Fotos: Divulgação/SAR

Grande polo produtor de grãos, a região Oeste avança também no cultivo de cereais de inverno. As pesquisas para a produção de trigo, triticale e centeio em Chapecó começam a mostrar os primeiros resultados. Os experimentos, realizados em parceria entre Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e cooperativas, buscam avaliar quais são os melhores cultivares e como eles se adaptam em diferentes condições de solo e clima.

Nesta segunda-feira, 27, o secretário de Estado da Agricultura, Altair Silva, acompanhou o andamento do projeto em Chapecó, desenvolvido com o apoio da Cooperalfa. "Tradicionalmente, em Santa Catarina os produtores faziam apenas uma cobertura verde no inverno para facilitar a rotação de cultura. Agora o produtor rural passará a ter mais uma opção de renda, com o plantio de cereais de inverno para produção de ração. A agropecuária catarinense tem crescido muito nos últimos anos e tem importado milho de outros estados para suprir a demanda da nossa cadeia produtiva de carnes e leite. Nós estamos investindo muito nesse projeto e ficamos muito felizes que a iniciativa tem sido bem aceita e os resultados estão avançando. Santa Catarina terá mais uma alternativa, além do milho, para abastecer o nosso agronegócio", destacou Altair Silva.

O campo experimental foi implantado no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Cepaf) e conta com 30 diferentes cultivares - sendo 22 de trigo, cinco de triticale e três de centeio - que serão avaliados quanto a desenvolvimento, produtividade e resistência.

Segundo o coordenador do Projeto de Pesquisa de Cereais de Inverno para Ração, Sydney Antonio Frehner Kavalco, Santa Catarina conta com 85 mil hectares plantados com cereais de inverno; a área ociosa, porém, que poderia ser aproveitada também na entressafra de milho e soja, é de quase 900 mil hectares. "Se conseguíssemos ampliar o cultivo de cereais de inverno para metade dessa área ociosa, teríamos 500 mil hectares plantados e teríamos quase 3 milhões de toneladas produzidas durante o inverno. Essa é a principal alternativa em vista da continuidade da produção e abastecimento da cadeia produtiva de proteína animal, com grãos produzidos em Santa Catarina", explicou.

Pesquisa focada em aumentar a produção de cereais de inverno

As pesquisas para avaliar o desempenho de cultivares de trigo, triticale e centeio fazem parte do Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos e ocorrem em cinco regiões catarinenses. Além de Chapecó, as áreas foram implantadas nos municípios de Jacinto Machado, Canoinhas, Rio do Sul, Turvo e Campos Novos, onde serão avaliados cerca de 30 cultivares em diferentes solos e climas. A ação conta com o apoio da Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), Cooperativa Regional Agropecuária Sul Catarinense (Coopersulca), Cooperalfa e Cooperativa Agroindustrial Cooperja.

Esforço para reduzir as importações de milho

O grande esforço de Santa Catarina para aumentar o cultivo de cereais de inverno se dá pelo imenso consumo de milho da cadeia produtiva de carnes e leite. O agro catarinense consome mais de sete milhões de toneladas do grão por ano e grande parte é importado de outros estados ou países. Na safra 2020/2021, as lavouras do estado sofreram com a estiagem prolongada, além dos ataques da cigarrinha-do-milho, e a produção acabou com uma queda de 27%. As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para uma colheita de 1,8 milhão de toneladas, sendo necessário importar cerca de 5,5 milhões de toneladas do grão este ano.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Um sonho antigo dos produtores rurais catarinenses começa a se tornar realidade. O Governo do Estado iniciou o repasse de recursos para levar internet de qualidade ao meio rural de Santa Catarina. O município de Vargeão será o primeiro contemplado com o convênio de R$ 300 mil que possibilitará a instalação das redes de fibra ótica no campo. O anúncio foi feito durante o roteiro de entregas do governador Carlos Moisés e do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, por 12 municípios nas regiões Oeste e Extremo Oeste, somando R$ 28,4 milhões em investimentos no agronegócio catarinense.

“Internet de alta qualidade é essencial no nosso dia a dia e no meio rural não é diferente. Por isso é com grande satisfação que anunciamos esse repasse. O Governo do Estado tem promovido diversas ações, como essa, para gerar oportunidades nesse meio e fazer com que a agricultura familiar e o agronegócio se fortaleçam ainda mais”, destacou o governador Carlos Moisés.

A intenção do Governo do Estado é investir R$ 50 milhões no projeto de conectividade no meio rural e cobrir boa parte dos municípios com estrutura de fibra ótica. A escolha de Vargeão para dar o pontapé inicial no projeto se dá porque o município é proprietário dos postes por onde passarão os cabos de internet nas áreas rurais, sem necessidade de alteração na legislação.

