Foto: Arnaldo Conceição/Cidasc

Santa Catarina ampliou em 65% o faturamento das exportações de soja no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. O grão e seus derivados estão entre os principais produtos da pauta catarinense de exportações, com 396,3 mil toneladas embarcadas em 2019 e um faturamento que passa de US$ 147,5 milhões. As informações estão disponíveis no Boletim Agropecuário, publicado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri.

Em comparação com o mesmo período de 2018, o primeiro trimestre deste ano também teve uma alta de 49% no volume embarcado. Os principais destinos foram: China (80,3%), Vietnã (14%) e Rússia (5,2%). É importante lembrar que nem toda soja exportada por Santa Catarina é produzida no estado, parte desse total tem origem em outras regiões e é embarcada nos portos catarinenses.

“Os produtores catarinenses vêm investindo mais na produção de soja, vislumbrando principalmente o mercado internacional. É uma cultura que se mostrou altamente rentável e que tem crescido ao longo dos últimos anos. Mais um produto do agronegócio na pauta de exportações de Santa Catarina, trazendo mais riquezas para o nosso estado”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

O analista do Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, explica que, dos itens que compõe o complexo soja, a soja em grão responde por mais de 98% do volume exportado, sendo o óleo de soja o segundo item, com 4,9 mil toneladas. Farinha e torta de soja completam o grupo, com volumes menores.

No mês passado, Santa Catarina exportou 161,5 mil toneladas do complexo soja, um aumento de 69% em relação a março de 2018. O faturamento foi de US$ 60,4 milhões.

Safra catarinense de soja 2018/19

Em Santa Catarina, há 669 mil hectares cultivados e uma produção estimada em 2,42 milhões de toneladas. Mesmo com diminuição da área, a produção total deverá ser maior do que na safra anterior. Isso é explicado pelo aumento na produtividade. Algumas regiões do estado têm alcançado 5 toneladas por hectare de produtividade - em Campos Novos, por exemplo, a média é de 4,2 toneladas por hectare, produtividade bem acima da média estadual, que é 3,6 toneladas por hectare, e da nacional, que é de 3,2 toneladas/hectare.

As maiores regiões produtoras são Xanxerê, Canoinhas e Curitibanos, incluindo Campos Novos, que somam 384 mil hectares plantados, respondendo por mais de 57% da área cultivada do estado.

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Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Santa Catarina é o maior produtor de pescados do Brasil, e o setor ganha um fôlego extra com a chegada da Páscoa. Segundo a tradição cristã, a Sexta-feira Santa é dia de deixar o consumo de carne vermelha de lado e optar pelos pratos com peixe. Os pescadores já se preparam para aumentar as vendas em até 20%.

“Essa é uma época onde as pessoas normalmente consomem mais peixes e frutos do mar, e é um momento importante também para incluir esse alimento na rotina alimentar das famílias. Santa Catarina é o maior produtor nacional de peixes, temos uma variedade imensa de pescados e o consumo pode crescer ainda mais. São opções de alimentos saborosos e super saudáveis”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

A Semana Santa reforça a renda dos pescadores catarinenses, que aumentam sua renda em até 20% nesse período. “Os pescadores trabalham com um ânimo extra porque sabem que, com o aumento da procura, há também um ganho maior. É um momento importante para o setor da pesca”, ressalta o presidente da Federação de Pescadores do Estado de Santa Catarina, Ivo da Silva. Grande parte dos peixes capturados pela pesca artesanal são vendidos no Mercado Público, peixarias e na própria comunidade.

Pesca em Santa Catarina

Santa Catarina tem 7% do litoral brasileiro e 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal, envolvendo aproximadamente 25 mil pessoas. Maior polo pesqueiro do país, o Estado conta ainda com 700 embarcações de pesca industrial, gerando cerca de 10 mil empregos diretos. Em 2017, Santa Catarina produziu 129,1 mil toneladas de peixes.

