Reprodução / SED 

Até o próximo domingo, 7, a comunidade escolar pode participar da Avaliação Institucional na Rede Pública Estadual da Educação Básica, um instrumento on-line da Secretaria de Estado da Educação, que vai nortear investimentos e melhorias nas unidades escolares.

No ar desde a última segunda-feira, 1º de julho, a Avaliação teve a adesão (até às 16h do dia 3) de 75.801 pessoas, entre professores, técnicos e alunos, sendo que os de 1º ao 5º ano podem responder com um responsável.

Com cerca de 535 mil alunos em toda a rede, o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, faz um apelo: “Em se tratando de educação é muito importante a participação de todos, alunos familiares e comunidade escolar. Precisamos estar comprometidos quando temos essa oportunidade de ajudar a planejar a educação de nossas crianças”, destacou.

São 16 perguntas organizadas em quatro eixos: as Políticas Pedagógicas, que envolve planejamento, organização, práticas pedagógicas e avaliações; o Clima Organizacional, se ele favorece socialização e relações respeitosas e amistosas; a Infraestrutura, para saber se a escola está equipada adequadamente para o processo de ensino e aprendizagem e por último a Política de Gestão, que levanta se a equipe gestora é presente e consegue conciliar demandas da escola. 

Cada um desses eixos subdivide-se em indicadores, que permitirão à Secretaria da Educação avaliar semestralmente a percepção da comunidade escolar sobre sua própria unidade. O foco é orientar o melhor planejamento de políticas públicas e ações nas escolas.

Como responder

O questionário, que está disponível na página inicial do site www.sed.sc.gov.br, no banner principal. Ou diretamente neste link.

1º Passo

- Clicar em umas das opções: aluno, docente ou administrativo,

- digitar se for aluno o número da matrícula,

- para docente e administrativo o CPF,

- pais de alunos de 1º ao 5º ano, matrícula do aluno e o CPF do pai.

2º Passo

- Verificar se a matrícula ou CPF estão corretos, aparecerá o nome do respondente e

clicar CONFIRMAR.

3º Passo

- Conferir o nome da escola se está correto /clicar na lateral direita em AVALIAR.
- Importante:  o aluno e o docente com vínculo em mais de uma escola, poderão participar em todas, sempre clicando em AVALIAR ao lado do nome da escola que aparecerá.

4º Passo

- Responder o questionário.

- Clicar em CONFIRMAR

Informações adicionais para a imprensa

Sicilia Vechi - (48) 3664-0353 / 0454 / 99132-5252
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Educação – SED
www.sed.sc.gov.br 

 Maré alta na Avenida da Saudade, em Florianópolis. Fenômeno vai até esta sexta-feira | Foto: Mauricio Vieira / Secom

O frio intenso deverá permanecer em Santa Catarina pelo menos até a próxima segunda-feira. Um reforço na massa de ar polar deve chegar ao Estado no sábado, mantendo as temperaturas baixas, em especial na Serra Catarinense, onde os termômetros ficarão no negativo.

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Foto: Divulgação / PMI 

A Celesc vai substituir até dezembro de 2019, 6 mil luminárias ineficientes por luminárias com tecnologia LED em sete municípios catarinenses. Os investimentos são de R$ 9,5 milhões do Programa de Eficiência Energética (PEE) Celesc ANEEL, com contrapartida dos municípios de em média 16% do valor. A iniciativa faz parte das ações de eficiência energética nos sistemas de iluminação pública (IP), conforme projetos aprovados por chamada pública realizada em 2017.

Foram apresentados 52 projetos, sendo aprovados 11 no valor total de R$ 13,9 milhões. A tabela abaixo apresenta as cidades que tiveram suas propostas aprovadas e a quantidade de lâmpadas que serão substituídas.

