Fotos: Divulgação/ SEC

As instituições de caridade da Grande Florianópolis encontraram nas Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC) uma grande parceira. No primeiro semestre de 2019, os produtores rurais e boxistas doaram mais de 700 toneladas de alimentos para o Programa Mesa Brasil. As frutas e verduras que antes seriam descartadas agora são encaminhadas para famílias carentes e instituições sociais da região e alimentam em média 18 mil pessoas por mês.

O Mesa Brasil é um programa do Serviço Social do Comércio (Sesc), que em parceria com a Ceasa/SC, possibilita que os alimentos, em perfeitas condições de consumo, sejam encaminhados para instituições sociais e famílias carentes. Os alimentos são selecionados numa estrutura do Sesc dentro da Ceasa, que também atende famílias carentes.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, explica que as frutas e verduras que antes seriam descartadas, por serem excedentes ou estarem fora dos padrões de comercialização, agora são encaminhadas para alimentar milhares de famílias da Grande Florianópolis. “Ficamos muito felizes com essa parceria. Os boxistas e produtores rurais da Ceasa estão muito mobilizados com o projeto, estamos levando alimentos saudáveis para que mais precisa. Evitamos o desperdício e ainda contribuímos para o bem estar da nossa comunidade”, ressalta.

Programa Mesa Brasil
O Programa Mesa Brasil é uma rede nacional de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício, contribuindo para promoção da cidadania e melhoria da qualidade de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Essa parceria contribui para cidadania dos envolvidos, proporciona sustentabilidade e diminui custos relativos à destinação de resíduos pela Central”, destaca o presidente da Ceasa/SC, Glauco Gazola Zanella.

Para mais informações sobre a doação de alimentos para famílias carentes e instituições sociais, faça contato com o Programa Mesa Brasil pelo número: 0800-643 4363. 

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br

 Foto: Ricardo Wolffenbüttel /Secom

O agronegócio é a base da economia de Santa Catarina. Por isso, um dos grandes objetivos do Governo do Estado é aumentar a renda e a capacidade de investimento dos pequenos agricultores. Os programas de fomento da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural foram reformulados e estão de volta com novas linhas de apoio. Com a liberação de recursos, o governador Carlos Moisés e o secretário Ricardo de Gouvêa esperam injetar R$ 200 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro de Santa Catarina – R$ 61,6 milhões de verba própria do Estado.

“Os nossos programas já estão em andamento em todas as regiões do estado e à disposição dos produtores e pescadores. Este ano, fizemos algumas alterações e trouxemos novidades para incentivar a inovação e a permanência do jovem no meio rural. Queremos estar ao lado dos produtores rurais e pescadores para que eles possam tomar as decisões mais acertadas e continuem investindo na melhoria do processo produtivo, trazendo mais renda e qualidade de vida aos trabalhadores rurais e pescadores catarinenses”, ressalta o secretário Ricardo de Gouvêa.

Os programas de fomento da Secretaria da Agricultura apoiam os produtores rurais e pescadores na aquisição de bens e serviços para melhoria de processo produtivo, turismo rural, agroindustrialização, novas tecnologias, gestão da propriedade rural e até mesmo na compra de animais para melhoramento genético. Além disso, existem linhas especiais para mulheres e jovens, desenvolvimento da produção orgânica e cuidado com o solo. A partir deste ano, os jovens pescadores e agricultores e as mulheres terão atendimento prioritário na liberação de recursos. Todos os programas necessitam de um projeto técnico elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e recebem acompanhamento ao longo da execução.

Menos Juros
O Programa Menos Juros possibilitará investimentos de R$ 140 milhões no meio rural e pesqueiro de Santa Catarina. Os agricultores e pescadores contam com o apoio da Secretaria da Agricultura para subvencionar parte dos juros dos financiamentos contratados para aumentar a renda e criar oportunidades de trabalho. Serão atendidos produtores rurais e pescadores enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e os financiamentos terão um limite de R$ 100 mil e juros de até 2,5% ao ano, durante um período máximo de oito anos. O investimento do Governo do Estado será de R$ 1,6 milhão ao ano.

