Foto: Antonio Prado / Fesporte

Participar da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc) tem um sabor especial até para os atletas com experiência em campeonatos. É o caso do mesatenista Guilherme Marchiori, 13 anos, da equipe de Chapecó. Ele soma títulos como o de campeão brasileiro, da Copa do Brasil e do sul-americano, mas participa da Olesc pela primeira vez. A etapa estadual da 19ª edição da Olesc segue até o dia 21 de setembro em Videira. 

“Sempre tive vontade de participar da Olesc e estou realizando este sonho. Como está no início dos jogos, estou bastante ansioso”, diz Guilherme, com as unhas pintadas como batismo por ser calouro na competição. O garoto de Chapecó ocupa o primeiro lugar no ranking catarinense da sua faixa etária. Agora o mesatenista se prepara para disputar mais uma competição internacional, o Campeonato Latino-Americano, em outubro, em Porto Rico.

Na estreia, nesta segunda-feira, 16, Guilherme ajudou sua equipe a vencer Fraiburgo por 3 a 0. Nascido em São Bento do Sul, o garoto defende Chapecó desde o início deste ano. “Comecei jogar aos seis anos de idade e de lá pra cá não parei mais. Atualmente treino cerca de duas horas por dia e quero um dia chegar à seleção brasileira adulta e poder participar de um campeonato mundial e Olimpíada”.

O tênis de mesa da Olesc segue até o dia 21 de setembro, no ginásio de esportes do Parque da Uva, em Videira.

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Antonio Prado
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A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) já trabalha em nova sede. Foi inaugurado na manhã desta quarta-feira, 18, o novo prédio do órgão, localizado no bairro Areias, em São José. A solenidade contou com a presença do governador Carlos Moisés, do presidente do Colegiado Superior da Segurança Pública, coronel Araújo Gomes, e do delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Koerich.

O espaço conta com uma área construída de 4,6 mil metros quadrados. O local tem auditório, salas de reuniões, espaço para treinamento físico, almoxarifado e carceragem. No total, foram investidos R$ 5,8 milhões na construção. Em seu discurso, o governador Moisés ressaltou que a sede própria proporcionará também economia com aluguel.

“Além de possuir uma estrutura de trabalho mais adequada para os policiais, a DEIC vir para cá é também um ato de economia. Deixamos de pagar aluguel e damos destino para um terreno que era do Estado. Assim como esse, estamos fazendo um levantamento de todos os imóveis pertencentes ao Governo para proporcionar um uso adequado”, frisou o governador.

O delegado-geral Paulo Koerich destacou a melhoria nas condições de trabalho para os policiais civis. Segundo ele, a nova estrutura permitirá um trabalho mais efetivo, levantando também o ânimo dos agentes. “Essa gestão tem nos permitido alcançar condições que não tivemos ao longo dos últimos anos. Hoje é um dia memorável, de festa para a Polícia Civil. Realizamos um sonho buscado há muito tempo por essa instituição”, afirmou Koerich.

Na visão do diretor da DEIC, delegado Luis Felipe Fuentes, o novo espaço garante maior conforto para quem trabalha e também para quem visita o local. Cada uma das 12 delegacias especializadas possui um espaço privado, garantindo melhor condução dos trabalhos. “De um modo geral, aumentou a autoestima dos policiais. Esse espaço tem sido motivo de grande satisfação. Pretendemos manter a estrutura e fazer ainda todas as melhorias que sejam possíveis”, lembrou Fuentes.

A DEIC

A DEIC é um órgão de execução da Polícia Civil de SC, com finalidade de planejar, coordenar e executar as atividades de polícia judiciária nas investigações policiais de maior complexidade em âmbito estadual ou com desdobramento e repercussão interestadual. Hoje, a DEIC conta com 12 Delegacias de Polícia Especializadas, um Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, um Núcleo de Inteligência, um Núcleo de Suporte à Investigação, Serviço de Plantão e Serviço de Secretaria e Logística.

Homenagem póstuma

A nova sede da DEIC leva o nome de Renato José Hendges, em homenagem ao delegado falecido em 2014. Renatão, como era conhecido, nasceu em Palmeira das Missões (RS) e entrou para a Polícia Civil de SC em 1974 como comissário de polícia. Em 1983, pela primeira vez, ocupou o cargo de delegado de polícia, atuando inicialmente na comarca de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Em 1990, Hendges entrou para a Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), onde atuou até 2014, ano em que se aposentou e faleceu. Ficou conhecido nacionalmente por conquistar 100% de resolução em casos de extorsão mediante sequestro investigados por ele e sua equipe, índice ainda mantido pela Polícia Civil de SC. Renato Hendges também foi presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol).

