Fotos: Ascom/Epagri

O sabor do campo e do mar de Santa Catarina está cada vez mais presente nas redes de supermercados do Estado não apenas por conta da qualidade dos produtos, mas pela oportunidade de negócios que a Epagri proporciona às agroindústrias catarinenses. Uma das mais importantes é a participação desses empreendimentos na Exposuper, que este ano será de 21 a 23 de junho, no Complexo Expoville, em Joinville, onde estarão presentes 11 empresas familiares rurais e pesqueiras.

A participação desses empreendimentos rurais e pesqueiros na feira é o resultado do trabalho da Epagri em gestão, negócios e mercado.  A Empresa desenvolve ações para que os produtores consigam agregar valor aos produtos, legalizar e profissionalizar os negócios. “A Epagri orienta a criação de agroindústrias em todas as etapas. Também faz parte do nosso trabalho levar a agricultura familiar a feiras e eventos, apoiar associações e cooperativas e facilitar o acesso a políticas públicas”, explica a coordenadora estadual do programa Gestão de Negócios e Mercados da Epagri, Telma Tatiana Köene.

Nos estandes coordenados pela Epagri na Exposuper serão expostas hortaliças, frutas, mel, sucos, queijos, embutidos geleias, panificados, doce de leite, pescados, palmito in natura, dentre outros.

Sobre a Exposuper

A Exposuper é considerada o maior evento de geração de negócio de varejo de SC, promovido pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats) para estimular a geração de negócios entre supermercados e fornecedores. O evento é direcionado para proprietários de empresas, diretores, executivos comerciais, compradores e demais profissionais das redes supermercadistas catarinenses. A edição deste ano conta também com mais de 40 palestras e painéis sobre tendências, estratégias, soluções, novas tecnologias e cultura da inovação. Veja a programação aqui.

Informações e entrevistas:

Telma Tatiana Köene, coordenadora de extensão do Programa Gestão de Mercados

Fone: (47) 99955-2740

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Fotos: Aires Mariga / Epagri

O trabalho da Epagri transformou cada real investido pelo Governo do Estado em R$ 9,31 em benefícios para a sociedade ao longo de 2021. O resultado está no Balanço Social da Empresa. Os cálculos levaram em conta os impactos de 117 tecnologias e cultivares desenvolvidos, lançados e difundidos pela Empresa. A publicação foi lançada em Florianópolis nesta segunda-feira, 13, quando o presidente da Epagri, Giovani Canola Teixeira, entregou a publicação ao governador Carlos Moisés.

O retorno global das tecnologias e ações da Epagri somou R$8,4 bilhões em 2021 – esse valor considera a contribuição de parceiros e outras instituições nos resultados. A participação da Epagri nesse retorno é de R$ 3,52 bilhões. Os cálculos avaliaram os impactos econômicos em termos de aumento de produtividade, redução de custos, expansão de novas áreas de cultivo e agregação de valor, além dos impactos sociais e ambientais de cada tecnologia. “Essa é uma parte dos resultados do trabalho que a Epagri realiza junto aos homens e mulheres do campo e que ajuda a impulsionar a economia catarinense”, descreve o governador.

:: Para acessar o documento, clique aqui.

Para o presidente da Empresa, Giovani Canola Teixeira, os números refletem um trabalho que gera riqueza com sustentabilidade. “Nossa missão é desenvolver tecnologias e atender as famílias rurais e pesqueiras de Santa Catarina para assegurar que a produção de alimentos aconteça de forma comprometida com a conservação dos recursos naturais. Precisamos de alimentos de qualidade, produzidos com respeito ao meio ambiente, que garantam uma vida próspera no campo e no mar e gerem trabalho e renda no Estado. E foi isso que a Epagri buscou em mais um ano de trabalho por Santa Catarina”, destaca.

Em 2021, a Epagri atendeu 118 mil famílias, 3,8 mil entidades e 45 mil jovens rurais. Ao longo do ano, a Empresa executou 409 projetos de pesquisa e lançou 26 tecnologias.

Foto: Peterson Paul / Secom 

Combate à estiagem

O atendimento às famílias afetadas pela estiagem, levando tecnologias e viabilizando o acesso aos recursos do Governo do Estado, foi um dos destaques do trabalho da Epagri em 2021. Ao longo do ano, 2.579 famílias catarinenses tiveram acesso a mais de R$ 100 milhões para apoiar a construção de cisternas, poços, sistemas de irrigação, tratamento e distribuição, proteção de fontes e matas ciliares, entre outros projetos de uso responsável da água.

“É com muito orgulho que mostramos, neste Balanço Social, que algumas das principais entregas da Empresa para a sociedade foram exatamente nas áreas em que o campo mais precisou de atenção. Respondemos, de maneira ágil, à altura da necessidade que se apresentou”, diz Canola.