"Essa é uma das ações prioritárias do Governo do Estado e uma ação que irá gerar uma verdadeira revolução no agro catarinense, aumentando a atratividade do meio rural, dando possibilidades de escolha e estudos para os jovens agricultores. Temos um agronegócio pujante, tecnificado e, assim como as cidades, o interior também precisa estar conectado", comemorou Altair Silva.


Foto: Peterson Paul / Secom

Para expandir o programa, a Secretaria da Agricultura encaminhou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa, que permite que as concessionárias de energia elétrica e de telecomunicações compartilhem a mesma estrutura, especialmente os postes, sem nenhum custo. Segundo o secretário Altair Silva, o aluguel dos postes é hoje um dos maiores impeditivos para a instalação da internet de fibra ótica no interior.

Após a instalação da estrutura de fibra ótica nas estradas rurais, os agricultores contarão com o apoio da Secretaria para fazer a conexão com suas propriedades. O Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) possui uma linha de crédito especial, com financiamentos sem juros, para que os agricultores conectem suas propriedades à infraestrutura de fibra ótica do município.

Entrega de equipamentos

Além do aporte de recursos para a instalação de internet no meio rural de Vargeão, o governador Carlos Moisés e o secretário da Agricultura Altair Silva anunciaram ainda o repasse de R$ 1,8 milhão para os municípios de São Domingos, Galvão, Nova Erechim, Águas Frias, Palma Sola, Saltinho, Santa Terezinha do Progresso, São Miguel da Boa Vista, Nova Itaberaba e Faxinal dos Guedes para aquisição de implementos agrícolas.

Entre os equipamentos estão quatro retroescavadeiras, um trator agrícola, um caminhão e kit apicultura. O maquinário será utilizado para fortalecer a agricultura familiar nos municípios, principalmente na infraestrutura no meio rural. O recurso é do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e será repassado para que as prefeituras façam a aquisição dos materiais.

Investimento recorde para minimizar os impactos da estiagem

O roteiro pelo Oeste e Extremo Oeste foi marcado ainda pelo repasse de R$ 300 milhões para o Programa SC Mais Solo e Água nos próximos três anos. Já em 2021, serão destinados R$ 100 milhões para projetos de captação, armazenagem e distribuição de água, além da conservação de fontes e nascentes.

Embora o Programa SC Mais Solo e Água esteja aberto para todo o estado, é no Oeste e Extremo Oeste que está a maior concentração de investimentos devido à alta procura dos produtores rurais e também às estiagens recorrentes nos últimos anos. Só nas regiões de Xanxerê, Palmitos e Chapecó serão destinados R$ 26,3 milhões para atender 948 projetos.

Os recursos serão utilizados também para aquisição de equipamentos que serão cedidos para as prefeituras reforçarem o abastecimento de água no interior.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br

 


Foto: Divulgação/Epagri

Entres os dias 17 e 21 de setembro, Santa Catarina foi atingida por granizo, que causou danos nas culturas agrícolas das regiões Extremo Sul, Oeste, Meio Oeste e Alto Vale do Rio Itajaí. Levantamento da Epagri indica que tabaco, trigo, milho, pêssego, ameixa, nectarina, erva-mate e pastagens foram as culturas afetadas. Darlan Rodrigo Marchesi, gerente estadual de extensão da Epagri, destaca que, no contexto estadual, os eventos não causaram forte impacto na agricultura. “Mas os agricultores que tiveram seus cultivos atingidos sofreram perdas significativas”, ponderou. A recomendação agora é que os produtores rurais que tiveram prejuízos procurem os escritórios da Epagri em seus municípios, para conhecer as medidas as serem adotadas.

No estado, foram atingidos 611 hectares de tabaco, com perdas entre 20 e 40% nas lavouras afetadas. A cultura do trigo teve perdas próximas a 20% em 400 hectares. No caso do milho, 63 hectares sofreram com o granizo, registrando prejuízos próximos a 15%. Na fruticultura, foram 49 hectares de pêssego, ameixa e nectarina, com perdas que chegam a 85% nos pomares afetados. A erva-mate sofreu perdas de 20% em 200 hectares. No caso das pastagens, 500 hectares sofreram com o evento meteorológico.