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Fotos: Aires Mariga / Epagri

Governo do Estado, produtores rurais e iniciativa privada trabalham juntos para obter a Indicação Geográfica (IG) do Mel de Melato da Bracatinga, dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina e da Maçã Fuji da Região de São Joaquim. Os três produtos têm origem na Serra catarinense e podem se tornar um patrimônio regional, valorizando a produção local e estimulando outros setores, como o turismo. O primeiro passo para obtenção da IG foi dado nesta terça-feira, 17, quando a Epagri entregou os documentos de delimitação geográfica das Indicações Geográficas, que farão parte de um dossiê a ser encaminhado para análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Com a Indicação Geográfica, os produtores poderão utilizar um selo de origem em seus produtos, que dará aos consumidores a garantia da qualidade diferenciada do mel, vinho ou maçã. "Esse é o primeiro passo para o reconhecimento de cadeias produtivas importantes para todo o estado, em especial para a região Serrana. Os produtos catarinenses já são reconhecidos pela sua qualidade em todo o mundo e a Indicação Geográfica vem para coroar o trabalho dos técnicos e produtores", destaca o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

A Indicação Geográfica é uma certificação, concedida pelo INPI, que garante que apenas um produto tem determinadas propriedades porque sua produção é influenciada por características ambientais ou culturais da região. Santa Catarina já tem as IGs Vales da Uva Goethe e Banana Corupá. As IGs do Queijo Artesanal Serrano e a da Erva-mate do Planalto Norte Catarinense estão em avaliação no INPI.

Valorização Regional

A expectativa é de que os três projetos de Indicação Geográfica sejam entregues ao INPI em dezembro. O analista do Sebrae, Alan Claumann, explica que o IG abre oportunidades para valorização das cadeias produtivas, dos produtores e do saber fazer. "Na Serra catarinense notamos uma quantidade enorme de produtos singulares que compõem aquele território. Além disso, o IG abre uma oportunidade para aumentar o fluxo de pessoas, como já acontece com o champagne, o vinho do porto e tantas outras regiões no mundo".

Mel de Melato da Bracatinga
O Mel de Melato da Bracatinga é um tipo diferente de mel. Ele não é produzido pelas abelhas a partir do pólen das flores, mas de um resíduo alimentar da cochonilha, que é um inseto que se aloja no caule da bracatinga, árvore nativa da Mata Atlântica. Em Santa Catarina, 95% da produção desse mel é exportada. A Alemanha é o principal país comprador. A região delimitada pelos pesquisadores da Epagri para essa IG compreende 111 municípios catarinenses, que representam 45% da área do Estado. A IG vai se estender por 8,5% do território do Paraná, na região do Vale do Iguaçu, e vai alcançar ainda 7% da área do Rio Grande Sul, na região conhecida como Campos de Cima da Serra.

Maçã Fuji da Região de São Joaquim
Além de São Joaquim, os municípios de Bom Jardim da Serra, Painel, Urubici e Urupema estão entro da área delimitada pelos pesquisadores da Epagri para compor a IG da Maçã Fuji da Região de São Joaquim. Esses municípios produzem uma maçã Fuji que se destaca por ser mais vermelha, maior e com formato perfeito. Isso porque acumulam mais horas de frio, o que deixa o desenvolvimento da fruta mais lento e uniforme. Além das horas de frio, serviram como critérios para delimitação dessa IG a altitude superior a 1.100 metros e outras características ambientais que unificam os municípios compreendidos. A IG é uma demanda da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de SC (AMAP).

Vinhos de Altitude
Para a IG dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, a Epagri delimitou 23,2% da área do Estado, onde a altitude é superior a 900 metros. São ao todo 41 propriedades, espalhadas por 32 municípios. Além das caraterísticas ambientais, essa IG leva em conta sobretudo a notoriedade das regiões produtoras. Desde 2008 a Epagri conta com um cadastro das vinícolas produtoras de vinhos de altitude no Estado. Esse levantamento foi atualizado em 2013 e novamente em 2019 para apoiar a delimitação da IG, que foi solicitada pela Vinho de Altitude – Produtores e Associados.

