Fotos: Julio Cavalheiro/Secom

Para manter a saúde de seus rebanhos, Santa Catarina reedita as normas que tratam de alimentação animal. Nesta quinta-feira, 20, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural publicou a Portaria nº 2/2022 que renova a proibição de alimentar bovinos, búfalos, suínos, caprinos e ovinos com restos de comida ou resíduos de origem animal.

Com a medida, a Secretaria da Agricultura intensifica as ações para manter a saúde dos rebanhos catarinenses. Os restos de alimentos (como os das refeições da família, de restaurantes ou hospitais) podem ser uma fonte de contaminação para doenças graves, como a peste suína africana, peste suína clássica e a febre aftosa. 

Os animais devem ser alimentados com ração apropriada e isso é válido tanto para quem tem a criação para consumo próprio quanto para fins comerciais.

O diretor de Defesa Agropecuária da Cidasc,  Diego Torres Severo, ressalta a importância da conscientização de todos já que a ocorrência de qualquer uma dessas doenças pode trazer prejuízos incalculáveis para Santa Catarina.

“Para combater o fornecimento de restos de alimentos aos animais, a equipe técnica da Cidasc realiza fiscalizações em propriedades e estabelecimentos que possam estar vendendo ou fornecendo restos de comida para alimentar animais. Também é realizado trabalho educativo, orientando os produtores. Essa é uma medida importante para protegermos nosso agronegócio", afirma. 

A Portaria proíbe ainda a criação e a permanência de animais em lixões, bem como o recolhimento e a utilização de restos de alimentos destes locais para alimentá-los. Os animais, os restos de alimentos e os resíduos de origem animal encontrados nessas condições serão apreendidos, sacrificados ou destruídos sanitariamente, não cabendo indenização aos proprietários.

Importância do agronegócio para a economia de SC 

O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famílias integradas no campo. A produção catarinense é exportada para mais de 150 países, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

Peste Suína Africana

A peste suína africana (PSA) está presente em mais de 50 países, entre eles, a República Dominicana e o Haiti - este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 80. A PSA é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. A última ocorrência de PSA no Brasil foi registrada em 1981 e, desde 1984, o país é livre de peste suína africana.

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O governador Carlos Moisés foi ao Oeste Catarinense na tarde desta quarta-feira, 11, para apresentar as ações do Governo do Estado com objetivo de mitigar os efeitos da estiagem, que afeta Santa Catarina há três anos. Ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o chefe do Executivo estadual falou para uma plateia formada por prefeitos e produtores rurais que o Estado está investindo pelo menos R$ 350 milhões até o fim do próximo ano em medidas de resiliência hídrica. Apenas em 2022, o Programa SC Mais Solo e Água destinará R$ 150 milhões aos produtores rurais, subsidiando a instalação de cisternas, poços artesianos, entre outras medidas.

Segundo Carlos Moisés, a intenção é fazer com que o SC Mais Solo e Água seja um programa perene, que possa manter a competitividade do agronegócio, que responde por mais de 70% das exportações catarinenses.

“Estamos investindo também na preservação de nascentes e para incentivar o agricultor a preservar estes espaços. Aliado a isso, temos também a perfuração de poços e a reservação de água. O Governo do Estado é um parceiro dos produtores rurais. Estamos nos envolvendo cada vez mais nesse tema”, diz Carlos Moisés.

O secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, Altair Silva, destacou que o Programa SC Mais Solo e Água permite que o produtor consiga viabilizar até R$ 100 mil em empréstimos, com juro zero e desconto entre 50% e 75% se o pagamento ocorrer em dia.

“O produtor também pode captar até R$ 30 mil para preservação de nascentes, com cercamento da área e plantio de árvores nativas. O prazo para pagar é de cinco anos e o desconto com o pagamento em dia é de 75%. O Programa SC Mais Solo e Água é essencial e não vai parar. O planejamento hídrico é cada vez mais importante”, diz Silva.

Visita às propriedades

Após o encontro com a ministra, o governador se encaminhou às propriedades rurais dos Menegatti, no interior de Chapecó. Tanto o produtor rural Wolmir Menegatti quanto o primo Antoninho Menegatti foram beneficiados com o Programa SC Mais Solo e Água. No caso de Antoninho, foi construída uma cisterna com capacidade para mais de 1 milhão de litros de água. Ele conta que, sem a estrutura, teria que abdicar da produção de aves e suínos. “Sem isso, a nossa prioridade ficaria inviabilizada. Nosso consumo diário é de 30 mil litros. Esse programa do Estado foi muito importante”, diz.

O primo Wolmir foi beneficiado com a perfuração de um poço artesiano. Ele diz que a estrutura, com mais de 100 metros de profundidade, garante a retirada de 15 mil litros/hora. Além disso, ele também pretende adquirir uma cisterna com a ajuda do Governo do Estado, para seguir com a produção do gado leiteiro.

