Fotos: Mauricio Vieira / Secom

Depois de passar por Chapecó e Concórdia, o governador Carlos Moisés encerrou a agenda da semana em Campos Novos, na tarde desta sexta-feira, 6. No saldo do trabalho nos três municípios, houve a liberação de 360 equipamentos agrícolas, compromisso para entrega de kits de transposição, liberação de recursos do projeto Recuperar e crédito para a expansão de uma granja de suínos, totalizando mais R$ 31 milhões em investimentos.

No último compromisso, em Campos Novos, Carlos Moisés participou da liberação de um crédito de aproximadamente R$ 10 milhões em financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para construir cinco novos galpões e duplicar a produção de suínos na Granja dos Pinheiros, da Copercampos. O governador também confirmou a entrega de 159 máquinas para a agricultura, que irá beneficiar 41 municípios catarinenses, que somam R$ 4,7 milhões. O investimento é resultado de emendas parlamentares de todos os deputados federais e senadores para o orçamento de 2019 do Governo Federal. Os atos ocorreram na sede da Associação Empresarial, Rural e Cultural Camponovense (Acircan) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

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"Quem trabalha no campo não tem sábado, não tem domingo, não tem férias. Nós estamos aqui para honrar quem produz e gera riqueza para Santa Catarina. Vejo esta região crescer muito e precisamos fazer investimentos", declarou Carlos Moisés. O governador destacou o AgroConsciente, programa do Estado para incentivar a produção sustentável e responsável na agricultura. "Nossa preocupação não é só com a terra, o ar e a água, mas também com a saúde de quem está lá no campo trabalhando, com as pessoas."

O presidente do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra, frisou a importância do investimento realizado pela instituição em Campos Novos, já que Santa Catarina é o maior exportador de carne suína do Brasil. "Este projeto com a Copercampos é de grande importância para o estado e o país. A cooperativa há muito tempo é parceira do BRDE. Com os novos galpões, a produtividade da cooperativa irá duplicar", destacou Dutra.

Kits de transposição com material usado na obra da Hercílio Luz

Ainda em Campos Novos, o governador assinou termos de compromisso para a instalação de cinco kits de transposição metálicos, com três para Abdon Batista e dois para Zortéa. As implantações fazem parte do aproveitamento do material resultante das obras de restauração da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Elas irão substituir estruturas precárias nos municípios.

"Agora as prefeituras vão construir as cabeceiras das pontes. Quando ficarem prontas, poderão entrar em contato conosco para buscar os kits e fazer a montagem", afirmou o chefe da Defesa Civil do Estado de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior.

Em Abdon Batista, dois kits serão instalados na localidade de Santa Catarina e outro em Santa Terezinha. Em Zortéa, as comunidades beneficiadas serão as de Baratieri e Água Santa.

Também participaram dos atos o chefe da Casa Civil, Douglas Borba, o diretor vice-presidente da Copercampos, Claudio Hartmann, prefeitos e deputados.

Trabalho em Concórdia e Chapecó

Mais cedo, em Concórdia, o governador liberou a primeira parcela do convênio firmado pelo projeto Recuperar com os municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Gestão Ambiental Participativa do Alto Uruguai (Lambari). Carlos Moisés assinou ainda termos de compromisso para aquisição de kits de transposição, anunciou a entrega de novos tratores para nove municípios catarinenses e participou da assinatura da ordem de serviço da Casan para três obras no município.

A agenda no Oeste iniciou na quinta-feira, em Chapecó, onde o governador anunciou a entrega de 192 equipamentos agrícolas, somando R$ 8,4 milhões. No total, o investimento é de cerca de R$ 26,6 milhões, em 495 máquinas a serem entregues em Chapecó, Concórdia, Campos Novos e Florianópolis, com contrapartida de R$ 585 mil do Governo do Estado. A Secretaria de Estado da Agricultura fará contato com todas as prefeituras contempladas para a transferência dos veículos agrícolas e implementos.

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Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina aumentou ainda mais sua participação internacional e alcançou o maior volume e faturamento desde 1997, quando começaram as análises de dados de exportação. Ao longo do ano, foram 373,5 mil de toneladas embarcadas, gerando um faturamento de US$ 766,4 milhões. Boa parte das mercadorias vai para o mercado chinês.