A publicação também destaca a conquista de três Indicações Geográficas para SC, o trabalho de monitoramento e combate à cigarrinha-do-milho, tecnologias para a produção de cebola, incremento da produção catarinense de maracujá, trabalho da Epagri com jovens rurais e outros temas.

A Epagri  é uma empresa pública, vinculada ao Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural. A empresa publica o Balanço Social anualmente desde 2009 para prestar contas à sociedade do dinheiro investido pelo Governo do Estado.

Balanço Social Epagri 1

:: BALANÇO SOCIAL DA EPAGRI – 2021

  • R$9,31 – Retorno que a sociedade recebeu para cada real investido na Epagri
  • R$3,52 bilhões – Participação da Epagri no retorno que suas tecnologias e ações geraram para a sociedade
  • R$8,4 bilhões – Retorno global das tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições
  • 117 tecnologias produzidas e difundidas pela Empresa avaliadas nos cálculos

COLHEITA DO ANO

  • 409 projetos de pesquisa executados
  • 26 tecnologias lançadas
  • 118 mil famílias atendidas
  • 304 mil ações de assistência técnica e extensão rural
  • 3,8 mil entidades atendidas
  • 536 Unidades de Referência Técnica acompanhadas
  • 45 mil jovens assistidos
  • 29 mil famílias capacitadas (presencial e on-line)

ACESSO AO CRÉDITO

  • R$467 milhões viabilizados pelos projetos
  • 8,1 mil beneficiários
  • 281 municípios contemplados
  • 86 mil famílias atendidas em políticas públicas
  • 19 mil Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) emitidas

INFORMAÇÃO PARA A SOCIEDADE

  • 19 tecnologias licenciadas que oportunizaram novos negócios para o agro
  • 83 parcerias negociadas em pesquisa, desenvolvimento e inovação
  • 9 dias – tempo médio para análise das parcerias na Epagri
  • 55,6 mil análises de solo
  • 800 publicações técnico-científicas
  • 17 mil atendimentos de forma remota
  • 1,6 milhão de visualizações no site da Epagri
  • 181 vídeos técnicos
  • 260 programas de rádio em 120 emissoras
  • 9,9 milhões de acessos à página de previsão do tempo
  • 8,3 milhões de visualizações no canal no YouTube

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 Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Por meio de uma parceira inédita com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Santa Catarina lança a versão brasileira da campanha de prevenção à Peste Suína Africana. Com o título “Seja um Produtor Campeão”, a iniciativa é voltada principalmente a pequenos produtores e produtores independentes de todo o país. A animação foi criada pelo Centro de Emergências para Doenças Animais Transfronteiriças (ECTAD) da FAO e traduzida para o português pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina com o apoio do escritório da FAO no Brasil.

“A FAO reconhece a importância de tornar a informação acessível para todos, especialmente para pequenos produtores rurais, que seriam os mais afetados pela doença (PSA). O vídeo em Português será um valioso recurso para os produtores no Brasil. Nós fizemos os conteúdos do vídeo mais aplicáveis e fáceis de entender, comparando boas e más práticas de biosseguridade. Esperamos que os produtores possam seguir as boas práticas e proteger os rebanhos da PSA. Além disso, o material vai ajudá-los a manter as propriedades ainda mais seguras, não só da PSA, mas da saúde dos animais como um todo”, ressalta o Coordenador Regional de Projetos (RAP) do Centro de Emergências para Doenças Transfronteiriças (ECTAD) da FAO, Yooni Oh (tradução livre da Secretaria de Agricultura).

O representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, completa ainda que a tradução do vídeo reforça o compromisso da FAO de proteger os países, além de ajudar a controlar a doença, mapear os surtos e implementar planos de prevenção nas áreas que não foram afetadas, em plena coordenação e colaboração com as autoridades nacionais de saúde. “Este conteúdo vem ao encontro da iniciativa promovida pela FAO do manual de 'Boas Práticas na Gestão de Emergências em Saúde Animal' (GEMP, em inglês). Com a tradução do vídeo, podemos promover a criação de capacidades nos países para se prepararem frente a uma emergência que afete a saúde animal”.

Maior produtor e exportador nacional de carne suína, Santa Catarina é reconhecido internacionalmente pelo cuidado com a saúde animal e o vídeo será mais uma ferramenta de conscientização de todos os envolvidos com a cadeia produtiva.

“O Governo do Estado de Santa Catarina está muito feliz com a parceria que firmamos com a FAO. O vídeo, ‘Seja um Produtor Campeão’, é um recurso valioso para que possamos evitar a chegada da Peste Suína Africana em nossas propriedades. Queremos agradecer a FAO por compartilhar esse material com vários outros países e em especial o Brasil. Aqui em Santa Catarina seremos pioneiros em multiplicar esse material informativo e assim proteger todo o movimento econômico gerado pela cadeia da suinocultura”, ressalta o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo Miotto.