Programa de Fomento e Apoio a Negócios Rurais e Pesqueiros de Santa Catarina
Por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), a Secretaria da Agricultura concede financiamento para aumentar a rentabilidade, inovação, organização do produtor e apoio à legalidade produtiva e à produção orgânica. Serão R$ 13 milhões em recursos disponíveis para financiamento sem juros. Dentro do Programa de Fomento existem linhas de créditos especiais para aquisição de Kit Informática, compra de animais para melhoramento genético, investimentos na piscicultura, apoio para jovens agricultores e pescadores. A novidade é a criação de uma linha de crédito específica para atendimento da produção orgânica em Santa Catarina.

Terra-Boa
Já em andamento, o Programa Terra-Boa terá investimentos de R$ 47 milhões para ampliar a produtividade e a renda no meio rural catarinense. Este ano, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca irá apoiar a aquisição de 300 mil toneladas de calcário, 200 mil sacas de semente de milho, mil kits forrageira, 500 kits apicultura e cinco mil abelhas rainha. A expectativa do Programa é atender cerca de 70 mil agricultores catarinenses em 2019.

Além disso, o Programa conta com uma novidade para os próximos dias, terá uma linha de apoio para cobertura verde em áreas agrícolas. O Solo Saudável investirá R$ 1,2 milhão para minimizar a erosão e melhorar a qualidade do solo. Previsão de atender 600 famílias com insumos para correção de solo, sementes de adubos verdes e fertilizantes.

Programa Irrigar e Cobertura de Pomares
A Secretaria da Agricultura dá seqüência aos Programas Irrigar e Cobertura de Pomares para incentivar o armazenamento de água da chuva e o uso de telas antigranizo nos pomares de maçã, uva e frutas de caroço.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Foto: James Tavares / Arquivo / Secom

A China abriu o mercado para os produtos lácteos brasileiros, e Santa Catarina tem duas empresas habilitadas a exportar queijo, manteiga e leite condensado. O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira, 24. A notícia anima o setor produtivo.

A China habilitou 24 plantas brasileiras para exportação de produtos como leite em pó e queijos. Em Santa Catarina, estão autorizadas as empresas Laticínios São João, de São João do Oeste, e a Aurea Indústria e Comércio, de Braço do Norte.

“Esta é uma oportunidade importante para o Estado. Acreditamos que o futuro da produção de leite é conquistar o mercado externo, e o setor produtivo deve se preparar para isso. Santa Catarina tem diferenciais que podem agregar valor ao leite produzido no estado, como a sanidade dos nossos rebanhos”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do Brasil e esta é a atividade agropecuária com o maior crescimento no estado. Em 2017, a produção catarinense girou em torno de 3,4 bilhões de litros, e o leite representa uma importante fonte de renda para mais de 100 mil agricultores.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindileite-SC), Valter Antonio Brandalise, a abertura do mercado chinês vem em boa hora para o setor e pode trazer mais equilíbrio para a cadeia de lácteos no país. “Com o crescimento na produção do Brasil, em especial na região Sul, em breve teremos excesso de leite no país. A abertura de novos mercados é uma oportunidade para internacionalizar a produção brasileira e regular o mercado interno. A expectativa é de que em breve tenhamos mais empresas catarinenses habilitadas”, ressalta.

Desafios

Para conquistar o mercado internacional, Santa Catarina tem ainda alguns desafios: melhorar a competitividade do leite, passando pela organização da cadeia produtiva e a melhoria da infraestrutura. “Temos um dever de casa para fazer. O Brasil já evoluiu muito em qualidade e o produtor rural e a iniciativa privada estão conscientes de que este é o caminho. O Sul do país tem condições de tomar a frente das exportações brasileiras”, afirma o presidente do Sindileite-SC.

Exportações

Com a habilitação dos estabelecimentos, a expectativa é o setor exportar US$ 4,5 milhões em queijos, estima a Viva Lácteos - Associação Brasileira de Laticínios. A China é o maior importador de leite do mundo. Em 2018, o país comprou mais de 14 bilhões de quilos de leite, 18% de toda importação mundial.

“O mercado chinês já é um grande parceiro de Santa Catarina em outros setores, principalmente, na importação das carnes produzidas aqui. Queremos expandir essa relação e incluir o leite na nossa pauta de exportações”, conclui o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

Informações adicionais para a imprensa:

Coordenação-geral de Comunicação Social
imprensa@agricultura.gov.br

Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/(48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br 
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC 

 Foto: Nilson Teixeira / Epagri

A recuperação da área plantada e o aumento da produtividade do milho são as boas notícias da mais recente edição do Boletim Agropecuário, documento que apresenta as principais informações conjunturais referentes ao desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados para os produtos agrícolas catarinenses selecionados. O Boletim, que é publicado mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), também aponta alta nos preços pagos ao produtor pelo arroz e feijão e crescimento expressivo nas exportações de carne suína e de frango.