"O agronegócio de Santa Catarina vive um momento muito bom, principalmente o setor produtivo de carnes. Os produtos catarinenses já são reconhecidos em todo o mundo como sinônimo de qualidade, temos a confiança do mercado internacional e grandes diferenciais devido ao cuidado com a saúde do nosso rebanho. Colhemos agora o resultado de muito trabalho e investimento para manter a sanidade animal e a excelência da produção catarinense", destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Santa Catarina responde por 57% de toda a exportação nacional de carne suína. A alta nos embarques para a China é explicada pela grave crise enfrentada na suinocultura chinesa, devido ao surto de peste suína africana no país. No acumulado do ano, a quantidade vendida para o mercado chinês aumentou em 42,5% e o faturamento em 63,8%.

Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, provavelmente a China demorará alguns anos para recompor seu nível de produção, o que se apresenta como uma grande oportunidade para o Brasil e em especial para Santa Catarina.

De janeiro a novembro de 2019, China e Hong Kong responderam por 60% de todo o faturamento com as exportações catarinenses de carne suína. Santa Catarina mantém relações comerciais com outros importantes mercados, alguns deles são considerados os mais exigentes do mundo como Chile, Rússia, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Habilitação de novas plantas

No início de novembro, as autoridades sanitárias da China habilitaram mais sete plantas frigoríficas catarinenses a exportar subprodutos de carne suína para o país asiático. As estimativas são de que o estado aumente seu faturamento em US$ 15 milhões (cerca de R$ 60 milhões) por mês com os novos embarques.

Diferenciais de Santa Catarina

Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pela qualidade do seu agronegócio e o cuidado com a saúde animal e vegetal. É o único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e área livre de peste suína clássica. Esses são requisitos fundamentais para acessar os mercados mais competitivos.

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Produtores rurais de 89 municípios catarinenses serão beneficiados com 192 novos equipamentos agrícolas. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Moisés e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, em ato realizado na cidade de Chapecó, na tarde desta quinta-feira, 5. O maquinário foi adquirido com recursos do Governo Federal, destinados por emendas parlamentares de deputados federais e senadores catarinenses.

"Nesta licitação, a equipe da Secretaria de Estado da Agricultura conseguiu economizar mais de R$ 3 milhões. Com esse dinheiro, vamos comprar mais equipamentos para beneficiar mais municípios", destacou Carlos Moisés. O governador enalteceu a sensibilidade dos deputados e senadores que viabilizaram o repasse. "A gente tem um olhar carinhoso por esta região. Sabemos das demandas, conhecemos as prioridades e estamos viabilizando investimentos importantes com recursos próprios", acrescentou.

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Além do anúncio feito em Chapecó, outros equipamentos serão destinados a mais municípios catarinenses nesta sexta-feira, 6, em atos em Concórdia e Campos Novos. Há, ainda os que serão entregues em Florianópolis. No total, o investimento é de cerca de R$ 26,6 milhões, em 495 máquinas. Todos os 183 municípios contemplados vão retirar a aparelhagem até o dia 20 de dezembro.

Conforme o secretário Ricardo de Gouvêa, a renovação do maquinário deve impulsionar o setor agropecuário catarinense a partir de 2020. "A parte mais importante do trabalho é fazer os equipamentos chegarem lá na ponta, nas propriedades rurais. A agricultura já vem apresentando resultados muito positivos neste ano. É uma frota nova para ajudar o produtor e os prefeitos, que estão há muito tempo aguardando", destacou o secretário.

Também participaram do ato o chefe da Casa Civil, Douglas Borba, prefeitos de 47 municípios, secretários municipais, deputados e vereadores, além de representantes do Governo Federal.

Os recursos das entregas anunciadas em Chapecó vieram de emendas de 2018 dos parlamentares da bancada federal catarinense.

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A coordenadora do laboratório, Cileide Coelho. Foto: Cristian Malinoski / Udesc

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) inaugurou nesta quarta-feira, 4, o Laboratório Oficial de Análises de Sementes (Laso), em Lages. O espaço do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) foi credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O Laso é o único laboratório no estado habilitado para receber amostras de órgãos fiscalizadores da produção e comercialização de sementes.

