Foto: Michelle Nunes / SEF

O secretário de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli, recebeu empresários de diversos segmentos da economia catarinense e representantes da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), nesta terça-feira, 11. O encontro deu continuidade à elaboração de uma nova política de incentivos fiscais em Santa Catarina, iniciada em fevereiro deste ano.

“Mantemos nosso compromisso em dar segurança jurídica às empresas já instaladas, bem como as que aqui querem se instalar. Estamos trabalhando na concessão de benefícios fiscais com isonomia e transparência, analisando o retorno dessas concessões para o desenvolvimento econômico do nosso Estado. Temos que fazer a política de incentivos para o segmento como um todo, não para quatro ou cinco empresas”, declarou Eli.

Desde o início do ano, o Governo do Estado tem mantido o diálogo aberto com o setor produtivo, estudando as propostas apresentadas pelas empresas e sindicatos. Foram realizadas reuniões com diversos segmentos, incluindo têxtil, agronegócio, metalmecânico, carbonífero, cerâmico, farmacêutico, de tecnologia, entre outros.

O diretor institucional e jurídico da Fiesc, Carlos José Kurtz, destacou que o diálogo entre o Poder Público e o setor produtivo tem sido um avanço para a construção da nova política industrial. “Estamos acompanhando todo o processo, elogiamos a iniciativa do Governo estadual em dar atenção às indústrias e seus pleitos. Temos o objetivo em comum de defender a competitividade da economia catarinense”, salientou.

Participaram do encontro, representantes dos Sindicatos das Indústrias de Informática (Siesc); de Torrefação e Moagem do Café (Sindcafé/SC); do Trigo (Sinditrigo); de Fiação, Tecelagem e do Vestuário (Sintex); da Cerâmica Vermelha (Sindicer); da Construção Naval de Itajaí e Navegantes (Sinconavin); e das empresas ArcelorMittal, Klabin e WEG. 

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Foto: Peterson Paul / Secom

O governador Carlos Moisés retorna de Brasília (DF) satisfeito com o resultado da reunião desta terça-feira, 11, do 5º Fórum de Governadores. O encontro foi pautado pelo debate sobre temas como a Reforma da Previdência, educação, recursos para os Estados, ajustes nas contas públicas e saneamento básico.

De acordo com Moisés, a reunião deixou claro ao Governo Federal que os governadores estão cientes da importância da Reforma da Previdência, ainda que haja divergências sobre aspectos pontuais do projeto. “Os municípios e Estados também têm problemas com suas contas, portanto entendemos que foi fundamental a reunião de hoje para alinhar divergências pontuais. Sanadas essas questões, acreditamos que projeto vai seguir e vai ser exitoso”, avaliou o governador de Santa Catarina.

Ele prevê que todos os pontos para os quais ainda não há consenso serão alinhados até a semana que vem. “Todos os governadores consentiram da importância de os Estados e municípios estarem inseridos. Do contrário, a reforma perde muito a capacidade de trazer resultados e capacidade para investimentos se ficar só no âmbito da União”, afirmou Moisés.

Ainda na Capital Federal, o governador participou de uma reunião administrativa do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), que engloba os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.

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 Flávio Vieira Júnior/Defesa Civil

Foi realizada, na noite de segunda-feira, 10, na Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS), uma reunião entre a comunidade do Alto Vale e representantes da Defesa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS). O tema do encontro foi a contenção de cheias no Vale do Itajaí, e o objetivo foi atualizar a situação dos projetos de obras estruturantes na região. 

A SDS explanou sobre a fiscalização e a segurança das estruturas e as atribuições da Secretaria em relação a fiscalização das obras no estado. Em seguida, o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior, apresentou ao público o andamento do “Projeto de Minimização de Cheias no Vale do Rio Itajaí Açu”. Segundo ele, todas as ações em prática foram elencadas pelo estudo realizado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).        

“A barragem de José Boiteux é a que mais nos preocupa”, comentou Cordeiro Júnior. A estrutura foi entregue na década de 1990 pelo Governo Federal com algumas pendências. “Um exemplo é o canal extravasor que não foi concluído e também a falta de um estudo de impacto ambiental e social da estrutura, o que acarreta uma série de pendências com a comunidade indígena",  completou.

Nos últimos meses, a Defesa Civil está alcançando avanços tanto nas tratativas com o Governo Federal, quanto encaminhando as demandas indígenas, como o estudo de impacto socioambiental, não realizado desde a construção da Barragem. O projeto vai identificar as maiores necessidades das comunidades durante a operação da Barragem. 

