Foto: Divulgação / Epagri

Santa Catarina aumentou a área plantada de milho e espera safra 15,78% maior em 2017. Para compensar a pequena extensão territorial, os produtores catarinenses investem em tecnologias que garantam altas produtividades em pequenas propriedades. O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agícola (Cepa/Epagri) estima que a produtividade média nas lavouras catarinenses de milho grão será de 140 sacas por hectare, 12,43% a mais do que na última safra.

A safra 2016/17 deve fechar em 3,15 milhões de toneladas e em 378.631 hectares plantados, um crescimento de 2,98% em relação ao último ano. Os bons resultados são frutos da combinação de condições climáticas favoráveis e alta produtividade.

A região de Joaçaba se tornou destaque na produção de milho em Santa Catarina. Nesta safra, a região ultrapassa Chapecó e se torna a maior produtora do grão no Estado. Com uma produtividade 32% maior, os produtores devem colher em média 176 sacas por hectare e a produção pode chegar a 630,2 mil toneladas – 42% a mais do que na última safra.

A produtividade aumentou a colheita também em regiões como Curitibanos, onde o rendimento médio das lavouras chegou a 181 sacas por hectare – um aumento de 18,38% nessa safra. Em São Miguel do Oeste a produção deve ser de 346,8 mil toneladas, levada pelo aumento de 22% na produtividade, lá os produtores irão colher em média 127 sacas por hectare.

O maior aumento na área plantada em Santa Catarina é observado na região de Xanxerê, que destina 27.300 hectares às lavouras de milho, um incremento de 16,17%. Com a ampliação da área plantada e da produtividade, a safra na região deve ser 30,64% maior este ano, chegando a 271 mil toneladas colhidas.

O incremento na produção de milho é uma grande preocupação da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. Destaque na produção de proteína animal, Santa Catarina é o maior consumidor de milho do país e o grão é indispensável para manter a competitividade do agronegócio. “Somos grandes produtores de suínos e aves e queremos manter esse setor consolidado em Santa Catarina, para isso precisamos de milho. Não existe suinocultura e avicultura sem milho”, ressalta o secretário da Agricultura Moacir Sopelsa.

O Governo do Estado tem ainda uma parceria com produtores e cooperativas para incentivar o plantio de milho em Santa Catarina. “Nós estamos ao lado dos produtores com o programa Terra-Boa, apoiando a aquisição de sementes de milho de alta tecnologia, e também com o Programa de Incentivo ao Plantio de Milho, que garante a venda antecipada do milho para as agroindústrias. São programas que dão um suporte para os produtores e incentivam o investimento em tecnologia para aumentar a produtividade”, explica Sopelsa.

Este ano, os investimentos no Terra-Boa chegam a R$ 50,9 milhões para subsidiar a aquisição de 220 mil sacos de sementes de milho, 300 mil toneladas de calcário, 1,1 mil kits forrageira e 350 kits apicultura. A expectativa é atender 70 mil agricultores em todo o Estado.

Milho Silagem

A safra de milho silagem, utilizado na alimentação de bovinos de corte e leite, também teve crescimento em Santa Catarina. O estado deve colher 9,3 milhões de toneladas de milho silagem 14,3% a mais do que na safra 2015/16. Com uma área plantada de 220 mil hectares, a produtividade chega a 42,5 toneladas de massa verde por hectare.

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Foto: Elvys Taffarel/ Epagri de São Miguel do Oeste

O excesso de chuvas dos últimos dias trouxe grandes prejuízos para o agronegócio catarinense e as estimativas iniciais apontam para perdas em torno de R$ 19,3 milhões. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri) calculam os prejuízos, principalmente nas safrinhas de feijão e milho, que estão em fase final de colheita, e na produção de leite. Uma atualização do relatório preliminar foi divulgado nesta segunda-feira, 12.

As regiões mais atingidas pelas chuvas foram o Oeste, Extremo-Oeste, Sul e Rio do Sul. O relatório preliminar de eventuais perdas no setor agropecuário em Santa Catarina utilizou dados levantados pelas gerências regionais da Epagri e por técnicos da Epagri/Cepa nas regiões mais afetadas do estado. O período considerado para os cálculos de prejuízos é de 27 de maio a 9 de junho, com base nas informações do Epagri/Ciram.

Região de São Miguel do Oeste

A produção de leite na região gira em torno de 1,7 milhão de litros por dia e as perdas nesse período de chuvas chegam a 10%. Considerando o preço médio pago pelas agroindústrias, que é de R$ 1,39/ litro, e os 14 dias de mau tempo, os prejuízos já somam mais de R$ 3,3 milhões.

Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri em São Miguel do Oeste, Elvys Taffarel, há também perdas indiretas, com o aumento do custo de produção devido ao consumo de silagem e os gastos com saúde animal e reprodução.

