Foto: Julio Cavalheiro/ Arquivo/ Secom

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anuncia a liberação dos cultivos de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões das localidades de Armação do Itapocorói e Praia Alegre, no município de Penha, e de Ilha João da Cunha, Perequê e Araçá, em Porto Belo.

As áreas foram liberadas para retirada e comercialização de moluscos após apresentarem dois resultados consecutivos negativos para a ficotoxina Ácido okadaico, também chamado de toxina diarreica. A Secretaria da Agricultura mantém ainda a interdição nas localidades de Barra e Laranjeiras, no município de Balneário Camboriú. Nesse local é proibida a retirada e comercialização de ostras, mexilhões, visitas e berbigões.

Monitoramento constante

A Cidasc intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Santa Catarina é o único do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

Maricultura em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.

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Santa Catarina inicia a entrega do Selo Arte para produtos artesanais. O queijo serrano produzido pela família Zanelato, no município de Bom Retiro, será o primeiro produto catarinense a receber a certificação e poderá ser comercializado em todo o país. Nesta quarta-feira, 16, com a presença do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, e do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, ocorreu a entrega oficial do Selo Arte, na propriedade Santo Antônio.

O secretário Ricardo de Gouvêa destaca a qualidade dos produtos catarinenses e a oportunidade dos produtores aumentarem sua renda, podendo expandir mercado para seus produtos e comercializar com segurança. “Santa Catarina é um estado diferenciado pela excelência em tudo o que produz, não é diferente na agricultura familiar. Este selo é um reconhecimento ao trabalho do produtor, que agora vai poder vender seus produtos com mais segurança. Oferecer oportunidades como esta é incentivar a família a permanecer no campo, produzindo com mais qualidade de vida”.

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Representando o ministério da Agricultura, Fernando Schwanke complementa que um dos principais conceitos do Selo Arte “é que produtos de alto padrão de qualidade e segurança alimentar não fiquem restritos à pequena propriedade, mas que conquistem os consumidores de outras partes do país e agreguem valor ao trabalho artesanal do agricultor”, enaltece.

O Selo Arte é uma conquista dos produtores rurais e permite a comercialização de produtos como queijos, embutidos, pescados e mel em todo território nacional. Para ser considerado artesanal, o produto deve ser individualizado, genuíno e manter as características tradicionais, culturais ou regionais. Além disso deverá ser regulamentado e reconhecido como artesanal pelo Estado de Santa Catarina.  

É importante ressaltar que o estabelecimento deve estar submetido ao serviço de inspeção oficial (municipal, estadual ou federal). A família Zanelato, por exemplo, possui o Selo de Inspeção Municipal (SIM) para a produção de Queijo Artesanal Serrano.

Dedicação para produção artesanal

O casal Air e Jacinta Zanelato produzem em média dois quilos de queijo serrano por dia. Além disso, todo o rebanho é certificado como livre de brucelose e de tuberculose. O produtor também aposta na maturação, que é a transformação pela ação do tempo, como um diferencial para o seu queijo.

A história do Sítio Santo Antônio teve início em 2006, quando o casal Air e Jacinta Zanelato encerrou suas atividades no funcionalismo público e adquiriu uma área de 48 hectares no município de Bom Retiro. Os planos eram produzir vinhos e trabalhar com a criação de gado. A produção do queijo, trazida da cultura de seus antepassados, era um hobby para aproveitar o leite produzido, mas aos poucos foi se sobressaindo às demais atividades e se tornou um objetivo de vida.

“Somos pequenos, mas trabalhamos com muita qualidade. O Queijo Artesanal Serrano é feito com poucos ingredientes, mas tem muito da história e da tradição dos nossos antepassados. Eles nos deram de presente o bem fazer de um produto que atravessa gerações e é único para a nossa região. Apresentá-lo a mais pessoas e regiões é motivo de orgulho”, comemora o produtor Air Zanelato.

A Epagri também foi uma grande aliada para aprimorar a produção da família Zanelato. Os produtores contaram com a assistência técnica, visitas a campo, reuniões de grupo e capacitações em boas práticas agropecuárias e de fabricação.