Já entre os projetos em andamento, o secretário da Defesa Civil destacou a construção de oito novas barragens. Dentre elas, as de Mirim Doce, Petrolândia e Braço do Trombudo. Da mesma forma, melhoramentos fluviais em diversos municípios. 

Durante o evento também foi exposto todo o avanço no trabalho de monitoramento e alertas realizado pela DC. Além de tecnologia, com rede própria de radares meteorológicos e imagens de satélite em tempo real, os catarinenses contam agora com o monitoramento 24 horas por dia, a partir deste mês de junho. Essa melhoria no serviço se deve a contratação de um corpo de meteorologistas que também garante a produção de produtos específicos para proteção e Defesa Civil.

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Flávio Vieira Júnior
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Foto: Divulgação / EEB Julia Miranda de Souza

Se colocar no lugar do outro. Assim que os alunos do 2º ano do Ensino Médio da EEB Julia Miranda de Souza, em Navegantes, interpretaram como vivem autistas após a criação de uma sala sensorial, que simula alguns sentidos como o tato e a audição. Além da participação de aproximadamente de 900 estudantes, a atividade foi atração para comunidade escolar envolvendo visitas de familiares e profissionais da área da saúde.

A iniciativa faz parte do projeto Meu Mundo Azul e foi trabalhada de modo interdisciplinar envolvendo aulas de artes, sociologia, educação física e língua portuguesa. Por meio de apresentações e demonstrações práticas, os estudantes receberam orientação e também foram avaliados pelos professores de cada disciplina.

“Tentamos enxergar como essas pessoas autistas se sentem, mesmo tendo características e, às vezes, até limitações. Por exemplo, ficou mais claro para mim como podemos viver no mesmo mundo de maneiras diferentes”, conta a aluna e também uma das idealizadoras do projeto, Nicoly Cipriano.

Para demonstrar o nível de sensibilidade dos autistas, foi preparada uma sala com atividades envolvendo toque de gelo e pena. Também foi realizada apresentação com tom alto de chocalho, pandeiro e tambor intensificando o barulho para a demonstração da sensibilidade auditiva.

Segundo a professora do Atendimento Educacional Especializado da escola e orientadora da atividade, Ruth de Cássia Rodrigues, o objetivo foi conhecer e compreender as características dos autistas. “A ideia partiu dos próprios alunos, por terem uma colega com autismo. Foi emocionante ver a participação deles e o mais legal foi que conseguiram entender a realidade do colega, entendendo como uma questão de respeito”, explica.


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Foto: Arquivo / Secom

Para reforçar as redes de distribuição de energia na área rural e garantir o crescimento do agronegócio no Estado, a Celesc lança nesta terça-feira, 11, em Chapecó, a segunda modalidade do programa Celesc Rural, que vai permitir a substituição de redes de energia elétrica monofásicas por redes trifásicas de energia elétrica em diversos municípios catarinenses.

A mudança da rede monofásica para trifásica possibilita a instalação de equipamentos mais potentes e modernos para as atividades no campo, contribuindo para o aumento da produção e trazendo uma nova realidade para os produtores e para o agronegócio catarinense.

>>> Veja aqui as localidades que serão beneficiadas com as novas redes nesta primeira etapa do Programa no Oeste e Extremo-Oeste

As redes trifásicas de energia elétrica vão possibilitar o aumento da capacidade do abastecimento de energia e, com isso, ampliar a presença de sistemas de irrigação, ordenhadeiras elétricas, motores para a moagem de trato dos animais, aquecedores de estufas, ventiladores para granjas e muitos outros equipamentos que requerem elevadas potências e que, devido ao alto consumo, não podem ser atendidos pelo sistema monofásico.

Presente na solenidade, a vice-governadora Daniela Reineher enalteceu a iniciativa. "Quero agradecer à Celesc e a todos os envolvidos no programa por olharem com carinho a uma importante questão para quem vive no meio rural e no Oeste catarinense, região que nasci. É uma honra participar do lançamento de um projeto que vai melhorar muito a qualidade de vida e as condições de trabalho no campo”, ressaltou.

Já o secretário estadual da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, reforçou a importância do agronegócio. "Estamos acostumados a ouvir que a agricultura mantém o país e por isso devemos fazer mais pelo setor. O agronegócio responde por 30% do PIB de Santa Catarina, Estado que mais exporta frango de um país que é líder mundial na exportação da ave. Certamente o Celesc Rural vai ajudar os produtores catarinenses a desenvolverem ainda mais a economia regional” afirmou.