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Numa sombra à margem da Barra do Camacho, no limite entre Laguna e Jaguaruna, uma tábua com uma prece escrita à mão reflete o sentimento geral da comunidade: “Não pesquei mais nada, preciso muito pescar. Meu Deus, ajuda-nos a abrir esta barra”. Ciente do anseio histórico dos pescadores, o governador Carlos Moisés esteve no Camacho na manhã desta sexta-feira, 7, para determinar o início do desassoreamento do canal, obra que renovará o estoque de pescados na lagoa e a esperança de pelo menos 1.500 famílias que vivem da atividade pesqueira.

"Hoje a gente inicia a retirada da areia do canal, o desassoreamento, que vai dar vida à lagoa e melhorar as condições para os pescadores. Também vamos fazer o enrocamento, que vai avançar mais mar adentro e também aqui na retroárea, onde há muita areia, garantindo mais estabilidade para todo o trabalho", detalhou o governador. "Costumo dizer que a gente conhece as árvores pelos frutos. Aqui não é preciso dizer mais nada, é só ver as coisas acontecendo", concluiu Carlos Moisés.

De acordo com o governador, um passo seguinte após as obras será permitir a extração de areia do leito da barra para comércio, desde que com todas as licenças ambientais necessárias, de modo a manter o canal sempre desassoreado.

Esperanças renovadas

Antes da chegada do governador a Jaguaruna, na véspera, a draga e o maquinário instalados no leito do canal já eram o centro das atenções, assunto das conversas e alvo de fotos e olhares. "Aqui é como se fosse a maior empresa de Jaguaruna. A barra fechada é como se a empresa estivesse falida. Agora é como se o governador estivesse recuperando essa empresa. Para nós, é um sonho antigo. No passado só se fazia a política da fome, promessas, mas agora está virando realidade", reconheceu o pescador Jaime Mariano Porto, conhecido na localidade como Pitbull.

 “O Moisés está fazendo um bom investimento aqui em Jaguaruna e vai conseguir abrir a barra do Camacho”, acredita o pescador Jucélio Procópio Luiz, o Celinho, que também passou muitos anos ouvindo promessas e agora está vendo a realidade se concretizar.

O Governo do Estado destinou mais de R$ 10 milhões para o desassoreamento (dragagem do canal) e o enrocamento (colocação de barreiras de pedra nas margens da barra). A obra permitirá a renovação das águas da lagoa e, consequentemente, a manutenção da atividade pesqueira da região. O desassoreamento do canal também significa boas condições para o plantio do arroz em uma grande área, além de ser uma questão de Defesa Civil, uma vez que o canal serve como meio para escoamento das águas, evitando a ocorrência de enchentes.

“Estamos aguardando há uns 20 ou 25 anos. O pessoal está bem ansioso, na expectativa de voltarem os pescados para a lagoa. Tanto almejamos essa obra, que agora está sendo cumprida pelo Governo do Estado”, avalia o pescador Cristiano Oliveira.

No que diz respeito ao enrocamento, outra etapa importante para garantir o fluxo de água do mar para a lagoa, o município já concluiu a licitação e assinará o contrato nos próximos dias, no valor de R$ 4,3 milhões.

"Nossa licitação economizou R$ 3 milhões, e esse valor será reaplicado na Barra do Camacho. Esta é uma vitória de todos que trabalharam juntos e essa semente plantada já está dando frutos", comentou o prefeito de Jaguaruna, Laerte Silva dos Santos.

Na avaliação do secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, esta é mais uma entre incontáveis ações do Governo do Estado no Sul de Santa Catarina. "Muitas pessoas somaram, mas se não houvesse a decisão do governador nada disso seria realidade hoje. O projeto saiu das mãos da equipe da Amurel e o nosso time da SIE, junto com o da Prefeitura, fez avançar da forma mais rápida possível", lembrou.

Pavimentação em Treze de Maio

O município de Jaguaruna não foi o único beneficiado com a agenda de trabalho do governador no Sul de Santa Catarina nesta sexta. Na ocasião, também foi assinada a ordem de serviço para a pavimentação da rodovia municipal José Meneghel, em Treze de Maio. A via passa pelos bairros Vila Maria, São Roque e Santa Cruz, até o limite com Pedras Grandes, nas proximidades da localidade de Azambuja, onde já está em andamento a pavimentação da Rodovia da Imigração, até a área central de Pedras Grandes, também com recursos do Governo do Estado.

