Foto: Maurício Vieira/Secom

O governador Carlos Moisés autorizou a Procuradoria Geral do Estado (PGE) a pedir ingresso em uma ação ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma lei estadual do Rio Grande do Sul, aprovada em 2018, que impede a pesca de arrasto a uma distância de até 12 milhas a partir da costa. Ao mesmo tempo, Moisés buscará sensibilizar os demais governadores do Sul e do Sudeste quanto aos prejuízos que a lei, se mantida, provocará às duas regiões. O entendimento é de que o assunto deva ser tratado por legislação federal.

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O objetivo do governador é atuar em defesa dos pescadores catarinenses, que vêm sendo prejudicados com a medida, assim como profissionais de outros estados das regiões Sul e Sudeste. Uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) já tramita no STF: “O Governo do Estado pretende entrar como amicus curiae, participando no polo ativo dessa ação para prestar informações em juízo, inclusive no sentido de se obter uma medida cautelar, para que os pescadores continuem atuando, até que se faça uma ampla discussão com o setor, o Governo Federal e todos os estados envolvidos para que tenhamos uma legislação nacional”, explica o governador.

De acordo com Moisés, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já solicitou estudos para analisar o impacto econômico da lei para o próprio estado, uma vez que existe toda uma cadeia envolvida no processo.

 Crédito: Aires Mariga/Epagri

Reunião com lideranças e pescadores

Os encaminhamentos foram resultado de uma reunião realizada com pescadores, representantes de associações da categoria, deputados, prefeitos e técnicos do Governo Federal na manhã desta quinta-feira, na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. A questão será abordada por Moisés durante a reunião do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que será realizado neste sábado, 24, em Vitória (ES).

“Queremos encontrar uma solução para proteger tanto os profissionais da pesca quanto também aos pescadores artesanais e todos os envolvidos no processo”, acrescenta o governador de Santa Catarina. Também participaram da reunião o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, e a procuradora-geral do Estado, Célia Iraci da Cunha.

Os presentes à reunião saíram satisfeitos e otimistas quanto às ações determinadas por Moisés. Na avaliação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sintrapesca), Henrique Pereira, os encaminhamentos para resolver o problema foram adequados. “Foi uma reunião produtiva, a gente já esperava essa atenção do governador. Acredito que vamos chegar num bom senso, um denominador comum que seja bom para todos”, afirma.

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Santa Catarina quer incluir cereais de inverno na alimentação de suínos e aves, diminuindo a demanda por milho. O plantio de trigo, aveia, cevada e centeio pode representar uma alternativa importante de renda para os produtores e também trazem um novo fôlego para o setor produtivo de carnes e leite. Governo do Estado, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), iniciativa privada e representantes dos produtores rurais estudam a inclusão dos cereais de inverno na alimentação animal como forma de diminuir a dependência de milho.

Todos os anos, cerca de quatro milhões de toneladas de milho saem do Centro Oeste ou de outros países para abastecer as cadeias produtivas de suínos, aves e leite em Santa Catarina. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, a produção de outros cereais para complementar a ração animal pode ser um passo importante para garantir a competitividade do agronegócio catarinense em longo prazo. “Além disso, os produtores rurais terão uma renda extra, aproveitando as lavouras também no período de inverno”, ressalta.

O uso de cereais de inverno, como o trigo, cevada e aveia, para alimentação animal não é novidade, essa já é uma prática comum em outros países e que pode ser aplicada também em Santa Catarina. Embora no Brasil não existam cultivares desenvolvidas especificamente para produção de ração, os agricultores poderão utilizar algumas sementes já disponíveis para outras finalidades.

No caso da cevada, por exemplo, quando o cereal não obtiver o padrão para produção de malte pode ser utilizado para compor a ração. O mesmo acontece com o trigo, que pode ser usado tanto para a panificação ou para alimentação animal. “Existem terras que não são aproveitadas no inverno em Santa Catarina e os produtores estão ansiosos para obter uma alternativa de renda. São áreas ociosas que podem ser aproveitadas para plantação de cereais de inverno”, destaca o presidente da Coocam, João Carlos Di Domenico (Paco).

