Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

 O primeiro passo para modernizar o Terminal Pesqueiro Público de Laguna foi dado nesta quinta-feira, 19. O governador Carlos Moisés assinou o convênio que transfere ao Estado a gestão do local. Com isso, a SCPar irá administrar a estrutura, com a perspectiva de contribuir com o trabalho de pescadores, conquistar novos mercados, aumentar a movimentação e gerar empregos na região.

"Vamos buscar novos arrendamentos, trazer novos operadores portuários, tanto da área da pesca quanto da de estaleiros, manutenção de embarcações, tudo o que puder ser trazido aqui para Laguna, que precisa dessa geração de emprego e renda", projeta Carlos Moisés. 

O governador acrescenta que melhorias estruturais também estão nos planos do Estado, como o aumento do calado de entrada. "Também haverá investimentos privados. Temos uma grande retroárea que está subutilizada, numa área privilegiada da cidade, com fácil acesso", completa.

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De acordo com o presidente da SCPar, Gustavo Salvador Pereira, a holding fará a gestão por meio de uma filial em Laguna. A projeção da empresa é atingir a movimentação de aproximadamente 2.500 toneladas de pescado por mês, gerando até 200 empregos diretos e indiretos.

"Assim que começou o ano, ficamos com a missão de assumir a delegação do Porto de Laguna e colocar o equipamento para funcionar. Desde então, iniciamos as tratativas para que isso se tornasse realidade", afirmou Pereira.

O próximo passo, de acordo com ele, envolve um trabalho conjunto com outros setores do Governo do Estado, como as secretarias da Fazenda e do Desenvolvimento Econômico Sustentável.

O Terminal 

O Terminal Pesqueiro de Laguna conta com um cais de 300 metros de extensão e três esteiras de recepção de pescados, podendo atracar até 10 embarcações por vez.

Desde a década de 1990, a gestão estava sob responsabilidade da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa pública vinculada ao Ministério da Infraestrutura.

Presente no ato, o secretário nacional de Portos e Transporte Aquaviário, Diogo Piloni, disse que repassar a gestão ao Estado é uma correção de um erro histórico. "Do ponto de vista local, isso faz muito mais sentido. O Governo Federal tem encontrado no Estado de Santa Catarina um excelente parceiro. Grandes entregas já foram realizadas e outras virão num futuro próximo", afirma.

Na ocasião, o governador também assinou o sexto aditivo de convênio para que a SCPar Porto de São Francisco do Sul continue na gestão do local. Ele ainda autorizou a construção de um emissário terrestre para a praia do Mar Grosso e liberou R$ 351 mil para o Hospital de Caridade Bom Senhor Jesus dos Passos.

Também acompanharam o ato o chefe da Casa Civil, Douglas Borba, os secretários Lucas Esmeraldino (Desenvolvimento Econômico Sustentável), Diego Goulart (Articulação Nacional), o diretor-presidente da SCPar Porto de São Francisco do Sul, João Batista Furtado, além do prefeito de Laguna, Mauro Candemil, o superintendente da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Mário Povia, deputados e lideranças do município.

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Governo do Estado, produtores rurais e iniciativa privada trabalham juntos para obter a Indicação Geográfica (IG) do Mel de Melato da Bracatinga, dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina e da Maçã Fuji da Região de São Joaquim. Os três produtos têm origem na Serra catarinense e podem se tornar um patrimônio regional, valorizando a produção local e estimulando outros setores, como o turismo. O primeiro passo para obtenção da IG foi dado nesta terça-feira, 17, quando a Epagri entregou os documentos de delimitação geográfica das Indicações Geográficas, que farão parte de um dossiê a ser encaminhado para análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Com a Indicação Geográfica, os produtores poderão utilizar um selo de origem em seus produtos, que dará aos consumidores a garantia da qualidade diferenciada do mel, vinho ou maçã. "Esse é o primeiro passo para o reconhecimento de cadeias produtivas importantes para todo o estado, em especial para a região Serrana. Os produtos catarinenses já são reconhecidos pela sua qualidade em todo o mundo e a Indicação Geográfica vem para coroar o trabalho dos técnicos e produtores", destaca o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

A Indicação Geográfica é uma certificação, concedida pelo INPI, que garante que apenas um produto tem determinadas propriedades porque sua produção é influenciada por características ambientais ou culturais da região. Santa Catarina já tem as IGs Vales da Uva Goethe e Banana Corupá. As IGs do Queijo Artesanal Serrano e a da Erva-mate do Planalto Norte Catarinense estão em avaliação no INPI.