A obra será realizada pelo município, com R$ 4,75 milhões destinados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade. O prefeito de Treze de Maio, Jailso Bardini, assinou a ordem de serviço e os trabalhos já podem ter início. Do montante investido, R$ 4,5 milhões são por iniciativa do Governo do Estado, R$ 250 mil são provenientes de emenda do deputado estadual Volnei Weber e R$ 1,8 mil será aplicado pelo município. 

Aumento dos ressarcimentos a guarda-vidas e bombeiros comunitários

O governador também assinou, em Jaguaruna, o decreto que aumenta em 15,56% o valor dos ressarcimentos para os guarda-vidas civis e bombeiros comunitários, que receberão até R$ 208 por dia de trabalho.

Também participaram dos atos a vice-governadora Daniela Cristina Reinehr, os deputados estaduais José Milton Scheffer, Felipe Estevão, Jair Miotto, Onir Mocellin, Paulinha, Volnei Weber, secretários estaduais Márcio Ferreira (Secretaria Geral de Governo), André Motta Ribeiro (Saúde), Lucas Esmeraldino (Articulação Nacional), Renê Meneses (presidente da Santur), e Alexandre Martins (adjunto da Infraestrutura e Mobilidade), Ricardo Miotto (adjunto da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural), comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Marcos Aurélio Barcelos, prefeito de Laguna, Samir Ahmad, prefeitos, vices e vereadores de todo o Sul e a comunidade local.

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Os produtores rurais de Santa Catarina contarão com um novo aporte de recursos do Governo do Estado para investimentos em sistemas de captação, armazenagem e uso de água. Em 2022, o Programa SC Mais Solo e Água terá R$ 100 milhões disponíveis para ampliar a resistência hídrica no meio rural e minimizar os impactos das recorrentes estiagens. Além disso, existe a sinalização da Assembleia Legislativa de mais R$ 50 milhões para reforçar essas ações.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, nesta quinta-feira, 5, durante reuniões com 58 prefeitos das regiões Oeste e Extremo Oeste: “O SC Mais Solo e Água foi um investimento certeiro no meio rural catarinense e está diminuindo a fila de espera para o recebimento de água. Nós queremos que cada vez mais produtores acessem os recursos para investir em captação e armazenagem de água, além da recuperação de fontes e nascentes, só assim estaremos mais preparados para enfrentar as estiagens – que já se tornaram recorrentes em Santa Catarina”, destaca.

Este será o segundo ano consecutivo que o Governo destina recursos para o combate à estiagem. Em 2021, foram R$ 100 milhões em investimentos, que beneficiaram mais de 2,4 mil agricultores e 100 prefeituras. O Programa SC Mais Solo e Água possui linhas de apoio especiais com descontos que podem chegar a 75% do valor contratado no financiamento para construção de sistemas de armazenagem e distribuição de água.

Segundo o prefeito de Flor do Sertão, Sidnei José Willinghofer, as ações do Governo do Estado já apresentam resultados no município e diminuíram a demanda por água no meio rural. “O caminho, de fato, é guardar água. Nós fizemos um trabalho em parceria com a Epagri de conscientização de produtores para construção de cisternas e hoje podemos ver os resultados”.

As informações sobre os Programas para aumentar a resiliência hídrica foram esclarecidas pelo secretário Altair Silva e por representantes da Defesa Civil aos prefeitos em uma série de reuniões com membros das Associações de Municípios do Entre Rios (Amerios); do Alto Irani (Amai); do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc) e do Noroeste de Santa Catarina (Amnoroeste). As regiões mais afetadas pela falta de chuvas.

Durante o encontro, Altair Silva confirmou ainda a visita da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a Chapecó na próxima quarta-feira, 12, para avaliar a situação da estiagem no estado. Segundo a agenda oficial, a ministra conhecerá duas propriedades rurais afetas pela falta de chuvas e terá uma reunião com lideranças e representantes dos municípios da região Oeste e Extremo Oeste.

SC Mais Solo e Água

Na linha Água para Todos, os produtores terão acesso a até R$ 100 mil, sem juros e com cinco anos de prazo para pagar. Podem ser feitos investimentos em captação, armazenagem, tratamento e distribuição de água na propriedade rural. Os beneficiários adimplentes terão uma subvenção de 50% no valor das parcelas, ou seja, o governo do Estado pagará metade do financiamento.

As famílias em situação de vulnerabilidade social e de renda terão um apoio ainda maior. O limite será de R$ 20 mil, sem juros e com cinco anos de prazo, e o bônus chega a 75% em caso de pagamento das parcelas em dia. Na prática, se o produtor acessar o valor máximo do financiamento (R$ 20 mil), ele irá pagar apenas R$ 5 mil, sendo o restante garantido pela Secretaria da Agricultura.

Os produtores rurais contam com apoio, também, para isolamento e recuperação de mata ciliar, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento e cobertura do solo. Na linha Cultivando Água e Protegendo o Solo, estão disponíveis financiamentos de até R$ 30 mil, sem juros e com cinco anos para pagar. Os beneficiários adimplentes receberão subvenção de 50% no valor das parcelas.

