Foto:Ricardo Wolfenbuttel/Secom

Uma agricultura tecnificada, produtiva e pujante. Esse foi o retrato de Santa Catarina divulgado pelo Censo Agropecuário, do IBGE. Entre os destaques está o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), contabilizado em R$ 20,48 bilhões em 2017, sendo que 50,7% desse total vem da agricultura familiar. Com 183 mil propriedades rurais e 502 mil pessoas ocupadas, o estado tem o 9º maior faturamento do país no setor agrícola.

Destaque na produção animal e vegetal, Santa Catarina tem uma agricultura familiar altamente produtiva e inserida no agronegócio. De acordo com os dados do Censo Agro, 78% das propriedades rurais são deste modelo, ocupando 364 mil pessoas e 2,45 milhões de hectares cultivados. Além disso, o valor da produção dos pequenos cultivos é o quinto maior do Brasil, com R$ 10,38 bilhões.

"O agronegócio catarinense tem características únicas, somos um pequeno estado com uma produção gigante. A diversidade e a qualidade dos produtos do nosso agronegócio são reconhecidos em todo o mundo. A agricultura familiar é uma das marcas registradas de Santa Catarina, e os números do Censo Agro trazem uma dimensão da importância do setor para a economia do estado. Esses dados são um retrato do agronegócio catarinense e servirão de base para nossos trabalhos", ressalta o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Atividade econômica

A pecuária foi a principal atividade econômica nas propriedades rurais de Santa Catarina, presente em 46,8% do total (85.617). A produção de lavoura temporária é a fonte de renda primária em 37,6% dos estabelecimentos (68.855). Os números trazem uma inversão do que acontecia no Censo Agro de 2006, quando a maior parte se dedicava principalmente à produção vegetal.

Uso de Agrotóxicos

Segundo os dados do IBGE, Santa Catarina tem o maior percentual de propriedades rurais que utilizam agrotóxicos - 70,7% do total. Isso representa 129,3 mil estabelecimentos rurais. É importante lembrar que esse valor não se refere à quantidade de agrotóxicos e sim à relação entre propriedades existentes e o número de produtores que declararam utilizar o produto.

De acordo com o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri, Luiz Toresan, esse número reflete um estado mais tecnificado, com uma produção diversificada. "Santa Catarina tem uma grande concentração de fruticultura, olericultura e produção de grãos, é natural que o uso de agrotóxicos seja maior. Os estados com um percentual menor, como Amazonas, Acre e Amapá, têm uma característica mais extrativista", explica.

Toresan ressalta ainda que 84% do produtores que declararam utilizar agrotóxicos recebem algum tipo de assistência técnica, seja do Governo Federal, Estadual ou cooperativas. Esse é o segundo maior resultado do país, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul.

Controle do comércio e uso de agrotóxicos em Santa Catarina

Santa Catarina é referência nacional quando o assunto é o controle do comércio e uso de agrotóxicos. Recentemente a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) implementou ferramentas eletrônicas para monitorar a emissão de todos os receituários agronômicos, as vendas e a movimentação desses produtos.

O gestor da Divisão de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Cidasc, Matheus Mazon Fraga, explica que o Estado tem a relação das pessoas que adquirem agrotóxicos, em quais culturas o produto será utilizado e qual a finalidade. A Companhia executa ainda o Programa Alimento sem Risco, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina, e monitora os resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

Por meio do Programa, a Cidasc realiza a coleta de aproximadamente 620 amostras anuais de produtos de origem vegetal, tanto na produção quanto no comércio, em todas as regiões do estado. São analisados 450 princípios ativos para verificação de inconformidades.

Em oito anos de execução, Santa Catarina já colhe resultados significativos. No início dos trabalhos, em 2011, o índice de resíduos era de 36% de inconformidades. Em 2018, esse número já caiu para 20%, sendo que as inconformidades da produção catarinenses são de apenas 15% - isso representa metade da média nacional. "Os números demonstram o sucesso do Programa. O desafio é grande, mas está sendo enfrentado. Nosso objetivo é diminuir o uso irregular de agrotóxicos, ofertando à sociedade catarinense alimentos cada vez mais seguros", destaca Matheus Mazon Fraga.

Orgânicos

Em Santa Catarina são 2.921 agricultores que se dedicam à produção orgânica. No Brasil esse número chega a 64.690.