A versão brasileira do vídeo “Seja um Produtor Campeão” se soma a uma série de ações executadas pela Secretaria da Agricultura e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para evitar o ingresso da peste suína no estado.

O vírus da PSA não é perigoso para a saúde humana, mas gera um grave impacto social e econômico, especialmente para as exportações de produtos de carne suína, para a renda das famílias rurais, bem como para a segurança alimentar.

Suinocultura em SC

 Foto: Cristiano Estrela/Secom

Voltado para atender os mercados mais exigentes do mundo, a suinocultura é um dos principais motores da economia catarinense. Em 2021, o estado exportou 578,5 mil toneladas de carne suína com destino a 67 países. No último ano, SC ampliou em 19% o faturamento com as vendas internacionais, fechando com US$ 1,4 bilhão em receitas.

Peste Suína Africana

A peste suína africana (PSA) é uma doença viral sem riscos à saúde humana, mas que pode dizimar criações de suínos. A doença é altamente transmissível, com elevadas taxas de mortalidade e morbidade e considerada pela OIE como uma das mais prejudiciais para o comércio internacional de produtos suínos.

Presente em mais de 50 países, a PSA está se disseminando pelo mundo. Entre os afetados estão República Dominicana e o Haiti – este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 80. A última ocorrência no Brasil foi registrada em 1981 e, desde 1984, o país é livre de peste suína africana.

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 Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Em 2021, o Valor de Produção Agropecuária (VPA) de Santa Catarina foi o maior da história: ficou em R$ 55,8 bilhões, superando em 36,4% o recorde alcançado em 2020, que foi de R$ 40,9 bilhões. Outro recorde registrado no agronegócio catarinense foi nas exportações: US$ 6,9 bilhões, superando em 21% os US$ 5,7 bilhões de 2020 e quase 10% maior do que os US$ 6,3 bilhões de 2018, recorde até então.

Esses e outros números fazem parte da 42ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, publicação anual da Epagri/Cepa lançada em uma transmissão on-line nesta quinta-feira, 9 de junho, no canal de capacitações da Epagri, no YouTube. O documento também disponibiliza dados, informações e conhecimentos sobre a utilização do crédito rural por agricultores e cooperativas e, principalmente, sobre o desempenho produtivo e mercadológico das principais cadeias produtivas dos setores agrícola, pecuário, florestal e aquícola de Santa Catarina.

::: Confira a publicação completa da Epagri

“A apresentação desses números mostra para a sociedade a importância que o agro tem dentro do Estado, reforçando a necessidade de políticas públicas, infraestrutura e legislação adequadas de forma a sempre melhorar a performance do setor que responde por 30% do PIB catarinense e 70% das exportações”, afirma o presidente da Epagri, Giovani Canola. Para ele, a Síntese é uma publicação que deve estar sempre na mão das pessoas que respiram a economia e a agropecuária catarinense.

Valor de Produção Agropecuária

O VPA mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano e é calculado com base na produção agropecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do estado. Em 2021, o crescimento se deu basicamente pelo aumento dos preços médios recebidos pelos produtores, 20% superiores aos obtidos em 2019, com destaque para o acréscimo nos preços dos frangos e bovinos, dos grãos e da madeira de processamento industrial.

A produção teve um crescimento de apenas 2%, limitada pela expressiva redução do volume produzido de milho e milho silagem, em razão dos efeitos da estiagem e do ataque da cigarrinha na cultura. Com relação à diversificação produtiva da agropecuária estadual, constata-se uma forte concentração econômica das atividades, com poucos produtos representando grande parte do valor da produção agropecuária de Santa Catarina. Em 2021, a soma do valor da produção dos quatro produtos mais importantes representou 62,3% do VPA estadual: suínos (22,9%), frangos (17,1%), soja (11,3) e leite (11,0%).

Exportações

O agronegócio respondeu por 67% do valor total das exportações catarinenses de 2021, que atingiu US$10,3 bilhões. A performance do agronegócio nas vendas de Santa Catarina ao exterior em 2021 mantém a agricultura e a agroindústria há quatro anos consecutivos com participação superior a dois terços do valor total das exportações do Estado. As maiores contribuições para o forte crescimento do valor exportado vieram das exportações de produtos de madeira (+46,7%), de móveis de madeira (+34,9%), de couros (+32,8%), de carne de frangos (+22,7%) e de carne de suínos (+19%).

Mesmo com a redução de sua importância relativa nas exportações ao longo do tempo, a carne de frango segue destacadamente como o principal produto das exportações do agro de Santa Catarina, representando 26,6% do valor exportado pelo setor (já foi mais de 40%) e 17,9% do valor total das exportações catarinenses.

