Uma nova forma de adequar espaços para melhorar o atendimento da população está sendo implantada pela direção do Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos (HTR), em Lages. A realocação de leitos e pacientes do 5º andar da unidade possibilitará o uso integrado dos espaços físicos do HTR, agilizando o atendimento. “Antigamente, essa ala era chamada de Infectologia. Aqui tínhamos pacientes que saíam da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas poderiam ser atendidos em outros espaços”, afirma a diretora Andréa Berto.

Outra alteração pontual diz respeito à Clínica Portinari, onde existiam pacientes de diversas patologias no mesmo local. “O espaço não ganhou e nem perdeu leito, são exatamente os mesmos. Antes as pacientes ginecológicas iam para outros setores, o que não ocorrerá agora”, afirma a diretora. “Estamos organizando a gestão e o fluxo dentro do hospital. Isso facilita o trabalho. O nosso objetivo com a readequação é otimizar e gerenciar melhor os recursos humanos e físicos, trazendo mais qualidade assistencial ao paciente”.

O Hospital Tereza Ramos atende moradores da região Serrana de Santa Catarina. Apenas em 2019, o ambulatório da unidade registrou 3.341 atendimentos. Além disso, foram realizadas 559 cirurgias até esta quarta-feira, 27, sendo 440 eletivas e outras 119 de emergência.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), informa que foi confirmado pelo Instituto Carlos Chagas (ICC) – Fiocruz do Paraná o diagnóstico laboratorial de febre amarela para o óbito de um paciente de 36 anos, residente em Joinville, ocorrido no último dia 12 de março de 2019. Santa Catarina não registrava casos de febre amarela em humanos desde 1966. O homem não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

Como se tratava de um óbito suspeito de febre amarela, foi realizada uma investigação conjunta entre a Gerência Regional de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Joinville utilizando o Protocolo de Investigação de Óbitos Febre Amarela do Ministério da Saúde (MS).

:: CONFIRA O SITE DA DIVE/SC COM INFORMAÇÕES SOBRE FEBRE AMARELA

Os resultados da investigação epidemiológica, aliados à confirmação laboratorial do caso, atestam o primeiro caso autóctone com óbito por febre amarela registrado no estado. A Dive/SC vai realizar a coleta de vetores no município na próxima semana. A equipe de vigilância epidemiológica do município deve realizar a vacinação de casa em casa no raio de 300 metros do Local Provável de Infecção (LPI).

Importância da vacinação

No lançamento da Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés da Silva postou um vídeo em que reforçou aos catarinenses a importância da imunização contra a febre amarela, para que fosse evitada a circulação do vírus no estado.

:: VEJA O VÍDEO COM A MENSAGEM DO GOVERNADOR SOBRE A CAMPANHA DE VACINAÇÃO

A população deve buscar as unidades de saúde para fazer a vacina e, em caso de sintomas, procurar atendimento imediato para aplicação do protocolo de manejo clínico e classificação de risco frente a um caso suspeito de febre amarela.

Cobertura vacinal em Santa Catarina

De 1º de janeiro a 28 de março de 2019, foram aplicadas 461.417 doses da vacina contra a febre amarela em todo o estado de Santa Catarina, sendo que 81.578 somente na primeira semana da Campanha Estadual de Vacinação, de 20 a 23 de março.

O número de doses aplicadas em 2019 já é quase igual a 2018, quando 488.308 pessoas foram vacinadas. Segundo o último levantamento da Diretoria de Vigilância de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) da Secretaria de Estado da Saúde, o estado está com uma cobertura vacinal de 61,46%.

Desde o segundo semestre de 2018, seguindo recomendação do Ministério da Saúde (MS), todo o estado de Santa Catarina tornou-se Área com Recomendação de Vacinação (ACRV) para febre amarela – antes 162 municípios catarinenses já integravam a ACRV. Desde então, os moradores catarinenses com mais de 9 meses de idade devem procurar os postos de saúde para se vacinar contra a doença.