Concessão do Selo Arte

A Cidasc, por meio do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DEINP), será responsável por conceder o Selo Arte aos produtos que atenderem aos requisitos  previstos nas normativas estaduais e federais.

Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

A presidente da Cidasc, Luciane Surdi, reforça que os estabelecimentos deverão possuir algum tipo de serviço de inspeção oficial e que o Selo Arte será concedido para os produtos e não para os estabelecimentos. Luciane destaca ainda que será um certificado de que os produtos estão em conformidade com as boas práticas de fabricação, possibilitando o comércio nacional.

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É a primeira vez que mandioca entra nas estimativas da Epagri/Cepa. Foto: Divulgação / Epagri

Crescimento nas principais culturas agrícolas do Estado na comparação com o ciclo 2019/20. Essa foi a estimativa para a safra de verão 2020/21 em Santa Catarina apresentada pela Epagri, na tarde da terça-feira, 15, durante evento on-line. Neste ano, a apresentação teve novidades, com a inclusão da maçã, da banana e da mandioca, e também da previsão climática para os próximos três meses. Milho, soja e maçã são alguns destaques das estimativas para o próximo ciclo.

A tendência de confirmação do La Niña na primavera foi abordada na apresentação de Gilsânia Cruz, meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Epagri/Ciram). Ela informou que, em decorrência do fenômeno, a previsão climática para setembro, outubro e novembro indica chuva variando entre normal a abaixo da média, com distribuição irregular. A temperatura deve ficar acima do normal para o período. 

Algumas características vão marcar a próxima safra de verão, entre elas o mercado aquecido para as principais culturas. A redução dos juros também foi ressaltado pela analista, que chamou atenção ainda para a elevação dos custos de produção, causada pelo impacto do dólar alto nos produtos que utilizam insumos importados.

Grãos

Se as estimativas se confirmarem, o arroz deve chegar ao final da safra 2020/21 com uma produtividade de 8.418 kg/ha, aumento de 0,32% em relação ao último ciclo agrícola. O total produzido esperado é de 1.258.123 toneladas. Na safra 2019/20 o grão já alcançou produtividade acima média, quando ficou em 8.391kg/ha.

A soja deve encerrar a safra de verão com uma produção de 2.456.005t, índice 7,02% maior que no ciclo 2019/20, mas ainda inferior à média de crescimento anual, que é de 10,85%. A produtividade desde crescer 6,87% entre uma safra e outra, encerrando o ciclo em 3.575kg/ha.

O milho grão primeira safra deve ter a área de plantio aumentada em 3,14%, o que contraria uma tendência histórica de queda média anual de - 4,28%. Mais uma vez, a explicação é o preço elevado no mercado. Caso as expectativas se confirmem, o total produzido vai ficar em 2.827.170t, superando em 12,31% o total produzido no ciclo passado. A produtividade deve ser de 8.532Kg/ha, índice 8,9% maior que no ciclo 2019/20, o que representa uma recuperação de perdas da safra passada.

No caso do milho silagem, a área plantada vem crescendo historicamente à taxa média de 13,6% ao ano. A quantidade produzida deve ser 7,29% maior do que na safra 2019/20 e a produtividade vai crescer 5,93% neste período.

O feijão primeira safra pode trazer surpresas, caso os preços pagos ao produtor permaneçam em alta. Segundo a Epagri/Cepa, essa cultura enfrenta média histórica de queda de -7,17% na área plantada a cada ano. Contudo, para safra 2020/21 a expectativa é de que a área plantada caia apenas -0,8% em relação ao período anterior. Se o cenário se confirmar, a quantidade produzida do grão deve chegar a 72.553t, volume 15,36% superior à safra 2019/20. A produtividade deve crescer 16,29% entre uma safra e outra.

Hortaliças

Embora ainda ocupe uma área pequena, o tomate vem ganhando espaço no Estado, com crescimento médio anual 7,87% na área plantada. A quantidade produzida na próxima safra deve ficar em 149.388 toneladas, volume 5,19% maior do que o registrado em 2019/20. A produtividade vai sofrer uma pequena queda de -1,76%.