Os pescados catarinenses estão presentes também no mercado internacional. De acordo com o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 26,7 milhões em 2018.

As principais espécies pescadas no litoral catarinense são: corvina, sardinha, tainha, bonito-listrado e anchova. O secretário Ricardo de Gouvêa lembra que a pesca é feita seguindo os períodos de defeso estabelecidos pelo Governo Federal, em total sintonia com a legislação vigente.

Fortalecimento da pesca e maricultura

A Secretaria da Agricultura e da Pesca e suas empresas vinculadas - Epagri, Cidasc e Ceasa – trabalham para fortalecer e estruturar o setor pesqueiro e a maricultura em Santa Catarina. Entre as ações previstas estão a estruturação das cadeias produtivas e a rastreabilidade dos produtos.

Algumas demandas catarinenses já foram levadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na última semana, como por exemplo a retomada das exportações de pescado para a União Europeia, a permissão para o cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezzi no litoral de Santa Catarina como alternativa econômica para os maricultores, o monitoramento ambiental da maricultura, regularização das carteiras de pescadores e licenças de pesca, além das normas do programa de controle sanitário de moluscos.

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Maior produtor de maçã do país, Santa Catarina está livre da Cydia pomonella e se destaca no mercado internacional. A praga, também conhecida como traça da maçã, pode causar grandes prejuízos aos produtores rurais e está longe do território catarinense há quase 10 anos. Responsável por metade da produção nacional da fruta, Santa Catarina se mantém, desde 2013, como referência internacional em sanidade vegetal.

A Cydia pomonella é considerada o pior inseto praga da fruticultura no mundo e mantê-la fora de Santa Catarina exige um trabalho contínuo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e produtores rurais. A praga adulta é uma mariposa e em sua fase larval causa danos ao fruto pela formação de galerias. Os hospedeiros primários da traça são: a maçã, pera, marmelo e noz europeia.

O secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Ricardo Miotto, explica que o reconhecimento do Brasil como área livre de Cydia pomonella, traz um grande diferencial competitivo para as frutas produzidas em Santa Catarina. “Essa praga traz grandes prejuízos para os fruticultores e a ausência da doença demonstra a credibilidade e a qualidade da produção catarinense”.

Não é à toa é que o Estado é o maior produtor nacional de maçã e, junto com o Rio Grande do Sul, responde por 70% das exportações brasileiras da fruta. A abertura de mercados é apenas um dos resultados obtidos após a erradicação da praga, pois a qualidade geral dos frutos também é preservada, uma vez que não é necessário o uso de inseticidas para o controle de C. pomonella em nossos pomares.

“O fato de o Brasil ter erradicado a doença traz um grande diferencial competitivo, principalmente no mercado internacional. Além disso, os produtores têm um custo menor de produção e de manejo e um ganho na qualidade das frutas”, destaca o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque.

As ações de defesa sanitária vegetal refletem tanto na rentabilidade dos pomares, quanto na saúde pública.

Monitoramento

O reconhecimento como área livre de Cydia pomonella é válido para todo o país, porém como Santa Catarina é responsável por 51% da produção nacional de maçã, o Estado dedica atenção especial ao combate da praga. “A Secretaria da Agricultura, Cidasc e Mapa se mantêm vigilantes para minimizar os riscos de aparecimento da doença no território catarinense”, ressalta o secretário adjunto Ricardo Miotto.

A Cidasc segue com o monitoramento da Cydia pomonella utilizando armadilhas em locais estratégicos como, por exemplo, as cidades onde a produção está concentrada; portos; aduana; e redes de distribuição de supermercados e importadores. São 170 armadilhas instaladas para confirmar a ausência da praga em Santa Catarina.
E nas fronteiras, o Ministério da Agricultura realiza a inspeção nos frutos importados, rechaçando aquelas cargas com a presença da praga.

