Fotos:  Márcia Costa/ Epagri

Os produtores catarinenses de pitaia entram em 2021 começando a colheita da fruta com boas perspectivas. A previsão para a safra 2020/21 é de um aumento de 30% em relação ao ano anterior. De acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri Ricardo Martins, na safra passada foram colhidas 600 toneladas de pitaia no Sul do estado, onde se concentra a produção catarinense.

“O crescimento da cultura na região é esperado em virtude da transformação dos pomares que até então eram jovens em adultos e da capacidade de ampliação das cooperativas”, explica.

De acordo com estimativa da Epagri, a área de cultivo de pitaia é de cerca de 200 hectares e está em plena expansão. Santa Catarina já é o segundo maior produtor da fruta no Brasil. “É um crescimento um pouco acelerado que nos preocupa em relação ao escoamento da fruta e à capacidade operacional das cooperativas. Por outro lado, é uma oportunidade de diversificação das atividades da agricultura familiar”, ressalta o agrônomo.

Demanda crescente

Diego Adílio da Silva, coordenador de fruticultura da Epagri na região, diz que a pitaia era uma fruta desconhecida pelos brasileiros há poucos anos. “Porém, por conta de suas propriedades nutracêuticas, vem caindo no gosto do consumidor, e a demanda está aumentando”, afirma. Ele explica que, mesmo com a redução do preço nas últimas safras, a cultura ainda oferece alta rentabilidade por metro quadrado. “Mesmo sendo vendida a R$ 2 o quilo, tendo por base uma capacidade produtiva de 30 a 40t/ha de fruta, a renda bruta pode chegar a R$ 80 mil por hectare”, calcula.

Ele reforça que, antes de implantar o pomar, é fundamental que o agricultor se associe a alguma cooperativa ou indústria para poder escoar a produção.

O clima também deve favorecer a safra catarinense neste ano. De acordo com a previsão da Epagri/Ciram, haverá chuva próxima à acima da média climatológica em Santa Catarina no primeiro trimestre de 2020. O período também deve ter temperatura acima da média. A colheita da pitaia em Santa Catarina vai de janeiro a maio.

Cultivo sustentável

Epagri orienta os fruticultores sobre o uso de técnicas preconizadas no Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), contribuindo para o crescimento dessa cadeia produtiva sobre bases sustentáveis em Santa Catarina. “Como é uma cultura jovem, é raro encontrarmos pomares sem quebra-ventos e cobertura de solo, com destaque para o uso do amendoim-forrageiro ou grama-amendoim (Arachis pintoi)”, diz Martins.

É com as tecnologias orientadas pela Epagri que o agricultor Édio Damorim conduz um pomar de 6 mil metros quadrados em Forquilhinha, no Sul de SC. Na última safra, ele colheu 24,6 toneladas e agora planeja colher cerca de 30 toneladas. “Nesta época, trabalhamos eu e a esposa e ainda contratamos cinco pessoas para ajudar na colheita, classificação e pesagem das frutas”, conta.

O pomar da família é conduzido no sistema orgânico – e a pitaia tem se adaptado muito bem a esse cultivo na região. Em toda a área do pomar, Édio usa amendoim-forrageiro como planta de cobertura do solo. “Ele serve para proteger o solo e contribui para não aumentar muito a temperatura em dias quentes”, explica o produtor.

Práticas como o planejamento do pomar, desde a escolha da área, a realização de análise de solo e o suprimento de alguns nutrientes no momento da implantação também estão bem difundidas entre os produtores catarinenses de pitaia. “Promoção da vida do solo e arredores e saúde às plantas do pomar são os motes que guiam nossas recomendações”, reforça o engenheiro agrônomo Ricardo Martins.

A Epagri publicou neste ano um Boletim técnico sobre o Cultivo da pitaia, com uma série de recomendações para o manejo sustentável da espécie. Para fazer download, basta clicar aqui e digite “pitaia” no campo de busca.

Mais informações:
Ricardo Martins, engenheiro-agrônomo da Epagri em Maracajá: (48) 3529-0118, ricardomartins@epagri.sc.gov.br.
Diego Adílio da Silva, coordenador de fruticultura da Epagri no Sul de SC: (48) 3529 0306.

Informações para a imprensa:
Cinthia Andruchak Freitas
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Foto: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) / Divulgação

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina segue ampliando mercados e consolidando sua presença internacional. Em 2020, o agronegócio catarinense teve um aumento de 35% no faturamento com os embarques do produto, chegando a US$ 1,2 bilhão. Esse é o melhor resultado da história. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Esse resultado demonstra a força do agronegócio catarinense, que é um dos motores que impulsionam nossa economia diversificada. Com o esforço do Governo do Estado, das indústrias e produtores, conseguimos um bom desempenho mesmo em um ano de pandemia”, destaca o governador Carlos Moisés.

O secretário adjunto de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, destaca que o agronegócio de Santa Catarina teve importantes conquistas em 2020, principalmente na suinocultura, e faz projeções otimistas para este ano. 

“Com muito trabalho, superamos a barreira de US$ 1 bilhão com as exportações de carne suína e esse é um volume de negócios muito interessante para Santa Catarina. Em 2021, apesar da alta nos preços dos insumos, a carne suína continuará favorável e nós seguiremos acessando mercados e aumentando o volume de exportações”.

Ele ainda acrescenta: “Temos que comemorar e ter muita responsabilidade para continuar mantendo nossa cadeia produtiva operante, rentável, gerando emprego e renda para os produtores rurais em todo o estado". 