Nas lavouras de milho silagem e sorgo o maior problema é a dificuldade na colheita. E nas plantações de feijão 2ª safra, a quebra na produção deve chegar a 40%. Os produtores não conseguem colher os grãos e as estimativas são de que 12 mil sacas de feijão sejam perdidas, um prejuízo que passa de R$ 1,4 milhão (considerando o preço médio de R$ 118/saca).

Os impactos nas lavouras de milho grão e soja ainda não foram quantificados.

Região de Rio do Sul

Com uma safrinha de feijão esperada de 3,1 mil toneladas, as regiões de Rio do Sul e Ituporanga devem perder cerca de 500 toneladas do grão.  Em termos financeiros, os prejuízos podem chegar a R$ 940 mil.

A produção de leite também foi comprometida, principalmente, pelo estrago nas estradas o que impossibilitou a coleta do produto em várias comunidades. O técnico da Epagri na região, Saturnino C. dos Santos, explica que até o momento as perdas ainda não foram quantificadas.

Região de Chapecó

Somadas as microrregiões de Chapecó, Concórdia e Xanxerê, que somam 71 municípios, as estimativas para a safrinha de feijão eram de 22,2 mil toneladas de produção. Como metade da área plantada já colhida, as chuvas comprometeram a colheita e a qualidade de 50% da safra.

Segundo informação obtidas com técnicos e produtores dos municípios afetados, cerca de cinco mil toneladas poderão ser perdidas, o que representa um prejuízo entre R$ 8 e R$ 10 milhões.

Ainda não há registro de perdas na produção de leite, mesmo com dificuldades, as coletas continuam sendo feitas.

Região de Joaçaba

Os prejuízos maiores são sentidos na atividade leiteira, com redução de até 15% na produção diária. De acordo com o técnico da Epagri da região, Evandro Anater, considerando um volume de captação de 300 mil litros por dia e o preço de R$ 1,30/litro, o prejuízo pode passar de R$ 682 mil em 14 dias.

A safrinha do milho para silagem foi bastante afetada também, com tombamentos em algumas áreas. No milho grão, são esperadas poucas perdas. A colheita tem avançado nas últimas semanas, sobrando menos de 10% da área plantada por colher.

Região Sul Catarinense

Na região de Criciúma, as perdas estão concentradas nas atividades de horticultura, principalmente nas folhosas.

Na pecuária de leite, as perdas giram em torno de 20% em decorrência das pastagens de inverno não se desenvolverem plenamente.

E a safrinha de feijão também foi comprometida. Como 85% do que foi plantado ainda deveria ser colhido, as perdas podem passar dos 30%. A expectativa de colheita era de 6,1 mil toneladas nas regiões de Tubarão, Criciúma e Araranguá e cerca de 1,5 mil toneladas estarão comprometidas, abandonas das lavouras e/ou o que for colhido não ter qualidade comercial. As perdas podem chegar a R$3 milhões.

Região de Canoinhas

Na região de Canoinhas, os principais problemas estão na atividade leiteira. A captação de leite continua a ser feita por acessos alternativos, por causa das estradas interditadas, porém as pastagens estão sendo danificadas pelo excesso de chuvas.

No município de Ireneópolis, onde o plantio de cebola é realizado sob o sistema de plantio direto, poderá ocorrer replantio de algumas áreas devido às enxurradas.

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Fotos: Sabryna Sartortt / GVG 

A ampliação e a modernização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Catanduvas foi inaugurada oficialmente na tarde desta terça-feira, 30, pelo vice-governador Eduardo Pinho Moreira. O ato é parte do Plano de Investimentos da Casan que está destinando R$ 1,6 bilhão para ampliar a cobertura de esgotamento sanitário em Santa Catarina.

Com investimentos que chegam a R$ 2,8 milhões, a Casan ampliou a capacidade de depuração da ETE de Catanduvas de 6,75 l/s para 11,5 l/s. Com isso, a unidade que atendia 3.600 moradores, hoje trata o esgoto doméstico de 7.500 habitantes, garantindo um percentual de 62,3 % de cobertura na cidade.

Para permitir a ampliação da capacidade, a Estação recebeu um tanque novo e a reformulação completa do outro. Dois decantadores e aeradores foram instalados na ETE e todo o quadro de comando elétrico da Estação foi substituído. Além da ampliação técnica, a obra contemplou um projeto de reurbanização da área. O local recebeu ajardinamento, brita nos lugares de passagens e uma cerca totalmente remodelada, que embeleza o local visível, inclusive, por quem circula pela rodovia federal.

A ampliação do esgotamento sanitário de Catanduvas incluiu ainda 680 metros de rede coletora de esgoto para atender mais de 100 residências do Bairro Cohab, contemplado desde o ano passado.

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No total de investimentos estão também previstas outras melhorias e ampliações do Sistema de Esgotamento Sanitário de Catanduvas. Entre elas, a implantação de rede coletora e de estação elevatória no Bairro Sebaldo Kunz, obra que tem recursos previstos de R$ 753.304,82.

