Imagem: Divulgação / Fapesc

Pesquisadores catarinenses têm mais uma semana para se inscrever no Programa de Pesquisa Universal, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). O prazo de submissão encerra em 23 de setembro. Neste ano o edital vai destinar R$ 4 milhões para estudos de todas as áreas de conhecimento. Poderão ser contemplados até 200 projetos.

Essa é a mais tradicional chamada pública da Fapesc. Desde 2001, apoiou 1.114 pesquisas, 3,2 mil pesquisadores e resultou na publicação de 4 mil artigos e revistas científicas. Também contribuiu com 1,7 mil trabalhos de conclusão de curso e iniciação científica, 800 softwares e protótipos e 700 apresentações em eventos e feiras.

Sem novas edições desde 2014, o edital retorna agora como o maior investimento em pesquisa básica e aplicada de Santa Catarina. Cada projeto aprovado poderá receber de R$ 20 mil a R$ 80 mil para cobrir despesas como compra de equipamentos, insumos, melhorias em laboratórios e deslocamentos de pesquisadores.

O presidente da fundação, Fábio Zabot Holthausen, reforça a importância de não deixar a inscrição para a última hora nesta reta final. "Conclamamos todos os pesquisadores catarinenses para que nessa última semana submetam suas propostas de pesquisa básica e aplicada e com isso tenham qualidade nos projetos que serão apoiados pela Fapesc. Estamos aguardando propostas de excelência”, destaca.

Já o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc, Amauri Bogo, afirma que lançar esse edital, após cinco anos, mostra um grande comprometimento ao investir R$ 4 milhões em pesquisa. “Esse edital é uma demanda que envolve todas as instituições de nível superior e todas as grandes áreas de conhecimento. Isso oxigena o ecossistema e permite que a academia produza conhecimentos para alimentar também o sistema de tecnologia e inovação de Santa Catarina”, completa.

Os interessados em participar do Programa de Pesquisa Universal devem se inscrever diretamente na plataforma da Fapesc. Para mais informações, acesse www.fapesc.sc.gov.br ou envie sua dúvida para universal@fapesc.sc.gov.br.

Editais com inscrições abertas

A Fapesc está com 13 editais com inscrições abertas tanto para incentivo à pesquisa quanto de apoio à inovação e à tecnologia em Santa Catarina. Entre os destaques estão a chamada 16/2020, do Programa de Pesquisa para o SUS, e o 18/2020, do Prêmio Inovação Catarinense.

O edital do PPSUS tem como objetivo incentivar pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação para melhoria da atenção à saúde no contexto do SUS. Podem participar doutores que trabalham em instituições de ensino superior públicas ou privadas sem fins lucrativos ou ainda instituições científicas, tecnológicas e de inovação. As inscrições vão até 05 de outubro.

Já o Prêmio Inovação Catarinense tem como meta homenagear personalidades e instituições com trajetória de destaque no Estado. Serão premiados com valores de até R$ 15 mil os primeiros lugares em 11 diferentes categorias, incluindo estudantes de graduação e educação básica, professores universitários e das escolas de ensino fundamental e média. Além de empresas e governos que se destacam no setor. O prazo para participar encerra em 3 de novembro.

Para acompanhar todas as oportunidades, acesse o site da fundação em www.fapesc.sc.gov.br ou siga a Fapesc nas redes sociais como facebook.com/fapesc.gov e instagram.com/fapesc.sc.

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Foto: Divulgação/Coliga

Depois de passar por quatro ou cinco anos em um curso de graduação, os profissionais da saúde encaram outro desafio no começo da carreira: montar um consultório e comprar equipamentos. Realizar esse sonho exige investimento, nem sempre possível para um recém-formado. Para facilitar a vida de quem está entrando agora no mercado, uma equipe de Joinville está criando uma plataforma online para os interessados em alugar um espaço para atender os pacientes.

Segundo a coordenadora do projeto, Pamela da Silva Leopoldino, o plano é tornar a plataforma Coliga uma ponte entre os profissionais da saúde que precisam de um espaço para trabalhar e os consultórios que têm interesse em alugar parte da estrutura. A ideia surgiu em 2019, durante um evento destinado a startups. “Notamos que era uma dor de cabeça para os profissionais que estão no início da carreira poder investir numa sala”, conta.

O projeto de Pamela é um dos 150 aprovados na primeira edição do Programa Nascer de pré-incubação de ideias, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) em parceria com o Sebrae/SC. Nessa segunda edição, são 164 selecionados. Os participantes têm acesso gratuito a mentorias, workshops e palestras com profissionais que são referência no mercado.

Com essa instrução, os novos empreendedores serão capazes de transformar uma ideia em uma empresa viável. “O programa Nascer está sendo um divisor de águas para Coliga, estamos criando grandes conexões com pessoas incríveis que estão nos auxiliando a tornar essa ideia um negócio”, comenta Pamela.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, um dos objetivos do Programa Nascer é capacitar estes empreendedores que possuem ideias e vontade de empreender para que estruturem seu modelo de negócio. “Assim, quando surgirem oportunidades de mercado ou mesmo de fomento, eles estarão preparados”, destaca.

A gerente de Tecnologia e Inovação, Gabriela Mager, explica que o Programa Nascer, da Fapesc em parceria com Sebrae/SC, busca criar a cultura do empreendedorismo, selecionando propostas inovadoras que terão o apoio para que as ideias saiam do papel e se tornem uma realidade. “O programa se estrutura a partir da metodologia TXM para incubação de negócios, e é executado pelo Cocreation Lab. É o primeiro passo para quem tem um projeto inovador, mas não sabe como transformá-lo em negócio. Durante o período de incubação no Nascer, todo o apoio é dado para aprender a iniciar e gerir um negócio”, comenta.