No último ano, Santa Catarina embarcou mais de 523,3 mil toneladas de carne suína com destino a 67 países. Principalmente China, Chile, Hong Kong e Japão. O estado respondeu por 52% do total exportado pelo Brasil, ou seja, mais da metade de toda carne suína vendida pelo país é de origem catarinense.

O bom momento da suinocultura catarinense se deve, principalmente, a dois fatores: estado ser reconhecido pelo cuidado extremo com a saúde animal e a demanda crescente da China por proteína animal. 

China segue como maior mercado comprador

A China responde por mais de 60% das exportações catarinenses de carne suína em 2020. A venda do produto para os chineses trouxe um faturamento de US$ 740,2 milhões, 76% a mais do que no ano anterior.

 A alta demanda chinesa é reflexo da peste suína africana, doença que dizimou boa parte dos plantéis e fez com que o país buscasse outros fornecedores. "Embora a China esteja recuperando rapidamente seus plantéis suínos, a expectativa é de que em 2021 ainda se registrem incrementos em termos de valor e quantidade exportados para aquele país", destaca o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl. 

Bom momento para os suinocultores

A alta nas exportações impactou também a rentabilidade dos produtores de suínos em Santa Catarina. Segundo o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz De Lorenzi, o aumento nos embarques e a valorização do dólar fizeram com que indústrias, cooperativas e suinocultores saíssem ganhando. 

"Foi um ano muito positivo e histórico para a suinocultura. Esperamos que em 2021 também tenhamos essa exportação sempre em alta para continuarmos com rentabilidade e investindo no bem estar animal e na sanidade dos nossos planteis", ressalta. 

Aumento nas vendas para mercados premium 

Com um status sanitário diferenciado e reconhecido internacionalmente, Santa Catarina ampliou a venda para mercados considerados premium: Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Esses países são conhecidos pela alta exigência e também pela compra de produtos mais nobres. 

O Japão, por exemplo, passou a ser o quarto maior destino das exportações catarinenses com US$ 43 milhões de faturamento - 108% a mais do que no ano anterior. As vendas para os Estados Unidos tiveram um aumento de 57% nas receitas. 

Diferenciais da produção catarinense

Santa Catarina possui um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense. 

O estado é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

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Foto: Divulgação/CBMSC

Os produtores rurais que tiveram prejuízos devido à enxurrada, que atingiu os municípios do Alto Vale do Itajaí no dia 17 de dezembro, contarão com o apoio do Governo do Estado para recuperação das infraestruturas danificadas. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural alavancará investimentos de R$ 1,5 milhão para projetos de recuperação de estruturas danificadas na região de Rio do Sul.

O secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, explica que os programas foram criados para apoiar os produtores rurais e pescadores que sofreram prejuízos com fenômenos climáticos extremos, como o ciclone e o tornado que afetaram Santa Catarina no início do segundo semestre.

“Ampliamos os projetos Reconstrói e Recupera SC – Menos Juros, para dar um suporte também aos agricultores do Alto Vale do Itajaí que sofreram com a enxurrada. Vamos dar todo apoio necessário para que os produtores possam seguir em frente em suas atividades e recuperar o que foi perdido com essa tragédia que devastou os municípios da região de Rio do Sul”, destaca.

Os produtores interessados em participar dos programas e de outras linhas de fomento devem procurar a Epagri do seu município.

Projeto Reconstrói-SC

Com o Projeto Especial de Apoio à Recuperação de Infraestrutura das Propriedades Rurais e Pesqueiras, os produtores rurais poderão contrair financiamentos de até R$ 10 mil, com cinco anos de prazo para pagamento, dois anos de carência, com parcelas anuais e sem juros. A Secretaria da Agricultura dará uma subvenção de 50% para cada parcela paga em dia.

Os recursos devem ser utilizados para a recuperação das estruturas destruídas pela enxurrada e para minimizar os prejuízos causados. Para se beneficiar do Reconstrói - SC, os produtores e pescadores devem ter renda bruta anual de até R$ 415 mil e, no mínimo, 50% da renda oriunda de atividades agropecuárias, nos municípios afetados e priorizados pelas regras do Projeto.

Recupera SC - Menos Juros

Com o Projeto Recupera-SC – Menos Juros, a Secretaria da Agricultura irá subvencionar os juros de financiamentos contraídos para reconstrução de sistemas produtivos.

Os produtores rurais poderão contrair financiamentos junto aos agentes bancários, em um limite de R$ 40 mil e com prazo de até oito anos para pagar. A Secretaria da Agricultura pagará os juros do investimento em até 4% ao ano.

Poderão ser apoiados projetos de investimentos na recuperação dos sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados.

Para participar do Projeto, os produtores rurais devem ter renda bruta anual de até R$ 415 mil e morar nos municípios afetados pela enxurrada, contemplados em decreto de estado de calamidade pública do poder executivo estadual, bem como decretos municipais, reconhecidos pela Defesa Civil estadual.

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Foto: Jefferson Baldo / Arquivo / Secom

Apesar de todas as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19, a Epagri conseguiu metas estabelecidas para 2020, entre elas a de lançamento de novas tecnologias. A extensão precisou se reinventar e alcançou grande sucesso com capacitações on-line. A Empresa também atuou intensamente na minimização dos efeitos da estiagem e no apoio ao enfrentamento da pandemia.