Crédito Rural

Em 2021, de acordo com os dados do Banco Central, foram contratadas 1,95 milhão de operações de crédito rural em Santa Catarina, crescimento de 1,56% em relação a 2020. Com relação aos valores aplicados, em 2020 o montante foi de R$205,85 bilhões, aumento de 15,29% em relação a 2019 em valores nominais. Em 2021, o montante aplicado foi de R$285,07 bilhões, aumento de 38,48% em relação a 2020.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é o principal programa de crédito rural para a agricultura familiar. Caracteriza-se pelo fato de ser um programa de desenvolvimento rural inclusivo e de alta relevância econômica e social para o país. Em Santa Catarina, no ano de 2020 foram contratadas 91.543 operações de crédito no Pronaf, crescimento de 7,98% em relação ao ano de 2019, quando foram contratadas 84.780 operações, entre custeio e investimento.

Quanto ao volume de crédito, em 2020 foram aplicados R$4,37 bilhões, crescimento de 25,57% em relação a 2019, quando foram aplicados R$3,48 bilhões. Em 2021, os dados do Banco Central indicam a aplicação de R$5,43 bilhões, o maior volume de recursos em termos nominais aplicados no Estado pelo Pronaf em crédito para custeio, investimento e agroindustrialização.

Confira esses e outros números acessando aqui a íntegra da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina.

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Foto: Cristiano Estrela / Arquivo / Secom  

As exportações catarinenses de carne de frango alcançaram em abril os melhores índices do ano, tanto em quantidade quanto em valor. O estado exportou 89,41 mil toneladas do produto, com receitas que ultrapassaram os US$188 milhões. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Mais um momento de alegria quando a gente fala das exportações do agro catarinense. De toda a carne de frango que o Brasil exporta, 28% vem de Santa Catarina e isso é fruto do trabalho dos nossos avicultores, da nossa agroindústria, do nosso sistema sanitário que é coordenado pela Cidasc. Esse trabalho é feito por mais de 66 mil famílias que trabalham em cooperativas e agroindústrias. Dessas, seis mil famílias estão diretamente envolvidas na produção de aves”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

Em comparação com abril de 2021, a alta é de 35,6% no faturamento e 6,3% na quantidade exportada. Em relação a março de 2022, as altas são de 9,1% nas receitas e 0,6% na quantidade. Os principais destinos neste ano são: Japão, Países Baixos, China, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Juntos, os países respondem por 53,5% das receitas do Estado com o produto.

Primeiro quadrimestre

Santa Catarina foi responsável por 23,6% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango nos quatro meses iniciais do ano. O estado exportou 336,47 mil toneladas, com um faturamento de US$ 660,14 milhões, altas de 8,5% e 30,2%, respectivamente, na comparação com os quatro primeiros meses de 2021.

No primeiro quadrimestre, os 10 principais destinos do produto catarinense apresentaram altas nas receitas, com destaque para os Países Baixos (39,0%), a Arábia Saudita (32,6%) e os Emirados Árabes Unidos (46,4%). Outro destaque do período foi a ampliação do México em 342,3% nas compras de carne de frango catarinense.

Conforme o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl, “a perspectiva é que os embarques para o México cresçam ainda mais nos próximos meses, já que recentemente o país anunciou a suspensão de tarifas para a importação de carne de frango de nações que tenham estabelecimentos habilitados a exportar o produto para lá, como é o caso do Brasil.” Nos primeiros quatro meses do ano, Santa Catarina exportou 10,9 mil toneladas de carne de frango para o México.

Avicultura em Santa Catarina

A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações de Santa Catarina e o estado é o segundo maior produtor do Brasil. São aproximadamente seis mil avicultores dedicados à produção de aves de corte, concentrados nas regiões Oeste e Meio-Oeste.

O estado possui um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense.

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 Foto: Julio Cavalheiro / Secom 

Pesquisadores da Epagri/Ciram acabam de lançar uma obra que traz explicações de forma lúdica sobre como funciona a maré, variável oceânica que afeta a economia, o lazer e a segurança de muitas pessoas nas cidades litorâneas. A publicação “Maria Farinha e a Maré” está disponível para download gratuito no site da Epagri. Já a versão impressa será divulgada em breve.

 O livro traz conteúdo que pode ser usado por professores de ciências do ensino fundamental, pelos técnicos da extensão da Epagri e pelos agentes comunitários que trabalham com crianças em comunidades pesqueiras. A obra é escrita em primeira pessoa e o narrador é a Maria Farinha, uma espécie de caranguejo presente em todo o litoral brasileiro. O personagem relata as suas observações sobre o sobe e desce da maré, bem como a experiência de ir para o espaço para compreender o fenômeno meteorológico.
 