Linhas emergenciais

A Secretaria da Agricultura mantém ainda dois programas com crédito emergencial para atender os agricultores catarinenses. Com o Reconstrói SC, os produtores têm acesso a financiamentos de até R$ 10 mil, sem juros e com cinco anos para pagar, para recuperação de sistemas produtivos. Caso o pagamento seja feito em dia há um desconto de 50%.

“Esse Programa pode ajudar nessa questão de custeio, para fazer a recomposição de pastagens e aquisição de sementes. É muito importante que os agricultores procurem os escritórios da Epagri, principalmente os produtores de leite, que tiveram prejuízos com as pastagens”, explica o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

Estiagem em Santa Catarina
A estiagem é causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros. Sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm.

A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho - tanto milho grão quanto silagem - que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite. De acordo com as informações da Epagri/Cepa, a colheita estadual deve ter uma redução de 12,2%, sendo que nas regiões Oeste e Extremo Oeste algumas lavouras tiveram perdas de até 50%. Até o momento, as perdas são avaliadas em R$ 1,2 bilhão no meio rural catarinense.

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 Fotos: Julian Wildner/Prefeitura Itapiranga

A falta de chuvas volta a causar estragos nas lavouras catarinenses, com perdas de até 50% na colheita de milho do Extremo Oeste. Por determinação do governador Carlos Moisés um grupo de monitoramento - com órgãos do Governo do Estado - foi convocado para monitorar a situação em tempo real com ações imediatas para mitigar os impactos da estiagem que atinge Santa Catarina. Nesta terça-feira, 4, o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, visitou alguns municípios atingidos e apresentou as medidas de apoio do Governo do Estado para minimizar os prejuízos no meio rural. O roteiro incluiu reuniões com prefeitos e lideranças de Itapiranga, Mondaí, Riqueza, Caibi e Planalto Alegre.

“Nós estamos percorrendo os municípios do Oeste e Extremo Oeste focados no atendimento aos agricultores prejudicados pela estiagem. Em dezembro nós tivemos um déficit hídrico de até 80% o que afetou diretamente a agropecuária catarinense. Em 2021, nós investimos R$ 100 milhões para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e uso de água, o que se mostrou uma ação certeira e diminuiu a demanda nos municípios. Vamos continuar investindo, serão mais R$ 100 milhões em 2022 para que o Programa SC Mais Solo e Água não pare e que mais produtores sejam beneficiados”, destaca o secretário Altair Silva.

A estiagem é causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros - sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm. Ou seja, há um déficit de água de 130 milímetros no Extremo Oeste.

A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho - tanto milho grão quanto silagem - que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite. Só no município de Itapiranga, as estimativas são de uma quebra de 35% na produção esperada de milho grão e de 20% na colheita de soja.

O prefeito de Itapiranga, Alexandre Ribas, explica que mesmo com um sistema robusto de tratamento e distribuição de água potável, o município vem enfrentando dificuldades para abastecer o meio rural. Devido à falta de chuvas, os agricultores estão utilizando essa água tratada para alimentar os animais e para minimizar as perdas nas plantações, causando uma sobrecarga no sistema.

Os encontros nos municípios contam ainda com a presença da equipe local da Defesa Civil e da Epagri, que reforçam a importância dos decretos de emergência, além do apoio dado aos produtores rurais na elaboração de laudos para liberação do Proagro.

Ações para minimizar os impactos da estiagem

A Secretaria de Estado da Agricultura mantém programas especiais para aumentar a resiliência hídrica em Santa Catarina e minimizar os impactos das estiagens recorrentes.

Em 2021, por meio do Programa SC Mais Solo e Água, o Governo do Estado investiu R$ 100 milhões em financiamentos sem juros ou subvenção aos juros de financiamentos para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e distribuição de água no meio rural. Além da transferência de recursos para os municípios adquirirem equipamentos.

Foram 2,4 mil produtores beneficiados e serão 100 prefeituras atendidas. O Programa contará com mais R$ 200 milhões em investimentos nos próximos 2 anos.

Além disso, a Secretaria da Agricultura destinou R$ 4,5 milhões para aquisição de 126 distribuidores de água que foram cedidos para os municípios de Santa Catarina ao longo do último ano. 

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 Foto: Ana Ceron/SAR

Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e parte do Mato Grosso do Sul já contabilizam prejuízos com a falta de chuvas e recorrem ao Governo Federal em busca de apoio na renegociação de dívidas e agilidade no pagamento do seguro agrícola para os produtores rurais. Nesta segunda-feira, 3, os secretários da Agricultura dos quatro estados participaram de reunião virtual com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), Guilherme Soria Bastos Filho, para apresentar os cenários e as demandas.