Grãos

Os números finais da safra 2018/19 confirmam a recuperação em 7,24% na área cultivada de milho, primeira e segunda safras, em relação à safra 2017/18, chegando a um total de 346.111ha de área plantada com o grão em Santa Catarina. A produtividade foi a segunda maior entre as três últimas safras, alcançando 8.286kg/ha. No total das duas safras, a produção estadual de milho ficou em 2,89 milhões de toneladas. Apesar da excelente safra nacional, estimada em 98,5 milhões de toneladas, os preços reagiram em junho, recuperando parte das perdas dos últimos meses.

O arroz está com a safra encerrada e preços que seguem em alta em razão da menor oferta interna. Quem também está comemorando bons preços é o produtor de feijão. A saca de feijão carioca foi comercializada no primeiro semestre de 2019 por um valor 127% maior do que o praticado no mesmo período do ano anterior. Para os produtores de feijão preto, o ganho monetário no semestre chega a 20%.

A soja apresentou recuo de 2% na área plantada no Estado, com 670 mil hectares cultivados e produção estimada em 2,35 milhões de toneladas. Os preços reagiram em junho, mas os produtores seguram o produto, à espera de melhores cotações. O trigo estava com 61% da área plantada na primeira semana de julho. A expectativa da Epagri/Cepa é de redução de 8% na área cultivada, decorrente dos altos custos de produção.

Hortaliças

Os preços do alho apresentaram boa recuperação e os cultivos catarinenses seguem bem, sinalizando boas perspectivas para a safra 2019/20. A cebola é outra hortaliça que vê subida no preço, impulsionado pela redução na importação e oferta mais ajustada da produção nacional.

Pecuária

As carnes de frango e suína experimentaram importante incremento nas exportações nos primeiros seis meses de 2019. No primeiro semestre deste ano, Santa Catarina exportou 727,46 mil toneladas de carne de frango, com faturamento de US$ 1,26 bilhão, o que representa um aumento de 58,77% em quantidade e de 60,48% em valor, quando comparado ao mesmo período de 2018. O Estado foi responsável por 37,02% das receitas brasileiras geradas pela exportação de carne de frango de janeiro a junho.

Já a carne suína teve sua exportação ampliada em 44,53% no primeiro semestre de 2019 em relação a igual período de 2018. Nesses primeiros seis meses o faturamento chegou a US$ 392,51 milhões, expansão de 42,18% na comparação com o ano anterior. Santa Catarina foi responsável por 56,19% das receitas e 58,67% da quantidade de carne suína exportada pelo Brasil de janeiro a junho, consolidando-se como principal exportador de carne suína do país.

No sentido contrário, a carne bovina enfrentou queda de 1,92% em quantidade e 15,76% em valor exportado no primeiro semestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado de janeiro a junho, foram exportadas 2,11 mil toneladas, com faturamento de US$ 5,99 milhões. Hong Kong foi o destino de 59,54% da carne bovina exportada pelo estado este ano.

Os produtores de leite sofreram com queda significativa dos preços no mês de julho. O cenário traçado pela Epagri/Cepa não é promissor, com possibilidade de novas quedas nos próximos meses.

Leia a íntegra do Boletim Agropecuário: http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_cepa/Boletim_agropecuario/boletim_agropecuario_n74.pdf


Informações e entrevistas
Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa, pelos fones (48) 3665-5076 / 98438-4101

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Freitas, jornalista: (48) 3665-5344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407


Carne de frango foi a mais exportada, com aumento de 58,8% em relação ao nao passado - Foto: Cristiano Estrela / Secom

Maior produtor nacional de suínos e segundo maior produtor de aves do Brasil, Santa Catarina fecha o primeiro semestre com crescimento de 56% nas exportações de carnes. No acumulado do ano, o Estado embarcou mais de 929 mil toneladas de carne suína e de frango - 331,4 mil toneladas a mais do que no mesmo período de 2018. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

A carne de frango segue como o principal produto da pauta de exportações de Santa Catarina, com 727,5 mil toneladas embarcadas este ano, 58,8% a mais do que no primeiro semestre de 2018. A alta se repete também no faturamento, as exportações do produto já geraram receitas que passam de US$ 1,25 bilhão ao Estado, uma alta de 60,5%.

