Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

A estrutura de treliça central de apoio da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, começou a ser retirada nesta quinta-feira, 7. A primeira parte do trabalho, feito por módulos, deve ser concluída no fim de semana, se as condições climáticas forem favoráveis. A ligação entre Ilha e Continente será reaberta para o tráfego no dia 30 de dezembro deste ano.

Nos 349 metros do vão central, em 2015 e 2016, foram instalados cinco módulos de treliça entre as estruturas definitiva e provisória para auxiliar na sustentação da Ponte durante a obra de restauração. 

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Cada módulo tem cerca de 80 toneladas e a retirada é feita por balsa com guincho. Até a primeira quinzena de dezembro serão removidas mais duas peças. Para início de 2020, está prevista a retirada dos últimos dois módulos.



Além dos trabalhos estruturais da ponte, estão sendo feitos serviços de limpeza e pintura. Atualmente, 480 funcionários trabalham na obra de restauração da Ponte Hercílio Luz. Destes, 120 atuam exclusivamente na pintura de toda estrutura.

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Começou nesta semana a desmontagem da grua do lado insular da Ponte Hercílio Luz, etapa que faz parte do cronograma de restauração da estrutura. Com a retirada da grua, será possível avançar na colocação do piso da pista do vão central e na construção das passarelas de pedestres e ciclistas. A Ponte Hercílio Luz será reaberta para o tráfego no dia 30 de dezembro deste ano.

"Entramos na fase final da obra para devolver a Ponte Hercílio Luz, um patrimônio histórico, aos catarinenses", afirma o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Carlos Hassler.

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Na próxima semana será realizada a desmontagem da grua do lado continental. Paralelamente, estão sendo concluídos os serviços de limpeza e pintura. Atualmente, 480 funcionários trabalham na obra de restauração da Ponte Hercílio Luz. Destes, 120 atuam exclusivamente na pintura da toda estrutura.


Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

Em agosto de 2019, após a última transferência de carga da Ponte Hercílio Luz, a estrutura voltou a ser sustentada inteiramente pelas barras de olhal e os cabos pendurais, conforme o projeto original.

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Peças originais da Ponte Hercílio Luz devem integrar um memorial em homenagem ao engenheiro que deu nome a um dos principais cartões-postais de Santa Catarina. A proposta é que a cidade de Abelardo Luz receba alguns itens para compor uma réplica do monumento na cidade e um acervo ao ar livre. A doação das peças foi alinhada em uma reunião entre uma equipe da prefeitura de Abelardo Luz, da Defesa Civil e a presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo de SC (Santur), Flavia Didomenico.

Hercílio Pedro da Luz foi o responsável pela assinatura do contrato de construção da ponte que ligaria, a partir de 1926, a região continental à Ilha de SC. Foi pai de Abelardo Venceslau da Luz, que deu nome à cidade situada na região turística Grande Oeste.

O prefeito de Abelardo Luz, Wilamir Cavassini e o secretário de administração, Nelson Martini, juntamente com o engenheiro da RMG Engenharia, João Motta, fizeram uma visita ao depósito das peças, em Florianópolis, para avaliar o que pode ser aproveitado no memorial, que deve se tornar mais um atrativo turístico da cidade, já conhecida por suas quedas d’água no Rio Chapecó. 


Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

O Executivo municipal deve fazer uma solicitação formal de fornecimento à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, responsável pela obra de restauração da Ponte. Os artefatos integram partes da construção original que não puderam ser restauradas por razões técnicas, como barras de olhal e rótulas de suporte.

Além das peças originais, a cidade deve receber ainda um kit de transposição metálico, composto por peças de aço, que serviram de sustentação para a restauração da ligação. Todo esse material deve permitir a construção de até 835 pontes no interior do Estado. A gerente de restabelecimento e reestruturação da Defesa Civil, Patrícia de Oliveira, informou que órgão está recebendo as demandas com as necessidades dos municípios. Um consórcio de empresa será responsável por fazer o plano de corte, o beneficiamento do material, os projetos básicos e a montagem dos kits.

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Foto: Ricardo Wolffebüttel / Secom

O material metálico usado no trabalho de restauração da ponte Hercílio Luz terá um destino nobre com a conclusão dos trabalhos na Velha Senhora. Todo o aço que serviu de sustentação para a restauração do cartão postal servirá de base para a construção de até 835 pequenas pontes no interior do Estado. O número foi divulgado esta semana após um levantamento realizado pelo consórcio responsável por fazer o plano de corte, o beneficiamento do material, os projetos básicos e a montagem dos kits. 

