Santa Catarina é o estado da agricultura familiar. Segundo o Censo Agropecuário de 2017, 84% das propriedades rurais catarinenses são desta estrutura. E inserir esses pequenos produtores na cadeia de alimentos dos grandes centros urbanos é um grande desafio. Para tratar dessa questão, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA) convidam lideranças e representantes dos agricultores e de compradores para a Reunião de Validação das Diretrizes para a Inclusão da Agricultura Familiar, que acontece na próxima segunda-feira, 17, às 14h, na Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca em Florianópolis.


Divulgação/Epagri

A Epagri desenvolveu 176 tecnologias para o meio rural desde 2009 – do total, 81 são cultivares de plantas que oferecem aos agricultores mais produtividade, qualidade, resistência a doenças e adaptação a condições climáticas adversas. Para o consumidor, isso significa ter alimentos com melhor aparência e sabor, produzidos de forma mais sustentável.

A Empresa também atendeu 120.022 famílias de agricultores e pescadores em Santa Catarina em 2017, o que representou 66% do total, contra um índice de 50% em 2009. No mesmo período, o número de entidades atendidas praticamente dobrou: foi de 1.605 em 2009 para 3.131 em 2017.

Esses são alguns resultados que a Empresa apresenta no documento “O valor da Epagri”, que reúne indicadores do trabalho realizado nos últimos 10 anos e está disponível no site www.epagri.sc.gov.br. A publicação destaca o aumento da eficiência da Epagri desde 2009 e os reflexos disso nas principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense. “Com apoio dos produtores rurais, pescadores e muitos parceiros, ganhamos destaque no cenário nacional como sinônimo de uma agricultura moderna, produtiva e sustentável”, resume Luiz Ademir Hessmann, presidente da Empresa.

Retorno social – O documento destaca números do Balanço Social da Empresa, publicado anualmente desde 2009. Nesse período, o retorno para cada real investido na Epagri subiu de R$3,10 para R$5,88. E a contribuição da Empresa na geração de riquezas para a sociedade saltou de R$654 milhões em 2009 para R$2,23 bilhões em 2017.

SC Rural – A Epagri foi uma das principais executoras do Programa SC Rural, desenvolvido entre 2009 e 2016 pelo Governo do Estado com financiamento do Banco Mundial (BIRD). O objetivo geral foi aumentar a competitividade das organizações dos agricultores familiares de SC. Esse trabalho capacitou 98 mil famílias, melhorou 59 mil sistemas produtivos e elevou a renda das famílias atendidas em R$89 milhões. Também foram realizados 72 cursos que capacitaram 2.177 jovens rurais. Esse público recebeu R$7,8 milhões em apoio para 902 projetos de vida.

URTs – A Epagri implantou 1.685 Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em propriedades rurais catarinenses entre 2009 e 2018. As URTs são propriedades familiares selecionadas para receber novas tecnologias em determinada cadeia produtiva e passam a servir de modelo para agricultores da região. Nelas são realizados cursos, dias de campo, oficinas e reuniões para mostrar, na prática, que vale a pena adotar as tecnologias orientadas pela Epagri. De 2014 a 2017, o lucro das 60 melhores URTs de leite cresceu 97%.

Meteorologia – De 2009 a 2018, o número de estações meteorológicas da Epagri/Ciram saltou de 83 para 262. A Empresa gerencia, no total, 679 estações que geram 100 mil dados por dia e são fundamentais para o monitoramento das condições do tempo no Estado. A Empresa é a principal fonte de consulta em previsão do tempo em Santa Catarina e fornece informações que dão suporte às ações da Defesa Civil. O site de previsão do tempo da Epagri recebe, em média, 1 milhão de acessos por mês.

Eficiência na gestão – O relatório também apresenta sistemas de gestão que melhoraram a eficiência e o controle do trabalho realizado pelos colaboradores da Epagri. Na gestão financeira, gráficos revelam o crescimento das receitas com prestação de serviços, convênios e royalties e a economia com tributos.

Cadeias produtivas – O documento também dá exemplos de como o trabalho da Epagri impacta no crescimento do agronegócio catarinense:

- Arroz: os cultivares da Empresa ocupam 80% da área plantada em SC.