 

 

Segundo os autores, o entendimento da maré não é simples nem para os adultos, quem dirá para as crianças. Eles relatam que o maior obstáculo na escrita do tema foi abordar a mudança de referencial do observador para a compreensão do fenômeno. “Para compreender a maré, o observador precisa estar no espaço, pois durante o dia a maré não sobe e não desce, somos nós que giramos junto com o planeta e passamos pelas marés altas e baixas”, explica Argeu Vanz, um dos autores.  “Essa mudança do referencial pode ser ponto de partida para várias ações de educação sobre diferentes temas que vão além da maré como, por exemplo, o caso do dia e da noite, a posição dos astros, entre outros”, diz o pesquisador.

Juntamente com Argeu, são autores da publicação Carlos Eduardo de Salles Araújo, Luis Hamilton Pospissil Garbossa e Matias Guilherme Boll.  Os desenhos são de Anderson Nascimento Monteiro, todos da Epagri/Ciram.

Acesse a publicação digital aqui.

Informações e entrevistas
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Fotos: Divulgação / SAR 

Em 2022, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural pretende entregar 300 novos contratos para aquisição de terras em Santa Catarina. A ação faz parte do Programa Nacional de Crédito Fundiário – Terra Brasil, que neste ano conta com mais de R$ 25 milhões em investimentos para que agricultores sem acesso à terra ou com pouca terra possam financiar imóveis rurais.

  Fotos: Aires Mariga / Epagri

Sustentabilidade e segurança alimentar são temas que norteiam o trabalho de extensionistas e pesquisadores da Epagri, atendendo ao estabelecido na missão da Empresa. Com base nessa premissa, o tomate se tornou um dos focos de atividades dos técnicos, em busca de formas de aumentar ou manter a produtividade das lavouras utilizando menos ou nenhum agrotóxico.

Tanta preocupação se justifica. O tomate é conhecido da sociedade por ser um dos principais “vilões” da alimentação quando se fala em resíduos de agrotóxicos. O relatório mais recente do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), detectou a presença de 45 agrotóxicos nas amostras de tomate avaliadas. Para elaboração do documento foram analisadas 316 amostras da hortaliça e 106 apresentaram agrotóxicos não autorizados para a cultura. Em oito foram detectados resíduos em concentrações acima do permitido.

Rafael Morales, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Itajaí, explica que o tomateiro é uma planta que tem alta suscetibilidade às pragas e doenças. São mais de 55 que podem afetar o pé de tomate com risco de provocar perdas econômicas importantes.

O pesquisador contextualiza que tal fragilidade é resultado do melhoramento genético do tomateiro, realizado por diferentes cientistas, em diversas partes do mundo, que transformou uma planta silvestre, utilizada apenas como ornamental no início da sua domesticação e cultivo, num vegetal que produz frutos altamente saborosos e palatáveis, com características completamente diferentes da origem. Para tanto, ao longo de gerações foram sendo eliminados solanina, fitoalexinas, alcaloides, acidez e aumentada a quantidade açúcar do fruto. As alterações genéticas também desapareceram com características morfológicas que tornavam a planta menos atrativa às pragas. Tudo na busca de tornar o tomate mais saboroso e produtivo. Neste processo, a planta foi perdendo a rusticidade e ficou cada vez mais vulnerável à pragas e doenças.

Agora, o desafio da ciência tem sido encontrar formas de produzir um tomate de sabor e aparência atrativos para o consumidor, com a produtividade necessária para garantir renda ao produtor, porém com menos ou nenhum agrotóxico.

Nos últimos anos, o Brasil tem se mantido entre os 10 maiores produtores mundiais de tomate, com toda produção voltada para o mercado interno. De acordo com a Epagri/Cepa, Santa Catarina é o sétimo produtor do país, com estimativa de colher 141,5 mil toneladas na safra 2021/22. Os municípios de Caçador e Lebon Régis são os principais produtores catarinenses. A cultura tem forte participação da agricultura familiar no Estado, respondendo por 87% dos estabelecimentos agropecuários produtores. Neste cenário, a Epagri viu a importância de disponibilizar a este público tecnologias que permitam a produção sustentável do alimento.

Alerta no celular

Uma delas é o sistema de avisos de alerta para o controle de doenças do tomateiro, disponível na plataforma Agroconnect. Trata-se de um site desenvolvido pela Epagri que emite gratuitamente alertas de doenças para diversas culturas agrícolas no Estado. O diferencial do tomate é que os agricultores não precisam ir até o site para ver se há alertas, eles recebem essa informação diariamente em seus celulares por mensagens de WhatsApp.

Esse trabalho é realizado por Guilherme Mallmann, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador. Durante o período da safra do tomate na região, que vai de outubro a abril, ele vai todos os dias até o Agroconnect, recolhe as informações e as repassa para um grupo de 150 produtores rurais do Alto Vale do Rio do Peixe. “Envio os alertas diariamente, inclusive aos finais de semana e feriados”, explica Guilherme. Com este trabalho, ele consegue reduzir em até 60% a aplicação de fungicidas nas propriedades atendidas, em anos de La Niña, quando chove menos em Santa Catarina.

