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Inovação do Governo gerou economia de R$ 61,3 milhões



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Foto: Jeferson Baldo / Secom

Atendendo a uma demanda do setor produtivo, o Governo do Estado conseguiu para Santa Catarina desconto preço da saca de milho praticado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A negociação com o Ministério da Agricultura sobre o preço da saca de milho foi encerrada durante a reunião, nesta sexta-feira, 1º de junho, entre os representantes dos setores produtivos e o governador Eduardo Pinho Moreira. Ao final do encontro, o secretário Spies anunciou a concordância do Mapa em reduzir os preços e fixar em R$ 37,80 o valor da saca para os próximos 15 dias.

Antes, representantes das agroindústrias e produtores rurais tinham sido surpreendidos com a notícia de que os estoques de milho da Conab seriam vendidos a R$ 41,40 - muito acima do valor praticado na última semana de R$ 31,90. 


Foto: Paulo Goethe/SES

A SC Transplantes trabalhou intensamente nos últimos dias para garantir 13 doações de múltiplos órgãos e tecidos para pacientes de diversos municípios de Santa Catarina. Ações de logística para atender à complexidade dos procedimentos de transplantes foram coordenadas juntamente com o Comitê de Crise, em meio à paralisação dos caminhoneiros.

Entre os dias 22 e 30 de maio foram realizadas 13 doações, possibilitando órgãos a sete receptores de fígado, 20 receptores de rim, 12 receptores de córnea, além de um transplante de coração e outro de pulmão. As duas últimas operações foram realizadas na madrugada de quarta-feira em municípios do interior do Estado.

Cooperação

Questões de logística para o transporte de pacientes, além do deslocamento das amostras biológicas e insumos como líquidos de perfusão de órgãos, foram solucionadas com o trabalho conjunto dos integrantes das equipes do SC Transplantes e do Comitê de Crise criado pelo Governo do Estado, que operou 24 horas por dia.

De acordo com as informações do coordenador da Central de Transplantes, Joel de Andrade, as operações conduzidas no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CIGERD), em Florianópolis, foram fundamentais para que as todas as doações e transplantes obtivessem sucesso.

“Destacamos o empenho de todo o pessoal envolvido na coordenação e de todos os integrantes das equipes de transplantes”, disse.“Também é preciso destacar a atuação da rede hospitalar de Santa Catarina e o apoio de nossas Polícias, Bombeiros, Defesa Civil e das estruturas das Gerências Regionais de Saúde, além do envolvimento direto de várias gestores dos municípios envolvidos. Queremos muito agradecer toda a cooperação que tornou possível superar as dificuldades e salvar vidas”.

SC é referência

Santa Catarina é o estado do Brasil com maior número de transplantes, com números recordes. No último ano, o sistema registrou 282 doadores de múltiplos órgãos, o que representa três vezes mais que a média brasileira comparando ao número de habitantes.

“Durante o período de crise mantivemos doações e transplantes em níveis que nos permitem os melhores resultados do Brasil honrando a necessidades dos nossos pacientes e daqueles que nos procuram”, destacou Andrade. “Essa complexa atividade da saúde pública de Santa Catarina superou o desafio desta semana obtendo com muita ajuda externa os melhores resultados.”

A SC Transplantes - Central Estadual de Transplantes de Santa Catarina foi criada em 1999, faz parte da estrutura da Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e funciona como agência executiva do Sistema Nacional de Transplantes.

 

Mais informações para a imprensa:
Fabrício Escandiuzzi
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde - SES
Fone: (48) 3664-8820 / 99913-0316
E-mail: imprensa@saude.sc.gov.br
Site: portalses.saude.sc.gov.br


Fotos: James Tavares/Secom

Para manter a ordem e preservar a população de possíveis abusos, o Procon/SC fez mais uma ação na tarde desta quinta-feira, 31, na Grande Florianópolis. “Nós tivemos o apoio da Polícia Civil nesta ação de hoje e visitamos as cidades de Antônio Carlos, Biguaçu, Palhoça e São José e não percebemos irregularidades. Nós constatamos que o mercado estabilizou após estas ações do Governo do Estado através de fiscalizações do Procon e os postos estão mantendo a faixa de preço praticada anteriormente”, afirmou Michael da Silva, diretor estadual do Procon.

Operação

A intenção do Procon é inibir os reajustes abusivos no preço do combustível após o reabastecimento no Estado. A limitação da quantidade de litros por cliente é autorizada pelo órgão, enquanto a situação é normalizada, buscando atender mais consumidores.

Na operação desta quinta, nenhum posto foi autuado nem multado, mas é preciso ter um controle maior, principalmente agora que os serviços vão se restabelecendo. A população pode auxiliar o trabalho do Procon denunciando as irregularidades percebidas. “Nós contamos com a ajuda do consumidor, oferecendo denúncias pelo nosso telefone 151, tendo um cuidado maior nesse período inicial. O Procon vai estar atento e as equipes vão estar na rua diariamente”, complementa o Diretor.