- Apicultura: público atendido cresceu de 838 em 2009 para 6.760 em 2018 e a produtividade por colmeia saltou de 13kg para 20,5kg.

- Leite: SC é o segundo estado brasileiro em produtividade. Cada vaca produz em média 4 mil litros por ano.

- Hortaliças: o número de produtores cresceu 76% de 2006 a 2017, com notável crescimento no cultivo de orgânicos.

- Maricultura: com apoio da Epagri, SC se tornou o maior produtor de ostras e mexilhões do Brasil e o segundo da América Latina.

- Piscicultura: a produtividade da piscicultura comercial saltou de 4,8t/ha para 7,4t/ha entre 2010 e 2015 graças ao aprimoramento técnico dos produtores e ao melhor uso de tecnologias.

- Fruticultura: entre 2006 e 2017, a produção catarinense subiu de 1,09 milhão para 1,26 milhão de toneladas. O aumento da área plantada e da produtividade revelam a atuação da Epagri na pesquisa e na assistência técnica às famílias.

Saiba mais: O documento “O valor da Epagri” está disponível na íntegra no site da Epagri, no link http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/DOC/DOC-285-Relatorio-Epagri-2018.pdf.

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Foto: Arquivo/Secretaria da Agricultura

Grande produtor de carnes, Santa Catarina amplia sua presença internacional e já responde por mais da metade das exportações nacionais de carne suína. Em novembro, de todo o produto vendido pelo Brasil no exterior, 56% tiveram origem no estado. A preferência internacional pelo produto catarinense é explicada pela excelência sanitária dos rebanhos e pela atenção especial dada à sanidade agropecuária em Santa Catarina.

Único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina construiu uma imagem internacional e conquistou o acesso aos mercados mais competitivos do mundo. “O agronegócio de Santa Catarina está muito conectado com o mercado global. Os mercados internacionais dão preferência aos produtos catarinenses pela qualidade, segurança sanitária e organização da cadeia produtiva. Hoje, Santa Catarina consegue atender contratos em qualquer lugar do mundo”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Em novembro, Santa Catarina embarcou 32,1 mil toneladas de carne suína – um aumento de 61% em relação ao mesmo mês de 2017. O faturamento com as exportações chegou a US$ 58,2 milhões - 33,6% de crescimento. Os valores representam 56% da quantidade e do valor obtido nas exportações nacionais da mercadoria.

O incremento nas exportações catarinenses pode ser explicado porque grande parte dos compradores aumentou o volume importado em novembro. A China – maior importador da carne suína produzida no estado – adquiriu 9,6 mil toneladas do produto, 295,5% a mais do que em novembro de 2017. O mesmo aconteceu com o Chile, Hong Kong, Argentina e Angola, por exemplo.

Acumulado do ano

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina já exportou um terço da produção esperada para 2018. De janeiro a novembro, foram 297 mil toneladas vendidas ao exterior, com uma receita de US$ 554,2 milhões. O estado já responde por 51,2% do total exportado pelo país em 2018.

A China vem se consolidando como o principal destino da carne suína catarinense. Ao longo do ano, foram 104,8 mil toneladas enviadas ao país asiático – um aumento de 188,5% em relação ao mesmo período de 2017. Os embarques para o país asiático representam um faturamento de US$ 200,5 milhões – 36,2% das receitas oriundas das exportações catarinenses do produto em 2018.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, as perspectivas são bastante positivas para o próximo ano, tanto em função do fim do embargo russo, quanto pela possibilidade de aumento ainda mais significativo das importações chinesas.

Competitividade

A sanidade agropecuária se tornou o grande diferencial de Santa Catarina. Com um déficit no abastecimento de grãos de quatro milhões de toneladas por ano, o estado se mantém competitivo pela excelência sanitária dos seus rebanhos.