Já o professor Luiz Salomão Ribas Gomez, criador da ferramenta TXM e idealizador dos espaços de pré-incubação Cocreation Lab, defende articulação da idea da Coliga com as demandas atuais. "Além de inovador, o projeto é importante nesse momento de democratização do acesso ao ensino superior, facilitando o ingresso de recém-formados no mercado de trabalho", completa.

Após passar pela pré-incubação e com o projeto pronto, Pamela e os sócios Juliano Hallal, Luciana Araújo, Andres Berte e André Santiago querem agora desenvolver a plataforma e começar a conectar pessoas, a começar pela cidade deles, Joinville. O foco do grupo agora é de buscar recursos para tornar a Coliga um grande negócio.

Incentivo a novas ideias

O Programa Nascer já ajudou a transformar 150 ideias em negócios viáveis. Agora, começa uma segunda edição em que os 164 grupos participantes receberão gratuitamente todo suporte para que possam transformar uma ideia em uma empresa, gerando emprego e renda.

Os selecionados passarão por mentoria em 15 cidades catarinenses: Blumenau, Brusque, Caçador, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joaçaba, Jaraguá do Sul, Itajaí, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Bento do Sul, Tubarão, Videira.

A lista dos aprovados já está disponível no site da Fapesc. O resultado final será publicado em 11 de setembro.

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Pesquisadores do Instituto Federal Catarinense (IFC) poderão submeter suas propostas ao Edital de Chamada Pública lançado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). No total, serão R$ 300 mil em recursos. As pesquisas abrangem diferentes áreas do conhecimento e devem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação de Santa Catarina.

Para participar, os pesquisadores devem ter vínculo com o IFC e passar por seleção em Edital de Chamada Pública interno. Depois, os projetos selecionados deverão ser submetidos na Plataforma Fapesc entre 19 e 24 de novembro de 2020. Cada projeto aprovado receberá até R$ 30 mil. Para isso, o IFC está disponibilizando R$ 150 mil e a Fapesc outros R$ 150 mil.

“A Chamada Pública realizada com o Instituto Federal Catarinense faz parte de um programa de fomento à pesquisa científica junto às instituições de ensino catarinense. Serão desenvolvidas chamadas semelhantes com outras instituições do Estado visando ao fortalecimento da pesquisa, da ciência e da formação dos pesquisadores para que Santa Catarina avance em termos de conhecimento e inovação”, explica o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen.

O IFC possui 15 campi, distribuídos nas cidades de Abelardo Luz, Araquari, Blumenau, Brusque, Camboriú, Concórdia, Fraiburgo, Ibirama, Luzerna, Rio do Sul, Santa Rosa do Sul, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, Sombrio e Videira, uma unidade urbana em Rio do Sul, além da Reitoria, instalada na cidade de Blumenau.

"Os programas, os projetos e as ações de pesquisa do IFC constituem um processo educativo para a investigação e a reflexão, visando à inovação, ao empreendedorismo e à solução de problemas científicos e tecnológicos, com vistas ao desenvolvimento socioeconômico sustentável local e regional. Diante disso, a retomada do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira com a Fapesc fortalece os Grupos de Pesquisas e pesquisas realizadas nos Programas Stricto Sensu do IFC e, por consequência, impacta no desenvolvimento da pesquisa no Estado de Santa Catarina e no IFC", destaca a professora Fátima Peres Zago de Oliveira, pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFC.

Essa não e a primeira vez que Fapesc e IFC lançam um edital em conjunto. Em 2015, por exemplo, foram selecionados 34 projetos que receberam apoio para realizarem suas pesquisas.

Cooperação com Instituições de Ensino Superior

O edital do IFC é o primeiro de outros que serão lançados dentro do Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc. “Estamos firmando parcerias, por meio de Acordos de Cooperação Técnica e Financeira, com diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Estado. Os acordos se consolidam por meio de grupos de pesquisas nas diversas áreas do conhecimento, além da promoção do desenvolvimento e transferência de tecnologia para atendimento das demandas da sociedade”, relata a gerente de Pesquisa da Fapesc, Deborah Bernett. “Além do IFC, instituições como a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), universidades do Sistema Acafe, Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) são algumas das que já aderiram a essa parceria na busca da simplificação e agilização do acesso aos recursos destinados à pesquisa”, complementa Deborah.

O edital pode ser acessado no site www.fapesc.sc.gov.br. Contato para dúvidas: ifc@fapesc.sc.gov.br.

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Foto: Reprodução/Sistema de Telemedicina e Telessaúde

Imagine pegar o seu celular, clicar em um aplicativo e começar uma transmissão online com um médico. Isso parecia algo improvável há alguns meses, mas a pandemia causada pelo novo coronavírus levou o setor da saúde a buscar soluções para evitar a contaminação. Além de proteger as pessoas, o uso da tecnologia pode ampliar a oferta de serviços e ainda reduzir custos. É o que defende uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que desenvolve um sistema de teleatendimento para a rede pública de saúde. Todos os municípios catarinenses poderão contar com a plataforma, que tem previsão de ser finalizada até novembro deste ano.

