Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

Santa Catarina tem mais uma região de cultivo de ostras e mexilhões interditada devido à presença de toxina diarreica. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anunciou, nesta quarta-feira, 11, a proibição da retirada, comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia, na Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis.

Essa é a quinta área de cultivo interditada no estado - Barra e Laranjeiras, em Balneário Camboriú; Armação do Itapocorói, em Penha, e Ponta do Papagaio, em Palhoça, seguem com restrições. A medida foi necessária após análises laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves dessas regiões.

Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. “Em Santa Catarina o monitoramento dos moluscos é constante e rotineiro. A maré vermelha é um processo natural. Seguiremos atualizando as informações e emitindo alertas até que a situação no litoral catarinense esteja normalizada”, explica o secretário da pasta, Ricardo de Gouvêa.

20ª Fenaostra

A interdição dos cultivos da Ponta do Papagaio e Caieira da Barra do Sul não deve interferir no andamento da 20ª Fenaostra, em Florianópolis. Nas últimas semanas, a Secretaria da Agricultura e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) alertaram os maricultores e donos dos estabelecimentos para que colhessem as ostras e fizessem um estoque como forma de prevenção.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Ana Ceron
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A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) aparece pela primeira vez no ranking das melhores universidades do mundo, o THE (Times Higher Education). No levantamento deste ano, liderado pela britânica Universidade de Oxford, foram avaliadas 1.396 universidades de 92 países.

O levantamento é elaborado a partir de 13 indicadores que abordam cinco dimensões: ensino, pesquisa, citações de artigos científicos, transferência de tecnologia e internacionalização.

A lista tem 46 universidades brasileiras, 11 a mais do que no ano passado, o que fez o Brasil saltar de nono para sétimo país com maior número de instituições no ranking, na frente de Chile, Itália e Espanha.

Todas as novas instituições brasileiras que aparecem na lista deste ano, incluindo a Udesc, foram classificadas na faixa de mais de 1.001 - a classificação é feita em grupos a partir da posição 200. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) também representa SC no ranking, ao passar da posição 801-1000 para 601-800. 

"Aparecer neste relevante ranking internacional representa muito para a Udesc. Reflete o competente trabalho que temos desenvolvido nos últimos anos nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, além da dedicação e qualidade dos nossos alunos. Um resultado para orgulhar todos os catarinenses", ressalta o reitor Marcus Tomasi.

Entre as 50 que mais produz pesquisa

Em maio deste ano, a Udesc também se destacou entre as 50 instituições brasileiras que mais produziram ciência entre entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de outubro de 2018. O ranking é elaborado pela Universidade de São Paulo (USP), a partir de dados coletados pela base Web of Science e compilados pela Clarivate Analytics. Confira o ranking completo.

Nessa lista, há 44 universidades (36 federais, sete estaduais e uma particular), cinco institutos de pesquisa ligados ao governo federal (Embrapa, Fiocruz, CBPF, Inpa e Inpe), também mantidos com recursos públicos, e um instituto federal de ensino técnico.

A Udesc ocupa a 48ª posição no ranking, com quase 1,5 mil trabalhos científicos nos últimos cinco anos, e é uma das duas representantes catarinenses entre as 50 instituições mais produtivas, ao lado da UFSC.

Destaque nacional no ensino

A Udesc segue mantendo Santa Catarina na quarta posição entre as unidades da federação com as melhores instituições estaduais de ensino superior, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, conforme mostra o último Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação (MEC). O índice avalia 233 universidades públicas e privadas brasileiras, além de institutos federais de educação, ciência e tecnologia.

Na escala de 1 a 5, a Udesc recebeu conceito geral 4, com IGC de 3,54 (o anterior foi de 3,45), e ganhou cinco posições no ranking das universidades e dos institutos, indo para a 33ª colocação geral. Entre as instituições de ensino estaduais do Brasil, a Udesc é a nona melhor colocada no ranking, enquanto que em Santa Catarina é a segunda melhor, atrás apenas da UFSC.