“Nós perdemos competitividade ao trazer milho de longe para abastecer nossa cadeia produtiva de carnes, o que aumenta os custos da produção, porém pela qualidade e garantias sanitárias nós temos a preferência do mercado internacional. Santa Catarina conquistou o acesso aos mercados Premium como Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul”, destaca Airton Spies.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

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A Polícia Militar Ambiental em Lages realiza no fim da tarde desta quinta-feira, 6, a formatura da primeira turma do curso de Polícia Ostensiva Rural (CPOR). Os policiais especialistas em segurança no campo estarão aptos ao combate de crimes rurais, como abigeato, roubo de insumos agrícolas e máquinas.

A convite do Comandante-Geral da Polícia Militar Ambiental, Coronel Adilson Schlickmann Sperfeld, e do Comandante do 2° Batalhão da Polícia Militar Ambiental, Tenente-Coronel Jorge Luiz Haack, o Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, palestrará aos formandos sobre as perceptivas, desafios e importância do agronegócio para Santa Catarina.

“Ao investir em segurança no meio rural nós estamos garantindo a continuidade do funcionamento da nossa economia, que gera milhares de empregos, renda e oportunidades no nosso estado. Esse policiamento ostensivo no meio rural vai dar uma grande contribuição, porque a segurança é um fator decisivo para motivar as pessoas a permanecerem no meio rural”, ressalta o secretário.

A formatura e a palestra ocorrem na sede da 1° Companhia do 2° Batalhão de Polícia Militar Ambiental em Lages, na rua Archilau Batista do Amaral, s/nº, bairro Universitário, às 18 horas.

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Cidasc/Arquivo

Grande produtor de proteína animal, Santa Catarina encerra o mês de novembro com alta nas exportações de carne suína e de frango. Boa parte dos embarques foi destinado aos países asiáticos – China, Hong Kong e Japão – que vêm se tornando os principais mercados para as carnes catarinenses. No último mês, foram 124,7 mil toneladas exportadas por Santa Catarina, 36,9% a mais que no mesmo período do ano passado, gerando um faturamento que passa dos US$ 220 milhões.

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o bom desempenho do agronegócio demonstra que os mercados têm uma preferência pelos produtos do estado. “A excelência sanitária dos nossos rebanhos, a organização das cadeias produtivas e a logística confiável e eficiente se tornaram a marca registrada do agronegócio catarinense. Por isso, Santa Catarina responde por boa parte das exportações brasileiras de carnes”, ressalta.

A carne de frango continua sendo o principal produto da pauta de exportações. Em novembro, foram 92,6 mil toneladas embarcadas, 30,1% a mais do que no mesmo período de 2017. As receitas geradas superam os US$ 161,8 milhões, alta de 14% em relação a novembro do último ano. Os principais mercados para carne de frango catarinense foram Japão, Arábia Saudita e China – todos aumentaram as compras em novembro.

O grande destaque do mês foi o aumento nas exportações de carne suína. Em novembro, Santa Catarina embarcou 32,1 mil toneladas do produto – 61% a mais do que no mesmo mês de 2017. O faturamento com as exportações chegou a US$ 58,2 milhões, 33,6% de crescimento. Santa Catarina respondeu por 56% de toda carne suína exportada pelo Brasil – ou seja, mais da metade das exportações brasileira do produto são originárias de Santa Catarina.

Os principais mercados para carne suína catarinense são China, Chile e Hong Kong. A verdade é que quase todos os principais importadores de carne suína catarinense ampliaram suas compras em novembro. A China e o Chile, por exemplo, compraram, respectivamente, 295,5% e 159,2% a mais em relação a novembro de 2017.

Sanidade como diferencial

Único estado livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais competitivos do mundo. “Nós temos perdemos competitividade por causa da nossa dependência do milho vindo de outros estados, o que aumenta os custos das agroindústrias instaladas em Santa Catarina, porém nós temos um grande diferencial que é a qualidade e as garantias sanitárias. Com isso, temos preferência dos mercados Premium, como é o caso do Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos”, destaca Spies.

Acumulado do ano

Ao que tudo indica, o ano de 2018 irá encerrar com um saldo favorável para as exportações catarinenses de carnes. De janeiro a novembro, já foram embarcadas 966,9 mil toneladas de carne de frango e 297 mil toneladas de carne suína – um crescimento de 7,8% e de 17,1% em relação ao mesmo período de 2017.