A batata deve enfrentar queda de -11,43% na quantidade produzida em relação à safra anterior, acompanhada de diminuição de -7,81% na área plantada. A produtividade do tubérculo deve cair -3,92% entre as duas safras.

Para a próxima safra, a Epagri incluiu nas estimativas a mandioca indústria e de mesa. Como é a primeira vez que a safra será medida, não há dados comparativos com períodos anteriores. A mandioca indústria deve encerrar o ciclo com 149.617t produzidas em 6.525ha e produtividade de 22.801kg/ha. A mandioca de mesa vai ter área plantada de 8.345ha, que devem produzir 162.236t, num índice de produtividade de 19.441Kg/ha.

Frutas

banana é uma importante cultura para agricultura familiar. A caturra deve fechar o ciclo 2020/21 com 632.009t produzidas, volume 1,54% maior que na safra anterior. A banana-prata deve ter aumento de 16,58% na produção, apesar da queda de -1,83% na área plantada. Ao final da safra 2020/21 Santa Catarina deve ter produzido 127.995t de banana-prata.

No caso da maçã-fuji, o destaque será o crescimento de 10,38% na área plantada, o que supera o aumento histórico de 2,22% ao ano. Como reflexo, a quantidade produzida vai ser 16,11% maior, num total de 292.634t. A produtividade vai ficar em 33.976kg/ha, crescimento de 5,19%, o que contraria a média histórica de queda de -1,43% ao ano.

A maçã-gala também verá a área de colheita crescer expressivamente, numa variação de 20,42% entre a safra 2019/20 e a posterior. Assim, a quantidade produzida vai crescer 14,5%, apesar da expectativa de queda de -5,21% na produtividade. Ao final da próxima safra de verão espera-se que Santa Catarina tenha produzido 353.923t de maçã-gala.

A Epagri/Cepa também fez a estimativa para a maçã precoce, cuja cultura está em crescimento acelerado no Estado. A expectativa é de que na safra 2020/21 Santa Catarina produza 82,41% a mais dessa fruta do que no ciclo anterior, encerrando a safra com 22.918t colhidas. Historicamente, essa produção vinha crescendo 5,65% ao ano, reflexo do aumento de anual médio de 6,53% na área plantada.

Tabaco

O tabaco vai experimentar aumento de 3,89% na quantidade produzida e de 1,54% na produtividade na comparação entre as duas safras. As taxas significam uma recuperação das perdas verificadas no ciclo 2019/20.

Informações e entrevistas:

  • Previsão climática: Gilsânia Cruz, meteorologista da Epagri/Ciram, pelo fone (48) 3665-5007
  • Previsão de grãos: Haroldo Tavares Elias, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 99618-5006
  • Previsão de hortaliças e tabaco: Jurandi Teodoro Gugel, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 99695-5139
  • Previsão de frutas: Rogério Goulart Junior, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, pelo fone (48) 99971-3991

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    Gisele Dias
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Foto: Aires Mariga / Epagri

A Epagri oferece, nos dias 16 e 23 de setembro, uma capacitação online gratuita sobre Boas Práticas de Fabricação de Alimentos (BPF). O curso é direcionado aos manipuladores de alimentos de agroindústrias familiares para que possam preparar, armazenar e vender os alimentos de forma adequada, higiênica e segura. As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui.

A capacitação será oferecida em dois módulos. O primeiro, no dia 16 de setembro, vai abordar as seguintes temáticas:  boas práticas e higiene pessoal, microbiologia dos alimentos, higienização do ambiente, equipamentos e utensílios. O segundo, dia 23, traz como conteúdos qualidade da água, controle de pragas, layout da agroindústria e legalização. Os ministrantes serão os engenheiros de alimentos Henrique Rett e Ezequiel Nunes, o médico-veterinário Marcelo Pedroso e a nutricionista Elisiane Casaril, todos da Epagri.

