Foto: Cristiano Estrela / Secom

As feiras de agricultores realizadas ao ar livre estão mantidas em Santa Catarina, desde que observem todos os cuidados de higiene e evitando a aglomeração de pessoas. O serviço é considerado essencial para a população e, segundo Nota Técnica da Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVS), deve seguir algumas recomendações para evitar a propagação do novo coronavírus.

“Estamos num momento de muita atenção e precisamos da compreensão de todos. É possível a realização de feiras de agricultores ao ar livre, sempre observando todas as medidas para evitar a propagação do coronavírus. Pedimos uma atenção especial para reforçar os hábitos de higiene, mantendo uma distância segura de outras pessoas e com cuidado no manuseio de frutas e verduras”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Medidas que devem ser adotadas pelos responsáveis de feiras:

  • Disponibilizar dispositivo contendo álcool gel 70% na entrada do estabelecimento e demais pontos de circulação, para uso dos funcionários, comerciantes e clientes.
  • Sugere-se a colocação de cartazes informativos nas áreas de maior circulação de funcionários, comerciantes e clientes. Os cartazes devem possuir letra legível e serem chamativos para as informações disponibilizadas, tais como: higiene de mãos e etiqueta respiratória (conjunto de medidas comportamentais que devem ser tomadas ao tossir ou espirrar).
  • Manter os ambientes ventilados, em caso de locais fechados.
  • Os funcionários e comerciantes devem usar lenços de papel descartável.
  • Deve-se aumentar a frequência de higienização de banheiros, corrimões, maçanetas, mesas, balcões, balanças, carrinhos, câmaras frias, refrigeradores, caixas retornáveis, garrafas de café, etc.
  • Os produtos saneantes utilizados devem estar notificados/registrados junto ao órgão competente. O modo de uso dos produtos saneantes devem obedecer às instruções recomendadas pelos fabricantes.
  • Disponibilizar lavatórios para uso dos funcionários, comerciantes e clientes.
  • Disponibilizar nos lavatórios água corrente potável e produtos como sabonete líquido inodoro antisséptico ou sabonete líquido inodoro e produto antisséptico e toalhas de papel descartáveis ou outro sistema higiênico e seguro para secagem das mãos, como secadores de ar. Os coletores dos resíduos devem ser dotados de tampa e acionados sem contato manual.
  • Os funcionários e comerciantes devem evitar tocar o rosto, nariz, boca e olhos. Caso isso ocorra, devem realizar a higienização das mãos e/ou uso de álcool gel imediatamente.
  • Os funcionários e comerciantes que estiverem com febre e sintomas respiratórios (tosse, coriza, falta de ar) devem se afastar das atividades e serem orientados a procurar a unidade de saúde.

 

Medidas que devem ser adotadas pelos comerciantes e pelos clientes:

  • Ao entrar no estabelecimento realizar a higienização das mãos, utilizando preferencialmente o lavatório e posteriormente, álcool gel.
  • Evitar conversar, tossir ou espirrar sobre os alimentos.
  • Os clientes devem evitar tocar o rosto, nariz, boca e olhos. Caso isso ocorra, devem realizar a higienização das mãos e/ou uso de álcool gel imediatamente.

 

Situação de Emergência

Na última terça-feira, 17, o governador Carlos Moisés decretou situação de emergência em Santa Catarina, com restrições na circulação de pessoas e nas atividades econômicas para evitar a propagação da Covid-19. Somente serviços essenciais para a população estão mantidos, como alimentação, saúde e fornecimento de água e energia.

Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural comunica a liberação dos cultivos de ostras e mexilhões da localidade Armação do Itapocorói, no município de Penha. A partir desta segunda-feira, 16, está autorizada a retirada e comercialização de ostras, mexilhões, vieiras, berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessa área.

A liberação dos cultivos ocorreu após os resultados laboratoriais comprovarem que os moluscos podem ser consumidos em segurança.

Praia Alegre segue interditada

Os cultivos de ostras e mexilhões de Praia Alegre, também em Penha, seguem interditados. Ficando proibida a retirada e comercialização de ostras, mexilhões, vieiras, berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessa área.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a concentração de coliformes fecais acima dos limites permitidos para o consumo de moluscos bivalves nessa região.