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As inscrições do Prêmio Catarinense de Cinema foram prorrogadas até as 23h59 do dia 15 de setembro, domingo. A edição terá um valor recorde distribuído a projetos em 26 categorias: R$ 19.260.000. Recursos são do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura, e do Governo Federal, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual / Agência Nacional do Cinema (Ancine). 

As inscrições serão totalmente digitais, neste link.

Além do valor recorde e das inscrições digitais, o Edital Prêmio Catarinense de Cinema 2019 também trará outras novidades: novas modalidades para games, festivais, capacitação, comercialização e outras categorias estruturantes do setor.

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Fotos: Mauricio Vieira/Secom

O incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis, está sob controle graças à mobilização do Estado e trabalho integrado de profissionais do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) e bombeiros comunitários. Em sobrevoos realizados por drones e pela aeronave Arcanjo, do Corpo de Bombeiros, durante a madrugada e manhã desta quinta-feira, 12, não foram localizados novos focos de incêndio.

Nestes voos, foram identificados apenas pequenos focos remanescentes em áreas já queimadas e sem possibilidade de se alastrar. As equipes de plantão, comandadas pelo 10º Batalhão de Bombeiros Militar, com sede em São José, trabalharam durante toda a noite, em rondas a cada 30 minutos, vistoriando as estradas Velha, Morretes e Espanhola.

:: MAIS IMAGENS NA GALERIA

O incêndio florestal começou por volta das 10h de terça-feira na maior Unidade de Conservação Estadual de proteção integral de Santa Catarina. O balanço da operação será repassado em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, que será realizada pelo Centro de Informações Públicas (CIP) do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CIGERD), e terá a presença do governador Carlos Moisés. Na manhã desta quinta-feira o CIGERD encontra-se no status operacional “Nível 2”, ou seja, seguindo protocolos de integração das agências envolvidas.

Nos dados levantados até a tarde de quarta-feira, 277 mil litros de água haviam sido usados pelo Corpo de Bombeiros Militar e cerca de 500 hectares da unidade de conservação tinha sido atingidos pelo incêndio. Porém, o levantamento mais exato da área queimada deve ser feito nesta quinta-feira, diante do controle das chamas.

Cerca de 30 bombeiros militares e comunitários seguem fazendo rondas na região e as forças-tarefa (FT 04) de Criciúma e de Balneário Camboriú (FT 13) continuam de prontidão. A Polícia Civil irá instaurar um inquérito para investigar causas do incêndio florestal e eventuais responsabilidades.

 

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, maior unidade de conservação de proteção integral do Estado, foi criado em 1975 para proteger a biodiversidade rica da região e os mananciais hídricos que abastecem as cidades da Grande Florianópolis e do Sul do Estado. Ocupa cerca de 1% do território catarinense e abrange áreas dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes. Fazem parte do Parque as ilhas do Siriú, dos Cardos, do Largo, do Andrade e do Coral, e os arquipélagos das Três Irmãs e Moleques do Sul.

Serviço:

Coletiva de Imprensa sobre incêndio no Parque da Serra do Tabuleiro
Data: Quinta-feira, dia 12 de setembro
Horário: 14h
Local: Centro de Comunicação do CIGERD, Avenida Ivo Silveira 2320, Capoeiras, em Florianópolis.

Mais informações para a imprensa:
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Governo de Santa Catarina
Fone: (48) 3665-3022
Site: www.sc.gov.br

 
Foto: Divulgação/CBMSC

Um trabalho integrado envolvendo o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Militar, o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) e os bombeiros comunitários está em curso desde essa terça-feira para combater o incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, maior Unidade de Conservação Estadual de proteção integral.

O fogo começou por volta das 10h de terça-feira. A atuação conjunta das forças de segurança e do IMA foi fundamental para evitar que o fogo atingisse residências, na região da Pinheira, ameaçando áreas próximas da Serra do Tabuleiro. Devido ao forte vento, as ações permanecem para conter as chamas.

:: VEJA GALERIA DE FOTOS

As equipes do IMA e da Polícia Militar Ambiental trabalham por terra para controlar pequenos focos, enquanto o Corpo de Bombeiros atua em solo e com o helicóptero Arcanjo, e a Polícia Militar, com o Águia, no combate ao fogo.