O curso é oferecido pelo Programa Gestão de Mercados, sob coordenação da extensionista Telma Tatiana Köene. Segundo Telma, essa capacitação é obrigatória para os estabelecimentos que trabalham com manipulação de alimentos a cada dois anos, como é o caso das agroindústrias. “Devem participar tanto os manipuladores que nunca fizeram o curso como os que já têm longa caminhada na atividade, pois as boas práticas colaboram para a segurança sanitária do alimento e devem ser relembradas”. diz ela.

Em muitos municípios, para retirar o alvará sanitário junto à vigilância municipal, é preciso apresentar o certificado de capacitação na área.  A Epagri oferece o curso de BPF regularmente em todas as regiões catarinenses e agora, devido às restrições impostas pela pandemia, está promovendo na modalidade online. O curso terá emissão de certificado, inclusive com duas avaliações para ajudar a fixar os conteúdos. Os certificados são reconhecidos pela Vigilância Sanitária Estadual e pela Cidasc.

Informações e entrevistas: Telma Tatiana Köene, coordenadora de extensão do Programa Gestão de Mercados: (47) 99955-2740

Serviço:
O quê: curso Boas Práticas de Fabricação de Alimentos – módulo básico – 2 etapas
Quando: dias 16 e 23 de setembro, das 13h30min às 17h
Inscrições neste link

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Foto: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) / Divulgação

A suinocultura se tornou o grande destaque do agronegócio catarinense em 2020. Desde o início do ano, Santa Catarina tem ampliado as vendas internacionais e faturado com os embarques do produto. Em agosto, o setor manteve o crescimento e alcançou um faturamento de US$ 109,3 milhões - o segundo maior valor já registrado na série histórica, desde 1997 - e 56,8% a mais do que no ano anterior.

O governador Carlos Moisés reforça a importância do setor para a economia catarinense. “Os produtores e a agroindústria impulsionam o desenvolvimento do estado e são fundamentais neste momento de retomada. Esse desempenho nas exportações é mais uma prova que Santa Catarina, com seu povo trabalhador, é capaz de superar qualquer obstáculo”, ressalta.

No último mês o estado exportou 50,8 mil toneladas de carne suína, um aumento de 55% em relação a agosto de 2019.  O crescimento, mais uma vez, é puxado pela China, que importou 33 mil toneladas do produto no valor de US$ 73,9 milhões. Esses valores representam incrementos de 109,1% e 115,5% em relação a agosto de 2019, respectivamente.

Segundo o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, os números refletem a qualidade e a credibilidade do agronegócio catarinense. “Santa Catarina tem uma setor produtivo muito qualificado, organizado e que trabalha em parceria com o Governo do Estado e Governo Federal para melhorar sempre. O grande foco é manter nosso status sanitário, o que garante alimentos de mais qualidade para a população, mais segurança no campo e um grande diferencial do nosso estado”, afirma.

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina tem um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. O estado é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne.

Acumulado do ano

De janeiro a agosto deste ano, Santa Catarina já exportou 345,9 mil toneladas de carne suína, um crescimento de 27,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O faturamento já passa de US$ 758,6 milhões, superando em 40% o valor de 2019.

Além da China, que vem aumentando os embarques mês a mês, outros mercados importantes estão investindo na produção catarinense. O Japão, por exemplo, se tornou o quarto maior comprador e ampliou em 166,2% o volume importado de Santa Catarina neste ano.

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) Alexandre Giehl explica que os números indicam um novo recorde de exportações de carne suína em 2020, tanto em valor quanto em quantidade. Além disso, as exportações contribuíram para minimizar os prejuízos dos suinocultores e garantir a continuidade da produção. "Os excelentes resultados das exportações têm sido fundamentais para garantir que os preços pagos aos produtores tenham se recuperado da queda registrada no início da pandemia de Covid-19. Vale destacar que essa melhoria nos preços foi fundamental para evitar que os produtores tivessem prejuízos significativos e, eventualmente, muitos abandonassem a atividade, já que os custos de produção também estão em alta".

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pela Epagri/Cepa.

