Foto: Divulgação/ Epagri

O governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e da Epagri, já está providenciando meios de recuperar as perdas nos meios rural e pesqueiro, causadas pelo temporal que atingiu Santa Catarina nesta terça-feira, 30.

Segundo levantamento preliminar, mais da metade dos municípios catarinenses tiveram famílias rurais ou pesqueiras afetadas pelo ciclone, com perdas principalmente na pecuária, olericultura, fruticultura, tabaco, reflorestamentos e flores ornamentais. O vendaval também provocou acamamento nas culturas de inverno e danos na infraestrutura geral, como destelhamentos de residências e galpões, além de bloqueio de estradas. A pesca teve afundamento de embarcações e danos aos cultivos de moluscos.

O levantamento foi feito pelos extensionistas da Epagri em parceria com as Defesas Civis municipais para embasar ações de reconstrução. A Epagri está orientado os produtores que têm cultivos financiados via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) a acessarem o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro), que é uma iniciativa do Governo Federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle.

Humberto Bicca Neto, diretor de extensão da Epagri, acrescenta que também estão sendo estudadas formas de usar as políticas públicas existentes para a reabilitação da infraestrutura, aproveitando o Plano Safra 2020/21. Para produtores rurais que possuem seguro para a infraestrutura danificada, a orientação é procurar as instituições para comunicar o sinistro. “A Epagri já está providenciando os laudos meteorológico e de determinação de perdas na propriedade para embasar os resgates de seguros e acesso ao Proago”, esclarece Humberto.

Prejuízos

Com a passagem do vendaval, a bovinocultura de leite enfrentou problemas relacionados à falta de energia elétrica, entre eles dificuldade de resfriamento do produto e para realização da ordenha e captação de água. O setor também foi afetado com danos em estábulos, cercas e estruturas, e queda de árvores que impediram a coleta do leite.

Na bovinocultura de corte, os principais danos foram em estruturas, cercas, saleiros e estábulos. A suinocultura e a avicultura sofreram com destruição de estruturas e falta de energia para acionar os alimentadores, a captação de água e a ventilação. Na piscicultura, a falta de energia impediu acionamento de aeradores e alimentadores.

Na olericultura os produtores rurais sofreram danos em abrigos protegidos e nos cultivos em geral. A cultura do tabaco enfrentou tombamento de plantas em lavouras mais adiantadas e cobertura arrancada em canteiros protegidos. Nas áreas de reflorestamento os principais problemas foram com quebra ou tombamento de árvores nos cultivos.

Os pomares de maçã tiveram suas coberturas de tele antigranizo arrancadas pelo vento, além de destelhamentos e danos em câmaras frigoríficas de armazenagem de frutas e de mudas. Os bananais tiveram plantas tombadas e desfolhadas, principalmente aquelas com cachos bem formados, além de galpões de classificação destelhados e danificados. O levantamento da Epagri identificou perdas de 20 a 100% nos cultivos de banana e palmito no Litoral Norte do Estado. As culturas de inverno foram prejudicadas com acamamento.

Além de prejuízos nos cultivos, o levantamento da Epagri também aponta perdas na infraestrutura e residências do meio rural. Foram identificados danos, às vezes totais, outras vezes parciais, de casas, galpões para maquinários, depósitos temporários e galpões de classificação de frutas e olerícolas. Destelhamentos, quedas de árvores, bloqueios de estradas e danos à rede elétrica também aparecem no relatório da Epagri.

Solidariedade

Edilene Steinwandter, presidente da Epagri, lembra que estruturas da Empresa, como escritórios municipais, gerências regionais, estações experimentais e centros de treinamento sofreram prejuízos materiais, principalmente destelhamentos e quedas de árvores.

Em alguns casos, os estragos podem prejudicar os atendimentos ao público, por isso, antes de se deslocar a qualquer unidade da Epagri, o interessado precisa se informar sobre as condições do local. Os contatos das unidades podem ser conferidos aqui.

A presidente destaca que este levantamento é preliminar e segue em atualização, já que existem comunidades rurais que ainda estão com acesso dificultado, e algumas unidades da Empresa ainda estão com problemas de comunicação.

Ela reforça o conteúdo da nota distribuída pela Epagri na quarta-feira, se solidarizando com o sofrimento dos catarinenses atingidos pelo temporal, especialmente aqueles que tiveram perdas de entes queridos, e lembra que o momento é de força e união para reconstrução do Estado.