O sistema de alerta indica a favorabilidade climática para ocorrência das doenças requeima, pinta preta, septoriose e mancha bacteriana, que são as com maior potencial de causar perdas nas lavouras de tomate em Santa Catarina. O pesquisador explica que para surgir uma doença, são necessários três fatores: um hospedeiro suscetível, a presença de patógeno no ambiente (fungo, vírus ou bactéria) e a condição climática favorável.

O modelo matemático pressupõe que as duas condições iniciais existam e emite o alerta quando temperatura e umidade do ar, molhamento foliar e precipitação se combinam de modo a formar o cenário ideal para surgimento das doenças. As variáveis ambientais são monitoradas por cerca de 200 estações agrometeorológicas da Epagri/Ciram instaladas na região produtora, que registram e enviam estes dados a cada hora para o banco digital da instituição, em Florianópolis. Na capital, os dados são inseridos no modelo para dar origem ao alerta. Todo o processo é feito de forma automática, ou seja, sem intervenção humana. 

“Ao receber o alerta, o agricultor vai saber se é realmente necessário fazer a pulverização com fungicida e qual o químico aplicar para se precaver contra a doença que ameaça naquele momento”, esclarece Guilherme. Ele explica que os agricultores que não usam o sistema fazem aplicações calendarizadas, ou seja, fixas, uma ou duas vezes por semana, e muitas vezes sem necessidade.

 Os produtores catarinenses que recebem o alerta no celular adotam o Sistema de Produção Integrada de Tomate (Sispit), um modelo que combina tecnologias avançadas e boas práticas agrícolas para produzir alimentos seguros e de qualidade. Segundo o Balanço Social da Epagri, em 2018 esses agricultores registraram uma economia de R$213.258 com defensivos. O documento mostra também que a renda líquida dos que utilizam as duas tecnologias é cerca de 50% superior à dos pequenos produtores de tomate que empregam cultivo convencional.

Alexander Scolaro é um dos produtores de tomate de Caçador que recebe diariamente os alertas, “logo pela manhã ou até um dia antes, sempre a tempo de aplicar os produtos necessários para controle”, relata. Ele afirma que viu seus custos com fungicidas e inseticidas caírem em pelo menos 20% depois de adotar a tecnologia há três anos, “mas (a queda) pode chegar a mais”, declara. “É uma ferramenta muito útil”, elogia o agricultor, satisfeito com os resultados alcançados.

Orgânico no prato

Por ser uma planta tão vulnerável à doenças, o tomate é um dos alimentos mais difíceis de serem produzidos no sistema orgânico, atesta Rafael Morales. Mas nada que intimide quem quer ajudar a produzir alimentos limpos e saudáveis para a população.

Para dar uma “mãozinha” aos agricultores catarinenses que aceitaram o desafio de produzir tomates orgânicos, os pesquisadores da Estação Experimental da Epagri em Itajaí desenvolveram o Sistema Orgânico de Produção de Tomates em Santa Catarina (Tomatorg), que reúne as tecnologias recomendadas para plantio de tomates sem agrotóxicos, mas que também podem ser aplicadas em outras culturas agrícolas e no sistema convencional de cultivo. As recomendações valem ainda para produções em outros estados.

As tecnologias apresentadas possibilitam que alguns produtores obtenham produtividades superiores a 80 toneladas por hectare, o que é o dobro do observado comumente por produtores orgânicos do Estado. O trabalho reúne os conhecimentos gerados por 16 anos de pesquisa, com resultados de experimentação agrícola desenvolvidos na Estação Experimental da Epagri em Itajaí, pesquisas participativas com produtores tradicionais de tomate orgânico e pela experiência de técnicos da Epagri envolvidos com a cadeia produtiva.

Para produzir tomates orgânicos, as propriedades rurais precisam de uma boa dose de tecnologia, revela Rafael. A construção de estufas é essencial para alcançar sucesso no cultivo, mas é preciso muito mais. Está tudo detalhado no Tomatorg, que aborda desde a produção de mudas, até a colheita, armazenagem e comercialização, passando por diversos tópicos, como legislação, irrigação, adubação, descrição dos principais insetos-praga e doenças do tomateiro, entre outros temas.

A tecnologia foi uma das vencedoras da 28ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia, a mais longeva e importante premiação ambiental do Brasil, reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente. O Tomatorg ganhou a disputa entre 198 cases ambientais inscritos, provenientes dos estados do Sul do Brasil, além de São Paulo, que pela primeira vez participou da disputa.