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Foto: Arquivo / Epagri

Uma parceria entre Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Associação Catarinense de Aquicultura (ACAq) propicia oportunidade para que os produtores obtenham a regularização ambiental pendente. A medida é válida para os piscicultores com empreendimentos instalados antes de novembro de 2019 e da publicação da Instrução Normativa IMA nº 08.

O termo de cooperação técnica foi assinado entre Secretaria da Agricultura, IMA e ACAq para atender a uma demanda dos piscicultores catarinenses que já tinham seus cultivos instalados antes da publicação da Lei da Piscicultura e da Instrução Normativa do IMA e, portanto, sem a devida regularização ambiental. A partir de agora, eles terão 12 meses para buscar a regularização sem penalidades, atendendo os critérios estabelecidos em um Termo de Referência que acompanha o termo de cooperação.

"São mais de 33 mil piscicultores que poderão regularizar seus cultivos sem penalidades, fazendo as adaptações necessárias e se enquadrando nas normas vigentes em Santa Catarina. Sem o licenciamento ambiental, os produtores acabam ficando à margem, não acessam as políticas públicas e sem poder investir na sua propriedade. Temos certeza de que essa parceria trará um grande avanço para a piscicultura de Santa Catarina", explica o secretário de Estado da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

O gerente de Aquicultura e Pesca da pasta, Sérgio Winckler, explica que esse é um marco para a regularização da piscicultura em Santa Catarina e irá possibilitar que grande parte dos piscicultores instalados no estado conquiste a licença ambiental. "Além de acessar as políticas públicas do Governo Federal e do Governo do Estado, os piscicultores terão mais segurança jurídica para que possam fazer novos investimentos e melhorias no processo produtivo, resultando em maiores produtividades e ganhos para os produtores de peixe de Santa Catarina".

Piscicultura em Santa Catarina

Santa Catarina conta com mais de 30 mil piscicultores, entre amadores e comerciais. O estado está entre os principais produtores de peixes de água doce do país, com uma produção de 47,9 mil toneladas em 2018.

Em termos financeiros, os piscicultores profissionais produziram 33,5 mil toneladas de peixes e geraram mais de R$ 167 milhões em 2018. A produção está concentrada nas regiões de Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau e a espécie mais produzida no estado é a tilápia.

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A bananicultura foi um dos setores mais afetados pelos últimos efeitos climáticos que atingiram Santa Catarina, principalmente pelo ciclone no dia 30 de junho. Para apoiar a recuperação de pomares danificados, a Secretaria da Agricultura irá investir R$ 2 milhões em financiamentos, sem juros, para os produtores rurais.

O secretário adjunto de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, explica que a bananicultura foi um dos setores mais castigados pelo ciclone bomba em Santa Catarina, principalmente nas regiões Norte e Sul. Os prejuízos passam de R$ 300 milhões somente nesta atividade.

“A Secretaria da Agricultura sabe que, nesse momento, a recuperação do bananal é muito importante, já que vários produtores perderam completamente a plantação e o ciclo da banana é muito longo. Para o produtor colher novamente ele pode esperar até 18 meses, que é um período muito longo para ficar sem renda. Estamos muito atentos a essa situação por isso a importância dessa nova linha de financiamento”, destaca.

Os produtores de banana, enquadrados no Pronaf, poderão acessar um financiamento de até R$ 10 mil por hectare de pomar implantando ou recuperado, limitados a R$ 20 mil por unidade familiar. O prazo para pagamento será de até cinco anos, sem juros.

Seguro Rural

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aprovou também a inclusão da cultura da banana no projeto-piloto de subvenção ao prêmio do seguro rural para operações enquadradas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Neste projeto-piloto, os produtores com operações de crédito rural enquadrados no Pronaf podem acessar o seguro agrícola de julho a meados de setembro com subvenção de 60% para banana, maçã e uva. Os demais produtores, que não acessam ou não são enquadrados no Pronaf, podem também acessar o seguro agrícola com subvenção de 40% do prêmio nessas culturas.

Bananicultura em Santa Catarina

Santa Catarina é o quarto maior produtor de banana do Brasil e a produção tem origem em pequenas propriedades familiares. São cerca de 3,5 mil bananicultores e 29 mil hectares destinados ao cultivo da fruta.