Segundo o chefe da Defesa Civil, coronel João Batista Cordeiro Júnior, no momento estão sendo recebidas as demandas com as necessidades dos municípios. Até o momento, cerca de 50 prefeituras já procuraram o Governo do Estado com interesse nos kits. As pontes terão até 12 metros de comprimento e substituirão pontes precárias, em sua maioria feitas de madeira.

“Estamos recepcionando as demandas dos municípios e avaliando a precariedade das estruturas. Como contrapartida, a obrigação dos municípios é fazer as cabeceiras, montar a logística para buscar os kits e fazer a execução”, conta Batista.

Para receber os kits, os municípios precisam atender a alguns requisitos, sendo os principais deles: as rodovias que receberão as pontes precisam estar oficialmente na malha rodoviária municipal e a administração precisa ter uma Defesa Civil instituída. As exigências constarão de uma Instrução Normativa que está sendo elaborada pelo Governo do Estado.

Economia e durabilidade

Outro ponto destacado por Batista no reuso das estruturas metálicas é a economia. Cada kit terá um custo de aproximadamente R$ 5,8 mil, ao passo que um kit de concreto para uma ponte de seis metros custa aproximadamente R$ 50 mil. Além disso, as estruturas de madeira demandam uma manutenção mais cara do que as estruturas metálicas:

“Faremos pontes preventivas também. Quando a Defesa Civil faz uma obra, executa sempre visando a resiliência. Os vão não serão menores que as margens dos Rios, para evitar represamento de água sobre a estrutura. Serão pontes sustentáveis”.

A expectativa da Defesa Civil é que os primeiros kits comecem a ser entregues dentro de 80 dias.

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Última transferência de carga é concluída com sucesso e Ponte Hercílio Luz volta a estar suspensa

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Foi concluída às 23h37min desta terça-feira, 27, a última etapa de transferência de carga da Ponte Hercílio Luz. O fim do trabalho significa que a estrutura volta a estar suspensa, com o peso sustentado pelas barras de olhal e os cabos pendurais, assim como no projeto original. Planejado para ocorrer em até quatro noites, o serviço foi realizado em apenas dois turnos, nas noites de segunda e terça-feira.

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De acordo com o fiscal responsável pela obra, José Abel da Silva, com a conclusão da transferência de carga, a restauração focará agora na finalização da pintura, a conclusão do gradil metálico que servirá de pista para os automóveis, além das ciclovias e passarelas.

“A ponte agora não está mais apoiada naqueles 54 macacos hidráulicos. Isso nos permite ter uma liberdade para avançar em outras frentes de trabalho. O sonho de ver a ponte Hercílio Luz aberta ao tráfego está cada vez mais próximo”, ressalta o fiscal.

Na segunda-feira, o secretário Carlos Hassler assegurou que o governo mantém o compromisso de liberar a ponte ao tráfego em até 30 de dezembro deste ano, embora o contrato com a empresa executora se estenda até março de 2020, para a completa retirada dos suportes na parte inferior da estrutura.

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 Foto: Julio Cavalheiro/ Secom

Na madrugada desta quinta-feira, 6, foi finalizada a operação de transferência de carga da ponte Hercilio Luz. Com condições climáticas favoráveis, a equipe conseguiu adiantar o trabalho previsto inicialmente para levar quatro etapas e concluí-lo em apenas três noites. A atividade se encerrou por volta das 2h30min.

Agora, 80% do peso da ponte, cerca de 1,7 mil tonelada, voltou a ser sustentado pela própria estrutura pênsil. O trabalho de restauração ao longo de mais de um ano incluiu a substituição dos 28 cabos pendurais e 360 barras de olhal que mantêm a ponte elevada. Desde 2017, quando ocorreu a primeira transferência de carga, a Hercílio Luz foi elevada em cerca de 1,80 metro e o peso ficou apoiado sobre as estruturas provisórias.