O secretário Ricardo de Gouvêa explica ainda que este é um programa com resultados a longo prazo e que envolve vários elos da cadeia produtiva. “Estamos trabalhando com representantes de vários setores para analisarmos o cultivo dos cereais de inverno e a conversão alimentar. Há um entendimento das agroindústrias e das cooperativas de que esse é um plano viável para Santa Catarina. É importante aproveitarmos essas discussões envolvendo representantes de produtores, cooperativas, iniciativa privada e técnicos da área para evoluirmos e fomentarmos novas culturas no estado. O que pode ser rentável tanto para o produtor quanto para a cadeia produtiva de carnes e leite”, afirma.

O incentivo para produção de cereais de inverno vem complementar as outras ações desenvolvidas pelo Estado para aumentar o fornecimento de insumos. Santa Catarina trabalha para viabilizar a Rota do Milho, trazendo o grão do Paraguai diretamente para o Oeste, além de executar o Programa Terra-Boa, que apoia a produção de milho de alta qualidade.

Milho em Santa Catarina
O milho é fundamental para abastecer as cadeias produtivas de proteína animal instaladas em Santa Catarina. O estado é o maior produtor nacional de suínos, segundo maior produtor de aves e se destaca também na produção de leite. Isso levou o agronegócio catarinense a um consumo de 7 milhões de toneladas de milho por ano, com uma produção média de 3 milhões de toneladas.

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A Epagri recebe nesta quinta-feira, 22, R$ 428.790 em royalties sobre a comercialização de sementes de dois cultivares de cebola desenvolvidos pela Empresa: a SCS373 Valessul e a SCS366 Poranga. O valor será repassado pela Agritu Sementes em uma cerimônia comemorativa na Estação Experimental de Ituporanga (Epagri/EEItu) a partir das 14 horas, com a presença do secretário de estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

O montante equivale aos royalties da venda de 7.625kg de sementes do cultivar Valessul e 376kg de sementes do cultivar Poranga. Essas sementes formam cerca de 4 mil hectares de lavouras distribuídas majoritariamente por Santa Catarina e também por outros estados brasileiros. “Esse recurso fica na Epagri para custear novas pesquisas, completando um ciclo que vai gerar ainda mais benefícios para a sociedade”, explica o pesquisador Daniel Pedrosa Alves, gerente da EEItu.

Valessul
A cebola SCS373 Valessul foi lançada pela Estação Experimental de Ituporanga em 2017 e está na segunda safra comercial. Para desenvolver esse cultivar, os pesquisadores ouviram quem produz e buscaram atender necessidades específicas dos agricultores.

De acordo com Daniel Pedrosa Alves, empresas, consumidores e agricultores preferem cebola com a casca mais avermelhada. “Até então, a cebola que reunia essas características era a Crioula, cuja colheita ocorre em dezembro. Essa época traz junto problemas climáticos, como excesso de chuva e calor. A Valessul consegue unir as melhores características e ainda com ciclo curto, podendo ser colhida em novembro”, conta. Além disso, oferece boa produtividade e menor perda pós-colheita.

Poranga
A principal vantagem da cebola SCS366 Poranga é o ciclo mais precoce que os outros cultivares. Com semeadura em abril, transplante em junho e colheita em outubro, ela permite aos agricultores escalonar melhor a mão de obra na propriedade. Além disso, preenche uma lacuna de mercado no mês de outubro, quando não há mais cebola disponível no centro do País e na Argentina.

Comercialização
A Agritu Sementes foi selecionada por meio das chamadas públicas nº 0022/2017 e nº 0023/2017 para o licenciamento dos cultivares de cebola da Epagri SCS366 Poranga e SCS373 Valessul. Dessa forma, a empresa possui exclusividade para comercializar as sementes desses cultivares. A escolha seguiu critérios como maior valor de royalties e melhor plano de produção das sementes que atendesse as necessidades da Epagri e dos agricultores.

Líder nacional
Santa Catarina é o maior produtor de cebola do Brasil. São 18 mil hectares cultivados por mais de 8 mil agricultores e uma colheita anual de cerca de 500 mil toneladas. A cultura movimenta cerca de R$370 milhões por ano no Estado.