Extremo Sul

O Extremo Sul foi uma das regiões mais atingidas pelo granizo. Morro Grande, São João do Sul, Timbé do Sul, Meleiro e Balneário Gaivota foram os municípios mais afetados, com maiores perdas na cultura do tabaco. Cerca de 80 produtores já acionaram o seguro antigranizo, segundo informações obtidas junto à Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). “As lavouras de tabaco atingidas sofreram perdas entre 20% e 40%”, informou Edson Borba, gerente regional da Epagri em Criciúma. Ele explicou que a fase avançada de desenvolvimento das plantas na região deixou essa cultura mais suscetível ao granizo.

Áreas de milho foram afetadas pelo granizo no Extremo Sul, porém em menor proporção, já que as plantas estão em fase inicial de desenvolvimento. Os pomares de maracujá também sofreram, principalmente em Balneário Gaivota, com danos em folhas nos estágios iniciais, mas com possibilidade de recuperação. Cerca de 35 casas do meio rural de São João do Sul e Balneário Gaivota registraram danos em telhados.

Meio-oeste

De acordo com o gerente regional da Epagri em Videira, Jonatan Galio, Lebon Régis, no Meio-oeste do Estado, registrou danos em 10 hectares de alho e 12 de cebola, com perdas de 10% e 5%, respectivamente, com possibilidade de recuperação. “Já em Fraiburgo, cerca de 49 hectares de pêssego, ameixa e nectarina registram danos severos, chegando a perdas entre 80% e 85% de produtividade”, enumerou o gerente. Estes danos foram ocasionados pela derrubada dos frutos e perda da qualidade. A cultura da maçã, que está em fase de floração, não sofreu danos significativos com os episódios recentes de granizo.

Cerca de 300 famílias do meio rural foram atingidas em Timbó Grande, com relatos de danos em residências, galpões e abrigos de cultivo protegido, entre outras estruturas. Os cultivos mais afetados foram uva – com desfolha severa em estágio inicial de brotação – e erva-mate, que teve 200 hectares também desfolhados, causando 20% de perdas. Ainda neste município, três estabelecimentos de morango foram afetados e 500 hectares de pastagens de inverno danificadas com desfolha moderada a severa.

Oeste

“Na região Oeste, Coronel Freitas foi o município mais atingido pelo granizo, com perdas da ordem de 15% no cultivo de tabaco”, descreveu o gerente regional da Epagri em Chapecó, Mário Jovino. “Além disso, cerca de 400 hectares de trigo foram afetados, com perdas de 20%, decorrentes do tombamento de plantas e debulha de grãos. Em Planalto Alegre, também foram registradas perdas próximas a 25% e 15% nos cultivos de tabaco e milho, respectivamente”, completou Jovino.

Alto Vale e Planalto Sul

Na região do Alto Vale do Rio Itajaí, lavouras de fumo foram afetadas nos municípios de Vitor Meireles e Rio do Campo. “Como nestes locais as plantas são mais jovens, os danos foram menores e com maior possibilidade de recuperação”, informou o gerente regional da Epagri em Rio do Sul, José Márcio Lehmann.

Relatos dos agricultores e das lideranças do setor revelam que, na região de Lages, no Planalto Sul, o granizo ocorreu principalmente em áreas urbanas. Os municípios mais atingidos foram Anita Garibaldi, Palmeira, Painel, Capão Alto, Campo Belo do Sul, Lages, Otacílio Costa e Correia Pinto.

Recomendações

“Os agricultores afetados devem procurar orientação técnica nos escritórios da Epagri, para encaminhar os procedimentos e manejos pertinentes” recomendou Darlan. Segundo ele, é necessário verificar a possibilidade de enquadramento no Proagro, nos casos de lavouras financiadas, ou no Seguro Agrícola.

Darlan relatou ainda que, para minimizar os danos no tabaco e erva-mate, a orientação é antecipar a colheita quando possível. Na fruticultura, é importante adotar manejo de doenças que possam acometer as plantas feridas pelo granizo. Nas lavouras de milho, a recomendação é acompanhar a densidade de plantas, verificando a necessidade ou não de ressemeadura e, quando possível, antecipar a adubação de cobertura.

Segundo Clóvis Levien Correa, meteorologista da Epagri/Ciram, os episódios de granizo em setembro foram ocasionados pela formação de um Cavado (área alongada de baixa pressão) e pelo Jato Subtropical em altos níveis da atmosfera. “Esta combinação favoreceu a formação de nuvens de desenvolvimento vertical, chamadas de supercélulas, que proporcionam vento forte e granizo, entre outros fenômenos”, destacou Clóvis. O meteorologista alertou que a primavera é um período propício para ocorrência de granizo, por isso a recomendação é para que os agricultores fiquem ainda mais atentos à previsão do tempo nesta estação do ano.

