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Foto: Epagri/Divulgação

A partir desta quarta-feira, 7, quem passar pelo Largo da Alfândega, em Florianópolis, poderá adquirir mel com preços até 40% menores do que a média no comercio varejista. A 18ª Feira do Mel espera receber 50 mil visitantes até sábado, 10, e comercializar mais de 40 toneladas de mel. Com expositores de todas as regiões do estado, os organizadores têm a expectativa de que esta seja a maior feira da história do setor. A abertura oficial do evento acontece quarta, às 10h, e contará com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

Durante os três dias de feira, o pote com um quilo de mel convencional custará R$ 25 e o pote de mel orgânico sairá por R$ 30. Segundo o presidente da Federação das Associações dos Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), Nésio Fernandes de Medeiros, o preço promocional deve incentivar as famílias a consumirem o produto. ”Apesar do potencial apícola, o consumo de mel no Brasil é menor que em outros países. Entre a justificativas estão a falta de hábito de consumo e, principalmente, o valor do mel no mercado varejista”, observa.

A Feira do Mel estará aberta das 8h às 18h durante a semana e, no sábado, das 8h às 13h. A diversidade de produtos expostos, todos de origem apícola (mel, pólen, própolis, geléia real, entre outros), segue rigoroso controle de qualidade, de acordo com a legislação vigente com o Serviço de Inspeção Federal e Estadual. Medeiros destaca a boa fase da apicultura catarinense, que na safra desse ano produziu oito mil toneladas, conforme levantamento da Faasc, dos quais 50% foram destinados à exportação.

“Além do clima favorável na safra 2016/2017 (pouca chuva), está ocorrendo um choque tecnológico em Santa Catarina articulado pela Faasc e liderado pela Epagri, Senar, Sebrae e UFSC, o que mantém o Estado com a maior produtividade média nacional, com 84 quilos de mel por quilômetro quadrado na safra 2016/2017. Em anos normais, a produtividade é de 62 quilos por quilômetro quadrado”, diz o presidente. No Brasil, a média é de seis quilos por quilômetro quadrado.

Segundo dados da Confederação Brasileira de Apicultura, os brasileiros consomem, em média, 128 gramas de mel por ano. Bem menos do que em outros países - nos Estados Unidos, a média é de 1,5 kg por pessoa ao ano, enquanto na Alemanha sobe para 2,2 kg por pessoa a cada ano. Em Santa Catarina, um estudo desenvolvido pela Faasc, com apoio da Fundação do Banco do Brasil e do Sebrae, confirmou que o Estado é o maior produtor de mel por quilômetro quadrado do país e o maior exportador do produto, além de ser considerado como um dos melhores do mundo, conquistando o prêmio de melhor mel do mundo nos últimos dois congressos mundiais, em 2014 em Kiev na Ucrânia e em 2016 na Coreia do Sul.

Santa Catarina conta com nove mil famílias rurais dedicadas à apicultura, com 323 mil colmeias instaladas, mantendo uma produção de 6,5 mil toneladas por ano em safras normais. Em 2016, a Feira do Mel de Florianópolis contabilizou a comercialização de 38 toneladas de mel e contava com 24 expositores.

A Feira do Mel é promovida pela Federação das Associações dos Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) e pela Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).

Maiores informações:
Nésio Fernandes de Medeiros, presidente da Faasc e coordenador da feira do mel – fones (48) 99983-2933 /99986-0393
Ivanir Cella – coordenador de Apicultura da Epagri - fones (48) 98801-8269/99607-4833
Carolina – secretária da Faasc – fone (48) 99979-9044

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br


Fotos: James Tavares/Secom

O governador Raimundo Colombo esteve reunido na manhã desta terça-feira, 6, na Prefeitura de Blumenau, com o prefeito Napoleão Bernardes e com o Grupo de Resposta e Ação Coordenada (Grac), para uma avaliação do nível do Rio Itajaí-Açú e das chuvas que atingem o estado desde a última semana.