O projeto foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), que destinou R$ 97 mil para o grupo. O desenvolvimento do sistema deveria durar um ano, mas os pesquisadores vão antecipar a conclusão para disponibilizar a plataforma o quanto antes para a Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo o professor Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo, do Departamento de Ciência da Informação da UFSC e coordenador do projeto, a proposta pode melhorar significativamente os níveis de saúde dos pacientes, além de dar mais agilidade no atendimento. “Imagine pessoas que estão em condição enferma em casa, doentes tendo que sair de casa, muitas vezes tendo que pegar conduções públicas. Nesse momento nem está tendo condução para chegar de fato ao local que está dando assistência à saúde. Imagine conseguir fazer a consulta de casa”, explica o professor.

Santa Catarina já é destaque no país no desenvolvimento de tecnologias para a saúde, mas não havia um sistema semelhante porque a legislação não permitia. Até então os gestores públicos não imaginavam uma crise mundial sanitária e a necessidade de atendimento remoto. A pandemia causada pelo novo coronavírus veio mudar esse cenário. Um projeto de lei federal já foi aprovado e sancionado, permitindo as consultas a distância durante o período da pandemia, cenário que poderá ser mantido com regulamentação específica.  

O professor Douglas reforça que o sistema de teleatendimento desenvolvido na UFSC não é só uma videoconferência como se tem visto no mercado. Há um rigoroso trabalho para garantir a privacidade dos profissionais de saúde e dos pacientes, além da geração de dados para abastecer os prontuários eletrônicos e garantir acesso às informações durante o tratamento. “Há toda uma tarefa de gestão até esse paciente chegar numa sala virtual em que o médico esteja esperando ele”, destaca.

Essa gestão inclui a criação de um fluxo para que a pessoa receba a informação sobre a consulta, saiba como acessar a sala virtual e tenha todo o atendimento necessário, o que não exclui a consulta presencial. Pelo contrário, o sistema de teleatendimento será um complemento ao serviço já disponível, ampliando as ferramentas de acompanhamento do paciente.

O projeto coordenado pelo professor Douglas se propõe a pensar tudo isso de forma segura e dentro dos procedimentos adotados pelo Ministério da Saúde e na realidade da saúde pública catarinense e do país. Mas para que o sistema faça parte do dia a dia dos profissionais e dos pacientes, vai passar por validações técnicas além de aprovação dos governos, que serão os responsáveis pela gestão da plataforma. “Nosso projeto é completamente focado na rede pública. Quem vai avaliar essa viabilidade e de fato fazer a oferta são o Estado e os municípios. Na nossa avaliação, isso implicaria numa melhora significativa nos níveis de saúde para os pacientes”, defende.

O projeto-piloto deve estar pronto em setembro, quando passará por melhorias. Já em outubro serão feitas as validações para entregar ao Estado em novembro, na metade do prazo inicial que seria de um ano. “É uma meta muito ousada. Mas a gente precisa responder isso para a sociedade. É muito importante que isso seja feito dessa forma”, destaca o professor.

Telemedicina já desenvolvida no Estado

Não é a primeira vez que a tecnologia é uma aliada da rede de saúde em Santa Catarina. O Estado já conta com um robusto sistema de telediagnóstico responsável hoje por mais de 80 mil exames por mês. A rede começou a ser desenvolvida em 2004 para reduzir o transporte de pacientes dos pequenos municípios para as grandes cidades para fazer desde exames simples até os mais complexos.

De lá para cá, a rede foi se expandindo e hoje está presente em todos os 295 municípios catarinenses. Conta com 650 instituições de saúde conectadas, desde unidades básicas até hospitais de alta complexidade. São aproximadamente 35 mil profissionais da saúde operando o sistema. Com essa integração foi possível realizar 9,5 milhões de exames desde 2005.

Segundo o coordenador do Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) da UFSC, o professor Aldo von Wangenheim, só foi possível desenvolver essa rede tecnológica pela parceria da universidade com o Governo do Estado. “Hoje o STT é provavelmente a maior rede de telemedicina que existe no hemisfério sul. Nós realizamos em média 80 mil exames por mês. São 80 mil pacientes que deixam de pegar a estrada para fazer um exame, para serem atendidos, para ter um resultado. Isso é uma revolução na saúde do Estado”, destaca.

Além da parceria com a Secretaria Estadual da Saúde, o projeto contou com apoio da Fapesc para desenvolvimento de pontos específicos da plataforma. Um exemplo foi a teledermatologia, que permitiu a realização a distância de exames dermatológicos. Essa parte do projeto foi aprovada no Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), também da fundação e que está agora com inscrições abertas até 5 de outubro.

Já em operação, o serviço de teledermatologia está disponível em 300 pontos espalhados por todo o Estado, o que colaborou para reduzir o tempo de espera de exame dermatológicos de seis meses para 72 horas. “Com isso, uma quantidade enorme de filas de pessoas que estavam esperando pelo atendimento médico se eliminou. É impensável hoje você imaginar o Estado de Santa Catarina sem a telemedicina”, confirma o professor Aldo.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o uso da tecnologia, da ciência e da inovação sempre fez parte das ações relacionadas à saúde, desde os equipamentos para exames até estruturas para realização de cirurgias, por exemplo. “O teleatendimento é mais uma aplicação da tecnologia na área da saúde, onde o profissional especializado numa das áreas da medicina pode atender diversos casos em várias regiões, reduzindo tempo e custo. A Fapesc é apoiadora de estudos ligados à telemedicina desde seus primeiros projetos no Estado de Santa Catarina e continuaremos na vanguarda”, reforça.