“O ano de 2019 está sendo muito favorável para o agronegócio catarinense, principalmente para as exportações de carnes. O cenário mundial passa por grandes mudanças em função dos casos de peste suína africana na China e esse é um grande mercado para as carnes produzidas em Santa Catarina. Nós já temos um agronegócio consolidado, reconhecido pela qualidade dos nossos produtos. Nossas expectativas são de um ano com grandes conquistas”, ressalta o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Os principais destinos para carne de frango são: Japão, China e Emirados Árabes. O bom momento da avicultura catarinense pode ser explicado pelo aumento significativo nos embarques ao longo do primeiro semestre para quase todos mercados para os quais SC exporta, sendo que a maioria deles ampliou em mais de 30% as compras do produto.

Suinocultura

O crescimento nas exportações vale também para a carne suína. No primeiro semestre foram 201,6 mil toneladas embarcadas, 44,5% a mais do que no mesmo período de 2018. Esse volume gerou um faturamento de US$ 392,5 milhões.

Em termos de quantidade, Santa Catarina respondeu por 58,7% das exportações brasileiras de carne suína. Os principais mercados para o produto catarinense são China, Hong Kong e Chile. A Rússia também voltou a ser um importante destino para a carne suína produzida no estado e já ocupa o quinto lugar no ranking das exportações.

Expectativas e influência do mercado externo

Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, as perspectivas para as exportações deste ano são muito positivas, principalmente por conta dos efeitos causados pelos casos de peste suína africana na China e em outros países asiáticos. As estimativas são de que a produção chinesa de carne suína diminua em até 30%, o que levará a China a ampliar suas importações de proteínas de origem animal.

No primeiro semestre deste ano já se observam os reflexos disso: Santa Catarina exportou 74,3 mil toneladas de carne suína para a China, resultando em receitas US$ 156,4 milhões, um incremento de 50% em relação ao primeiro semestre de 2018.

“Mas não são apenas as exportações de carne suína que devem ser favorecidas pela crise da suinocultura chinesa. A avicultura também deve parte de seus bons resultados à ampliação das exportações para a China. No primeiro semestre, as exportações catarinenses de carne de frango para a China cresceram 56,7% em termos de valor, quando comparadas ao mesmo período de 2018”, explica.

Balanço de junho

Em junho, Santa Catarina embarcou 100,7 mil toneladas de carne de frango, um crescimento de 46,2% em comparação com o mesmo mês de 2018. O faturamento já passa de US$ 175,7 milhões, aumento de 53,4% em relação ao ano passado.

O desempenho das exportações de carne suína em junho também surpreendeu. As receitas geradas pelos embarques do produto foram 94,5% maiores que no ano anterior, chegando a US$ 72,6 milhões, com 34,5 mil toneladas vendidas para o mercado internacional.

Informações adicionais para a imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/(48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC 


Foto: Doia Cercal / Secom

Maior produtor nacional de maçã, Santa Catarina une esforços para manter a sanidade vegetal dos seus pomares. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural instituiu o Comitê Estadual de Sanidade das Pomáceas, que reunirá representantes do setor produtivo e das áreas de pesquisa, assistência técnica e defesa sanitária vegetal para discutir as medidas de controle das pragas prioritárias, entre elas o Cancro Europeu.

O Comitê formaliza um trabalho que vem sendo realizado desde 2015 em Santa Catarina e fortalece as ações de defesa sanitária vegetal. Uma das maiores preocupações do setor produtivo de maçã é quanto à presença de Cancro Europeu no Estado, a estimativa é de em 11% dos pomares de maçã têm ou já tiveram algum foco da doença.

“A portaria é, na verdade, um reconhecimento do que já vinha sendo feito pelas entidades que envolvem o setor da maçã. O combate ao Cancro Europeu das Pomáceas é um trabalho conjunto dos produtores e de todas essas entidades, nada mais justo do que formalizar e reconhecer isso de forma oficial”, ressalta o secretário adjunto da Agricultura Ricardo Miotto.