A força-tarefa que estava mobilizada para auxiliar o Governo Federal no combate aos incêndios na Amazônia está em Santa Catarina e à disposição do Estado para atuar no Parque da Serra do Tabuleiro.

Uso de drones

Drones também estão sendo usados para auxiliar nos trabalhos. A previsão é que o combate continue por mais dois dias para o controle total das chamas. Até as 16h desta terça, 277 mil litros de água haviam sido usados pelo Corpo de Bombeiros Militar.

“Temos uma equipe de profissionais que está, nesse momento, trabalhando arduamente combatendo os focos de incêndio. São altamente capacitados e preparados para uma missão como essa. Nossa prioridade é a segurança dos moradores no entorno da área atingida pelo fogo”, afirma o governador Carlos Moisés.


Foto: Claudia Xavier / IMA

A Polícia Civil irá instaurar um inquérito para investigar causas e eventuais responsabilidades. O Instituto Geral de Perícias (IGP) também está pronto para auxiliar nesta apuração.

A estimativa é que o incêndio já tenha atingido cerca de 500 hectares. Uma avaliação detalhada será realizada com drones e imagens aéreas, após o controle das chamas.

A Defesa Civil do Estado alerta que as condições climáticas do momento, com tempo seco e vento, faz com que as chamas se alastrem com facilidade, por isso pede à população que não acenda fogo algum.

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, maior unidade de conservação de proteção integral do Estado, foi criado em 1975, com base nos estudos dos botânicos padre Raulino Reitz e Roberto Miguel Klein, para proteger a biodiversidade rica da região e os mananciais hídricos que abastecem as cidades da Grande Florianópolis e do Sul do Estado.

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ocupa cerca de 1% do território catarinense. Abrange áreas dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes. Fazem parte do Parque as ilhas do Siriú, dos Cardos, do Largo, do Andrade e do Coral, e os arquipélagos das Três Irmãs e Moleques do Sul.

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Foto: Divulgação / Fesporte 

A partir desta quinta-feira, 12, começa em Videira, com a cerimônia de abertura, a etapa estadual da 19ª edição da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc). A festa esportiva está marcada para as 20h no Complexo Esportivo Sérgio Luiz Marafon. O local passou esta quarta-feira, 11, sendo preparado para a abertura, que terá a presença da vice-governadora, Daniela Reinehr.

As competições começam nesta sexta-feira, 13, com a participação de 2.800 atletas com idades de 8 a 17 anos, de 82 municípios. Até sábado, dia 21, a disputa será pelos títulos de 12 modalidades: atletismo, basquetebol, caratê, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, tênis, tênis de mesa, voleibol e xadrez.

Por questões de logísticas duas modalidades foram disputadas antecipadamente, a natação e a ginástica artística, realizadas em Palhoça e Blumenau, respectivamente.

Jaraguá do Sul foi campeã geral na natação masculina e Joinville no gênero feminino. Já na ginástica artística o título ficou com São Bento do Sul, entre os homens, e Florianópolis entre as mulheres.

A etapa estadual da Olesc é uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, em parceria com a prefeitura de Videira.

Para a disputa da etapa estadual da Olesc os municípios participantes das modalidades coletivas passaram por etapas classificatórias como microrregionais e regionais. Nas provas individuais, os municípios montam suas seleções com atletas mais bem ranqueados para disputar a etapa estadual, sem necessidade de passar pelas regionais.

Nesta Olesc, pela primeira vez será usado o sistema Braille nas medalhas e nos troféus, com os dizeres primeiro, segundo e terceiro para os participantes que conquistarem ouro, prata e bronze respectivamente. A novidade faz parte do processo de inclusão social adotado pela Fesporte este ano, que iniciou em julho com a implantação do pódio adaptado, já utilizado nos Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina (Parajesc) e no 1º Brasileiro de Jiu-Jitsu Paradesportivo.

Na edição 2019 da Olesc foram inscritos 9.960 atletas de 210 municípios. Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho, participar da Olesc é ser ator de um dos eventos esportivos mais importantes do Estado. “Uma competição que nos últimos anos tem sido referência para muitos estados brasileiros. Ela é muito mais que gols e pontos. Por isso, vivenciar a Olesc em sua plenitude é poder vivenciar experiências, além quadra, únicas, com benefícios para a vida”, destaca o Godinho.