MUNICÍPIO

LÂMPADAS

Caçador

 1.055

Campos Novos

 942

Fraiburgo

 817

Itá

 553

Modelo

 741

Pomerode

 500

Santo Amaro da
Imperatriz

 1.510

Vários fatores são analisados para a escolha dos projetos como qualidade, benefício energético, cálculos corretos e orçamento. “Anualmente, a Celesc abre um processo de Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética para que nossos consumidores apresentam suas demandas e necessidades. Dessa forma, a Celesc pode atuar como multiplicador do uso consciente de energia elétrica em toda sua área de concessão”, explicou o gerente do Departamento de Engenharia e Planejamento do Sistema Elétrico da Celesc, Marco Aurélio Gianesini.

A Prefeitura de Itá está no segundo projeto, sendo que o primeiro já foi executado, contemplando boa parte da cidade. O segundo projeto, já em execução, abrange a outra parte. Sendo assim, Itá terá 100% da iluminação pública em LED. “Ter as ruas da nossa cidade mais iluminadas, além de deixar a cidade muito mais bela, proporciona mais segurança aos moradores. São projetos importantes que vêm contribuir com a economia de energia e ao mesmo tempo melhorando significativamente a iluminação pública”, comentou o prefeito em exercício, Domingos Rodrigues dos Santos.

Economia

A economia esperada é de aproximadamente 3.786 MVh/ano, o que equivale ao consumo de 1,5 mil residências no ano. “Temos um pouco mais do que 4 mil pontos de iluminação pública e, em breve, já na segunda etapa do processo, teremos todos nossos pontos em LED, proporcionando bem estar, segurança e economia, além de renovar a auto estima da população", disse o prefeito de Santo Amaro da Imperatriz, Edésio Justen.

Chamada Pública

O processo visa a participação de qualquer consumidor da Celesc, inscrito no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, ou seja, com CNPJ, que deverá apresentar um projeto que vise a redução do consumo de energia e que atenda às regras estabelecidas no Edital de Chamada Pública e definidas pela ANEEL. Para esse ano serão investidos R$ 40 milhões exclusivos para participação dos consumidores no Programa.

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Rafael Vieira de Araujo
Assessoria de imprensa da Celesc
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Foto: Maiara Gonçalves / PGE

A Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina (PGE) obteve êxito em recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em ação que discutia o pagamento do imposto ICMS no valor de mais de R$ 1,1 milhão por empresa do ramo náutico do Litoral Norte do Estado. Os desembargadores da Terceira Câmara de Direito Público julgaram por unanimidade o recurso favoravelmente ao Estado.

A empresa ingressou com ação para anular o débito fiscal, alegando que não comercializava bens, o que impediria a cobrança do imposto ICMS pelo Estado. De acordo com a empresa, o imposto que deveria ser cobrado seria o ISS, imposto sobre a prestação de serviços, de responsabilidade do município, onde o estabelecimento está localizado. Em primeiro grau, o juiz concordou com as alegações da empresa e determinou a anulação do débito.

A PGE, no entanto, recorreu ao TJSC e comprovou que a empresa realizou operações de venda de bens. “O conjunto probatório dos autos é forte o suficiente para extrair-se que ficou comprovado, por meio dos ‘Contratos de compra e venda’ e pelos documentos de ‘Entrega Técnica/Check list’ levantados pelas autoridades fiscais, que a empresa efetivamente realizou vendas de produtos náuticos, mas simulou as operações como sendo vendas diretas do fabricante ao consumidor, ficando a seu cargo apenas a montagem e entrega do produto ao consumidor”, ressaltou a Procuradoria.

O relator do processo, o desembargador Ronei Danielli, deu provimento ao recurso da PGE e foi seguido pelos desembargadores Ricardo Roesler e Júlio César Knoll. Atuaram no processo os procuradores do Estado Carlos Dalmiro Silva Soares, Ederson Pires, Juliano Dossena e Manoel Cordeiro Junior.

Processo 0310923-95.2016.8.24.0005

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Maiara Gonçalves
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 Foto: Sindipi SC/ Arquivo Secom

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) autorizou a abertura da pesca industrial da tainha na região Sul e Sudeste do Brasil. A cota para modalidade de pesca de cerco ou traineira é de 1.592 toneladas e a atividade está autorizada até 31 de julho.