Maçã em Santa Catarina

Segundo informações do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Santa Catarina conta com 2.585 produtores, com produtividade média de 40,6 mil quilos por hectare e R$ 536,7 milhões de Valor Bruto da Produção. O Estado participa com 51% da produção brasileira e 49% da área em produção da cultura no país.

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Com a chegada da Semana Santa, o costume cristão de não comer carne vermelha movimenta o mercado de pescados. Em todo o estado, municípios recebem feiras de venda de peixe fresco ou vivo. Confira abaixo alguns dos eventos promovidos ou realizados com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina  (Epagri) nas cidades catarinenses.

Abdon Batista
Local: Praça Central
Quando: quarta-feira, 17, a partir das 10h

Aurora
Local: Centro Múltiplo Uso (perto da Delegacia).
Quando: quarta-feira, 17, e quinta-feira, 18, das 9h às 20h 

Chapecó
Local: a feira será promovida em 18 pontos da cidade. Veja abaixo
Quando: quarta-feira , 17, quinta-feira,18, e sexta-feira, 19, pela manhã
Belvedere
Bar da Marlene
Bar do Mandi
Bela Vista
Calçadão
Cristo Rei
Efapi (Jardim do Lago)
Efapi/Colatto
Esplanada (Igreja Católica)
Glastec (Menegatti – Rua Marechal Deodoro, 709 D)
Mercado Público
Parque das Palmeiras
Passo dos Fortes
Presidente Médici
Santa Maria
São Cristóvão
São Pedro (Garagem da Prefeitura)
Universitário (Igreja Católica)

Cocal do Sul
Venda de tilápias e filé de tilápia congelado
Local: Pesque-pague Sete Lagos, em Rio Comprudente, e Pesque-pague Tibica, na Linha Braço Cocal Quando: quarta-feira, 17, e quinta-feira, 18
Informações: Clayton José Pereira, da Epagri Cocal do Sul, fone  (48) 3403 1096 / 99613-8062

Guatambu
Quando: quinta-feira, 18, das 8h30 às 10h30min

Herval D'Oeste
Local: Praça Catedral
Quando: quinta-feira, 18

Içara
Feira do peixe vivo
Local: Rua Donato Valvassori, Centro, ao lado da rodoviária municipal, junto com a feira da agricultura familiar. 
Quando: , das 7h às 15h: Saymon Zeferino, da Epagri Içara, pelos fones (48) 3403 1150 / 999074122

Jaraguá do Sul
Promovida pela Associação de Piscicultores de Jaraguá do Sul
Quando: quinta-feira, 18, e sexta-feira, 19, das 7h às 11h30mim
Local: Rua Getúlio Vargas na praça da Câmara de Vereadores ao lado do Mercado Municipal

Lages
Peixes das espécies carpa húngara, carpa escama, carpa prateada, carpa cabeça grande, carpa capim, jundiá e tilápias. Valor de venda padrão R$ 13,50
Local: Mercado Público
Quando: terça-feira, 16, quarta-feira, 17, e quinta-feira,18, das 8h às 18h

Local: Guarujá – Posto Idaza
Quando: terça-feira, 16, quarta-feira, 17, e quinta-feira, 18, das 8h às 18h

Local: Guarujá – Agropecuária Jeremias
Quando: quinta-feira, 18, das 8h às 18h

Local: Estádio Municipal
Quando: terça-feira, 16, quarta-feira, 17, e quinta-feira, 18, das 8h às 18h

Laurentino 
Local: Praça Clemente Nardelli
Quando: quinta-feira, 18, das 8h às 18h

Lontras 
Local: Feira de Agricultores ao lado da Antiga Estação Ferroviária.
Quando: quinta-feira, 18, das 8h às 19h, e sexta-feira, 19, das 8h às 12h

Mafra
Local: espaço da Feira da Agricultura Familiar, junto à Praça dos Expedicionários (Praça dos Correios)
Quando: quarta-feira (16) e quinta-feira (17), das 8h às 18h