“Essa reunião foi resultado de uma conversa que tivemos com a ministra Tereza Cristina na última semana, quando relatamos as dificuldades enfrentadas pelos produtores catarinenses. Nós estamos direcionando nossas ações para agilizar os decretos de emergência dos municípios e também a elaboração dos laudos para liberação do Proagro. A nossa solicitação principal para o Ministério da Agricultura é a criação de um crédito emergencial para aqueles produtores que perderam sua fonte de renda”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Altair Silva.

Em Santa Catarina, as regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste são as mais afetadas. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros - sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm. A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho - tanto milho grão quanto silagem - que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite.

O secretário Altair Silva explica que no Extremo Oeste a colheita de milho esperada deve ter uma redução de até 50% e a expectativa de safra estadual já está sendo reduzida. “Nós esperávamos uma safra voltando à normalidade com 2,7 milhões de toneladas colhidas, já estamos revendo esses números e talvez nossa colheita não passe de 1,9 milhão de toneladas. O que atinge diretamente o setor produtivo de carnes e leite, sem contar o prejuízo dos produtores de grãos”.

Até o momento o estado conta com 67 municípios com decretos de emergência publicados ou em vias de publicação e 1.500 famílias rurais que perderam sua fonte de renda devido à estiagem, principalmente produtores de grãos e silagem.

Nos outros estados do Sul, a situação é semelhante. Segundo o secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, os prejuízos calculados são bilionários, principalmente nos cultivos de soja, milho e feijão. “Nós trabalhávamos com uma colheita de 21 milhões de toneladas de soja, hoje já reduzimos a expectativa para 13 milhões de toneladas e esse quadro tende a ter uma evolução para pior”. No milho, o cenário é ainda mais preocupante. O estado pretendia colher 4,2 milhões de toneladas e reduziu a estimativa para 2,4 milhões de toneladas. São 144 municípios paranaenses com decretos ou sinalizando fazer decretos de emergência. No Rio Grande do Sul, são 110 municípios afetados.

Ainda esta semana haverá uma nova reunião com a equipe técnica do Ministério da Agricultura para apresentar as ações disponíveis para os produtores rurais que tiveram prejuízos devido à falta de chuvas. O Governo Federal trabalha ainda com a possibilidade de uma visita da ministra Tereza Cristina aos estados do Sul.

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 Foto: Aleisson Ludtke/Epagri

O governador Carlos Moisés convocou todos os órgãos do governo para formar um grupo de monitoramento em tempo real com ações imediatas para mitigar os impactos da estiagem que atinge Santa Catarina, principalmente no Oeste e Extremo Oeste. Uma reunião na tarde desta quinta-feira, 30, atualizou a situação atual e a projeção para os próximos dias das regiões mais afetadas. "A chuva desta quinta-feira no Oeste é bem-vinda, mas ainda não é suficiente", afirmou Moisés.

O Governo do Estado executa, desde o ano passado, um planejamento hídrico de médio e longo prazo com R$ 1,7 bilhão em investimentos que tem por objetivo tornar Santa Catarina menos suscetível à falta de água no futuro. 

Em 2021, por meio do Programa SC Mais Solo e Água, foram investidos R$ 100 milhões em financiamentos sem juros ou subvenção aos juros de financiamentos para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e distribuição de água no meio rural, além da transferência de recursos para os municípios adquirirem equipamentos. A iniciativa contemplou 2,4 mil produtores e 100 prefeituras atendidas. Mais R$ 200 milhões serão destinados somente a esse programa nos próximos dois anos. 

O volume atual de chuvas no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio Oeste de Santa Catarina está muito abaixo da média esperada, em torno de 150 mm. 

Produtores de milho temem perdas de até 50% na colheita. As equipes da Secretaria da Agricultura e da Epagri estão mobilizadas para atender os agricultores atingidos pela seca, garante o secretário ae Agricultuira, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva. 

“O panorama emitido pela Defesa Civil aponta que a estiagem vai perdurar e nós precisamos de estratégias para que possamos evoluir e atender os produtores rurais da melhor forma possível”, destacou na última quarta-feira o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, David Busarello. 

Segundo a Epagri/Ciram, o verão em Santa Catarina será de chuvas abaixo da média em boa parte do estado e temperaturas acima da média principalmente no Oeste. Nos próximos três meses, a região Oeste deve enfrentar chuva abaixo da média climatológica. No Meio-oeste, Planalto Sul, Planalto Norte e Alto Vale do Itajaí a chuva fica próxima a abaixo da média. Já no Litoral, Médio e Baixo Vale do Itajaí a chuva deve permanecer próxima a acima da média.