A cerimônia de inauguração ocorreu pela manhã, com a presença da comunidade acadêmica, do Reitor Marcus Tomasi, de produtores de grãos e representantes da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

"Hoje temos novamente um laboratório oficial. Isso nos oferece uma grande vantagem logística e de tempo de resposta de resultados, o que é muito importante para o setor produtivo e para toda a cadeia do agronegócio", diz o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural do Estado, Ricardo Miotto.

No Estado, a Cidasc é a responsável pela fiscalização da produção e comercialização de sementes. A companhia tem 1.635 pontos de vendas credenciados e uma previsão de 600 coletas de amostras para análise, em 2020, que deverão ser encaminhadas ao Laso.

"Essa parceria é muito importante. Acredito muito no estreitamento de laços da universidade com os órgãos de defesa", avalia o gestor do Departamento Regional da Cidasc em Lages, Yuri Jivago Ramos.

Até então todas as amostras coletadas para fiscalização em Santa Catarina eram enviadas para análise em outros estados, desde que o único laboratório oficial, do próprio Mapa, fechou há três anos.

Laso poderá prestar serviços para todo país

Com o credenciamento, o laboratório está habilitado para receber amostras de sementes de órgãos oficiais, não só de Santa Catarina, mas de todo país e, inclusive, do exterior nos casos de importação de sementes. O Laso é o nono laboratório oficial do Brasil e o primeiro a funcionar dentro de uma universidade.

A coordenadora do laboratório, Cileide Coelho, explica que as análises das sementes possibilitam atestar a qualidade exigida para comercialização, garantindo base para novas e elevadas produtividades. "Esse controle na qualidade é essencial para que este processo funcione bem".

De acordo com Cileide, o credenciamento também possibilitará inserir a universidade no cenário nacional e internacional, além de favorecer as atividades de ensino, pesquisa e extensão. "Proporcionará avanços significativos no conhecimento acadêmico e científico", complementa.

Atendimento aos produtores é mantido

A Udesc Lages continuará atendendo a iniciativa privada e os produtores, recebendo amostras para as análises obrigatórias para emissão do boletim de análise de sementes, serviço prestado pelo Laboratório de Análise de Sementes (LAS), inaugurado em 2016, e que a partir do credenciamento tornou-se o Laso.

Também continuarão sendo realizados os testes adicionais para determinar outros parâmetros de qualidade de sementes, como o vigor e sanidade em sementes de grandes culturas, florestais, hortaliças e forrageiras, beneficiando a cadeia produtiva.

O laboratório segue um rigoroso sistema de gestão, que atende a ISO 17.025/2017 e mantém controle na qualidade das análises, seguindo as exigências das Regras para Análise de Sementes do Mapa e da Associação Internacional de Ensaios de Sementes (Ista).

Assessoria de Comunicação da Udesc Lages
Jornalista Tatiane Rosa Machado da Silva
E-mail: tatiane.silva@udesc.br
Telefone: (49) 3289-9130


Apresentação do programa para o setor produtivo nesta quarta-feira. Foto: Paulo Santhias/ Secretaria da Agricultura

Destaque na produção agropecuária, Santa Catarina quer priorizar o cultivo mais responsável e com menores impactos ao meio ambiente. Para isso, o Governo do Estado criou o Programa AgroConsciente, uma nova diretriz para a elaboração de políticas públicas e ações voltadas para o agronegócio. A expectativa é investir mais de R$ 40 milhões no cuidado com o solo, melhorias no processo produtivo e sistemas alternativos de produção. 

Nesta quarta-feira, 27, o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, apresentou o detalhamento do programa para lideranças e representantes do setor produtivo, em Florianópolis. A intenção do projeto é proporcionar mais renda ao produtor rural, com maior segurança alimentar à população e minimizando os impactos ao meio ambiente.

"Santa Catarina tem sido protagonista em vários setores, somos destaque internacional pela qualidade dos nossos produtos e agora temos um novo desafio. Nossa agricultura é altamente tecnificada, nossos produtores são extremamente dedicados e a produção agroconsciente será a nova marca do agronegócio catarinense", destacou o secretário.