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Fotos: James Tavares/Secom

Produtores descarregando os caminhões e gente fazendo a feira. A rotina voltou ao normal no Ceasa de Santa Catarina na manhã desta sexta-feira, 1, depois de praticamente esgotar os estoques, durante a paralisação dos caminhoneiros. Entre boxistas e produtores da agricultura familiar, são cerca de mil comerciantes de hortigranjeiros que comemoram o restabelecimento do trabalho.

“Estava um caos, não conseguia tirar o produto de casa e perdi muita coisa. Agora é recuperar o tempo perdido”, relatou José Back, produtor de Santo Amaro da Imperatriz que vende legumes.

Dona Isoli da Fonseca contou que só não teve mais prejuízos porque conseguiu transportar os produtos, mesmo em menor quantidade, de carro e por rotas alternativas. “É um alívio. O movimento está muito bom e a gente só espera que isso não ocorra novamente”, comentou.

Ceasa/SC

Para garantir um ritmo ainda maior no fluxo de comercialização, o presidente do Ceasa-SC, Agostinho Pauli, explica que será facultativo o trabalho no fim de semana (sábado, 2 e domingo 3 de junho) para aqueles produtores que ainda têm demanda reprimida para abastecer, principalmente, os supermercados. “Não será feita comercialização, mas os produtores que precisarem retirar seus produtos, nesta condição, estarão autorizados”, garantiu.

Conforme o presidente do Ceasa-SC, a unidade, embora tenha sido fortemente impactada pelo desabastecimento, não chegou a esgotar completamente, porque a produção da agricultura familiar catarinense corresponde a mais de 40% do estoque. Nesta sexta-feira, as cargas, especialmente de frutas, vindas das regiões Sudeste e Nordeste, que estavam represadas em meio ao movimento dos caminhoneiros, conseguiu chegar na unidade catarinense. “Rapidamente conseguimos recuperar o nosso abastecimento e já atingimos 90% da nossa capacidade de estoque”, informou Pauli.


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Por decisão do governador Eduardo Pinho Moreira, o Estado deverá promover uma campanha para estimular o consumo de produtos catarinenses. A medida vai acelerar o processo de recuperação do Estado, após dez dias de prejuízos provocados pelas manifestações dos caminhoneiros em Santa Catarina.

 


Fotos: Jeferson Baldo/Secom

“Santa Catarina está voltando à normalidade”, assegurou o governador Eduardo Pinho Moreira, em coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, 31, no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), em Florianópolis. A declaração veio acompanhada de um agradecimento às forças de segurança do Estado, Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e aos servidores que se empenharam nos dez dias de movimento, garantindo os menores impactos possíveis à população catarinense.

O governador destacou que o comitê de crise se mantém em alerta, com sinal amarelo, e que permanece a mobilização dos órgãos envolvidos na operação. "Aos poucos vamos retomando à normalidade, como no caso da saúde, em que as cirurgias eletivas suspensas neste período voltarão a ser inseridas no calendário de cada hospital", afirmou.

Campanha

Eduardo Pinho Moreira fez um relato das ações realizadas para minimizar os impactos causados pela paralisação, como escoltas de comboios de combustíveis, ração, medicamentos, oxigênio, gás e produtos químicos para tratamento de água. O governador anunciou uma campanha para o consumo de produtos catarinenses com intuito de auxiliar com mais rapidez a volta da normalidade na economia.

“Foram dias de tensão, dificuldades e expectativas sobre o movimento que parou o Brasil e em Santa Catarina não foi diferente. Nós teremos uma reunião com todos os setores produtivos do Estado para fazer uma radiografia completa das perdas que existiram e começaremos uma campanha para estimular o consumo dos produtos catarinenses para, de alguma forma, minimizar o impacto na nossa economia”, explicou Moreira, que se reúne com todo setor produtivo nesta sexta-feira, 1.

Rodovias liberadas

Durante os dez dias de paralisação, a Polícia Militar contabilizou mais de 95 mil quilômetros rodados, número equivalente a duas voltas ao mundo, além de 27 horas de voo do helicóptero do Serviço Aeropolicial (Saer), além das centenas de policiais e viaturas que garantiram que Santa Catarina amanhecesse sem nenhum bloqueio em rodovias estaduais e federais neste feriado de Corpus Christi.

“Tínhamos informações que a população não tinha. Nos adequamos à situação. Havia um forte apoio popular ao movimento até o domingo, então não podíamos intervir. A partir de segunda, quando identificamos que o movimento passou a ter caráter político, aí sim atuamos e em 48 horas trouxemos de volta a normalidade”, declarou o governador.