Mas a principal recompensa são os resultados alcançados pelos agricultores que adotam o sistema. Carlos Alberto Noronha do Amaral, agricultor de Joinville mais conhecido como Beto Amaral, foi um deles. “O Tomatorg foi fundamental para eu entrar no cultivo orgânico, porque, quando me deparei com a publicação, vi que era possível”, conta ele, que é engenheiro-agrônomo e conhecia bem as dificuldades de produzir a hortaliça sem agrotóxicos.

Beto foi apresentado ao sistema em 2018, num evento da Epagri. Investiu R$ 20 mil na construção de estufas cobertas com plástico e cercadas por tela antiafídea, para evitar a entrada de insetos. Também precisou instalar no alto das estufas um sistema de exaustão, com ventoinhas movidas a energia solar para controlar a temperatura no ambiente, já que a região é muito quente.

Os resultados começaram a aparecer em 2021, quando colheu 600Kg de tomates orgânicos. Na entressafra do tomate ele utiliza as estufas para produzir alfaces e outras folhosas orgânicas, o que promove o controle de doenças no ambiente e otimiza o investimento feito na estrutura da propriedade. 

Na primeira semana de junho o agricultor vai plantar 250 mudas enxertadas e, se tudo correr conforme o planejado, deve colher mil toneladas de tomates orgânicos na safra 2022. Ao final do ciclo, terá pago o investimento para construção das estufas. 

A comercialização não tem sido um problema para Beto. A safra 2021 ele conseguiu vender para comerciantes da própria cidade e da vizinha Jaraguá do Sul. “Se tivesse mais, venderia mais”, relata ele, na esperança de ter o mesmo sucesso neste ano.

Sucesso que ele deseja compartilhar. Ele já recomendou a publicação para outros agricultores que participam da associação de produtores orgânicos da qual faz parte. “Ela é completa e simples, utiliza uma linguagem que qualquer um pode entender”, atesta Beto, que hoje tem o Tomatorg como um livro de cabeceira, “todo dia abro e leio alguma coisa”.

Tomate Kaiçara

O lançamento do cultivar SCS375 Kaiçara foi um dos resultados mais significativos do projeto  Tomatorg. O processo de seleção para desenvolvimento da planta começou em 2003 e finalizou em 2016, quando foi lançado oficialmente pela Epagri. Por ser mais tolerante às pragas e doenças, o cultivar facilita o manejo do produtor orgânico e reduz a necessidade de agrotóxicos em lavouras comerciais.

O Kaiçara é um tomateiro que apresenta um ótimo desenvolvimento em abrigos de cultivo e nos sistemas de produção orgânica. Ele sofre menor incidência de doenças foliares, como a requeima e a mancha-de-cladiosporium, quando comparado com outros cultivares e híbridos comerciais. Tem folhas mais eretas e curtas, que facilitam a pulverização de caldas fitossanitárias no interior dos abrigos e possibilitam melhor aeração do cultivo, reduzindo a presença de orvalho sobre as folhas e levando a uma menor incidência de doenças foliares.

Esse tomateiro produz frutos de elevada qualidade, com formato “caqui”, de tamanho médio, coloração vermelha e intensa, excelente sabor e prolongado tempo de prateleira. Outro destaque é a boa produtividade, uma média 5kg de tomates por planta, que associado ao maior adensamento, decorrente do tamanho menor da planta, possibilita elevadas produções por área.

Em junho de 2021 os agricultores da região do Vale do Itajaí testemunharam a qualidade do Kaiçara. Em uma área demonstrativa instalada na propriedade do agricultor Imor Bohmann, em Apiúna, os participantes verificaram que o cultivar da Epagri pode render até 7kg de frutos por planta. A produtividade média de uma planta de tomate é de cerca de 5kg de frutos, dependendo do sistema de cultivo.

Com tais resultados, não é de espantar que ele tenha rapidamente alcançado sucesso no mercado. A Isla Sementes, empresa vencedora da chamada pública para colocar o Kaiçara no mercado, vendeu no ano passado 112 mil envelopes de sementes do cultivar da Epagri. Mais uma prova de que as tecnologias disponibilizadas pela Epagri para produção sustentável de tomates são eficientes e agradam aos agricultores. Enquanto isso, a saúde dos consumidores agradece!

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Gisele Dias
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Governo do Estado vai investir mais de R$ 28 milhões para incentivar a produção de milho em Santa Catarina. Por meio do Programa Terra Boa, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural está apoiando a aquisição de 220 mil sacas de semente de milho. A distribuição iniciou na manhã desta terça-feira, 31, em Canoinhas, e deve atender cerca de 45 mil produtores rurais em todo o estado. 

