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Na tentativa de percorrer trajetos de forma mais dinâmica, conseguir romper com facilidade extensos congestionamentos, ou mesmo agilizar entregas com economia, a frota de motociclistas e mototaxistas tem crescido vertiginosamente em todo país. Santa Catarina acompanha essa tendência, somando mais de 800 mil motos registradas em 2017 de acordo com o Detran-SC.

Contando com o maior número de veículos por habitante do país, Santa Catarina tem em circulação 4,7 milhões de veículos, sendo 22,9% de motos e motonetas, segundo levantamento do Denatran em 2016. A cidade de Joinville ocupa a liderança do ranking, com 69 mil motocicletas, seguida por Florianópolis, com 54 mil, Blumenau, com 48 mil, e Itajaí, 43 mil. Levantamento do Detran-SC mostra que 25% da população catarinense tem habilitação para pilotar motos, um total de mais de 1,7 milhão de pessoas.

Campanha foca nos motociclistas

Esse expressivo volume de motociclistas no trânsito acaba repercutindo no índice de acidentes, onde os principais traumas atingem, em sua maioria, o piloto e o passageiro das motos. Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que nos três primeiros meses de 2018 os dois principais hospitais públicos da Grande Florianópolis - Celso Ramos e o Regional de São José - atenderam 1.312 vítimas de acidentes de moto.

Esse volume representa quase a totalidade de acidentados de moto atendidos durante 2017 pelo Hospital Celso Ramos, que foi de 1.647 atendimentos. Já no Regional de São José, o volume de atendimentos ano passado foi ainda mais alarmante, totalizando 3.530 emergências envolvendo motociclistas, uma média de 294 por mês, ou quase 10 por dia.

Sensibilizado com esses dados alarmantes, o Governo de Santa Catarina escolheu os motociclistas como principais protagonistas da campanha de conscientização deste ano, “Mais Segurança no Trânsito”, lançada no dia 19 de junho.

Impacto econômico

Levantamentos do DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) referentes aos dois primeiros meses de 2018 mostram que já foram pagas indenizações a mais de 56 mil vítimas de acidentes. Desse total, 91% dos casos foram de motociclistas; 56% das indenizações foram pagas por acidentes fatais e 61% dos acidentes resultaram em sequelas permanentes. A faixa etária que mais registra vítimas é a dos 25 aos 34 anos, concentrando 27% das vítimas.

A morte, além de provocar danos psicológicos incalculáveis às famílias envolvidas, ainda afeta toda a sociedade ao reduzir a força de trabalho e de criatividade, em idades de alto potencial intelectual. Estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estimam que cada acidente fatal representa para a sociedade uma perda superior a R$ 600 mil.

Entre os anos de 2008 a 2014, foram registrados 3.943 óbitos por acidentes moto-ciclísticos em Santa Catarina, segundo o DATASUS. Apuração do Ministério da Saúde apontou que 52% dos gastos do SUS com internações são decorrentes de acidentes de trânsito envolvendo motociclistas.

Os acidentes de trânsito matam cerca de 45 mil pessoas por ano no Brasil e deixam mais de 300 mil com lesões graves. Pesquisa do IPEA calculou que os acidentes em rodovias custam à sociedade brasileira cerca de R$ 40 bilhões ao ano, enquanto os acidentes nas áreas urbanas alcançam R$10 bilhões. Impactam nestes custos a perda relativa à produção, seguido pelos custos hospitalares.

Os acidentes determinam uma série de prejuízos individuais para a sociedade como ocorrência de sequelas temporárias ou permanentes, invalidez, perda de dias de trabalho, altos custos para serviços de saúde e gastos com indenizações.

Problema de saúde pública

Estudo desenvolvido por acadêmicos do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apurou que a dinâmica no trânsito para motociclistas em Santa Catarina é mais perigosa do que no restante do país, devido à taxa de mortalidade por acidentes e da gravidade dos mesmos.