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Maior produtor de suínos do Brasil, Santa Catarina reforça os cuidados para manter seus rebanhos livre da peste suína clássica. Na última semana, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural publicou uma Portaria reforçando os controles em veículos que entram no estado. A medida é necessária porque a região Nordeste registra focos da peste suína clássica em três estados: Piauí, Alagoas e Ceará.

Segundo a Portaria SAR 62/2019, veículos que vierem do Nordeste transportando animais, produtos e subprodutos de origem animal devem obrigatoriamente parar nas barreiras sanitárias da Cidasc para que o veículo passe por procedimento de desinfecção. Isso vale também para os veículos que não estiverem carregados.

"Os focos de peste suína clássica em três estados do Nordeste acendem um sinal vermelho para Santa Catarina. É hora de redobrarmos nossos esforços para garantir a saúde dos rebanhos do nosso estado. Contamos com o apoio de todos", destaca o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

Os veículos transportadores de animais, produtos e subprodutos de origem animal que estiverem sujos não poderão entrar em Santa Catarina. Além disso, para quem for transportar animais para fora do estado, é obrigatório o registro da placa do veículo nas Guias de Trânsito Animal (GTA).

Segundo equipe técnica da Cidasc, a Portaria foi elaborada após estudos sobre a movimentação de animais com destino à região Nordeste e o fluxo de veículos que transitam em áreas não livres de peste suína clássica.

Suinocultura em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. O estado é referência internacional em saúde animal, tendo certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e, junto com o Rio Grande do Sul, zona livre de peste suína clássica.

No primeiro semestre de 2019, o estado exportou 201,6 mil toneladas de carne suína, 44,5% a mais do que no mesmo período de 2018. Esse volume gerou um faturamento de US$ 392,5 milhões. Em termos de quantidade, Santa Catarina respondeu por 58,7% das exportações brasileiras do produto.

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Foto: Aires Mariga / Epagri 

Florianópolis recebe um dos principais eventos de Indicação Geográfica do país entre esta quarta e quinta-feira, dias 30 e 31. O VIII Workshop Catarinense de Indicação Geográfica e VII Mostra de Produtos Tradicionais ocorre na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e vai trazer palestrantes do Brasil e do exterior para discutir o tema sob o enfoque do mercado internacional. O evento é promovido pela Epagri, em parceria com a Alesc e apoio de outras instituições.

A Identidade Geográfica (IG) é um reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que garante que um produto só tem aquelas propriedades porque é influenciado por características ambientais ou culturais de uma determinada região. É uma forma única de valorizar produtores e produtos identitários de um território.

O processo de formalização de uma IG demanda tempo, dedicação e trabalho integrado dos diversos atores que participam da cadeia produtiva. É necessário esforço conjunto para adequar sistemas, fazer levantamento histórico, caracterização ambiental e delimitar a área para atender todas as exigências do INPI para analisar o pedido.

Santa Catarina conta com duas Indicações Geográficas: Vales da Uva Goethe e Banana da Região de Corupá. As IGs dos Campos de Cima da Serra (Queijo Artesanal Serrano) e da Erva-mate do Planalto Norte Catarinense já estão em avaliação no INPI. Também estão adiantados os trabalhos para obtenção das IGs do Mel de Melato da Bracatinga, da Maçã Fuji da Região de São Joaquim e dos Vinhos de Altitude.

Com base na experiência que o Estado acumulou na questão, o tema escolhido para o workshop neste ano foca nas práticas de gestão das indicações geográficas após a concessão do registro, e nos acordos comerciais entre o Mercosul e a União Europeia.

Programação

Para contemplar o tema, a programação conta com palestrantes de renome nacional e internacional. O evento inicia às 9h de quarta-feira, 30, com palestras e mesas redondas.

A abertura oficial do evento ocorre às 18h desta quarta-feira, com a presença de autoridades estaduais e da presidente da Epagri, Edilene Steinwandter. No coquetel após a abertura, a Epagri lança a espumante Ancestral, desenvolvida pela Estação Experimental de Videira. A bebida resgata o primeiro método de elaboração de espumantes e traz inovação em etapas-chave do processo e valoriza a tipicidade das uvas rústicas produzidas pela agricultura familiar de Santa Catarina.