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Gisele Dias
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Imagem: Divulgação/ Epagri

O retorno que a sociedade recebeu para cada real investido pelo Governo do Estado na Epagri, alcançou R$ 6,24 em 2019. O resultado faz parte do Balanço Social, cujos cálculos avaliaram 114 tecnologias e cultivares desenvolvidos, lançados e difundidos pela Empresa. O retorno global gerado pelas tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições, somou R$ 5,13 bilhões – e a participação da Empresa nesse retorno é de R$ 2,18 bilhões. O documento está sendo lançado nesta sexta-feira, 3 de julho.


“Esses índices significam que a renda e a qualidade de vida das famílias rurais e pesqueiras estão melhorando ano a ano. A produção de alimentos está mais limpa e sustentável, graças ao esforço da Epagri e dos produtores dentro do Programa AgroConsciente, do Governo do Estado. Na outra ponta, o consumidor tem acesso a alimentos de qualidade e produzidos de forma responsável”, resume Edilene Steinwandter, presidente da Epagri.

Benefícios para toda a sociedade


As tecnologias e ações da Epagri se convertem em melhorias na forma como se produz alimentos em Santa Catarina. “É com essa questão que a Epagri trabalha diariamente junto às famílias rurais e pesqueiras. É o ‘como’ que vai fazer diferença na saúde, na segurança alimentar, no meio ambiente, na qualidade de vida e na geração de riquezas de toda a sociedade”, diz Edilene.

A Epagri publica o Balanço Social anualmente, desde 2009, para prestar contas à sociedade do dinheiro investido pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Esta edição também revela que em 2019 a Empresa atendeu 121 mil famílias, 3,5 mil entidades e 19,6 mil jovens rurais. Ao longo do ano, foram executados 355 projetos de pesquisa e 20 tecnologias foram lançadas.

O documento também traz reportagens com casos de sucesso pelo Estado em diferentes áreas de atuação da Empresa, como pecuária, produção de grãos, fruticultura, olericultura, aquicultura e pesca, gestão de negócios, políticas públicas e ações nas áreas social e ambiental. “Essas histórias que são exemplos da transformação que nosso trabalho é capaz de operar no Estado”, comenta Edilene.

Para baixar o Balanço Social 2019 da Epagri, clique aqui 

 
Epagri em números

 R$6,24

Retorno que a sociedade recebeu para cada real investido na Epagri

R$2,18 bilhões

Participação da Epagri no retorno que suas tecnologias e ações da geraram para a sociedade

R$5,13 bilhões

Retorno global das tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições

Colheita do ano

– 114 tecnologias produzidas e difundidas pela Empresa avaliadas nos cálculos
– 355 projetos de pesquisa executados
– 20 tecnologias lançadas
– 26,5 mil famílias capacitadas
– 121 mil famílias atendidas
– 3,5 mil entidades atendidas
– 19,6 mil jovens assistidos

Prestação de serviços

– 55,5 mil análises de solo
– 79,2 mil atendimentos em escritório
– 3,8 milhões de acessos à página de previsão do tempo
– 73% das Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) emitidas no Estado

Acesso ao crédito

– 5,2 mil propostas elaboradas
– 4,4 mil beneficiários
– 283 municípios contemplados
– R$203 milhões em recursos viabilizados pelos projetos

Informação técnica e científica

– 801 publicações técnico-científicas
– 12,9 milhões de visualizações no canal da Epagri no Youtube
– 175 vídeos técnicos
– 260 programas de rádio veiculados em 125 emissoras

Capital Humano

– 173 pesquisadores
– 635 extensionistas
– 925 profissionais de suporte a pesquisa e extensão
– 51 jovens aprendizes

Mais informações: Edilene Steinwandter, presidente da Epagri (solicitar entrevista com a assessoria de imprensa)

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Fotos: Divulgação/ Cidasc

Desde a suspensão das aulas, em decorrência da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Estado de Santa Catarina e seus municípios têm destinado os produtos que seriam utilizados no preparo da merenda escolar aos alunos da rede pública de ensino. Produtos como feijão, arroz, entre outros alimentos que compõem esses kits alimentares, devem ser classificados. Cabe lembrar que boa parte desses insumos são provenientes da agricultura familiar.

De acordo com o técnico agrícola Gilnei Bruno Fachin, esse volume de produtos da merenda escolar passa pela análise de profissionais da Cidasc, que certificam a qualidade conforme as características intrínsecas e extrínsecas do alimento, como: cor, tamanho, maturação, grau de umidade, ausência de insetos, danos ou defeitos, de acordo com padrões oficiais.

 “É importante destacar que o produto com certificado de classificação vegetal traz mais segurança tanto para o comerciante/embalador, o qual encontra condições mais justas de preço por qualidade e vantagem na disputa de mercado, quanto para o consumidor final, que tem a opção de levar para casa um produto com melhor qualidade”, disse Fachin.

