Medida beneficia 863 agricultores catarinenses que tiveram prejuízos com a estiagem - Foto: Divulgação / Arquivo / SAR

O Governo Federal anunciou a prorrogação das parcelas dos financiamentos para os produtores rurais beneficiários do Programa Nacional do Crédito Fundiário. A medida deve atender 863 agricultores de Santa Catarina, que tiveram prejuízos devido à estiagem, com a prorrogação de R$ 2,2 milhões em parcelas no financiamento.

Uma nova resolução autoriza a renegociação dos financiamentos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária para os agricultores familiares que tiveram prejuízos em decorrência da estiagem, nos municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública pela seca ou estiagem. As parcelas que venceriam entre 1º de janeiro de 2020 e 29 de dezembro de 2020 deverão ser pagas ao final do contrato.

O diretor de Políticas da Agricultura Familiar e da Pesca, Hilário Gottselig, explica que, para ter acesso ao benefício, os agricultores devem procurar a instituição financeira onde o contrato está em vigência. O modelo de requerimento está disponível nos sindicatos rurais, sindicatos de trabalhadores rurais e no escritório municipal da Epagri.

“Essa é mais uma vitória para os agricultores de Santa Catarina que tiveram prejuízos devido à estiagem e que agora também sofrem com as consequências das intempéries climáticas”, destaca Hilário Gottselig.

Em Santa Catarina serão 29 municípios contemplados. O Programa Nacional do Crédito Fundiário é executado pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

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A pandemia não interrompeu os trabalhos de pesquisa da Epagri com a macroalga  Kapaphycus alvarezii, que pode se tornar uma alternativa de renda para os maricutores Santa Catarina, ao lado das ostras, mexilhões e vieiras.  Neste período de frio, os pesquisadores estão com cordas de cultivos no mar para observar o efeito do inverno sobre as algas, que sofrem com a baixa temperatura por ser uma espécie tropical.

Segundo o pesquisador Alex Alves dos Santos, que coordena os estudos no Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Cedap), a Empresa quer levar para o mar o mesmo sucesso que obteve com as pequenas propriedades rurais em Santa Catarina. “O estado é conhecido pelas pequenas propriedades e pela diversificação da produção. Nós queremos replicar isso no mar, queremos que os maricultores diversifiquem suas produções, que eles possam ganhar dinheiro com ostras, mexilhões e também com algas. Isso protege e qualifica as fazendas marinhas e eleva o lucro desses produtores”, diz.

Por isso a Epagri aposta nessa atividade produtiva, que teve o cultivo comercial em Santa Catarina autorizado neste ano pelo Governo Federal. Da macroalga é extraída uma substância com propriedades gelificante, espessante, estabilizante e emulsificante, muito utilizada em diversas indústrias como farmacêutica, química, alimentícia e têxtil. “Na atual crise provocada pela Covid-19, provavelmente a macroalga não teria problema na comercialização como aconteceu com as ostras e mexilhões, pois elas são prioritariamente destinadas à indústria”, ressalta Santos.

Pesquisa e transferência de tecnologia

Durante a estação mais fria do ano, os estudos desenvolvidos pela Epagri em parceria com a UFSC, pretendem manter a biomassa das algas, que sofrem com o frio. “Uma das estratégias que está sendo testada para minimizar os efeitos da temperatura é o cultivo abaixo de um metro de profundidade ao invés da superfície, como é comumente praticado. Em profundidades maiores há melhor conforto térmico e menor variação de temperatura, fato que poderá trazer benefícios fisiológicos à alga”, explica o pesquisador.

Outro protocolo quem vem sendo aprimorado é a manutenção das algas em estufas durante o inverno, garantindo biomassa necessária para o replantio de primavera. Santos explica que, após o inverno, o cultivo da alga retorna com força e na primavera a espécie terá biomassa suficiente para a realização de dias de mar, eventos em que a Epagri repassa tecnologias para produtores. “Na sequência dos dias de mar, temos programadas capacitações para produtores e extensionistas. Para isso os pesquisadores estão trabalhando  em uma publicação didática que vai servir de apoio técnico a esses cursos”, diz.

“Junto a essas ações vamos estabelecer com os produtores outras estratégias para viabilizar os cultivos no mar, como por exemplo o licenciamento ambiental dos cultivos de cada maricultor, cálculo de custo de implantação desses cultivos, auxílio na busca de linhas de créditos, entre outras ações”.