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 Fotos: Ascom/Epagri  

No ano de 2021 a Epagri completou 30 anos de fundação e não faltaram motivos para celebrar. “Entre outubro e dezembro realizamos uma série de atividades comemorativas pelo Estado, que tiveram a participação de cerca de 12 mil pessoas e reforçaram o nosso entendimento do quanto a sociedade rural, pesqueira e também urbana, admira, prestigia e reconhece nosso trabalho”, ressalta a presidente Edilene Steinwandter.

Também foi um ano de retomada gradual e segura das atividades presenciais que a Epagri desenvolve com agricultores, pescadores e maricultores. Em 2020, em virtude da necessidade de distanciamento social imposta pela pandemia da Covid-19, as atividades presenciais ficaram prejudicadas. “Neste ano, com muito cuidado e seguindo todas as regras sanitárias vigentes, nossos extensionistas retomaram as capacitações e outras atividades presenciais, que aconteceram paralelamente a eventos virtuais, que seguimos promovendo sempre que necessário”, descreve Edilene.

Extensão


O grande destaque da extensão em 2021 foi o elevado número de projetos de políticas públicas elaborados pelos extensionistas da Empresa. Foram cerca de 9.113 propostas apresentadas e 7,7 mil famílias agricultoras e pescadoras beneficiadas, num montante superior a R$ 462 milhões. Esse foi o maior volume de propostas apresentadas nos últimos cinco anos.

Em 2021, os 667 extensionistas da Epagri deram assistência a mais de 106 mil famílias rurais e pesqueiras catarinenses em atividades como visitas, oficinas, reuniões, cursos, encontros, palestras, entre outros. Também foram assistidas quase 4 mil instituições, como escolas, cooperativas, associações, sindicatos, colônias de pescadores. Ao todo, foram realizadas mais de 53.900 ações a campo. “Todos esses números representam o cumprimento das metas estabelecidas pela gestão da Epagri na área de extensão”, explica a presidente.

Pesquisa

Na pesquisa, 2021 foi mais um ano em que a Epagri bateu todas as metas firmadas. Foram desenvolvidas 25 tecnologias, superando a meta de 14 por ano. Em 2021 os pesquisadores da Epagri entregaram para a sociedade 10 cultivares e 15 outras tecnologias, como por exemplo softwares, aplicativos, mapeamentos, e metodologias de análise.

Durante o ano que se encerra, os 134 pesquisadores da Epagri realizaram 666 publicações científicas, uma média de 5 por profissional, acima da meta de 2,8 publicações por pesquisador. Também foram coordenados um total de 420 projetos, uma média de 3,2 por pesquisador, superando a meta estabelecida de 1,4 projeto coordenado por cada profissional da área.

Investimentos

Até 31 de dezembro a Epagri terá investido mais de R$16 milhões distribuídos entre compra de equipamentos para laboratório e outros utensílios, equipamentos de informática, mobiliário, máquinas e equipamentos agrícolas, veículos, entre outros itens.

Economia

Até o final do ano a Epagri terá economizado mais de R$ 2 milhões, deixando de gastar com gratificações que foram extintas, encerramento de pontos telefônicos, economia com internet, economia com serviços de vigilância e limpeza, entre outros.

Estiagem

 Foto: Julio Cavalheiro / Secom 

Os períodos de estiagem são comuns em Santa Catarina e atingem com mais intensidade as maiores regiões produtoras de alimentos do estado, como Oeste e Meio-Oeste. Atento a isso, o Governo do Estado sancionou em julho duas leis de apoio à resiliência hídrica que resultaram em R$ 300 milhões a serem aplicados até 2023 na construção de poços artesiano, cisternas, sistemas de captação de água da chuva e outros equipamentos e tecnologias capazes de preservar água e solo.

Coube à Epagri viabilizar em tempo recorde - até setembro - a elaboração de projetos para que os primeiros R$ 100 milhões fossem aplicados ainda em 2021, sob risco dos recursos retornarem aos cofres públicos. Para dar conta de tamanha demanda, a Epagri mobilizou seus técnicos e parceiros. Foram envolvidas prefeituras, as Federações dos agricultores familiares e produtores rurais, Ocesc e sistema cooperativo, defesas civis dos municípios, fóruns de secretários municipais de agricultura e outras organizações e lideranças municipais. “Em menos de 60 dias úteis todo o recurso destinado foi comprometido, com todos os projetos elaborados”, comemora Edilene.

Cigarrinha

O ataque da cigarrinha-do-milho, juntamente com a estiagem, é uma questão que vem afligindo as famílias agricultoras do Estado. Na safra 2020/21, Santa Catarina produziu 1,8 milhão de toneladas do cereal, quando a média estadual por safra é de 2,7 milhões de toneladas. A cigarrinha-do-milho é o inseto-vetor dos microrganismos causadores das doenças do complexo de enfezamentos, capazes de comprometer substancialmente as safras do grão.