Valorização Regional

A expectativa é de que os três projetos de Indicação Geográfica sejam entregues ao INPI em dezembro. O analista do Sebrae, Alan Claumann, explica que o IG abre oportunidades para valorização das cadeias produtivas, dos produtores e do saber fazer. "Na Serra catarinense notamos uma quantidade enorme de produtos singulares que compõem aquele território. Além disso, o IG abre uma oportunidade para aumentar o fluxo de pessoas, como já acontece com o champagne, o vinho do porto e tantas outras regiões no mundo".

Mel de Melato da Bracatinga
O Mel de Melato da Bracatinga é um tipo diferente de mel. Ele não é produzido pelas abelhas a partir do pólen das flores, mas de um resíduo alimentar da cochonilha, que é um inseto que se aloja no caule da bracatinga, árvore nativa da Mata Atlântica. Em Santa Catarina, 95% da produção desse mel é exportada. A Alemanha é o principal país comprador. A região delimitada pelos pesquisadores da Epagri para essa IG compreende 111 municípios catarinenses, que representam 45% da área do Estado. A IG vai se estender por 8,5% do território do Paraná, na região do Vale do Iguaçu, e vai alcançar ainda 7% da área do Rio Grande Sul, na região conhecida como Campos de Cima da Serra.

Maçã Fuji da Região de São Joaquim
Além de São Joaquim, os municípios de Bom Jardim da Serra, Painel, Urubici e Urupema estão entro da área delimitada pelos pesquisadores da Epagri para compor a IG da Maçã Fuji da Região de São Joaquim. Esses municípios produzem uma maçã Fuji que se destaca por ser mais vermelha, maior e com formato perfeito. Isso porque acumulam mais horas de frio, o que deixa o desenvolvimento da fruta mais lento e uniforme. Além das horas de frio, serviram como critérios para delimitação dessa IG a altitude superior a 1.100 metros e outras características ambientais que unificam os municípios compreendidos. A IG é uma demanda da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de SC (AMAP).

Vinhos de Altitude
Para a IG dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, a Epagri delimitou 23,2% da área do Estado, onde a altitude é superior a 900 metros. São ao todo 41 propriedades, espalhadas por 32 municípios. Além das caraterísticas ambientais, essa IG leva em conta sobretudo a notoriedade das regiões produtoras. Desde 2008 a Epagri conta com um cadastro das vinícolas produtoras de vinhos de altitude no Estado. Esse levantamento foi atualizado em 2013 e novamente em 2019 para apoiar a delimitação da IG, que foi solicitada pela Vinho de Altitude – Produtores e Associados.

Workshop

Nos dias 30 e 31 de outubro a Epagri promove o Workshop Catarinense de Indicação Geográfica (IG), na sede da Assembleia Legislativa, em Florianópolis. O evento tem entrada gratuita e terá uma mostra dos produtos que já contam ou que estão em processo de obtenção de IG. 

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Maçã Fuji da Região de São Joaquim é um dos produtos que buscam IG - Foto: Aires Mariga / Epagri 

Três produtos catarinenses estão mais próximos de receber Indicações Geográficas (IG). Nesta terça-feira, 17, a Epagri entrega os documentos de delimitação geográfica para a obtenção da IG do Mel de Melato da Bracatinga, dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina e da Maçã Fuji da Região de São Joaquim. A cerimônia será no auditório da Epagri, em Florianópolis, a partir das 15h30.