SERVIÇO
O quê: Entrega de royalties à Epagri sobre a venda de sementes dos cultivares de cebola SCS373 Valessul e SCS366 Poranga
Quando: 22 de agosto, às 14 horas
Onde: Estação Experimental da Epagri de Ituporanga - Estrada Geral Lageado Águas Negras, 453.

Mais informações: Daniel Pedrosa Alves, pesquisador e gerente da Epagri/EEItu – danielalves@epagri.sc.gov.br, (47) 3533 8837, 3533 8844.

Informações para a imprensa
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Foto: Aires Mariga / Epagri

O mel de melato da bracatinga, considerado um dos melhores do mundo, deve se tornar uma marca registrada do Brasil. Produzido nas regiões mais altas de Santa Catarina e com características bem específicas, o mel de melato é candidato para obtenção de uma Indicação Geográfica (IG), se tornando um patrimônio regional. A documentação foi entregue para a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural nesta sexta-feira, 16, durante o 34º Encontro Catarinense de Apicultores e Meliponicultores (ECA), em São Joaquim.

“A apicultura catarinense é reconhecida como destaque nacional e internacional pela suas características familiares, pela história dos produtores e pela qualidade do mel produzido no Estado. A Indicação Geográfica do mel de melato da bracatinga será um grande diferencial para a apicultura brasileira. Irá agregar valor à produção, trazendo mais renda para os apicultores, contribuindo para a preservação do meio ambiente e fortalecendo a economia local”, destaca o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

O mel de melato é também sucesso no mercado internacional e 90% da produção catarinense é destinada para abastecer a Europa. Em Santa Catarina, são cerca de 800 apicultores dedicados à extração desse mel em municípios da Serra e Planalto Norte. É no Estado também que se concentra 80% de toda produção nacional do produto, uma média de 500 toneladas.

O grande benefício da IG é agregar valor à produção local, diferenciando o mel produzido na região devido a suas qualidades únicas. A partir de um selo, os consumidores saberão que o produto possui características especiais relacionadas com aspectos geográficos, de clima, cultivo e manejo.

“A Indicação Geográfica do mel de melato será uma oportunidade para quem pertence a esse território. Nessa região teremos melhorias na infraestrutura de produção e na renda, com um produto diferenciado no mercado. O mel de melato já é reconhecido mundialmente pela qualidade, é muito importante a concretização desse projeto”, destaca o presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina, Ênio Frederico Cesconetto.

O consultor técnico do Sebrae/SC, Rogério Ern, explica que a Indicação Geográfica trará não só o reconhecimento do produto, mas também deve incentivar a organização da cadeia produtiva e o turismo na região. “A tendência é criar uma reserva de mercado, gerando mais investimentos na cadeia produtiva, pesquisa e equipamentos. A economia da região se fortalece muito”.

Diferenciais

O mel de melato da bracatinga possui algumas peculiaridades: a produção é feita apenas em anos pares, durante os meses de janeiro a maio, em algumas áreas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Para sua fabricação são necessárias as abelhas, um inseto chamado de cochonilha e a árvore de bracatinga. É justamente essa associação que faz o produto ser tão especial. Ele é produzido pelas abelhas, em épocas de escassez de néctar, a partir do líquido açucarado que a cochonilha expele ao se alimentar da seiva da bracatinga. Esse fenômeno ocorre apenas em regiões com altitudes acima de 700 metros no Planalto Sul Brasileiro.

O mel de melato é mais escuro, tem menos açúcares e mais minerais do que o mel convencional, sendo assim ele dificilmente cristaliza. Em 2017 foi reconhecido como um dos quatro melhores méis do mundo no 45º Congresso Internacional de Apicultura, em Istambul, na Turquia.

Indicação Geográfica

O processo para Certificação é baseado em dossiês técnicos e científicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (Faasc) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A intenção dos estudos é demonstrar que a produção do mel de melato da bracatinga está relacionada às condições naturais do Planalto Sul Brasileiro.

Com o resultado em mãos, os produtores da região encaminharão o dossiê ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) para obter o selo de Indicação Geográfica, na modalidade Denominação de Origem. A expectativa é de que o Inpi analise e homologue o processo em até 2022. O IG estabelecerá as normas que deverão ser cumpridas pela cadeia produtiva do mel de melato, desde a extração até a comercialização.