Para tentar evitar nova quebra de safra, a Epagri, em parceria com outras instituições, lançou em 2021 o monitoramento da cigarrinha-do-milho. São boletins semanais, disponibilizados na forma de mapas, com informações sobre a incidência do inseto-vetor em 22 pontos monitorados em Santa Catarina, assim como sobre a infectividade de tais populações. Os mapas ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Epagri, destinado aos produtores de milho e técnicos que atuam com a cultura.

Saldo positivo

“No cômputo geral, 2021 foi um ano de saldo extremamente positivo para a Epagri”, avalia a presidente. Ela acrescenta a satisfação de retomar as capacitações presenciais, principalmente de jovens e mulheres, e a conquista de mais três Indicações Geográficas para o Estado (vinhos de altitude de Santa Catarina, mel de melato de bracatinga e maçã Fuji de São Joaquim) como alguns dos momentos que marcaram o ano em que a Epagri completou três décadas de fundação.

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Gisele Dias
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 Iporã do Oeste - Foto: Aleisson Ludtke/Epagri

Estiagem volta a causar prejuízos para o agronegócio catarinense. Nas regiões Oeste e Extremo Oeste, a falta de chuvas já reflete na safra de milho e os produtores podem ter perdas de até 50% na colheita. Nesta quarta-feira, 29, Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) reuniram técnicos, deputados estaduais e lideranças do setor produtivo para apresentar a situação atual e alinhar as ações em prol dos produtores rurais. 

“Essa semana a estiagem se agravou bastante. Tenho visitado alguns municípios afetados e propriedades rurais e a situação é dramática. Ao longo do ano, realizamos diversas ações para minimizar os impactos das estiagens recorrentes e, nesse momento, toda nossa equipe, da Epagri e da Secretaria, está focando os esforços para atender os agricultores atingidos pela seca”, destaca o secretário da Agricultura Altair Silva. 

A estiagem é causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros. Sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm. “Estamos com um déficit de água de 130 milímetros. Isso afeta diretamente algumas culturas, como milho e soja, além das agroindústrias e a dessedentação animal”, explica o hidrólogo da Epagri/Ciram Guilherme Miranda.

Até o momento, a Epagri/Ciram registra 24 Estações Hidrológicas em condição de estiagem, sendo nove delas em situação de emergência como, por exemplo, a Bacia do Rio Peperi-guaçu, Rio Chapecó, Rio das Antas e Rio do Peixe. 

“O panorama emitido pela Defesa Civil aponta que a estiagem vai perdurar e nós precisamos de estratégias para que possamos evoluir e atender os produtores rurais da melhor forma possível”, destaca o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, David Busarello. 

A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho - tanto milho grão quanto silagem - que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite. 

Segundo Altair Silva, no início do próximo ano, a Secretaria da Agricultura irá iniciar o investimento de mais R$ 100 milhões para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e distribuição de água no meio rural. Agricultura, Defesa Civil e Epagri unirão esforços para orientar os municípios sobre as ações disponíveis para dar o suporte aos produtores. 

Impactos na safra de milho

De acordo com as informações da Epagri/Cepa, no Extremo Oeste, principalmente no Vale do Rio Uruguai, a colheita esperada pode ter uma redução de até 50%.“É importante destacar que essa é a avaliação durante essa semana, se continuarmos sem chuvas o cenário pode se agravar ainda mais”, alerta o analista Haroldo Tavares. 

Em outras áreas, como Oeste, Meio Oeste e Planalto Norte, o déficit hídrico pode acarretar perdas de 30% na safra de milho. Nas regiões Sul, Litoral e Campos de Lages ainda não há registro de perdas significativas. 

Previsão climática 

Segundo a Epagri/Ciram, o verão em Santa Catarina será de chuvas abaixo da média em boa parte do estado e temperaturas acima da média principalmente no Oeste.

Nos próximos três meses, a região Oeste deve enfrentar chuva abaixo da média climatológica. No Meio-oeste, Planalto Sul, Planalto Norte e Alto Vale do Itajaí a chuva fica próxima a abaixo da média. Já no Litoral, Médio e Baixo Vale do Itajaí a chuva deve permanecer próxima a acima da média.

Ações para minimizar os impactos da estiagem 

A Secretaria de Estado da Agricultura mantém programas especiais para aumentar a resiliência hídrica em Santa Catarina e minimizar os impactos das estiagens recorrentes. 

Em 2021, por meio do Programa SC Mais Solo e Água, o Governo do Estado investiu R$ 100 milhões em financiamentos sem juros ou subvenção aos juros de financiamentos para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e distribuição de água no meio rural. Além da transferência de recursos para os municípios adquirirem equipamentos. 