Em Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - Cidasc é o Órgão oficial, credenciado e fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa para prestar serviço de Classificação de Produtos Vegetais, com a finalidade de dar o suporte necessário às operações comerciais realizadas no âmbito do mercado interno e exportação.

A importância da classificação de produtos vegetais



A atividade de Classificação Vegetal é regulamentada pela Lei no 9.972, de 25 de maio de 2000, e o Decreto no 6.268, de 22 de novembro de 2007, e é obrigatória para produtos que possuam padrão oficial, quando destinados diretamente à alimentação humana, quando importados, e nas operações de compra e venda do Poder Público, seja na esfera municipal, estadual ou federal.

Em programas de aquisição de alimentos, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar)/merenda escolar, entre outros, é obrigatório apresentar o certificado de classificação dos fornecedores. A análise da conformidade dos produtos envolve uma série de etapas que avaliarão se determinado lote de produto atende aos requisitos de identidade e qualidade, estabelecidos no Padrão Oficial de classificação vegetal do Mapa.

A gestora da Divisão de Classificação Vegetal da Cidasc, Valdirene Régia Bizolo Sommer, esclarece que Padrão Oficial é o conjunto de especificações de identidade e qualidade desses produtos contidos em regulamentos técnicos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, que incluem regras de amostragem, modo de apresentação e rotulagem. “O comerciante deve ficar atento quando se trata de compras e vendas destinadas ao poder público, a classificação é obrigatória e o processo é ainda mais rigoroso, iniciando com a amostragem feita pelo classificador, vistoria da mercadoria em depósito para verificação de características desclassificantes (presença de insetos vivos, mau estado de conservação, odor estranho ao produto), e classificação propriamente dita, para posterior emissão do certificado”, explica.

Mapa é responsável pela padronização

Segundo o Mapa, existem 75 produtos padronizados. Exemplos desses produtos são: alho, batata, cebola, maçã, tomate, arroz, feijão, canjica, ervilha, lentilha, trigo, farinha de trigo, farinha de mandioca, milho pipoca, óleos vegetais refinados, soja em grãos, entre outros, para os produtos que não tem padrão específico, como produtos hortícolas, se enquadram na legislação do Padrão Mínimo, Instrução Normativa nº 69,de 6 de novembro de 2018, onde o detentor do produto pode classificar e é responsável pelas características de qualidade.

Atualmente, a Cidasc conta com 14 postos de classificação vegetal distribuídos pelo Estado, com classificadores habilitados e preparados para atender as demandas do setor. Os técnicos agrícolas da Cidasc que realizam a classificação vegetal são profissionais formados e experientes na área. Sob a supervisão do Mapa são submetidos, regularmente aos cursos de capacitação e aperfeiçoamento técnico, que os credenciam a executar a classificação de grãos em Santa Catarina.

A Cidasc alerta que o consumidor é parte importante no processo de classificação. Consumidor consciente deve exigir e comprar produtos vegetais que estejam classificados de acordo com o padrão oficial. É mais qualidade e sanidade para toda a família.

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Jaqueline Vanolli
Assessoria de Imprensa
Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - Cidasc
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Foto: Divulgação / Epagri 

A Epagri finalizou a primeira parte da modelagem hidrodinâmica do estuário do Rio Camboriú, dentro de uma pesquisa que busca avaliar a qualidade da água e seus efeitos nos cultivos de moluscos da região. O objetivo da modelagem hidrodinâmica foi simular a circulação de água dentro do estuário do rio Camboriú e da sua enseada.

“De forma simples, podemos dizer que a modelagem nos permite saber para onde a água está indo e, consequentemente, para onde a poluição que vem das sub-bacias está sendo levada pela água”, explica Luis Garbossa, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Epagri/Ciram).

“Dentro da modelagem hidrodinâmica, a primeira etapa é conseguir que o modelo represente bem a circulação de água. Isso é o que conseguimos agora”, diz Garbossa. A próxima etapa será adicionar parâmetros de qualidade de água para entender como ocorre a dispersão dos contaminantes, considerando as características físicas da região, como profundidade, relevo do fundo do mar, velocidade de circulação da água, entre outros.

Tomada de decisões

A modelagem hidrodinâmica permite criar cenários confiáveis para apoiar a tomada de decisões. Com esse modelo, os especialistas são capazes de avaliar o risco de contaminação das áreas de cultivo de moluscos da região. “Podemos responder a perguntas como: se a poluição aumentar, o que acontece no estuário? Se chover muito, até onde a poluição vai se espalhar? Se aumentar o lançamento de esgoto no verão, os cultivos de moluscos estarão comprometidos? Em quais sub-bacias é preciso atuar para reduzir a contaminação em um determinado trecho do estuário?”, exemplifica o pesquisador.