A desembargadora do TRF4, Vânia Hack de Almeida, autorizou a pesca industrial para 32 barcos que não estejam com irregularidades de cadastro e que não tenham tido interrupção injustificada no sistema de controle via satélite durante a última safra da tainha.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, comemora a decisão federal. “A pesca da tainha é uma tradição catarinense e os pescadores industriais viviam em um impasse. A liberação da safra industrial traz mais tranquilidade ao setor e também mais renda para as famílias de pescadores de Santa Catarina. Desejamos a todos uma ótima safra da tainha”, destaca.

A documentação oficial de autorização de pesca será emitida pela Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Cabe ao governo federal comunicar quais embarcações estão proibidas de pescar. Os pescadores que cometerem alguma irregularidade estão sujeitos a multa diária de R$ 100 mil.

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Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
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 Em Lages, houve ocorrência de geada | Fotos: Greik Pacheco/Prefeitura de Lages

Após meses de temperaturas mornas, o frio chegou para valer em Santa Catarina. Na madrugada desta quinta-feira, 04, a cidade de Urupema registrou a mínima do ano até aqui: -4,8ºC, segundo as medições da Epagri/Ciram. E a expectativa é que o frio se intensifique na madrugada desta sexta-feira, quando os termômetros na Serra podem marcar -7ºC. De acordo com o meteorologista Clóvis Corrêa, as temperaturas seguem baixas até o começo da próxima semana.

“As massas de ar polar costumam atuar no Estado por três dias, mas esse receberá um reforço, portanto só deve voltar a esquentar entre segunda e terça-feira”, diz Corrêa.

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Após chegar a cerca de -7ºC na madrugada de sexta-feira, os termômetros deverão marcar até -3ºC no sábado, com pequena chance de neve. Já na madrugada do domingo, a temperatura cairá de novo para até -7ºC com a chegada de um reforço na massa de ar polar, o que manterá as temperaturas baixas até terça-feira. Só então que volta a esquentar.

Embora essa seja a maior onda de frio do ano até aqui, a expectativa segue com temperaturas médias mais altas que o normal para o restante do inverno, o que não impede a entrada eventual de novas massas de ar polar.

Recomendações e cuidados com o frio

Durante o período de frio intenso, a Defesa Civil recomenda atenção com população mais vulnerável, como enfermos, moradores de rua, idosos e crianças. Além disso, abrigar animais domésticos nas noites mais frias.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, em virtude das doenças causadas pelo frio (gripe, resfriados, pneumonia, meningite) é essencial tomar medidas simples como manter-se bem agasalhado, beber bastante água e evitar locais fechados e de grande circulação de pessoas, além da higiene frequente das mãos. Essas medidas são de grande valia na prevenção destas doenças, ressaltando que crianças e pessoas idosas são mais suscetíveis às doenças agravadas pelo frio e devem estar mais atentas.

A Defesa Civil também adverte aos agricultores para a tomada de medidas preventivas com a geada. Nas rodovias, o alerta é para o tráfego em áreas serranas, porque há risco de gelo na pista. Evite acelerar e desacelerar bruscamente, mantenha uma distância segura do carro a sua frente e tente antecipar a necessidade de parar o carro para evitar usar os freios.

Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou Corpo de Bombeiros 193.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação - Secom
Governo de Santa Catarina
Fone: (48) 3665-3022
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O prazo para que municípios catarinenses respondam ao questionário sobre o cenário habitacional do Estado de Santa Catarina se encerra nesta sexta-feira, 5. O objetivo da ação é permitir que todas as prefeituras consigam contribuir diretamente com o diagnóstico do atual cenário habitacional que será executado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (SDS).

Esse questionário foi encaminhado para todas as prefeituras para que os profissionais do setor de habitação encaminhem as respostas para a Diretoria de Habitação e Regularização Fundiária. Conforme informações da Gerente de Projetos Habitacionais da SDS, Cinthia Angeli, o município é o ente principal nesse processo. Ela explica que o objetivo é obter dados e informações sobre as particularidades de cada município, referentes às políticas habitacionais, especificamente o déficit habitacional, regularização fundiária, bem como a existência de corpo técnico, projetos habitacionais em andamento ou paralisados, levantamento de áreas capazes de absorver projetos de Habitação de Interesse Social e demais boas práticas desenvolvidas pelos municípios. “Precisamos que este trabalho seja executado pelo setor responsável pela habitação de cada município. Cada município deve responder uma única vez o questionário eletrônico”, explica a gerente.

