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Premiado e reconhecido como um dos melhores do mundo, o mel de Santa Catarina continua de excelência na safra 2019/2020. Saborosa e em maior quantidade, a produção atual já é considerada acima da média e deverá superar as 6,5 mil toneladas. Em 2018/2019 foram colhidas cerca de 5,8 mil toneladas. A estimativa é apontada pelo levantamento feito pela Epagri e Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) junto aos produtores do estado.

Este ano, um fator climático, em especial, ajudou os apicultores. “O tempo mais seco permite que as abelhas saiam mais das colmeias e diminui a umidade do néctar, aumentando o rendimento no favo e as abelhas gastam menos energia para desidratá-lo. Quando chove bastante, as abelhas não saem da colmeia, consumindo o mel estocado e há mais riscos de perda de qualidade do produto na colheita”, explicou o chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo da Cunha.

Além disso, segundo da Cunha, Santa Catarina tem uma série de fatores que, naturalmente, favorecem o cultivo de um mel diversificado e até mais puro. Estas características diferenciam o produto catarinense que já conquistou outros países. São pelo menos seis premiações em concursos internacionais como melhor mel do mundo.

O mel de Santa Catarina



Extensa área de mata nativa e a flora diversificada são pontos fortes para a apicultura catarinense, mas o técnico da Epagri Rodrigo da Cunha explica que não é só isso. “Temos um trabalho de extensão rural qualificado e uma tradição de associativismo que fortalecem a produção. Essa união de esforços está sempre buscando novas oportunidades para o produtor e para o mel catarinense”, observou.

Ao contrário de algumas lavouras, as áreas de relevo acidentado podem ser exploradas pela apicultura. “Isto acaba se transformando em outra vantagem, porque as colmeias ficam distantes de fontes de contaminação. O resultado é um mel mais limpo, bom, inclusive, para o aproveitamento orgânico”, acrescentou da Cunha.

A soma de todos estes fatores e o cultivo de uma tradição que passa de pai para filhos dão identidade à apicultura catarinense. Ela é tão singular que em Santa Catarina já são produzidos 100 tipos diferentes de mel e não só a partir da polinização das flores.

Mel de melato de bracatinga: um presente da natureza em anos pares


Foto: Aires Mariga / Arquivo / Epagri 

Nos anos pares, como 2020, os apicultores de Santa Catarina têm um tipo diferente de mel para colher: o melato de bracatinga. Comum na região do Planalto Sul do Brasil, Santa Catarina fica com a maior porção da produção. O mel de melato é produzido pelas abelhas a partir da coleta de secreções de partes vivas de plantas ou de excreções de insetos que se encontram sobre estas plantas.

Em Santa Catarina, as abelhas produzem o melato a partir das excreções de um inseto chamado cochonilha, que infesta as árvores de bracatinga, normalmente entre os meses de janeiro e junho. O mel de melato de bracatinga é um dos principais méis produzidos no estado, tradicionalmente, a cada dois anos, período em que corresponde ao ciclo de vida da cochonilha.

O mel de melato de bracatinga é classificado como de característica única, não cristaliza e é de cor escura. Para o consumo humano, além de excelente qualidade nutricional é rico em ácidos com propriedades de ação anti-inflamatória e antioxidante.

Trabalho técnico e desafios


Foto: Divulgação / Epagri 

Com toda esta diversidade e o empenho do produtor rural, o Governo do Estado, por meio da Epagri, atua em apoio aos apicultores catarinenses, com trabalho de orientação técnica voltado ao aumento da produtividade e, consequentemente, da valorização dos produtores. Segundo a presidente da empresa, Edilene Steinwandter, dos cerca de nove mil produtores no Estado, pelo menos seis mil são atendidos pela Epagri.

“Somente em 2019, prestamos mais de 15 mil atendimentos aos produtores catarinenses de mel. Buscamos sempre a melhor orientação, as melhores técnicas, pensando na alta produtividade e na aproximação entre o produtor e o consumidor com qualidade de excelência”, salientou.

Ao mesmo tempo em que o trabalho técnico avança, há um esforço conjunto envolvendo a participação de outras instituições como a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) e Sebrae/SC para vencer desafios envolvendo questões de mercado, fiscalização e valorização do pequeno produtor.