A principal região produtora é o Norte catarinense, que responde por mais da metade da produção estadual, seguido do Vale do Itajaí e Sul.

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Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anunciou a interdição dos cultivos de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões das localidades de Laranjeiras e Barra, em Balneário Camboriú. É proibido retirar e comercializar moluscos bivalves destas localidades.

Desde o dia 6 de agosto, algumas áreas de cultivos de moluscos bivalves vêm sendo interditadas devido à presença de ficotoxina Ácido Okadaico - também conhecida como toxina diarreica - acima dos limites permitidos. Quando consumida, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

A Secretaria da Agricultura mantém ainda a interdição nas localidades de Praia Alegre e Armação do Itapocorói, em Penha; Perequê, Ilha João da Cunha e Araça, no município de Porto Belo.

Monitoramento constante

A Cidasc intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Santa Catarina é o único do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

Maricultura em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.

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Foto: Divulgação / Epagri

Com o plantio 2020/21 praticamente concluído, Santa Catarina espera colher uma safra 18% maior do que a anterior. O estado é o quinto maior produtor de trigo do país e as expectativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) são de aumento na produção, área plantada e produtividade.

O clima seco e frio acaba favorecendo as plantações e a cultura tem apresentado excelente desenvolvimento em todo estado. As estimativas da Epagri/Cepa são de que Santa Catarina tenha um aumento de 9% na área plantada em relação à safra anterior, chegando a 55,2 mil hectares plantados. A produtividade média também deverá crescer, passando dos 3.047kg/ha obtidos na safra passada para uma expectativa atual de 3.321kg/ha, acréscimo de 9%.

"O aumento da área plantada pode ser explicado pelos bons preços da saca de trigo pagos ao produtor nos últimos meses e também pela previsão de um inverno com pouca chuva, o que favorece a cultura em termos de fitossanidade e rendimento médio", explica o engenheiro agrônomo e analista da Epagri/Cepa, João Rogério Alves.

Na região de Curitibanos, que contempla o município de Campos Novos, o crescimento esperado na produção é de 63% em comparação à safra 2019/20, chegando a 37,9 mil toneladas, com um aumento de 24% na área plantada. A produção de trigo em Santa Catarina está concentrada em três grandes regiões: Canoinhas, Curitibanos e Chapecó.

Mercado

No mês de agosto as cotações do trigo estão em alta. Em Santa Catarina, no mercado balcão, a valorização da saca de 60 kg do cereal chegou a 2,4%, passando de R$ 55,01 em junho para R$56,35 em julho. Em comparação com o ano anterior, o aumento nos preços pagos ao produtor chegou a 34%. A expectativa para os próximos meses é de aumento na demanda pelos derivados de trigo.

As informações sobre o acompanhamento de safras e mercados estão disponíveis no Boletim Agropecuário, elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). 

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Foto: Arquivo/Secom

Os produtores rurais e pescadores que sofreram prejuízos devido à fenômenos climáticos extremos - como o tornado e ciclones que atingiram Santa Catarina este ano - contarão com o apoio do Governo do Estado para recuperação das infraestruturas danificadas.

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural terá dois novos projetos especiais com financiamentos sem juros, além de mudanças em duas linhas de apoio já existentes. As medidas foram aprovadas pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural) nesta sexta-feira, 28.

O governador Carlos Moisés destaca que essa é mais uma etapa de todo um amplo trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Estado, em apoio a cadeia produtiva ligada à agricultura e a pesca.

“Temos conversado com as entidades representativas para alinharmos nossas ações, pois sabemos da quantidade de famílias envolvidas e da importância desses setores produtivos para a economia catarinense. Continuaremos buscando alternativas que lhes garantam condições de superar as dificuldades nesse momento”, disse.

O secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, reforça que essa é uma forma do Governo estar ao lado dos produtores e pescadores, dando suporte para que eles possam seguir em frente em suas atividades, trabalhando para produzir alimentos e movimentando a economia de Santa Catarina.