Porto União
Local: na Praça Hercílio Luz, Centro
Quando: quarta-feira, 16), quinta-feira (17) e sexta-feira (18), das 8h às 18h

Pouso Redondo 
Local: em frente à Agroprima Pecuária
Quando: quinta-feira, 18, das 9h às 20h, e sexta-feira, 19, das 9h às 13h

Siderópolis
Tilápia viva (R$ 7), filé de tilápia com pele e sem pele e isca de tilápia
Local: propriedade de Raul e Roberto Viola, na Comunidade Linha da Boit. 
Quando: quarta-feira, 17, e quinta-feira, 18
Informações: José Nicolau Fernandes (48) 34031120 / Raul Viola (48) 999424568

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Foto de arquivo: Julio Cavalheiro / Secom

Para dar ainda mais agilidade à Rota do Milho, trajeto que vai diminuir os custos logísticos para a importação do grão e abastecimento das agroindústrias no Estado, o governo catarinense busca apoio federal. As melhorias para os serviços prestados na aduana de Dionísio Cerqueira, porta de entrada do milho vindo do Paraguai, foi um dos assuntos tratados nesta sexta-feira, 12, pela vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, durante audiência com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e com o secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, em Brasília.

“Tivemos encaminhamentos importantes sobre a Rota do Milho, para viabilizarmos e melhorarmos o processo de entrada do grão em Santa Catarina. Além disso, tratamos de questões relativas ao setor pesqueiro, defesa agropecuária e políticas de crédito fundiário. Temos um prazo para as respostas do Governo Federal e estamos otimistas de que vamos avançar. O Governo do Estado segue empenhado para que o nosso agronegócio continue sendo referência para o Brasil e para o mundo”, ressalta a vice-governadora Daniela Reinehr.

Santa Catarina encerra o primeiro trimestre de 2019 com aumento de 12% nas exportações de carne suína e de frango. O estado consolida sua presença internacional e amplia as vendas para os mercados mais competitivos. De janeiro a março, o agronegócio catarinense embarcou 325,9 mil toneladas de carnes, faturando mais de US$ 588,9 milhões.

A alta nos embarques vale tanto para carne suína quanto para carne de frango no momento que o estado responde por boa parte das exportações brasileiras desses produtos. “Santa Catarina se tornou referência internacional pela qualidade. A excelência sanitária dos nossos rebanhos se traduz em carnes de alta qualidade, que oferecem segurança alimentar e atendem aos mercados mais exigentes do mundo. O primeiro trimestre deste ano foi muito favorável para as exportações catarinenses, estamos otimistas com o ano de 2019”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

Este ano, o estado exportou 242,8 mil toneladas de carne de frango, 10,6% a mais do que no mesmo período de 2018. Em faturamento os valores passam de US$ 431,5 milhões, um aumento de 13,5%. Os principais mercados para carne de frango produzida no estado foram: Japão, China, Arábia Saudita, Holanda e Emirados Árabes – todos ampliaram as compras.

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina faz o estado o maior exportador nacional de carne suína, com acesso exclusivo aos mercados mais competitivos. No primeiro trimestre, o estado embarcou 83,2 mil toneladas do produto, gerando receitas de US$ 157,4 milhões. Os valores são, respectivamente, 18% e 9% maiores do que no mesmo período do último ano. Os principais destinos para carne suína produzida no estado foram: China, Hong Kong, Chile, Argentina e Rússia.



China
A China é um dos maiores mercados para as carnes catarinenses, o maior importador do mundo e com um grande potencial de crescimento. Só este ano, Santa Catarina já exportou 29,8 mil toneladas de carne suína e 26,9 mil toneladas de carne de frango para o gigante asiático, gerando um retorno de US$ 109,5 milhões.