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural é uma das responsáveis por analisar os documentos e reconhecer oficialmente a delimitação geográfica da região formada pela Serra e Planalto Norte como produtora exclusiva do Mel de Melato.

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anuncia a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões de Balneário Camboriú devido à presença de toxina diarréica. Está proibida a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia nas localidades de Barra, Canto da Praia e Laranjeiras.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Além de Balneário Camboriú, seguem interditados desde o dia 2 de agosto os cultivos de Bombinhas e Porto Belo. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) segue monitorando as áreas de produção e arredores. Os cultivos serão liberados após dois resultados negativos e consecutivos para a presença de toxinas nos moluscos.

O gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que este é um fenômeno natural no Litoral catarinense e que acontece devido à proliferação de micro-organismos na água. “O monitoramento dos cultivos é uma rotina em Santa Catarina, seguiremos com a coleta e acompanhamento dos cultivos para que a liberação aconteça dando toda segurança para os consumidores e maricultores”, ressalta.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único Estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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O status sanitário diferenciado e a qualidade permitiu a Santa Catarina se consolidar como o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. De janeiro a julho deste ano, foram 236,6 mil toneladas embarcadas – 58% do total nacional – gerando um faturamento de US$ 467,6 milhões. Ou seja, a cada 10 produtos de carne suína exportados pelo Brasil, 6 são produzidos em Santa Catarina.

Em julho, o estado exportou 35,1 mil toneladas de carne suína, com faturamento de US$ 75,2 milhões, 3,5% acima do mês anterior. Esse é o segundo melhor resultado do ano, atrás apenas dos embarques registrados em maio.

“Santa Catarina continua crescendo em exportações, tanto na venda de suínos quanto de aves. A China se tornou um grande mercado e vem aumentando as compras ao longo do ano, mas nós não podemos perder de vista outros mercados importantes. Nosso objetivo agora é abrir as exportações de carne suína para o México”, ressalta o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

No acumulado do ano, Santa Catarina apresenta uma alta de 33,5% nas receitas com as exportações de carne suína e de 29,2% na quantidade embarcada. A maioria dos principais mercados aumentou de forma significativa suas compras ao longo do ano, com destaque para China, que ampliou em 49,9% as importações do produto catarinense em relação ao mesmo período de 2018.

Este ano, Santa Catarina também retomou as exportações para Rússia, que já foi o maior mercado e agora ocupa a 5ª colocação no ranking dos embarques de carne suína. O estado também aumentou muito as vendas para Vietnã e Coreia do Sul.

China
A China é o maior importador de carne suína do mundo, principal mercado para o produto catarinense e com um grande potencial de crescimento. O gigante asiático responde por 41% de tudo o que Santa Catarina já faturou com as exportações de carne suína este ano. Quando se contabiliza também os embarques para Hong Kong, região administrativa especial da China, a participação sobe para 55%.

Enquanto o estado comemora o aumento nas vendas, a China vive uma grave crise na suinocultura. O país já registrou mais de uma centena de focos de peste suína africana, o que pode causar queda de até 30% na sua produção em 2019, conforme apontam diversos especialistas.

Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, a suinocultura catarinense deve continuar sendo favorecida por esse cenário, já que há expectativa de que a China intensifique ainda mais suas importações de carne suína nos próximos meses. "Além do expressivo aumento dos embarques para a China, a carne suína catarinense tem ampliado sua inserção em mercados extremamente exigentes, como é o caso da Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos, o que demonstra a competitividade do setor", complementa.

Os problemas enfrentados pela China e outros países asiáticos podem também ter impacto positivo sobre as exportações de outras carnes, como é o caso do frango, que é um substituto tradicional da carne suína.

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Foto: Divulgação / Epagri 

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural mantém a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões dos municípios de Bombinhas e de Porto Belo devido à presença de toxina diarreica. Continua proibida a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e na beira de praia nas localidades de Zimbros, Canto Grande, Ilha João da Cunha, Araçá e Perequê.