No âmbito da fiscalização, é fundamental que o mel e os produtos derivados tenham procedência certificada e inspeção dos órgãos sanitários autorizados para serem comercializados. “Ao contrário do mel de qualidade garantida, a produção clandestina e o produto falsificado oferecem riscos à saúde da população”, alerta o chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo da Cunha.

Osvaldino Guesser: mais de 40 anos de amor pela apicultura



Se tem algo que define a dedicação de seu Osvaldino Guesser à apicultura é o amor pela atividade. Ele aprendeu com o pai quando ainda era criança e nunca mais abandonou o cultivo. Hoje são 100 colmeias na propriedade que tem no município de Antônio Carlos, região da Grande Florianópolis.

A safra deste ano também foi boa, mas as vendas, em tempos de pandemia, diminuíram. Seu Osvaldino tem esperança que, em breve, a situação vai melhorar, enquanto isso pratica o que aprendeu nos mais de 40 anos dedicados à apicultura.

“Cuidar de abelhas exige coragem, paciência e disciplina. Aprendi isso com elas e, mais do que nunca, isso se aplica à vida e ao momento que estamos passando”, conta o apicultor.

O aprendizado ao lado da natureza também traz outros significados para a produção de seu Osvaldino. Ele destaca a importância do cooperativismo, para que, assim como ele, outros apicultores tenham bons resultados com a atividade. “Ser apicultor é não desistir, é ensinar o que sabe ao outro, é ajudar, assim como a abelha trabalha para todos da sua colmeia”, compara.

Para os desafios da produção e da vida, seu Osvaldino aposta em trabalho com amor, persistência, união e mel para manter a saúde e a imunidade em dia.

“A grande satisfação em produzir mel é saber que com o nosso trabalho, as pessoas podem desfrutar de um alimento saudável e nutritivo. Já vale muito”.

O amor e a dedicação de pequenos produtores como seu Osvaldino são ingredientes que estão na essência da apicultura de Santa Catarina. Uma das formas de reconhecer e homenagear o trabalho de milhares de produtores é a Feira do Mel, que está diferente em 2020.

Pela primeira vez de maneira virtual, Feira do Mel é oportunidade para as vendas


Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo / Secom

O mel e derivados com a qualidade da produção catarinense podem ser adquiridos na Feira do Mel que, neste ano, por causa da pandemia, ocorre de maneira virtual.

A modalidade agradou o produtor Joel de Souza Rosa, de São Joaquim, que já registra aumento nas vendas. “Este ano a feira é nacional. Tenho recebido pedidos até de outros estados”, comemora. Ao todo, participam 32 feirantes de todas as regiões produtoras do estado.

Para comprar os produtos da feira que vai até o dia 31 de julho, basta acessar o site www.faasc.com.br/feiradomel. Ao selecionar a cidade onde mora, são apresentados os itens disponíveis e o contato do produtor que poderá fazer a entrega.

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Atendendo a demanda dos pescadores da região Sul de Santa Catarina, o Governo do Estado investirá R$ 400 mil na dragagem para o desassoreamento da Foz do Rio Mampituba. O convênio entre Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e prefeitura de Passos de Torres foi assinado nesta sexta-feira, 10, e deve beneficiar mais de 700 famílias da região.

Os recursos serão utilizados para remover o excesso de areia e aumentar o calado do rio Mampituba, melhorando a passagem dos barcos e a segurança dos pescadores. O rio funciona como um caminho para que os pescadores cheguem ao mar e atualmente essa travessia se tornou perigosa devido ao assoreamento da barra. Segundo o prefeito Jonas Gomes de Souza, inúmeros barcos já encalharam no local, trazendo prejuízos e insegurança aos pescadores.

O secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto, esteve em Passos de Torres para a assinatura do convênio e destacou a rapidez no atendimento à demanda do município. “Nós pensamos na agricultura e na pesca como fatores de desenvolvimento para o nosso estado. A pesca artesanal movimenta a economia local e eu estou muito feliz porque conseguimos atender esse pedido de forma rápida e eficiente. Nós vamos continuar trabalhando para responder a sociedade da forma mais ágil possível e amenizar o sofrimento da população”.

A pesca artesanal representa 70% da atividade econômica de Passo de Torres. São 700 famílias que vivem da atividade pesqueira, que produzem 5,2 mil toneladas de peixe por ano.