Valdir Crestani, secretário do Desenvolvimento Rural e do Meio Ambiente de Chapecó, conta que a política de melhoria adotada pela Celesc, além de atender a uma antiga aspiração dos produtores da região, vai beneficiar mais de dois mil produtores da região, sendo 650 grandes propriedades produtoras de ovos, perus, frangos e leite, que terão condições de desenvolver seus negócios graças à medida.

Em todo o Estado, na primeira etapa do Programa, que terá início no segundo semestre de 2019, serão instalados quase 400 quilômetros de redes trifásicas. Deste total, cerca de 200 quilômetros serão instalados em 47 municípios da região Oeste, na área de abrangência do Núcleo Chapecó e das Unidades regionais da Empresa em Concórdia e São Miguel do Oeste.

O Programa Celesc Rural

O Programa Celesc Rural prevê duas intervenções principais:

1 - A substituição de redes monofásicas por trifásicas para ampliar a capacidade do sistema elétrico com o que será possível a modernização de maquinários e a adoção (uso) de motores mais potentes para aumentar a mecanização das atividades rurais e possibilitar aumento da produção e dos ganhos;

2 - A instalação de cabos protegidos, para reduzir o número de desligamentos das redes elétricas devido ao contato com a vegetação. Esta ação ocorrerá especialmente nas áreas de grande presença de vegetação próxima às redes elétricas, como regiões de reflorestamento de pínus e eucalipto, uma marca da economia rural do Planalto Norte, e já foi lançada no fim do mês de maio, em Ituporanga.

O Programa Celesc Rural está em fase de licitação para contratação de empresas e aquisição de materiais e a previsão é de que até o final de 2020 mais de 800 quilômetros de cabos de alumínio nu tenham sido substituídos por cabos protegidos.

Serão investidos R$ 65,7 milhões em 1,2 mil quilômetros de rede da área de concessão da Celesc, com início no segundo semestre deste ano. Novos projetos de rede já estão sendo executados para outras localidades e farão parte das próximas etapas do Celesc Rural.

Onde serão instaladas as redes trifásicas na região Oeste na primeira etapa

A seleção das localidades por onde passa o traçado da rede trifásica é realizada a partir de análise técnica que considera a necessidade de um sistema elétrico com mais qualidade para o fomento da produção e o atendimento simultâneo do maior número de unidades consumidoras.

A partir da construção da rede, os interessados em ter o sistema trifásico deverão solicitar à Celesc a instalação do transformador trifásico e da rede de baixa tensão entre a nova rede e sua propriedade.

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Rafael Vieira de Araujo
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 Foto: Mauricio Vieira/ Secom

Em defesa do consumidor catarinense, a Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) garantiu em ação judicial a manutenção de multa imposta pelo Procon estadual a uma editora nacional por não terem sido entregues à consumidora catarinense os exemplares de três revistas assinadas em contrato firmado no ano de 2015.

Inicialmente, foi instaurado um processo administrativo no Procon de Santa Catarina em razão do relato da consumidora que afirmou ter contratado as assinaturas das revistas e que nunca as recebeu. Ela requereu junto ao órgão de proteção ao consumidor o cancelamento do contrato e a devolução dos valores pagos. O Procon notificou a empresa para apresentar defesa, o que não ocorreu. Por essa razão, aplicou uma multa no valor de R$ 12 mil. A editora, então, ingressou na Justiça com ação para anular a penalidade.

“Aos olhos do infrator, a penalidade é desproporcional porque doeu no bolso. Ora é essa a finalidade da multa: desestimular o desrespeito ao consumidor. Do contrário, multas amenas consistiriam apenas em um direito subjetivo a ‘comprar’ do Estado uma autorização para violar os direitos do consumidor”, destacou a PGE ao apresentar a defesa do Procon estadual na ação.

Os pedidos da editora para anular a multa não foram acolhidos pela Justiça. Na sentença, o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, Luis Francisco Delpizzo Miranda, destacou que a empresa descumpriu “simples solicitações formuladas pelo Procon”. Portanto, não se pode “falar em ilegalidade da multa”.