“Hoje é um momento muito especial aqui em Canoinhas. Em conjunto a CooperAlfa, Fecoagro, Epagri, Cidasc e demais entidades presentes, demos o pontapé inicial para o início das operações das sementes de milho do Programa Terra Boa. Por determinação do Governador Moisés, estão sendo investidos mais de R$ 28 milhões, de um total de R$105 milhões em recursos aportados este ano, para incentivar a produção do grão em Santa Catarina ”, destaca o secretário de Agricultura, Ricardo Miotto.

O Programa também apoia a aquisição de sementes de milho de alto valor genético, que geram um rendimento maior por hectare plantado. Essas já representam mais de 70% das sementes retiradas pelos produtores. Com o Terra Boa, o agricultor recebe até cinco sacos de semente e devolve em sacos de milho no próximo ano, com o produto da colheita. O tipo e o nível tecnológico definem a proporção de troca. 

Esta é uma das políticas públicas mais tradicionais do meio rural de Santa Catarina e resulta de um convênio firmado entre a Secretaria da Agricultura e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro).

A partir desta terça-feira, 31, após obterem as autorizações na Epagri dos municípios, os agricultores estão aptos fazer a retirada nas cooperativas.

Informações adicionais para imprensa:
Paulo Henrique Santhias
Assessoria de Imprensa
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 Fotos: Nilson Teixeira / Epagri

Santa Catarina deve aumentar em 50% a produção da banana em 2022, em relação ao ano anterior, de acordo com o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que estima uma produção de 725,8 mil toneladas contra 480,7 mil t em 2021. Um dos fatores que alavancou esse crescimento foi o plano de recuperação dos bananais catarinenses afetados pelo ciclone bomba em 2020SC é o quarto maior produtor de banana do país, responsável por 10% da produção nacional e o segundo em produtividade média. A produção está concentrada no Norte Catarinense (50%), seguida do Vale do Itajaí (35%) e do Sul do Estado (15%).

Segundo Rogério Goulart Junior, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, no terceiro trimestre de 2020 houve adequações nas áreas em produção dos bananais com replantio entre 20% a 50% das plantas, principalmente no Norte Catarinense, onde os pomares foram mais afetados pelo ciclone, ocorrido em 30 junho e 1 de julho daquele ano. “Os bananicultores conseguiram readequar as áreas atingidas utilizando os programas da Secretaria da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, com aporte de recursos do Pronaf via acesso a crédito de custeio e investimento, com taxas de juros de 2,75% para os municípios afetados e com decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública por causa do ciclone”, diz o analista.

Ele explica que para outros casos, o juro para os pequenos produtores foi de 2,75% a 4% ao ano, conforme o Plano Safra 2020/2021. Já, como política pública, o “Projeto Recupera SC – Menos Juros”, previu a subvenção aos juros dos financiamentos para reconstrução de sistemas produtivos atingidos pelo ciclone. “Também houve a prorrogação para 15 de dezembro de 2020 o prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural de custeio e investimentos contratadas pelos agricultores. A medida também beneficiou os produtores rurais que comprovaram redução nos contratos de venda e no escoamento da produção pela redução na demanda em função da pandemia da Covid-19”, informa Rogério.

Comercialização da fruta no Brasil

Em 2021, as centrais de abastecimento do país comercializaram mais de 692,27 mil toneladas de banana, com valor negociado de cerca de R$ 1,64 bilhão. Em 2019 o estado catarinense participou com 9,1% do volume comercializado nacionalmente, mas com os efeitos do ciclone na produção e dificuldades de distribuição na pandemia, SC apresentou redução de 38,3% no volume comercializado em 2020, mas no ano seguinte já havia ampliado 3% da quantidade do ano anterior.

Santa Catarina comercializou, em 2021, mais de 45,16 mil de toneladas de banana no atacado, o que representou mais de R$ 95,4 milhões. Os preços negociados no mercado de atacado foram 14,9% valorizados em relação ao ano anterior. No comparativo entre o primeiro quadrimestre de 2021 e 2022 o volume catarinense foi 1,7% menor com aumento de 5,7% nos preços.

Exportações

Com aumento da produção, a perspectiva para 2022 também é elevar a quantidade de frutas para a exportação. Segundo a Epagri/Cepa, o valor das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2022 foi de US$ 14,9 milhões, com aumento de 24,3% em relação a 2021. Nos quatro primeiros meses de 2022, Santa Catarina participou com 50,6% do valor das exportações brasileiras, ou seja, com US$ 7,56 milhões, e com um volume de 18,8 mil toneladas comercializadas da fruta (52%).

No comparativo entre o primeiro quadrimestre de 2021 e 2022, os quatro principais estados exportadores apresentaram aumento de 14,4% no volume da fruta enviada para o exterior e com aumento de 29,8% no valor das exportações.

Informações e entrevistas

Rogério Goulart Junior, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 3665-5448.

Mais informações para a imprensa:
Gisele Dias
Assessoria de imprensa 
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