“Esse ano, infelizmente, tivemos vários efeitos climáticos extremos que acabaram afetando os pescadores e produtores rurais de Santa Catarina. O lançamento dos novos programas e as alterações em linhas de apoio já existentes serão importantes para a reconstrução da infraestrutura e para minimizar os prejuízos causados pela passagem do ciclone e do tornado”, explica.

Projeto Reconstrói-SC

Com o Projeto Especial de Apoio à Recuperação de Infraestrutura das Propriedades Rurais e Pesqueiras, os produtores rurais e pescadores poderão contrair financiamentos de até R$ 10 mil, com cinco anos de prazo para pagamento, dois anos de carência, com parcelas anuais e sem juros. A Secretaria da Agricultura dará uma subvenção de 50% para cada parcela paga em dia.

Os recursos devem ser utilizados para a recuperação das estruturas destruídas por eventos climáticos e para minimizar os prejuízos causados. Para se beneficiar do Reconstrói - SC, os produtores e pescadores devem ter renda bruta anual de até R$ 415 mil e, no mínimo, 50% da renda oriunda de atividades agropecuárias, nos municípios afetados e priorizados pelas regras do Projeto.

Projeto Especial de Recuperação da Bananicultura

A bananicultura foi um dos setores mais afetados pelos últimos efeitos climáticos que atingiram Santa Catarina. Para apoiar a recuperação de pomares danificados, a Secretaria da Agricultura irá investir R$ 2 milhões em financiamentos, sem juros para os produtores rurais.

Os produtores de banana, enquadrados no Pronaf, poderão acessar um financiamento de até R$ 10 mil por hectare de pomar implantando e ou recuperado, limitados a R$ 20 mil por unidade familiar. O prazo para pagamento será de até 5 parcelas anuais, sem juros, com até 2 anos de carência.

Projeto Especial – Projetos de vida para jovens rurais

Para estimular a permanência de adolescentes e jovens no campo evitando o êxodo rural, a Secretaria da Agricultura irá ampliar o atendimento do Projeto de Vida para Jovens Rurais. A partir de agora, serão aceitos produtores rurais com idade entre 16 e 30 anos, egressos dos cursos de Liderança, Gestão e Empreendedorismo.

O Projeto prevê financiamentos de até R$ 15 mil para aquisição de bens e/ou de serviços, que visem o melhoramento do processo produtivo, com prazo de cinco anos para pagar, com parcelas anuais e sem juros. A Secretaria concederá desconto de 10% para cada parcela paga até a data do vencimento.

Recupera SC - Menos Juros

O Projeto Recupera-SC – Menos Juros destinará R$ 3,6 milhões em oito anos para subvenção aos juros de financiamentos contraídos para reconstrução de sistemas produtivos. A medida possibilitará investimentos de R$ 20 milhões no meio rural e pesqueiro catarinense.

Os produtores rurais e pescadores poderão contrair financiamentos junto aos agentes bancários, num limite de R$ 40 mil e com prazo de até oito anos para pagar. A Secretaria da Agricultura pagará os juros do investimento em até 4% ao ano.

Poderão ser apoiados projetos de investimentos na recuperação dos sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados.

Para participar do Projeto, os produtores rurais e pescadores devem ter renda bruta anual de até R$ 415 mil e morar nos municípios afetados pelo ciclone bomba ou pelo tornado, contemplados em decreto de estado de calamidade pública do poder executivo estadual, bem como Decretos Municipais, reconhecidos pela Defesa Civil Estadual.

Eventos climáticos extremos em Santa Catarina

Em junho, um ciclone bomba atingiu Santa Catarina e causou prejuízos em centenas de municípios. A agricultura contabilizou perdas na ordem de R$ 304,6 milhões.

No dia 14 e 15 de agosto, os catarinenses foram novamente surpreendidos com um tornado, foram 1.119 estabelecimentos agropecuários atingidos em 22 municípios, concentrados no Planalto Sul, Planalto Norte, Meio Oeste e Litoral Norte Catarinense. As perdas chegam a R$ 50 milhões na área rural.

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