Workshop

Nos dias 30 e 31 de outubro a Epagri promove o Workshop Catarinense de Indicação Geográfica (IG), na sede da Assembleia Legislativa, em Florianópolis. O evento tem entrada gratuita e terá uma mostra dos produtos que já contam ou que estão em processo de obtenção de IG. 

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Ana Ceron
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Foto: Márcio Henrique Martins / FCC

O trabalho feito desde o início do ano com os alunos da Escolinha de Arte da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) será apresentado a partir do dia 19 de setembro, às 18h, no Espaço Lindolf Bell do Centro Integrado de Cultura (CIC). A 62ª edição da exposição anual da Escolinha estará aberta à visitação até o dia 13 de outubro, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

Participam da exposição as obras de modelagem em argila, pintura, desenho e fotonovelas criadas pelos alunos, todos com idades entre 5 e 12 anos. Além das 230 crianças selecionadas pela Escolinha por meio de sorteio público, participam da mostra também os alunos da creche Nossa Senhora de Lourdes, no Bairro Agronômica, em Florianópolis, atendidos dentro do projeto Escola na Escolinha.

Os trabalhos expostos foram elaborados a partir de vivências que os pequenos artistas tiveram em visitas mediadas às exposições em cartaz no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc). Serviram de inspiração obras de nomes como Rodrigo de Haro, Eli Heil, entre outros que figuram no acervo do Museu.

A Escolinha de Arte de Florianópolis foi criada em agosto de 1963, quando suas atividades ficavam no mesmo espaço do Museu de Arte Moderna de Florianópolis, hoje Museu de Arte de Santa Catarina (Masc). A proposta, que já tem mais de meio século, oferece cursos gratuitos de Artes Visuais, Música e Teatro a crianças com idades entre 5 e 12 anos.

Serviço:

O quê: 62ª Exposição da Escolinha de Arte de Florianópolis
Abertura: 19 de setembro de 2019, às 18h
Visitação: até 13 de outubro de 2019. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Onde: Espaço Lindolf Bell - Localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC)
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

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Fernanda Peres
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Case do Educação na Palma da Mão será apresentado durante o Consed em Goiânia - Foto: Doia Cercal / Secom

O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, participa da 3ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Goiânia, nesta quarta-feira, 18, para apresentar dois cases de sucesso  desenvolvidos em Santa Catarina. A convite do secretário de Educação Básica do MEC, Jânio Macedo, Uggioni compartilhará com secretários dos 27 estados e Distrito Federal os trabalhos envolvendo o sistema de inteligência de dados Educação na Palma da Mão e o processo de Revisão de Conformidades do Plano Estadual de Educação de Santa Catarina.

“É gratificante ver que nossa Secretaria e nosso Estado consolidam-se como referência em duas ações que estão diretamente ligadas à gestão. Sermos chamados para contar nossa experiência e passar nosso conhecimento para os demais secretários do país nos deixa orgulhosos, mas, principalmente, felizes pela possibilidade de compartilhar boas práticas”, afirma o secretário.

O sistema de inteligência de dados Educação na Palma da Mão foi desenvolvido pela equipe técnica da Secretaria de Estado da Educação. Ele permite o acesso on-line a dados sobre matrículas, frequência e desempenho escolar, por meio de visualização de gráficos, tabelas e mapas, no computador e na interface do smartphone. O sistema é alimentado por dados informados pelas escolas, por indicadores nacionais, fornecendo evidências e dando suporte à gestão e à tomada de decisões mais efetivas.

Já a Revisão de Conformidades do Plano Estadual de Educação é um processo que vem sendo realizado para avaliar as mudanças de estratégia necessárias para o cumprimento das metas do Plano Estadual de Educação (PEE). O documento foi desenhado em 2015 e as ações para o alcance das metas demanda atualização, para tê-lo sempre alinhado às necessidades atuais da educação catarinense.  O estudo está sendo realizado pela equipe técnica de Planejamento e Políticas Educacionais da SED.

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Imagem: FCEE

As instituições especializadas em educação especial de Santa Catarina já podem se inscrever para aderir ao Modelo de Repasse Direto (MRD), modalidade de convênio baseada no repasse de verbas para contratação direta, pela instituição, de professores e demais profissionais. Essa modalidade é uma opção ao tradicional sistema de ceder professores temporários para as instituições. O edital do Governo do Estado, publicado pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), é referente ao ano de 2020. As instituições têm até o dia 29 de novembro para enviar a documentação. 