No dia 31, os debates giram em torno das IGs no acordo Mercosul-União Europeia, nas visões dos dois grupos econômicos. Os painéis terão a participação de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do INPI, da Diretoria Nacional de Propriedade Intelectual do Uruguai e do Instituto Max Planck para Inovação e Concorrência, da Alemanha.

O evento também terá a apresentação de trabalhos orais e em pôsteres. Ao todo foram inscritos 60 trabalhos, um número recorde para o workshop. O evento encerra às 17h45min do dia 31, após a Sessão Plenária com a síntese das discussões e encaminhamentos, que terá a presença do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa, do presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, deputado José Milton Scheffer, e de autoridades nacionais.

Mostra de produtos

Paralelamente ao VIII Workshop Catarinense de Indicação Geográfica ocorre a VII Mostra de Produtos Tradicionais, um evento criado para mostrar toda a riqueza agrícola e diversidade cultural de Santa Catarina. A mostra vai reunir, no hall que dá acesso ao auditório Antonieta de Barros da Alesc, produtos rurais de todas as regiões do Estado e também os sete que já têm ou estão em nível avançado para obtenção de suas IGs.

28 anos de fundação da Epagri

O workshop também vai marcar a abertura dos 28 anos de fundação da Epagri. A comemoração segue por todo o Estado durante o mês de novembro, com lançamento de tecnologias, Dias de Campo, seminários, atividades de educação ambiental, entre outras ações.

Serviço:
O quê: VIII Workshop Catarinense de Indicação Geográfica e VII Mostra de Produtos Tradicionais
Quando: Dias 30 e 31 de outubro. Confira a programação
Onde: na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis

Informações e entrevistas: Denilson Dortzbach, pesquisador da Epagri e presidente do evento, pelo fone (48) 99900-1945

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 36655344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407 

 
Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Zimbros e Canto Grande, em Bombinhas, estão liberadas para a comercialização e consumo de ostras e seus produtos, a partir desta quinta-feira, 24, tanto nos costões quanto na beira da praia. Permanece a interdição para mexilhões, vieiras e berbigões destes locais.

Conforme o gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, ostras e mexilhões se comportam de forma diferente diante das concentrações de algas tóxicas, por isso a desinterdição é parcial. “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.

Seguem também com desinterdição parcial, ou seja, está liberada da retirada, comercialização e consumo de ostras, os cultivos do município de Porto Belo, localidades de Perequê, Ilha João da Cunha e Araça.

Permanecem interditadas

As localidades de Canto dos Ganchos, Calheiros e Ganchos de Fora, no município de Governador Celso Ramos, seguem interditadas para a retirada, a comercialização e o consumo de todas as espécies de moluscos e seus produtos, inclusive nos costões e na beira de praia.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Em SC, brincagem obrigatória ajuda no controle dos animais nascidos no estado. Foto: Divulgação / Cidasc

A retirada da vacinação contra febre aftosa no Paraná deixa Santa Catarina em alerta. Há 26 anos sem focos da doença, os catarinenses reforçam o controle sanitário durante esse período de transição, já que a partir de novembro o Paraná irá suspender a vacinação contra febre aftosa. Com a medida, a expectativa é que 9,2 milhões de bovinos deixem de ser imunizados no estado vizinho. Essa decisão não muda as normas vigentes em Santa Catarina, ou seja, continua proibida a entrada de bovinos e bubalinos de outros estados, inclusive do Paraná.

Na última terça-feira, 15, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o Paraná a suspender a vacinação contra febre aftosa a partir de novembro e a intenção é de que em 2021 o estado seja reconhecido como área livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) - como já aconteceu com Santa Catarina em 2007.

"Santa Catarina segue como o único estado brasileiro reconhecido pela OIE como livre de febre aftosa sem vacinação, o que nos coloca em uma posição privilegiada na busca por mercados e demonstra o cuidado extremo com a saúde dos nossos animais. Aqui todos os animais são identificados para que possamos comprovar que são nascidos e criados em solo catarinense. A retirada da vacinação no Paraná irá nos demandar uma vigilância ainda maior nesse primeiro momento já que o nosso rebanho não recebe vacina há 19 anos e não tem nenhuma imunidade contra a doença", destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Retirada da vacina no Paraná

A autorização do Ministério para que o Paraná suspenda a vacinação é o primeiro passo de um longo caminho em busca do reconhecimento internacional como área livre da doença. O Mapa ainda fará o monitoramento para avaliar a atuação dos postos de fiscalização nas divisas e, posteriormente, poderá reconhecer nacionalmente o Paraná como área livre da febre aftosa sem vacinação.