“As barragens cumpriram um papel importante, tanto na capacidade de contenção, com a sobre-elevação, quanto no esvaziamento nos novos canais. Infelizmente o volume de chuva é muito alto e a barragem de Ituporanga verteu. Estamos conseguindo segurar bem a de Taió, e a de José Boiteux está com a capacidade muito grande de reservatório. Elas estão respondendo bem e cumprindo de forma importante o papel de reter a água e proteger as pessoas nas cidades”, disse Colombo.

Durante o encontro, os órgãos que fazem parte do Grac relataram ao governador a situação nas diversas áreas que atuam. O secretário executivo da ADR Blumenau, Emerson Antunes, disse que a situação da rede estadual de ensino é normal e até o momento não foram suspensas as aulas na região. O Samu e Corpo de Bombeiros Militar não registraram atendimento emergencial devido às chuvas e não houve vítimas.

O secretário regional da Defesa Civil, Rodrigo Quadros, falou dos números de pessoas atingidas com as chuvas desde o domingo, 4, e a situação atual do nível do Rio Itajaí-Açú. “O rio está com 8,5 metros, e estamos acompanhando a evolução. São mais de 136 ocorrências, sendo 26 registradas na madrugada de segunda para terça-feira. Todas elas são de deslizamento. No total, são mais de 86 ocorrências envolvendo deslizamentos. Cinco residências foram interditadas e nove pessoas foram levadas a abrigos por causa das cheias”, disse.

“Hoje estamos montando equipes para fazer vistorias que não fizemos antes por causa de muita chuva. Pretendemos fazer cerca de 40 vistorias”, concluiu Quadros.

O Grac

O Grupo inclui várias corporações fundamentais para atendimento à população em caso de enchente. É formado por diversos órgãos que atuam diretamente em situações de desastres naturais. Entre os integrantes, estão representantes da Defesa Civil, Polícia Militar, Exército, Bombeiros, Samu, Guarda Municipal de Trânsito, rádio-operadores e secretarias municipais. Eles se reúnem periodicamente para discutir ações de prevenção e como agir antes, durante e depois de situações de risco.

Leia também:

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Informações adicionais para a imprensa:
Rafael Vieira de Araújo 
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Fotos: Monize Freiberger Leite/ADR Ibirama e Defesa Civil Lontras

Representantes da Defesa Civil de Santa Catarina, Bombeiros Voluntários e o secretário Executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Ibirama, Jamir Marcelo Schmidt, se reuniram na tarde desta segunda-feira, 5, para elaborar um plano de ação do que pode ser feito para minimizar os impactos das chuvas que assolam o Alto Vale e já deixam milhares de famílias desabrigadas e desalojadas.

No encontro o coordenador Regional da Defesa Civil, Jaimerson Espindola, apresentou a previsão de chuva persistente para os próximos dias e destacou que todos os órgãos precisam estar preparados para enfrentar um cenário difícil e auxiliar a população. “A chuva que achávamos que iria cair de forma mais distribuída acabou se concentrando na região do Alto Vale, o que trouxe muitos impactos. Agora nossa melhor expectativa é de que chova de 100 à 130 milímetros até a quinta-feira, mas num cenário mais pessimista podemos chegar a 230 milímetros.”

Ele ressaltou ainda que a Defesa Civil já distribuiu itens de ajuda humanitária como alimentos, materiais de higiene e limpeza e colchonetes para os municípios mais afetados no Alto Vale como é o caso de Rio do Sul, e que cidades da região de Ibirama também podem receber os kits caso seja necessário.

No Vale Norte, de acordo com a Defesa Civil, os municípios mais atingidos são Lontras, onde 171 pessoas estão desabrigadas e quase 350 desalojadas, além de Ibirama, que já registou mais de 100 ocorrências em virtude das chuvas, a grade maioria de deslizamentos de terra que deixaram inclusive uma pessoa ferida.