No entanto, a procura foi baixa, o que fez com que o estado iniciasse em 20 de março a Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Amarela, que segue até 20 de abril. Neste período, a meta é vacinar 95% da população catarinense contra a febre amarela.

Desde o início do ano, Santa Catarina recebeu 1.300.000 doses da vacina contra a febre amarela. Novos lotes devem chegar na segunda quinzena do mês de abril.

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Foto: Divulgação / Dive 

Trinta e dois municípios do estado apresentam alto risco para transmissão de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde. Os dados do LIRAa também revelam que 33 municípios apresentam médio risco e 10 apresentam baixo risco de transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Conforme definido na Estratégia Operacional do Estado, os municípios considerados infestados pelo mosquito devem realizar o LIRAa duas vezes ao ano. Ao todo, 75 cidades fizeram o levantamento. Florianópolis e Navegantes são considerados infestados, mas não realizaram a atividade. Os dados revelam que 86,7% dos municípios infestados apresentam médio ou alto risco de transmissão das doenças.

“No mesmo período do ano passado essa condição era menor. Por isso, mais uma vez precisamos intensificar as ações de controle vetorial, especialmente nessas regiões”, explica João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive.


Foto arquivo: James Tavares / Secom

Foram confirmados em Santa Catarina 28 casos autóctones de dengue (transmissão dentro do Estado), entre 30 de dezembro de 2018 a 16 de março de 2019. Os dados são do Boletim Epidemiológico n°07/2019 de Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina. Um aumento de 50% se comparado com o último boletim. Há ainda outros 17 casos importados (transmissão fora do Estado).

>>> Confira aqui o boletim completo

Em comparação com o último boletim, foram confirmados mais 14 casos autóctones e 5 casos importados. Dos 28 casos autóctones registrados, três com Local Provável de Infecção (LPI) em Balneário Camboriú, dois com LPI em Camboriú, três com LPI em Cunha Porã, sete com LPI em Florianópolis, residentes dos municípios de Biguaçu, Florianópolis e São José, dois com LPI em Itajaí, três com LPI em Itapema, dois com LPI em Joinville, dois com LPI em Porto Belo e quatro com LPI indeterminado.

De acordo com o gerente de Zoonoses, João Fuck, esse aumento no número de casos autóctones em SC se deve, principalmente, às condições favoráveis para a proliferação do mosquito: calor e chuva. “Mais uma vez reforçamos que a população precisa ajudar no controle dos focos do mosquito. Recipientes que podem conter água precisam ser vistoriados e eliminados corretamente. Importante também observar a vedação das caixas da água e manter as calhas limpas”, alerta.

Ações no Litoral Norte

Durante essa quinta-feira, 21, representantes da Dive estiveram no Litoral Norte para participar de reuniões com técnicos dos municípios de Balneário Piçarras, Bombinhas, Ilhota, Itajaí, Itapema, Luiz Alves, Navegantes, Penha, Camboriú, Porto Belo e Balneário Camboriú. Além disso, foram realizadas reuniões com os Secretários Municipais de Saúde de Itapema e Porto Belo.

“Nosso objetivo é intensificar a vigilância epidemiológica e o controle vetorial. É fundamental que as Salas de Situação Municipais estejam ativas, discutindo e implementando ações intersetoriais”, explica João Fuck.

LIRAa

Na próxima segunda-feira, 25, às 14h, acontece mais uma reunião da Sala de Situação Estadual. No encontro, será apresentado o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de março deste ano.

O objetivo do LIRAa é a identificação do tipo e a quantidade de depósitos encontrados que possam ser potenciais criadouros do mosquito nos imóveis vistoriados. A atividade foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) em 2002, sendo realizada pelos municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti.

O levantamento, feito duas vezes ao ano, normalmente em março e em novembro, é realizado por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP).

Os dados serão apresentados na Sala Estadual de Situação que é um espaço intersetorial e permanente que gerencia e monitora a intensificação das ações de mobilização e controle ao mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina. É composta por órgãos públicos e da sociedade civil organizada.