Informações e entrevistas
Darlan Rodrigo Marchesi, gerente estadual de extensão da Epagri
(48) 36655297 / 98800-6558

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista
(48) 3665-5147 / 99989-2992


O governador Antônio Carlos Konder Reis discursa na inauguração - Fotos: Arquivo/Ceasa/SC

As Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC) completam 45 anos de fundação em 29 de setembro. Para marcar a data, está programada uma série de atividades para contemplar os diversos públicos atendidos pelas centrais. A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), por proposição do deputado estadual José Milton Scheffer, realizará ato solene para marcar o evento. “É com grande satisfação que comemoramos essa data. Estamos organizando atividades que sejam marcantes para nossos públicos, para que sintam orgulho de fazer parte da nossa história”, afirmou o diretor-presidente Gilmar Germano Jacobowski.

Na sede da Ceasa/SC, em São José, estão programadas ações com o apoio do Sesc Santa Catarina, entidade parceira com o programa Mesa Brasil. O objetivo é entreter e prestar serviços aos usuários da Ceasa/SC - produtores rurais, permissionários, caminhoneiros, compradores, movimentadores de carga, colaboradores e demais frequentadores da central.

Na manhã da quarta-feira, dia 29 de Setembro, estão previstos: show da prevenção, com o grupo Amigos do Samba; Spa Online Energia Positiva com meditação, yoga e dança; voluntárias distribuindo material de prevenção ao câncer de mama; roda de conversa Setembro Amarelo e Outubro Rosa; leitura de um poema e um conto (A experiência e a importância da leitura); divulgação de serviços do Sesc e confecção de carteirinhas. Além disso, a banda Arte Show vai circular entre os pavilhões.

História

A Ceasa/SC é uma sociedade de economia mista fundada em 29 de setembro de 1976, de acordo com as normas do Sistema Nacional de Centrais de Abastecimento - Sinac. A sede da Ceasa/SC foi inaugurada em março de 1978, próximo à BR-101 e ao trevo de Barreiros, em São José, espaço que ocupa até hoje.

Na época, tinha como gestora a Companhia Brasileira de Abastecimento (Cobal) como representante do governo federal e acionista majoritário (51%). A partir de 1989, as ações e encargos pertencentes à Cobal foram doados à Ceasa/SC, que passou a ser vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural (SAR) e a ter como acionista majoritário o Governo do Estado de Santa Catarina.

Hoje a Ceasa/SC possui três unidades que estão localizadas em São José (sede), Blumenau e Tubarão. Tem papel essencial para os catarinenses no abastecimento de hortifrutigranjeiros, uma vez que  organiza a comercialização desses insumos. Promove a aproximação de produtores rurais da agricultura familiar, comerciantes e atacadistas, proporcionando infraestrutura física e logística para esse mercado, visando a disciplinar o abastecimento urbano, eliminando o excesso de intermediação e manipulação, permitindo a oferta de produtos de melhor qualidade e mais acessíveis à população.

Informações adicionais para a imprensa:
Alícia Alão
Assessoria de Comunicação da Ceasa 
(48) 3378-1725
comunicacao@ceasa.sc.gov.br

 Fotos: Julio Cavalheiro/Secom

A agricultura familiar de Santa Catarina contará com R$ 300 milhões em investimentos para minimizar os impactos da estiagem nos próximos três anos. Já em 2021, serão destinados R$ 100 milhões para o Programa SC Mais Solo e Água, que apoia a captação, armazenagem e distribuição de água, além da conservação de fontes e nascentes. Em roteiro pelo Oeste e Extremo Oeste, a partir desta quinta-feira, o governador Carlos Moisés e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, oficializam o repasse de recursos para famílias das regiões de Xanxerê, Palmitos e Chapecó. 

"Precisamos ser muito resilientes e estar preparados para todas as situações, seja de muita chuva ou de estiagem. Os mananciais precisam ser preservados e devemos ter boas práticas de distribuição e de conservação do solo. É um projeto não apenas para o presente, mas também para as futuras gerações. É o maior programa da história catarinense para reservação de água. E essa água é a garantia de produção, renda, desenvolvimento e geração de emprego em Santa Catarina", ressalta o governador. 

Embora o Programa esteja aberto para todo o estado, é no Oeste e Extremo Oeste que está a maior concentração de investimentos devido à alta procura dos produtores rurais e também às estiagens recorrentes nos últimos anos. Só nas regiões de Xanxerê, Palmitos e Chapecó serão destinados R$ 26,3 milhões para atender 948 projetos.  

"Esse é um marco no agronegócio catarinense. Estamos assinando os primeiros contratos do maior programa voltado para minimizar os impactos da estiagem em Santa Catarina. É uma conquista muito grande para o Governo do Estado, Secretaria da Agricultura e produtores rurais que poderão ter mais autonomia e segurança para seguir investindo e ampliando a produção de alimentos", destaca o secretário da Agricultura Altair Silva.