Modelagem matemática

De forma complementar, modelos matemáticos também estão sendo desenvolvidos para identificar e descrever correlações simples entre parâmetros ambientais, como as chuvas ou a radiação solar na região, com os níveis de poluição na água. “As equações matemáticas desenvolvidas para descrever essas correlações permitem fazer previsões de forma rápida. Por exemplo, utilizando os dados de chuva e radiação solar coletados em tempo real pelas estações meteorológicas da Epagri, seria possível prever também em tempo real a qualidade da água na região”, explica Robson Ventura de Souza, pesquisador do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap) responsável por esses modelos.

Histórico

A primeira etapa da pesquisa começou em 2018, quando os pesquisadores da Epagri coletaram, a cada 15 dias, 10 amostras da água do estuário e do mar da região. O trabalho, encerrado em maio de 2019, resultou na coleta de 240 amostras sob condições ambientais diversas: diferentes estações do ano, períodos de chuvas intensas e de estiagem, no início da subida e da descida da maré, entre outras. A segunda fase, de modelagem hidrodinâmica e estatística, iniciou com a organização desses dados coletados em campo e de outros obtidos com outras instituições referentes aos últimos três anos.

Características únicas

A região do Rio Camboriú, onde se destacam as atividades de turismo, aquicultura e navegação, é de especial interesse para estudos ambientais devido às suas características. “O estuário do rio Camboriú está sob influência de bacias hidrográficas com área agrícola, assim como ocupação urbana muito adensada e ainda apresenta áreas próximas extremamente preservadas. A variação de população entre o inverno e o verão devido ao turismo também permite acessar situações muito singulares. É um local único para estudos ambientais em que se pretende levar em consideração as mais diversas formas de ação antrópica de forma integrada”, detalha o pesquisador Luis Garbossa.

O projeto “Estudo da qualidade de água do estuário do rio Camboriú sob influência antrópica e seus efeitos no cultivo de moluscos” é financiado pelo CNPq. Os próximos passos serão a validação dos modelos para contaminação por microrganismos e para nutrientes. A conclusão do estudo está prevista para este ano, com a publicação de artigos científicos.

Informações e entrevistas Luis Hamilton Pospissil Garbossa, pesquisador da Epagri/Ciram, pelo fone (48) 3665-5162.

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Fotos: Julio Cavalheiro / Arquivo / Secom

Os apicultores de Santa Catarina inovaram e se adaptaram a nova realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. A tradicional Feira do Mel, realizada anualmente em Florianópolis, terá a sua versão online neste ano a partir desta quarta-feira, 1º de julho. Os produtos apícolas serão vendidos para todo o país neste site.


Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Arquivo / Secom

O Governo do Estado e o setor produtivo unem esforços para aumentar a aplicação do crédito rural em Santa Catarina. Nesta segunda-feira, 29, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentaram o Plano Safra 2020-2021 para lideranças representativas do agronegócio catarinense e de instituições financeiras. A intenção é incentivar ainda mais os pequenos agricultores e pescadores a acessar os recursos disponibilizados pelo Governo Federal, como forma de ampliar a competitividade do meio rural e pesqueiro de Santa Catarina e movimentar a economia local.

O Plano Safra 2020-2021 conta com investimentos de R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Desse total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização e R$56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, Santa Catarina é destaque nacional pelos valores aplicados ao longo dos últimos anos e os esforços estarão voltados para ampliar a aplicação dos recursos e também o número de contratos. Além de aumentar a participação das mulheres, dos pescadores e das pequenas cooperativas da agricultura familiar.

“O Plano Safra vem como um incentivo importante a todo setor produtivo catarinense. No estado, temos que fazer um esforço conjunto do setor público, lideranças do setor produtivo e instituições financeiras para conscientizar os agricultores familiares e pescadores sobre as novas linhas de crédito e as oportunidades de investimento para melhorar e modernizar a produção, além de agregação de valor. Temos grandes oportunidades e temos certeza de que mais um vez o agronegócio catarinense será um destaque”, destaca o secretário Ricardo de Gouvêa.

Na safra 2019/2020, Santa Catarina investiu aproximadamente R$ 8,75 bilhões por meio do Plano Safra, principalmente via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Foram mais de 113 mil contratos de investimento, sendo 81,7 mil para agricultura familiar.

Alta nos investimentos do Pronaf em Santa Catarina

Os valores do Pronaf aplicados em Santa Catarina somaram R$ 3,59 bilhões - um aumento de 14,2% em relação à safra anterior. Desse total, R$ 275,7 milhões foram aplicados via Epagri.