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O Instituto Maria Schmitt (IMAS) completou, no dia 8 de março, cinco meses à frente da gestão do Hospital Florianópolis, na Capital. A data serviu para celebrar as primeiras conquistas após um trabalho intenso da equipe. Nesse período, o número de cirurgias aumentou em 30% e foram implementados novos programas com foco na gestão da qualidade e na segurança dos pacientes.

Ortopedia é a especialidade mais atendida no Hospital Florianópolis, além da unidade ser referência na área e dar suporte a pacientes de outros hospitais, como é o caso do Hospital Regional de São José, nos últimos meses. “Nosso maior volume de cirurgias é em Ortopedia e Traumatologia, fora os casos classificados como urgência e emergência, cirurgia geral e vascular”, destaca Ricardo Ghelere, vice-presidente da organização social.

Os dados refletem as constantes mudanças e a evolução interna que está ocorrendo na unidade hospitalar. Novos serviços e projetos foram implantados e os resultados já podem ser considerados satisfatórios afirma Ricardo Ghelere. Segundo ele, durante estes cinco meses, o IMAS colocou em prática o sistema de gestão da qualidade, implantou o ELA Sustentável, criou o núcleo de segurança do paciente, realizou pesquisa de satisfação, melhorou o núcleo interno de regulação (NIR), aumentou o volume de cirurgias e investiu na capacitação dos colaboradores.

“Capacitamos as equipes para torná-las ainda mais preparadas aos desafios que virão. Nosso interesse é tornar altamente resolutivo e eficiente o Hospital Florianópolis. Os bons números iniciais nos motivam e indicam que estamos no caminho certo”, explica Ghelere.

Foco na qualidade e na produtividade

Por meio da implantação do sistema de gestão da qualidade, o IMAS assegurará a qualidade de seus serviços à população. O trabalho é desenvolvido pela Coordenadoria de Qualidade, que assessora a implantação e manutenção do sistema no Hospital Florianópolis.

“O objetivo do projeto é integrar todos os setores do hospital, fomentando a melhoria contínua, aprimorando procedimentos e os equipamentos utilizados, sistematização dos processos, capacitações, e aperfeiçoamento no atendimento assistencial, promovendo a satisfação dos clientes”, explicou Robson Schmitt, presidente do IMAS.

De acordo com ele, a instituição busca motivar e engajar as pessoas para a realização de um serviço cada vez melhor à população. A implantação das ferramentas de qualidade se dará de forma progressiva, a fim de que o desejo de fazer a diferença seja transformado em algo sustentável, permeando as gestões.

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Em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose (TB), 24 de março, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para a cura da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam no mundo 8,7 milhões de casos novos de tuberculose e 1,4 milhões de mortes por ano. No Brasil, a cada ano são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose, conforme dados do Ministério da Saúde (MS).

Em Santa Catarina, em 2017 foram notificados 1.856 casos novos de tuberculose, o que representou uma incidência de 26,7 diagnósticos por 100 mil habitantes. Do total de casos notificados 71% das pessoas receberam alta por cura e 9% abandonaram o tratamento. “A tuberculose é uma doença de contágio aéreo. A transmissão pode acontecer de várias formas: através de fala, espirro e tosse da pessoa infectada”, explica Luiz Escada, médico infectologista da DIVE/SC.

O tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde e tem duração de, no mínimo, seis meses, sendo necessário tomar diariamente o medicamento. “É comum que, após as primeiras semanas de tratamento, o paciente observe melhora total dos sinais e sintomas. No entanto, não quer dizer que ele está curado”, alerta Maria Teresa Agostini, diretora da DIVE/SC.

Populações vulneráveis

Pessoas em situação de rua, com HIV/AIDS, privadas de liberdade e indígenas estão entre as populações com maior vulnerabilidade à doença e são o principal desafio para as equipes de saúde.