Nos dias 23, 24 e 25 de setembro, o governador Carlos Moisés e o secretário da Agricultura Altair Silva irão percorrer 12 municípios para divulgar os novos programas e também realizar a assinatura de contratos com produtores rurais de Passos Maia, Abelardo Luz, Faxinal dos Guedes, Romelândia, Pinhalzinho, Saltinho, Bom Jesus do Oeste, Serra Alta, Sul Brasil, Modelo, Nova Erechim e Campo Erê. 

“Temos muita dificuldade com água e isso piora na época de estiagem. Temos 23 vacas que produzem em média de oito a nove mil litros de leite por mês. O recurso do Governo do Estado vem auxiliar no desenvolvimento da propriedade, ajudar no bem estar dos animais e também vai trazer  melhorias de renda para família. Agora podemos pensar em aumentar o número de animais e consequentemente a produção de leite. Só temos a agradecer pelo projeto que vem ajudar os pequenos agricultores. É um grande apoio que vai garantir a continuidade do trabalho e a permanência na agricultura”, relata Eduardo Cancelli, um dos beneficiados pelo programa na cidade de Passos Maia.

Eduardo Cancelli é um dos beneficiados pelo Programa - Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Na propriedade do Jandir Ferla, em Nova Erechim, a falta de água sempre foi o maior desafio para ampliar a produção de aves. O Programa SC Mais Solo e Água possibilitou a construção de uma cisterna com capacidade para mil metros cúbicos de água, um estoque para enfrentar os períodos de pouca chuva. "A cisterna vai resolver uma das nossas maiores dores de cabeça, que é o medo de ficar sem água. Vamos ter um estoque de água e isso dá muito sossego para trabalhar e produzir”, conta. 

Agilidade na disponibilização de recursos

O Programa SC Mais Solo e Água marca ainda a agilidade do Governo do Estado, Secretaria da Agricultura e Epagri na operacionalização das políticas públicas. Em apenas 60 dias, foram elaborados mais de dois mil projetos de investimentos nessa linha de apoio, no valor de R$ 62 milhões.  

Segundo a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, as entregas representam uma grande conquista para os catarinenses e demonstram a capilaridade da empresa em todo o estado. "Para a Epagri é um orgulho esta entrega. Nossos técnicos tinham até o final de novembro para viabilizar os projetos que deram origem aos contratos e conseguimos fazer isso até a metade de setembro. Isso é uma alegria para nós, porque mostra que a política pública veio ao encontro das necessidades dos agricultores e a Epagri teve a capacidade de responder de forma rápida e profissional”.

Programa SC Mais Solo e Água

O Programa SC Mais Solo e Água agrega os Programas Prosolo e Água SC e o Investe Agro SC – Água para o Campo. É a soma de duas linhas de ação executadas na Secretaria da Agricultura: financiamentos sem juros para produtores rurais e subvenção de juros de financiamentos contratados junto ao agente bancário. 

Com o Prosolo e Água, além de oferecer financiamentos sem juros, a Secretaria de Estado da Agricultura garante a subvenção entre 50% e 75% nos investimentos voltados para captação, armazenagem e distribuição de água. Ou seja, o agricultor irá pagar apenas metade ou um quarto do valor financiado.

Na linha Água para Todos, os produtores têm acesso a até R$ 100 mil, sem juros e com quatro anos de prazo para pagar. Podem ser feitos investimentos em captação, armazenagem, tratamento e distribuição de água na propriedade rural. Os beneficiários adimplentes terão uma subvenção de 50% no valor das parcelas, em outras palavras, o governo do Estado pagará metade do financiamento.

Apoio extra para famílias em vulnerabilidade social e de renda 

As famílias em situação de vulnerabilidade social e de renda terão um apoio ainda maior. O limite será de R$ 20 mil, sem juros e com quatro anos de prazo, e o bônus chega a 75% em caso de pagamento das parcelas em dia. Nesse caso, se o produtor acessar o valor máximo do financiamento (R$ 20 mil), ele irá pagar apenas R$ 5 mil, sendo o restante garantido pela Secretaria da Agricultura.

Investimento na conservação de fontes e nascentes 

Os produtores rurais contam com apoio, também, para isolamento e recuperação de mata ciliar, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento e cobertura do solo. Na linha Cultivando Água e Protegendo o Solo, estão disponíveis financiamentos de até R$ 30 mil, sem juros e com quatro anos para pagar, sendo um ano de carência. Os beneficiários adimplentes receberão subvenção de 50% no valor das parcelas.