Já a gerente de Ciência e Pesquisa da Fapesc, Deborah Bernett, destaca o quanto o projeto do STT é um exemplo de sucesso em pesquisa com resultados aplicados diretamente na sociedade. “O projeto está subdividido em diferentes etapas e metas que se estendem a atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em tecnologias móveis distribuídas na área da saúde, todas apoiadas pela fundação em programas de apoio específicos” comenta.

Live sobre as novas tecnologias

O coordenador do projeto do teleatendimento, o professor Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo, participará junto com o professor Aldo von Wangenheim de uma live para falar sobre os projetos de teleatendimento e telemedicina. A transmissão contará com a participação do presidente da fundação, Fábio Zabot Holthausen, junto com a gerente de Ciência e Pesquisa, Deborah Bernett.

Quem quiser acompanhar, basta acessar na próxima quinta-feira, 10, às 17h, o canal do YouTube da Fapesc ou a página do Facebook.

Soluções para a Covid-19

O sistema de teleatendimento é um dos cinco projetos aprovados no edital 06/2020 da Fapesc, que destinou R$ 500 mil para pesquisas de curto prazo relacionadas à Covid-19 em SC. Entre esses estudos, estão contemplados desenvolvimento de testes rápidos mais seguros, a ativação de um laboratório na Serra catarinense para análise dos casos da doença, além de estudo para uso da vacina tríplice viral para imunização e redução dos sintomas da Sars-Cov-2.

No mesmo período, a Fapesc lançou o edital 07/2020 destinando R$ 500 mil para soluções que possam ser usadas quase que imediatamente no combate à pandemia e seus efeitos. Foram aprovados produtos como a criação de um painel para doações a projetos de recuperação econômica, produção de tecido pulmonar para realização de testes de medicamentos e estudos relacionados ao novo coronavírus, além tecnologias para higienização de ambientes.

A Fapesc também foi parceira de edital do governo federal que investiu R$ 50 milhões para estudos relacionados ao novo coronavírus. A fundação destinou R$ 1,2 milhão em bolsas de mestrado e pós-doutorado para os estudos catarinenses aprovados, que incluem desde o desenvolvimento de vacina contra Covid-19 até mapeamento do atendimento dos pacientes infectados em hospitais universitários como também o impacto da doença nos pacientes.

Confira mais informações sobre os projetos apoiados pela Fapesc em www.fapesc.sc.gov.br.

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Gisele Krama
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Imagem / SDE 

A Rede Catarinense de Centros de Inovação, uma iniciativa inédita do Governo do Estado, passa a contar com uma interface atual e inovadora. Servindo como porta de entrada e conexão para investidores, nacionais e estrangeiros, o site foi desenvolvido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapesc), o Centro de Informática e Automação (Ciasc) e o Grupo VIA Estação Conhecimento/UFSC.

>>> Acesse: www.centrosdeinovacao.sc.gov.br

Para o diretor de Ciência, Tecnologia e inovações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Rafael Meyer, a ferramenta reflete o novo momento que a rede vive, com sua ampliação e fortalecimento a partir da troca entre os centros.

“Neste momento de incertezas devido à pandemia, a Rede Catarinense de Centros de Inovação vem para trazer segurança aos participantes e quem procura investir no Estado, além de fomentar a retomada da economia. E com esta ferramenta, a intenção é contribuir com a atração de novas empresas para os habitats e, assim, fortalecer as diversas áreas econômicas distribuídas entre as regiões do estado”, destaca Meyer.

A plataforma reúne descrições detalhadas do que cada Centro oferece e atividades que estão sendo desempenhadas, com informações relevantes e fotos atualizadas. Também possui uma área de materiais para consulta, aplicação e estudo sobre diversos temas relacionados à inovação e ambientes inovadores; uma agenda unificada e agregadora da rede, pronta para promover o que acontece em cada região; vídeos e textos institucionais que promoverão os habitats; e ainda, um espaço para divulgação de notícias e publicações de editais.

Mais informações para a imprensa:
Mariane Lidorio
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Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável - SDE
Fone: (48) 3665-4298 / 99601-1488
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Imagem: Fapesc

Professores, pesquisadores, empresas e governos com trajetória de destaque na inovação serão homenageados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). Já estão abertas as inscrições para uma das mais tradicionais premiações do Estado, o Prêmio Inovação Catarinense - Professor Caspar Erich Stemmer, edição 2020. Os interessados em participar podem se inscrever até 3 de novembro diretamente na plataforma da fundação.

Serão destinados R$ 330 mil para os primeiros colocados em 11 categorias. Quem ganhar o primeiro lugar recebe R$ 15 mil, o segundo, R$ 10 mil e o terceiro, R$ 5 mil, além de certificado e troféu.

O presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, lembra que o objetivo desse prêmio é reconhecer diferentes trabalhos realizados em cada canto do Estado. “Temos um ecossistema muito forte e que segue se expandindo. Nosso propósito é valorizar essas histórias e fortalecer a importância de todos, desde o aluno até o professor, o pesquisador e a empresa que está lá na ponta produzindo. Todos estão engajados na construção do setor de inovação de Santa Catarina, que já é referência para o Brasil e desponta internacionalmente”, comenta.