Hoje, a China já responde por 36% das exportações catarinenses de carne suína e por 11% dos embarques de carne de frango. A tendência é de que a parceria comercial se fortaleça ainda mais este ano. “A suinocultura chinesa vem atravessando uma séria crise, decorrente da ocorrência de mais de uma centena de focos de peste suína africana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima uma queda de 5% na produção chinesa de carne suína em 2019. Com isso, alguns analistas acreditam que o país pode dobrar o volume de carne suína importada”, explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl.

Os problemas enfrentados pela China podem também ter impacto positivo sobre as exportações de outras carnes, como é o caso do frango, que é um substituto tradicional da carne suína.

Diferenciais do agronegócio catarinense
A sanidade agropecuária é o grande diferencial de Santa Catarina. O estado se mantém como única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil, além de zona livre de peste suína clássica, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal. É esse status sanitário que garante o acesso aos mercados mais exigentes.

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Em Santa Catarina, empresas desenvolvedoras de tecnologia estão migrando para o meio rural levando soluções para aumentar a competitividade da agricultura familiar. A aproximação desses dois setores tão diferentes é missão Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (Nita), que passa a ser coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

No último ano, o Nita estava sob a gestão da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e ganhou três embaixadores regionais em Chapecó, Florianópolis e Joinville. O Núcleo de Inovação faz parte de um grupo seleto de iniciativas para aproximar tecnologia e agricultores. O Banco Mundial apoia apenas oito projetos como esse no mundo e o Estado é o único representante da América Latina nessa lista.

A Secretaria da Agricultura assume a coordenação do projeto já com planos para 2019. A intenção é aproximar ainda mais o Nita das universidades e dos pólos de inovação locais. O Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar conta com 44 empresas cadastradas, que já fazem negócios com agricultores e empresas catarinenses, além de algumas parcerias internacionais.

Parceiros

Sob coordenação da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, o Nita reúne diversas entidades de Santa Catarina, entre elas Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), Associação Catarinense de Fundações Educacionais(Acafe), Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), Universidade Católica de Santa Catarina, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

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Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina continua expandindo seus mercados internacionais. O mês de março foi marcado pela alta nos embarques para a China, a retomada do mercado russo e o crescimento nas vendas para o Japão. Como resultado, o estado exportou 29,7 mil toneladas de carne suína, faturando mais de US$ 57,8 milhões – um aumento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2018.

“A qualidade dos produtos catarinenses e o cuidado com a sanidade animal, fazem do estado o maior exportador de carne suína do país. Hoje 55% das exportações brasileiras de carne suína têm origem em Santa Catarina. Podemos nos orgulhar em dizer que a produção catarinense é capaz de competir nos mercados mais exigentes do mundo”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

No último mês, Santa Catarina exportou 29,7 mil toneladas de carne suína, 16,2% a mais do que no ano anterior e 6,3% a mais do que em fevereiro. As exportações geraram receitas que passam de US$ 57,8 milhões, uma alta de 13,4% em relação a março de 2018 e de 10,3% na comparação com fevereiro. Os bons números são resultado do aumento nas vendas para os principais países importadores.

A China segue como o maior comprador da carne suína produzida em Santa Catarina e a tendência é de que as compras aumentem ainda mais nos próximos meses. “A suinocultura chinesa vem atravessando uma séria crise, decorrente da ocorrência de mais de uma centena de focos de peste suína africana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima uma queda de 5% na produção chinesa de carne suína em 2019. Com isso, alguns analistas acreditam que o país pode dobrar o volume de carne suína importada”, explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl.

Em março, 40% das exportações catarinenses do produto foram para abastecer o mercado chinês. No último mês, os chineses compraram 12 mil toneladas de carne suína, gerando receitas de mais de US$ 23,8 milhões – um aumento de, respectivamente, 23,6% e 21% em relação a março de 2018.