“Diante de um ano tão atípico, a Epagri provou seu compromisso com a sociedade, mantendo suas atividades essenciais e encontrando formas de estar perto do seu público”, resume Edilene Steinwandter, presidente da Empresa. Ela lembra que 2020 não foi fácil, em decorrência da diversidade de eventos climáticos extremos que se somaram à pandemia, como granizos e vendavais, além da estiagem. “Mas são nos momentos difíceis que os fortes mostram seu valor e foi o que os catarinenses fizeram neste ano. A Epagri se manteve firme, no seu papel de garantir desenvolvimento sustentável dos meios rural e pesqueiro e, junto com os produtores, manter a segurança alimentar da população”.

Metas batidas na pesquisa


Foto: Aires Mariga / Epgari 

O corpo de pesquisadores da Epagri desenvolveu e lançou ao longo do ano 21 tecnologias, superando a meta estabelecida pelo governo do Estado, que é 14.

Foram lançados três cultivares: de arroz irrigado, de cebola e de pastagem azevém anual. Também foram entregues à sociedade seis softwares, como o de sistema de sistema de preços agropecuários, avaliação do estado nutricional e recomendação de adubação para videiras americanas e o de Informações climáticas e hidrológicas dos municípios catarinenses.

A Epagri também lançou três equipamentos, um para plantio direto de cebola, um verificador de offset portátil e o sistema automático de monitoramento e controle de temperatura para fermentadores de bebidas alcoólicas. Na área de zoneamento, a Epagri entregou em 2020 a delimitação da região produtora de vinhos de altitude de Santa Catarina para indicação geográfica, e o mapeamento do uso do solo e da paisagem vitícola na região de indicação de procedência dos vinhos de altitude de Santa Catarina.

Entre as tecnologias lançadas também estão seis novas práticas: melhoria produtiva de caívas com a introdução da grama missioneira-gigante; recomendação de manejo para missioneira-gigante SCS315 Catarina Gigante; metodologia para estimativa de produtividade em lavouras de milho, trigo, soja e feijão; corredor elevado Catarina para propriedades leiteiras; seleção e produção de rainhas de abelhas Apis melífera; ração prática para o lambari-do-rabo-amarelo. A linhagem de tilápia GIFT-Epagri SC03 completa a lista de lançamentos da pesquisa da Epagri em 2020.

A Epagri possui uma meta junto ao Governo do Estado de executar ao longo do ano 1,3 projetos de pesquisa por pesquisador. A empresa possui 138 pesquisadores em seu quadro e um total de 337 projetos foram executados ano, perfazendo 2,4 projetos por profissional, quase o dobro do objetivo estabelecido.

O número de publicações é outro índice que traduz a importância da produção científica de uma instituição de pesquisa. Até o início de dezembro foram 597 publicações assinadas pela Epagri, numa média de 4,3 trabalhos por pesquisador. O número representa mais uma meta batida, que nesse caso é de 2,7 publicações por pessoa ao ano.

Extensão se reinventa


Foto: Aires Mariga / Epagri 

Em 2020 a Epagri atendeu 102.878 famílias rurais e pescadoras catarinenses com serviços de assistência técnica e extensão rural ou pesqueira. Se forem consideradas repetições nos atendimentos, esse número se eleva a 306.159. Entre as entidades (associações, sindicatos etc), foram 2.628 assistidas sem repetição e 12.926 com repetição.

Foram capacitadas 10.334 famílias agricultoras e pescadoras. Em 2020 a Epagri ofertou 1.283 capacitações, entre atividades on-line, dias de campo, reuniões com demonstração de método, oficinas e cursos. Também foram realizadas 1865 reuniões, 125 palestras, 73 encontros, 74 excursões e 20 seminários.

A pandemia e consequente necessidade de isolamento social levou a Epagri a migrar em março para o formato de capacitações on-line. Assim, do total de mais de 10 mil famílias capacitadas, 3.310 se deram no ambiente virtual.


Foto: Divulgação / Epagri

Para enfrentar os novos tempos de isolamento social a Epagri criou o canal Capacitações On-line onde cursos, palestras e eventos são ministrados ao vivo e permanecem disponíveis para o público em geral. Essa ação ampliou muito o alcance das atividades de formação. Até dezembro foram disponibilizados no canal 87 cursos, que alcançaram mais de 171 mil visualizações. O mais visualizado foi o de Boas Práticas na Alimentação Escolar (manhã), que ultrapassou a casa das 31 mil visualizações. O canal conta com mais de 7 mil inscritos.

O ano ainda trouxe eventos naturais extremos, com registro de estiagem, vendavais e granizo. Nesse contexto, a Epagri realizou 904 perícias e laudos técnicos, a maioria deles (401) em decorrência da estiagem, seguido por vento forte, com 239 documentos.

A Epagri também executa as políticas públicas dos governos federal e estadual para que agricultores familiares e pescadores artesanais possam acessar financiamentos de investimento e custeio na propriedade. São os extensionistas da Epagri que elaboram os projetos que vão embasar os pedidos de financiamento, bem como acompanham a execução do que foi projetado, com aplicação dos recursos.

Esforços contra a estiagem


Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Os baixos índices de chuva verificados entre junho de 2019 e novembro de 2020 provocaram a pior estiagem que Santa Catarina enfrentou desde 1957. Neste cenário, a Epagri teve forte atuação.

Para minimizar os efeitos da prolongada falta de chuvas, os extensionistas da Epagri executaram projetos e deram orientação para agricultores acessarem as políticas públicas adequadas. Também foi ainda mais reforçada a disseminação de práticas conservacionistas de água.

O Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) fez o monitoramento constante de níveis de rios e de chuva e identificou em 2020 quatro períodos de crise hídrica que resultaram na emissão de 114 avisos hidrológicos de estiagem. O sistema de monitoramento ambiental da Epagri/Ciram é composto por mais de 300 estações agro-hidrometeorológicas. Em 2020 foram medidos e armazenados cerca de 33 milhões de dados. Destes, mais de 5 milhões são de níveis de chuva e de rio.

Durante a estiagem, o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) acompanhou as safras para identificar as cadeias produtivas mais atingidas pela escassez de água.

Luta contra a pandemia


Voluntárias de Ipira produzem máscaras em centro de treinamento da Epagri  - Foto: Divulgação / Epagri 

A pandemia da Covid-19, que alterou a realidade mundial em 2020, também teve reflexos na Epagri, como era de se esperar. A equipe agiu de forma rápida e em poucos dias teve início uma mobilização que desencadeou ações em várias frentes, visando atender às demandas mais urgentes. A equipe técnica também foi ágil na adaptação e encontrou novas formas de continuar desenvolvendo e levando conhecimento ao meio rural catarinense.

Assim que crise se instalou, profissionais da Epagri se mobilizaram para fabricação de máscaras distribuídas aos colegas que precisavam continuar trabalhando, além de hospitais, Defesa Civil, asilos e outras instituições. O Centro de Treinamento da Epagri em São Miguel do Oeste destinou 600 litros de cachaça artesanal que tinha em estoque para ser transformada em álcool 70% num alambique da cidade. Em Curitibanos, uma ação conjunta entre Epagri, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), prefeitura e a família de agricultores Girotto, transformou álcool 46% em 70%.

Outros profissionais da Epagri passaram a recolher óleo usado na vizinhança e produzir em suas próprias casas sabão e outras materiais de limpeza. A produção foi distribuída entre indígenas e outros públicos que manifestaram interesse.

Os extensionistas da Epagri entraram em ação na orientação, criação, organização e divulgação de entregas de alimentos diretamente do produtor na casa dos clientes. O modelo provou-se um sucesso e, na maioria dos casos, persistiu mesmo com o retorno das atividades do comércio.

Com a necessidade de distanciamento social, as atividades da extensão, que são essencialmente coletivas e presenciais, ficaram em risco. A internet foi o caminho mais curto para fazer a mensagem da Epagri ir mais longe e mais rápido. Além de contatos via WhatsApp diretamente entre extensionistas e seus assistidos, as redes sociais começaram a ser usadas para transferir conhecimento e informações aos públicos da Empresa.

Prêmio e certificação

Em 2020 a Epagri foi vencedora em seis categorias do 27º Prêmio Expressão de Ecologia (2020-2019). A Empresa firmou-se como a maior campeã da história da disputa, somando 22 Troféus Onda Verde, contra 18 da segunda colocada. Também foi a instituição mais vezes premiada nesta edição.
A Epagri concorreu com outros 164 projetos inscritos, entre os quais foram selecionados 27 vencedores. Esta é a maior premiação ambiental do país no segmento empresarial com reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente e se destaca como a de maior longevidade ininterrupta.

A Epagri foi premiada por seus trabalhos com meliponicultura, energia solar fotovoltaica, visitação em trilhas da Mata Atlântica, educação ambiental com estudantes, tecnologias para produção leiteira e melhoria produtiva de áreas de caíva.

Já no final do ano, a Epagri foi uma das agraciadas na 10ª edição do prêmio de Certificação e Troféu de Responsabilidade Social – Destaque SC. Promovido pelo Parlamento catarinense e entidades parceiras desde 2011, a iniciativa presta reconhecimento às instituições que tenham ações sociais e para preservação do meio ambiente incluídas em suas políticas de gestão.

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Assessoria de imprensa 
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Fotos: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Em um ano repleto de desafios, Santa Catarina seguiu investindo na produção de alimentos e no fortalecimento do setor produtivo. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural destinou R$ 77,4 milhões para programas de fomento agropecuário, melhoria do processo do produtivo e apoio aos agricultores e pescadores. Foram quase 79 mil famílias beneficiadas em todo o estado.

"A Secretaria da Agricultura mantém vários programas para apoiar os produtores rurais e pescadores de Santa Catarina, facilitando o acesso a recursos para que eles possam investir em melhorias do sistema produtivo ou agregação de valor. Os recursos são colocados à disposição do produtor através do Fundo de Desenvolvimento Rural, com financiamentos sem juros ou auxílio no pagamento de juros e também pelo Programa Terra Boa, que incentiva o aumento de produtividade nas lavouras de Santa Catarina. Os agricultores e pescadores encontram no Governo do Estado um grande apoiador para seguir investindo e produzindo alimentos", destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Além da pandemia do coronavírus, os agricultores catarinenses enfrentaram os impactos de fenômenos climáticos extremos - como o tornado, que atingiu o estado em agosto, e a estiagem que se fez presente ao longo de todo o ano. Para apoiar os produtores rurais e minimizar os danos causados, a Secretaria da Agricultura criou novas linhas de crédito e disponibilizou R$ 43,5 milhões, com apoio da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). Desse total, R$ 8,3 milhões já foram aplicados e 1.068 famílias rurais foram beneficiadas.

Fomento Agropecuário

Com o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), agricultores e pescadores de Santa Catarina têm acesso a financiamentos sem juros para aumento da produtividade, melhoria do processo produtivo, agregação de valor, desenvolvimento da pesca e aqüicultura, aquisição de animais e kits de informática para jovens agricultores. Em 2020, foram R$ 19,7 milhões investidos e mais de 1.800 produtores rurais foram atendidos.