Os valores repassados a cada instituição, via MRD, são baseados na análise de número de educandos matriculados e enturmação. No lugar de contratar e ceder professores, o Governo do Estado, através da FCEE, repassa os recursos financeiros e cada instituição parceira define a contratação dos profissionais, seguindo os critérios estabelecidos em convênio e na Política de Educação Especial de Santa Catarina.

Uma das novidades do edital para o ano de 2020 é a possibilidade de permanência na instituição dos profissionais efetivos já lotados no local. A FCEE também mantém o compromisso de capacitação continuada e qualificação dos profissionais das instituições conveniadas.

Atualmente o Governo do Estado, através da FCEE, possui convênio com 217 instituições especializadas em educação especial, que atendem pessoas com deficiência, com atraso global do desenvolvimento, Transtorno do Espectro Autista e altas habilidades/superdotação. Em 2016, teve início o processo de transição para a modalidade de Repasse Direto, com adesão voluntária das instituições. Uma das primeiras a aderir ao novo modelo foi a APAE de Florianópolis, que conseguiu melhorar a gestão de pessoas, além de ampliar e qualificar os atendimentos.

As informações completas sobre o modelo e o edital estão disponíveis neste link. 

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Dois shows beneficentes no dia 12 de outubro arrecadarão recursos para o setor de Oncologia do Hospital Infantil Joana de Gusmão. Trata-se do espetáculo "A Arca do Bem", da escola de música Rafael Bastos. Os concertos acontecerão no Teatro Ademir Rosa, no CIC, com início programado para 16h e 19h. Serão interpretadas 15 músicas com tema infantil dos artistas Vinicius de Moraes e Toquinho, em alusão ao musical Arca de Noé, da década de 1980.

“Estamos sempre em busca de parcerias para melhorar os nossos serviços. Aceitamos de pronto essa oportunidade. É uma causa nobre”, explica a chefe do serviço de Oncologia do Hospital Infantil, Tatiana El-Jaick.

A expectativa dos organizadores é arrecadar até R$ 80 mil em prol do Hospital Infantil. Os ingressos podem ser adquiridos por meio dos sites www.arcadobem.com.br ou www.blueticket.com.br. Os valores são de R$ 75 para adulto e R$ 35 infantil.

Serviço

O quê? Shows em prol do setor de Oncologia do Hospital Infantil Joana de Gusmão
Quando? 12 de outubro, 16h ou 19h
Onde? Teatro Ademir Rosa, no CIC
Quanto? R$ 75 adulto; R$ 35 infantil


Foto: Divulgação / SAP

Detentos da Penitenciária Industrial de Joinville (PIJ) estão fabricando fraldas geriátricas. A nova oficina de trabalho é resultado de um convênio assinado entre a PIJ e a Secretaria de Saúde do município de Joinville. O projeto inicial prevê a fabricação de cinco mil unidades para suprir a demanda do Hospital São José.

Dependendo do andamento da oficina, o volume fabricado poderá ser dobrado para atender também a 1.084 pessoas cadastradas na prefeitura que precisam do produto, custeado pelo município.

De acordo com o convênio, a prefeitura ficou responsável pelo fornecimento de insumos, maquinário, treinamento e pagamento da mão de obra do sistema prisional. À unidade coube selecionar os internos aptos para a atividade, bem como garantir o funcionamento da oficina com segurança.

Para o diretor da Penitenciária Industrial de Joinville, João Renato Schitter, a atividade laboral é fundamental para a reabilitação social e econômica do detento. “Além disso há um incremento no Fundo Rotativo da unidade que reverte em melhorias para a Penitenciária”, destacou o diretor.

De acordo com a legislação, cada presidiário recebe um salário mínimo da instituição que o contrata, sendo que 75% ficam com o interno e os outros 25% voltam para o Fundo Rotativo, valor que é totalmente investido em melhorias na unidade prisional. Além do salário e da capacitação profissional, o detento ainda tem a remição de um dia da pena a cada três dias trabalhados.

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Foto:  Carlos Cassini / IMA 

O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA), em parceria com a comunidade, vai realizar ações para a recuperação da área atingida pelo incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que destruiu cerca de 800 hectares.

Para que o verde da vegetação volte a cobrir a área afetada, no próximo sábado, 21 de setembro, Dia da Árvore, será realizado plantio de mudas próximo à estrada do Centro de Visitantes.

No dia 28 de setembro, integrantes das equipes que atuam no Parque, representantes da comunidade e voluntários vão percorrer as estradas no entorno da Unidade para a retirada de lixo. A iniciativa pretende não apenas limpar, mas também conscientizar as pessoas para não depositarem mais lixo no local.