Todas essas ações são necessárias para que as fazendas marinhas alcancem uma produção já vislumbrada pela pesquisa. Em águas catarinenses, a macroalga pode atingir até cinco ciclos de cultivo, contra sete da região Sudeste. De acordo com o pesquisador, a produção de algas em sistema integrado de cultivo com moluscos (ostras, mexilhões e vieiras) pode atingir um peso úmido de 115,8 mil kg de alga por hectare por ano e uma receita bruta de R$ 52,1 mil anuais, além da receita com comércio dos moluscos.

Estes valores são relativos ao sistema integrado de produção que se pretende adotar em Santa Catarina, onde a macroalga será explorada, inicialmente, como uma espécie secundária e os moluscos como espécie principal. “À medida que a cadeia produtiva for se consolidando e os desafios sendo superados, os maricultores terão plenas condições de decidirem se continuam com o cultivo integrado ou se partem para o monocultivo de algas”, diz Santos.

Informações e entrevistas: Alex Alves dos Santos, pesquisador do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Cedap)  / fone: (48) 98414-6129 / alex@epagri.sc.gov.br

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Comprar mel com a qualidade reconhecida de Santa Catarina sem sair de casa é uma novidade da edição 2020 da Feira Catarinense do Mel. Promovida tradicionalmente em Florianópolis, este ano, por causa da pandemia, a feira é virtual. A abertura oficial do evento ocorreu na tarde desta segunda-feira, 6, por uma webconferência com a participação do governador Carlos Moisés e da primeira-dama do Estado, Késia Martins da Silva.

>>> Para participar da feira acesse aqui

Carlos Moisés destacou a importância do trabalho dos produtores nas mais diversas atividades da cadeia produtiva e disse que o Estado será parceiro na promoção de políticas públicas que desenvolvam o setor com ainda mais qualidade e a valorização do produtor.

“É também o momento de parabenizar e reconhecer tudo o que se conquistou até aqui. Um trabalho que já chegou a várias partes do mundo e que é único pela qualidade e pelo sabor. Quanto maior for a sinergia da cadeia produtiva, com o manejo adequado, a valorização de quem produz, melhores serão os resultados, com a geração de renda e oportunidades para mais famílias”, frisou o governador.


Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo / Secom

A presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, também afirmou que Santa Catarina produz um dos melhores méis do mundo, fruto de esforço dos produtores e da assistência técnica voltada a boas práticas para aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos. Segundo a presidente, dos cerca de 9 mil apicultores no Estado, pelo menos seis mil são atendidos pela empresa do governo do estado.

“Somente em 2019, a Epagri prestou mais de 15 mil atendimentos aos produtores catarinenses de mel. Buscamos sempre a melhor orientação, as melhores técnicas, pensando na alta produtividade e na aproximação entre o produtor e o consumidor com qualidade de excelência”, salientou.

Segundo a Epagri, em Santa Catarina são produzidos mais de 100 tipos de mel, cada um com um padrão de cor, aroma, sabor e consistência. Dentre eles, o mel de melato da bracatinga, por exemplo, que é considerado um dos melhores do mundo.

Da mesma forma, os demais apoiadores da feira, o presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de SC, Ivanir Cella e o diretor do Sebrae, Anacleto Ortigara, apontaram para a necessidade de vencer desafios acerca da valorização comercial ao produtor e da consolidação de Santa Catarina como um dos estados que produz e fornece os melhores produtos à base de mel no Brasil e no mundo.

“O momento que estamos vivendo é o contexto próprio para isso. Temos produto de qualidade e agora precisamos que a união e a inteligência superem as dificuldades para elevar o patamar de Santa Catarina no ranking de produção. Faremos isso juntos, apresentando ao mundo um produto de excelência, bom e seguro para quem consome”, acrescentou Ortigara.


Foto: Divulgação / Epagri

Ao parabenizar o trabalho dos produtores catarinenses, o secretário de Estado de Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, desejou sucesso à feira e reforçou o compromisso do Estado em torno das melhorias envolvendo a cadeia produtiva do mel. “A presença física faz falta, mas esta edição virtual trará ao produtor catarinense a oportunidade de expandir as vendas para todo o Brasil. Desejo sucesso a todos os participantes”, finalizou o secretário.

Oportunidade

Representando os produtores catarinenses, Joel de Souza Rosa, participou - da cidade de São Joaquim - da solenidade virtual de abertura da Feira do Mel. O produtor da região serrana do estado avalia como positiva a novidade e relatou que já registra aumento na procura dos produtos, com pedidos de vários estados do Brasil. “Em tempos de pandemia, a feira virou nacional e trouxe novas oportunidades”, afirmou.