Processo 0308443-22.2018.8.24.0023

 

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Maiara Gonçalves
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A proposta do Governo de Santa Catarina para revisão do duodécimo aos poderes e órgãos autônomos não altera os critérios de repasse aos municípios catarinenses. Garantidas pelo artigo 76 A da Constituição Federal, as transferências obrigatórias às prefeituras, tais como o pagamento de 25% da receita de ICMS e 50% de IPVA, não fazem parte da mudança prevista no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. De janeiro a maio de 2019, foram repassados R$ 2,865 bilhões aos municípios, um incremento de 15,76% em relação ao mesmo período do ano passado.

“É uma inverdade dizer que o projeto de LDO para 2020 afeta as receitas dos municípios, o que nem mesmo constitucionalmente o Estado poderia fazer”, explica a secretária adjunta da Fazenda de Santa Catarina, Michele Patricia Roncalio. De acordo com ela, a divisão do duodécimo leva em conta a Receita Líquida Disponível (RLD)*, que já deduz os repasses aos municípios e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“É importante frisar que nos últimos anos o repasse aos municípios vem crescendo, especialmente neste ano de 2019. Santa Catarina é um dos únicos estados que faz o repasse ao município no mesmo dia da arrecadação, enquanto aos poderes esse repasse é feito até o vigésimo dia do mês seguinte”, esclarece Michele. Ela reforça que o projeto de LDO 2020 não altera esse mecanismo e que, portanto, as prefeituras terão os recursos assegurados.

Mudança para melhorar gasto de recursos

No ano passado, o total repassado via duodécimo foi de R$ 3,59 bilhões, com uma sobra orçamentária nos poderes de R$ 241,97 milhões, sendo que apenas R$ 48,86 milhões foram devolvidos ao Tesouro Estadual. Ou seja, R$ 193,11 milhões ficaram nos caixas dos poderes e órgãos autônomos. A proposta do Governo do Estado é realizar um corte linear de 10% para o próximo ano, o que, mesmo assim, deve garantir repasses em um total de R$ 3,62 bilhões. Trata-se, portanto, de valor semelhante ao praticado em 2018, quando os recursos repassados não foram utilizados em seu total.

“Há uma necessidade de aumento de recursos no Poder Executivo. É por meio dele que as pessoas recebem remédios, educação e estradas melhores. A demanda dos cidadãos por esses itens é crescente, e precisamos de dinheiro para isso. No nosso entendimento, os investimentos dos demais poderes também são importantes, mas é necessário compreender que o momento atual exige um esforço por parte de todos. Garantimos que não faltará dinheiro, mas entendemos que também não pode haver sobras em um lugar enquanto falta em outro”, afirma o secretário da Casa Civil, Douglas Borba.

Entenda o duodécimo

A transferência de recurso é feita mensalmente, utilizando como base a Receita Líquida Disponível (RLD)* registrada no mês anterior. A divisão atual é: 4,34% para a Assembleia Legislativa (Alesc); 1,66% para o Tribunal de Contas do Estado (TCE); 9,41% para o Tribunal de Justiça (TJSC); 3,98% para o Ministério Público (MPSC); 2,49% para a Udesc.

O projeto da LDO de 2020, enviado em 15 de abril pelo Governo do Estado à Alesc, propõe redução do duodécimo de 21,88% para 19,69%. Com isso, o Poder Executivo economizaria aproximadamente R$ 400 milhões, que poderiam ser alocados, principalmente, na Saúde.

A Fazenda reforça que, mesmo com a proposta de redução, não haverá diminuição do valor global dos repasses. Isso porque a previsão orçamentária indica crescimento da arrecadação em patamar superior a 10%.

*RLD = Receita Líquida Disponível, base de cálculo de repasse de duodécimos aos Poderes, MPSC, TCE e Udesc em Santa Catarina. É a receita do Tesouro, sem receita previdenciária, já deduzidos repasses aos municípios e ao Fundeb.

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Arte: Sal Santos/Secom

O Governo do Estado disponibilizou nesta segunda-feira, 10, detalhes sobre os repasses aos poderes e órgãos autônomos por meio do duodécimo. De acordo com as projeções feitas pela Secretaria da Fazenda, mesmo com a readequação dos repasses proposta pelo Executivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020, a transferência de valores será superior à realizada no ano de 2018.

No ano passado, o total repassado via duodécimo foi de R$ 3,59 bilhões, com uma sobra orçamentária nos poderes de R$ 241,97 milhões, sendo que apenas R$ 48,86 milhões foram devolvidos ao Tesouro. Ou seja, R$ 193,11 milhões ficaram nos caixas dos poderes e órgãos autônomos.  A proposta do Governo do Estado é realizar um corte linear de 10% para o ano que vem, o que, mesmo assim, deve garantir repasses num total de R$ 3,62 bilhões. Trata-se, portanto, de valor semelhante ao praticado em 2018, quando os recursos repassados não foram utilizados em seu total.