"O ano de 2020 foi um ano atípico e precisamos unir esforços e realocar os recursos para atender as situações emergenciais, como o ciclone bomba, o tornado e a estiagem. Alguns programas foram lançados via FDR para que agricultores e pescadores pudessem reconstruir suas estruturas perdidas ou amenizar os impactos da estiagem. E esse apoio foi fundamental para os produtores rurais de Santa Catarina", ressalta Ricardo de Gouvêa.

Terra Boa

Ao longo de 2020, a Secretaria de Estado da Agricultura investiu cerca de R$ 51,4 milhões no Programa Terra Boa para apoiar a aquisição de sementes de milho, calcário, melhoria de pastagens, apicultura e cobertura do solo.

Com o Terra Boa, os produtores rurais têm uma oportunidade e um incentivo para aumentar a produtividade de suas lavouras. No último ano, a Secretaria da Agricultura apoiou a aquisição de 310 mil toneladas de calcário, 216 mil sacas de sementes de milho, 1.799 kits forrageira, 329 kits apicultura, 1.635 abelhas rainha e 248 kit solo saudável. Os produtores contam ainda com a assistência técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) para melhor aplicação dos recursos.

Subvenção de juros

Outra linha de apoio aos produtores rurais é a subvenção aos juros dos financiamentos contratados junto às instituições financeiras. São cinco frentes de trabalho: Programa de Cobertura de Pomares, Irrigar, Menos Juros, Desenvolvimento da Pecuária de Corte e Armazenar.

Os programas contaram com R$ 6,3 milhões em recursos para pagamento de juros, beneficiando mais de seis mil famílias rurais. O apoio da Secretaria da Agricultura possibilitou o investimento de R$ 630 milhões no meio rural catarinense.

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Fotos: Cristiano Estrela/Arquivo/Secom

As Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC) encerram o ano de 2020 com mais de R$ 400 mil investidos em obras, melhorias estruturais e serviços prestados aos seus usuários. Além disso, estão em andamento projetos e licitações que somam R$ 1,13 milhão em recursos, totalizando R$ 1,5 milhão de investimento da Central entre os anos de 2020 e 2021.

Os investimentos realizados visam atualizar a estrutura, os processos e a gestão de pessoas na central, que estava defasada há anos, na visão do diretor presidente Angelo Di Foggi. “Até o início do governo atual, a Ceasa/SC estava desconectada das políticas do Governo do Estado. Quando assumi a presidência do entreposto, em 2019, o sentimento era de estar em uma empresa com pelo menos 20 anos de atraso. Hoje, nossa equipe atua com o propósito de fazer um trabalho ágil, eficaz e contínuo, de forma estratégica e alinhada com as políticas da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, bem como das empresas Cidasc e Epagri”, destaca Foggi.

A medida mais representativa desse novo momento foi o processo licitatório para prestação de serviços de limpeza, elaboração e execução de Plano de Gestão de Resíduos Sólidos (PGRS) na Ceasa/SC. Pela primeira vez, foi realizado um pregão eletrônico nos 42 anos de história da estatal.

De acordo com a presidente da comissão de licitação, Isabela da Silva Freitas, essa modalidade permite mais celeridade no processo, mais transparência e dá mais oportunidade para as empresas participarem do certame, o que aumenta a competitividade. Além disso, reduz custos de operação.

Para liderar o pregão eletrônico, Isabela passou por capacitação específica na área para obter a habilitação de pregoeira pública. Desta forma, a Ceasa/SC pode se adequar à determinação do Governo do Estado de ser obrigatória a realização de pregão eletrônico para compras desde junho de 2019.

O objetivo de licitar a gestão dos resíduos sólidos foi priorizar a questão socioambiental, adequando o entreposto à Política Nacional dos Resíduos Sólidos. A empresa vencedora da licitação, a Brooks Ambiental, iniciou as atividades na Ceasa/SC no dia 30 de novembro.

Abastecimento se manteve apesar da pandemia

Um dos maiores desafios que a Ceasa/SC enfrentou este ano foi a pandemia de covid-19. A operação do mercado se adaptou rapidamente para seguir as medidas sanitárias recomendadas, com medição de temperatura na entrada, disponibilização de álcool em gel por todo o entreposto e sensibilização dos usuários para o uso correto da máscara e o respeito ao distanciamento social.

Apesar da redução da circulação de pessoas, as doações de alimentos ao projeto Mesa Brasil, do Sesc-SC, foram mantidas. Entre janeiro e outubro de 2020, foram doados mais de 800 mil quilos de alimentos para instituições e famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo projeto, cuja sede fica na unidade de São José da Ceasa/SC.

Reformas estruturais finalmente saíram do papel

Obras de manutenção, adequação e reforma que estavam pendentes saíram do papel em 2020. Foram licitadas, por exemplo, a reconstrução do muro e a adequação da calçada da Ceasa em São José

Em Tubarão, foi realizada a obra no contrapiso do mercado, melhorando a estrutura para os produtores rurais comercializarem seus produtos. Quando houve o ciclone bomba em Santa Catarina, em julho de 2020, o telhado sofreu danos, e logo foram corrigidos. Uma reforma mais ampla está prevista para 2021.

Já em Blumenau, foi feito o projeto para adequação às normas do Corpo de Bombeiros Militar, proporcionando mais segurança.

Além dos investimentos, a Ceasa/SC também arrecadou recursos ao licitar boxes que estavam vagos na unidade de São José. Os boxes 210 e 701 ganharam novos permissionários. Ao todo, foram levantados mais de R$ 313 mil com a licitação desses espaços.