A população em situação de rua tem 44 vezes mais chance de adoecer por tuberculose do que pacientes em geral, o que mostra que fatores sociais como as más condições de vida, moradia precária, desnutrição e dificuldade de acesso aos serviços públicos de saúde têm uma influência profunda no diagnóstico e prognóstico da doença.

Outro importante alerta é para a coinfecção tuberculose – HIV/Aids, já que os pacientes com HIV/Aids, em relação à população em geral, têm 28 vezes mais chances de se infectar pelo bacilo da TB (OMS). Em Santa Catarina, o percentual da coinfecção TB/HIV/AIDS foi de 16% em 2017.

Sobre a tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosae) que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).  A transmissão é aérea. Ela não é transmitida pelo compartilhamento de roupas, lençóis, copos e outros objetos.

Ao falar, espirrar e principalmente ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam partículas no ar. O contato direto com o paciente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, representa maior chance de outra pessoa ser infectada. Para se prevenir contra a tuberculose é importante vacinar as crianças menores de quatro anos de idade com a vacina BCG, tratar pessoas infectadas com maior risco de adoecer e efetuar medidas de controle de infecção.

Em adolescentes e adultos jovens, o principal sintoma é a tosse (por três semanas ou mais), associada ou não à febre (especialmente à tarde), suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento. Em crianças menores de 10 anos de idade, a febre moderada e persistente é a principal manifestação clínica. Também são comuns sintomas de irritabilidade, tosse, falta de apetite, perda de peso e suor intenso à noite. Na presença dos sinais e sintomas acima descritos, é importante procurar um serviço de saúde para avaliação.

Saiba mais em www.dive.sc.gov.br/tuberculose.

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A Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Amarela será realizada entre os dias 20 de março e 20 de abril, pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive). Nesse período, todos os moradores do Estado, a partir de 9 meses de idade, devem procurar uma unidade de saúde para a vacinação contra a doença. Hoje, 56% do público-alvo estão imunizados e a meta é chegar a 95%.

O alerta vermelho em Santa Catarina acendeu quando o Paraná registrou uma morte pela efermidade, no dia 7 de março. Um homem, trabalhador da zona rural de Morretes (PR), que não tomou a vacina, morreu.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Raquel Ribeiro Bittencourt, o aparecimento de casos no estado vizinho significa que o vírus, antes no estado de São Paulo, está descendo e pode chegar a qualquer momento a Santa Catarina. “Isso nos preocupa, porque quase a metade dos catarinenses não está imunizada”, esclarece.

Por causa disso, em um entendimento entre os municípios catarinenses e o Estado, foi definida a realização da campanha.

A diretora Dive, Maria Teresa Agostini, alerta que a vacina é a única forma de prevenção. “Lembrando que as doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde de todo o Estado”, afirma a diretora.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença grave que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. Ela é causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito, não há transmissão de pessoa a pessoa.

No Brasil, os casos de febre amarela são classificados como silvestre. Não há informação de febre amarela urbana. Ainda assim, como a população catarinense que vive na área urbana está exposta a bordas de mata, fragmentos de mata, como parques, praças arborizadas, jardins botânicos e áreas periurbanas (áreas de mata próxima das cidades), o risco dos mosquitos silvestres, Haemagogus e Sabethes, transmitirem a doença é alto.

Os principais sintomas são: início súbito de febre; calafrios; dor de cabeça intensa; dores nas costas; dores no corpo em geral; náuseas e vômitos; fadiga e fraqueza. Alguns melhoram após esses sintomas iniciais. No entanto, entre 15% e 60% das pessoas que apresentam esses sintomas evoluem para a forma mais grave da doença.

Nos casos graves, a pessoa pode desenvolver algumas complicações como febre alta; coloração amarelada da pele e do branco dos olhos; hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal); e eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Destes que apresentam sintomas mais graves, entre 20% e 50% podem morrer.