Os produtores rurais de Santa Catarina contam ainda com o apoio da Secretaria da Agricultura para o pagamento de juros dos investimentos. Na última safra, os contratos somaram R$ 104 milhões com subsídios por meio dos programas Menos Juros, Cobertura de Pomares e Irrigar.

Além disso, os financiamentos via Fundo de Desenvolvimento Rural, com recursos próprios do Governo do Estado, chegaram a R$ 16,3 milhões, beneficiando agricultores e pescadores em todo o estado.

“O Plano Safra movimenta muitos recursos em Santa Catarina e dá muita oportunidade para o agricultor e pescador adquirir crédito com juros mais baixos. Essa é uma política pública do Governo Federal, operada pela Secretaria da Agricultura e Epagri aqui no estado. Os produtores ou pescadores que tiverem dúvidas sobre a aplicação do Plano Safra ou sobre os programas de apoio do Governo do Estado podem procurar o escritório municipal da Epagri do seu município”, explica o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

Participação das mulheres

A união de esforços entre lideranças do agronegócio quer ampliar ainda a participação das mulheres no acesso ao crédito. Em Santa Catarina cerca de 10% do número de contratos realizados nas últimas seis safras foram contratados por mulheres, enquanto a média nacional é acima de 30%.

O Governo do Estado já faz um esforço nessa direção. As mulheres têm prioridade na liberação de recursos dos programas de fomento da Secretaria da Agricultura para dar mais protagonismo ao público feminino no processo produtivo e na economia catarinense.

Pequenas cooperativas

As grandes empresas ou cooperativas acessam quase R$ 1 bilhão por ano do Crédito Comercialização enquanto as pequenas cooperativas ainda encontram algumas dificuldades para acessar os recursos. “O crédito na comercialização é uma ferramenta importante para que os agricultores familiares e suas pequenas cooperativas possam vender seus produtos, especialmente para a alimentação escolar ou para o Programa de Aquisição de Alimentos. Para isso é importante ter capital de giro, que traz giro econômico e financeiro dos seus negócios”, afirma Jurandi Gugel, analista da Epagri/ Cepa.

Importância do Seguro Rural

Outro desafio levantado pelos técnicos da Secretaria da Agricultura e da Epagri é incentivar os agricultores a utilizarem o crédito rural ao invés de mobilizarem seus recursos próprios. “Mesmo que os produtores tenham dinheiro para fazer a lavoura, ele deve priorizar o crédito rural porque assim tem acesso ao Proagro ou Proagro Mais, que são seguros rurais exclusivos para quem acessa os recursos do Pronaf. A produção agrícola têm muitos riscos, principalmente climáticos, que podem trazer grandes prejuízos. Com o seguro rural, os produtores têm algumas garantias e podem recuperar parte do valor investido caso tenham perdas com a estiagem ou excesso de chuvas, por exemplo”, explica o analista da Epagri/Cepa, Jurandi Gugel.

Apoio do Governo do Estado

Além do Plano Safra, do Governo Federal, os produtores rurais e pescadores de Santa Catarina contam ainda com Programas de Fomento da Secretaria de Estado da Agricultura. O Governo do Estado tem linhas de crédito sem juros para apoiar os investimentos no meio rural e pesqueiro, além de incentivos para melhoria do processo produtivo e agregação de valor.

Só o Programa Terra-Boa terá investimentos de R$ 53,5 milhões este ano para apoiar a aquisição de sementes de milho, calcário, melhoria de pastagens, apicultura e cobertura do solo.


Foto: Divulgação / Secretaria da Agricultura 

Devido aos prejuízos com a estiagem e com a pandemia do novo coronavírus, a Secretaria lançou também novos programas para incentivar os investimentos em sistemas de captação, armazenagem e uso da água. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, está destinando R$ 4,5 milhões para apoiar os agricultores na construção de aproximadamente 200 poços artesianos, cisternas e projetos de irrigação.

Os produtores e pescadores, que transformam sua produção e comercializam utilizando Nota de Produtor Rural, contam também com financiamentos para custeio ou capital de giro. E aqueles que comercializam a produção utilizando CNPJ terão apoio no pagamento de juros dos financiamentos.

Boletim Técnico

Além dos números do Plano Safra, a equipe da Agricultura e Epagri lançou o Boletim Técnico - Metodologia para estimativa de produtividade em lavouras de milho, trigo, soja e feijão.