O IMA vai elaborar ainda projeto de monitoramento de fauna e de reposição florestal com provável criação de viveiro de mudas. Além disso, também está programada a continuidade do trabalho de retiradas de pinus do Parque, principalmente, da região atingida pelo fogo.

O planejamento de ações para restauração da área queimada foi elaborado durante reunião que ocorreu na última sexta-feira, 13, um dia após o controle do incêndio no Parque. O encontro contou com a participação da comunidade, profissionais do IMA e Instituto Çarakura que faz a co-gestão da Unidade de Conservação.

O incêndio

O incêndio, que começou na manhã de terça-feira, foi combatido por 162 bombeiros, 90 policiais ambientais, 18 funcionários do IMA, oito representantes da Defesa Civil, além do apoio de duas guarnições da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também foram empregadas dezenas de viaturas no combate ao fogo, além dos helicópteros Arcanjo (Bombeiro) e Águia I (Polícia Militar). Mais de 250 mil litros de água foram utilizados no trabalho. 

Todos os anos são registrados focos de incêndio no local. Neste último, por causa da estiagem, fortes ventos e baixa umidade, as chamas se alastraram com maior intensidade e rapidez, tornando difícil o trabalho de combate.

O Parque

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, maior unidade de conservação de proteção integral do Estado, foi criado em 1975 para proteger a biodiversidade rica da região e os mananciais hídricos que abastecem as cidades da Grande Florianópolis e do Sul do Estado. Ocupa cerca de 1% do território catarinense e abrange áreas dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes. Fazem parte do Parque as ilhas do Siriú, dos Cardos, do Largo, do Andrade e do Coral, e os arquipélagos das Três Irmãs e Moleques do Sul.

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Transplante inédito de rim e coração realizado no último domingo, 15, no Hospital Santa Isabel. Foto: Gabriel Silva / Hospital Santa Isabel

O governador Carlos Moisés sancionou o projeto de lei que faz de Blumenau a Capital Catarinense de Transplantes de Órgãos. A medida tem como objetivo reconhecer o município pela qualidade e quantidade de procedimentos realizados. A proposta é de autoria do deputado estadual Ricardo Alba. A sanção será publicada na edição do Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 17.

De acordo com o governador, o reconhecimento vem acompanhado de um apoio do Estado que até então era inexistente. "O Hospital Santa Isabel realiza um trabalho de referência tanto para Santa Catarina como para o Brasil. E agora a unidade entra no planejamento para receber recursos do Governo do Estado, conforme a nossa nova política hospitalar. Acredito que, por conta da sua classificação e do que entrega na comunidade, o hospital de Blumenau vai receber mais de R$ 1 milhão por mês", afirma.

Carlos Moisés aproveitou a sanção do projeto de lei para chamar atenção para a necessidade de se declarar doador. "Existe gente trabalhando incansavelmente para coletar, transportar e transplantar os órgãos. Se não houver doadores, todo esse aparato cai por terra", afirmou.

Em Santa Catarina, os transplantes de órgãos vem batendo sucessivos recordes neste ano. A SC Transplantes registrou recorde na doação de órgãos em julho, com 34 procedimentos, além do melhor desempenho já registrado em um mês de fevereiro em 20 anos, com 24 doações de múltiplos órgãos. No início do ano, o Governo do Estado colocou o helicóptero que atende o governador à disposição para transportar órgãos entre os hospitais catarinenses. Até julho deste ano, o Hospital Santa Isabel aparece em primeiro lugar em transplantes de fígado e rim no Estado, conforme dados da SC Transplantes. No último domingo, 15, a unidade também foi destaque ao realizar um transplante inédito no Estado. Uma mulher de 35 anos recebeu, no mesmo dia, coração e rim.


Foto: Mauricio Vieira / Secom

Reconhecimento a um trabalho que salva vidas

Na justificativa do projeto de lei, Alba lembrou da equipe multiprofissional do Hospital Santa Isabel, que fez de uma pequena unidade hospitalar uma referência nacional para serviços de alta complexidade, como transplantes de coração, córnea, rim, fígado, pâncreas e rim-pâncreas. "Esse é um reconhecimento aos profissionais, às entidades, aos doadoes e, enfim, a todo esse sistema que salva vidas. Esse título possibilita às entidades uma visibilidade maior tanto do Governo do Estado quanto do Governo Federal, além de poder captar recursos na iniciativa privada", observa o autor do projeto.

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Renan Medeiros
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