O risco de morte em acidentes de moto geralmente se dá pela falta de proteção a que estão sujeitos tanto motorista como o passageiro. A morte geralmente decorre de trauma crânio encefálico ou trauma visceral em pacientes politraumatizados.

Cerca de 80% dos acidentes envolvendo motociclistas causam lesões. Entre as principais causas de seus agravamentos estão a não utilização do capacete, a ingestão de bebidas alcoólicas e o abuso da velocidade para cumprir prazos de entregas, por exemplos.

Perda irreparável

Para o estudante de engenharia elétrica da UFSC, Leonardo Guzi, 25 anos, a segurança sobre duas rodas sempre foi algo fortemente disseminado em sua família. Mas se tornou um fator ainda mais essencial após um trágico acidente em abril passado, que resultou na morte de seu pai, Girceu Angelo Guzi, aos 54 anos.

O agricultor do município de Videira trafegava em uma via de mão dupla, logo atrás de um veículo utilitário, e foi surpreendido por uma brusca conversão de pista do veículo da frente, que pretendia chegar à madeireira do outro lado da via. Girceu perdeu o capacete ao ser arremessado para o outro lado da pista, batendo com a cabeça no asfalto. “Existe um trevo logo à frente deste trecho, onde seria possível fazer a conversão com segurança”, lamenta Leonardo.

O jovem, que é filho único, ainda contava com apoio financeiro do pai, enquanto conclui a faculdade. Uma perda afetiva e financeira que compromete de forma irreparável a vida de todos os envolvidos.

Sugestão de personagem:

· Leonardo Guzi (48) 9 9123-5293

· Lúcio Botelho – pesquisador do Departamento de Saúde Pública da Ufsc (48) 3721-6359

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Algumas das principais obras da Capital foram tema do encontro entre os secretários de Estado do Planejamento (SPG), Francisco Cardoso de Camargo Filho, e da Infraestrutura (SIE), Paulo França, e lideranças do Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis (Comdes) nesta terça-feira, 19, no Centro Administrativo do Governo do Estado.  

O secretário de Planejamento destacou a importância das obras de mobilidade urbana na região e da criação da Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano. Sobre o sistema de ônibus, Camargo Filho explica que a rede depende da aprovação de projeto de lei estadual que transfere as competências e atribuições do transporte público coletivo intermunicipal de caráter urbano do Departamento de Transportes e Terminais (Deter) para a Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf). A partir disso, seria possível firmar convênio de cooperação e contratos com as prefeituras para integrar as linhas municipais com as intermunicipais. O texto do projeto de lei precisou ser alterado a pedido dos prefeitos após ser enviado para aprovação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) no ano passado.

“Estamos trabalhando com vigor e empenho neste projeto. Os prefeitos da região já mostraram que estão de acordo com a proposta da Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano, que vai beneficiar cerca de 150 mil pessoas”, informou. O documento ainda passa por ajuste técnico e aguarda parecer legal na Suderf. Em seguida, será encaminhado à Casa Civil, que fará a avaliação geral da documentação e adequação do texto nos moldes adequados para então ser enviado novamente à Alesc.

Segundo o coordenador-geral do Comdes e vice-presidente da CDL, Ernesto Caponi, a integração do transporte coletivo vai impactar positivamente na economia de todas as cidades contempladas.

Florianópolis -  Reunião com Conselho Metropolitano da Grande Florianópolis

Obras da Grande Florianópolis

Entre as obras de mobilidade urbana em execução na Capital e com abrangência regional, ainda estão a revitalização das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, a restauração da Ponte Hercílio Luz e o acesso ao novo terminal de passageiros do Aeroporto Hercílio Luz e ao Sul da Ilha de Santa Catarina. 

O secretário de Estado de Infraestrutura, Paulo França, explicou que o processo licitatório do acesso ao aeroporto recebeu oito propostas, e que, no momento são analisados recursos administrativos. Ele também afirmou que o grupo de trabalho atua paralelamente com a questão das desapropriações necessárias para o andamento das obras.