Também participaram da webconferência de abertura oficial da Feira do Mel, os deputados, Altair Silva, Darci de Matos e Pe. Pedro Baldissera. A presidente da Cidasc, Luciane Surdi e o chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo Cunha.

Produtos da feira podem ser adquirido pela internet

Os apreciadores de mel e produtos derivados podem ficar tranquilos que será possível acessar as opções da Feira do Mel. A diferença é que este ano, em vez de visitar os estandes da feira, os produtos poderão ser adquiridos pela internet.


Foto: Divulgação / Epagri 

Para comprar, basta acessar o site www.faasc.com.br/feiradomel. Ao selecionar a cidade onde você mora, serão apresentados os produtos à disposição e o contato do produtor que poderá realizar a entrega. Ao todo, serão 30 feirantes, de diferentes regiões, comercializando seus produtos de maneira virtual.

Promovida pela Epagri, Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) e Sebrae, a feira que começou no dia 1º de julho vai até o dia 31 de julho e também oferece cursos para realização on-line.

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Foto: Divulgação/ Epagri

O governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e da Epagri, já está providenciando meios de recuperar as perdas nos meios rural e pesqueiro, causadas pelo temporal que atingiu Santa Catarina nesta terça-feira, 30.

Segundo levantamento preliminar, mais da metade dos municípios catarinenses tiveram famílias rurais ou pesqueiras afetadas pelo ciclone, com perdas principalmente na pecuária, olericultura, fruticultura, tabaco, reflorestamentos e flores ornamentais. O vendaval também provocou acamamento nas culturas de inverno e danos na infraestrutura geral, como destelhamentos de residências e galpões, além de bloqueio de estradas. A pesca teve afundamento de embarcações e danos aos cultivos de moluscos.

O levantamento foi feito pelos extensionistas da Epagri em parceria com as Defesas Civis municipais para embasar ações de reconstrução. A Epagri está orientado os produtores que têm cultivos financiados via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) a acessarem o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro), que é uma iniciativa do Governo Federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle.

Humberto Bicca Neto, diretor de extensão da Epagri, acrescenta que também estão sendo estudadas formas de usar as políticas públicas existentes para a reabilitação da infraestrutura, aproveitando o Plano Safra 2020/21. Para produtores rurais que possuem seguro para a infraestrutura danificada, a orientação é procurar as instituições para comunicar o sinistro. “A Epagri já está providenciando os laudos meteorológico e de determinação de perdas na propriedade para embasar os resgates de seguros e acesso ao Proago”, esclarece Humberto.

Prejuízos

Com a passagem do vendaval, a bovinocultura de leite enfrentou problemas relacionados à falta de energia elétrica, entre eles dificuldade de resfriamento do produto e para realização da ordenha e captação de água. O setor também foi afetado com danos em estábulos, cercas e estruturas, e queda de árvores que impediram a coleta do leite.

Na bovinocultura de corte, os principais danos foram em estruturas, cercas, saleiros e estábulos. A suinocultura e a avicultura sofreram com destruição de estruturas e falta de energia para acionar os alimentadores, a captação de água e a ventilação. Na piscicultura, a falta de energia impediu acionamento de aeradores e alimentadores.

Na olericultura os produtores rurais sofreram danos em abrigos protegidos e nos cultivos em geral. A cultura do tabaco enfrentou tombamento de plantas em lavouras mais adiantadas e cobertura arrancada em canteiros protegidos. Nas áreas de reflorestamento os principais problemas foram com quebra ou tombamento de árvores nos cultivos.

Os pomares de maçã tiveram suas coberturas de tele antigranizo arrancadas pelo vento, além de destelhamentos e danos em câmaras frigoríficas de armazenagem de frutas e de mudas. Os bananais tiveram plantas tombadas e desfolhadas, principalmente aquelas com cachos bem formados, além de galpões de classificação destelhados e danificados. O levantamento da Epagri identificou perdas de 20 a 100% nos cultivos de banana e palmito no Litoral Norte do Estado. As culturas de inverno foram prejudicadas com acamamento.

Além de prejuízos nos cultivos, o levantamento da Epagri também aponta perdas na infraestrutura e residências do meio rural. Foram identificados danos, às vezes totais, outras vezes parciais, de casas, galpões para maquinários, depósitos temporários e galpões de classificação de frutas e olerícolas. Destelhamentos, quedas de árvores, bloqueios de estradas e danos à rede elétrica também aparecem no relatório da Epagri.