Confira os principais investimentos realizados e previstos

Obras realizadas em 2020

Valor (R$)

Limpeza e Plano de Gestão de Resíduos Sólidos (PGRS)

137.800,00

Adequação Calçada - Unidade São José

115.000,00

Contrapiso - Unidade Tubarão

99.942,41

Reconstrução Muro - Unidade São José

57.947,11

Projeto Bombeiros - Unidade Blumenau

1.708,80

Total

412.398,32

 

Obras em andamento e previstas para 2021

Valor (R$)

Reforma Telhado Pavilhão 2 e 3 - Unidade São José

376.663,87

Construção Muro Lateral - Unidade Blumenau

165.103,96

Restauração da Cobertura do Telhado - Unidade Tubarão

76.346,67

Projeto Bombeiro - Unidade São José

12.272,06

Total

630.386,56

Medidas administrativas modernizaram a gestão

Ações administrativas também contribuíram para a evolução da estatal no sentido de uma gestão mais moderna, ágil e ética.

Foi instituída a Controladoria Interna, com a criação de um cargo para esse fim, com o objetivo de corrigir irregularidades e desvios de conduta. A servidora Denise Lima assumiu a função em agosto de 2020, com o papel de prestar orientações para cumprir as normas de forma clara e transparente.

A Ceasa também aderiu ao Programa de Integridade e Compliance da Secretaria Executiva de Integridade e Governança (SIG).

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Alícia Alão
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Foto: Cristiano Estrela / Arquivo /Secom

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural tem uma nova linha de apoio voltada para os bovinocultores de corte e de leite de Santa Catarina. A intenção é minimizar os impactos da estiagem, apoiando o custeio e os investimentos no fornecimento de água e alimentação animal. Serão R$10 milhões investidos em financiamentos sem juros para produtores rurais. Os recursos são provenientes da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).

"A estiagem prejudicou muito a produção de pastagens, o que impactou diretamente a bovinocultura de leite e de corte. Encontramos uma forma de apoiar os produtores para que eles possam acessar recursos e adquirir alimentação animal ou investir em captação e armazenagem de água. Santa Catarina passou por um longo período de estiagem e, ao longo do ano, criamos programas para minimizar os prejuízos e contemplar várias atividades produtivas. Os produtores rurais encontraram no Governo do Estado um grande parceiro para seguir produzindo", destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Os produtores rurais poderão acessar até R$ 10 mil em financiamentos via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), com prazo de 60 meses para pagamento, com parcelas anuais e sem juros. A primeira parcela deve ser paga em abril de 2022. O novo projeto emergencial é válido para os municípios amparados por decretos municipais de emergência e/ou calamidade pública em função da estiagem/seca.

O crédito está disponível para agricultores familiares, com renda bruta anual de até R$ 180 mil por família.

Pacote de investimentos para minimizar os prejuízos com a estiagem no meio rural

O Projeto Especial de Atendimento Emergencial aos Produtores de Bovinos de Corte e Leite faz parte de um pacote de ações do Governo do Estado para reduzir os impactos da estiagem no meio rural de Santa Catarina. Os produtores rurais contam com seis novas linhas de apoio, com um aporte total de R$ 42 milhões, sendo R$ 15 milhões provenientes da Assembleia Legislativa (Alesc).

Conheça outras ações de combate à estiagem

1. Projeto Especial de Abastecimento de Água para famílias em vulnerabilidade social e de renda do Meio Rural Catarinense

Os produtores rurais em situação de vulnerabilidade social poderão contar com mais um reforço do Governo do Estado para o combate à estiagem. Os financiamentos são via FDR para famílias com renda anual familiar de até R$ 50 mil e apresentam problemas no abastecimento de água. Esse projeto atenderá aos agricultores que normalmente não se enquadram nos programas já existentes da Secretaria da Agricultura por não possuírem Declaração de Aptidão ao Pronaf. Os produtores poderão acessar até R$ 10 mil com cinco anos de prazo para pagar em parcelas anuais e sem juros. O beneficiário que pagar em dia terá um rebate de 70% do valor. O projeto será viabilizado nos municípios amparados por decretos de emergência e/ou calamidade pública em função da estiagem. O valor investido é de até R$ 10 milhões, com recursos pela Alesc.

2. Água para Todos

O Programa já contava com R$ 4,5 milhões de recursos do FDR. A partir desta semana, terá um novo aporte de R$4 milhões para financiamentos de construção de poços, estruturas de armazenagem e distribuição de água. Os financiamentos serão de até R$ 30 mil por produtor ou até R$ 50 mil para projetos coletivos, que poderão ser pagos em até 60 meses, com seis meses de carência e sem juros.

3. Recupera SC – Emergencial

O investimento será feito por meio da subvenção de juros em até 2,5% dos valores contratados pelos produtores rurais na rede bancária, limitados a até R$100 mil por família, com prazo de oito anos para o pagamento. São R$ 4 milhões no total, sendo R$ 3 milhões da Alesc e R$ 1 milhão de recursos do Estado.

4. Apoio às prefeituras

A finalidade é apoiar ações de combate aos efeitos estiagem no meio rural, nos municípios que já decretaram estado de emergência e/ou calamidade. Os repasses são de até R$ 50 mil por município. O valor investido total investido é R$ 5 milhões.

5. Disponibilização de Sementes de Milho

Trata-se de uma iniciativa nos moldes Programa Terra Boa, com articulação das secretarias da Agricultura e da Fazenda, agroindústrias e Fecoagro. O projeto vai viabilizar o replantio de aproximadamente 10 mil hectares de milho nas regiões atingidas. O valor investido é de R$ 4,5 milhões.