As categorias do prêmio são: Agente da Inovação (pesquisadores catarinenses), Professor Inovador (docentes), Jovem Inovador (estudantes da educação básica),  Projeto Acadêmico Inovador (estudantes de graduação), Inventor Independente (sem vínculo com instituições), Empresa Inovadora (iniciativa privada), ICT Inovadora (instituições de ensino, pesquisa e tecnologia), Inovação em Produtos (iniciativa privada), Inovação em Serviço ou Processo (empresas), Inovação de Impacto Socioambiental (iniciativa privada e organizações da sociedade civil) e Governo Inovador (órgãos públicos municipais e estaduais).

A gerente de Inovação da Fapesc, Gabriela Mager, reforça a importância de divulgar essas histórias para que os catarinenses conheçam e valorizem quem produz inovação em Santa Catarina. “A ideia é premiar os estudantes, professores, pesquisadores, empresas e instituições governamentais por suas ideias inovadoras e, ao mesmo tempo, divulgá-las para que a sociedade catarinense tenha conhecimento e se surpreenda com o desenvolvimento científico e tecnológico de nosso Estado”, defende.

Edições anteriores

A Fapesc já realizou oito edições do Prêmio Inovação Catarinense - Professor Caspar Erich Stemmer. Desde 2009, foram homenageadas mais de 100 personalidades e instituições e destinados. A fundação também destinou mais de R$ 2,3 milhões para esses trabalhos e trajetórias de destaque na inovação catarinense.

Só na edição de 2019, que teve cerimônia de premiação em fevereiro desse ano, foram 30 homenageados. Entre eles está a professora Giselle Araújo e Silva de Medeiros, vencedora na categoria Professor Inovador. Ela incentivou estudantes da rede pública de ensino de Florianópolis a entrar no mundo da tecnologia, aprendendo e criando soluções para os problemas da comunidade. “O orgulho é muito grande porque a gente já tem alunas que estão no mercado de trabalho, que estão atuando como jovem aprendiz na área de tecnologia e desenvolvendo seu potencial. A riqueza é a escola pública de qualidade”, defendeu a professora ao saber do resultado da premiação.

A Defesa Civil de Estado também esteve entre os reconhecidos, levando o primeiro lugar na categoria Governo Inovador com o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd). A estrutura é responsável por integrar diferentes regiões do Estado em momentos de desastre. "É um projeto moderno, inovador e que traz 20 regionais de Santa Catarina, todas interligadas por videoconferência. Todos ao mesmo tempo podendo conversar e resolver os problemas. É um projeto reconhecido internacionalmente”, destacou o diretor da Gestão da Educação da Defesa Civil, Alexandre Correia Dutra, durante a cerimônia.

A lista dos finalistas dessa edição será divulgada em 1º de março de 2021. Para mais informações, acesse www.fapesc.sc.gov.br.

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Mais comodidade e tecnologia para os inativos e pensionistas do Estado realizarem a prova de vida. Esse é o objetivo do termo de adesão do Instituto de Previdência de Santa Catarina - Iprev ao Laboratório de Inovação em Governo- Nidus, assinado nesta semana. A proposta é substituir a prova de vida tradicional, em que os aposentados e pensionistas precisam se deslocar até os órgãos, pelo reconhecimento facial, efetuado de forma online.

“Com o uso desta tecnologia, a intenção é proporcionar mais segurança e conforto aos aposentados e pensionistas, que poderão fazer seu recadastramento sem sair de casa”, explica o diretor de Tecnologia e Inovação da Secretaria de Estado da Administração, Félix Fernando da Silva.

A ação vai beneficiar diretamente cerca de 46 mil servidores inativos e 12 mil pensionistas, que precisam anualmente comparecer nos órgãos de origem ou às setoriais do Iprev para confirmar endereço e efetivar a prova de vida. E, assim, continuar recebendo os benefícios previdenciários.

“Esse projeto já vem sendo idealizado desde o ano passado, mas não tínhamos conseguido uma saída totalmente viável. Agora, com a parceria do Nidus, nossas expectativas foram ampliadas significativamente, em especial, pela reconhecida capacidade do laboratório em encontrar soluções inovadoras. Além da comodidade dos usuários, pois muitos inclusive residem em outros estados, a medida também vai gerar economia direta de pouco mais de R$ 2 milhões ao erário”, explica o presidente do Iprev, Kliwer Schmitt.

Agora, o laboratório Nidus trabalha no mapeamento da empresa que apresente a melhor alternativa de reconhecimento facial para ser contratada para realizar o serviço.

Laboratório Nidus pode ser usado para solucionar desafios de órgãos do Governo do Estado.

Na última semana, a atuação do Laboratório Nidus para solucionar desafios foi apresentada pelo secretário de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca, em reunião do colegiado.  

“Os órgãos do Estado podem aderir aos programas do Nidus para solucionar lacunas em muitas áreas. O objetivo é aliar a expertise da equipe do Nidus na busca de soluções, com a proximidade com o ecossistema de inovação da Acate. Essa conexão agiliza a busca pelas soluções e a implementação delas pelos órgãos do Estado”, disse Tasca.

Os órgãos do Governo do Estado que queiram participar do ciclo curto do laboratório Nidus podem procurar a equipe por meio do portal na internet.

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Imagem: Fapesc

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) quer conversar com pesquisadores catarinenses e tirar dúvidas sobre o Programa de Pesquisa Universal, que vai destinar R$ 4 milhões para até 200 projetos. Com a previsão de ter aproximadamente 700 propostas inscritas, a equipe da fundação vai realizar uma live para contemplar cientistas de todo o estado ao mesmo tempo. A transmissão será feita nesta quinta-feira, 13, às 17h. Qualquer pessoa pode assistir ou fazer perguntas.