Subvenção aos juros de financiamentos

A Secretaria da Agricultura ampliou, também, os limites para o programa Investe Agro SC - Água para o Campo. Os produtores podem acessar até R$ 150 mil, com a subvenção de juros de até 3% e repasse em uma única parcela para os beneficiários. São incentivados projetos de captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água para utilização na propriedade.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Fotos: Ricardo Wolffenbüttel / Secom  

O governador Carlos Moisés debateu com autoridades públicas e um representante da iniciativa privada ações de prevenção à peste suína africana (PSA) na tarde desta quarta-feira, 22, em Florianópolis. O Governo do Estado vem intensificando as atividades de defesa agropecuária após a notificação dos primeiros focos da doença nas Américas. Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. Além do governador, participaram do encontro o secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, Altair Silva, o presidente da Cidasc, Plinio de Castro, e o gerente executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima.

Segundo o governador, o momento é de atenção. Ele lembra que não há casos notificados no Brasil desde a década de 1980. Apesar disso, a peste suína africana está presente em mais de 50 países, entre eles a República Dominicana e o Haiti - estes são os primeiros registros da doença no continente americano em mais de 30 anos.

“Estamos atentos a essa situação. Santa Catarina possui um status sanitário diferenciado e precisamos lutar para mantê-lo. Nossa economia depende fortemente do agronegócio, portanto estamos intensificando os trabalhos a fim de evitar que a doença retorne e traga prejuízos financeiros ao nosso Estado”, afirma o governador.

:: Mais fotos no álbum 

Peste Suína Africana

Uma campanha educativa será desenvolvida em parceria do setor público com a iniciativa privada para comunicar as formas de se evitar a transmissão da doença. A PSA é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. Considerada pela OIE como uma das doenças mais relevantes para o comércio internacional de produtos suínos, a PSA afeta somente suínos. A última ocorrência de PSA no Brasil foi registrada em 1981 e, desde 1984, o país é livre de peste suína africana.

“Nossos esforços estão voltados para manter a saúde de nossos rebanhos. Vivemos um período delicado e precisamos da colaboração de todos os catarinenses. Temos certeza de que juntos conseguiremos proteger Santa Catarina e manteremos nossa missão de produzir alimentos de qualidade”, diz o secretário Altair Silva.

Impacto na economia

O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famílias integradas no campo. A produção catarinense é exportada para mais de 150 países, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

Informações adicionais para imprensa:
Leonardo Gorges
Assessoria de Imprensa
Secretaria Executiva de Comunicação - SECom
E-mail: leonardogorges@secom.sc.gov.br 
Fone: (48) 3665-3045
Site: www.sc.gov.br 

 


Foto: Divulgação/SAR

Com sua economia baseada no agronegócio, Santa Catarina integra ações de defesa e segurança pública para proteger o setor produtivo. Uma parceria inédita entre Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina (PMRv) pretende reforçar as ações de fiscalização para evitar o transporte de cargas ou animais que possam colocar em risco o agronegócio catarinense.

A intenção é integrar a defesa agropecuária no radar de inteligência da Polícia Rodoviária Estadual. A Cidasc terá acesso às imagens de câmeras de OCR e, em alguns locais, será possível até mesmo o compartilhamento da estrutura dos postos policiais. "Essa é a união perfeita que trará mais segurança aos nossos colaboradores da Cidasc, mais robustez aos nosso sistema de defesa e ganhos extraordinários para a economia catarinense", comemorou o secretário da Agricultura Altair Silva.

A parceria contempla ainda o treinamento de policiais em questões ligadas ao agronegócio, para que eles atuem também como agentes de defesa agropecuária. Segundo o Comandante da Polícia Militar Rodoviária, coronel Marcelo Egídio Costa, a união da PMRv e Cidasc trará mais segurança para o setor produtivo catarinense e engrandece as duas instituições.

"Nós sabemos da importância do agronegócio, da pujança do setor e do papel para a nossa economia. E nós queremos passar a mensagem de que a Polícia Rodoviária está ao lado da Cidasc, trazendo um ambiente de ordem também à defesa agropecuária catarinense", destacou o coronel Marcelo Egídio Costa.

O primeiro marco dessa integração será em Chapecó, com a construção de um posto rodoviário já com a presença da Cidasc, para ampliar a eficiência na fiscalização agropecuária. "Esse é um exemplo para todo o país. Nós vamos interligar duas grandes instituições, usar a inteligência da Polícia Militar e a nossa força de trabalho para defendermos os catarinenses e o nosso agronegócio", afirmou o presidente da Cidasc, Plínio de Castro.