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tempestade e o ciclone extratropical que atingiram Santa Catarina nos dias 30 de junho e 1º de julho, causando estragos em todas as regiões, podem ser analisadas pela rede de estações hidrometeorológicas do Estado, monitorada pelo Centro de Informações e Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram). Das 290 estações, cerca de 50 possuem medidores de velocidade e direção do vento e registraram velocidades superiores a 100 km/h, com destaque para a de Siderópolis, no Sul do estado, com ventos de 168,8 km/h.

Segundo a meteorologista Maria Laura Guimarães Rodrigues, cinco das estações registraram velocidades superiores a 118 km/h. Além de Siderópolis, destacaram-se Urupema, na Serra Catarinense, com 126 km/h, e Indaial, localizada no Vale do Itajaí, com 121 km/h. Outras sete estações registraram ventos entre 113 e 117 km/h, e nove delas registraram ventos de 89 a 102 km/h. 

Outro aspecto importante analisado pela Epagri/Ciram foram descargas elétricas que acompanharam o ciclone que passou por Santa Catarina. A combinação de vento, chuva e descargas elétricas potencializou os estragos em diversas regiões de Santa Catarina. Os prejuízos foram tanto na área rural, com muitas lavouras afetadas, quanto nas áreas urbanas, com destelhamentos e danos na rede elétrica, além da perda de vidas humanas.

Esse conjunto de informações geradas pela rede de monitoramento ambiental da Epagri/Ciram é fundamental para auxiliar as tomadas de decisões na agricultura e no meio urbano. Os dados podem ser visualizados no Agroconnect, uma plataforma de dados agroambientais que pode ser acessada livremente pela internet.

Vento recorde em Siderópolis

Entre os dias 30/06 e 01/07, ventos de mais de 80 km/h foram registrados em boa parte das regiões de SC, ultrapassando os 100 km/h em vários municípios. O evento destacou-se pela ampla área atingida, duração prolongada em algumas regiões e quebra de recorde. A estação de Siderópolis, instalada em 2003, marcou 168,8 km/h entre 05h e 6h do dia 01/07/2020. Até então, o recorde pertencia a Celso Ramos (161,9 km/h em 07/10/2010).

O vento forte causou danos em estações meteorológicas automáticas como em Lages e Urupema. Parte da ampla rede de estações monitoradas pela Epagri/Ciram sofreu interrupção no sistema de transmissão devido a problemas com a rede de telefonia. O sistema aos poucos está sendo restabelecido, e novas informações coletadas nos dias do vendaval, como as da estação de Siderópolis, estão sendo checadas, validadas e disponibilizadas com confiabilidade e veracidade no banco de dados da Epagri/Ciram.

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O secretário de Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando Henrique Kohlmann Schwanke, esteve nesta quinta-feira, 9, em Luiz Alves, para conhecer os danos causados pelo ciclone do dia 30 de junho nos bananais da região. Junto com a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, e com o secretário adjunto da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Rural de SC, Ricardo Miotto, Schwanke se reuniu por videoconferência com os agricultores que fazem parte da Federação das Associações de Bananicultores de SC (Febanana) e da Associação dos Produtores de Plantas Ornamentais de SC (Aproesc), para discutir a melhor forma de desburocratizar as ações de ajuda nesse momento de emergência.

Segundo Edilene, Santa Catarina conta com aproximadamente 3,5 mil bananicultores, em uma  área plantada de 29 mil hectares, e todos registraram estragos. As regiões do Litoral Norte Catarinense e do Vale do Itajaí, da qual Luiz Alves faz parte, têm 2,4 mil famílias envolvidas com a cultura da banana, em uma área de 20 mil hectares.

A estimativa da Epagri é que os danos na região cheguem a  mais de 50% da produção, causadas por tombamento de plantas, dilaceramento de folhas e perda da qualidade dos frutos. Os agricultores reivindicam prorrogação das parcelas dos financiamentos de custeio, acesso ao seguro agrícola, mudas de bananeira e crédito emergencial para que as famílias atingidas possam recompor as lavouras que foram devastadas pelo vento.

A presidente da Epagri ressalta que as equipes da Empresa estão auxiliando prefeituras e agricultores a elaborar os laudos meteorológicos e de perdas agrícolas para que os produtores que têm financiamento possam acessar o seguro. “A Epagri também já disponibilizou nota técnica com orientações para os bananicultores possam manejar os pomares de forma adequada”, informa. Ela alertou que a recomposição dos bananais seja feita com controle fitossanitário e com mudas certificadas, cujo material genético de qualidade a Epagri repassa aos produtores de mudas.