A interdição dos cultivos foi feita na sexta-feira, 2, após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Os exames foram repetidos na segunda-feira, 5, e na quarta-feira, 7, porém a concentração da toxina continua acima do tolerável.

“A tendência é de que a concentração diminua, porém não podemos afirmar quando. Até o momento as concentrações de toxina estão acima do permitido. Novos exames serão realizados na próxima segunda-feira”, ressalta o gerente de Aquicultura e Pesca, Sergio Winckler.

As áreas serão liberadas após dois resultados negativos e consecutivos para a presença de toxinas nos moluscos. O ácido ocadaico, quando consumido por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único Estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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 Foto: Divulgação/ Sindipi

Na véspera do início da safra, os pescadores catarinenses estão preocupados com as novas normas para a pesca de arrasto no Rio Grande do Sul. Representantes do setor pesqueiro, o secretário Nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, estiveram juntos nesta quinta-feira, 8, para discutir a questão.

No final de 2018, o Estado do Rio Grande do Sul aprovou uma lei proibindo a pesca de arrasto até 12 milhas náuticas - até então a distância aprovada era de 3 milhas náuticas. Segundo os pescadores, essa regra restringe a captura de camarão na região.

“Essa questão interfere demais na vida e na economia de Santa Catarina. O Rio Grande do Sul está legislando em áreas que nos prejudicam muito”, destaca o diretor de Pesca e Aquicultura de Itajaí, Rodrigo Silveira.

A partir de agora, a questão será tratada em nível federal. Segundo o secretário nacional da Pesca, Jorge Seif Junior, há uma aproximação com o Rio Grande do Sul para reverter essa situação. Caso contrário, a Advocacia-Geral da União (AGU) levará o assunto ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Nós queremos a união dos estados, mas algumas questões não podem esperar. A safra do camarão começa em setembro e o camarão não irá esperar, assim como as contas dos pescadores não irão esperar”, explica.

A safra do camarão vai de setembro a fevereiro e existe uma frota da pesca industrial catarinense que depende dessa atividade. “O Governo do Estado está atento às demandas do setor e colocamos a nossa equipe à disposição para ir em busca de uma solução definitiva”, declara o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

A Secretaria Nacional trabalha em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Projeto Rebyc para construir planos de manejo para pesca de camarão.

Licença de pesca
Uma das principais demandas dos pescadores é a burocracia para renovação das licenças de pesca. Segundo Jorge Seif Junior, a Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca trabalha para construção de um sistema automatizado, onde 80% das questões serão resolvidas online.

Outra novidade será a criação de sistemas para controle de captura, nos moldes do Sis Tainha, adaptado para outras espécies.

Fortalecimento da pesca e maricultura
A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e suas empresas vinculadas - Epagri, Cidasc e Ceasa – trabalham para fortalecer e estruturar o setor pesqueiro e a maricultura em Santa Catarina. Entre as ações previstas estão a estruturação das cadeias produtivas, a rastreabilidade dos produtos e o apoio na criação de regulamentações que tragam mais segurança ao setor.

“A pesca tem um papel fundamental na economia de Santa Catarina, são milhares de famílias que se dedicam a essa atividade. O setor está passando por grandes transformações e nós queremos contribuir para o fortalecimento e organização da cadeia produtiva”, afirma Ricardo de Gouvêa.

Além disso, a Secretaria da Agricultura trabalha em oito projetos para captação de recursos do Governo Federal em prol do fortalecimento da pesca e aquicultura.

Algumas demandas catarinenses já estão sendo tratadas junto ao Governo Federal, como por exemplo as ações para retomada das exportações de pescado para a União Europeia, a permissão para o cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezzi no litoral de Santa Catarina como alternativa econômica para os maricultores; o monitoramento ambiental da maricultura; regularização das carteiras de pescadores e licenças de pesca e as normas do programa de controle sanitário de moluscos.

Pesca em Santa Catarina
Santa Catarina têm 7% do litoral brasileiro e 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal, envolvendo aproximadamente 25 mil pessoas. Maior pólo pesqueiro do país, o estado conta ainda com 700 embarcações de pesca industrial e o setor gera em torno de 10 mil empregos diretos.