A reunião do Comdes, que representa cerca de 40 entidades, também contou com a presença do vice-presidente da ACIF, Jaime Ziliotto, gerente de Articulação e Negócios da CDL, Helio Leite, presidente da associação FloripAmanhã, Zena Becker, e diretor de Atividades Técnicas e Culturais da Associação Catarinense de Engenheiros (ACE), Roberto de Oliveira. Do Governo do Estado, também participaram o presidente do Departamento de Transportes e Terminais (Deter), Fúlvio Brasil Rosar Neto, diretor técnico da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf), Celio Sztoltz, e o consultor técnico da SPG, João Vicente Scarpin.

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Foi apresentada oficialmente à sociedade catarinense, na tarde desta terça-feira, 19, a campanha “Mais Segurança no Trânsito”, em ato no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. A solenidade contou com a presença do governador Eduardo Pinho Moreira, que salientou a importância de conscientizar a população sobre os elevados índices de acidentes envolvendo motocicletas. É justamente esse o foco da campanha, que será veiculada em meios de comunicação estaduais.

“Nós temos quase 500 atendimentos por mês em hospitais públicos de Santa Catarina por acidentes de moto. O índice de mortalidade é extremamente elevado. Essa campanha visa a conscientização não apenas dos motociclistas, mas da sociedade como um todo, para que possamos diminuir esses índices”, disse o governador.

Eduardo Pinho Moreira ainda salientou que os acidentes provocam um custo elevado para a saúde pública já que, além do atendimento hospitalar, há indenizações e reabilitações em grande parte dos casos: “Se pudermos evitar essa cadeia de processos, economizaremos para o Estado e estaremos dando mais saúde para o restante das pessoas.”

Motocicletas

Em 2017, os cinco principais hospitais de Santa Catarina atenderam mais de 5,7 mil acidentes envolvendo motocicletas, uma média de 477 por mês. Segundo dados do Ministério da Saúde, 52% dos gastos do SUS com internações decorrentes de acidentes de trânsito são com motociclistas.

A utilização das motocicletas tem aumentado no país inteiro nos últimos anos, seja como opção para enfrentar os problemas de mobilidade ou como alternativa mais barata de transporte às famílias. Além disso, nas grandes cidades, a moto é utilizada como meio de subsistência em serviços de entrega, moto táxi, entre outros.

Santa Catarina tem o maior número de veículos por habitante do país, são 690 para cada mil habitantes. São mais de 4,7 milhões de veículos circulando nas estradas e rodovias do Estado, sendo 22,9% motocicletas e motonetas. Segundo o Dentran (2016), só em Joinville são quase 69 mil motocicletas no município. Em Florianópolis, 54 mil; em Blumenau, 48 mil e em Itajaí 43 mil.

Mais de 1,7 milhão de catarinenses estão habilitados a dirigir esse tipo de veículo, o que representa 25% da população do Estado. Esses números expressivos também refletem nos acidentes. Segundo dados do DPVAT, só nos dois primeiros meses de 2018 foram mais de 56 mil indenizações pagas pelo seguro, sendo mais de 42 mil, equivalente a 76% do total, a motociclistas.


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Dados:

• Mortes por acidentes de moto representam 40% dos óbitos em trânsito no Brasil;
• Os acidentes rodoviários são a principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos;
• 90% das mortes do mundo nas estradas ocorrem em países de baixa e média renda.
• Os acidentes de trânsito rodoviário custam para a maioria dos países 3% do seu Produto Interno Bruto (PIB);
• A ONU prevê que os acidentes no trânsito poderão se tornar a sétima principal causa de morte até 2030.

Encontro dos despachantes

Um pouco antes do lançamento da campanha, o governador também assinou a autorização para que, nos processos de transferência de veículos, os certificados de registro e licenciamento de veículo (CRLV) possam ser emitidos por escritórios de despachantes. Representantes da categoria vieram de diversas partes do Estado para prestigiar a solenidade. De acordo com o diretor do Detran, Vanderlei Rosso, a medida facilita os processos para o cidadão, já que hoje são pouco mais de 80 pontos de atendimento, enquanto os despachantes estão presentes em todas as cidades do Estado.