A delimitação geográfica é feita de acordo com alguns critérios ambientais (altitude, clima etc) e também leva em conta a notoriedade do produto naquela região. A esse documento, juntam-se outros, como levantamento histórico de cada produto, que vão formar um dossiê a ser encaminhado para análise do INPI. A Epagri atua como animadora dos processos de obtenção das IGs em Santa Catarina e é a responsável por fazer as delimitações geográficas, entre outras ações. 

A Indicação Geográfica é uma certificação, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que garante que um produto só tem aquelas propriedades porque sua produção é influenciada por características ambientais ou culturais de uma determinada região. Santa Catarina já tem as IGs Vales da Uva Goethe e Banana Corupá. As IGs do Queijo Artesanal Serrano e a da Erva-mate do Planalto Norte Catarinense estão em avaliação no INPI.

Participam de cerimônia o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Santa Catarina, Túlio Tavares Santos, o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, Vagner Miranda Portes e o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, entre outras autoridades. O evento contará ainda com representantes do Sebrae e das Associações proponentes das IGs.

Mel de Melato da Bracatinga

O Mel de Melato da Bracatinga é um tipo diferente de mel. Ele não é produzido pelas abelhas a partir do pólen das flores, mas sim a partir de um resíduo alimentar da cochonilha, que é um inseto que se aloja no caule da bracatinga, árvore nativa da Mata Atlântica. Ele é mais escuro, tem menos açúcares e mais minerais que o similar produzido a partir do pólen. Estudos científicos também apontam propriedades medicinais no produto. Em Santa Catarina, 95% da produção desse mel é exportada. A Alemanha é o principal país comprador.


Foto: Aires Mariga / Epagri

A região delimitada pelos pesquisadores da Epagri para essa IG compreende 111 municípios catarinenses, que representam 45% da área do Estado. A IG vai se estender por 8,5% do território do Paraná, na região do Vale do Iguaçu, e vai alcançar ainda 7% da área do Rio Grande Sul, na região conhecida como Campos de Cima da Serra.

Entres os critérios definidos para delimitar a IG do mel de Melato da Bracatinga estão a ocorrência da bracatinga com cochonilha, a altitude superior a 700 metros, o clima, o uso e cobertura do solo, entre outros. A Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de SC é a entidade proponente da IG.

Maçã Fuji da Região de São Joaquim

Além de São Joaquim, os municípios de Bom Jardim da Serra, Painel, Urubici e Urupema estão dentro da área delimitada pelos pesquisadores da Epagri para compor a IG da Maçã Fuji da Região de São Joaquim. Esses municípios produzem uma Fuji que se destaca por ser mais vermelha, maior e com formato perfeito. Isso porque eles acumulam mais horas de frio, o que deixa o desenvolvimento da fruta mais lento e uniforme.

Além das horas de frio, serviram como critérios para delimitação dessa IG a altitude superior a 1.100 metros e outras características ambientais que unificam os municípios compreendidos. A IG é uma demanda da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de SC.

Vinhos de Altitude

Para a IG dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina a Epagri delimitou 23,2% da área do Estado, onde a altitude é superior a 900 metros. São 41 propriedades, em 32 municípios. Além das caraterísticas ambientais, essa IG leva em conta sobretudo a notoriedade das regiões produtoras.


Foto: Divulgação / Epagri 

Desde 2008 a Epagri conta com um cadastro das vinícolas produtoras de vinhos de altitude no Estado. Esse levantamento foi atualizado em 2013 e novamente em 2019 para apoiar a delimitação da IG, que foi solicitada pela Vinho de Altitude – Produtores e Associados.

Workshop

Nos dias 30 e 31 de outubro a Epagri promove o Workshop Catarinense de Indicação Geográfica (IG), na sede da Assembleia Legislativa, em Florianópolis. O evento tem entrada gratuita e vai contar com uma mostra dos produtos que já contam ou que estão em processo de obtenção de IG.

