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 São Miguel do Oeste - Workshop  e-Origem aborda a qualidade dos alimentos
Fotos: Gisele Vizzotto / ADR São Miguel do Oeste

A identificação da origem dos alimentos in natura é uma tendência crescente para a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Com isso, foi realizado nesta terça-feira, 27, em São Miguel do Oeste, o workshop e-Origem, promovido em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e as Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina S/A (Ceasa). Produtores, supermercadistas, distribuidores e demais profissionais, além de estudantes e interessados, estiveram reunidos no auditório do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

O e-Origem surgiu em 2017 para que os consumidores possam saber a origem de frutas, verduras e legumes cultivados em solo catarinense, além de dados sobre o uso de agrotóxicos. O gestor estadual do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, Ricardo Miotto Ternus, explica que o monitoramento dos resíduos não autorizados em alimentos começou em 2005 e foi fortalecido em 2012. “Em 2013, tínhamos uma média de mais de 30% das amostras com inconformidades. Hoje, já diminuímos pela metade esse valor e, com o Programa, o objetivo é diminuir ainda mais”, disse.

São Miguel do Oeste - Workshop  e-Origem aborda a qualidade dos alimentos

O preocupante, conforme o gestor estadual, é que em mais de 70% dos casos de inconformidades não foi possível identificar o responsável pela contaminação, pois as amostras são coletadas no comércio. “O Programa e-Origem, lançado ano passado, vem auxiliar nesse processo de rastreabilidade”, declara.  

Com um registro online no Sistema da Cidasc, que o próprio produtor realiza, é possível ter toda a movimentação dos vegetais e frutas ao longo de toda a cadeia produtiva, desde o produtor até o comércio. Esse banco de dados irá gerar uma etiqueta que deve ser colada na embalagem.

O maior objetivo destas ações de monitoramento e fiscalização é identificar onde está ocorrendo o uso inadequado de agrotóxicos. “Em conjunto com a investigação, poderemos apurar as responsabilidades e adotar estratégias educativas, reduzindo o risco que o mau uso de agrotóxicos impõem à sociedade”, frisa o gerente da Cidasc de São Miguel do Oeste, Claudio Trombetta.

 “As pessoas estão cada vez mais preocupadas em saber o que estão comendo. Uma questão que antes não era tão forte. A fiscalização, por meio da Cidasc, é importante, pois conhecer a origem do produto nos traz a garantia do alimento que estão colocando em nossas mesas”, afirma o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, Volmir Giumbelli.

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Gisele Vizzotto
Assessoria de Comunicação
Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste
E-mail: imprensa@sge.adr.sc.gov.br
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