Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anuncia a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões do município de Penha devido à presença de toxina diarreica. Está proibida a retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia na localidade de Armação do Itapocorói.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

“Em Santa Catarina, o monitoramento dos moluscos é constante e rotineiro. A maré vermelha é um processo natural. Seguiremos atualizando as informações e emitindo alertas até que a situação no litoral catarinense esteja normalizada”, explica o secretário da pasta, Ricardo de Gouvêa.

Balneário Camboriú segue interditada
Os cultivos de ostras e mexilhões de Balneário Camboriú seguem interditados e só serão liberados após dois resultados negativos e consecutivos. O Cidasc segue fazendo coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas. 

Monitoramento constante
Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
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Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Maior polo pesqueiro do país, Santa Catarina participa da Semana do Pescado. Até o dia 15 de setembro, diversas ações são realizada em todo o Estado para incentivar a comercialização e o consumo de peixes, moluscos e crustáceos. A intenção é valorizar a produção local e incluir o pescado na dieta brasileira.

Além das promoções preparadas pelo varejo, a Semana do Pescado terá uma série de eventos municipais. Em Santa Catarina, estão previstas ações em diversas regiões como Chapecó, Joinville e Grande Florianópolis.

"Nosso Estado tem uma grande diversidade de produção de pescados, ostras e mexilhões, além da piscicultura que ganha cada vez mais espaço no interior. Há um grande esforço para incluir os pescados na rotina alimentar das famílias. São opções de alimentos saborosos e super saudáveis”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa

20ª Fenaostra

A Semana do Pescado terá como atração maior a 20ª Fenaostra, que será realizada de 6 a 15 de setembro na Praça Fernando Machado, no Centro de Florianópolis. A programação terá shows, seminários de maricultura, gastronomia, concursos e apresentações culturais.

Na quarta-feira, 11, às 13h30, técnicos da Epagri e UFSC participam do Seminário Técnico da Fenaostra, trazendo novidades na área de pesquisa para o setor.

Pesca em Santa Catarina

Santa Catarina tem 7% do Litoral brasileiro e 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal, envolvendo aproximadamente 25 mil pessoas. O Estado conta com 700 embarcações de pesca industrial e o setor gera em torno de 10 mil empregos diretos. Em 2017, Santa Catarina produziu 129,1 mil toneladas de peixes.

As principais espécies pescadas no Litoral catarinense são: corvina, sardinha, tainha, bonito-listrado e anchova. O secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa lembra que a pesca é feita seguindo os períodos de defeso estabelecidos pelo Governo Federal, em total sintonia com a legislação vigente.

O Estado vem aumentando também a produção de peixes de água doce. São mais de 30 mil piscicultores, que produziram 47,9 mil toneladas em 2018.

Semana do Pescado

A Semana do Pescado é organizada pelo Instituto ProPescado e tem o patrocínio de algumas das principais entidades nacionais representativas do setor, como a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, além do apoio institucional da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Confira a programação completa da 16ª edição da Semana do Pescado e o mapa com os eventos já agendados.
Ana Ceron - Agricultura


Fotos: Elisabety Borghelotti / GVG

A vice-governadora Daniela Reinehr visitou nesta sexta-feira, 30, em Esteio, no Rio Grande do Sul, a 42ª Expointer, considerada a maior feira do agronegócio a céu aberto da América Latina. Ainda pela manhã, acompanhou com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e demais autoridades a cerimônia de abertura e desfile dos Grandes Campeões.

Daniela destacou a importância do evento e da representação catarinense na feira. “Nosso país é visto como um grande produtor de alimentos. E temos um potencial para crescer ainda mais. A Expointer é uma das grandes feiras em que o produtor catarinense participa, troca experiências, mostra o seu potencial e tecnologias, além de fazer novos negócios e seguir incrementando cada vez mais neste setor, tão importante para o país".

Em seguida, esteve na Casa do Produtor Catarinense, instalada há 40 anos, dentro da Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil. Mantida pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a casa funciona como ponto de encontro para produtores rurais e pesquisadores do setor do agronegócio.