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Antônio Prado
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Foram prorrogadas até as 23h59 do próximo domingo, 15, as inscrições para o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2019. A principal ferramenta de fomento à arte em Santa Catarina distribuirá R$ 5,6 milhões a projetos de três áreas: Patrimônio Cultural, Artes e Artes Populares. Os recursos são do Governo do Estado, com promoção da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Interessadas em todo o Estado podem enviar os projetos para os três editais que compõem o Prêmio por meio da plataforma digital criada especialmente para este fim. O Edital de Patrimônio Cultural premiará projetos nas categorias Patrimônio Material; Patrimônio Imaterial; Museus; e Bibliotecas Públicas. O Edital de Artes Populares aborda Artes Circenses; Culturas Populares e Diversidades; Culturas Negras e Afro-Brasileiras; e Culturas dos Povos Indígenas. E o Edital de Artes se subdivide nas categorias Artes Visuais; Dança; Música; Teatro; e Letras - Livro, Leitura e Literatura.

Nesta edição, o Prêmio Elisabete Anderle tem como um de seus principais objetivos que os projetos contemplados alcancem municípios de pequeno e médio portes das diferentes regiões do Estado. Por isso, todas as mesorregiões catarinenses terão, pelo menos, uma proposta premiada nos editais de Artes e Artes Populares, caso haja inscrição.


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Fotos: Mauricio Vieira / Secom

Cortar despesas supérfluas para que o Estado invista mais em áreas essenciais, como a segurança pública. Esta é uma das lições de casa que o Governo de Santa Catarina vem fazendo desde que assumiu, como lembrou o governador Carlos Moisés na tarde desta quarta-feira, 11, durante a abertura do 1º Encontro Estadual de Segurança: SC mais Segura, realizado em Florianópolis. O evento tem a participação do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira. 

Moisés mencionou ações como a venda do avião usado pelo governador, que diminui em 95% as despesas anuais com deslocamento aéreo, o uso de ferramentas digitais para agilizar e reduzir gastos na administração pública e o aprimoramento dos processos licitatórios.

 Foto: Arquivo - Secom

A Justiça entendeu que a cobrança por parte do Estado é legítima em um caso de execução fiscal de R$ 58 milhões contra empresa que distribui medicamentos em Santa Catarina. Em decisão publicada na última quarta-feira, 4, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) atendeu à argumentação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) de que os valores são devidos porque a empresa, em regime de substituição tributária, aplicou base de cálculo menor no recolhimento do imposto ICMS.

A ação teve início em 2012, quando o Estado ingressou com execução fiscal para cobrar os valores resultantes de fiscalização da Secretaria da Fazenda sobre a movimentação econômica da empresa entre os anos de 2004 e 2009. A distribuidora embargou a execução, alegando, entre outras coisas, que o lançamento fiscal estava equivocado e que não poderia ser fiscalizada pelo poder público catarinense, pois estava sediada em outro Estado da Federação.

Sobre a base de cálculo para fazer a cobrança do imposto, a PGE esclareceu que os auditores utilizaram informações que constavam nas próprias notas fiscais emitidas pela empresa, além de dados repassados pela distribuidora à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (Sintegra). Dessa forma, foi feito “um simples cotejo entre as notas fiscais emitidas e as informações dos arquivos encaminhados”, que “gozam de segurança jurídica”.

Em relação à fiscalização pelo Estado de Santa Catarina, a PGE observou que a empresa voluntariamente requereu inscrição na fazenda estadual como substituta tributária por entender ser a maneira mais vantajosa na condução nos negócios. “O raciocínio construído pela empresa a coloca no melhor dos mundos: obtém uma inscrição como contribuinte do Estado, comportando-se como tal no tocante ao cumprimento das obrigações, mas se reserva o direito de não poder ser fiscalizada pelo fisco catarinense, inobstante o seu flagrante descumprimento da legislação tributária”, destacou.