 “Esse é um momento em que o Governo Federal, representado pelo Mapa, e governo estadual, representado pela Epagri e pela Cidasc, se juntam para encaminhar ações para agilizar os processos, dentro da competência de cada um”, explica Edilene. Ela acredita que até semana que vem as ações devem ser definidas em benefício dos agricultores atingidos. Também participaram da reunião prefeitos e secretários de agricultura de diferentes municípios, bem como diversas lideranças rurais.

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Os produtores rurais e pescadores de Santa Catarina contarão com o apoio do Governo do Estado para recuperação de infraestruturas danificadas após a passagem do ciclone no dia 30 de junho. O Projeto Recupera-SC – Menos Juros irá destinar R$ 3,6 milhões em oito anos para subvenção aos juros de financiamentos contraídos para reconstrução de sistemas produtivos. A medida possibilitará investimentos de R$ 20 milhões no meio rural e pesqueiro catarinense.

“Após a passagem do ciclone, o Governo do Estado não mediu esforços para contabilizar os estragos e buscar recursos para a reconstrução dos locais atingidos. Estamos trabalhando para recuperação de casas, escolas e da cadeia produtiva do estado, bastante prejudicada com o fenômeno”, ressalta o governador Carlos Moisés.

O Projeto foi aprovado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural) nesta quinta-feira,9, durante reunião por videoconferência envolvendo lideranças do setor produtivo catarinense.

“O Projeto Recupera-SC – Menos Juros é uma forma de ajudar os produtores rurais e pescadores para que eles possam se recuperar após todo prejuízo causado pelo ciclone. Com esse projeto, quem se enquadrar no Pronaf e financiar em até oito anos terá financiamentos a juro zero, o que traz um apoio importante para que o setor produtivo siga em frente e se fortaleça”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Como funcionará o Recupera-SC – Menos Juros

Os produtores rurais e pescadores poderão contrair financiamentos junto aos agentes bancários, num limite de R$ 40 mil e com prazo de até oito anos para pagar. A Secretaria da Agricultura pagará os juros do investimento em até 4% ao ano.

Poderão ser apoiados projetos de investimentos na recuperação dos sistemas produtivos afetados pelo ciclone, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados.

Para participar do Projeto, os produtores rurais e pescadores devem ter renda bruta anual de até R$ 415 mil e morar nos municípios afetados pelo ciclone, listados no Decreto Estadual nº 700/2020.

Renegociação dos contratos de financiamento do FDR

A Secretaria da Agricultura anuncia ainda outra medida de apoio aos pescadores e agricultores que tiveram perdas devido ao evento climático. Os financiamentos via Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR) poderão ter alterações no vencimento das parcelas.

Os interessados em ter o benefício da prorrogação devem fazer a solicitação junto ao escritório da Epagri do seu município até o dia 29 de agosto de 2020. As parcelas do financiamento que venceriam em 2020 poderão ser prorrogadas e acrescidas ao final do contrato, assim os produtores podem concentrar seus esforços e recursos na reconstrução das estruturas danificadas.

Prejuízos no meio rural e pesqueiro

O Governo do Estado segue contabilizando os danos provocados pelo ciclone que atingiu o território catarinense na última semana. Dos 256 municípios atingidos, 237 já relataram prejuízos no Sistema de Informação de Desastres (S2ID). As cifras até o momento ultrapassam R$ 682 milhões. Dados preliminares apontam que agricultura contabilizou perdas na ordem de R$ 322,5 milhões.

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Apesar da estiagem e da erosão do solo, a safra de verão 2019/20 em Santa Catarina teve um desempenho considerado satisfatório, puxado pelos bons preços, altas produtividades em algumas culturas e regiões específicas, além da qualidade adequada de grãos colhidos. A previsão para a safra de inverno 2020/21 é positiva, caso as condições climáticas previstas se confirmem. Os números foram apresentados pelos técnicos do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) em evento virtual na tarde desta quinta-feira, 9, que marcou o encerramento da safra de verão e a abertura da safra de inverno.

De acordo com a analista da Epagri/Cepa, Gláucia de Almeida Padrão, a estiagem que atingiu principalmente o Meio-oeste catarinense no final de 2019 e início de 2020, atrasou o plantio e trouxe queda de produtividade, principalmente para as lavouras de milho, soja e feijão. A erosão de áreas cultiváveis foi outro problema que atingiu pontualmente a safra de verão. A degradação do solo acontece em cultivos que não primam pela cobertura de solo e rotação de culturas, contrariando recomendações da Epagri.