O secretário Ricardo de Gouvêa ressalta ainda que a principal preocupação de Santa Catarina é quanto a comprovação de origem dos animais nascidos no estado vizinho. "O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa não prevê a comprovação de origem dos animais, assim não é possível identificar onde os bovinos e bubalinos nasceram. As exigências internacionais são claras e preveem a identificação, registro e a rastreabilidade dos bovinos e é nisso que Santa Catarina acredita", explica.

Exemplo de Santa Catarina

Os catarinenses iniciaram os trabalhos em busca do reconhecimento internacional em 1993, ano do último foco da doença no estado. A partir de 2000, foi suspensa a vacinação contra a doença e proibida a entrada de bovinos de outros estados, onde a vacinação é obrigatória. Sete anos depois, Santa Catarina obteve o reconhecimento da OIE, tornando-se referência internacional no cuidado com a saúde animal e defesa agropecuária.

Garantir esse status sanitário diferenciado demanda um esforço conjunto do Governo do Estado, produtores e iniciativa privada. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários.

Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados. "Nós temos o registro completo de todos os bovinos do estado. A brincagem obrigatória nos dá total controle de que esses animais são nascidos em Santa Catarina, isso traz uma segurança para os produtores, agroindústrias e também para o mercado internacional. A identificação de origem dos bovinos é um grande diferencial do agronegócio catarinense", completa o secretário Ricardo de Gouvêa.

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Santa Catarina tem cinco áreas de cultivo de ostras e mexilhões interditadas devido à presença de toxina diarréica. Estão proibidos consumo, retirada e comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia, nas localidades de Zimbros e Canto Grande (município de Bombinhas), Canto dos Ganchos, Calheiros e Ganchos de Fora (município de Governador Celso Ramos).

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves dessas regiões. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Interdição parcial

Os cultivos em Porto Belo seguem com interdição parcial. Está liberada a retirada de ostras das localidades da Perequê, Ilha João da Cunha e Araça, assim como a comercialização e o consumo. Mantendo a interdição para mexilhões, vieiras e berbigões destes locais.

As ostras foram liberadas a partir de dois resultados negativos consecutivos para presença de toxina diarréica. O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que ostras e mexilhões se comportam de forma diferente diante da concentrações de algas tóxicas, por isso a desinterdição é parcial. “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabeleceu regras para o recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária. A Instrução Normativa 48/2019, que trata do tema, foi publicada no Diário Oficial na última sexta-feira, 18. Inspirada no Projeto Recolhe, executado em Santa Catarina desde 2017, a normativa federal trata do destino dos resíduos da produção pecuária de forma sanitariamente segura.

Em dois anos, a iniciativa catarinense realizou mais de 82 mil coletas de animais no estado, atendendo cerca de nove mil propriedades rurais. A ação contemplava 60 municípios, que eram percorridos diariamente para o recolhimento de quase 60 toneladas por dia. A maioria desses animais morreu por causas naturais. Embora os catarinenses estivessem autorizados pelo Mapa a continuar realizando o recolhimento dos animais até dezembro de 2019, existiam alguns entraves que dificultavam a sua continuidade e a iniciativa estava suspensa. A IN 48 traz mais segurança para a execução do Projeto, além de regular o destino dos produtos que vêm do processamento das carcaças, o que dá viabilidade econômica para a manutenção dos trabalhos.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, comemora a decisão do Governo Federal e o atendimento às demandas do estado. "Santa Catarina é o maior produtor nacional de suínos, segundo maior produtor de aves e quarto maior produtor de leite do Brasil. O recolhimento das carcaças de forma normatizada e seguindo regras rígidas de controle sanitário traz um grande avanço para o agronegócio brasileiro, em especial para Santa Catarina, que foi pioneiro nessa ação. Essa é uma ferramenta importante não só para a manutenção do patrimônio sanitário estadual e nacional, mas também reduz significativamente os impactos ao meio ambiente", destaca.