Além disso, a Companhia planeja a implantação de esgotamento sanitário no bairro Bela Vista, projeto orçado em R$ 329.221,54, assim como implantação de cinco conjuntos de bombas reservas em Estacoes Elevatórias de Esgoto (EEE), investimento estimado em R$ 46.664,4.

O vice-governador ressaltou o momento pelo qual vive a Casan. "Ela vem imprimindo um ritmo alucinante e emocionante de obras e inaugurações", falou Moreira. "Está mudando o indicador de saneamento de nosso Estado. Um ritmo que contagia a todos."

“São todas melhorias e ampliações que garantem melhor qualidade de vida para os moradores de Catanduvas e que fazem parte do planejamento da Casan de elevar a cobertura em Santa Catarina”, disse o diretor-presidente da Casan, engenheiro Valter Gallina, ao abrir o evento. Gallina ressaltou a sua felicidade de encontrar um ambiente lotado para inauguração de uma obra de esgoto que, no passado, costumava ser rechaçada por políticos e pela própria comunidade. "Hoje isso mudou, pois o país se deu conta que esgoto não é sinônimo de algo ruim e sujo, mas, ao contrário, é sinal de saúde e qualidade de vida. Uma obra que no passado tirava votos hoje é considerada primordial".

O prefeito Dorival Santos, que administra um município de 10 mil habitantes cuja economia é baseada na indústria ervateira e no setor de transporte de mercadorias, estava visivelmente emocionado. "Como ex-funcionário da Casan, onde trabalhei por 22 anos em todas as operações, sei com muita propriedade do valor da agua e do esgoto tratados", disse. "É um orgulho nesse início de mandato poder entregar essa obra tão importante à qualidade de vida de nossa população.

Inicialmente marcada para a própria ETE, localizada na altura do Km 410 da BR-282, em função da chuva o ato teve de ser realizado na Casa Multiuso do Centro de Assistência Social do Centro de Eventos Sestílio Bortolon. 

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Prefeitos e secretários municipais de Chapecó, Joaçaba, Galvão, Jupiá, Luzerna, Nova Erechim, Sul Brasil, Águas Frias, Passos Maia, Cordilheira Alta, Modelo e Calmon assinaram o termo para implantação do SC Bem Mais Simples nos municípios. O ato foi realizado na manhã desta terça-feira, 23, na sede da Associação das Câmaras do Oeste de Santa Catarina (Acamosc), em Chapecó.

Com apoio do Sebrae/SC, o evento marcou o lançamento oficial do programa SC Bem Mais Simples, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS). “Vemos aqui prefeitos, empresários, vereadores e dirigentes empresariais preocupados com a desburocratização da máquina pública. Nós vamos simplificar o processo de abertura de empresas e gerar facilidade para aqueles que querem empreender nesses municípios. Esse é apenas o primeiro encontro que estamos realizando após o governador Raimundo Colombo sancionar a lei no 17.071, que instituiu o Bem Mais Simples, agora vamos outras regiões do Estado e fazer com que as prefeituras abracem a proposta e implantem o programa nas cidades, buscando chegar aos 295 municípios”, enfatizou o secretário da SDS, Carlos Chiodini.

O SC Bem Mais Simples prevê o Enquadramento Empresarial Simplificado (EES), com base nas informações constantes da autodeclaração dos empreendedores, para negócios que não comprometem a segurança sanitária, ambiental e com baixo potencial poluidor. Com isso, facilita os entraves para aberturas, licenciamentos, alvarás, fechamentos, entre outros processos, simplificando a vida dos empreendedores catarinenses, diminuindo tempo e custos.

Para o presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Ernesto João Reck, o programa representa um grande avanço e vai de encontro aos anseios da sociedade e da classe empresarial. “A simplificação e a melhor gestão do dinheiro público são as bandeiras da entidade, e esse programa vem exatamente de encontro do que nós reivindicamos há muito tempo. Vamos simplificar e facilitar a vida dos empreendedores, só assim veremos a economia crescendo. O primeiro passo esta dado, parabéns aos prefeitos que se envolveram e ao excelente trabalho do secretário Chiodini”, afirmou.  

O tempo médio para a abertura de uma empresa no Brasil hoje é superior a 100 dias. Com o Bem Mais Simples, o prazo será de apenas cinco dias. “Trabalhamos durante dois anos para formular uma lei que atendesse o empreendedor. Montamos uma força tarefa com todos os órgãos responsáveis pelo processo, realizamos encontros em todas as regiões catarinenses para ouvir as entidades da classe, encaminhamos o projeto de lei à Assembleia Legislativa e conseguimos aprová-lo com unanimidade”, conta o secretário da SDS.

O grupo de trabalho do SC Bem Mais Simples é formado por membros da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc), Secretarias de Estado da Fazenda (SEF), Saúde (SES), Segurança Pública (SSP), Casa Civil (SCC), Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros Militar, além da SDS, que coordena os trabalhos.

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