Aspectos positivos também foram apontados na safra de verão durante o evento on-line. O arroz teve uma produtividade elevadíssima, principalmente no Sul do Estado. Soja e milho também apresentaram produtividades acima do ciclo agrícola anterior nas regiões Oeste e Meio Oeste. A qualidade dos grãos colhidos foi impulsionada justamente pela pouca chuva no período adequado. Essa condição reduz também o custo de secagem para a indústria. O alto valor do dólar ajudou a elevar os preços, principalmente das commodities. “Tivemos perdas nas safras de verão, mas quem colheu teve qualidade e bons preços”, resume Glaucia.

Verão

arroz foi um dos destaques da safra de verão. A produtividade de 8.391kg/ha ficou acima da média dos anos anteriores. No ciclo 2019/20 foram colhidas uma média de 168 sacas de arroz por hectare, contra uma média de 160 na safra passada. O Sul do Estado contribuiu fortemente para a boa colheita. Apesar da alta oferta do produto no mercado, os preços se mantiveram em patamares elevados, graças à expectativa inicial de uma safra abaixo da média provocada pela estiagem no Sul do Brasil e à corrida aos mercados no início da pandemia, o que aumentou a demanda pelo alimento.

milho total em Santa Catarina teve uma redução de 3,48% na área plantada, queda de 10,78% no total produzido, e enfrentou uma produtividade 7,57% menor, sempre em comparação com a safra 2018/19. A estiagem que se agravou desde janeiro foi um dos motivos da queda, mas é importante ressaltar que a área plantada com milho no Estado catarinense vem caindo a cada ciclo agrícola. O cereal tem nos bons preços um alento, que compensaram para os agricultores a redução de produtividade.

Na região que se espalha a partir de Joaçaba para o Oeste do Estado, o milho grão total alcançou uma boa produtividade, graças principalmente o período em que é plantado, que fez com que as lavouras se livrassem dos piores momentos da estiagem. O estado continua dependendo da importação de milho de outras regiões e países para suprimento das agroindústrias. O cereal participa com cerca de 70% da composição das rações e é fundamental para a cadeia produtiva da proteína animal.

soja vem aumentando continuamente sua área plantada no Estado, avançando por espaços que antes eram ocupados principalmente por plantios de milho e pastagens. Entre as safras 2018/19 e 2019/20 a área plantada com o grão em Santa Catarina aumentou 2,35%, enquanto que a produtividade reduziu em 4,76%, resultando numa produção total 2,52% menor do que no ciclo anterior. Mais uma vez a estiagem e a erosão em algumas regiões de cultivo foram os vilões, mas, assim como no milho, os preços foram compensatórios, impulsionados pela alta do dólar e pelo volume da importação chinesa. O estado exportou 1,4 milhão de toneladas de soja entre janeiro e junho, volume recorde.

feijão foi outro cultivo de verão que sofreu com a estiagem. Em relação à safra passada, houve uma queda na produção de 9,11%, resultado de uma redução de 6,18% na produtividade e de 3,12% na área plantada. A primeira safra de feijão, que responde por 66% da produção estadual, obteve um produto de boa qualidade, que alcançou preços excelentes. A segunda safra, que responde por 34% do total de feijão produzido no Estado, foi a que mais sentiu os reflexos da falta de chuvas, resultando numa queda de 23% na produção e menor qualidade dos grãos. Na média das duas safras, os preços pagos ao produtor foram considerados muito bons.

Inverno

As culturas agrícolas de inverno são aquelas plantadas a partir de maio. A cebola é uma das mais importantes delas em Santa Catarina, visto que o Estado é responsável por 30% da produção nacional. O transplante das mudas e também o semeio direto, que se dão entre junho e agosto, apontam para uma área plantada 7,4% menor na safra 2020/21 quando comparada com o ciclo passado. Assim, também cai a expectativa de total produzido, que deve ser 8,71% mais baixo que na safra 2019/20.