Solidariedade

Edilene Steinwandter, presidente da Epagri, lembra que estruturas da Empresa, como escritórios municipais, gerências regionais, estações experimentais e centros de treinamento sofreram prejuízos materiais, principalmente destelhamentos e quedas de árvores.

Em alguns casos, os estragos podem prejudicar os atendimentos ao público, por isso, antes de se deslocar a qualquer unidade da Epagri, o interessado precisa se informar sobre as condições do local. Os contatos das unidades podem ser conferidos aqui.

A presidente destaca que este levantamento é preliminar e segue em atualização, já que existem comunidades rurais que ainda estão com acesso dificultado, e algumas unidades da Empresa ainda estão com problemas de comunicação.

Ela reforça o conteúdo da nota distribuída pela Epagri na quarta-feira, se solidarizando com o sofrimento dos catarinenses atingidos pelo temporal, especialmente aqueles que tiveram perdas de entes queridos, e lembra que o momento é de força e união para reconstrução do Estado.

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Imagem: Divulgação/ Epagri

O retorno que a sociedade recebeu para cada real investido pelo Governo do Estado na Epagri, alcançou R$ 6,24 em 2019. O resultado faz parte do Balanço Social, cujos cálculos avaliaram 114 tecnologias e cultivares desenvolvidos, lançados e difundidos pela Empresa. O retorno global gerado pelas tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições, somou R$ 5,13 bilhões – e a participação da Empresa nesse retorno é de R$ 2,18 bilhões. O documento está sendo lançado nesta sexta-feira, 3 de julho.


“Esses índices significam que a renda e a qualidade de vida das famílias rurais e pesqueiras estão melhorando ano a ano. A produção de alimentos está mais limpa e sustentável, graças ao esforço da Epagri e dos produtores dentro do Programa AgroConsciente, do Governo do Estado. Na outra ponta, o consumidor tem acesso a alimentos de qualidade e produzidos de forma responsável”, resume Edilene Steinwandter, presidente da Epagri.

Benefícios para toda a sociedade


As tecnologias e ações da Epagri se convertem em melhorias na forma como se produz alimentos em Santa Catarina. “É com essa questão que a Epagri trabalha diariamente junto às famílias rurais e pesqueiras. É o ‘como’ que vai fazer diferença na saúde, na segurança alimentar, no meio ambiente, na qualidade de vida e na geração de riquezas de toda a sociedade”, diz Edilene.

A Epagri publica o Balanço Social anualmente, desde 2009, para prestar contas à sociedade do dinheiro investido pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Esta edição também revela que em 2019 a Empresa atendeu 121 mil famílias, 3,5 mil entidades e 19,6 mil jovens rurais. Ao longo do ano, foram executados 355 projetos de pesquisa e 20 tecnologias foram lançadas.

O documento também traz reportagens com casos de sucesso pelo Estado em diferentes áreas de atuação da Empresa, como pecuária, produção de grãos, fruticultura, olericultura, aquicultura e pesca, gestão de negócios, políticas públicas e ações nas áreas social e ambiental. “Essas histórias que são exemplos da transformação que nosso trabalho é capaz de operar no Estado”, comenta Edilene.

Para baixar o Balanço Social 2019 da Epagri, clique aqui 

 
Epagri em números

 R$6,24

Retorno que a sociedade recebeu para cada real investido na Epagri

R$2,18 bilhões

Participação da Epagri no retorno que suas tecnologias e ações da geraram para a sociedade

R$5,13 bilhões

Retorno global das tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições

Colheita do ano

– 114 tecnologias produzidas e difundidas pela Empresa avaliadas nos cálculos
– 355 projetos de pesquisa executados
– 20 tecnologias lançadas
– 26,5 mil famílias capacitadas
– 121 mil famílias atendidas
– 3,5 mil entidades atendidas
– 19,6 mil jovens assistidos

Prestação de serviços

– 55,5 mil análises de solo
– 79,2 mil atendimentos em escritório
– 3,8 milhões de acessos à página de previsão do tempo
– 73% das Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) emitidas no Estado

Acesso ao crédito

– 5,2 mil propostas elaboradas
– 4,4 mil beneficiários
– 283 municípios contemplados
– R$203 milhões em recursos viabilizados pelos projetos

Informação técnica e científica

– 801 publicações técnico-científicas
– 12,9 milhões de visualizações no canal da Epagri no Youtube
– 175 vídeos técnicos
– 260 programas de rádio veiculados em 125 emissoras

Capital Humano

– 173 pesquisadores
– 635 extensionistas
– 925 profissionais de suporte a pesquisa e extensão
– 51 jovens aprendizes

Mais informações: Edilene Steinwandter, presidente da Epagri (solicitar entrevista com a assessoria de imprensa)

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Fotos: Divulgação/ Cidasc

Desde a suspensão das aulas, em decorrência da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Estado de Santa Catarina e seus municípios têm destinado os produtos que seriam utilizados no preparo da merenda escolar aos alunos da rede pública de ensino. Produtos como feijão, arroz, entre outros alimentos que compõem esses kits alimentares, devem ser classificados. Cabe lembrar que boa parte desses insumos são provenientes da agricultura familiar.