De acordo com a secretária de Estado do Desenvolvimento Social, Maria Elisa De Caro, a proposta é de que com as informações recebidas, integradas às informações do Cadastro Único (CadÚnico) e demais bases de dados, com utilização de ferramenta de Gestão Business Intelligence (BI) implantada na SDS, seja possível a elaboração de diagnósticos e planos de ações efetivas nos municípios que possuem demandas na área habitacional.

Em caso de dúvida os municípios devem entrar em contato com o setor de habitação por meio do e-mail: habitacao@sst.sc.gov.br ou do telefone (48) 3664 0731.

Informações adicionais à imprensa
Assessoria de Comunicação
(48) 3664-0753 ascom@sds.sc.gov.br
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 Foto: Sara Lins/Udesc 

O grupo de pesquisa em Engenharia Biomédica da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville, trabalha no desenvolvimento de um sensor eletrônico para medição da glicose, sem a necessidade de amostragens de sangue. Segundo o professor responsável, Pedro Bertemes Filho, o processo é completamente não invasivo, de baixo custo, para que qualquer pessoa possa monitorar a própria glicose quando necessário. O sensor não possui fios e funciona conectado a um smartphone. 

“O telefone vai ser usado como veículo para levar a informação de um sensor elétrico acoplado à pele e de um sensor óptico. Os dois sensores vão medir a resposta da intensidade da luz e intensidade elétrica, e passar essas informações para um dispositivo dentro de um relógio que se comunica com o celular. O aparelho vai ter um aplicativo fazendo o processamento dessas respostas. O paciente vai ver no celular dele a taxa de glicose no momento que desejar”, explica Bertemes. 

Hoje, nos Estados Unidos, já existe um sensor de luz que realiza o processo, mas de maneira muito rudimentar e com 67% de erro. A ideia do professor joinvilense foi incluir um sensor elétrico para combinar as duas respostas, usando um algoritmo de computação que possa ser transmitido via rede. A proposta levou o grupo a alcançar até 92% de acerto. 

A pesquisa envolve estudantes de doutorado e pós-doutorado, e tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O projeto está na primeira fase, chamada “pré-clínica”, onde os primeiros testes serão feitos com 50 pessoas saudáveis. Posteriormente, serão realizados testes com diabéticos.

O Grupo de Pesquisa em Engenharia Biomédica também desenvolve biossensores para medir a poluição de rios em tempo real e detectar câncer de pele, além de sistemas de tomografia de impedância elétrica.

Assessoria de Comunicação da Udesc Joinville
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Telefone: (47) 3481-7930  

 Foto: Antonio Prado/Arquivo/Fesporte

O Governo de Santa Catarina, por meio da Fundação catarinense de Esporte (Fesporte), promove a 10ª edição dos Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina (Parajesc) em Maravilha, cidade-sede do evento pela primeira vez. A competição terá a participação de 303 atletas de 159 escolas com idade entre 12 a 18 anos com deficiência física (DF), auditiva (DA), visual (DV) e intelectual (DI). 

A programação, entre os dias 4 e 7 de julho, contempla atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha paralímpica, futebol 7, golbol, judô, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa e voleibol.

Após as competições os atletas mais bem ranqueados ganham o direito de participar da seleção de Santa Catarina, que participará, em novembro, em São Paulo, da etapa nacional da competição, as Paralimpíadas Escolares, em que os catarinenses estão entre os melhores do Brasil.

Com a participação da vice-governador Daniela Reinehr, a cerimônia de abertura será realizada nesta quinta-feira, 4, a partir das 19 horas, no Ginásio Municipal Carlos Alberto Begrow (Tomatão). Pela manhã, os atletas passam pela classificação funcional, em que profissionais qualificados, após exames, determinam o grau de classificação de cada atleta.

Os Parajesc são promovidos em parceria com a prefeitura de Maravilha.