Exigências

De acordo com a Instrução Normativa, para destinar animais mortos e resíduos da produção pecuária para unidade de recebimento, de transformação ou de eliminação, o estabelecimento rural deve ter cadastro atualizado junto ao Serviço Veterinário Oficial e dispor de um local exclusivo para o recolhimento. Esse ambiente deve estar fora das áreas utilizadas para o manejo da exploração pecuária e afastado das demais instalações do estabelecimento rural.

Os veículos utilizados para o transporte de animais mortos e resíduos da produção pecuária devem ser de uso exclusivo para essa finalidade. Também devem ser vedados e identificados. É obrigatório o porte de Documento de Trânsito de Animais de Produção Mortos (DTAM) durante todo o percurso para o transporte de animais mortos e resíduos da produção pecuária.

Segundo a normativa federal, os produtos gerados no processo de transformação das carcaças podem ser utilizados como insumos na indústria química, energética, de adubo, biodiesel, higiene e limpeza. É possível também que o produto final seja destinado à exportação. É importante ressaltar que o produto final não poderá ser utilizado para alimentação humana ou animal no Brasil.

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Estudos científicos sobre o uso de agrotóxicos e transgênicos, impactos dos insumos à saúde e Tributação Verde. Esses são alguns dos temas da Reunião Plenária do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT). O evento ocorre nesta segunda-feira, 21, no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em Florianópolis, e conta com a presença de secretários do Estado de Santa Catarina, além de outras autoridades sobre o assunto.

O secretário da Saúde, Helton de Souza Zeferino, participou da abertura da reunião e destacou a importância do diálogo para avançar em temas que envolvem tributação e agrotóxicos. “Estamos falando de um estado em que o agronegócio é muito relevante. Temos que trabalhar para esclarecer a população. Assim, as pessoas vão poder decidir o que é melhor. Quando se tem oportunidade de escolha, as pessoas podem decidir a linha de produtos que querem consumir”, reforçou.

O presidente do FCCIAT, promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor do MPSC, Eduardo Paladino, reconheceu os esforços do Governo de Santa Catarina para avançar nos debates relacionados à segurança alimentar. “A gente tem muita esperança e acha que o momento aqui no Estado é muito favorável, principalmente pela disposição do Governo no apoio à agricultura familiar e à agroecologia. O fato de estarmos discutindo isso já representa um grande avanço”, afirmou.

Também presente do evento, a secretária de Estado do Desenvolvimento Social, Maria Elisa De Caro, abordou a importância do trabalho conjunto das diferentes secretarias e entidades e da atuação do Conselho de Segurança Alimentar. “O nosso conselho é muito atuante, são pessoas que têm uma clareza de como olhar para o estado e a sociedade e fazer essa interlocução, que é fundamental”, destacou.

Um dos temas debatidos no evento é a política pioneira de Santa Catarina para tributação de agrotóxicos. A primeira exposição na reunião foi do pesquisador da Unicamp Juliano Giassi Goularti, com o tema Tributação Verde e renúncia de impostos em Santa Catarina.

A reunião plenária ocorre durante todo o dia. Haverá palestras sobre a toxicidade dos agrotóxicos e impactos à saúde. Entre os palestrantes estão a cientista Sarah Agapito-Tenfen, da equipe do laboratório do Centro de Biossegurança da Universidade Ártica da Noruega, e Mônica Lopes-Ferreira, coordenadora da Plataforma Zebrafish do Instituto Butantan.

Também participaram da abertura da reunião plenária a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, a presidente da Cidasc, Luciane de Cassia Surdi, além de representantes de outras entidades.

Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos 

O FCCIAT foi criado em fevereiro de 2015, por iniciativa do MPSC em articulação com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e mais de 100 organizações públicas e da sociedade civil, com a finalidade de instituir um espaço de debate para formulação de propostas, discussão e fiscalização de políticas públicas relacionadas aos impactos dos agrotóxicos e transgênicos na saúde da população.

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Eduardo Machado Batista é um dos participantes do curso - Foto: Júlio Cavalheiro/Secom

Sem uma fonte estável de renda para ele e a esposa, Eduardo Machado Batista mora nas ruas de Florianópolis. Com a chegada do verão, vislumbrou uma oportunidade para se inserir no mercado de trabalho: o aumento da procura por mão de obra para a maricultura. Nesta semana, ele e mais 11 pessoas participam de uma capacitação oferecida gratuitamente pela Epagri e pela Associação de Maricultores do Sul da Ilha (Amasi),  voltada para pessoas em situação de rua, selecionadas pela Prefeitura de Florianópolis, e que oferece conteúdo teórico e prático para o trabalho no cultivo de ostras e mariscos.