A única forma de prevenir a febre a amarela é com a vacinação. Apenas uma dose é suficiente para ficar protegido durante toda a vida. “É importante reforçar também que quem já tomou uma dose está imunizado, não é preciso fazer o reforço após 10 anos”, lembra a médica infectologista da Dive, Marise Mattos.

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Uma nova visão: gestão da saúde em Santa Catarina passa por amplo processo de renovação (Foto: Cristiano Estrela/Secom)

Desde janeiro, a rotina na Secretaria de Estado de Saúde (SES) se concentra em procurar meios para aprimorar a gestão e atender melhor a demanda catarinense. Setor com o maior volume de recursos já empenhado neste ano, R$ 740 milhões, a pasta passa por um pente-fino para identificar oportunidades de usar melhor os recursos públicos, com economia e aperfeiçoamento dos serviços. Para atingir esse objetivo, todos os contratos da pasta estão sob revisão e o Governo está colocando em dia a dívida com os fornecedores.

"O foco tem que estar na profissionalização da gestão, para resgatar a confiança e a credibilidade"

Carlos Moisés
,
governador

“Aumentar os gastos é a solução mais cômoda, mas traz um custo muito alto para o cidadão que paga impostos. O foco tem que estar na profissionalização da gestão, para resgatar a confiança e a credibilidade”, destaca o governador Carlos Moisés.

CONFIRA MAIS IMAGENS NA GALERIA

Uma das ações para racionalizar o uso dos recursos é o estímulo a um número cada vez maior de concorrentes para as licitações. Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde finaliza o primeiro processo licitatório totalmente digital. Segundo a diretora de Aquisições e Licitações, Carla Giani da Rocha, a digitalização garante mais concorrência, celeridade, transparência e economia, com melhores resultados para as compras e contratações. A determinação é que, de agora em diante, todos sigam o modelo.

Ações emergenciais para controle da dívida

No começo de janeiro, a Secretaria de Estado da Saúde tinha 659 credores. Segundo o superintendente de Gestão Administrativa, Vanderlei Vanderlino Vidal, alguns deles já haviam desistido de participar de novas licitações, prejudicando e encarecendo o fornecimento de materiais e serviços.

“Em dois meses de trabalho, quitamos as dívidas com 437 fornecedores e também buscamos contemplar parcialmente os outros 222. Com isso, vários fornecedores voltaram a participar das licitações, o que amplia a concorrência”, expõe Vidal. “É um indicativo do resgate da credibilidade da Secretaria de Saúde”, acrescenta. Em dois meses, a dívida herdada foi reduzida em mais de R$ 100 milhões.

Levantamento do patrimônio

Contratos para fornecimento de materiais e serviço estão todos sob revisão (Foto: Cristiano Estrela/Secom)

Ao mesmo tempo, um levantamento está sendo feito em todo o patrimônio da SES, para acabar com a subutilização de bens. Nos últimos dias, a equipe encontrou um gerador elétrico guardado em um galpão em Lages, enquanto há hospitais que necessitam do equipamento. A Secretaria está avaliando qual a unidade precisa do gerador com mais urgência para encaminhá-lo.

"Quando aprimoramos a gestão e a aplicação de recursos, o resultado é o melhor atendimento na ponta, ao cidadão catarinense. Não há fórmula mágica para resolver todos os problemas de uma só vez. Há trabalho, planejamento e, principamente, gestão qualificada para que os serviços possam ser prestados de uma forma melhor", afirma o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino. 

A Secretaria também busca parcerias com a Celesc, no intuito de viabilizar recursos dentro do programa de eficiência energética, o que permitirá redução nas contas de energia elétrica.

Secretário Helton Zeferino quer foco no atendimento ao cidadão (Foto: Susi Padilha/Secom)

Confira as ações em andamento para melhorar a gestão da saúde em SC:

  • Revisão de todos os contratos;
  • Controle da dívida de forma estratégica para recuperar a credibilidade da Secretaria de Saúde;
  • Levantamento de todos os bens para acabar com a subutilização;
  • Uso do helicóptero do governador para transporte de órgãos doados;
  • Estudo de parcerias com a Celesc para a redução nas contas de energia elétrica;
  • Estímulo à maior concorrência nas licitações com pregão eletrônico.