O Programa contempla a produção de alimentos convencional e também o sistema orgânico e agroecológico, com ações específicas para fomentar os projetos agroconscientes, a capacitação de agricultores, fiscalização do comércio e uso irregular de agrotóxicos e lançamento de pesquisas e tecnologias. Durante a reunião desta quarta-feira, os representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) ressaltaram a importância do alinhamento de ações junto à iniciativa privada para que o AgroConsciente ganhe ainda mais força.

"Vemos algumas ações que já estão sendo executadas em Santa Catarina. Esse é um projeto amplo, com resultados a longo prazo e que passa pela conscientização dos produtores e de toda cadeia produtiva", afirmou o diretor executivo da Fecoagro, Ivan Ramos.

Apoio a investimentos

Os já tradicionais programas da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, que apoiam os investimentos e melhorias no meio rural catarinense, possuem agora linhas especiais para o apoio à produção agroconsciente. Em um ano, a expectativa é destinar aproximadamente R$ 40 milhões e atender mais de 15 mil produtores.

Com o Menos Juros, os agricultores e pescadores contam com financiamentos de até R$ 100 mil, com o subsídio de juros de 2,5% e um prazo de oito anos para o pagamento. Os investimentos podem ser utilizados para captação, armazenagem e distribuição de água para consumo humano e animal; energias renováveis ou inovação e produção limpa.

O Programa de Fomento à Produção Agropecuária traz um limite de financiamento de R$ 30 mil para melhoria de sistemas produtivos e de R$ 40 mil para agregação de valor. A linha não tem juros e os produtores têm cinco anos de prazo para pagamento. ​

O Programa Terra-Boa neste ano conta também com o projeto-piloto Kit Solo Saudável, que libera kits compostos por sementes de, ao menos, duas espécies ou cultivares de plantas para adubação verde e insumos. O valor do kit é de cerca de R$ 2 mil e o produtor tem dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual. Se o pagamento for único, haverá subvenção de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Além disso, Santa Catarina já conta com 101 projetos de pesquisa em andamento com temas relacionados à produção mais consciente e está prevista a entrega de 10 tecnologias por ano nesse sentido.

Agronegócio em Santa Catarina

Referência internacional em produção agropecuária, o estado é o maior produtor nacional de suínos, cebola, maçã, pescados, ostras e mexilhões; o segundo maior produtor de aves, tabaco, arroz e alho, além de grande produtor de trigo, mel e leite. No primeiro semestre de 2019, o agronegócio respondeu por 70% de todo faturamento com as exportações catarinenses, gerando receitas que passam de US$ 3,14 bilhões.

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Foto: Aires Mariga / Arquivo Epagri

A produção de queijo artesanal de leite cru está regulamentada em Santa Catarina. Para trazer mais segurança alimentar para a população, o Governo do Estado estabeleceu normas que devem ser seguidas pelos produtores catarinenses. O Decreto nº 362 foi publicado no Diário Oficial da última sexta-feira, 22.

A legislação trata como queijo artesanal aquele elaborado com leite cru recém-ordenhado na própria fazenda, beneficiado por meio de métodos tradicionais, que mantenham as características histórico-culturais e regionais, vinculados ao território de origem, com uso de mão de obra predominantemente familiar, produzido conforme tipo e variedade definidos em Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ).

Além do leite cru, podem ser matéria-prima para produção do queijo artesanal: condimentos naturais, corantes naturais, coalhos/coagulantes, sal (cloreto de sódio ou outro que exerça a mesma função), fermentos e outras substâncias de origem natural, sendo permitida a utilização de aditivos descritos nas receitas originais.

Saúde Animal
A produção de queijo artesanal com leite cru é restrita à propriedade rural certificada como livre de brucelose e tuberculose, de acordo com o disposto no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).

Identidade e Requisitos Mínimos
Cada tipo de queijo artesanal terá um RTIQ, ou seja, padrões de identidade e os requisitos mínimos de qualidade. Os queijos serão classificados de acordo com a matéria gorda, teor de umidade e maturação. O queijo artesanal tradicionalmente elaborado com leite cru deve ser maturado por um período mínimo de 60 dias, sob temperatura superior a 5° C. Períodos de maturação inferior a 60 dias poderão ser permitidos desde que previstos em RTIQ e após a realização de estudos científicos.