Rússia
Aos poucos, a Rússia retoma as importações de carne suína, que ficaram suspensas de novembro de 2017 a novembro de 2018. No último mês, esse foi o quarto maior destino para o produto catarinense, com 1,86 mil toneladas e US$ 4,7 milhões de faturamento. Lembrando que o mercado russo já foi o principal comprador da carne suína catarinense, chegando a 102,1 mil toneladas em 2017.

Japão
O grande destaque do mês de março foi o Japão, que ampliou as compras em 208,5%. Santa Catarina faturou US$ 1,4 milhão com as exportações para aquele país no último mês. “Os volumes ainda são pequenos, mas o mercado japonês é uma grande conquista para Santa Catarina. Esse é o país mais exigente do mundo para a importação de carnes, o que demonstra a qualidade e a credibilidade da produção catarinense”, destaca o secretário Ricardo de Gouvêa.

Acumulado do ano
De janeiro a março de 2019, Santa Catarina respondeu por 54% das exportações brasileiras de carne suína. Foram 83,2 mil toneladas embarcadas, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2019. Em faturamento o crescimento é de 9%, chegando a US$ 157,4 milhões.

Diferenciais da carne suína catarinense
A sanidade agropecuária é o grande diferencial de Santa Catarina. O estado se mantém como única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil, além de zona livre de peste suína clássica, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal. É esse status sanitário que garante o acesso aos mercados mais exigentes.


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 Foto: Dóia Cercal/ Secom

O governador Carlos Moisés conheceu na manhã desta terça-feira, 2, os trabalhos realizados pela Epagri na Estação Experimental de São Joaquim. A empresa desenvolve pesquisas para melhorar a produtividade e a renda de produtores de maçã, uva, goiaba-serrana, pera e ameixa, além de enologia. O município é conhecido, principalmente, pela qualidade da maçã Fuji que abastece o mercado brasileiro e internacional.

"É extremamente importante acompanhar esse trabalho, para conhecermos melhor o apoio que o Estado oferece aos produtores. Considerando toda a estrutura à disposição do produtor, temos mais de R$ 100 milhões de investimentos. É essa parceria que permite atingirmos o grau de excelência, e o Estado quer ser ainda mais parceiro", destacou Moisés. Ele afirmou que o Governo deve intensificar os trabalhos também para fomentar o turismo na região, com investimentos e pesquisas para agregar valor aos atrativos serranos.

:: VEJA GALERIA DE FOTOS DA VISITA À EPAGRI DE SÃO JOAQUIM

O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, e a diretora-presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, acompanharam o governador na visita a São Joaquim. Moisés foi recebido pelo prefeito da cidade, Giovani Nunes, secretários municipais e técnicos. Os profissionais da Epagri apresentaram os trabalhos realizados e os resultados já alcançados. "Estamos conseguindo otimizar a produção nas pequenas áreas. Isso é resultado de todo um processo de assistência aos produtores e um grande diferencial do nosso estado", comentou a diretora-presidente da empresa.

Qualidade internacional

Proprietário de 350 hectares dedicados ao cultivo da maçã, o fruticultor Fumio Hiragami fez questão de receber o governador para apresentar o trabalho que realiza há mais de quatro décadas. "São 45 anos acreditando no potencial desta terra. Sou o japonês com a maior produção de maçã no mundo", afirmou. Foram imigrantes japoneses como Hiragami que trouxeram a variedade Fuji para Santa Catarina. Hoje, a qualidade da fruta produzida em São Joaquim é considerada a melhor do mundo.

De acordo com o prefeito de São Joaquim, a importância do agronegócio para a Serra Catarinense é crescente. "Temos 2.300 produtores cadastrados no IBGE. A maioria deles tem pequenas propriedades de, em média, três a cinco hectares. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna São Joaquim a Capital Nacional da Maçã. Essa excelência é mérito dos produtores", reconheceu o prefeito da cidade, Giovani Nunes, que apresentou os pleitos do município ao governador, quase todos relacionados à infraestrutura.