A Cidasc já atua no monitoramento, controle, certificação fitossanitária e, juntamente com a Epagri e outros parceiros, na educação sanitária dos produtores, na tentativa de erradicar essa praga, que também ataca os frutos das macieiras, inviabilizando o consumo. “Entre os trabalhos do grupo está discutir as estratégias para conscientizar o produtor a fazer a erradicação das plantas com sintomas. O objetivo é tentar reverter esse quadro e chegar à erradicação do cancro europeu em Santa Catarina. O grupo está engajado para que não se perca essa batalha”, destaca o gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, Alexandre Mees.

Farão parte do Comitê: Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural; Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc); Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri); Associação Brasileira dos Produtores de Maçã; Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina; Associação de Engenheiros Agrônomos da Serra Catarinense; Núcleo dos Técnicos Agrícolas de São Joaquim; Federação da Agricultura de Santa Catarina e Prefeitura Municipal de São Joaquim.

Informações adicionais para a imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/(48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br 
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/

Foto: Elisabety Borghelotti / GVG

Na busca constante de melhorias e garantias para que o agronegócio catarinense continue sendo referência para o Brasil e para o mundo, a vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, participaram nesta quarta-feira, 10, em Brasília, de audiência com o ministro em exercício da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, e com o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Fernando Mendes. A principal demanda do encontro foi o destino das carcaças de animais não abatidos nas propriedades rurais e a Rota do Milho.

“Foi uma reunião muito importante e produtiva. Saímos com os encaminhamentos que precisamos na agricultura em Santa Catarina. Nosso modelo de agronegócio tem resultados excelentes e precisamos manter. Estamos unindo forças e o secretário Ricardo de Gouvêa também não tem medido esforços para atender as demandas do setor. Tenho certeza de que com o apoio do Governo Federal, fortaleceremos ainda mais o agronegócio”, ressalta a vice-governadora Daniela Reinehr.

Projeto

O pedido do Governo do Estado é para que o Mapa crie normas e certifique as empresas que recolhem os animais para que possam exportar as farinhas e outros produtos vindos do processamento das carcaças. Isso daria viabilidade econômica para o Projeto Piloto de Recolhimento de Animais Mortos em Santa Catarina continuar em funcionamento, servindo de modelo até mesmo para outros estados. 

O recolhimento das carcaças nas propriedades rurais é uma ferramenta importante não só para a manutenção do patrimônio sanitário estadual e nacional, mas também reduz significativamente os impactos no meio ambiente. Lembrando que a maioria desses animais morre por causas naturais.

“Durante a reunião, a equipe do Ministério da Agricultura nos informou que acontecerá uma consulta pública sobre o assunto. Porém como este é um trabalho que já foi muito discutido, o Governo Federal tentará atender o mais rápido possível, criando uma normativa para Santa Catarina”, explica o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

Rota do Milho

As melhorias na aduana de Dionísio Cerqueira para implementação da Rota do Milho também estiveram na pauta do encontro. A vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa apresentaram os principais gargalos para que as operações se concretizem: a inspeção sanitária na entrada dos produtos no Brasil e o controle da aduana. 

Com a implantação da Rota do Milho, o agronegócio de Santa Catarina poderá ser abastecido com os grãos produzidos no Paraguai, com os caminhões passando pela Argentina e chegando ao Estado pela aduana de Dionísio Cerqueira. 

“Tivemos bons resultados. A presença da vice-governadora, que tem sido uma grande parceira do agronegócio catarinense, também foi muito importante. Esta não é a primeira vez que trazemos as demandas do setor para o Ministério da Agricultura, para tratarmos diretamente com quem pode nos ajudar a manter a força da agropecuária catarinense”, ressalta o secretário da Agricultura.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br



 Fotos: Epagri/ Divulgação

Um estudo desenvolvido pela Epagri constatou que as criações de mexilhões em Bombinhas estão sendo dominadas por uma espécie exótica desse molusco, nativa da região do Prata. Os mexilhões cultivados tradicionalmente em Santa Catarina são da espécie Perna perna, porém, em Bombinhas, algumas fazendas marinhas estão verificando a prevalência do Mytilus cf. edulis platensis.

A pesquisa desenvolvida pelo Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Epagri/Cedap) avaliou que o M. cf. edulis platensis aparecia em maior quantidade do que o P. perna em 14 das 20 fazendas marinhas estudadas na safra de 2017. Naquela ocasião, a proporção geral média nos cultivos do município era de 69% do mexilhão exótico, para 31% do nativo. No município de Bombinhas, há 60 produtores de mexilhões e se pressupôs a presença do Mytilus em 80% deles.