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Ana Ceron
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Foto: Nilson Teixeira / Epagri

Os embarques de produtos relacionados à soja catarinense somaram mais de 1,15 milhão de toneladas de janeiro a maio, volume recorde da série desde 2015, totalizando US$ 398,7 milhões. Nas exportações do estado nos primeiros cinco meses de 2020, a soja tem destaque, com participação de 11% no total das vendas.

“O complexo soja envolve grão, farelo, farinha, óleo refinado e bruto”, explica Haroldo Tavares Elias, analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). A China continua sendo destino preferencial da soja catarinense, somando 93% do total embarcado entre janeiro e maio. “A crescente dependência do mercado chinês deve merecer atenção do agronegócio, mercado e produtores”, observa Elias.

Preços

A análise da Epagri/Cepa também mostra recuperação dos valores pagos pelo grão. Em maio, os preços da soja catarinense apresentaram uma reação de 9,57% em relação a abril e alta de 33% frente ao mesmo mês de 2019. Desde fevereiro a alta dos preços foi de 23%, acompanhando a relação cambial entre real e dólar.

Os bons preços registrados desde o início do ano mantêm elevada a participação da soja no valor bruto da produção estadual, apesar da queda de mais de 20% na produtividade da safra 2019/20 em relação ao ciclo agrícola anterior. 

Brasil

O Brasil se consolida como maior exportador mundial e agora também assume a posição de maior produtor. Neste ano, as exportações estão sendo recordes. De janeiro a junho, mais de 50 milhões de toneladas foram embarcadas pelo Brasil, posicionando a soja como primeiro item no ranking geral de exportações nacional. O grão representa mais de 70% das exportações do agronegócio brasileiro.

“Em que pese a contribuição significativa da soja na balança comercial brasileira, é necessário analisar o contraponto de todo este sucesso, sem imputar culpas a um setor específico, mas sim da conjuntura atual”, avalia Haroldo. Ele lembra que outras culturas, como feijão, arroz e mandioca, registram retrações sucessivas nos cultivos ao longo das últimas décadas. “São espécies que geram a base da alimentação do brasileiro”, alerta o analista.

Em Santa Catarina, a área cultivada com soja concorre com o espaço do cultivo do milho. As duas culturas somam cerca de 1,24 milhões de hectares cultivados, 690 mil hectares com soja e 550 mil hectares com milho grão e silagem.

O analista esclarece que Santa Catarina tem poucas áreas com possibilidade de ampliação de cultivo de milho, assim a saída para minimizar esta condição é ganho por rendimento de área e alternativas de outros grãos na composição das rações.

Em Santa Catarina a expansão do cultivo de soja tem evoluído significativamente. De 2000 a 2020 o crescimento da área de cultivo foi superior a 85%, incorporando 317 mil hectares.

Origem chinesa

A planta de origem chinesa foi adaptada às mais diversas regiões e climas, ganhando o mundo. De seus múltiplos usos, do óleo de cozinha, passando pelo biocombustível ao concentrado proteico para rações, o cultivo da leguminosa tem sua demanda crescente para abastecer o complexo agroindustrial.

Informações e entrevistas
Haroldo Tavares Elias, analista da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 99618-5006

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Foto: Aires Mariga / Epagri

Com preços, produtividade e exportações em alta, a cadeia produtiva do arroz em Santa Catarina comemora um bom momento, impulsionado pelo aumento da demanda. Com as últimas colheitas realizadas até o início de junho, os preços seguem estáveis, contrariando as expectativas dos analistas, que esperavam queda nos valores diante da maior oferta do produto no mercado.

Gláucia de Almeida Padrão, analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), explica que na primeira quinzena de junho os produtores catarinenses de arroz receberam em média R$ 55,96 pela saca de 60 quilos. No ano passado, nesta mesma época, o valor estava em R$ 45,84, já corrigida a inflação do período. “Em termos absolutos tivemos uma alta de 22%”, ressalta a analista.

Essa alta é inédita para os produtores catarinenses de arroz. Na avaliação de Gláucia, ela vem se configurando desde dezembro, quando a estiagem em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul apontava para uma safra ruim de arroz. Com base na expectativa de baixa oferta do produto, os preços se mantiveram e vieram crescendo. No início de março, a corrida dos consumidores ao mercado, em decorrência da pandemia da Covid 19, fez a demanda pelo cereal crescer e, consequentemente, os preços do arroz seguirem em tendência de alta, que se mantém até agora.

Produtividade

Apesar do cenário de estiagem, calor excessivo e ataque de pragas, a produtividade também surpreendeu. No Sul do estado, nas microrregiões de Criciúma e Araranguá, as produtividades superaram as obtidas na safra 2018/19 em 14,74% e 10,63%, respectivamente.