Monitoramento constante

A Cidasc segue com o monitoramento constante das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção das interdições das áreas afetadas. As localidades interditadas serão liberadas após dois resultados consecutivos que demonstrem que os moluscos estão aptos para o consumo.

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

Maricultura em SC

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.

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O Governo do Estado reafirmou, frente a deputados e agricultores, a decisão de manter a isenção de impostos para os defensivos agrícolas. O assunto foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 11, que contou com a presença de lideranças, produtores rurais e dos secretários de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli; e da Agricultura e Pesca (SAR), Ricardo de Gouvêa.

"Manter o agronegócio catarinense competitivo é o grande objetivo do Governo do Estado de Santa Catarina e não há nenhum projeto para aumentar impostos dos defensivos agrícolas. Seguimos ao lado dos produtores rurais, investindo no fortalecimento da agricultura, pecuária, pesca e maricultura de Santa Catarina para que continuemos como destaque na produção de alimentos”, ressaltou o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

A discussão sobre a tributação dos defensivos agrícolas está agora em âmbito federal, na pauta do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). "Sobre a taxação dos defensivos, esta discussão foi encerrada no ano passado. Não vamos apresentar nenhum projeto sobre o tema", disse o secretário da SEF, Paulo Eli.

A deputada estadual, Ana Paula da Silva, destacou a sensibilidade do Governo do Estado em ouvir os anseios dos agricultores catarinenses. "Tenho certeza que o governador Carlos Moisés vai trabalhar para que nosso Estado continue tendo destaque no desenvolvimento econômico, sobretudo, na agricultura familiar, onde temos excelentes resultados", pontuou.

O secretário Paulo Eli confirmou que o Governo catarinense está comprometido na manutenção do Convênio 100/97. "Fui um dos representantes de Santa Catarina na construção deste convênio, há mais de vinte anos. Não vamos destruir o que ajudamos a construir. Contudo, há três estados que devem votar contra a continuidade, por isso temos que pensar em um planejamento após a reunião dos secretários da Fazenda, nas próximas semanas", destacou.

Reunião do Confaz

Em abril será realizada uma reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), para discutir a renovação ou não do Convênio 100/97 para os anos 2020 e 2021, que tem vigência até 30 de abril. Para que seja aprovada a renovação, todos os secretários da Fazenda do país devem votar a favor da concessão.

Agronegócio em Santa Catarina

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã e cebola; segundo maior produtor de aves e arroz e quarto maior produtor de leite. O setor responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e por quase 70% das exportações catarinenses em 2019.

Controle do comércio e uso de agrotóxicos em Santa Catarina

Santa Catarina é referência nacional quando o assunto é o controle do comércio e uso de agrotóxicos. Recentemente a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) implementou ferramentas eletrônicas para monitorar a emissão de todos os receituários agronômicos, as vendas e a movimentação desses produtos.

O estado tem a relação das pessoas que adquirem agrotóxicos, em quais culturas o produto será utilizado e qual a finalidade. A Companhia executa ainda o Programa Alimento sem Risco, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina, e monitora os resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

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A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural comunica a interdição dos cultivos de ostras e mexilhões da localidade Praia Alegre, no município de Penha, devido à presença de Escherichia coli (E. coli) acima dos limites permitidos. A partir desta quarta-feira, 11, está proibido retirar e comercializar ostras, mexilhões, vieiras, berbigões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessa área.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a concentração de coliformes fecais acima dos limites permitidos para o consumo humano de moluscos bivalves. A restrição passa a ser agora para as duas localidades produtivas de Penha, Praia Alegre e Armação do Itapocoró.

A Cidasc segue com o monitoramento constante das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção das interdições das áreas afetadas. As localidades interditadas serão liberadas após dois resultados consecutivos que demonstrem que os moluscos estão aptos para o consumo.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Fotos: Arquivo Pessoal

A doutoranda Mariana Mendes Fagherazzi, do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, defendeu, em 14 de fevereiro, a primeira tese do Brasil que aborda especificamente o cultivo do lúpulo no país. Os resultados da pesquisa ajudam a comprovar que é possível produzir lúpulo de qualidade no Brasil.