"A Casa do Produtor do Catarinense apresenta as nossas tecnologias e expertises disponíveis neste importante setor do agronegócio, que representa 30% da economia do nosso Estado. Nós tivemos, inclusive, premiações para Santa Catarina no desfile dos campeões hoje (sexta) pela manhã", salientou.

Daniela ainda conheceu alguns estandes de produtores catarinenses que trouxeram animais da melhor genética para exposição. Além disso, passou por pavilhões que reúnem os mais modernos equipamentos e máquinas agrícolas, que garantem cada vez mais qualidade e inovação e tecnologias à cadeia produtiva do agronegócio.

Também participou da feira o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa. “A Expointer é a maior feira de agronegócio da América Latina, nela os produtores catarinenses têm oportunidade de ter acesso a novas tecnologias, novas metodologias a serem aplicadas no plantio, sem dúvidas é muito importante a presença do nosso estado”, afirmou.

Destacou que neste ano várias startups estiveram presentes, promovendo o debate sobre a inovação no agronegócio. “Nesse sentido é fundamental a participação para levar o que há de melhor para o Estado de Santa Catarina”, complementou.

Agronegócio em SC

Santa Catarina é o Estado brasileiro considerado o maior produtor de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões. Além disso, é o segundo maior produtor de tabaco, aves, alho e arroz. Os números demonstram a diversidade da produção catarinense. O agronegócio é responsável por gerar 60 mil empregos diretos em frigoríficos e indústrias da carne do Estado. São 18 mil produtores integrados de suínos e aves. Para garantir a sanidade animal e vegetal, Santa Catarina conta com 63 barreiras fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina, que controlam a entrada e saída de animais e produtos agropecuários.

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Foto: Nilson Teixeira / Arquivo / Epagri 

Santa Catarina é o terceiro maior produtor de tilápias do Brasil. Em 2018, os catarinenses produziram 36,4 mil toneladas do peixe. Em um ano, o Estado ampliou em 14% a produção de tilápias, principalmente nos municípios de Rio Fortuna, Massaranduba e Armazém.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, comemora os bons resultados do setor e acredita que a organização da cadeia produtiva e a profissionalização dos produtores pode ser um grande diferencial catarinense.

“A piscicultura tem um grande potencial de mercado. E Santa Catarina tem todas as condições de se destacar também nesse setor. Este será mais um ponto alto do nosso agronegócio. Temos alguns desafios, como a organização da cadeia produtiva e a transformação de milhares de produtores amadores em comerciais para que possam investir e acessar mais mercados”, destaca.

De acordo com o pesquisador da Epagri/Cedap, Fabiano Müller Silva, a tilápia é o peixe mais produzido no país e representa 75,9% da piscicultura catarinense. “O cultivo de peixes de água doce se mostra uma atividade muito importante para o agronegócio catarinense. O nosso desafio é manter o crescimento, fortalecendo e aproximando os diferentes elos da cadeia produtiva, principalmente na sedimentação do mercado avaliando o mercado para que o produtor consiga obter renda”, ressalta.

Produção de peixes em cultivo

Santa Catarina é o quinto maior produtor de peixes de água doce do Brasil. A produção de peixes em cultivo se adapta perfeitamente às características das propriedades rurais de Santa Catarina. A produção estadual chegou a 47,9 mil toneladas em 2018, um aumento de 10,6% em relação ao ano anterior.

O estado conta com aproximadamente 34 mil piscicultores, sendo que apenas 9% desse total atuam como produtores comerciais, ou seja, aqueles que usam tecnologia e se aprimoram na atividade. Embora em menor número, os produtores comerciais respondem por 70% da produção catarinense de peixes de água doce (33,5 mil toneladas).

Incentivo do Governo do Estado

A Secretaria da Agricultura mantém uma linha de apoio para o melhoramento da piscicultura em Santa Catarina. Os produtores contam com financiamento de até R$ 3.750,00 para aquisição de equipamentos.

O pagamento pode ser feito em duas parcelas anuais e sem juros. Se o produtor optar em quitar o financiamento no vencimento da primeira parcela, ele terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela.