 

Hospital Celso Ramos abre nova ala sem uso de recursos públicos

Reorganização libera 40 leitos para internação no Hospital Governador Celso Ramos (Foto: Cristiano Estrela/Secom)

O Estado também busca formas de otimizar a gestão em outras frentes. Na próxima segunda-feira, 18, começa a funcionar o Hospital-Dia no Hospital Governador Celso Ramos, com capacidade para atender até 40 pacientes. A nova ala foi aberta sem uso de recursos públicos, apenas com um trabalho de reorganização promovido pela direção da unidade.

“Reorganizamos e adequamos espaços já existentes para poder atender pacientes na área de pneumonologia, neurologia, reumatologia, hematologia, nefrologia e clínica médica”, explica o diretor-geral do Hospital Governador Celso Ramos, Fernando Oto dos Santos.

O regime de Hospital-Dia é a assistência intermediária entre o atendimento ambulatorial e a internação, para pacientes que precisam permanecer por até 12 horas. “Com a mudança, liberamos vagas no hospital para os pacientes que precisam ser internados”, acrescenta o diretor-geral.

A ala conta com consultório, posto de enfermagem, sala de procedimentos, duas salas para medicações com 11 poltronas, além de fácil acesso à emergência.

Medidas que salvam vidas

O resultado prático de iniciativas que melhoram a saúde bate no peito da técnica de enfermagem aposentada Kelly Cristina Dias. No dia 7 de fevereiro, Carlos Moisés determinou que o helicóptero que até então ficava à disposição apenas do governador passasse a ser usado, prioritariamente, para transporte de órgãos captados para doações.

Menos de 24 horas depois, o coração novo veio de Brusque, pelos ares, para dar nova vida à blumenauense. “Se não houvesse esse gesto de sensibilidade por parte do Governo do Estado, talvez hoje eu não estivesse mais aqui para contar essa história. A agilidade no transporte foi fundamental. E eu aproveito a oportunidade para pedir que todos optem pela doação. É um ato que salva vidas”, afirmou Kelly.

Com o apoio do helicóptero, a SC Transplantes já bateu o recorde em doações múltiplas de órgãos para o mês de fevereiro. “Não precisamos gastar um centavo a mais para entregar essas melhorias ao cidadão. Bastou um olhar mais atento ao que acontece dentro do governo para enxergarmos oportunidades de melhorar o serviço prestado e economizar recursos públicos ao mesmo tempo”, concluiu o governador Moisés.

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A tarde desta quarta-feira, 13, teve doses de emoção em Blumenau. O motivo: a homenagem feita pelo governador Carlos Moisés à técnica de enfermagem aposentada Kelly Cristina Dias. No dia 8 de fevereiro, Kelly foi a primeira paciente a ser beneficiada com o transporte de órgãos no helicóptero até então de uso privativo do governador. Dias antes, Moisés havia assinado a ordem de autorização de uso da aeronave para beneficiar os pacientes que esperam pelo transplante de órgão. No caso de Kelly, a espera por um coração já durava meses, e o órgão que a salvou veio de Brusque, pelos ares.

Nesta quarta-feira, no mesmo hospital Santa Isabel em que foi operada 33 dias atrás, Kelly recebeu um buquê de flores de Moisés, que se emocionou tanto quanto à técnica de enfermagem.

“A saúde sempre nos comove muito. No voo inaugural, houve essa possibilidade da Kelly receber um novo coração para continuar a vida, portanto é muito emocionante para a gente estar aqui nessa situação. Acabou que eu entreguei um buquê de flores para ela, mas talvez eu tenha me sentido muito mais emocionado e homenageado. Foi uma grata surpresa. Acredito que estamos no caminho certo”, afirmou Moisés.