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Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

O agronegócio catarinense ganhará mais um diferencial competitivo. O estado contará com um Observatório do Agronegócio, uma estrutura voltada para geração, análise e publicações de informações estratégicas para dar suporte à tomada de decisão às organizações públicas e privadas do setor produtivo. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural investirá R$ 1,5 milhão para operacionalizar o projeto em parceria com a Epagri por meio do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa).

"O Observatório do Agronegócio Catarinense trará uma nova dinâmica para a elaboração de políticas públicas e acesso à informações sobre o setor produtivo catarinense. O projeto irá contemplar diversas áreas do agronegócio, dando suporte não só a Secretaria da Agricultura e suas empresas vinculadas, mas também orientando toda a estrutura da agricultura catarinense. Auxiliando na tomada de decisões mais acertadas e no planejamento estratégico do setor, olhando para o futuro", destaca o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

A intenção da Secretaria da Agricultura é concentrar em um só local as informações relativas à produção agropecuária, mercado, comércio exterior, comércio interestadual, agroindústrias, desempenho do agronegócio, infraestrutura de produção, crédito rural e dados regionalizados. Os índices servirão de base para o planejamento de políticas públicas, novas ações e também poderão ser acessadas por produtores rurais para embasar a tomada de decisões.

O secretário adjunto Ricardo Miotto explica que o Observatório irá funcionar com uma central de informações estratégicas para o agronegócio catarinense e que estará disponível para todos. "A ideia é reunir em um só sistema esse grande volume de dados que temos disponíveis na Secretaria da Agricultura, Epagri, Cidasc, Ceasa e no próprio setor produtivo transformando em informações qualificadas para que os gestores e produtores rurais possam tomar decisões mais acertadas, gerando valor para o agro de Santa Catarina", ressalta.

O projeto prevê a reestruturação técnica do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), com aquisição de equipamentos, capacitação de funcionários e a criação de novos sistemas e aplicativos. A expectativa é de que o Observatório do Agronegócio Catarinense esteja em pleno funcionamento dentro de 36 meses, os primeiros resultados deverão estar disponíveis já em 2021.

A construção do Observatório do Agronegócio Catarinense foi aprovada por unanimidade durante reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Rural (Cederural) nesta sexta-feira, 18.

Agronegócio em SC

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã e cebola; segundo maior produtor de aves e arroz e quarto maior produtor de leite. O agronegócio foi responsável por 72% das exportações catarinenses no primeiro semestre de 2020 e é a base de 31% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

Com cadeias produtivas organizadas e focadas na produção de alimentos de qualidade, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo.

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Foto: Divulgação/Cidasc

O Selo Arte está permitindo a cada vez mais produtos catarinenses a conquista do mercado nacional. Em sua terceira entrega, a concessão agora é para o Frescal de São Joaquim, o primeiro produto cárneo a receber a certificação. A entrega oficial do Selo para os proprietários do estabelecimento foi feita nesta quarta-feira, 16, pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

“É um momento muito importante e é papel do Governo do Estado prover esses recursos, prover essa estrutura para que as empresas cresçam, se desenvolvam, ampliem, gerem riqueza, renda, qualidade de vida no campo. Sorte do Brasil, porque vai poder acessar e consumir um produto catarinense com extrema qualidade, muito saboroso e que vai, sem dúvida alguma, cair no gosto da população do Brasil nos outros estados”, ressalta o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

A obtenção do Selo permite aos produtores rurais a comercialização de queijos, embutidos, pescados e mel em todo território nacional. Para ser considerado artesanal, o produto deve ser individualizado, genuíno e manter as características tradicionais, culturais ou regionais. Além disso, deverá ser regulamentado e reconhecido como artesanal pelo Estado de Santa Catarina.

O estabelecimento deve estar submetido ao serviço de inspeção oficial (municipal, estadual ou federal) para receber a certificação. O frigorífico Frigozan, por exemplo, optou pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE).

Produção artesanal
A família Zandonadi foi pioneira na produção do Frescal de São Joaquim, as atividades iniciaram em 1968. Passada de pai para filho, hoje a empresa conta com a terceira geração da família para atuar nos negócios, e comemora a possibilidade ampliação de mercado. “Desde o começo nós tivemos como objetivo poder comercializar o Frescal de São Joaquim para o país inteiro, a obtenção do Selo Arte é a realização de um sonho. É fruto de muita dedicação, desde os fundadores até os atuais gestores, passando pelos colaboradores e com muito auxílio da CIDASC”, completa o administrador do frigorífico, Fábio Tashima.

O Frescal utiliza como matéria-prima a carne bovina salgada e dessecada, oriunda de fornecedores locais. O gosto característico do produto e que lhe confere um sabor único, é dado pela alimentação dos bovinos a base de pastagem do Planalto Serrano, que possui baixas temperaturas e elevada altitude, garantindo a singularidade do alimento.

Concessão do Selo Arte
A presidente da Cidasc, Luciane Surdi, reforça a oportunidade de mais um produto catarinense poder ser comercializado em todo o país. “Só tem a trazer vantagens para o nosso Estado, para o produtor e para a região serrana, que mais uma vez tem um produto diferenciado no comércio, agora presente em todo o território nacional”, destaca.

A Cidasc, por meio do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DEINP), é responsável por conceder o Selo Arte aos produtos que atenderem aos requisitos previstos nas normativas estaduais e federais. É importante destacar que a certificação é concedida para o produto e não para o estabelecimento.