De acordo com o técnico agrícola Gilnei Bruno Fachin, esse volume de produtos da merenda escolar passa pela análise de profissionais da Cidasc, que certificam a qualidade conforme as características intrínsecas e extrínsecas do alimento, como: cor, tamanho, maturação, grau de umidade, ausência de insetos, danos ou defeitos, de acordo com padrões oficiais.

 “É importante destacar que o produto com certificado de classificação vegetal traz mais segurança tanto para o comerciante/embalador, o qual encontra condições mais justas de preço por qualidade e vantagem na disputa de mercado, quanto para o consumidor final, que tem a opção de levar para casa um produto com melhor qualidade”, disse Fachin.

Em Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - Cidasc é o Órgão oficial, credenciado e fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa para prestar serviço de Classificação de Produtos Vegetais, com a finalidade de dar o suporte necessário às operações comerciais realizadas no âmbito do mercado interno e exportação.

A importância da classificação de produtos vegetais



A atividade de Classificação Vegetal é regulamentada pela Lei no 9.972, de 25 de maio de 2000, e o Decreto no 6.268, de 22 de novembro de 2007, e é obrigatória para produtos que possuam padrão oficial, quando destinados diretamente à alimentação humana, quando importados, e nas operações de compra e venda do Poder Público, seja na esfera municipal, estadual ou federal.

Em programas de aquisição de alimentos, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar)/merenda escolar, entre outros, é obrigatório apresentar o certificado de classificação dos fornecedores. A análise da conformidade dos produtos envolve uma série de etapas que avaliarão se determinado lote de produto atende aos requisitos de identidade e qualidade, estabelecidos no Padrão Oficial de classificação vegetal do Mapa.

A gestora da Divisão de Classificação Vegetal da Cidasc, Valdirene Régia Bizolo Sommer, esclarece que Padrão Oficial é o conjunto de especificações de identidade e qualidade desses produtos contidos em regulamentos técnicos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, que incluem regras de amostragem, modo de apresentação e rotulagem. “O comerciante deve ficar atento quando se trata de compras e vendas destinadas ao poder público, a classificação é obrigatória e o processo é ainda mais rigoroso, iniciando com a amostragem feita pelo classificador, vistoria da mercadoria em depósito para verificação de características desclassificantes (presença de insetos vivos, mau estado de conservação, odor estranho ao produto), e classificação propriamente dita, para posterior emissão do certificado”, explica.

Mapa é responsável pela padronização

Segundo o Mapa, existem 75 produtos padronizados. Exemplos desses produtos são: alho, batata, cebola, maçã, tomate, arroz, feijão, canjica, ervilha, lentilha, trigo, farinha de trigo, farinha de mandioca, milho pipoca, óleos vegetais refinados, soja em grãos, entre outros, para os produtos que não tem padrão específico, como produtos hortícolas, se enquadram na legislação do Padrão Mínimo, Instrução Normativa nº 69,de 6 de novembro de 2018, onde o detentor do produto pode classificar e é responsável pelas características de qualidade.

Atualmente, a Cidasc conta com 14 postos de classificação vegetal distribuídos pelo Estado, com classificadores habilitados e preparados para atender as demandas do setor. Os técnicos agrícolas da Cidasc que realizam a classificação vegetal são profissionais formados e experientes na área. Sob a supervisão do Mapa são submetidos, regularmente aos cursos de capacitação e aperfeiçoamento técnico, que os credenciam a executar a classificação de grãos em Santa Catarina.

A Cidasc alerta que o consumidor é parte importante no processo de classificação. Consumidor consciente deve exigir e comprar produtos vegetais que estejam classificados de acordo com o padrão oficial. É mais qualidade e sanidade para toda a família.

Informações adicionais para a imprensa:
Jaqueline Vanolli
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Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - Cidasc
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Foto: Divulgação / Epagri 

A Epagri finalizou a primeira parte da modelagem hidrodinâmica do estuário do Rio Camboriú, dentro de uma pesquisa que busca avaliar a qualidade da água e seus efeitos nos cultivos de moluscos da região. O objetivo da modelagem hidrodinâmica foi simular a circulação de água dentro do estuário do rio Camboriú e da sua enseada.