Com o tema "Adaptabilidade de cultivares de lúpulo na Região do Planalto Sul Catarinense", a pesquisa, orientada pelo professor Leo Rufato, teve como objetivo caracterizar a adaptação vegeto-produtivas e qualitativas de quatro cultivares de lúpulo em diferentes microclimas da Região do Planalto Sul Catarinense.

Segundo Mariana, os resultados da pesquisa permitiram direcionamentos de manejo aos lupulicultores da região, a caracterização das cultivares avaliadas e impulsionaram novas pesquisas de modo mais específico. Com isso, o estudo ajudou a fortalecer e engajar novas demandas dos produtores de lúpulo e da cadeia produtiva, que está em estruturação.

"Os resultados obtidos neste estudo são de grande valia para a comunidade científica, assim como para os produtores que desejam iniciar o cultivo de lúpulo no Planalto Sul Catarinense", avalia a pesquisadora.

Mariana ainda acrescenta  que as tendências recentes na comercialização de produtos agrícolas produzidos localmente podem resultar em maior apelo às cervejarias artesanais para utilizarem o lúpulo brasileiro.

Para o orientador, a tese vai ao encontro de uma demanda do setor produtivo. Atualmente, o Brasil depende 100% da importação do produto para a produção de cerveja. "Havia uma demanda para responder se era possível produzir lúpulo de qualidade no Brasil. E nós estamos conseguindo provar que sim", afirma Rufato.

Para a pesquisadora, que integra o Grupo de Fruticultura da Udesc Lages, o valor da pesquisa não está no ineditismo, mas sim, nos resultados obtidos. 

"Ter realizado toda essa pesquisa em uma instituição pública e de excelência é muito gratificante. A universidade, juntamente com o Grupo de Fruticultura liderado pelos professores Leo Rufato, Aike Aneliese Kretzkmar, Amauri Bogo, Francine Regianini Nerbass e Antonio Felippe Fagherazzi, juntam esforços para o andamento dos projetos de pesquisa".

Udesc Lages é sede de associação brasileira de produtores

Engenheira Agrônoma formada pela Udesc Lages, Mariana Mendes Fagherazzi também é uma das fundadoras da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), com sede na universidade.

Criada em maio de 2018, a associação tem como objetivo gerar informações e fomentar a cultura do lúpulo, um dos principais ingredientes da produção cervejeira, que atua como conservante natural.

Mais informações para a imprensa:
Luiz Eduardo Schmitt
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Foto: Jader Nones / Cidasc

A China se tornou o principal destino da carne suína produzida em Santa Catarina. Desde o início de 2020, o estado enviou mais de 38,6 mil toneladas do produto para o gigante asiático - o valor representa um crescimento de 116,4% em relação ao mesmo período de 2019. No ano passado, o Estado teve o melhor desempenho da história na exportação de carnes. 

“A suinocultura catarinense vive um ótimo momento. Nosso estado é reconhecido internacionalmente pela qualidade dos seus produtos, prova disso é que 55% da carne suína exportada pelo Brasil tem origem em Santa Catarina. Nós temos acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

No primeiro bimestre de 2020, Santa Catarina exportou 73,6 mil toneladas de carne suína, com um faturamento de US$172,4 milhões, um aumento de 55% em comparação com o ano anterior.

China e Hong Kong responderam por 68,2% das receitas catarinenses com exportação do produto no primeiro bimestre do ano. Chile, Japão e Argentina também são importantes mercados para Santa Catarina.

Mercado aquecido

Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, a demanda chinesa deve continuar elevada este ano, uma vez que houve queda brusca no rebanho suíno daquele país ao longo de 2019, em decorrência de um surto de peste suína africana.

“Além disso, alguns analistas apontam para a possibilidade do recente surto de coronavírus afetar o processo de recuperação da produção suína da China, já que o país passa por alguns problemas de logística interna em função do vírus”, explica.

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Cepa/Epagri.

 

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Foto: Mauricio Vieira / Secom

O governador Carlos Moisés participou na noite desta quinta-feira, 5, da abertura da Expo Videira 2020. Trata-se da maior feira de negócios e entretenimento da cidade, uma das mais importantes do Meio-oeste. Na edição deste ano, 120 mil pessoas são esperadas até domingo na Sociedade Esportiva e Recreativa BRF.