No Alto Vale, o andamento da colheita também confirmou rendimentos superiores aos do ano anterior na microrregião de Rio do Sul.

Para Gláucia, o investimento em tecnologia por parte dos agricultores, com acesso a sementes de qualidade e cultivares de alto potencial produtivo, é um dos motivos que explicam a alta produtividade do arroz catarinense. Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do país, atrás do Rio Grande do Sul, posição que deve manter neste ano, avalia a analista. O estado também divide com o vizinho gaúcho a liderança do país na produtividade do grão.

A área plantada com arroz na safra 2019/20 foi de 149.592 hectares. Esse número já está corrigido com base no mapeamento por imagens de satélite coordenado pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram).

Exportações

O arroz não é um produto tradicional na carteira de exportações catarinense, mas neste ano o produto ampliou a sua presença no mercado internacional. Segundo Gláucia, entre janeiro e maio de 2019 Santa Catarina exportou nove vezes mais arroz do que no mesmo período do ano passado. O exportado nos cinco primeiros meses de 2020 também supera em 2,3% o volume de arroz que foi vendido ao exterior pelo estado durante todo o ano passado.

A alta nas exportações do arroz catarinense se deve ao aquecimento do mercado externo, avalia a analista da Epagri/Cepa. Os principais países compradores foram África do Sul, Senegal e Namíbia.

Informações e entrevistas
Gláucia de Almeida Padrão, analista da Epagri/Cepa, fone (47) 98843-4922

Mais informações para a imprensa:
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Santa Catarina bateu mais um recorde na exportação de suínos no mês de maio, e a soja catarinense também alcançou volume inédito de vendas ao exterior no mesmo período. Assim como o preço médio do boi gordo e do arroz, esses são alguns dos destaques da edição de junho do Boletim Agropecuário. O documento produzido mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) traz a análise dos principais produtos agrícolas catarinenses.

Santa Catarina exportou 51,72 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em maio, o que representa uma alta de 46,1% em relação ao mês anterior e 35,3% acima do volume exportado em maio de 2019. O faturamento do mês foi de US$ 113,60 milhões, alta de 41,5% em relação ao mês anterior e de 44,4% na comparação com maio de 2019.

Esses montantes representam um recorde histórico de exportações de carne suína num único mês, tanto em valor quanto em quantidade. Nos primeiros cinco meses do ano, a exportação catarinense de carne suína teve alta de 18,5% em quantidade e de 40,9% em valor, na comparação com o mesmo período de 2019. O Estado foi responsável por 51,8% das receitas e 52,5% da quantidade de carne suína exportada pelo Brasil neste ano.

O frango catarinense também recuperou espaço no mercado externo em maio, ainda que abaixo do volume alcançado no ano passado. No mês passado, Santa Catarina exportou 96,54 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada), uma alta de 28,5% em relação a abril, mas que representa queda de 33,5% na comparação com maio de 2019. As receitas, por sua vez, atingiram o montante de US$ 145,25 milhões, alta de 18,9% em relação a abril e queda de 40,8% na comparação com maio de 2019.

De janeiro a maio, as vendas catarinenses de frango ao exterior chegaram a 423,18 mil toneladas, com faturamento de US$ 695,44 milhões, queda de 32,6% em quantidade e 35,7% em valor, na comparação com o mesmo período de 2019. O estado foi responsável por 26,2% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango neste ano.

O preço médio do boi gordo em Santa Catarina, nas primeiras semanas de junho, é 0,4% superior ao mês anterior e 21,7% acima do valor pago em junho de 2019. Já no caso do leite, o preço médio de maio pago aos produtores catarinenses deve ficar bem abaixo do de abril. Além disso, as indústrias estão estimulando a redução da produção. Mesmo em plena entressafra e com redução da produção pela estiagem, alegam que o mercado não absorve a produção atual e os estoques são crescentes.

Grãos

Segundo o Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, os embarques catarinenses do complexo soja, de janeiro a maio, somaram mais de 1,15 milhões de toneladas, volume recorde registrado desde 2015. Os preços pagos pelo grão também evoluíram em Santa Catarina, com alta de 9,57% na relação entre maio e abril, e de 33% na comparação entre os meses de maio de 2020 e de 2019. Desde fevereiro a alta dos preços foi de 23%.

Os preços do arroz em casca e beneficiado também estão em alta no Estado. Outra boa notícia é o crescimento da produção e produtividade na safra 2019/20 do cereal, em relação ao período agrícola anterior.