“De forma simples, podemos dizer que a modelagem nos permite saber para onde a água está indo e, consequentemente, para onde a poluição que vem das sub-bacias está sendo levada pela água”, explica Luis Garbossa, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Epagri/Ciram).

“Dentro da modelagem hidrodinâmica, a primeira etapa é conseguir que o modelo represente bem a circulação de água. Isso é o que conseguimos agora”, diz Garbossa. A próxima etapa será adicionar parâmetros de qualidade de água para entender como ocorre a dispersão dos contaminantes, considerando as características físicas da região, como profundidade, relevo do fundo do mar, velocidade de circulação da água, entre outros.

Tomada de decisões

A modelagem hidrodinâmica permite criar cenários confiáveis para apoiar a tomada de decisões. Com esse modelo, os especialistas são capazes de avaliar o risco de contaminação das áreas de cultivo de moluscos da região. “Podemos responder a perguntas como: se a poluição aumentar, o que acontece no estuário? Se chover muito, até onde a poluição vai se espalhar? Se aumentar o lançamento de esgoto no verão, os cultivos de moluscos estarão comprometidos? Em quais sub-bacias é preciso atuar para reduzir a contaminação em um determinado trecho do estuário?”, exemplifica o pesquisador.

Modelagem matemática

De forma complementar, modelos matemáticos também estão sendo desenvolvidos para identificar e descrever correlações simples entre parâmetros ambientais, como as chuvas ou a radiação solar na região, com os níveis de poluição na água. “As equações matemáticas desenvolvidas para descrever essas correlações permitem fazer previsões de forma rápida. Por exemplo, utilizando os dados de chuva e radiação solar coletados em tempo real pelas estações meteorológicas da Epagri, seria possível prever também em tempo real a qualidade da água na região”, explica Robson Ventura de Souza, pesquisador do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap) responsável por esses modelos.

Histórico

A primeira etapa da pesquisa começou em 2018, quando os pesquisadores da Epagri coletaram, a cada 15 dias, 10 amostras da água do estuário e do mar da região. O trabalho, encerrado em maio de 2019, resultou na coleta de 240 amostras sob condições ambientais diversas: diferentes estações do ano, períodos de chuvas intensas e de estiagem, no início da subida e da descida da maré, entre outras. A segunda fase, de modelagem hidrodinâmica e estatística, iniciou com a organização desses dados coletados em campo e de outros obtidos com outras instituições referentes aos últimos três anos.

Características únicas

A região do Rio Camboriú, onde se destacam as atividades de turismo, aquicultura e navegação, é de especial interesse para estudos ambientais devido às suas características. “O estuário do rio Camboriú está sob influência de bacias hidrográficas com área agrícola, assim como ocupação urbana muito adensada e ainda apresenta áreas próximas extremamente preservadas. A variação de população entre o inverno e o verão devido ao turismo também permite acessar situações muito singulares. É um local único para estudos ambientais em que se pretende levar em consideração as mais diversas formas de ação antrópica de forma integrada”, detalha o pesquisador Luis Garbossa.

O projeto “Estudo da qualidade de água do estuário do rio Camboriú sob influência antrópica e seus efeitos no cultivo de moluscos” é financiado pelo CNPq. Os próximos passos serão a validação dos modelos para contaminação por microrganismos e para nutrientes. A conclusão do estudo está prevista para este ano, com a publicação de artigos científicos.

Informações e entrevistas Luis Hamilton Pospissil Garbossa, pesquisador da Epagri/Ciram, pelo fone (48) 3665-5162.

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Fotos: Julio Cavalheiro / Arquivo / Secom

Os apicultores de Santa Catarina inovaram e se adaptaram a nova realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. A tradicional Feira do Mel, realizada anualmente em Florianópolis, terá a sua versão online neste ano a partir desta quarta-feira, 1º de julho. Os produtos apícolas serão vendidos para todo o país neste site.


Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Arquivo / Secom

O Governo do Estado e o setor produtivo unem esforços para aumentar a aplicação do crédito rural em Santa Catarina. Nesta segunda-feira, 29, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentaram o Plano Safra 2020-2021 para lideranças representativas do agronegócio catarinense e de instituições financeiras. A intenção é incentivar ainda mais os pequenos agricultores e pescadores a acessar os recursos disponibilizados pelo Governo Federal, como forma de ampliar a competitividade do meio rural e pesqueiro de Santa Catarina e movimentar a economia local.