>>> Confira os gráficos em PDF <<<

Para se ter uma ideia, em 2008, o Executivo possuía 69% da Receita Líquida Disponível para aplicação nas atividades finalísticas, valor este que caiu para 59% em 2012 e 55% em 2018. Além do aumento do duodécimo, de cerca de 17,55% para os 21,88% atuais, também houve crescente despesa com o déficit previdenciário, que passou de 13% em 2008 para 23% no ano passado, e caso não haja revisão do duodécimo, em 2021 o percentual de aplicação da receita líquida disponível em atividades finalísticas pode chegar a apenas 50%.

“Há uma necessidade de aumento de recursos no Poder Executivo. É por meio dele que as pessoas recebem remédios, educação e estradas melhores. A demanda dos cidadãos por esses itens é crescente, e precisamos de dinheiro para isso. No nosso entendimento, os investimentos dos demais poderes também são importantes, mas é necessário compreender que o momento atual exige um esforço por parte de todos. Garantimos que não faltará dinheiro, mas entendemos que também não pode haver sobras em um lugar enquanto falta em outro”, afirma o secretário da Casa Civil, Douglas Borba.

Entenda o duodécimo

A transferência de recurso é feita mensalmente, utilizando como base a Receita Líquida Disponível (RLD)* registrada no mês anterior. A divisão atual é: 4,34% para a Assembleia Legislativa (Alesc); 1,66% para o Tribunal de Contas do Estado (TCE); 9,41% para o Tribunal de Justiça (TJSC); 3,98% para o Ministério Público (MPSC); 2,49% para a Udesc.

O projeto da LDO de 2020, enviado em 15 de abril pelo Governo do Estado à Alesc, propõe redução do duodécimo de 21,88% para 19,69%. Com isso, o Poder Executivo economizaria aproximadamente R$ 400 milhões, que poderiam ser alocados, principalmente, na Saúde.

A Fazenda reforça que, mesmo com a proposta de redução, não haverá diminuição do valor global dos repasses. Isso porque a previsão orçamentária indica crescimento da arrecadação em patamar superior a 10%.



*RLD = Receita Líquida Disponível, base de cálculo de repasse de duodécimos aos Poderes, MPSC, TCE e Udesc em Santa Catarina. É a receita do Tesouro, sem receita previdenciária, já deduzidos repasses aos municípios e ao Fundeb. 

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O Detran, baseado nos princípios da isonomia e imparcialidade, visando promover a livre concorrência e oferta de serviços, lança, nesta segunda-feira, 10, o edital de chamamento público, de credenciamento de clínicas médicas e psicológicas, para a realização de exame de aptidão física e mental e de avaliação psicológica.   

A Portaria, publicada no Diário Oficial do Estado e no site do Detran, traz os procedimentos e as orientações legais para as entidades interessadas na prestação dos serviços de saúde junto ao órgão de trânsito em todo o Estado. O processo é exclusivo para pessoas jurídicas, o ato será precário, intransferível e renovável mediante requerimento. O serviço é restrito ao município para o qual a entidade for credenciada a atuar.

Os requerimentos os documentos que precisam ser enviados serão analisados pela Comissão de Credenciamento que emitirá parecer. A próxima etapa será a vistoria no local de instalação das clínicas. Feito isso, a clínica interessada será notificada, via e-mail, a assinar o termo de credenciamento. O ato se concretiza com a publicação do credenciamento no Diário Oficial do Estado. O prazo de vigência será de um ano, podendo ser renovado sucessivamente por igual período, desde que observadas as exigências normativas e que seja feito um requerimento de renovação do alvará junto ao Detran.

Os profissionais já credenciados deverão se adequar à nova sistemática de credenciamento - por intermédio de clínica médica e clínica psicológica, no prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado pela diretora do Detran mediante requerimento justificado.

“Dessa forma garantimos a acessibilidade de todos os profissionais e mais comodidade e praticidade ao cidadão catarinense, que vai contar com uma maior diversidade de clínicas, as quais poderão se instalar em todas as regiões do Estado”, ressaltou a diretora do Detran, Sandra Mara Pereira.