Serviço

O que: cerimônia para entrega dos documentos de delimitação geográfica das Indicações Geográficas (IG) do Mel de Melato da Bracatinga, dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina e da Maçã Fuji da Região de São Joaquim

Quando: na terça-feira, 17, a partir das 15h30

Onde: no auditório da Epagri, em Florianópolis (Rodovia Admar Gonzaga, 1347 – Itacorubi)

 Informações e entrevistas: Angelo Massignan, gerente da Epagri/Ciram, pelos fones (48) 3665-5006 / 99632-8676

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Foto: Cristiano Estrela / Secom

Com acesso aos mercados mais exigentes do mundo, Santa Catarina faturou US$ 2 bilhões em 2019, com exportação de carnes. O agronegócio aumentou em 20,2% os embarques de carne suína e de frango este ano, gerando 25,6% a mais nas receitas.

De janeiro a agosto, Santa Catarina vendeu 909,2 mil toneladas de carne de frango para o mercado externo - isso representa 33,4% de todo o volume exportado pelo país e um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2018. Ao longo do ano, o Estado ampliou os embarques para mercados importantes como Japão (+6,3%), China (+13,7%), Emirados Árabes (+46,2%) e Arábia Saudita (+32,3%), chegando a um faturamento de US$ 1,58 bilhão.

"As exportações do agronegócio catarinense vêm numa crescente. Mercados importantes estão aumentando as compras e a tendência é de que essa onda continue no restante do ano. O cenário internacional é muito favorável para Santa Catarina, um estado que investe muito na saúde dos animais, na defesa agropecuária e que é reconhecido pela qualidade dos seus produtos. Essa é uma conquista de todos os catarinenses", destacou o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Carne suína

As exportações de carne suína também mantiveram o crescimento ao longo do ano. De janeiro a agosto, Santa Catarina respondeu por 57,7% dos embarques nacionais - totalizando 266 mil toneladas, um aumento de 20,5% em relação ao ano anterior.

A China, principal mercado de Santa Catarina, responde por 41,8% do faturamento com as exportações de carne suína em 2019. O Estado já embarcou 104,8 mil toneladas com destino ao gigante asiático e a tendência é de que esse volume aumente ainda mais. "O setor segue com boas expectativas para este ano, uma vez que a China deve continuar aumentando suas importações de proteína animal, em função da drástica redução no rebanho suíno causada pelo surto de Peste Suína Africana que o país atravessa. Nesse cenário, o Brasil, e em especial Santa Catarina, possui condições de atender parte dessa demanda", explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl.

Além da China, outros compradores vêm ampliando as importações. O Chile já adquiriu 29,9 mil toneladas da carne suína catarinense este ano - 46,6% a mais do que no mesmo período de 2018. O Estado também retomou as exportações para a Rússia e os volumes já chegam a 7,5 mil toneladas.

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

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Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Nesta sexta-feira, 13, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anuncia a liberação da retirada, comercialização e consumo de ostras das localidades da Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, e da Ponta do Papagaio, em Palhoça. Porém, está mantida a interdição para mexilhões, vieiras e berbigões desses locais.

As ostras foram liberadas a partir de dois resultados negativos consecutivos para presença de toxina diarreica. O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que ostras e mexilhões se comportam de forma diferente diante da concentrações de algas tóxicas, por isso a desinterdição é parcial. “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.

Novas interdições

A Secretaria da Agricultura anuncia ainda novas interdições nas localidades de Canto Grande e Zimbros, no município de Bombinhas, e Araça, Perequê e Ilha João da Cunha, em Porto Belo. Nessas áreas está proibida a retirada, comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia. As localidades de Barra e Laranjeiras, em Balneário Camboriú, e Armação do Itapocorói, em Penha, seguem interditadas.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Santa Catarina tem mais uma região de cultivo de ostras e mexilhões interditada devido à presença de toxina diarreica. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anunciou, nesta quarta-feira, 11, a proibição da retirada, comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia, na Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis.

Essa é a quinta área de cultivo interditada no estado - Barra e Laranjeiras, em Balneário Camboriú; Armação do Itapocorói, em Penha, e Ponta do Papagaio, em Palhoça, seguem com restrições. A medida foi necessária após análises laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves dessas regiões.

Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. “Em Santa Catarina o monitoramento dos moluscos é constante e rotineiro. A maré vermelha é um processo natural. Seguiremos atualizando as informações e emitindo alertas até que a situação no litoral catarinense esteja normalizada”, explica o secretário da pasta, Ricardo de Gouvêa.

20ª Fenaostra

A interdição dos cultivos da Ponta do Papagaio e Caieira da Barra do Sul não deve interferir no andamento da 20ª Fenaostra, em Florianópolis. Nas últimas semanas, a Secretaria da Agricultura e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) alertaram os maricultores e donos dos estabelecimentos para que colhessem as ostras e fizessem um estoque como forma de prevenção.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Foto: Marcelo Zanella/Epagri

A Epagri será premiada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) por ter desenvolvido um sistema de produção limpa de alimentos. O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) foi um dos 12 casos selecionados no Brasil, na área de inovação para a inclusão da agricultura familiar em cadeias de alimentos. A entrega do prêmio ocorre nesta quinta-feira, 12 de setembro, em São Paulo, no Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP).

A premiação é realizada por meio do Projeto Bota na Mesa, do FGVces, com o tema Mudança do Clima e Transição Agroecológica. O caso da Epagri foi selecionado entre 80 projetos inscritos por instituições públicas e privadas do país. O objetivo da premiação é inspirar a construção de referências de atuação para empresas e governos em relação à cadeia produtiva de alimentos. Para selecionar os casos, pesquisadores do FGVces levaram em consideração o grau de inovação, a conexão com os temas de transição agroecológica e mudança do clima, a contribuição para a inclusão da agricultura familiar e o potencial de escala e replicabilidade de cada iniciativa.

SPDH

O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças vem sendo desenvolvido há 25 anos em Santa Catarina. Ele consiste em alguns princípios fundamentais que, se forem aplicados corretamente, levam à redução ou até eliminação do uso de produtos químicos nas propriedades a curto ou médio prazo, explica Marcelo Zanella, extensionista rural da Epagri na Grande Florianópolis e especialista no assunto. Entre esses princípios estão o uso de plantas de cobertura para proteger o solo, a rotação de culturas, a nutrição adequada do vegetal segundo suas taxas diárias de absorção, o não revolvimento do solo e o manejo mecânico das plantas espontâneas sem produtos químicos.

Existem atualmente em Santa Catarina entre 1,2 mil e 1,3 mil propriedades trabalhando em SPDH, que abrangem uma área de 3,5 mil a 4 mil hectares. As principais lavouras de SPDH no estado são as de maracujá, couve, repolho e brócolis. Na Grande Florianópolis, praticante todo chuchu é cultivado no sistema. As áreas de alface e tomate também vêm crescendo no estado.

“A gente chama de plantio direto as propriedades que estão em transição para o sistema de produção limpa. Algumas estão mais adiantadas, outras mais atrasadas, mas todas estão num processo de adequação“, descreve o extensionista da Epagri. Santa Catarina é o estado pioneiro nesse sistema no país, que surgiu da necessidade de diminuir custos e elevar a competitividade da agricultura familiar. “A ideia é reduzir o trabalho do produtor e aumentar a qualidade dos alimentos”, acrescenta Zanella.

Informações e entrevistas

Marcelo Zanella, extensionista da Epagri, pelo telefone (48) 99106-9558

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 Fotos: Divulgação/ Epagri

A estação maregráfica do Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, agora faz parte da rede mundial de Monitoramento do Nível do Mar por Estações Maregráficas (Sea Level Station Monitoring Facility) da Comissão Intergovernamental de Oceanografia da Unesco (Intergovernamental Oceanografic Comission – IOC). O equipamento, que verifica constantemente o nível do mar, integra a rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram.

O site do IOC permite a visualização rápida das principais estações maregráficas no globo terrestre, especialmente no caso da ocorrência de um evento extremo, como um terremotos, tsunami ou furacão. Quase 900 equipamentos desta natureza, administrados por mais de 160 instituições em todo mundo, aparecem listados no site, explica Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram. 