Trabalho continua

Nesta quinta-feira, as escoltas continuam pelo Estado e até que a situação esteja completamente normalizada. “A Polícia Militar está mobilizada nesta terceira etapa de atuação. Agora passamos a monitorar a volta à normalidade, intensificando nossa presença, principalmente no perímetro urbano. Vamos ajudar a controlar a questão dos preços abusivos, filas e corrida na busca dos suprimentos”, afirmou o comandante geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes. 

O abastecimento de combustíveis para a população também deverá estar normalizado até o fim de semana. Da distribuidora da Petrobras, em Antônio Carlos, saíram 1,2 milhão de litros de gasolina que garantiram a distribuição nos municípios da Grande Florianópolis.

Nesta quinta-feira, um comboio de 22 caminhões seguiu com escolta da Polícia Militar, Civil e Saer para o Sul, região que teve maior dificuldade no reabastecimento de combustível devido ao bloqueio em Imbituba, desmobilizado na noite de quarta-feira, 30.

Medicamentos e insumos para a saúde, que levariam mais tempo para chegar mesmo com a liberação das rodovias, foram enviados com o avião Arcanjo 04, do Corpo de Bombeiros, que realizou o transporte do aeroporto de Jaguaruna para o hospital de oncologia de Joaçaba.

A produção da agroindústria do Oeste também está a caminho do porto de Itajaí. Viaturas realizam a escolta de 150 veículos em um comboio que chega a 14 quilômetros de caminhões. Os aeroportos também estão funcionando normalmente. O comboio de caminhões com carregamento de querosene de aviação volta de Araucária sem problemas para reabastecimento.


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Mantida produção de referência

Um dos setores mais afetados com a paralisação, o agronegócio catarinense, ganha dinamismo com o retorno à normalidade das principais atividades como o abate de aves e suínos e a coleta de leite das propriedades. "O setor da agricultura sofreu muito, porque além do grande volume de cargas que movimenta, trabalha com produtos perecíveis", observou o secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Airton Spies, que complementou: "Ainda assim, passamos por esse momento de extrema dificuldade, atuando no limite, mas saímos dele com a imagem preservada de um setor que produz com excelência e é referência em sanidade."

Spies aponta que a agroindústria catarinense é responsável pela produção de, aproximadamente, 7 milhões de suínos e 206 milhões de aves, sendo que em situações de normalidade são abatidos cerca de 40 mil suínos e 3,2 milhões de aves por dia. Com as dificuldades para alimentar, abater e armazenar os animais, o secretário explicou que a comunicação entre o serviço público e a iniciativa privada foi permanente durante os dez dias de greve dos caminhoneiros.

"Usamos de todas as técnicas para minimizar os efeitos que pudessem causar a morte de animais, principalmente por inanição", destacou Spies. Segundo o secretário, optou-se por práticas como apagar as luzes das granjas, para reduzir o metabolismo dos animais e evitar ainda mais desgaste. Como não foi possível utilizar a ração balanceada para a alimentação, Airton Spies antecipou que aves e suínos provavelmente não atingirão os padrões de porte e peso. "Foi um esforço árduo e conjunto, mas conseguimos preservar a vida e a biossegurança", acrescentou.

No setor leiteiro, a volta das coletas nas propriedades também representa um alívio para os cerca de 48 mil produtores que entregam leite em Santa Catarina. A produção diária no Estado chega a, aproximadamente, 6,5 milhões de litros, conforme dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca.

Também prejudicado, o setor de hortigranjeiros volta a recuperar o ritmo de produção com a normalidade do abastecimento do Ceasa. Para estimular o setor produtivo, o Governo do Estado reforça a importância de que, num exemplo de solidariedade e união, a preferência seja pelo consumo dos produtos catarinenses.

Investigações e prisões

Segundo o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Flávio Ghizoni Júnior, o trabalho da Polícia Civil será intensificado neste momento. “Além da atuação nas ruas, a Polícia Civil já estava monitorando os movimentos desde o início, identificando possíveis autores de crimes. Nós já estamos com uma sequência de inquéritos policiais instaurados e as pessoas serão responsabilizadas pelos seus atos”, afirmou.

Em casos isolados, como o do apedrejamento de um veículo particular em Imbituba, o autor poderá responder por tentativa de homicídio. “É o nosso papel levar ao conhecimento do Judiciário e do Ministério Público essas pessoas que praticaram crimes”, pontuou.

Durante a atuação, 23 pessoas foram conduzidas pela Polícia e outras 13 foram presas na noite de quarta-feira, 30, em Imbituba, sendo que nenhum é caminhoneiro. Duas pessoas foram presas em Caçador por desacato.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação - Secom
Governo de Santa Catarina
Fone: (48) 3665-3022
Site: www.sc.gov.br

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