O Plano Safra 2020-2021 conta com investimentos de R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Desse total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização e R$56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, Santa Catarina é destaque nacional pelos valores aplicados ao longo dos últimos anos e os esforços estarão voltados para ampliar a aplicação dos recursos e também o número de contratos. Além de aumentar a participação das mulheres, dos pescadores e das pequenas cooperativas da agricultura familiar.

“O Plano Safra vem como um incentivo importante a todo setor produtivo catarinense. No estado, temos que fazer um esforço conjunto do setor público, lideranças do setor produtivo e instituições financeiras para conscientizar os agricultores familiares e pescadores sobre as novas linhas de crédito e as oportunidades de investimento para melhorar e modernizar a produção, além de agregação de valor. Temos grandes oportunidades e temos certeza de que mais um vez o agronegócio catarinense será um destaque”, destaca o secretário Ricardo de Gouvêa.

Na safra 2019/2020, Santa Catarina investiu aproximadamente R$ 8,75 bilhões por meio do Plano Safra, principalmente via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Foram mais de 113 mil contratos de investimento, sendo 81,7 mil para agricultura familiar.

Alta nos investimentos do Pronaf em Santa Catarina

Os valores do Pronaf aplicados em Santa Catarina somaram R$ 3,59 bilhões - um aumento de 14,2% em relação à safra anterior. Desse total, R$ 275,7 milhões foram aplicados via Epagri.

Os produtores rurais de Santa Catarina contam ainda com o apoio da Secretaria da Agricultura para o pagamento de juros dos investimentos. Na última safra, os contratos somaram R$ 104 milhões com subsídios por meio dos programas Menos Juros, Cobertura de Pomares e Irrigar.

Além disso, os financiamentos via Fundo de Desenvolvimento Rural, com recursos próprios do Governo do Estado, chegaram a R$ 16,3 milhões, beneficiando agricultores e pescadores em todo o estado.

“O Plano Safra movimenta muitos recursos em Santa Catarina e dá muita oportunidade para o agricultor e pescador adquirir crédito com juros mais baixos. Essa é uma política pública do Governo Federal, operada pela Secretaria da Agricultura e Epagri aqui no estado. Os produtores ou pescadores que tiverem dúvidas sobre a aplicação do Plano Safra ou sobre os programas de apoio do Governo do Estado podem procurar o escritório municipal da Epagri do seu município”, explica o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

Participação das mulheres

A união de esforços entre lideranças do agronegócio quer ampliar ainda a participação das mulheres no acesso ao crédito. Em Santa Catarina cerca de 10% do número de contratos realizados nas últimas seis safras foram contratados por mulheres, enquanto a média nacional é acima de 30%.

O Governo do Estado já faz um esforço nessa direção. As mulheres têm prioridade na liberação de recursos dos programas de fomento da Secretaria da Agricultura para dar mais protagonismo ao público feminino no processo produtivo e na economia catarinense.

Pequenas cooperativas

As grandes empresas ou cooperativas acessam quase R$ 1 bilhão por ano do Crédito Comercialização enquanto as pequenas cooperativas ainda encontram algumas dificuldades para acessar os recursos. “O crédito na comercialização é uma ferramenta importante para que os agricultores familiares e suas pequenas cooperativas possam vender seus produtos, especialmente para a alimentação escolar ou para o Programa de Aquisição de Alimentos. Para isso é importante ter capital de giro, que traz giro econômico e financeiro dos seus negócios”, afirma Jurandi Gugel, analista da Epagri/ Cepa.

Importância do Seguro Rural

Outro desafio levantado pelos técnicos da Secretaria da Agricultura e da Epagri é incentivar os agricultores a utilizarem o crédito rural ao invés de mobilizarem seus recursos próprios. “Mesmo que os produtores tenham dinheiro para fazer a lavoura, ele deve priorizar o crédito rural porque assim tem acesso ao Proagro ou Proagro Mais, que são seguros rurais exclusivos para quem acessa os recursos do Pronaf. A produção agrícola têm muitos riscos, principalmente climáticos, que podem trazer grandes prejuízos. Com o seguro rural, os produtores têm algumas garantias e podem recuperar parte do valor investido caso tenham perdas com a estiagem ou excesso de chuvas, por exemplo”, explica o analista da Epagri/Cepa, Jurandi Gugel.