O faturamento com as exportações de carne de frango já passa de US$ 1,6 bilhão, uma queda de 2,9% em comparação ao último ano. O resultado negativo pode ser explicado pela retração nas compras do Japão, principal destino do frango de Santa Catarina, e de outros países europeus e asiáticos. Por outro lado, China, Hong Kong, Arábia Saudita e Emirados Árabes aumentaram a quantidade importada.

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina responde por 51,2% do total exportado pelo país em 2018. De janeiro a novembro, foram 297 mil toneladas exportadas, com uma receita de US$ 554,2 milhões – sendo que a China responde por 36,2% desse valor.

A China vem se consolidando como o principal destino da carne suína catarinense. Ao longo do ano foram 104,8 mil toneladas enviadas ao país asiático – um aumento de 188,5% em relação ao mesmo período de 2017. Além disso, quase todos os principais importadores ampliaram suas compras este ano em relação ao ano passado.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, as perspectivas são bastante positivas para 2019, tanto em função do fim do embargo russo, quanto pela possibilidade de aumento ainda mais significativo das importações chinesas.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

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Os piscicultores catarinenses terão novas regras para licenciamento ambiental. Nesta terça-feira, 4, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Estadual da Piscicultura - encaminhada pelo Governo do Estado em abril deste ano.


Foto: Aires Mariga /Epagri/Arquivo

O arroz entrou na pauta de exportações de Santa Catarina. Segundo maior produtor nacional do grão, o estado conquista agora o mercado internacional. De janeiro a outubro deste ano, os produtores catarinenses já embarcaram 82,7 mil toneladas para abastecer outros países – a quantidade é 24 vezes maior do que toda exportação do grão em 2017.

Este ano, as exportações de arroz já trouxeram um faturamento de US$ 24 milhões para Santa Catarina. Os principais mercados são Venezuela e África do Sul. Em todo ano de 2017, o estado arrecadou apenas US$ 2,2 milhões com a exportação, 10 vezes menos que na atual temporada. 

Um dos destaques do agronegócio catarinense, o arroz é produzido majoritariamente por agricultores familiares. “Produzimos em áreas menores do que os outros estados, porém com alta produtividade, cultivando variedades desenvolvidas aqui mesmo em Santa Catarina pela Epagri. Com essas características, a produção catarinense de arroz tem uma importância socioeconômica, criando empregos e respeitando o meio ambiente dentro dos princípios da sustentabilidade”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Safra 2018/19

As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para uma leve redução na área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina. Está prevista uma colheita de 1,1 milhão de toneladas em 143,3 mil hectares.

No estado, 99,5% da área destinada ao arroz irrigado na safra 2018/19 já foi semeada e, segundo os relatórios de campo, a área plantada encontra-se em condição boa, sem apresentar problemas que resultem em redução da produtividade ou perdas.

Segundo maior produtor nacional, Santa Catarina tem a maior produtividade de arroz do país. “Os produtores adotam tecnologia de ponta em suas lavouras. Além disso, Santa Catarina contribui com o desenvolvimento da rizicultura através das pesquisas e assistência técnica da Epagri e da parceria com as cooperativas e indústrias”, destaca Spies.

Boletim Agropecuário

O Boletim Agropecuário é publicado mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) e traz o acompanhamento das safras, da produção e dos mercados para os principais produtos do agronegócio catarinense. O documento está disponível no site da Epagri.

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Foto: Ildelbrando Nora/Epagri

A Epagri fez o primeiro registro da presença do ácaro-vermelho-das-palmeiras Raoiella indica Hirst (Acari; Tenuipalpidae) em Santa Catarina. A espécie, encontrada em Tubarão, no Sul do Estado, representa uma ameaça à bananicultura e à produção de palmeiras para obtenção de palmito, que são atividades econômicas de peso na região litorânea. “O ácaro tem potencial para comprometer essas cadeias produtivas catarinenses. Potencialmente causador de danos a diversos hospedeiros, ele está historicamente associado a espécies pertencentes a essas duas famílias botânicas”, alerta Ildelbrando Nora, pesquisador da Epagri na Estação Experimental de Itajaí, que liderou o estudo.