O decreto traz ainda especificações sobre queijarias, transporte, qualidade de água e embalagem.

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Foto: Cristiano Estrela / Secom

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, celebra 40 anos de história, com grandes avanços no agronegócio catarinense. Ela é a responsável por garantir a excelência sanitária de rebanhos e lavouras. Para marcar a data, será realizada uma sessão especial às 19h na Assembleia Legislativa, em homenagem às quatro décadas de existência. 

Criada, em 27 de novembro de 1979, a Cidasc reúne conquistas relevantes a Santa Catarina, como os dois certificados internacionais, concedidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação  — único Estado da Federação — e de Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC). Status que possibilitou que os produtos de origem animal catarinenses alcançassem os mercados mais exigentes do mundo em termos de sanidade animal. Na área vegetal, Santa Catarina possui o título de Área Livre da Cydia Pomonella, praga da maçã.


Fotos: Divulgação / Epagri

A Epagri lança seu sexto cultivar de feijão, o SCS206 Potência, nesta quarta-feira, 27, em Chapecó. O evento faz parte das comemorações dos 28 anos da empresa, que realiza durante novembro atividades por todo o estado, com lançamento de tecnologias para produção sustentável. A alta produtividade é uma das principais características da nova variedade da leguminosa.

O SCS206 Potência é um feijão preto, recomendado para cultivo nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foram necessários 15 anos de estudos do Programa de Melhoramento Genético de Feijão (PMGF) da Epagri/Cepaf para chegar ao Potência.

O novo cultivar da Epagri apresentou produtividade 11% superior em relação a duas variedades da leguminosa em todos os locais avaliados. Comparando o rendimento de grãos em relação aos cultivares Uirapuru e BRS Campeiro, apresentou produtividade superior de 116,52% e 106,02%, respectivamente. A resistência das plantas à antracnose é outro aspecto importante do novo material genético.

O feijão tem a terceira maior área semeada entre grãos no Brasil, com mais de 3 milhões de hectares cultivados. A Região Sul é responsável por mais de 40% da produção total e mais de 96% da produção de feijão-preto no país. Os agricultores familiares respondem por 70% da produção nacional. Em Santa Catarina, o feijão é cultivado em todas as regiões, com destaque para os Planaltos Norte e Serrano na safra, e para o Oeste e o Litoral Sul na safrinha. Essa leguminosa é uma das mais importantes fontes de proteína vegetal, cálcio, ferro, fósforo e vitaminas do complexo B para humanos.

Dia de Campo

O lançamento do feijão Potência está inserido no II Dia de Campo da Epagri/Cepaf, que ocorre das 8h às 16h na área dos cultivos experimentais da unidade. É uma oportunidade para agricultores e a sociedade em geral conhecerem resultados das pesquisas desenvolvidas pela Epagri.

No Dia de Campo serão apresentadas diversas tecnologias para produção sustentável de alimentos. Na pecuária, serão apresentadas pastagens perenes. Em feijão e milho, além dos cultivares da Epagri, os pesquisadores estarão demonstrando manejo integrado de doenças, densidade de semeadura e controle de invasoras, entre outros aspectos. Também haverá uma estação dedicada ao tema solos, abordando manejo, conservação e adubos de cobertura. A estação da soja vai tratar principalmente do manejo de doenças e pragas. Os visitantes ainda vão poder conhecer manejo e fitotecnia para cultivo de citros e de maracujazeiro.

 28 anos da Epagri

O II Dia de Campo da Epagri/Cepaf integra a programação comemorativa dos 28 anos de fundação da Empresa. A série de eventos de aniversário alcançou todo o estado no mês de novembro, com lançamento de tecnologias, Dias de Campo, seminários e atividades de educação ambiental.

Serviço

  • O quê: II Dia de Campo da Epagri/Cepaf e lançamento do cultivar de feijão SCS206 Potência
  • Quando: quarta-feira, 27 de novembro, das 8h às 16h. O lançamento do cultivar de feijão ocorre das 13h30min às 14h
  • Onde: em Chapecó, na Epagri/Cepaf - – Rua: Ferdinando Ricieri Tusset, s/n
  • Informações e entrevistas: Sydney Antonio Frehner Kavalco, pesquisador da Epagri/Cepaf, pelos fones (49) 2049-7527 / 99828-2943. 