“Isso é uma desburocratização, que é o papel do Estado. Temos que facilitar a vida do cidadão e dar mais agilidade e economia aos processos. Vamos poupar tempo e ter um controle rigoroso e transparência de todos os atos que envolvem o licenciamento de veículos”, disse o governador.

Outra novidade é que os cartórios poderão, a partir do fim de julho, fazer a comunicação de venda automaticamente, o que facilita os trâmites. Para o presidente da Associação de Despachantes Oficiais do Trânsito de Santa Catarina, Osnildo Osmar Silveira, o dia foi de muitas alegrias, por conta do atendimento a um pleito antigo da categoria.

“Vamos ampliar os pontos de atendimento. Além da desburocratização, essa medida também vai ajudar a mobilidade. O cidadão não precisará mais viajar 80 ou 90 quilômetros para fazer a sua documentação”, diz Silveira.

 

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Colégio Superior da Região Metropolitana da Grande Florianópolis quer transporte coletivo integrado
Foto: Rosália Dors Pessato/Suderf

Prefeitos da Grande Florianópolis reiteraram o apoio à Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano, um sistema de ônibus metropolitano que facilita os deslocamentos dos passageiros, em encontro nessa segunda-feira, 18, em São José.

Participaram da reunião do Colégio Superior, os chefes do executivo de São José, Adeliana Dal Pont; de Palhoça, Camilo Martins; de Biguaçu, Ramon Wollinger; de São Pedro de Alcântara, Ernei José Stahelin; e de Águas Mornas, Omero Prim, além de representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento (SPG).  Também estiveram presentes na reunião do Colégio Superior o secretário de Transporte e Mobilidade Urbana de Florianópolis, Marcelo Roberto da Silva, o diretor do Deter, Luiz Carlos Faísca, e o vice-prefeito de São José, Neri Amaral.

“É uma das melhores soluções para a região da Grande Florianópolis. Municípios como São José, Palhoça e Biguaçu cresceram muito e precisam de um tranporte eficiente, com preço decente e qualidade nos ônibus. Hoje nós não temos isso. A única forma de atrelar esses três itens é a integração, que só será possível através de uma licitação de todos os municípios, seja pela Suderf ou pelo consórcio”, comentou o prefeito de Palhoça, Camilo Martins.

Como funciona

Hoje o transporte coletivo da Grande Florianópolis conta com uma rede de ônibus intermunicipal, que atende a todos os municípios e é de responsabilidade do Departamento Estadual de Transporte e Terminais (Deter), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Infraestrutura, e sistemas municipais em Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça, cujas gestões são realizadas pelas respectivas prefeituras. Com exceção da Capital, que licitou o sistema de transporte coletivo em 2014, todos os outros oito municípios da região metropolitana precisam regularizar os contratos, por meio de concorrência pública. Na maioria das vezes, os passageiros precisam fazer baldeação em Florianópolis, mesmo saindo de um município da região metropolitana (Palhoça, por exemplo) com destino a uma cidade vizinha (São José).

Qualidade do transporte e gestão inovadora

“Essa é uma oportunidade única para a região metropolitana da Grande Florianópolis, tanto para a população como para os municípios e seus respectivos prefeitos. Além de aumentar expressivamente a qualidade do transporte coletivo para a população, o novo sistema integrado será gerido de forma inovadora no país, de maneira associada entre prefeituras e Estado e com a participação da sociedade. O ganho de eficiência e eficácia do sistema integrado irá além dos benefícios diretos aos usuários dos ônibus, pois estimulará a atividade econômica em todas as escalas - para o morador que terá melhores opções de transporte e gastará menos para se deslocar; para o comércio, que será estimulado pela maior movimentação de pessoas; para as empresas, que gastarão menos com vale-transporte e se beneficiarão dos ganhos de produtividade de seus funcionários, entre outros. Enfim, o investimento na melhoria do transporte coletivo é um investimento direto na economia da região, com ganhos de escala em múltiplos níveis para toda a sociedade”, destacou o diretor técnico da Suderf, Celio Sztoltz. 