Os interessados poderão acompanhar na página do Facebook da Fundação facebook.com/fapesc.gov ou no canal do YouTube youtube.com/fapescgovsc.

Participarão o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amauri Bogo, e a gerente de Ciência e Pesquisa, Deborah Bernett, além da coordenadora do edital, Maria Cristina Hatz.

Maria Cristina reforça o importante papel da comunicação a distância nesse momento em que não é possível o atendimento presencial na Fapesc por causa da pandemia. “Temos obtido sucesso nas lives de público e de conteúdo. Conseguimos oportunizar a participação e a aproximação de pesquisadores nos lançamentos de editais, nas execuções dos projetos e na produção de conhecimento”, confirma.

Investimento em pesquisa

O Programa de Pesquisa Universal é a chamada pública mais tradicional da Fapesc. Foi lançado pela primeira vez em 2001 e já contemplou 1.114 pesquisas, mais de 3.200 pesquisadores e resultou na publicação de cerca de quatro mil artigos em revistas científicas.

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc, Amauri Bogo, defende que lançar esse edital mostra um grande comprometimento da Fapesc ao investir R$ 4 milhões em pesquisa, mesmo em um momento de crise. “Isso faz com que oxigenamos o ecossistema e permitimos que a academia produza conhecimentos para alimentar também o sistema de tecnologia e inovação de Santa Catarina”, completa.

Na mesma linha, a gerente de Ciência e Pesquisa, Deborah Bernett, dá destaque à organização do edital que permitiu distribuir de forma igualitária os recursos, especialmente para contemplar as diferentes regiões de Santa Catarina. “O edital atende de forma ampla e democrática a todas as áreas do conhecimento. Portanto, é um ganho enorme para a pesquisa no Estado”, comenta.

Na edição desse ano, cada projeto poderá receber de R$ 20 mil a R$ 80 mil para despesas como compra de equipamentos, insumos, melhorias em laboratórios e deslocamentos de pesquisadores. As inscrições estão abertas até 23 de setembro na plataforma da Fapesc.

Para mais informações sobre a ciência produzida em Santa Catarina e sobre os editais de pesquisa, acesse o site da Fapesc.

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Foto: Divulgação/ Cowlity 

Um dos maiores desafios para os produtores de leite em Santa Catarina é a detecção precoce e o controle da mastite no gado, doença que compromete a saúde dos animais e a produtividade. Para reduzir esses danos, uma empresa de Videira está desenvolvendo um dispositivo que pode ser inserido nas ordenhadeiras, o que vai permitir o diagnóstico na fase inicial da enfermidade. A solução faz parte do Programa Nascer, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) em parceria com o Sebrae.

O analisador de células somáticas criado pela empresa Cowlity emite um alerta sobre a infecção mesmo antes de qualquer sintoma, o que evita prejuízos. Além disso, é mais prático do que um equipamento de bancada usado atualmente para detectar a doença por permitir testes diários durante a ordenha. O produto passará por validação e deve entrar no mercado até o fim de 2021.

A mastite é uma inflamação causada por bactéria que compromete a saúde do animal e a qualidade do leite. Em estágio avançado, os sintomas são visíveis. Porém, há muitos casos em que não há nenhum sinal, apenas a queda na produção, tornando difícil o diagnóstico.Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o impacto da doença na agroindústria catarinense representa a perda de 5,6 a 8,8 milhões de litros de leite por ano.

Esses números levaram o médico veterinário Maurício Mezaroba e os colegas Maribel Gaio, Tasiana Rodrigues e Pedro Cachinski a desenvolverem uma solução e se inscreverem no Programa Nascer. “O programa, além de refinar e melhorar nossa ideia para o mercado, vem nos fornecendo orientação, acompanhamento, suporte e capacitação”, destaca Maurício.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o objetivo do Programa Nascer é justamente capacitar negócios que estão na fase embrionária e dar apoio para organizar e fortalecer as ideias. “Assim, quando surgirem oportunidades de mercado ou mesmo de fomento, estes empreendedores estarão preparados. Este é o momento de aprender, testar e seguir empreendendo”, explica.

Para o professor Luiz Salomão Ribas Gomez, criador da ferramenta TXM usada no Nascer e idealizador dos espaços de pré-incubação Cocreation Lab, essa é a oportunidade para quem tem ideias de negócios que possam oferecer soluções para pessoas e empresas neste período de crise. “Momentos como este geram desafios, mas também oportunidades. A inovação será muito importante na retomada de diversos setores da economia”, defende.

Desenvolvimento de novas ideias

O Programa Nascer já ajudou a transformar 150 ideias em empresas. Agora, está selecionando os participantes para a segunda edição. Os aprovados receberão gratuitamente todo suporte para que possam transformar um plano em um negócio viável, gerando emprego e renda.

A lista dos selecionados para entrevista será divulgada nesta terça-feira, 11, no site da Fapesc. Já a conversa com os candidatos será feita entre os dias 12 e 19 de agosto.

As entrevistas fazem parte da última fase de avaliação. O resultado preliminar dos aprovados será publicado em 24 de agosto e o final, em 11 de setembro.

Serão selecionadas 150 ideias, divididas em 15 cidades: Blumenau, Brusque, Caçador, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joaçaba, Jaraguá do Sul, Itajaí, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Bento do Sul, Tubarão, Videira.