A descoberta resultou de um levantamento para verificar a ocorrência do ácaro em Santa Catarina depois de ele ser identificado em diversos estados brasileiros. A inspeção foi executada em 2016 e 2017 pela Epagri em parceria com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) e abrangeu unidades de produção, viveiros e comércio de mudas em áreas urbanas e rotas de risco. O trabalho totalizou 188 inspeções em 23 municípios no Litoral Norte, no Vale do Itajaí, no Litoral Sul e no Planalto Norte.

O ácaro foi encontrado em amostras coletadas pela Cidasc em abril de 2017 em um estabelecimento comercial de flores e plantas ornamentais de Tubarão. A espécie estava associada às palmeiras fênix (Phoenix roebelenii O'Brien) e leque (Licuala grandis (hort. ex W. Bull) H. Wendl.), ambas em vasos destinados ao comércio varejista.

Impacto na produção

A descoberta da praga em Santa Catarina gerou preocupação entre bananicultores e produtores de palmito. Ildelbrando explica que o impacto a essas cadeias produtivas poderá trazer reflexos aos produtores, às agroindústrias e às exportações de produtos in natura.

O controle biológico dessa praga está sendo amplamente estudado, mas ainda não foi encontrado um inimigo natural com potencial para controlar a espécie invasora. “A erradicação desse ácaro é uma técnica inviável devido ao curto ciclo de vida da espécie, ao número de gerações que ele pode produzir em um ano e à diversidade de hospedeiros. Num momento em que se buscam manejos racionais para a produção de alimentos, com menor uso de agrotóxicos, ele surge como um severo complicador”, diz o pesquisador.

Dispersão rápida e perigosa

O ácaro-vermelho-das-palmeiras foi identificado na Índia em 1924, associado a coqueiros e poucas espécies de plantas hospedeiras. Aos poucos, se dispersou por outros países, até que foi detectado em 2007 na Venezuela. Quando chegou à América, a gama de hospedeiros já abrangia 96 espécies de plantas. No Brasil, o R. indica foi identificado em 2009, em Boa Vista (RR). A partir daí, avançou para as regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

O ácaro-vermelho-das-palmeiras tem aspecto oval achatado, com cerdas rígidas no dorso. A fêmea adulta mede 0,32 milímetros de comprimento. O inseto ataca as folhas e se multiplica, provocando lesões até matar a planta.

A dispersão da espécie é rápida e agravada por uma série de fatores. “Há diversidade de hospedeiros nativos, intensa circulação de plantas hospedeiras em viveiros artesanais, floriculturas e viveiros comerciais, bem como frutos e produtos manufaturados oriundos de regiões onde a praga já está estabelecida”, acrescenta o pesquisador Ildelbrando Nora.

Mais informações: Ildelbrando Nora, pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Itajaí – ildelbrandonora@epagri.sc.gov.br, (47) 3398 6346.

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A Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) inaugura na sexta-feira, 30, sua nova Unidade de Beneficiamento de Sementes de Arroz (UBS). O evento acontece às 10h e vai marcar o início oficial das atividades dessa Unidade, cujo grande diferencial é o sistema de automação em todo o processo de beneficiamento, que permite mais agilidade, segurança e rastreabilidade.

A EEI contava com uma unidade de beneficiamento de sementes de arroz desde a década de 1980. Mas, considerando os anos de uso, o prédio estava deteriorado e os equipamentos eram superados. O prédio foi reformado para receber a nova UBS, com renovação da cobertura, piso, paredes e portas. Foram instalados novos equipamentos, projetados para atender a real necessidade dos pesquisadores da EEI.

São 588,71 metros quadrados de área construída, com espaços para recepção, pré-limpeza, secagem e beneficiamento de sementes. Há ambiente próprio para armazenamento, sala de engenho de prova, fornalha de secagem, além de setores de ensacamento, pesagem e apoio.

A unidade tem a capacidade de receber até quatro cultivares simultaneamente. Entre os equipamentos novos, conta com máquinas de pré-limpeza e de limpeza, mesa densimétrica e elevadores sem poço. Também foi instalado um secador intermitente com sistema automático de secagem a gás, visando melhor controle da temperatura durante o processo.