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Ana Ceron
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Indicação geográfica da erva-mate do Planalto Norte Catarinense foi premiado na categoria Manejo Florestal Sustentável - Foto: Divulgação / Epagri

A Epagri conquistou três troféus na 26ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia, reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente. A entrega será realizada nesta sexta-feira, 30, na sede da Fiesc, em Florianópolis. A Empresa também será homenageada pelos 16 troféus já recebidos em todas as edições, o que a torna a instituição mais vezes premiada na história do concurso.

O prêmio se propõe a divulgar ações ambientais de empresas da região Sul do Brasil e incentivar que outras sigam o mesmo caminho. Em 2019, a Epagri foi premiada nas categorias Agropecuária, Reciclagem e Manejo Florestal Sustentável. Foram 113 projetos inscritos na 26ª edição e 23 premiados.

Apicultura conectada

Na categoria Agropecuária, a Epagri venceu com o projeto “Uso de tecnologias digitais para preservação das abelhas e fortalecimento da apicultura como geração de renda e preservação ambiental”. O projeto desenvolveu a plataforma digital Apis On-Line, que fornece informações em tempo real para a cadeia produtiva.


Colmeias conectadas a estações meteorológicas fornecem dados em tempo real - Foto: Ciram/Epagri

O Apis On-Line reúne dados coletados por seis unidades apícolas de referência, que são colmeias conectadas a estações agrometeorológicas que medem chuva, molhamento foliar, temperatura, umidade relativa do ar e outras variáveis. Sensores instalados dentro da colmeia medem temperatura e umidade do ar e uma balança de precisão pesa o mel produzido. Os dados são transmitidos automaticamente e inseridos na plataforma. Com base neles, os pesquisadores podem observar quais condições meteorológicas influenciam a produção de mel.

A iniciativa permitiu difundir informações estratégicas para mais de 17 mil usuários entre 2017 e 2018. O projeto envolveu pesquisadores, extensionistas, apicultores, meliponicultores, associações e indústrias.

Armadilhas artesanais

Na categoria Reciclagem, o projeto vencedor foi “Confecção de armadilhas artesanais de baixo custo para a captura de insetos-praga”, desenvolvido pela Estação Experimental da Epagri em Caçador. A iniciativa buscou reutilizar, adaptar, desenvolver e calcular os custos de armadilhas artesanais de baixo custo, confeccionadas com garrafas do tipo PET.

A solução da Epagri, feita com garrafas reutilizadas, pode ser usada para controlar os insetos de forma mais sustentável, evitando o uso excessivo, indiscriminado e exclusivo de agrotóxicos para o controle de pragas.

As armadilhas adesivas coloridas para insetos consistem em superfícies de coloração amarela ou azul impregnadas com uma substância adesiva. O uso está baseado em estudos que indicam que os comprimentos de onda emitidos por determinadas superfícies coloridas atraem diferentes espécies de insetos.

Erva-mate com identidade

O projeto “Indicação geográfica da erva-mate do Planalto Norte Catarinense” foi premiado na categoria Manejo Florestal Sustentável. Nessa região, a erva-mate é produzida em sistema agroflorestal, contribuindo para a manutenção de grande parte da floresta de araucária. A Epagri se uniu a outras instituições para pleitear uma indicação geográfica (IG) para esse produto.


No Planalto Norte, a erva-mate é produzida em sistema agroflorestal, contribuindo para a manutenção de araucária Foto: Sérgio Teixeira /Arquivo / Secom

A IG é uma certificação, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), que garante que um produto só tem aquelas propriedades porque é influenciado por características ambientais ou culturais de determinada região. O projeto da Epagri realizou estudos que subsidiaram o dossiê para o pedido da IG, cujo processo está em andamento.

Conheça os vencedores: https://editoraexpressao.com/vencedores

Acesse os 113 projetos participantes: https://editoraexpressao.com/participantes2019

Serviço

  • O que: Entrega do Prêmio Expressão de Ecologia com homenagem à Epagri
  • Quando: nesta sexta-feira, 30 , das 13h30 às 17h
  • Onde: na sede da Fiesc, em Florianópolis - Rod. Admar Gonzaga, 2765

 

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407

 


Foto: Divulgação / Arquivo / Epagri 

Os cultivos de mexilhões, vieiras e berbigões do município de Porto Belo estão desinterditados. Nesta terça-feira, 27, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural liberou a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e na beira de praia nas localidades de Ilha João da Cunha, Araçá e Perequê.