Foram 2,4 mil produtores beneficiados e serão 100 prefeituras atendidas. O Programa contará com mais R$ 200 milhões em investimentos nos próximos 2 anos. 

Além disso, a Secretaria da Agricultura destinou R$ 4,5 milhões para aquisição de 126 distribuidores de água que foram cedidos para os municípios de Santa Catarina ao longo do último ano.

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Ana Ceron
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Foto: Cristiano Estrela / Arquivo / Secom 

A Cidasc chega ao fim de 2021 com destaque para a intensificação de fiscalização e capacitação para manter a sanidade animal e vegetal em Santa Catarina. Ações que impactam diretamente na qualidade do produto agropecuário catarinense e que colocam o estado em posição de destaque nacional.

Parte dos esforços da atual gestão foi para aprimorar procedimentos e processos e atualizar equipamentos, a exemplo do projeto Inova Defesa, que entrou em operação em novembro. Estão previstos editais de licitação, no total de R$ 25 milhões, para novos investimentos na defesa agropecuária.

O ano de 2021 marcou o início das atividades do Programa Estadual de Controle e Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos, financiado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Rural, que realiza a testagem em hortifrutigranjeiros. Das 751 amostras de produtos vegetais encaminhadas para análise, 89,9% estavam dentro dos limites estabelecidos em termos de quantidades e tipos de resíduos detectados. O objetivo é reduzir ainda mais o percentual de amostras não-conformes.


Foto: Cristiano Estrela / Secom 

Ainda no âmbito do Departamento Estadual de Defesa Vegetal da Cidasc, deve-se destacar o trabalho de vigilância para impedir a entrada ou proliferação de pragas, capazes de provocar grandes perdas na produção agrícola. Foram emitidas mais de 66 mil Permissões de Trânsito Vegetal (PTVs) e realizadas cerca de 1.900 inspeções em lavouras, pomares e armadilhas de monitoramento de pragas.

O presidente da Cidasc, Plinio de Castro, salienta ainda a decisão, fundamentada com parecer técnico, de proibir o uso da substância Fipronil para uso foliar em lavouras no Estado. Este agrotóxico em específico está relacionado a casos de mortandade de abelhas.

“Fomos o primeiro estado a tomar esta medida. Além de dar segurança para mais de 10 mil famílias envolvidas na produção de mel no estado, isto também traz segurança para o consumidor e não causa nenhum prejuízo ao produtor de soja, pois existem outros agrotóxicos indicados para esta cultivar e que não apresentam o mesmo risco”, detalha o presidente da Cidasc.


Foto: Divulgação / Cidasc 

Entre os números do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal pode-se destacar a emissão de mais de um milhão 175 mil Guias de Trânsito Animal (GTAs). Foram realizados mais de 12 mil exames para doenças infecto contagiosas. O estado, que já é livre de peste suína clássica e livre de febre aftosa sem vacinação há vários anos, quer trabalhar agora na erradicação de outras doenças. “Queremos intensificar ainda mais o trabalho realizado pela Cidasc contra a brucelose e a tuberculose, doenças que podem atingir a saúde humana. Isto é importante para fortalecer a cadeia produtiva do leite, que envolve muitos pequenos produtores”, afirma Castro, destacando que Santa Catarina já tem a menor incidência do país em brucelose e tuberculose bovina.

Além das ações de fiscalização ligadas à sanidade animal, foram realizadas centenas de capacitações, palestras e reuniões, com público total estimado em 4.300 pessoas. Um dos temas que recebeu muita atenção do departamento foi a prevenção da Peste Suína Africana (PSA), após o registro de foco da doença na região do Caribe, na América Central. As atividades de educação sanitária buscaram orientar proprietários rurais e a população em geral sobre medidas necessárias para evitar a introdução da doença no país e no Estado.



A Cidasc também obteve excelentes resultados na inspeção sanitária. Além de ser responsável pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), a companhia também concede em Santa Catarina o Selo Arte e o registro no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), que são selos federais e permitem a venda destes produtos em todo Brasil.

Em 2020, existiam 45 estabelecimentos catarinenses com registro no SISBI, e neste ano o número saltou para 71 estabelecimentos. A evolução é ainda mais perceptível em relação ao Selo Arte, que destaca produtos que conciliam o caráter artesanal com elevados padrões sanitários: 21 pequenas agroindústrias obtiveram o selo em 2021, somando-se às outras três já certificadas.

O Departamento Estadual de Inspeção também ofereceu 30 turmas em 10 cursos de capacitação diferentes ligados à inspeção sanitária, destinados a quem trabalha nas cadeias produtivas de alimentos de origem animal. No total, foram capacitadas 9.700 pessoas.

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