Os pescados catarinenses estão presentes também no mercado internacional. De acordo com o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 26,7 milhões em 2018.

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Foto: Ricardo Wolffenbütel / Secom

Os programas de fomento da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural têm uma nova prioridade: atender jovens e mulheres. A partir deste ano, eles terão atendimento prioritário na liberação de recursos. Com os programas, o Governo do Estado espera injetar R$ 200 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro de Santa Catarina – sendo que R$ 61,6 milhões são em recursos próprios. 

O secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa explica que a intenção é estimular os jovens a permanecerem no agronegócio, investindo e trazendo inovações para campo, além de estimular o protagonismo das mulheres na gestão das propriedades rurais. 

“O futuro do agronegócio catarinense está nas mãos da juventude, são eles que irão investir e dar sequência ao trabalho que está sendo desenvolvido hoje. Decidimos dar prioridade para atender à juventude e às mulheres porque queremos incentivar a inovação e a modernização na agricultura e pesca de Santa Catarina. As mulheres  contarão com nosso apoio para cuidar da gestão das propriedades rurais, assumindo o papel de empreendedoras”, destaca. 

Os programas de fomento da Secretaria da Agricultura apoiam os produtores rurais e pescadores na aquisição de bens e serviços para melhoria de processo produtivo, turismo rural, agroindustrialização, novas tecnologias, gestão da propriedade rural e até mesmo na compra de animais para melhoramento genético. Além disso, existem linhas especiais para mulheres e jovens, desenvolvimento da produção orgânica e cuidado com o solo.

Lembrando que todos os programas necessitam de um projeto técnico elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e recebem acompanhamento ao longo da execução.

Linhas de apoio para Jovens 

Os jovens agricultores e pescadores de Santa Catarina contam com linhas de apoio exclusivas, como financiamentos para aquisição de equipamentos de informática e também para investimentos na produção agropecuária. 


Foto: James Tavares / Arquivo / Secom

Com o Kit Informática, os jovens de 16 a 29 anos, encontram recursos para aquisição de computadores, notebooks, impressoras, entre outros. O financiamento é de até R$ 3 mil, com três anos de prazo, com parcelas anuais e sem juros.  A Secretaria da Agricultura concederá desconto de 50% para cada parcela paga até a data do vencimento. 

Os agricultores e pescadores podem participar ainda do Projeto de Vida de Jovens Rurais, uma linha de financiamentos para investimentos na produção agropecuária, melhorando o processo produtivo, agregando valor ao produto e desenvolvendo a pesca e a aquicultura. Os valores são de até R$ 15 mil, com cinco anos de prazo para pagamento, com parcelas anuais e sem juros.  A Secretaria da Agricultura concederá desconto de 10% para cada parcela paga até a data do vencimento. Essa linha de crédito está disponível apenas para jovens que passaram por cursos de capacitação. 

Jovens e mulheres na agricultura de Santa Catarina

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, em Santa Catarina são quase 170 mil agricultoras e mais de 6,9 mil propriedades rurais administradas por jovens. Ao todo o Estado conta com 498 mil trabalhadores rurais, 84% deles são agricultores familiares.

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  Foto: julio Cavalheiro/ Arquivo Secom

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anuncia a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões dos municípios de Bombinhas e de Porto Belo devido à presença de toxina diarreica. Está proibida a retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia nas localidades de Zimbros, Canto Grande, Ilha joão da Cunha, Araça e Perequê.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

O secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa explica que, assim que foi confirmado os locais de maré vermelha, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu alertas para os maricultores dos municípios de Porto Belo e Bombinhas proibindo a retirada, comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões. O aviso seguiu também para a Vigilância Sanitária e extensionistas rurais da Epagri.

“Em Santa Catarina o monitoramento dos moluscos é constante e rotineiro. A maré vermelha é um processo natural. Seguiremos atualizando as informações e emitindo alertas até que a situação no litoral catarinense esteja normalizada”, explica o secretário.

Na segunda-feira (5), a Cidasc fará novas coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas. As áreas serão liberadas após dois resultados negativos e consecutivos para a presença de toxinas nos moluscos.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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