Segundo o secretário executivo da ADR de Ibirama, outro ponto discutido na reunião foi a preparação dos municípios para a abertura de abrigos, que podem ser necessários para receber mais famílias que tenham que deixar suas casas.“ O Governo de Santa Catarina tem feito muito nos últimos anos investindo milhões em obras de prevenção como a sobre elevação das barragens e construção de radares que fazem a diferença em momentos como esse, mas mesmo assim muitos ainda podem ter que deixar suas casas nos próximos dias, e com certeza vamos trabalhar para atender todos da melhor forma possível” ressaltou.

Ibirama - Bombeiros e Defesa Civil elaboram plano de ação para minimizar impactos das chuvas na regional de Ibirama

Já o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ibirama, Marcos da Silva, destacou que todos os equipamentos da corporação como botes, barcos e efetivo estão à disposição da comunidade e serão usados a qualquer momento para resgates e outras situações.

Comportas da Barragem Norte são fechadas

Depois de alguns dias de negociação com indígenas, que ocupavam a Barragem Norte em Jose Boiteux desde 2015 e impediam sua operação, técnicos da Defesa Civil puderam trabalhar no local e fechar as duas comportas do empreendimento, o que dará mais tranquilidade para a população do Médio Vale.

Mais informações para a imprensa:

Helena Marquardt
Assessoria de comunicação 
ADR Ibirama
Fone (47) 3357-8908 / (47) 98819-9350
E-mail: imprensa@iir.sdr.sc.gov.br
Site: www.adrs.sc.gov.br/adribirama
Facebook: www.facebook.com/regional.ibirama


Fotos: Bombeiros/SC

Um bebê nasceu durante o resgate da mãe em Rio do Sul, na noite desta segunda-feira, 5. Ela tentava chegar à embarcação do Corpo de Bombeiros Militar, que a levaria até o hospital. Em virtude da maior parte da cidade estar alagada, em decorrência das cheias no estado, os bombeiros tiveram que utilizar barcos para chegar à casa da gestante no Bairro Sumaré, estrada Bonfim, no interior do município. 

Os quatro soldados do Corpo de Bombeiros Militar, que compõem a Força-Tarefa 09 de Canoinhas, foram acionados pouco depois das 18h para atender a gestante. Eles cruzaram o rio, que transbordou e inundou a cidade, caminharam por acessos abertos entre morros e ainda utilizaram embarcações cedidas por populares para ultrapassar outras áreas inundadas.

Porém, quando conseguiram chegar à residência da gestante, o trabalho de parto já havia avançado. Os bombeiros levavam a mulher até o barco na tentativa de chegar ao hospital. Mas por conta do aclive acentuado, o bebê acabou nascendo no mato e sob chuva antes mesmo de chegar no barco. Depois que o bebê nasceu, os bombeiros protegeram a mãe e a criança e os conduziram, com a embarcação, até a unidade avançada do Samu para amparo médico. 

Na manhã desta terça-feira, os bombeiros que atenderam a ocorrência foram até o hospital para conversar com a mãe e ver o bebê. Ela e o filho passam bem. O menino se chama Tayler Felipe e é o primeiro filho dela.

Informações adicionais para a imprensa
Krislei Oechsler
Assessoria de Imprensa 
Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina - CBMSC
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Site: www.cbm.sc.gov.br


Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

O governador Raimundo Colombo participou, na tarde desta segunda-feira, 5, na sede da Defesa Civil do Estado, em Florianópolis, da reunião de trabalho do Grupo de Ações Coordenadas - que envolve todas as instituições de emergência do Estado e do Governo Federal - para definir estratégias de atuação na proteção das pessoas e ajuda aos municípios afetados pelas chuvas em Santa Catarina. 

Depois da reunião o governador viajou para Blumenau, onde vai acompanhar as ações deflagradas no Vale do Itajaí por causa das cheias.  Nesta terça, às 7h, participa de reunião na prefeitura de Blumenau para avaliar a situação. Depois, segue para Rio do Sul.

“Antes de tudo, é preciso reconhecer essa contribuição que é histórica e nos ajuda a superar desafios como este. Estamos mobilizados em alerta total para prestar o apoio necessário a todas as famílias e a todos os municípios”, disse Colombo.

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