Por causa da pandemia, todas as atividades do Programa Nascer são realizadas remotamente por ferramenta. Para mais informações, acesse www.fapesc.sc.gov.br.

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Gisele Krama
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Foto: Mauricio Vieira / Arquivo / Secom

O ecossistema tecnológico catarinense ganha força com o incentivo de políticas públicas ao setor. Uma delas é a Rede de Centros de Inovação, uma iniciativa do Governo de Santa Catarina que oferece mecanismos de apoio ao empreendedor, desde o momento da ideia até a fase em que o negócio está pronto para encarar o mercado, crescer e escalar.

Os resultados dos centros de inovação do estado e parcerias privadas demonstram que essas iniciativas têm contribuído para o desenvolvimento econômico regional, promovendo a geração de emprego e renda. Alguns exemplos são o Orion Parque Tecnológico, em Lages, que gerou mais de R$ 1 milhão em faturamento em 2019; o Ágora, em Joinville, que reúne 32 operações; a Rede de Centros de Inovação de Florianópolis, que impactou mais de 1,8 mil pessoas no último semestre, além de outros dados positivos que percorrem os habitats inovadores catarinenses.

“Mesmo em um período difícil, o Governo do Estado investe em tecnologia, inovação e pesquisa. Acreditamos que esse é o caminho para buscar as melhores soluções em diferentes áreas. Também estamos empenhados em apoiar o empreendedorismo, que é outro diferencial do nosso estado. Todos esses fatores irão nos ajudar a superar, de forma mais rápida, os impactos econômicos da pandemia”, ressalta o governador Carlos Moisés.

Para o secretário da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Siqueira, a contribuição da ciência, tecnologia e inovação em tempos de Covid-19 é essencial para enfrentar os atuais desafios de saúde, e também no avanço aos esforços produtivos da recuperação econômica pós-pandemia.

“Inovar não é inventar algo, inovar é explorar ideias, é ir além, é apontar soluções. E este é justamente o propósito dos centros de inovação de Santa Catarina que se conectam e, em sinergia propagam conhecimento e transformam a vida das pessoas. A proposta do Governo de Santa Catarina é justamente gerar oportunidade com políticas de Estado perenes para o crescimento. Para isto, a importância de agregar as diferentes formas de pensar, unindo governo, academia e setor produtivo numa espiral de prosperidade, esperança e confiança”, pontua Siqueira.

Quatro anos de incentivo à inovação no Planalto Serrano

Foto: Ricardo Wolffenbuttel/ Arquivo/ Secom

O município de Lages, com uma economia ligada principalmente à pecuária, registra crescimento no ecossistema inovador. O Orion Parque Tecnológico, construído com recursos do Estado há quatro anos, conta com 90% de ocupação. Só em 2019, gerou mais de um R$ 1 milhão em faturamento.

Neste período de pandemia, 37 MEIs e pequenos negócios, além de 20 projetos sociais, estão participando gratuitamente do programa de apoio e reestruturação dos seus negócios. A ação é uma parceria entre o Orion Parque e a Prefeitura de Lages.

“A pandemia nos fez pensar em como poderíamos auxiliar o nosso ecossistema, e resolvemos olhar além, em como poderíamos ajudar aqueles negócios que mais teriam dificuldades durante e após a pandemia. Então abrimos uma aceleradora de pequenos negócios, para escutar, conversar e capacitar aqueles que mais iriam sofrer pela falta de gestão, de inovação e de marketing. O que era inicialmente uma ação solidária se mostrou um promissor produto, acertando uma dor latente dos pequenos negócios locais. Estamos mostrando o quanto podemos agregar valor em mais de 90% dos estabelecimentos comerciais do país”, destaca Valmir Tortelli, presidente do Instituto Orion.

Os programas de aceleração são feitos por meio de treinamentos, em plataforma virtuais e aulas online semanais. Ao final da iniciativa os empreendedores serão graduados e acompanhados pelo  Orion Parque.

Qualquer tipo de empresa ou MEI pode se inscrever. Para participar da aceleração, ou dos projetos sociais, acesse o link: http://plid.in/orionaceleracao.

Impulsionadora de negócios inovadores


Foto: Mauricio Vieira / Arquivo / Secom

O município de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, foi o segundo a receber um dos Centros de Inovação, que faz parte da política do Governo do Estado para impulsionar ambientes de tecnologia e novos negócios nos principais polos regionais.   

Com dois anos de existência, o habitat conta com nove empresas incubadas e uma âncora, entre elas startups que atuam com negócios imobiliários, gestão de eventos, produtos e serviços digitais, além de tecnologias industriais. Um exemplo é o laboratório de internet das coisas da Weg, multinacional nascida em Jaraguá do Sul.

Com histórico de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, a multinacional do setor de eletromotores não agiu diferente neste período de pandemia. Depois de uma intensa corrida contra o relógio, em um trabalho que envolveu, dia e noite, mais de 100 colaboradores, a empresa adaptou sua planta e iniciou a produção dos ventiladores pulmonares para UTI.

O Centro de Inovação Novale, em Jaraguá do Sul, também já traz resultados à região. Durante 2019 foram realizados 44 eventos de diferentes perfis e nichos de negócios e foram recebidas cerca de 3,5 mil pessoas, integrando comunidade, empresas e negócios ao Novale. Para a aproximação de grandes empresas com as startups, foram realizados dois eventos: o Hackthon CDL e Legal Hackaton, que juntos reuniram mais de 400 participantes. Outro evento relevante foi o Innova Festival, que em três dias reuniu 300 pessoas, que tiveram a oportunidade de conhecer o espaço, desenvolver-se em inovação e interagir com o ecossistema de inovação.

