem-estar da população e da ciência, tecnologia e inovação no Estado de Santa Catarina”. 

Homenagem

Cada edição do Prêmio Confap de CTI receberá o nome de um pesquisador ou pesquisadora com relevantes contribuições à CTI nacional. Nesta primeira edição, o homenageado é o professor e pesquisador Francisco Romeu Landi (in memoriam/1933-2004).

“O nome desta primeira edição do Prêmio Confap de CTI, professor Francisco Romeu Landi, reconhece a importante contribuição desta personalidade que foi diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp e, como tal, presidiu o Fórum Nacional das FAPs, organização que deu origem ao Confap. Se estamos comemorando os 15 anos de criação do Confap, devemos isso às iniciativas e ações do professor Landi”, destacou o presidente do Conselho Nacional das FAPs, Odir Dellagostin. 

Francisco Romeu Landi teve uma extensa e bem-sucedida carreira em prol da CTI e da educação no Brasil. Nasceu na cidade de São Paulo em 1933, estudou engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), instituição na qual se formou, foi pesquisador, professor titular e diretor. Foi diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), presidente do Fórum Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) e membro do Conselho de Administração do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT, sigla da época, atual MCTI).

Romeu Landi elaborou o estatuto do Fórum Nacional das FAPs e foi um dos principais articuladores e incentivadores para a criação de uma entidade brasileira que representasse, em nível nacional e internacional, as Fundações. Sua inestimada contribuição à CT&I brasileira em vida, possibilitou, dois anos após o seu falecimento (2004), a criação do Conselho Nacional das FAPs, o Confap, em 28 de abril de 2006.

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O pesuisador Sérgio Yoshioka - Foto: Divulgação/GreenB

Um novo método desenvolvido pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (IQSC-USP), extrai a zeína (proteína do milho) de forma mais eficaz, permitindo que ela possa ser usada para produzir bioplásticos biodegradáveis. Agora, a GreenB Biological Solutions, uma startup de Criciúma, está desenvolvendo uma máquina para poder colocar a tecnologia no mercado. “Depois desta fase, a zeína poderá ser produzida em escala, podendo ser usada em inúmeras aplicações”, explicou Roseli Jenoveva Neto, cofundadora e gestora de Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da GreenB.  

De acordo com Roseli, a startup queria desenvolver alguma inovação para a produção de bioplástico que substituísse o plástico fóssil, que demora a degradar e polui o meio ambiente. “Pensávamos também em alguma fonte que fosse inesgotável, como os resíduos da agroindústria”, acrescentou. 

Com base nessa ideia, a GreenB começou a buscar pesquisas que pudessem gerar uma inovação. E chegaram ao trabalho desenvolvido pelo professor do IQSC-USP Sérgio Yoshioka. “Além de ser mais eficiente, nossa técnica é mais barata, simples e rápida que a utilizada atualmente para extrair zeína dos resíduos dos grãos de milho”, informou Yoshioka. Um pedido de patente verde já foi submetido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela startup.

Por ser uma proteína, a zeína é biodegradável e compostável. “Pode até comer”, ressaltou o professor. Ela poderá ser usada em inúmeras aplicações, como, por exemplo, em copos ou hastes de cotonetes descartáveis. Também poderá ser usada como filme para revestir alimentos e evitar a contaminação pelas bactérias, aumentando o tempo de prateleira dos produtos. Inúmeras soluções estão sendo pesquisadas.

Também estudam-se aplicações para extrair a zeína do farelo de milho antes que ele seja consumido por animais, já que a proteína é difícil de ser quebrada pelas enzimas de boi e de aves. 

A GreenB Biological Solutions está incubada na Colearning SATC. Lá está sendo desenvolvida e montada uma fábrica-piloto para a extração da zeína dos grãos de milho ou de seus resíduos. Posteriormente, poderá ser adaptada para que a matéria prima seja, por exemplo, resíduos da agroindústria da usina de etanol de milho ou da fábrica de amido de milho. 

Para montagem da fábrica piloto, a GreenB está recebendo recursos do Programa Centelha, resultado de uma parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). “O Programa Centelha é importante para o ecossistema catarinense e para o empreendedorismo inovador. Ele dá aquele gás inicial que os empreendedores necessitam. Faz toda a diferença esse aporte, assim como a incubadora, que conta com os equipamentos de laboratório que nós não tínhamos”, avaliou Roseli.  

Na primeira edição do programa foi investido R$ 1,7 milhão em 28 projetos. Para 2021, o investimento será de R$ 3,3 milhões, para a abertura de negócios inovadores em todas as regiões de Santa Catarina. “Aproximar empreendedores e pesquisadores com projetos inovadores, fomentando a execução e gerando conexão com a sociedade/mercado são ações importantes para o desenvolvimento de um ecossistema inovador. Estas ações estão sendo realizadas pela Fapesc dentro do Programa Centelha”, afirmou o presidente da Fundação, Fábio Zabot Holthausen. 

“Quando vemos cases como o da GreenB Biological Solutions gerando inovação e aproximando-se do mercado, temos certeza de que o impulso dado pelo governo faz todo sentido. Continuaremos gerando oportunidades de fomento e apoiando os empreendedores e pesquisadores em seus projetos”, ompletou Holthausen.  

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