A possível redução na produtividade se deve ao resultado excepcional da safra 2019/20, que ficou acima das médias dos últimos anos no Estado. Contudo, graças à alta tecnologia que deverá ser aplicada pelos produtores, espera-se que a produtividade enfrente uma queda menos acentuada, de 1,42%. A concretização deste cenário depende das condições climáticas para os próximos meses, principalmente nos períodos críticos de desenvolvimento da cultura.

alho encerrou a safra 2019/20 com bons resultados em termos de produtividade, produção e qualidade comercial, bem como de preços pagos ao produtor. A condição representa uma virada na cultura, que vinha sofrendo nos últimos anos com produções e preços muito ruins, devido, sobretudo, a estiagens, doenças e importações. Diante dos bons resultados alcançados, a safra 2020/21 deve ter a área de cultivo aumentada em 8,85%. O reflexo esperado é um aumento de 11,69% no total produzido, com produtividade 2,61% maior. Se tudo se confirmar, Santa Catarina deve colher 21.100t de alho em 2020/21, contra 18.892t no ciclo agrícola anterior.

Cerca de 48% da área destinada ao plantio de trigo no Estado para a safra 2020/21 já foi cultivada. A área plantada nesta safra deverá aumentar 7,82% em relação ao ano anterior, com um crescimento na produtividade média de aproximadamente 9%. Assim, o total produzido deve ser de aproximadamente 182 mil t, representando um incremento de 17,52% na produção. Á campo, as lavouras estão com bom desenvolvimento agronômico, o que leva a crer que a boa perspectiva se confirmará. Os preços favoráveis, que vêm sendo praticados desde o ano passado, impulsionados pela alta do dólar, estão entre os fatores para o aumento da área da cultura no Estado. As restrições para importação do grão da Argentina, impostas pela pandemia, também colaboram para a elevação dos valores pagos ao produtor. O aumento em Santa Catarina acompanha o cenário nacional de crescimento da área plantada.

A cevada terá redução significativa de 66,3% na área plantada, reflexo da má safra verificada no ciclo 2019/20. A quantidade produzida na safra 2020/21 deve ser 47,57% menor que o ciclo anterior. Em relação à produtividade é esperado um crescimento de 55,54%, chegando a 4.100 quilos por hectare.

Em relação à cultura da aveia grão, a Epagri/Cepa estima um pequeno aumento de 1,29% na área plantada. Esse dado, aliado ao crescimento de 22,9% na produtividade, resultará num crescimento de 24,48% na produção total.

Informações e entrevistas
Safra de verão: Gláucia de Almeida Padrão, analista da Epagri/Cepa, pelo fone (47) 98843-4922
Safra de inverno: João Rogério Alves, analista da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 98835-8990

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O agronegócio segue como uma das grandes forças que movem a economia de Santa Catarina. No primeiro semestre de 2020, o setor respondeu por 72% das exportações catarinenses, com um faturamento que passa de US$ 2,87 bilhões. Os destaques são os embarques de carnes e de soja. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O agronegócio é um grande fator de crescimento e desenvolvimento para Santa Catarina. Ele responde por 34% do Produto Interno Bruto do estado e, nesse primeiro semestre, foi responsável por 72% das exportações catarinenses. Isso mostra a pujança e a importância do setor para a economia de Santa Catarina e para a vida dos catarinenses. Temos um agro forte e que faz do nosso estado uma referência em produção”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Produtos de origem animal

A carne produzida em Santa Catarina é referência internacional em qualidade, tanto que o estado tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo. As exportações de carnes e outros produtos de origem animal geraram receitas de US$ 1,53 bilhão, com aumento de 38,6% no valor dos embarques de carne suína.

Do total exportado por Santa Catarina no primeiro semestre, 38,2% são oriundos das vendas internacionais de produtos de origem animal, principalmente, carnes de aves, suína, de peixes e couros bovinos.

Produtos de origem vegetal

As exportações de produtos de origem vegetal, em especial grãos e frutas, faturaram US$677,39 milhões de janeiro a junho de 2020, uma alta de 9,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Boa parte desse valor vem dos embarques de soja, que batem recordes e que cresceram 41,4% no primeiro semestre, gerando mais de US$ 502 milhões. São observadas altas também nas vendas de arroz, mate e erva-mate.

Produtos florestais

As exportações de madeiras, papel e celulose trouxeram um faturamento de US$ 672,48 milhões. O setor responde por 16,8% do total embarcado por Santa Catarina nos primeiros seis meses de 2020.