 Arte: Sal Santos/ Secom

Próximas etapas

Dando continuidade ao cronograma da obra, será iniciada a desmontagem da estrutura provisória superior e, assim, o cartão-postal voltará a ter a configuração original. Com a retirada da estrutura provisória superior, também será possível avançar na colocação do piso da pista do vão central e dar continuidade à construção das passarelas de pedestres e ciclistas.

A última etapa de transferência de carga, dos 20% que seguem sustentados pela estrutura provisória, está prevista para setembro, quando a obra entra na fase final.

  Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Terminou sem imprevistos a primeira das quatro noites da nova etapa de transferência de carga da Ponte Hercílio Luz. Nem mesmo o vento sul e a garoa fina que caíam no começo da noite de segunda-feira, 3, impediram o começo dos trabalhos. Às 22h35min, o governador Carlos Moisés acionou a sirene para autorizar o serviço, que foi finalizado por volta de 0h30min da madrugada. A operação é decisiva para o projeto de restauração do cartão-postal. 

Ao final do processo, que ainda prevê mais três noites de trabalho, 80% do peso da ponte voltará a ser sustentado pela própria estrutura. Desde 2017, quando ocorreu a primeira transferência de carga, a Hercílio Luz foi elevada em cerca de 1,80 metro e o peso ficou apoiado sobre as estruturas provisórias.

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Agora, a estrutura será rebaixada em 80 centímetros - 12 centímetros na primeira noite - e cerca de 1,7 mil tonelada do peso da ponte volta a ser sustentado pela estrutura pênsil, pelos 28 cabos pendurais e 360 barras de olhal que foram substituídos na restauração e que mantêm a ponte elevada. O rebaixamento é realizado por 54 macacos com bombas hidráulicas controladas por computador.

Responsável pela autorização oficial do serviço, o governador ressaltou que o Executivo segue trabalhando para entregar a ponte em 30 de dezembro de 2019. Segundo Moisés, os recursos para a finalização da obra estão assegurados e “está tudo muito bem encaminhado para a gente terminar esse processo histórico de restauração da ponte”.

Especificamente sobre a transferência de carga, o governador lembrou que a superação dessa etapa permitirá que a empresa Teixeira Duarte avance em outras frentes de trabalho: “A ponte não foi feita para ficar escorada em estruturas provisórias. Essa transferência é necessária e garante um pouco mais de estabilidade à obra”.

 Foto: Peterson Paul/Secom

Na visão do secretário Carlos Hassler, da Infraestrutura, essa transferência de carga constitui um marco para a obra, que entra agora em sua reta final. “Agora, há uma série de serviços que precisam que ela esteja apoiada no seu peso próprio. Na verdade, ela já poderia estar apoiada 100% na própria estrutura, mas há a necessidade da retirada de ferragens, que possuem um peso significativo”, contou o secretário.

Materiais das estruturas provisórias ajudarão a construir pontes no interior

Também presente na ponte, o secretário de Estado da Defesa Civil, João Batista Cordeiro Junior, afirmou que os materiais das estruturas provisórias serão usados na construção de pontes no interior do Estado.

“Estamos elaborando um termo de referência para nos próximos dias fazer um processo de Regime Diferenciado de Contratação para que uma empresa faça um plano de corte dessas ferragens e um projeto de pontes de seis a 12 metros. Elas vão, então, ser repassadas aos municípios para substituir pontes de madeira”, afirmou Cordeiro.

Plano de contingenciamento segue ativo para as próximas três noites

Ao contrário da primeira transferência de carga, ocorrida em 2017, não foi necessário fazer interrupções no trânsito. Apenas o canal marítimo abaixo da ponte foi fechado durante a operação e seguirá o mesmo procedimento nas próximas noites de trabalho. O plano de contingência comandado pela Defesa Civil e alinhado com os demais órgãos de segurança segue ativo até que seja finalizada a operação de transferência de carga da Ponte Hercílio Luz. Também dão apoio aos trabalhos de segurança o Corpo de Bombeiros, a Marinha, a Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Defesa Civil Municipal.

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 Arte: Sal Santos/Secom

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Dando sequência ao cronograma das obras de restauração da Ponte Hercílio Luz, a última etapa de montagem das barras de olhal foi iniciada. Serão instaladas 240 peças nas torres insular e continental. Em 2018, foram fixadas 120 peças no vão central e, ao todo, a ponte terá 360 barras de olhal, quem têm um papel fundamental na sustentação da estrutura.