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Janaina Guliato
Assessoria de Imprensa
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Foto: Divulgação / SED

Em continuidade à abertura de cursos do Programa de Bolsas Universitárias de Santa Catarina (Uniedu), a Secretaria de Estado da Educação (SED) está com editais abertos para o credenciamento das Instituições de Ensino Superior. São 1.620 bolsas que contemplam cursos de Licenciatura e Especialização. O prazo termina no próximo dia 22 de junho.

Conforme o diretor de Políticas e Planejamento Educacional da SED, Altir Webber de Mello Neto, para participar do processo, as instituições devem ser credenciadas pelo Ministério da Educação, possuir sede em Santa Catarina e já ofertar cursos de graduação. “Nosso objetivo é ampliar cada vez mais o acesso dos estudantes catarinenses ao Ensino Superior. O empenho foi voltado a entender o cenário estadual e suprir necessidades regionais”, enfatiza.

Para os cursos de Inglês, Química e Física, está garantida a oferta de 910 bolsas. Outras 200 serão para habilitação em Pedagogia, destinadas às comunidades Quilombolas, Indígenas Kaigang (Aldeia Kondá) e Laklãnõ Xokleng (Terra Indígena Ibirama Laklãnõ).

Novos cursos em SC

A oferta das Especializações em Inovação na Educação e Educação e Segurança Humana totaliza 510 vagas. Os novos cursos são propostas da equipe da SED, com base nas linhas de trabalho da nova gestão direcionadas ao fomento do empreendedorismo, inovação e ambiência escolar.

Conforme anunciado em maio pelo governador Carlos Moisés e pelo secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, em 2019 o Uniedu recebe aporte de R$ 204 milhões, sendo R$ 110 milhões já investidos no primeiro semestre. As bolsas incluem cursos de Graduação, Licenciatura, Especialização, Mestrado e Doutorado. O processo de credenciamento dos cursos de Mestrado e Doutorado está previsto para início de julho.

Confira as vagas por região

Cursos de Inglês, Física e Química 

REGIÃO

INGLÊS

     FÍSICA

    QUÍMICA

    TOTAL

Blumenau

 

35

 

35

Brusque

35

35

35

105

Campos Novos

35

   

35

Criciúma

 

35

 

35

Florianópolis

35

35

35

105

Ibirama

35

35

 

70

Itajaí

35

35

35

105

Ituporanga

35

   

35

Jaraguá do Sul

35

   

35

Joaçaba

 

35

35

70

Joinville

35

35

 

70

Laguna

35

   

35

São Bento do Sul

   

35

35

Timbó

35

35

 

70

Tubarão

35

   

35

Videira

35

   

35

TOTAL

420

315

175

910

 Curso de Licenciatura Quilombola - Habilitação Pedagogia

Comunidade de Remanescente
dos Quilombos a ser atendida

    Município

     Região

Número máximo 
de bolsas

 

Areias Pequenas e Itapocú

Araquari

Joinville

40

 
 

Beco do Caminho Curto

Joinville

 

Tapera

São Francisco
do Sul

São Francisco
do Sul

30

 

Toca e Santa Cruz

Paulo Lopes

Garopaba

35

 
 
 

 Curso de Licenciatura Indígena Kaingang – Habilitação Pedagogia

Povo Indígena

Comunidade a
ser atendida

Município de oferta
do curso

Número máximo
de bolsas

Kaingang

Aldeia Kondá

Chapecó

50

Curso de Licenciatura Indígena Xokleng – Habilitação Pedagogia

Povo Indígena

Comunidade a
ser atendida

Município de oferta
do curso

Número máximo
de bolsas

Laklãnõ Xokleng

   Terra Indígena
   Ibirama Laklãnõ

     Ibirama

 45

 Curso de Pós-Graduação Lato Sensu - Especialização em Educação e Segurança Humana

Regiões 

Número 
de Bolsas

Blumenau

22

Chapecó

22

Criciúma

22

Joinville

22

Grande
Florianópolis

22

 Curso de Especialização em Inovação na Educação

Regiões 

Nº de Bolsas

Araranguá

25

Campos Novos

25

Concórdia

25

Curitibanos

25

Itajaí

25

Jaraguá do Sul

25

Joaçaba

25

Lages

25

Mafra

25

Maravilha

25

Rio do Sul

25

São Lourenço do Oeste

25

São Miguel do Oeste

25

Tubarão

25

Videira

25

Xanxerê

25

Saiba tudo sobre o Uniedu neste site. 

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