Valores das exportações

Ao todo, as exportações de Santa Catarina geraram um faturamento de US$ 3,99 bilhões nos primeiros seis meses do ano, uma queda de 12,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o analista da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, esse é um dos reflexos da Covid-19 na economia mundial e deve seguir ao longo de 2020. “Esse movimento de redução nos valores exportados já vinha acontecendo desde o ano passado, porém a pandemia acentuou esse resultado principalmente em outros setores. De modo geral, os países estão comprando menos e isso afeta todos os setores. O agro, por ser um setor essencial na produção de alimentos, acaba sendo menos afetado pela queda nas exportações”, explica.

Embora tenha aumentado sua participação nas exportações catarinenses em 2020, o agronegócio também sentiu os efeitos da pandemia do novo coronavírus e teve uma retração de 9,6% no valor exportado em relação ao primeiro semestre de 2019.

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Santa Catarina se consolida como quarto maior produtor brasileiro de leite e registra crescimento recorde na produção. Um levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) demonstrou que, de 1996 a 2017, o aumento na produção estadual superou até mesmo a taxa de crescimento mundial.

“O leite é um dos destaques do agronegócio catarinense. Nos últimos anos tivemos um grande crescimento na produção e chegamos à quarta posição no ranking nacional. A produção de leite envolve uma cadeia produtiva extensa, com milhares de famílias e empregos gerados. O leite tem um impacto social e econômico muito significativo para o estado de Santa Catarina”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Os catarinenses aumentaram em 223,5% a produção em 21 anos, três vezes mais do que a taxa nacional e quatro vezes mais do que o crescimento mundial. O único país que supera o desempenho catarinense é a China, com um aumento de 250,2% no mesmo período.

“Desde os anos 90, Santa Catarina vem se destacando não só em comparação com outros estados, mas também comparado a diversos países. Nesse período o crescimento na produção só foi menor do que a da China”, explica o analista da Epagri/Cepa, Tabajara Marcondes.

Produção crescente

Em 1996, Santa Catarina produziu 869 milhões de litros de leite e, em 2017, a quantidade saltou para 2,81 bilhões de litros. As estimativas da Epagri/Cepa são de que a produção catarinense deve superar com folga os três bilhões de litros neste ano de 2020, visto que seguiu crescente nos últimos anos.

O leite é um dos principais produtos da agropecuária do estado, são mais de 70 mil famílias envolvidas na atividade e o setor gera cerca de oito mil empregos diretos. O produto tem o terceiro maior faturamento da agropecuária catarinense, gerando receitas de R$ 3,72 bilhões em 2019.

Desafios
O setor produtivo do leite tem grandes desafios, entre eles, melhorar a infraestrutura, atender plenamente a demanda nacional e participar mais ativamente do mercado internacional. Com um rebanho diferenciado e certificações internacionais, devido ao cuidado com a saúde animal, além de sistemas competitivos de produção, grande mix de derivados lácteos, empresas de renome nacional e internacional, e boa infraestrutura portuária, Santa Catarina está entre os estados brasileiros com as melhores condições de se tornar um player também no mercado internacional de lácteos.

Síntese da Agricultura de Santa Catarina
Os números sobre o crescimento na produção de leite fazem parte da Síntese da Agricultura de Santa Catarina, elaborada e publicada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). O documento está disponível online e pode ser acessado no site: https://cepa.epagri.sc.gov.br/

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Ana Ceron
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Medida beneficia 863 agricultores catarinenses que tiveram prejuízos com a estiagem - Foto: Divulgação / Arquivo / SAR

O Governo Federal anunciou a prorrogação das parcelas dos financiamentos para os produtores rurais beneficiários do Programa Nacional do Crédito Fundiário. A medida deve atender 863 agricultores de Santa Catarina, que tiveram prejuízos devido à estiagem, com a prorrogação de R$ 2,2 milhões em parcelas no financiamento.

Uma nova resolução autoriza a renegociação dos financiamentos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária para os agricultores familiares que tiveram prejuízos em decorrência da estiagem, nos municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública pela seca ou estiagem. As parcelas que venceriam entre 1º de janeiro de 2020 e 29 de dezembro de 2020 deverão ser pagas ao final do contrato.

O diretor de Políticas da Agricultura Familiar e da Pesca, Hilário Gottselig, explica que, para ter acesso ao benefício, os agricultores devem procurar a instituição financeira onde o contrato está em vigência. O modelo de requerimento está disponível nos sindicatos rurais, sindicatos de trabalhadores rurais e no escritório municipal da Epagri.