Apoio do Governo do Estado

Além do Plano Safra, do Governo Federal, os produtores rurais e pescadores de Santa Catarina contam ainda com Programas de Fomento da Secretaria de Estado da Agricultura. O Governo do Estado tem linhas de crédito sem juros para apoiar os investimentos no meio rural e pesqueiro, além de incentivos para melhoria do processo produtivo e agregação de valor.

Só o Programa Terra-Boa terá investimentos de R$ 53,5 milhões este ano para apoiar a aquisição de sementes de milho, calcário, melhoria de pastagens, apicultura e cobertura do solo.


Foto: Divulgação / Secretaria da Agricultura 

Devido aos prejuízos com a estiagem e com a pandemia do novo coronavírus, a Secretaria lançou também novos programas para incentivar os investimentos em sistemas de captação, armazenagem e uso da água. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, está destinando R$ 4,5 milhões para apoiar os agricultores na construção de aproximadamente 200 poços artesianos, cisternas e projetos de irrigação.

Os produtores e pescadores, que transformam sua produção e comercializam utilizando Nota de Produtor Rural, contam também com financiamentos para custeio ou capital de giro. E aqueles que comercializam a produção utilizando CNPJ terão apoio no pagamento de juros dos financiamentos.

Boletim Técnico

Além dos números do Plano Safra, a equipe da Agricultura e Epagri lançou o Boletim Técnico - Metodologia para estimativa de produtividade em lavouras de milho, trigo, soja e feijão.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
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Foto: Nilson Teixeira / Epagri

Os embarques de produtos relacionados à soja catarinense somaram mais de 1,15 milhão de toneladas de janeiro a maio, volume recorde da série desde 2015, totalizando US$ 398,7 milhões. Nas exportações do estado nos primeiros cinco meses de 2020, a soja tem destaque, com participação de 11% no total das vendas.

“O complexo soja envolve grão, farelo, farinha, óleo refinado e bruto”, explica Haroldo Tavares Elias, analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). A China continua sendo destino preferencial da soja catarinense, somando 93% do total embarcado entre janeiro e maio. “A crescente dependência do mercado chinês deve merecer atenção do agronegócio, mercado e produtores”, observa Elias.

Preços

A análise da Epagri/Cepa também mostra recuperação dos valores pagos pelo grão. Em maio, os preços da soja catarinense apresentaram uma reação de 9,57% em relação a abril e alta de 33% frente ao mesmo mês de 2019. Desde fevereiro a alta dos preços foi de 23%, acompanhando a relação cambial entre real e dólar.

Os bons preços registrados desde o início do ano mantêm elevada a participação da soja no valor bruto da produção estadual, apesar da queda de mais de 20% na produtividade da safra 2019/20 em relação ao ciclo agrícola anterior. 

Brasil

O Brasil se consolida como maior exportador mundial e agora também assume a posição de maior produtor. Neste ano, as exportações estão sendo recordes. De janeiro a junho, mais de 50 milhões de toneladas foram embarcadas pelo Brasil, posicionando a soja como primeiro item no ranking geral de exportações nacional. O grão representa mais de 70% das exportações do agronegócio brasileiro.

“Em que pese a contribuição significativa da soja na balança comercial brasileira, é necessário analisar o contraponto de todo este sucesso, sem imputar culpas a um setor específico, mas sim da conjuntura atual”, avalia Haroldo. Ele lembra que outras culturas, como feijão, arroz e mandioca, registram retrações sucessivas nos cultivos ao longo das últimas décadas. “São espécies que geram a base da alimentação do brasileiro”, alerta o analista.

Em Santa Catarina, a área cultivada com soja concorre com o espaço do cultivo do milho. As duas culturas somam cerca de 1,24 milhões de hectares cultivados, 690 mil hectares com soja e 550 mil hectares com milho grão e silagem.

O analista esclarece que Santa Catarina tem poucas áreas com possibilidade de ampliação de cultivo de milho, assim a saída para minimizar esta condição é ganho por rendimento de área e alternativas de outros grãos na composição das rações.

Em Santa Catarina a expansão do cultivo de soja tem evoluído significativamente. De 2000 a 2020 o crescimento da área de cultivo foi superior a 85%, incorporando 317 mil hectares.

Origem chinesa

A planta de origem chinesa foi adaptada às mais diversas regiões e climas, ganhando o mundo. De seus múltiplos usos, do óleo de cozinha, passando pelo biocombustível ao concentrado proteico para rações, o cultivo da leguminosa tem sua demanda crescente para abastecer o complexo agroindustrial.

Informações e entrevistas
Haroldo Tavares Elias, analista da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 99618-5006

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