Os maricultores de Bombinhas vêm observando a ocorrência da espécie exótica de mexilhão em seus cultivos nos últimos cinco anos. A esse novo molusco deram o nome de pretinho, ou mexilhão do Rio da Prata. Os primeiros registros no Brasil para essa espécie datam de séculos passados e documentam a sua dispersão até o Rio Grande do Sul.

Em 1993, a ocorrência do mexilhão do Prata foi documentada em Santa Catarina, em cultivos de Palhoça e Florianópolis. Em 2007, um registro de intenso assentamento do mexilhão do Prata no município de Florianópolis reforçou evidências para o processo de dispersão da espécie em direção ao Norte do continente. Desde então, relatos de maricultores e de extensionistas da Epagri atestam o aumento da frequência de recrutamento e da sobrevivência do mexilhão do Prata nas fazendas marinhas catarinenses.

“O aumento populacional pode estar relacionado à capacidade de adaptação do mexilhão do Prata e às alterações ambientais causadas pelo aquecimento global”, descreve Alex Alves do Santos, pesquisador da Epagri/Cedap e coordenador do estudo.

O pretinho é bem parecido com o P. perna em termos de formato e tamanho, porém sua concha é preto-azulada, em contraste com o nativo, cuja coloração varia entre o marrom avermelhado e o marrom escuro. A carne do mexilhão exótico apresenta coloração amarelo-claro, diferente do P. perna. O sabor dos dois frutos marítimos é semelhante quando consumidos frescos. Contudo, após cozida, extraída da concha e congelada, a carne do pretinho torna-se esfarelada e perde a sua textura macia, deixando de apresentar a mesma consistência do mexilhão nativo.

Novo estudo

Durante 2019 os pesquisadores da Epagri/Cedap vão iniciar novo estudo com objetivo de avaliar a presença da espécie exótica nas fazendas marinhas dos municípios de Penha, Bombinhas, Palhoça e Florianópolis, líderes na produção estadual de mexilhão nativo. O projeto já está descrito e aguarda somente encaminhamentos burocráticos para ser iniciado.

Segundo Alex, as observações já realizadas pelos pesquisadores sugerem uma eminente capacidade do mexilhão pretinho em se estabelecer, apontando para a existência de condições de temperatura favoráveis à fixação dessa espécie em Bombinhas. “Dos locais com relatos de ocorrência, a Praia de Canto Grande, em Bombinhas, foi a que apresentou a média anual de temperatura mais baixa (23ºC), fato que pode ter favorecido a sua maior prevalência no local, já que esta espécie é originária de regiões mais frias. Nos demais municípios (Florianópolis, Palhoça, São José, Governador Celso Ramos, Porto Belo) os relatos foram pontuais e não atingiram as proporções verificadas em Canto Grande”.

O pesquisador da Epagri/Cedap diz que, até o momento, a melhor explicação para o aparecimento dessa espécie exótica de bivalve no litoral de Santa Catarina pode estar relacionada às questões ambientais. Durante o outono e o inverno, a descarga da água do Rio do Prata no litoral do Uruguai e Sul do Brasil forma o que os pesquisadores chamam de pluma, que é uma corrente de água doce que se separa da água do mar devido à diferença de densidade. Esta pluma chega até o Norte da Ilha de Santa Catarina e não ocorre anualmente, mas pode ser umas das responsáveis por transportar as larvas do pretinho do litoral do extremo Sul para os cultivos catarinenses.

Também já foi observado nas fazendas marinhas que o pretinho ocorre mais em profundidades maiores, superiores a 80cm, diminuindo em direção à superfície. De acordo com Alex, percebeu-se ao longo dos anos que a fixação da espécie exótica não acontece no verão, quando as águas quentes causam morte massiva dos indivíduos.

Soluções

Com base nessas constatações preliminares, a Epagri já vislumbra algumas soluções para a questão. “A espécie parece não suportar temperaturas elevadas e, portanto, a manutenção das estruturas de cultivo próximas à superfície (primeiros 50 cm) poderá provocar maior mortalidade e consequente controle, durante o período de verão”, avalia o pesquisador da Epagri/Cedap. Contudo, ele ressalta que esse tipo de manejo depende da tecnologia de cultivo.