Reforço na defesa

A união de esforços entre Secretaria da Agricultura, Cidasc e Polícia Militar acontece justamente no momento em que Santa Catarina está ampliando as ações de defesa agropecuária para proteger o rebanho contra a peste suína africana (PSA).

A doença está presente em mais de 50 países, entre eles a República Dominicana e o Haiti - primeiros registros no continente americano desde a década de 1980. A PSA é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade.

 

Informações adicionais:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/(48) 99998-0907
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/
www.instagram.com/agriculturaepescasc

 


Foto: Divulgação/SAR

Santa Catarina dá mais um importante passo para levar internet de qualidade para o campo. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou por unanimidade nesta terça-feira (21) o projeto de lei enviado pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural que garante investimentos de R$ 50 milhões na conectividade no meio rural. Este é um dos principais compromissos assumidos pelo governador Carlos Moisés e pelo secretário Altair Silva nesta gestão.

“A internet de alta qualidade conecta ao mundo o homem do campo, responsável por grande parte da riqueza catarinense, e vai aumentar a competitividade. O governo do Estado tem promovido diversas ações para gerar oportunidades no meio rural e fazer com que a agricultura familiar se fortaleça ainda mais”, destacou o governador.

"Trata-se de levar internet de qualidade ao meio rural. Com o avanço da agricultura, é fundamental para o agricultor estar conectado. Do manejo mecanizado e robotizado da agricultura, ao incentivo à permanência do jovem no campo, tudo passa pela conexão entre pessoas e empresas", afirmou o secretário da Agricultura.

O projeto, que ainda tem de ser votado em plenário, tem a intenção de isentar cobranças no compartilhamento de infraestrutura, especialmente postes (usados por concessionárias de energia e de telecomunicações), a fim de baratear e, portanto, incentivar a expansão de redes de fibra ótica no meio rural.

Segundo Altair Silva, a aprovação unânime na CCJ é o primeiro grande passo para que o projeto seja implantado no estado. "Facilitar a passagem do cabeamento a todos os municípios catarinenses, sem cobrança por uso de poste, vai resultar em um benefício imenso para os cidadãos em geral e a agricultura em particular".

Hoje a falta de acesso à Internet é um dos grandes entraves da agricultura catarinense. Com o projeto, os agricultores poderão acessar serviços públicos, emitir documentos, participar de redes de comercialização, manter contato com clientes, fornecedores e outros atores das cadeias produtivas das quais fazem parte. Além disso, poderão estudar, capacitar-se e buscar informações que possibilitem ampliar a visão de seu negócio.

As ações para levar a conectividade ao meio rural contemplam ainda investimentos para viabilizar a instalação nos municípios. A expectativa é de que sejam destinados R$ 50 milhões para atender mais de 20 municípios. Os cabos de internet passarão nas principais estradas rurais de Santa Catarina e a Secretaria da Agricultura dará o suporte para que os produtores consigam fazer a conexão com suas propriedades.

O Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) possui uma linha de crédito especial, com financiamentos sem juros, para que os agricultores conectem suas propriedades à infraestrutura de fibra ótica do município. "É um grande programa, uma ação de Estado, para levarmos internet para o campo. Vamos gerar uma revolução no agro catarinense, aumentando a atratividade do meio rural, dando possibilidades de escolha e estudos para os jovens agricultores. Assim como as cidades, o Interior também estará conectado", comemorou Altair Silva.

 

Informações adicionais:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/(48) 99998-0907
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/
www.instagram.com/agriculturaepescasc

 


Foto: Aires Mariga/Epagri

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural irá destinar R$ 1 milhão para a instalação de Sistema Antigranizo na região do Alto Vale do Rio do Peixe ainda este ano. A intenção é atender onze municípios e reduzir os prejuízos causados pelo granizo na produção de frutas. O projeto apresentado pelo secretário Altair Silva foi aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Rural (Cederural) nesta terça-feira, 21.

"Vamos destinar recursos para atender aos municípios com o sistema antigranizo. Nossa intenção é que, em 2022, esse aporte se repita para protegermos o trabalho dos nossos agricultores e manter a qualidade da fruticultura catarinense", destacou o secretário da Agricultura.

O Sistema Antigranizo é uma grande demanda dos produtores catarinenses para evitar perdas de safra devido às intempéries climáticas. O modelo utilizado em Santa Catarina traz benefícios também para a população em geral, já que protege a infraestrutura industrial e residências. Dados históricos comprovam que a região é suscetível à ocorrência de granizo, que ocorrem em média e alta intensidade, causando danos econômicos para a cadeia produtiva.