Para fazer parte desta renomada rede é preciso atender a uma série de requisitos técnicos, entre os quais dispor de dois equipamentos completos para garantir a redundância das leituras e o fluxo ininterrupto das informações. O pesquisador da Epagri/Ciram Luís Garbossa explica que outra recomendação do IOC é a realização de uma medição do nível do mar a cada minuto. São 1.440 medições por dia, registradas e armazenadas em duplicidade, capazes de detectar pequenas alterações do nível do mar. Além disso, nesta estação a Epagri utiliza equipamentos importados, com precisão milimétrica, garantindo a qualidade dos dados compartilhados com o IOC.

Segundo o oceanólogo da Epagri/Ciram Argeu Vanz, a costa brasileira não tem um histórico de eventos extremos comparável com o da costa do Oceano Pacífico, na América do Sul. Contudo, o monitoramento contínuo do mar é de extrema importância para os diversos setores que movimentam a economia na faixa litorânea. A navegação comercial, a pesca, o turismo, a maricultura e a realização de obras civis e de estudos ambientais podem ser beneficiados pelas medições constantes do nível do mar.

O número de estações maregráficas por país no sítio mundial do IOC é variável e depende da pré-disposição do local para ocorrência de eventos extremos. O Chile, por exemplo, tem 54 estações em operação. O Brasil, com mais de sete mil quilômetros de costa, possuía até o mês de agosto apenas quatro estações operando via IOC. Com exceção de uma estação no Rio de Janeiro, as demais estão nas regiões Norte e Nordeste do país. Considerando que o Uruguai não tem nenhuma estação no IOC, existia uma faixa de aproximadamente três mil quilômetros da costa, entre o Rio de Janeiro e Mar del Plata, na Argentina, que não apresentava nenhuma estação maregráfica em operação no renomado site mundial, explica Carlos Eduardo S. de Araújo, pesquisador da Epagri/Ciram.

Além disso, a estação maregráfica de Imbituba tem uma importância histórica, pois é o local onde foi definido o Datum Altimétrico do Sistema Geodésico Brasileiro, conhecido como “Datum de Imbituba” ou marco zero do Brasil. “Aliado a estes fatos, as mudanças climáticas globais estão aí e é recomendado a existência de pelo menos um equipamento instalado e operando adequadamente para qualquer eventualidade”, comenta Argeu.

A estação maregráfica da Epagri em Imbituba está em operação desde janeiro de 2016, em parceria com a SC Par Porto de Imbituba. O equipamento tem uma eficiência de registros lidos e transmitidos de 99,6% nos 40 meses de operação. O site Litoral Online, da Epagri/Ciram, apresenta em tempo real a previsão e o nível do mar para Imbituba e mais 10 localidades distribuídas ao longo da costa de Santa Catarina, desde o porto de Itapoá, no Norte, até Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul, dando a Santa Catarina o status de estado com a rede maregráfica mais completa do país, finaliza Eduardo Nathan, analista de sistemas da Epagri/Ciram.

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O comerciante Francisco Prim acredita que a identificação contribui para o comércio, levando mais segurança aos consumidores - Fotos: Alisson Fitch / SAR

Conhecidas pela qualidade, as frutas e as hortaliças produzidas em Santa Catarina ganham mais um diferencial competitivo. A partir de agora, os consumidores poderão saber detalhes sobre o cultivo dos vegetais, inclusive o local onde foram produzidos e informações sobre o uso de agrotóxicos. A identificação de origem da produção vegetal se dá por um processo de rotulagem, que já conta com a adesão de todos os produtores cadastrados na Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa).

O uso de mecanismos que garantem a identificação de origem dos alimentos se tornou obrigatório para os produtores rurais de todo país e os catarinenses já estão se adequando às novas exigências. Ao longo da última semana, técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizaram fiscalizações na Ceasa e confirmaram que grande parte dos produtos de SC possuem o rótulo de identificação de origem.