Desde a última quinta-feira, 22, estava permitida a retirada, a comercialização e o consumo de ostras de Porto Belo. A partir desta terça, a liberação é estendida também para os mexilhões. A desinterdição dos cultivos acontece após os resultados das análises demonstrarem que as concentrações de toxina diarréica nos moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano. As análises vêm sendo repetidas semanalmente desde a interdição do município, no dia 2 de agosto.

Balneário Camboriú segue interditada

Os cultivos de ostras e mexilhões de Balneário Camboriú seguem interditados e só serão liberados após dois resultados negativos e consecutivos. Segundo o gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, os últimos resultados de análises e contagens já demonstram uma diminuição na concentração de micro-organismos produtores de toxinas e na concentração dessas toxinas na carne dos moluscos.

A toxina diarréica, quando consumida por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único Estado do país monitora permanentemente as áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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A política criada pelo Governo do Estado para tributar os agrotóxicos progressivamente conforme o grau de toxicidade e isentar os produtos biológicos e bioinsumos recebeu o apoio do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e de mais de 100 entidades que integram o Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos. O presidente do Fórum, promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor do MPSC, Eduardo Paladino, se reuniu, nesta segunda-feira, 26, com o governador Carlos Moisés para reforçar a importância da medida.

“Não temos dúvida nenhuma de que Santa Catarina, só pelo fato estar tratando deste assunto, larga na frente dos demais estados. Essa política vai refletir muito positivamente em todo o Brasil. A tributação de produtos que causam danos à saúde do ser humano e ao meio ambiente é uma semente saudável que vai trazer excelentes frutos”, afirma Paladino.

O assunto é discutido a cada dois meses nas reuniões plenárias do Fórum. Os debates contam com a participação de pesquisadores e profissionais de todo o país. A próxima será no dia 21 de outubro, a partir das 8h30min, no auditório da sede do MPSC, em Florianópolis.

Fomentado pelo MPSC, pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Trabalho, o Fórum foi criado em fevereiro de 2015 com a finalidade de instituir um espaço de debate para formulação de propostas, discussão e fiscalização de políticas públicas relacionadas aos impactos dos agrotóxicos e transgênicos na saúde da população. Mais de 100 instituições governamentais e não-governamentais integram o grupo.

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A piscicultura vem ganhando espaço no meio rural catarinense. A produção estadual chegou a 47,9 mil toneladas em 2018, um aumento de 10,6% em relação ao ano anterior.  O Estado é o quinto maior produtor de peixes de água doce do Brasil e mostra que a produção de peixes em cultivo se adapta perfeitamente às características das propriedades rurais catarinenses.

Santa Catarina conta com aproximadamente 34 mil piscicultores, sendo que apenas 9% desse total atuam como produtores comerciais, ou seja, se aprimoram na atividade com o uso de tecnologia. Embora em menor número, os produtores comerciais respondem por 70% da produção catarinense de peixes de água doce (33,5 mil toneladas).

“A piscicultura tem um grande potencial de mercado. E Santa Catarina tem todas as condições de se destacar também nesse setor. Nosso grande desafio é transformar os milhares de produtores amadores em produtores comerciais para que possam acessar mercados e obter mais renda”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Produção de Tilápias

O Estado é o terceiro maior produtor de tilápias do Brasil. Em 2018, produziu 36,4 mil toneladas do peixe, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior.

De acordo com o pesquisador da Epagri/Cedap, Fabiano Müller Silva, a tilápia é o peixe mais produzido no país e representa 75,9% da produção total de Santa Catarina. “A piscicultura se mostra uma atividade muito importante para o agronegócio catarinense. O nosso desafio é manter o crescimento, fortalecendo e aproximando os diferentes elos da cadeia produtiva, principalmente na sedimentação do mercado, avaliando o mercado para que o produtor consiga obter renda”, ressalta.

A produção de tilápias está concentrada nos municípios de Rio Fortuna, Massaranduba e Armazém.