Em primeiro grau, o juiz entendeu que o Estado tinha razão. A empresa, então, recorreu ao TJSC, que, em sessão de julgamento realizada no dia 22 de agosto, manteve a decisão a favor do poder público. Para a Justiça, a empresa não conseguiu “demonstrar de plano que os parâmetros adotados estão incorretos, prova documental de fácil produção”. Em relação à fiscalização feita no Estado, “não pode a parte agora alegar sua total desvinculação com o fisco catarinense, pisoteando a moderna teoria dos atos próprios [...] proibição de comportamento contraditório, desdobramento direto da boa-fé objetiva”.

Atuaram na ação os procuradores do Estado Celso Antonio de Carvalho, Francisco José Guardini Nogueira e Luiz Dagoberto Brião, que realizou a sustentação oral durante a sessão de julgamento na Quinta Câmara de Direito Público com voto unânime dos desembargadores Artur Jenichen Filho (relator), Vilson Fontana e Hélio do Valle Pereira.

Vitória em 2018

Em dezembro do ano passado, a Procuradoria Geral do Estado já havia obtido decisão favorável em relação à substituição tributária para medicamentos (processo 0006046.73.2012.8.24.0023). Com a vitória, a PGE garantiu a entrada nos cofres públicos, na época, de R$ 800 milhões em impostos que estavam suspensos por ordem judicial e, ao mesmo tempo, assegurou outros R$ 415 milhões por ano na arrecadação estadual.

Informações adicionais:
Maiara Gonçalves
Assessoria de Comunicação
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(48) 3664-7650 / 99131-5941 / 98843-2430
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Santa Catarina ultrapassa a marca de 100 mil empresas abertas no Estado, neste ano, e alcança o maior saldo de negócios em atividade desde 2013. O dado histórico, conforme levantamento da Junta Comercial do Estado (Jucesc), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), demonstra a força da economia estadual e a confiança crescente do empreendedor.

“Uma economia aquecida vai gerar empregos. Por isso a nossa taxa desemprego é metade da média nacional. Essa abertura de empresas também gera arrecadação para o Governo do Estado, que pode fazer mais investimentos nas áreas de Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura. Colocamos a administração à disposição de todos aqueles que querem ser nossos parceiros”, ressalta o governador Carlos Moisés. 

O número de empresas abertas no Estado vem crescendo nos últimos seis anos. Em 2019, Santa Catarina alcançou em setembro a marca de 103.865 novos negócios, o que já supera o total de 2018, quando foram constituídas 86.043. São cerca de 12 mil empresas abertas por mês.

“A conjuntura econômica e a confiança do empreendedor nas ações do Governo têm motivado a formalização de novos negócios. Estamos vivenciando um ciclo altamente positivo em um Estado com DNA empreendedor, que gera mais oportunidades e desenvolvimento para Santa Catarina”, avalia o secretário da SDE, Lucas Esmeraldino.


Na Jucesc, processo de abertura de empresa é todo digital - Foto: Divulgação / SDE

Para o presidente da Jucesc, Juliano Chiodelli, a adoção do processo digital, que facilita a abertura de empresas, também é um dos fatores que contribui para o aumento de registros no Estado. “Com a implantação da digitalização, o tempo médio da abertura é de 42 minutos, sete dias por semana, 24 horas por dia. Uma agilidade que coloca Santa Catarina no patamar dos países de primeiro mundo”, avalia Chiodelli.

Força do interior

O levantamento também destaca o crescimento do empreendedorismo fora de Florianópolis. No interior, o aumento de novos negócios foi 30,7% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Para o economista da SDE Paulo Zoldan, o fato de Santa Catarina ter diversos polos com características econômicas e sociais diferenciadas torna as cidades atrativas. 

“O Governo do Estado vem valorizando as potencialidades regionais e promovendo ações para todo o Estado, respeitando particularidades e as economias locais”, observa.

Conforme a Jucesc, cerca de 90% das novas constituições são de empresas nas cidades do interior. A diversificação desses empreendimentos pode ser observada no ranking dos 50 municípios que mais abriram empresas no Estado. Comércio, indústria e construção civil lideram entre os segmentos de abertura de negócios.

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