Moisés se comprometeu a levar os temas para discussão nos grupos de trabalho montados no Governo do Estado. Para as obras viárias, o governador antecipou que está elaborando um consórcio com os municípios para agilizar os trabalhos, com investimento do Estado.

Depois da visita, o governador seguiu para Lages, onde cumpre agenda no período da tarde.

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 Foto: Nilson Teixeira / Epagri

Nesta quarta-feira, 3, a Epagri lança o livro A cultura da goiabeira-serrana na Estação Experimental de São Joaquim (EESJ). A obra é resultado do trabalho de pesquisadores da EESJ, que de forma pioneira iniciaram na década de 1980 trabalhos de melhoramento genético com a fruta. Nesse período foram desenvolvidas quatro cultivares: Alcantâra, Helena, Matos e Nonante, com características próprias e adaptadas às condições de clima e relevo da região.

Leonardo Araujo, pesquisador e um dos organizadores da obra, relata que esse primeiro livro da goiabeira-serrana vai subsidiar professores, técnicos, estudantes, fruticultores e outros interessados no assunto, com informações detalhadas da cultura, desde a implantação dos pomares, até manejo fitotécnico e fitossanitário.

Os organizadores do livro foram cinco pesquisadores da Epagri - Marlise Nara Ciota, Cristiano João Arioli, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto, Leonardo Araujo e Mateus da Silveira Pasa - e a professora da UFSC Karine Louise dos Santos.

O evento de lançamento inicia às 14h com palestras técnicas, degustação de frutos a campo e café da tarde com produtos oriundos da goiaba-serrana. O livro será vendido por R$40,00 e, depois do lançamento, ele pode ser solicitado pelo e-mail juliano@epagri.sc.gov.br.

Características da cultura

A goiabeira-serrana é nativa do Sul do Brasil e de parte do Uruguai, muito difundida na Colômbia e na Nova Zelândia, além de outros países do mundo. “A cada safra, a cultura vem apresentando boas condições de produção, além de apresentar frutos de boa qualidade com características organolépticas como sabor, aroma e açúcares inigualáveis”, explica Araujo.

Segundo a Estação Experimental de São Joaquim, atualmente cerca de 20 agricultores familiares se dedicam à produção da fruta no Planalto Serrano, em uma área aproximada de 12 hectares. A produtividade registrada é de 15 a 20 toneladas/ha. Os produtores recebem de R$4 a R$5 pelo quilo da fruta in natura, enquanto no mercado ela é vendida no valor de R$7 a R$10 o quilo.

Rica em antioxidantes, a goiaba-serrana é considerada uma superfruta. “Ela é altamente aromática, rica em nutrientes, fonte de compostos fenólicos, vitamina C e do complexo B, além de minerais”, explica o pesquisador. Ele ressalta que a cultura tem um grande potencial de expansão de plantio, pelo fato de ser uma fruta com alto valor nutricional e com apelo mais ecológico. A produção pode tanto ser destinada para comércio in natura como em subprodutos como geleias, sucos, licores, drinks e sorvetes.

Nos últimos anos a goiaba-serrana tem sido muito procurada pelos consumidores. No Planalto Serrano, a fruta é encontrada em supermercados ou diretamente com os produtores. Apesar de ainda ser pouco conhecida no Brasil, há um vasto campo para desenvolvimento da cultura e um bom nicho no mercado brasileiro.

Serviço:

  • O quê: lançamento do livro A cultura da goiabeira-serrana
  • Quando: dia 3 de abril, quarta-feira, a partir das 14h
  • Onde: Associação de Funcionários da Epagri, localizada na Estação Experimental de São Joaquim / Rua João Araújo Lima,102 - Bairro Jardim Caiçara 
  • Valores: o evento é gratuito e o livro será vendido por R$40,00
  • Informações e entrevistas: Leonardo Araujo, pesquisador da Epagri e um dos organizadores do livro, pelo fone: (49) 3233-8438

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