Incentivo do Governo do Estado

A Secretaria da Agricultura mantém uma linha de apoio para o melhoramento da piscicultura em Santa Catarina. Os produtores contam com financiamento de até R$ 3.750,00 para aquisição de equipamentos.

O pagamento pode ser feito em duas parcelas anuais e sem juros. Se o produtor optar em quitar o financiamento no vencimento da primeira parcela, ele terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Números da produção

Os números da piscicultura e maricultura também estão disponíveis no InfoAgro. O site, que existe também na versão aplicativo, concentra as informações de safra, desempenho da produção agropecuária, preços agrícolas e andamento de políticas públicas voltadas ao meio rural.

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O governador Carlos Moisés assinou, na manhã desta sexta-feira, 23, a Medida Provisória (MP) da Tributação Verde que trata da nova política de tributação de agrotóxicos em Santa Catarina. O texto adota critério pioneiro no país. Com validade retroativa a 1º de agosto, prevê a isenção do ICMS até 31 de dezembro e, a partir de janeiro do ano que vem, os insumos serão tributados progressivamente conforme o grau de toxicidade de cada produto.

"Estamos editando a MP da Tributação Verde considerando os impactos que a regra teria para os produtores agrícolas do Estado. O governo está aberto ao diálogo e ouviu o setor produtivo. Estamos inovando e criando uma legislação pioneira no país, que vai favorecer a produção de alimentos mais saudáveis, a proteção à saúde e ao meio ambiente, sem que o mercado catarinense perca a sua reconhecida competitividade”, afirma Moisés.

:: Leia também: Governo do Estado terá nova regra de tributação para agrotóxicos

Com a MP, a partir de janeiro, os agrotóxicos serão classificados em seis categorias, com variação na carga tributária de acordo com o grau de toxicidade. Os produtos altamente tóxicos e extremamente tóxicos não terão redução na base de cálculo e permanecerão na faixa vermelha, com 17% de ICMS; já os que são moderadamente tóxicos, inseridos na faixa amarela, terão 12%; na faixa azul, há os produtos pouco tóxicos, cuja carga tributária será de 7%, e os improváveis de causar dano agudo, com carga de 4,8%; por fim, isentos de ICMS estarão os produtos biológicos e os bioinsumos, incluídos na faixa verde, muito utilizados na agricultura orgânica.

Arte: Sal Santos/Secom

A tributação proposta pelo Governo do Estado se baseia na classificação da Resolução número 2080 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 31 de julho de 2019, que dispõe a rotulagem de produtos químicos usados na agricultura de acordo com os riscos e a toxicidade de cada um. 

De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) a expectativa do Governo é que a isenção para esses produtos estimulem a oferta de insumos menos tóxicos e que não agridem o meio ambiente. Em torno de 80% dos agrotóxicos utilizados em SC estão na faixa azul, a segunda mais baixa de tributação.

Arte: Sal Santos/Secom | Fonte: Cidasc

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Os cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões do município de Bombinhas estão desinterditados. Nesta quinta-feira, 22, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural liberou a retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia nas localidades de Zimbros e Canto Grande.

A liberação dos cultivos aconteceu após os resultados das análises demonstrarem que as concentrações de toxina diarreica nos cultivos de moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano. As análises vêm sendo repetidas semanalmente desde a interdição do município, no dia 2 de agosto, e a desinterdição acontece após dois resultados negativos consecutivos.

Liberação parcial de Porto Belo
Ao mesmo tempo, a Secretaria da Agricultura libera a retirada, comercialização e o consumo de ostras do município de Porto Belo. Mantendo a interdição para os cultivos de mexilhões, vieiras e berbigões.

O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Sérgio Winckler, explica que para a liberação dos mexilhões ainda é necessário mais um resultado negativo para presença da toxina: “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.

Balneário Camboriú segue interditada
Os cultivos de ostras e mexilhões de Balneário Camboriú seguem interditados e só serão liberados após dois resultados negativos e consecutivos. Segundo Sérgio Winckler, os últimos resultados de análises e contagens já demonstram uma diminuição na concentração de microorganismos produtores de toxinas e na concentração dessas toxinas na carne dos moluscos.

A toxina diarreica, quando consumido por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Monitoramento constante
Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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