Com o valor de R$ 1 milhão, a Secretaria da Agricultura irá atender os municípios de Videira, Caçador, Calmon, Lebon Régis, Macieira, Matos Costa, Rio das Antas, Timbó Grande, Fraiburgo, Tangará e Pinheiro Preto. Serão 54 geradores antigranizo instalados. Os municípios atendidos são grandes produtores de frutas de clima temperado, principalmente maçã, pera, ameixa, pêssego e uva. Segundo informações do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), são mais de 5,5 mil produtores dedicados à fruticultura na região, com 22,7 mil hectares plantados. A atividade gera em torno de R$ 660,9 milhões para os produtores rurais do Alto Vale do Rio do Peixe.

Como funciona o Sistema Antigranizo

O modelo utilizado em Santa Catarina de sistema de controle do granizo utiliza conjuntamente informações de radar meteorológico, monitoramento com estações meteorológicas de superfície, radio sonda e modelagem numérica, para detectar a possibilidade de formação de nuvens de granizo na região protegida.

Uma vez confirmada a possibilidade de formação do granizo, o sistema de combate é acionado. Ele é composto de uma rede com geradores de solo que cobrem toda a área protegida e liberam partículas de iodeto de prata na atmosfera. Ao redor destas partículas, agregam-se partículas de água formando pequenas gotas de chuva ou pequenos cristais de gelo, que ao caírem reduzem de tamanho e atingem o solo na forma liquida ou de minúsculas pedras de gelo. Isso evita os danos e estragos nas cidades protegidas.

 

Informações adicionais:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/(48) 99998-0907
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/
www.instagram.com/agriculturaepescasc


Foto: Divulgação / SAR  

Os programas de fomento agropecuário da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural foram o grande destaque da reunião da diretoria da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic) nesta segunda-feira, 20. O secretário Altair Silva apresentou os projetos e ações previstas para este ano às lideranças do município e reforçou o apoio aos produtores rurais da região Oeste.

"Vivemos um momento de integração do Governo do Estado com a iniciativa privada. Apresentamos os programas da Secretaria da Agricultura, principalmente as ações para levar internet para o meio rural e melhoria da energia elétrica. Além de mostrarmos os programas voltados para a reservação de água nas propriedades. Foi uma reunião muito produtiva, recebemos sugestões das entidades para fortalecer ainda mais os programas para minimizar os impactos da estiagem e preservação de nascentes", ressalta o secretário da Agricultura Altair Silva.

Em 2021, a Secretaria da Agricultura reformulou seus programas de apoio aos produtores rurais e pescadores e prevê investir mais de R$ 340 milhões para fomentar o agronegócio catarinense e minimizar os impactos da estiagem. Os produtores e pescadores podem acessar linhas de crédito facilitado, além de programas de regularização fundiária e defesa agropecuária.

São cinco frentes de atuação: financiamentos sem juros; subvenção de juros de financiamentos contraídos junto aos agentes bancários; políticas públicas para jovens e mulheres; apoio para cuidar do solo e conservar água e apoios emergenciais. Esta é uma evolução das várias linhas disponíveis ao longo dos últimos anos.

Além disso, o Governo do Estado irá investir R$ 300 milhões nos próximos três anos para minimizar os impactos da estiagem em Santa Catarina. Este ano, serão R$ 100 milhões divididos em R$ 70 milhões para reforçar os programas de armazenagem, captação e uso de água, além de conservação do solo e recuperação de fontes e nascentes, e R$ 30 milhões para aquisição de equipamentos que darão suporte a essas ações nos municípios.
A região de Chapecó será uma das grandes beneficiadas com os projetos, já que é um grande polo produtor e um local que sofre com as recorrentes estiagens.

Novos projetos

O secretário Altair Silva destacou ainda os novos projetos que estão na pauta do Estado: melhoria da energia elétrica e, principalmente, levar internet de qualidade ao meio rural catarinense.

A intenção do governador Carlos Moisés é investir R$ 50 milhões e cobrir 20 municípios com estrutura de fibra ótica. Está em tramitação na Assembleia Legislativa um projeto de lei, elaborado pela Secretaria da Agricultura, autorizando as concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica a compartilharem sua infraestrutura para a passagem de cabos do serviço de telecomunicação nas áreas rurais, sem nenhum custo.

As ações para levar a conectividade ao meio rural contemplam ainda investimentos para viabilizar a instalação nos municípios. Os cabos de internet passarão nas principais estradas rurais de Santa Catarina e a Secretaria da Agricultura dará o suporte para que os produtores consigam fazer a conexão com suas propriedades.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br