Ao lado do prefeito Dorival Borga e de secretários de Estado, Carlos Moisés enalteceu a importância do Alto Vale do Rio do Peixe para o agronegócio catarinense, com a sua farta produção agroindustrial. 

“O agronegócio nesta região é pujante. Ele participa com 30% do nosso PIB e sustenta o nosso Estado. Somos celeiro para o Brasil e para o mundo. Nós temos que valorizar o nosso produtor e a capacidade de agregar valor à sua produção e de exportar. O Estado precisa ser parceiro e dar condições para que se possa trabalhar, tendo energia e infraestrutura adequadas”, afirmou Carlos Moisés. 

Após o evento de abertura, o governador e o prefeito visitaram estandes e participaram do 2º Festival Brasileiro de Espumantes. Na opinião de Borga, essa será a maior edição da feira. 

“Queremos que os visitantes e expositores desfrutem de todas as nossas atrações. Essa feira é muito importante para Videira e a presença do governador nos orgulha muito e demonstra prestígio com a cidade”, afirmou. 

Mais cedo, em Videira, o governador também visitou a estação experimental da Epagri, participou da inauguração do Centro de Inovação da cidade e liberou R$ 10,5 milhões para o transporte escolar.

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Resgatar um método secular de produção de espumantes e adaptá-lo para as pequenas propriedades de vitivinicultura de Santa Catarina. Esse é o trabalho que a Epagri vem fazendo na estação experimental de Videira, no Meio-oeste catarinense, nos últimos anos. O governador Carlos Moisés visitou a unidade, na tarde desta quinta-feira, 5, e conheceu um pouco do método, conhecido como ancestral.

Ainda em fase de testes, a técnica é até 30% mais barata que a usual e utiliza uvas de menor valor comercial, como a Niágara. Após a visita, o governador elogiou o trabalho de pesquisa realizado pela Epagri e salientou a importância do órgão para os produtores rurais do estado.

“A gente percebe que a Epagri cumpre o seu papel social quando recebe aqui os produtores que não têm toda a cadeia tecnológica para produzir. Eles são acompanhados para, com segurança, obter um produto final que vem agradando. A Epagri tem um papel importantíssimo de desenvolvimento econômico no ambiente rural”, afirmou o governador.

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O pesquisador em enologia da Epagri de Videira, Vinicius Calliari, relatou ao governador que alguns produtores da região começaram a utilizar o método ancestral neste ano. Calliari explica que, além de ser voltada para o pequeno produtor, a pesquisa da Epagri levou a um produto mais leve e sem impurezas.

“Foi com esse método que surgiu o espumante no mundo. Porém, com o passar do tempo, ele caiu no ostracismo. Por quê? Ele dava produtos um pouco turvos e apelou-se para técnicas mais tradicionais, como a champenoise. Nós fizemos um resgate para fazer a aplicação voltada para a pequena propriedade aqui do Vale do Rio do Peixe”, explica Calliari.

O pesquisador salienta ainda que foram feitas algumas adaptações à técnica, que permitem que o produto tenha aromas mais leves com um gosto tropical:

“É uma bebida para iniciação ao consumo de vinho, que pode ser servida antes de refeições ou com a sobremesa, pois ele tem uma característica Demi Sec”.

Produtor enaltece acompanhamento da Epagri

No ano 2000, a vida do produtor rural Vilson Adir Zago mudou. Ele plantava uvas há muitos anos na comunidade de Rondinha, em Videira, e queria começar a industrializar o seu suco. Com o apoio da Epagri, conseguiu financiar a compra do maquinário e passou a vender o produto com um valor agregado maior.

Hoje, ele continua recebendo assessoria dos técnicos do órgão estadual. Recentemente, adquiriu uma máquina para extrair óleo das sementes, que serve como complemento de renda e evita o despejo irregular do resíduo.

“Sem o apoio da Epagri, nós não saberíamos nem por onde começar. Quando iniciei a produção de suco, nós tínhamos pouco conhecimento na região. O Rio Grande do Sul estava um passo à frente de nós, mas hoje nós estamos bem assessorados” diz.

Também acompanharam a visita à estação experimental da Epagri o chefe da Casa Civil, Douglas Borba, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino, o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, e a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter.