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Antônio Prado
Assessoria de Imprensa 
Fundação Catarinense de Esporte - Fesporte
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As hepatites virais, com destaque para os tipos B e C, são um grande problema de saúde pública não só no Brasil, mas em todo o mundo, com altas taxas de detecção. Esses dois tipos são os que mais preocupam, pois podem evoluir e se tornar crônicas, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Dados do Ministério da Saúde mostram que, no país, mais de 70% das mortes por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%).

Para controlar esses casos, o Ministério da Saúde tem adotado medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento em conjunto com estados e municípios para alcançar a meta global estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A meta é eliminar as hepatites virais como um problema de pública até 2030, através da redução de novas infecções em 90% e em 65% a mortalidade. 

Em Santa Catarina, a estratégia adotada para reduzir esses índices tem sido a ampliação do diagnóstico através dos testes rápidos. Entre 2017 e 2018, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde foram distribuídos 969.100 testes rápidos para hepatite B e 985.875 para hepatite C. 

Para a médica infectologista da DIVE/SC, Aline Vitali Grando, hoje um dos grandes desafios é encontrar as pessoas que ainda não foram diagnosticadas e fazer com que elas iniciem o tratamento. “Em muitos casos, as hepatites não apresentam qualquer sintoma e isso aumenta os riscos. Tem muita gente que é portadora do vírus B ou C e ainda não sabe”, ressalta a médica.

Hepatites virais em Santa Catarina 

A ampliação do diagnóstico e a adesão ao tratamento tem conseguido derrubar as taxas de detecção das hepatites B e C no estado. Com relação à hepatite B, a taxa caiu de 16,9 para cada 100 mil habitantes em 2017 para 16,4 no ano de 2018. No caso da hepatite C também houve queda. Em 2017, a taxa era de 16,8 para cada 100 mil habitantes e em 2018 caiu para 15,2. Ainda assim, os índices superam a taxa nacional de 6,5 casos para cada 100 mil habitantes. 

A hepatite B pode ser prevenida com vacinação. Para pessoas infectadas, a doença não tem cura, mas pode ser tratada, evitando a transmissão para outras pessoas e a evolução para cirrose ou câncer.  Já a hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. Neste segundo caso, a médica infectologista da DIVE/SC, alerta: “Pessoas com mais de 40 anos precisam fazer o teste pelo menos uma vez. A incidência de casos é muito maior nessa faixa etária. São pessoas que podem ter sido expostas ao vírus na juventude durante uma transfusão de sangue ou cirurgia”, explica. 

Para todos os tipos de hepatites, o Sistema Único de Saúde oferece tratamento gratuito. 

Testes rápidos

Através dos testes rápidos é possível saber em até 30 minutos se você tem algum tipo de hepatite, sem a necessidade de realizar exames laboratoriais. Para fazer o teste é só procurar uma unidade de saúde. O exame é feito com a coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo, depois é só esperar o resultado e iniciar o tratamento, caso seja necessário.

Transmissão

Hepatite B: É transmitida pelo sangue e/ou nas relações sexuais sem preservativo. É possível contrair a doença por meio do compartilhamento de objetos como agulhas e seringas, lâminas de barbear, materiais cirúrgicos e odontológicos, materiais de manicure sem adequada esterilização ou por meio de materiais para confecção de tatuagens e colocação de piercings.

Hepatite C: É transmitida pelo sangue, uso de drogas com compartilhamento de seringas, agulhas e canudos de inalação e materiais perfurocortantes contaminados. Quem recebeu transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 deve fazer o teste.

Julho amarelo

A lei 13.802 que instituiu, no Brasil, o “Julho Amarelo” como o mês de luta contra as hepatites virais foi sancionada no início deste ano pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. O principal objetivo é conscientizar a população sobre os riscos da doença, alertar sobre as formas de prevenção, estimular as pessoas a se vacinarem contra as hepatites A e B e a buscarem o diagnóstico precoce.

O Julho Amarelo foi definido com base na data escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho). 

Saiba mais: http://dive.sc.gov.br/hepatites

 

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