No mês de maio, os preços pagos aos produtores de feijão-carioca permaneceram estáveis nos estados da região Sul. Para os produtores de feijão-preto, a variação de preços entre os meses de abril e maio foi positiva em 16%. Essa alta nos preços é motivada, sobretudo, pela baixa oferta de produto, resultado dos prejuízos causados pela estiagem prolongada que comprometeu a segunda safra de feijão, especialmente no Sul do país.

O início da colheita da segunda safra de milho no Centro-Oeste brasileiro, que responde por 70% da produção nacional, aumenta a oferta do produto no mercado, o que deverá pressionar os preços para baixo nos próximos meses. Em maio, a média mensal do preço do milho em Santa Catarina foi de R$ 43,05 (60kg), 1,9% inferior à de abril e 18,7% à de maio de 2019.

Cerca de 25% das lavouras de trigo já foram implantadas em Santa Catarina, com condições consideradas muito boas para todas as regiões produtoras. A pouca oferta para venda no mercado interno e a demanda aquecida têm sustentado os preços nacionais em patamares favoráveis para os produtores.

Vegetais

Santa Catarina encerrou a comercialização da safra de alho 2019/20 com resultados satisfatórios para os produtores. A partir deste mês os preços tendem a uma redução, devido à entrada no mercado do produto da safra do cerrado brasileiro e a normalização da situação nos portos chineses. Em maio, a China foi o maior fornecedor de alho para o Brasil, superando a Argentina, que liderava desde novembro de 2019.

A comercialização da safra catarinense de cebola 2019/20 foi encerrada em maio. O fechamento da safra se deu com os preços em alta, em função da baixa oferta da hortaliça no mercado, provocada pelo final da safra em Santa Catarina, pelas restrições à importação do produto argentino e pela redução da produção no Nordeste.

A mandioca vem sofrendo queda de preços em Santa Catarina desde 2017. A colheita inicia com preços semelhantes a 2019. Por outro lado, o produto catarinense vem conquistando mercado internacional. A tapioca se destaca nas exportações para Portugal e Estados Unidos, além de outros países. Com isso, a demanda se amplia para a produção regional da mandioca.

Em resposta à diminuição da demanda mundial, a produção de tabaco do Sul do Brasil, incluindo a catarinense, retraiu. Em Santa Catarina, segundo levantamento da Epagri/Cepa, a área plantada de tabaco reduziu 6,1% em relação à safra anterior e o rendimento se revelou ligeiramente acima daquele obtido em 2018/19, alta de 1,2%. O resultado foi uma redução de 1,1% na produção de tabaco catarinense em relação à safra anterior.

Confira aqui a íntegra do Boletim Agropecuário de junho.

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Os produtores rurais de Santa Catarina contam com novas linhas de crédito para investimento em sistemas de captação, armazenagem e uso da água. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, está destinando R$ 4,5 milhões para apoiar os agricultores na construção de aproximadamente 200 poços artesianos, cisternas e projetos de irrigação.

“Essa é uma iniciativa muito importante para garantir a produtividade e a renda na agricultura. Os produtores rurais são uma força fundamental na economia catarinense. Apoiamos esses produtores neste período de desafios e acreditamos no papel importante que eles têm no desenvolvimento do estado”, ressalta o governador Carlos Moisés.

Os períodos de estiagem não são raros em Santa Catarina e desde junho de 2019 os produtores rurais sofrem com os impactos da seca. Segundo estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o estado acumula prejuízos que passam de R$ 436 milhões com a estiagem, principalmente na produção de grãos, fruticultura e bovinocultura de leite.

"São três projetos da Secretaria da Agricultura para viabilizar projetos de construção de poços artesianos, armazenamento de água e também irrigação para ajudar os produtores nesses períodos de estiagem. É uma ação importante do Governo do Estado para dar mais tranquilidade aos agricultores em tempos de estiagem", reforça o secretário da pasta, Ricardo de Gouvêa.

Água para Todos

O Água para Todos conta com recursos para financiamentos para construção de poços, estruturas de armazenagem e distribuição de água.

Os financiamentos serão de até R$ 25 mil por produtor ou até R$ 50 mil para projetos coletivos, que poderão ser pagos em até 36 meses, com seis meses de carência e sem juros.

Financiamentos para construção de poços artesianos

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural está investindo, via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), R$ 1,5 milhão em financiamentos sem juros para captação e uso da água.

O financiamento via FDR tem o limite de R$ 25 mil por produtor, com cinco anos para pagar e sem juros. Essa é uma linha já existente e que será reforçada ao longo de 2020.

Programa Irrigar

Subvenção aos juros de financiamentos contraídos pelos produtores rurais, num limite de R$ 30 mil e juros de até de 4,5% ao ano, durante um período máximo de oito anos. Os bônus dos juros serão pagos anualmente para os agricultores.

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