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A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural comunica a interdição dos cultivos de ostras e mexilhões da localidade Armação do Itapocorói, no município de Penha, devido à presença de Escherichia coli (E. coli) acima dos limites permitidos. A partir desta quarta-feira, 4, está proibido retirar e comercializar ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessa área.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a concentração de coliformes fecais acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves nessa localidade. É importante ressaltar que essa é uma situação pontual, restrita à localidade de Armação do Itapocorói, e que não se aplica a outras localidades produtivas.

A Cidasc segue com as coletas para monitoramento da área de produção de moluscos interditada e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Fotos: Divulgação / Epagri

A pouca chuva ocorrida entre o fim de 2019 e o início de 2020 em algumas regiões de Santa Catarina causou uma perda de 7,7% na safra estadual de milho, segundo estudo do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). Mas para aqueles que apostaram nos milhos Variedade de Polinização Aberta (VPA) da Epagri, a situação é mais tranquila. É que estes materiais, melhorados geneticamente pela pesquisa da Epagri, apresentaram boa resistência à estiagem, aliada à boa produtividade e a um excelente custo-benefício. O resultado é mais dinheiro no bolso do agricultor familiar que investiu na compra de sementes de milho VPA para esta safra.

É o caso de Zeno Genésio Szostak, de Irineópolis. Ele usou 50 quilos de semente do milho Fortuna para cultivar 2,5 hectares e comemora. O agricultor conta que, apesar da pouca chuva, as espigas apresentaram preenchimento normal de grãos. 

“Até na pontinha tem semente perfeita”. Na comparação com outro milho que Zeno plantou na mesma área, o Fortuna não deixa dúvidas. “Da metade pra ponta (do outro milho) a colhedeira não vai conseguir arrancar a semente, de tão miudinha que deu”.

Renan Daniel de Oliveira, de Rio do Oeste, plantou o milho Catarina. Ele garante que, apesar da pouca chuva no período da floração, não sofreu grandes perdas na sua plantação, principalmente quando comparou seus resultados com o do vizinho, que optou por semente híbrida.

César Dalprá, de Lontras, também está satisfeito. Ele plantou o Colorado, que enfrentou a estiagem e respondeu muito bem depois da chuva. Na propriedade dos Dalprá, o milho VPA da Epagri também impressionou pelo bom rendimento na alimentação dos animais. “É um milho excelente para o trato dos animais, rende muito mais que os transgênicos. Por exemplo, onde usamos 2 quilos de transgênico para tratar (alimentar animais), com este usamos 1,5”, relata o agricultor.

Vantagens do milho VPA em comparação ao milho híbrido

O bom resultado dos milhos VPA da Epagri no enfrentamento à estiagem vêm de sua grande plasticidade genética. Uma planta é geneticamente diferente da outra, o que significa que ele pode sofrer com variações climáticas, doenças e pragas, mas apresenta maior estabilidade que o híbrido, evitando perdas maiores de safra. 

No caso dos híbridos, como as plantas são geneticamente muito parecidas, terão reações similares a situações de estresse, gerando perdas maiores no caso de ocorrência desses imprevistos.

Desde 2006 o Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Epagri/Cepaf) lançou três milhos variedade de polinização aberta: o SCS154 Fortuna, o SCS155 Catarina e o SCS156 Colorado. Eles são resultados de mais de uma década de cruzamentos feitos a campo pelos pesquisadores.

Resultado de pelo menos seis gerações

Para se chegar aos milhos VPA, os pesquisadores da Epagri escolheram grãos de plantas com as características que desejavam reproduzir. Essas sementes foram cultivadas num mesmo espaço e foram se cruzando naturalmente. Ao longo de seis ou sete gerações as espigas melhores foram selecionadas até que se chegou a uma nova variedade de polinização aberta. 

“Assim, um novo cultivar é resultado de um minucioso trabalho que envolve basicamente três etapas: a escolha dos progenitores (pais), os cruzamentos entre progenitores e a seleção dos melhores ‘filhos’ resultantes dos cruzamentos”, explica Felipe Bermudez Pereira, melhorista genético de milho na Epagri/Cepaf.