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Foto: Aires Mariga / Epagri 

Santa Catarina enfrentou entre junho de 2019 e novembro de 2020 um longo período com chuvas abaixo da média, caracterizando a pior estiagem que atingiu o Estado desde 1957. O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apresentou, em reunião on-line nesta segunda-feira, 14, as perdas da agricultura catarinense. O estudo aponta que o milho silagem é a cultura mais atingida, seguida do alho, milho grão e cebola. A boa notícia é que a chuva volta ao Estado nos próximos dias e deve ficar acima da média em janeiro e fevereiro.

O secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, destacou que o objetivo da reunião foi manter os setores ligados à agricultura familiar catarinense bem informados sobre o quadro da estiagem. Ele comemorou a recuperação de algumas cadeias produtivas com o retorno das chuvas.

O diretor de pesquisa da Epagri, Vagner Miranda Portes, lembrou que esta reunião faz parte de uma série de encontros promovidos desde 2019, com o objetivo de antecipar informações de hidrologia, meteorologia e safra, de modo a facilitar a tomada de decisão das pessoas ligadas ao setor agropecuário.

Milho silagem

A região Oeste é a mais atingida, dentro da perda total estimada em -29% para milho silagem no Estado. O estudo aponta que no Oeste as perdas foram altamente significativas, resultando numa silagem de péssima qualidade. A preocupação dos pecuaristas se entende para o ano que vem, pois muitos ficarão sem reservas para alimentar os bovinos.

Milho grão

O milho grão primeira safra acumula -19% de perdas, com expectativa de produção de 2.341.928 toneladas. A região Oeste foi a mais afetada. Lá, o plantio ocorre no início de setembro, mês em que choveu apenas 20% do normal. No Extremo Oeste as quebras também foram grandes, com muitas lavouras apresentando perda total. Muitas lavouras que foram implantadas com o objetivo de colher grão irão passar para o corte da massa ou forrageira para alimentação de rebanhos bovinos. Nas regiões do Planalto Norte e Campos de Lages e em Curitibanos, houve perdas intermediárias, mas significativas, além de atraso e replantio.

Alho

O alho acumula perda estimada de -26% em Santa Catarina até agora, causada pela combinação de granizo e estiagem. Predominam os bulbos de baixo calibre, que têm preço baixo no mercado.

Cebola

A cebola, cultura na qual Santa Catarina é líder nacional de produção, deve sofrer quebra de -18% na safra em decorrência da estiagem, que afetou todas as regiões produtoras. Soma-se a isso o granizo que atingiu plantios na região de Rio do Sul e Ituporanga. Além das perdas estimadas em volume, há a perda de valor comercial dos bulbos de baixo calibre.

Feijão

O feijão primeira safra vem sendo severamente castigado no Extremo Oeste, com prejuízos irreversíveis. É esperada uma perda -8% na produção total do Estado. No Oeste, a situação não é diferente, e muitos produtores desistiram de semear feijão, que provavelmente será substituído pela soja. No Meio-Oeste, o plantio de feijão com fins comerciais ocorre a partir da segunda quinzena de novembro, portanto o plantio será intensificado assim que as condições climáticas forem favoráveis.

Soja

A Epagri/Cepa estima uma perda de -3% na soja catarinense, com expectativa de produção de 2.346.572 toneladas. As lavouras com menores altitudes, mais próximas do Vale do Rio Uruguai, estão em piores condições. Nas regiões com maior altitude ainda é cedo para estimar as perdas, já que os plantios estão atrasados e com problemas de germinação.

Fumo

A produção catarinense de fumo registra até agora perda de -7%. No Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste, as lavouras estão com desenvolvimento muito inferior ao esperado, acarretando em baixa qualidade do produto final. A estiagem prolongada também vem favorecendo ataques severos de pragas.

Pecuária

A situação de abastecimento de água para pecuária estava praticamente normalizada em todo Estado nas duas primeiras semanas de dezembro, com a necessidade de abastecimento suplementar atingindo de forma pontual e isolada algumas propriedades do Oeste e Extremo Oeste. Com isso, os alojamentos de animais nas propriedades foram normalizados.

As pastagens também apresentaram melhoria significativa nos Planaltos Norte e Sul e no Litoral. Na mesorregião Oeste, as pastagens ainda vão demorar um pouco para se recuperar e alcançar a condição de consumo para os animais. Por mais que os produtores estejam replantando milho silagem, essa produção não vai atender à demanda. Neste cenário, a necessidade de complementação da alimentação deve manter elevados os custos de produção de carne bovina e de leite em 2021.

Previsão do tempo

A previsão da Epagri/Ciram é de que a chuva retorne ao Estado nesta semana, mas de forma irregular e mal distribuída geograficamente. Nos meses de janeiro e fevereiro os indicativos são de índices acima da média, sobretudo no Litoral. Desde novembro vem chovendo em Santa Catarina, o que tem ajudado a amenizar a situação de estiagem.

Na segunda-feira, 14, apenas seis, das 40 estações hidrológicas de monitoramento de nível de rios da Epagri/Ciram, apresentavam situação de estiagem. Sendo três em emergência, duas em alerta e uma em atenção. Isto significa que, aos poucos, os níveis dos rios catarinenses vão voltando ao normal, com boas expectativas para os próximos dias. Até 14 de dezembro, ainda não havia sido recuperado o déficit hídrico causado pela estiagem. As regiões mais atingidas ainda tiveram chuva suficiente para a recarga dos aquíferos.

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