"A identificação de origem é fundamental para protegermos a sociedade de produtos de qualidade insatisfatória. O trabalho desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Cidasc, Epagri e Ceasa colocam nosso Estado à frente de outros estados nesse controle e nós corroboramos a fiscalização atual do Ministério da Agricultura porque essa ação dará credibilidade ao trabalho desenvolvido e ajudará para avançarmos na melhoria da produção", destaca o presidente da Ceasa, Angelo Di Foggi.



Desde o ano passado, a identificação de origem de frutas e verduras se tornou obrigatória – regulamentada pela Portaria Conjunta SES/SAR nº 459, de 7 de junho de 2016. Toda a cadeia produtiva de produtos vegetais frescos destinados à alimentação humana deve ter identificação de origem, para fins de monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos, em todo o território estadual.

Para o comerciante Francisco Prim, o rótulo de identificação traz mais responsabilidade para os produtores e também mais segurança para os consumidores. “A gente vê bastante responsabilidade do produtor porque aquilo que ele vai vender para o consumidor, ele também leva para a casa dele e consome lá. É o que eu faço, o que eu vendo aqui eu levo para a minha casa, para os meus netos, para toda a minha família”, afirma.

e-Origem

Em uma iniciativa pioneira, Santa Catarina oferece uma ferramenta gratuita para que os agricultores comprovem a procedência da produção e atendam às exigências legais. Lançado em 2017, o e-Origem é um sistema on-line e autodeclaratório onde os produtores conseguem fazer a identificação das frutas e verduras de forma prática e simples.

De acordo com o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, além de trazer um diferencial competitivo para a produção catarinense, o e-Origem atende a uma necessidade da sociedade na busca por alimentos mais saudáveis.

“Santa Catarina teve uma iniciativa pioneira e inovadora. Nós percebemos que os consumidores estão exigindo alimentos mais seguros e oferecemos uma ferramenta gratuita para incluir os agricultores catarinenses nesse processo, para que não fiquem à margem dessa exigência legal".

Com o sistema da Cidasc, o produtor faz seu cadastro e preenche as informações sobre a sua produção de frutas e verduras, automaticamente é gerado um código específico para a identificação de origem dos seus produtos. O programa traz ainda um modelo de caderno de campo para impressão e oferece exemplos de etiquetas e cartazes para exposição em pontos de venda.

O sistema permite ainda que os consumidores tenham acesso às informações da produção de maneira fácil e rápida. A etiqueta dos alimentos traz um QR Code, que mostra quem produziu aquela fruta ou verdura, onde foi produzido, a data da colheita e quem é o comerciante.

"O e-Origem dá um suporte para o produtor catarinense, é o primeiro passo para a identificação do produto. Todo produto vegetal catarinense pode ser cadastrado, identificado pelas etiquetas com o nome, lote e origem do produto de forma eletrônica", explica o engenheiro agrônomo da Cidasc, Mario Veríssimo.

“É importante ressaltar que os técnicos da Epagri e Cidasc estão prontos para dar todo suporte ao produtor catarinense, com informações ou ajuda para cadastrar seus produtos no e-Origem", complementa.

Fiscalização na Ceasa

Os técnicos da Cidasc e do Ministério da Agricultura, verificaram dados das notas fiscais e dos rótulos nas caixas de mercadorias na Ceasa.

Além da identificação de origem e do caderno de campo, no qual o produtor faz os registros de todos os insumos utilizados, passou a ser cobrado também o cadastro de quem vende essas frutas e verduras. A identificação de origem dos vegetais é requisito obrigatório para quem quer comercializar produtos na Ceasa.

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Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anunciou na sexta-feira, 6, a proibição da retirada, comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia, na Ponta do Papagaio, em Palhoça.

Esta é a quarta área de cultivo interditada no Estado - Barra e Laranjeiras, em Balneário Camboriú, e Armação do Itapocorói, em Penha, também seguem com restrições. A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves dessas regiões.

Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. “Em Santa Catarina o monitoramento dos moluscos é constante e rotineiro. A maré vermelha é um processo natural. Seguiremos atualizando as informações e emitindo alertas até que a situação no litoral catarinense esteja normalizada”, explica o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único Estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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