Foram investidos R$ 917.631,14 na reforma do prédio e aquisição dos equipamentos. Os recursos foram aportados por meio de projeto aprovado pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

“Na UBS serão beneficiadas e classificadas as sementes de arroz das variedades desenvolvidas pela Epagri para as diferentes condições de clima e solo de Santa Catarina”, descreve Alexander De Andrade, Coordenador da Equipe de Pesquisa do Projeto Arroz da EEI. Segundo ele, esse processo vai garantir ainda mais qualidade às sementes de origem genética e básica produzidas pelos pesquisadores. Alexander explica que quem ganha são os agricultores, que terão ainda mais certeza da qualidade das sementes que comprarão das empresas certificadas pela Epagri para multiplicação e revenda do material.

A nova UBS recebeu o nome de Urbano Franzner, um agricultor com espírito empreendedor que em 1960 fundou a Urbano Agroindustrial, que atua no beneficiamento de arroz, feijão e macarrão de arroz. É uma das três maiores beneficiadoras de arroz do Brasil, com matriz em Jaraguá do Sul e filiais no Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, São Paulo e Paraná.

Arroz irrigado

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz irrigado no Brasil. A qualidade das sementes disponibilizadas para os agricultores é um dos motivos desse resultado.

Ao longo de sua história a Epagri já desenvolveu 31 cultivares de arroz, 23 deles lançados especificamente para as condições de Santa Catarina. Destes, 12 seguem com recomendação de cultivo, já que os mais antigos acabam se tornando obsoletos com o desenvolvimento de novas pesquisas.

Graças ao trabalho da Epagri, o Estado tornou-se um exportador de sementes de arroz de qualidade. “Mais de 50% das sementes produzidas aqui são exportadas para o Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhã e Vale do São Francisco, além de outras regiões” enumera Alexander. No Estado catarinense, 80% das lavouras de arroz utilizam cultivares desenvolvidos pela Epagri.

Em Santa Catarina a cultura do arroz irrigado se destaca pela sua importância social e econômica. Mais de 8 mil famílias de pequenos e médios agricultores, distribuídos em 65 municípios, têm a atividade como sua principal fonte de renda. O Estado detém um dos mais elevados índices de produtividade do Brasil com 7,85 toneladas por hectare.

Serviço

  • O que: inauguração da nova Unidade de Beneficiamento de Sementes de Arroz (UBS) da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI)
  • Quando: dia 30 de novembro, sexta-feira
  • Onde: Rodovia Antônio Heil, 6800, Bairro Itaipava, Itajaí
  • Informações e entrevistas: Alexander De Andrade, Coordenador da Equipe de Pesquisa do Projeto Arroz da EEI

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Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407Epagri inaugura na sexta-feira, em Itajaí, novas instalações da Unidade de Beneficiamento de Sementes de Arroz

Santa Catarina terá um Centro de Referência Tecnológica do Leite. Nesta quarta-feira, 28, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) inauguram a estrutura que atuará na capacitação de profissionais na área de bovinocultura de leite. O evento acontece junto ao Dia de Campo na Estação Experimental da Epagri de Campos Novos. A inauguração está prevista para as 11h30, com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

O Centro de Referência Tecnológica do Leite (CRT) é fruto de um convênio entre a Epagri e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Dia de Campo

O Dia de Campo inicia às 09h com uma palestra sobre os desafios de obter rentabilidade na produção de leite. Logo após acontece a apresentação do Centro de Referência e a abertura oficial. As 13h30 está prevista uma visitação ao CRT.

Leite em Santa Catarina

O leite já é a atividade agropecuária com o maior crescimento em Santa Catarina. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3,4 bilhões de litros em 2017 – um incremento de 8% em relação a ano anterior. Os números consolidaram o estado como o quarto maior produtor de leite do país.

Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. E as expectativas são de que, até 2020, a região produza mais da metade de todo leite brasileiro. Formada pelo Sudoeste do Paraná, Oeste Catarinense e Noroeste do Rio Grande do Sul, a região pode ser chamada de a “Nova Meca” do leite no Brasil, uma vez que apresenta o maior crescimento na produção e é também onde as indústrias de lacticínios têm feito os maiores investimentos nos últimos 10 anos.

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