Informações para a imprensa

Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 3665-5344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407


Foto: Cristiano Estrela / Secom 

Único estado do Brasil reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina se mantém em alerta para reação a qualquer foco da doença. Um Workshop e um Simulado de Mesa sobre Emergência Sanitária em Febre Aftosa estão sendo realizados nesta quinta e sexta-feira, 21 e 22, em Florianópolis, para equipes da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Defesa Civil e Polícia Militar. O evento é no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) e serve para atualização e treinamento dos participantes.

Na quinta-feira, os integrantes participam de um workshop sobre a febre aftosa, onde especialistas em diversas áreas trarão informações sobre a doença, sintomas, impactos e formas de contenção de focos. Além disso, serão discutidas as experiências na gestão de desastres da Defesa Civil e as capacidades e recursos da Polícia Militar em resposta a situações de crise.

Na sexta-feira, haverá o Simulado de Mesa, onde os participantes terão um exercício prático para resposta a um foco da doença em Santa Catarina. O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, destaca que esse é um momento importante de atualização e integração entre diferentes órgãos Governo a favor do agronegócio catarinense.

"Santa Catarina conquistou um status sanitário diferenciado em 2007, e desde 2000 os animais não são vacinados no estado. Essa conquista foi um grande desafio, porém os esforços são gigantescos para manter nossos rebanhos livres da febre aftosa. É importante que a defesa agropecuária seja de conhecimento de outras áreas, isso traz mais segurança para os produtores e também aumenta nosso poder de resposta em épocas de crise", ressalta.

Vigilância permanente

A erradicação da doença em Santa Catarina fez com que o estado tenha regras especiais para o trânsito de animais. Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de SC é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

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Produzir mais alimentos, de forma mais responsável e sustentável, para atender aos mercados mais exigentes do mundo. Essa é a proposta do AgroConsciente, nova diretriz do Governo de Santa Catarina na elaboração de políticas públicas e ações voltadas para o setor agropecuário. O programa foi apresentado nesta quarta-feira, 20, pelo governador Carlos Moisés e pelo secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, durante as comemorações dos 28 anos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em Florianópolis.

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A partir de agora, Santa Catarina terá um alinhamento de programas já existentes para que atendam à nova diretriz e também ao desenvolvimento de ações que oportunizem mais renda ao produtor rural, ofereçam segurança alimentar à população e minimizem os impactos ao meio ambiente. 

"Precisamos fazer com que a produção mais consciente chegue a todos os lugares. Essa ação é de respeito não só à terra e ao ar, mas ao agricultor, àquele que está todo dia no campo se expondo. Não significa banir o uso de defensivos agrícolas, mas é um incentivo à tecnologia e à pesquisa para que o nosso produtor tenha condição de se proteger e trazer alimentos seguros à mesa do consumidor, com mais valor agregado. Nosso estado será uma referência no cenário nacional e internacional na produção rural equilibrada e sustentável", projetou Carlos Moisés.


Governador e presidente da Epagri plantaram um Garapuvu 

O secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa explica que o termo AgroConsciente é um compromisso de todo o setor para que haja mais responsabilidade na produção de alimentos e isso envolve todos os elos da cadeia produtiva. “Não estamos falando apenas orgânicos. Nossa intenção é envolver todo o agronegócio, aqueles que produzem alimentos de forma convencional, os pecuaristas e os produtores de grãos. Queremos que essa seja uma marca agrocatarinense, que reforce nosso compromisso de produzir alimentos de qualidade capazes de abastecer os mercados mais exigentes mundo”, ressalta. 

Sistema orgânico de produção de tomate

Um dos exemplos que o AgroConsciente pretende apostar foi o Tomatorg, um sistema orgânico de produção de tomate desenvolvido pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI). Ele foi apresentado também nesta quarta-feira, 20, durante a programação de aniversário 28 anos da Epagri, celebrado em todo o estado.

"É um divisor de águas na produção orgânica de tomates em Santa Catarina. Escolhemos o tomate por ser a cultura mais difícil de ser produzida. Aqui tem 20 anos de pesquisa e desenvolvimento", destacou o pesquisador Rafael Morales, coordenador da equipe que trabalhou no projeto.