Por sua vez, Kelly também agradeceu a Moisés por ter disponibilizado o helicóptero para o transporte de órgãos e fez um apelo: que as pessoas optem pela doação.

“Se não houvesse esse gesto de sensibilidade por parte do Governo do Estado, talvez hoje eu não estivesse mais aqui para contar essa história. A agilidade no transporte foi fundamental. E eu aproveito a oportunidade para pedir que todos optem pela doação. É um ato que salva vidas”, pediu.

Roteiro pela maior cidade do Vale

A visita de Moisés por Blumenau começou na prefeitura, onde se reuniu com lideranças locais para discutir os pleitos da região, sendo o principal deles a conclusão da duplicação da BR-470. O prefeito Mário Hildebrandt e os deputados estaduais Ricardo Alba, Ivan Naatz e Onir Mocellin explicaram as necessidades mais urgentes do Vale do Itajaí.

Em seguida, o governador assinou a liberação de R$ 955 mil para o transporte escolar da cidade de Blumenau, beneficiando aproximadamente 1,4 mil estudantes. No começo da semana, já haviam sido liberados R$ 344 mil para o mesmo fim para a cidade de Pomerode.

Logo em seguida, a comitiva do governador foi ao Hospital Santa Isabel, onde conheceu a estrutura e foi apresentada aos desafios de gestão. Gestão, aliás, foi uma das palavras mais faladas por Moisés ao longo do dia.

“Santa Catarina precisa de um choque de gestão. É isso que estamos propondo. O Estado precisa ser saneado. A partir daí, nós vamos melhorar a nossa nota (junto à secretaria do Tesouro Nacional). Com nota C, nós não conseguimos obter empréstimos junto ao BNDES, por exemplo”, frisou o governador, durante coletiva de imprensa.

No fim da tarde, Moisés ainda visitou uma cervejaria na cidade e foi ao Festival Brasileiro da Cerveja, na Vila Germânica.


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Santa Catarina registrou, em fevereiro de 2019, o melhor desempenho da história em doações múltiplas de órgãos para o mês. Com quatro procedimentos realizados apenas nos dois últimos dias do mês, a SC Transplantes contabilizou um total de 23 doações no período. Historicamente, o mês de fevereiro tem baixos índices de doações. Os números mais expressivos foram registrados em 2016 e 2017, com 20 ocorrências cada.

O resultado coincide com a destinação do helicóptero de uso exclusivo do governador para o transporte de órgãos e tecidos. A ação foi fruto de um convênio assinado pelo governador Carlos Moisés no dia 6 de fevereiro. Desde então, a aeronave foi utilizada em três oportunidades, incluindo a de quinta-feira passada, quando foram transportados rins para Florianópolis.

A doação de órgãos em Santa Catarina tem registrando resultados expressivos. O número de doadores cresceu desde 2005, com um incremento de 50% na taxa de doadores efetivos nos últimos seis anos.

Na avaliação do secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, a postura do Governo do Estado em abrir mão de uma aeronave que tradicionalmente atendia apenas ao chefe do Executivo consiste em um ato de humanização. “O governador demonstra ter zelo e cuidado com o cidadão catarinense. Essa atitude fomenta o sistema de captação, transporte e doação de órgãos e serve de modelo para as demais unidades da federação”, afirmou o secretário Helton.

O coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade comemorou o melhor desempenho já registrado em mês de fevereiro e ressaltou que o número de doações pode ser ainda maior. Ele voltou a destacar que a agilidade no transporte é fundamental para salvar vidas e elogiou o fato do Poder Público estar tratando o transplante e a doação de órgãos como uma prioridade. “A atitude do Governo do Estado honra a postura do povo catarinense, que é solidário e a favor da doação. Quando governo e sociedade caminham juntos, os resultados logo aparecem”, comentou Andrade.

A sugestão de utilização do helicóptero para esse tipo de transporte partiu da Casa Militar. O órgão é responsável por acionar a aeronave sempre que há soliciação por parte da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da SC Transplantes.

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