Importante ressaltar que o milho VPA é diferente do transgênico e do híbrido. Bermudez esclarece que o híbrido é resultado de cruzamentos previamente definidos. As suas plantas são geneticamente mais homogêneas, o que resulta em lavouras mais regulares em relação a suas características, como altura, resistência a doenças, produtividade e ciclo. 

Já no transgênico são usadas sementes que receberam materiais genéticos de outros vegetais ou animais para apresentarem características desejadas, como resistência a certa praga, doença ou condição climática. 

O VPA também se difere das sementes crioulas, que são populações manejadas e reproduzidas tradicionalmente pelos agricultores ao longo dos anos, sem terem sofrido processo convencional de melhoramento genético.

O bom custo-benefício da semente VPA é outro atrativo para o agricultor familiar. As sementes de milhos híbridos são desenvolvidas pela indústria para oferecer maior produtividade no campo. Mas, para dar os resultados esperados, elas dependem de investimento em tecnologia. É preciso que o agricultor esteja disposto a gastar com adubação e defensivos. 

Sem capacidade de investir o montante necessário em tecnologia, os agricultores familiares não conseguem extrair todo o potencial dos híbridos, resultando em produtividade abaixo do esperado. Somam-se a esta vantagem o menor custo da saca da semente VPA e a possibilidade de o próprio agricultor produzir suas sementes por até três safras sem correr o risco de perder as características da planta.

Produção com alta qualidade e custo baixo

A comprovação da qualidade dos milhos VPA da Epagri se estende por Santa Catarina nos relatos colhidos pelos técnicos da Epagri. Elvys Taffarel, extensionista da Gerência Regional da Epagri em São Miguel do Oeste, conta que nos municípios de Riqueza, Itapiranga, Dionísio Cerqueira, Palmitos e Guaraciaba, os resultados são bastante satisfatórios. A produtividade média gira em torno de 100 a 130 sacas/ha, e os agricultores destacam o baixo investimento na lavoura.

Na Gerência Regional da Epagri em Xanxerê o sucesso se repete. O extensionista Marcelo Henrique Bassani revela que Gilmar Baldissera, agricultor familiar de Faxinal dos Guedes, alcançou com o milho VPA produtividade de 150 sacas/ha no grão e 50 ton/ha para silagem. O técnico da Epagri observa uma produtividade média de 130 a 140 sacas/ha na região e de 30 a 40 ton/ha para silagem. 

“Nosso milho tem produtividade menor comparado a híbridos (Xanxerê média de 200 sacas/ ha), porém apresenta custo de produção bem menor e estabilidade de produção, caso ocorra uma estiagem”, declara Bassani.

Eduardo Neves Vieira, extensionista da Epagri em Irineópolis, destaca que a demanda pelos milhos da Epagri no município se deu em função dos problemas de qualidade que existem nos similares disponíveis no comércio. Os agricultores locais foram atraídos pela excelente resistência a doenças, bom desempenho em relação à estiagem, além da produção com alta qualidade e custo baixo. 

A baixa qualidade de híbridos e transgênicos na alimentação de suínos e galinhas domésticas foi decisiva na opção dos agricultores pelos milhos da Epagri.

“A maioria dos agricultores familiares planta tabaco e gostou do ciclo do Fortuna, que é plantado antes de começar a colheita do tabaco e colhido entre março e maio, após a colheita, seleção e comercialização do produto. Ou seja, se adapta perfeitamente ao estilo de trabalho do fumicultor que deseja criar animais domésticos para carne e ovos”, relata o extensionista.

Cultivo maior 

A satisfação dos agricultores que optaram pelo milho VPA da Epagri fica clara na intenção de repetir ou ampliar a experiência de cultivo na próxima safra. César Dalprá, que já estava cansado de cultivar transgênico, garante que na próxima safra vai plantar novamente o Colorado e já tem planos de testar o fubá na fábrica de biscoitos. “Parece prometer um bom resultado, esperamos para ver”, afirma o agricultor.

Renan Daniel de Oliveira vai aumentar a área de cultivo do Catarina na sua propriedade em Rio do Oeste de um para pelo menos quatro hectares. Em Irineópolis, Zeno segue apostando no Fortuna. “Da próxima vez, vou pegar mais”, garante ele.

Informações e entrevistas

Felipe Bermudez Pereira, melhorista genético de milho da Epagri/Cepaf, pelo fone (49) 20497530

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