Agora, o habitat segue trabalhando em novas incubações. Os interessados podem consultar o edital ou entrar em contato com a secretaria do Novale Hub, pelo telefone (47) 3307-5374 ou via e-mail secretaria@novalehub.com.br.

Novos caminhos para o desenvolvimento do ecossistema de inovação


Foto: Gustavo Amorim / Arquivo / SDE

Fruto de iniciativa do Perini Business Park, maior parque empresarial multissetorial da América do Sul, nasceu o Ágora Teck, o Parque Tecnológico de Joinville, onde o Centro de Inovação Ágora Hub integra a rede catarinense de inovação. No primeiro ano de atividade, o Ágora atraiu grandes corporações e comitivas internacionais. Neste período, sediou mais de 350 eventos, como reuniões, oficinas, workshops e palestras e em 2020 segue com novos programas e projetos, para continuar a conectar para inovar.

O habitat inovador reúne 32 operações, entre empresas de tecnologia, entidades, operações estruturantes e serviços de apoio, além de espaços de convivência, como locais para descompressão e network, auditório para 220 pessoas, salas de treinamento e de reunião e praça de alimentação.

Ágora.Start

Com o propósito de conectar para inovar e encorajar futuros empreendedores, o Ágora Tech Park lançou o Ágora.Start. Uma iniciativa para estimular o empreendedorismo, por meio de conexões entre empresas, estudantes, universidades e players do mercado de tecnologia e inovação.

Uma das ações contempladas no Agora.Start é a coordenação da execução local do Programa Nascer, parceria entre a Fapesc e o Sebrae.

Laboratório de testes para cidades inteligentes

Outro projeto do Ágora Tech Park é o Perini City Lab, que pretende transformar o parque multissetorial de Joinville em um espaço de testes a céu aberto para diversas tecnologias voltadas às cidades inteligentes.

De terminal rodoviário a Centro Inovação

Foto: Mauricio Vieira / Arquivo / Secom

Embora tenha cerca de 50 mil habitantes, Videira possui um dos melhores índices de desenvolvimento humano catarinense, é berço da vitivinicultura e tem o empreendedorismo e a inovação no DNA da população. Para fortalecer o desenvolvimento de novas tecnologias, o município criou o Centro de Inovação Dante Martorano, que também passou a integrar a rede estadual. Construído e mantido com recursos municipais, o habitat fica localizado em uma parte do Terminal Rodoviário Írio Zardo.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus o Centro de Inovação Videira, em parceria com empresas e entusiastas, passaram a produzir máscaras de proteção. Foram atendidas mais de 40 instituições e entidades em mais de 15 municípios da região, totalizando aproximadamente 500 unidades de face shields.

Porém, devido à pandemia da Covid-19, o Centro de Inovação Videira reduziu, temporariamente, seu atendimento presencial. No entanto, não deixou de participar ativamente do ecossistema, realizando diversas ações por meio de plataformas digitais como webinars, palestras e workshops, além do Minuto Inovação, que tem o objetivo de aproximar os cocreators do Programa Nascer à comunidade.

Em breve, o edital de ocupação dos ambientes de incubação, pré-incubação e coworking será publicado e a expectativa é ocupar o Centro de Inovação Videira com ideias e empresas inovadoras.

Mais de 1,8 mil pessoas impactadas pela Rede de Inovação de Florianópolis

Conhecida como a Ilha do Silício, a cada mil pessoas em Florianópolis, 25 trabalham na área de tecnologia. Uma das ações que contribuem para este reconhecimento é a Rede Municipal de Centros de Inovação, gerida pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), em parceria com a Prefeitura e que foi agregada à rede estadual, de forma pioneira pelo Governo de Santa Catarina. Só no último semestre, a rede somou 1.809 pessoas impactadas, por meio de 158 ações, como a realização de eventos, capacitações, visitas técnicas, atendimento aos empreendedores e missões técnicas.

Atualmente, a Rede de Inovação Florianópolis é formada por quatro centros credenciados: CIA Downtown, Cia Primavera, Cia Sapiens Parque e Soho. Um dos principais fatores que favorecem o sucesso deste formato é a ideia de cocriação. Neste contexto, destaca-se o CIA Primavera, primeira unidade da rede, composta por mais de 40 empresas residentes e 10 da incubadora MIDITEC —atingindo quase 100 empresas, que compartilham do mesmo espaço físico todos os dias.

Como porta de entrada do potencial empreendedor e como um ponto de apoio de quem já atua ou que deseja atuar em Florianópolis, cada centro de inovação da Rede possui um escritório de promoção da inovação. Só neste quesito, foram 18 atendimentos no primeiro semestre. Agora, o trabalho continua, já que soluções inovadoras serão decisivas para acelerar a retomada da atividade e do crescimento da economia no estado pós-pandemia.

Para mais informações sobre o trabalho realizado pela Rede de Inovação Florianópolis, envie um e-mail para redecia@acate.com.br.

Próximas entregas

Em continuidade ao trabalho do Governo do Estado, outras seis cidades devem inaugurar seus Centros de Inovação ainda neste ano: Blumenau, Brusque, Chapecó, Itajaí, Joaçaba e Tubarão. O objetivo é continuar fortalecendo o ecossistema de inovação existente em Santa Catarina.

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