O sistema agrega todas as práticas culturais necessárias para a correta produção de tomates orgânicos no Litoral Norte catarinense, entre elas produção em abrigos, adubação com base em composto orgânico, enxertia, uso de biofertilizantes e de agentes de controle biológico.

Estudo elaborado pela Epagri comprovou que, na comparação com o sistema convencional, a adoção do Tomatorg reduz custos e aumenta o lucro líquido do produtor. No experimento realizado, ficou demonstrado que o custo de produção por planta pode cair de R$ 4,58 no sistema convencional para R$ 3,38 no Tomatorg. Como consequência, o lucro líquido do produtor que aderir ao sistema orgânico criado pela Epagri aumenta em 2,7 vezes.

Outras ações previstas no AgroConsciente 

Com o AgroConsciente, os programas da Secretaria da Agricultura e de suas empresas vinculadas - Epagri, Cidasc e Ceasa - passarão por mudanças significativas. A nova diretriz prevê ações na geração e na difusão de tecnologias; políticas públicas potencializadoras de ações em produção agroconsciente; revisão de legislações; fiscalização do uso irregular de agrotóxicos; capacitação de produtores e profissionais; difusão da rastreabilidade na produção vegetal com o Programa e-Origem e apoio à comercialização de produtos agrícolas, em especial os alimentos orgânicos.

A assistência técnica executada pela Epagri terá atividades específicas para incentivar a agrobiodiversidade, com o resgate e manutenção de sementes, ervas, plantas e alimentos tradicionais e na conservação do solo e da água. A empresa terá também três novos Centros de Referência Tecnológica: produção de leite a pasto (Campos Novos), fruticultura temperada (Videira) e boas práticas em bovinos de corte (Tubarão). 

Na área da pesquisa, serão contempladas tecnologias homeopáticas e fitoterápicas para produção em base ecológica; a implantação da produção integrada de banana;  boas práticas para produção de milho e soja; biofertilizantes; desenvolvimento de sistemas integrados de produção agrícola e análise do mercado de produtos orgânicos. 

Políticas públicas

Os tradicionais programas da Secretaria da Agricultura, que apoiam os investimentos e melhorias no meio rural catarinense, possuem agora linhas especiais para incentivo à produção agroconsciente.

Com o Menos Juros, os agricultores e pescadores contam com financiamentos de até R$ 100 mil, com o subsídio de juros de 2,5% e um prazo de 8 anos para o pagamento. Os investimentos podem ser utilizados para captação, armazenagem e distribuição de água para consumo humano e animal; energias renováveis ou inovação e produção limpa. 

O Programa de Fomento à Produção Agropecuária traz um limite de financiamento de R$ 30 mil para melhoria de sistemas produtivos e de R$ 40 mil para agregação de valor. A linha não tem juros e os produtores têm 5 anos de prazo para pagamento.

O Programa Terra-Boa este ano conta também o projeto piloto Kit Solo Saudável, que libera conjunto compostos por sementes de, ao menos, duas espécies ou cultivares de plantas para adubação verde e insumos. Os produtores seguem a orientação técnica da Epagri para o uso em SPDH - Sistema de Plantio Direto de Hortaliças e na Cobertura Verde de Pomares. O valor do kit é de cerca de R$ 2 mil e o produtor tem dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual. Se o pagamento for único, haverá subvenção de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Sobre a Epagri

A Epagri foi fundada em 20 de novembro de 1991, com a fusão entre a Acaresc, até então responsável pela extensão rural, a Acarpesc, que respondia pela extensão pesqueira, e a Empasc, que fazia a pesquisa agropecuária. A essas entidades se uniram outras que formaram a Epagri.

O estado catarinense foi o primeiro a reunir numa empresa os serviços de pesquisa agropecuária e extensão rural. A partir desta iinovação se construiu uma história de sucesso. Hoje, a Epagri é referência nacional e internacional em pesquisa e extensão rural.

"É um momento de comemoração não só para quem está hoje na ativa, mas por todos que fizeram parte dessa história. Até hoje o Estado de Santa Catarina é um dos únicos que unem pesquisa e extensão na mesma empresa. Somos o braço do governo na casa de cada um dos agricultores", ressalta a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter.

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