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As aulas ocorrem na Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), na passarela Nego Quirido e vão até sexta-feira, 18. Nos últimos dois dias, os alunos terão uma aula no Ribeirão da Ilha, para conferir de perto como funciona a maricultura, e receberão ajuda para elaborar um currículo. 

"Eu quero conseguir um trabalho para ter uma renda, e trabalhar com os mariscos é algo que quero fazer. Estou aprendendo ligeiro", relata Batista.

No espaço utilizado como sala de aula, é possível perceber o empenho dos alunos. Eles ajudam uns aos outros, questionam os instrutores e se mostram otimistas quanto à possibilidade de conseguir trabalho nas próximas semanas.

Aumento na oferta de vagas

De acordo com o extensionista da Epagri em Florianópolis, Philipe Medeiros da Costa,  existe um acréscimo sazonal da demanda por para auxiliares de maricultura no verão. Nesse período, muitos profissionais da área buscam ocupação no turismo, abrindo oportunidades no cultivo de ostras e mexilhões.

"Eles são muito interessados, até na aula teórica demonstram curiosidade e vontade de aprender. Aqui eles ficam sabendo sobre as características da aquicultura marinha em Santa Catarina, quais espécies são cultivadas, como fazer o manejo para ter maior produtividade. O curso também contempla a parte prática, com montagem de long-line, de coletor de mexilhões e sementes, manutenção de lanternas, entre outras atividades", explica Philipe.

Santa Catarina é responsável por quase toda a produção nacional de mexilhões, ostras e vieiras. De acordo com os dados do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap), o estado produziu mais de 14 mil toneladas desses moluscos em 2018. Florianópolis participa com uma produção de aproximadamente três toneladas.

Conforme a presidente da Amasi, Tatiana da Gama Cunha, além de dar perspectivas para as pessoas em situação de rua, a capacitação cumpre um papel importante para a produção em um momento de necessidade de mão de obra. "O interessante é que o produtor pode contratar pessoas que já tenham noção do manejo, porque não é possível parar o trabalho para ensinar alguém. Um trabalhador que tem algum conhecimento passa a ter a preferência na contratação", detalha Tatiana.

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A vice-governadora Daniela Reinehr participou na tarde desta terça-feira, 15, em Chapecó, da cerimônia que inaugurou a ampliação do Frigorífico Aurora (Fach1), integrante do conglomerado agroindustrial Cooperativa Central Aurora Alimentos, que se torna a maior unidade industrial de processamento de suínos do Brasil. A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, também prestigiaram a solenidade. 

“A ampliação do frigorífico mostra a força do trabalho de nossa gente e a importância do agronegócio catarinense. Representa também a ampliação de oportunidades de empregos e desenvolvimento econômico e social para nosso estado. O que vemos aqui é mais uma importante vitória do cooperativismo de Santa Catarina, um modelo de negócio que já executamos muito bem e que serve de exemplo. Isso nos enche de orgulho”, afirmou a vice-governadora.

Os investimentos de R$ 268 milhões permitiram dobrar a capacidade de abate de suínos da unidade para 10 mil cabeças por dia, empregando cerca de 5,5 mil trabalhadores. O Fach 1 é a única unidade brasileira que exporta carne suína in natura para os Estados Unidos. Também está habilitada para importantes mercados, como China, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Chile, totalizando cerca de 20 países.

Segundo a ministra Tereza Cristina, o cooperativismo é uma maneira exemplar de se produzir, e o modelo praticado em Santa Catarina deveria ser replicado em todo o território nacional.

“É um sistema justo, que possibilita a igualdade social. Viemos aqui em uma hora em que o país tem muitas oportunidades, especialmente relacionadas a proteínas animais, e Santa Catarina está na vanguarda disso. O Brasil que nós todos queremos que dê certo está aqui hoje. E todos precisam saber o tamanho do nosso agronegócio no mundo, a importância que temos na alimentação de bilhões de pessoas”, disse. 

Assinatura de Acordo

No final da solenidade, foi assinado um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), como objetivo de efetivar a implementação de ações de promoção da intercooperação de cooperativas, no âmbito do programa Brasil Mais Cooperativo.

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