Para os cultivos de superfície (na horizontal), como é o caso de Bombinhas, é fácil manter os mexilhões na margem d’água adicionando flutuadores extras aos longlines. Para os cultivos em pencas (na vertical), não há essa possibilidade. É o caso da maioria das fazendas marinhas de Florianópolis, Palhoça, São José e Governador Celso Ramos.

Outra possibilidade de controle e contingenciamento da espécie exótica seria o “castigo”. Essa prática, que recebeu esse nome dos maricultores, consiste na exposição das cordas de mexilhões ao sol para matar organismos incrustantes e parasitas externos, o que poderia ser uma alternativa para se livrar do pretinho. “No entanto, do ponto de vista financeiro, essa estratégia de manejo elevaria os custos de produção, já que oneraria a mão de obra, precisando, portanto, ser melhor avaliada” revela Alex. O pesquisador explica que após o segundo estudo a ser desenvolvido pela Epagri, os técnicos da Epagri terão mais informações para decidir, em conjunto com os membros da cadeia produtiva, as estratégias mais eficientes para barrar ou tentar minimizar a presença do pretinho nos cultivos de mexilhão do litoral catarinense.

Informações e entrevistas
Alex Alves do Santos, pesquisador da Epagri/Cedap, pelo fone (48) 3665-5051

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Freitas, jornalista: (48) 3665-5344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407


Carnes estão entre os produtos mais exportados pelo Estado no primeiro semestre deste ano - Foto: MB Comunicação/Divulgação

Agronegócio de Santa Catarina encerra o primeiro semestre com ampliação da presença internacional e alta nas exportações. O setor respondeu por 70% de todo faturamento com as exportações catarinenses nesse período, gerando receitas que passam de US$ 3,14 bilhões. Os embarques aumentaram 21% em relação ao mesmo período do último ano. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

De janeiro a junho deste ano, as vendas internacionais de carnes, produtos de origem vegetal e florestal geraram um faturamento de US$ 3,14 bilhões para Santa Catarina. O crescimento nos embarques do agronegócio supera até mesmo as exportações catarinenses, que aumentaram 10,7% em comparação com o primeiro semestre de 2018.

“O agronegócio catarinense vive um bom momento, demonstrando sua força na economia do Estado. Os resultados das exportações no primeiro semestre mostram um setor preparado para competir nos mercados mais exigentes e capaz de fornecer alimentos de qualidade para todo o mundo. Temos grandes oportunidades pela frente e nosso agronegócio está preparado para conquistar cada vez mais espaço no mercado internacional”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

O carro-chefe das exportações catarinenses continua sendo os produtos de origem animal, principalmente as carnes. Em seis meses, o Estado embarcou 1,04 milhão de toneladas de carnes, ovos e produtos apícolas, gerando receitas de US$ 1,84 bilhão. O valor corresponde a 58,7% do total das exportações do agronegócio e por 40,8% da pauta de exportações catarinenses.

O grande diferencial do setor agropecuário catarinense está no cuidado com a defesa e saúde animal. SC se tornou referência internacional em sanidade agropecuária, sendo reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e área livre de peste suína clássica. São esses os atributos que dão acesso aos mercados mais competitivos do mundo.

Produtos florestais

Nos primeiros seis meses de 2019, os embarques de madeira, móveis, papel e celulose tiveram um faturamento de US$ 708,9 milhões, 3,5% a mais do que no mesmo período de 2018. O setor responde por 15,7% das exportações catarinenses e por 22,5% do faturamento com as exportações do agro.

Produtos de origem vegetal

Este foi o único setor que apresentou queda nas receitas em relação ao primeiro semestre do ano passado. Os embarques de grãos, frutas e tabaco responderam por 13,2% das exportações catarinenses em 2019, faturando mais de US$ 595,1 milhões.

As exportações de produtos de origem vegetal foram menores devido à diminuição nas vendas internacionais de itens importantes como a soja, maçã e tabaco.

Informações adicionais para a imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/ (48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br 
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC 


Foto: Arquivo / Secom

Com 95% das propriedades rurais inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), Santa Catarina será um dos primeiros estados do país a automatizar a avaliação dos registros. O novo sistema estará disponível também no Pará e irá simplificar e desburocratizar a validação e a análise das inconsistências, dando uma resposta mais rápida aos proprietários de terras. A intenção é que Santa Catarina seja pioneiro no recebimento por serviços ambientais com a implantação das Cotas de Reserva Ambiental (CRA).