“Essa é mais uma vitória para os agricultores de Santa Catarina que tiveram prejuízos devido à estiagem e que agora também sofrem com as consequências das intempéries climáticas”, destaca Hilário Gottselig.

Em Santa Catarina serão 29 municípios contemplados. O Programa Nacional do Crédito Fundiário é executado pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

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Fotos: Divulgação / Epagri

A pandemia não interrompeu os trabalhos de pesquisa da Epagri com a macroalga  Kapaphycus alvarezii, que pode se tornar uma alternativa de renda para os maricutores Santa Catarina, ao lado das ostras, mexilhões e vieiras.  Neste período de frio, os pesquisadores estão com cordas de cultivos no mar para observar o efeito do inverno sobre as algas, que sofrem com a baixa temperatura por ser uma espécie tropical.

Segundo o pesquisador Alex Alves dos Santos, que coordena os estudos no Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Cedap), a Empresa quer levar para o mar o mesmo sucesso que obteve com as pequenas propriedades rurais em Santa Catarina. “O estado é conhecido pelas pequenas propriedades e pela diversificação da produção. Nós queremos replicar isso no mar, queremos que os maricultores diversifiquem suas produções, que eles possam ganhar dinheiro com ostras, mexilhões e também com algas. Isso protege e qualifica as fazendas marinhas e eleva o lucro desses produtores”, diz.

Por isso a Epagri aposta nessa atividade produtiva, que teve o cultivo comercial em Santa Catarina autorizado neste ano pelo Governo Federal. Da macroalga é extraída uma substância com propriedades gelificante, espessante, estabilizante e emulsificante, muito utilizada em diversas indústrias como farmacêutica, química, alimentícia e têxtil. “Na atual crise provocada pela Covid-19, provavelmente a macroalga não teria problema na comercialização como aconteceu com as ostras e mexilhões, pois elas são prioritariamente destinadas à indústria”, ressalta Santos.

Pesquisa e transferência de tecnologia

Durante a estação mais fria do ano, os estudos desenvolvidos pela Epagri em parceria com a UFSC, pretendem manter a biomassa das algas, que sofrem com o frio. “Uma das estratégias que está sendo testada para minimizar os efeitos da temperatura é o cultivo abaixo de um metro de profundidade ao invés da superfície, como é comumente praticado. Em profundidades maiores há melhor conforto térmico e menor variação de temperatura, fato que poderá trazer benefícios fisiológicos à alga”, explica o pesquisador.

Outro protocolo quem vem sendo aprimorado é a manutenção das algas em estufas durante o inverno, garantindo biomassa necessária para o replantio de primavera. Santos explica que, após o inverno, o cultivo da alga retorna com força e na primavera a espécie terá biomassa suficiente para a realização de dias de mar, eventos em que a Epagri repassa tecnologias para produtores. “Na sequência dos dias de mar, temos programadas capacitações para produtores e extensionistas. Para isso os pesquisadores estão trabalhando  em uma publicação didática que vai servir de apoio técnico a esses cursos”, diz.

“Junto a essas ações vamos estabelecer com os produtores outras estratégias para viabilizar os cultivos no mar, como por exemplo o licenciamento ambiental dos cultivos de cada maricultor, cálculo de custo de implantação desses cultivos, auxílio na busca de linhas de créditos, entre outras ações”.

Todas essas ações são necessárias para que as fazendas marinhas alcancem uma produção já vislumbrada pela pesquisa. Em águas catarinenses, a macroalga pode atingir até cinco ciclos de cultivo, contra sete da região Sudeste. De acordo com o pesquisador, a produção de algas em sistema integrado de cultivo com moluscos (ostras, mexilhões e vieiras) pode atingir um peso úmido de 115,8 mil kg de alga por hectare por ano e uma receita bruta de R$ 52,1 mil anuais, além da receita com comércio dos moluscos.

Estes valores são relativos ao sistema integrado de produção que se pretende adotar em Santa Catarina, onde a macroalga será explorada, inicialmente, como uma espécie secundária e os moluscos como espécie principal. “À medida que a cadeia produtiva for se consolidando e os desafios sendo superados, os maricultores terão plenas condições de decidirem se continuam com o cultivo integrado ou se partem para o monocultivo de algas”, diz Santos.

Informações e entrevistas: Alex Alves dos Santos, pesquisador do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Cedap)  / fone: (48) 98414-6129 / alex@epagri.sc.gov.br

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