Nesta segunda-feira, 8, Governo do Estado, Governo Federal, iniciativa privada e representantes dos produtores rurais se uniram em uma força tarefa para dar mais agilidade às ações de cadastramento e regularização ambiental.

A proposta é garantir 100% de cobertura do CAR no território catarinense, avaliando as inconsistências e preparando os proprietários de imóveis rurais para a regularização, com o Programa de Regularização Ambiental, e posterior implantação das Cotas.
De acordo com o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, esta será mais uma marca de Santa Catarina, que dará o exemplo para outros estados. “Santa Catarina será o pioneiro em implantar o CAR dinamizado. Nosso objetivo final é o pagamento por serviços ambientais, essa questão está evoluindo e Santa Catarina poderá se beneficiar disso”, destaca.


Foto: Ana Ceron / SAR

A união de esforços de diversas entidades públicas a privadas pretende acabar com as inconsistências registros em Santa Catarina, causadas principalmente por sobreposição de área e falta da declaração de cobertura de solo. As estimativas são de 35% dos cadastros tenham esses tipos de problema. “Trabalhando juntos nós podemos trazer mais agilidade ao Programa de Regularização Ambiental. Esse é um processo que pode trazer ganhos para os produtores rurais, principalmente se pensarmos em licenciamento ambiental”, ressalta o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Santa Catarina tem 335,8 mil propriedades rurais cadastradas no CAR, isso representa 95% do total de matrículas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).  As inconformidades por sobreposição, embargos, terras indígenas ou assentamentos chegam a 122,9 mil cadastros.

Cadastro Ambiental Rural Automatizado

A automação da avaliação dos registros será feita por uma plataforma digital, que está sendo desenvolvida pela Universidade Federal de Lavras (Ufla). Ela simplifica a análise dos cadastros. O novo sistema será customizado para atender a demanda de Santa Catarina, oferecendo ferramentas melhores para que os produtores rurais tenham mais segurança durante a inscrição. 

O sistema possibilitará a leitura automatizada dos cadastros sem irregularidades ou com inconsistências mais simples. Nesses casos, os registros serão aceitos e o certificado será emitido. O maior diferencial é a agilidade, já que a ferramenta é capaz de ler até 60 mil cadastros por dia.

Os técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) ainda farão uma análise criteriosa dos cadastros com irregularidades mais graves ou que necessitem de uma atenção maior. Segundo a gerente de Licenciamento Ambiental Rural do IMA, Gabriela Brasil dos Anjos, a expectativa é de que 70% dos cadastros sejam analisados automaticamente, diminuindo o tempo de aprovação e adequação ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Um dos aspectos a ser melhorado será a qualidade das imagens oferecidas na inscrição do CAR – maior causa de inconsistência nos registros de imóveis rurais. Além disso, o Governo Federal lançou um aplicativo para melhorar a comunicação com as pessoas que já possuem cadastros.

Capacitação de facilitadores

As secretarias de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico Sustentável, IMA, Epagri, Cidasc, Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) colocarão técnicos à disposição para auxiliar os produtores rurais no cadastramento e na regularização ambiental.

Em agosto, representantes da Universidade Federal de Lavras e do Serviço Florestal Brasileiro estarão em Santa Catarina para uma rodada de capacitações. A intenção é de que o Estado conte com pelo menos mil facilitadores, que atuarão no meio rural para diminuir a inconsistência dos cadastros.

“Ninguém é tão forte quanto todos nós juntos. O CAR é uma realidade e pode trazer muitas possibilidades de ganho para os produtores rurais de Santa Catarina. O trabalho está só começando e esta é uma oportunidade para levar mais segurança ao meio rural”, ressalta o presidente do IMA, Valdez Rodrigues Venâncio.

O que é o Cadastro Ambiental Rural

O CAR é um registro obrigatório para imóveis rurais, estabelecido pelo Novo Código Florestal, lei 12.651 de 2012. Nele, são declarados os dados pessoais do proprietário ou possuidor rural, podendo ser pessoa física ou jurídica, além de dados cadastrais e da localização georreferenciada das Áreas de Preservação Permanente (APP), Áreas de Reserva Legal (RL) e Áreas de Uso Restrito (AUR).

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br