Proposta

A proposta da Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano, elaborada pela Suderf, com apoio do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC, vai unir os sistemas de ônibus intermunicipal com os municipais, facilitando os deslocamentos das pessoas entre os municípios, sem necessidade de entrar na Ilha. Também vai criar novas conexões entre bairros e centralidades, um sistema de informação em tempo real, incentivar a participação do usuário no controle de qualidade e operar com veículos novos e modernos.

Para viabilizar a licitação desse sistema integrado é necessári a alteração na lei de criação da Suderf, com competência hoje para planejar e orientar as ações na região metropolitana da Grande Florianópolis. O texto desse projeto de lei já foi aprovado pelos prefeitos e deve ser encaminhado pelo governador à Assembleia Legislativa de SC (Alesc) assim que passar por todas as análises técnicas e reunir os pareceres legais. 


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Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os altos índices de acidentes com motociclistas, o governo de Santa Catarina lança nesta terça-feira a campanha “Mais Segurança no Trânsito”. O evento de apresentação ocorrerá a partir das 14h, no Teatro Pedro Ivo, no Centro Administrativo, em Florianópolis, com a presença do governador Eduardo Pinho Moreira.

A campanha tem como objetivo sensibilizar os catarinenses quanto ao elevado número de acidentes com motocicletas e as graves consequências disso, com mortes e sequelas decorrentes das colisões. Em 2017, os cinco principais hospitais de Santa Catarina atenderam mais de 5,7 mil acidentes envolvendo motocicletas, uma média de 477 por mês. Segundo dados do Ministério da Saúde, 52% dos gastos do SUS com internações decorrentes de acidentes de trânsito são com motociclistas.

“A campanha é um alerta para que prestemos atenção ao que acontece diariamente nas emergências dos nossos hospitais: ferimentos graves e vidas que se vão. E é um convite para que todos os catarinenses contribuam com suas atitudes para mudarmos essa realidade”, diz o governador Eduardo Pinho Moreira. “A motocicleta é um modal de transporte importante hoje em nossa sociedade e precisa ser vista e respeitada no trânsito assim como todos os veículos, ciclistas e pedestres. O trânsito seguro é responsabilidade de todos”, completa.

A utilização das motocicletas tem aumentado no país inteiro nos últimos anos, seja como opção para enfrentar os problemas de mobilidade ou como alternativa mais barata de transporte às famílias. Além disso, nas grandes cidades, a moto é utilizada como meio de subsistência em serviços de entrega, moto táxi, entre outros.

“Entendemos que é muito importante a união de toda a sociedade no enfrentamento desta questão, que é a de construir diariamente um trânsito mais seguro em nossas cidades e rodovias. Um trânsito seguro e respeitoso é responsabilidade de todos, seja dos condutores de caminhões, ônibus e veículos, seja dos motociclistas. As motos são um meio importante de transporte e não podem ser sinônimo de problema no trânsito”, afirma o secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior.

Santa Catarina tem o maior número de veículos por habitante do país, são 690 para cada mil habitantes. São mais de 4,7 milhões de veículos circulando nas estradas e rodovias do Estado, sendo 22,9% motocicletas e motonetas. Segundo o Dentran (2016), só em Joinville são quase 69 mil motocicletas no município. Em Florianópolis, 54 mil; em Blumenau, 48 mil e em Itajaí 43 mil. Mais de 1,7 milhão de catarinenses estão habilitados a dirigir esse tipo de veículo, o que representa 25% da população do Estado. Esses números expressivos também refletem nos acidentes. Segundo dados do DPVAT, só nos dois primeiros meses de 2018foram mais de 56 mil indenizações pagas pelo seguro, sendo mais de 42 mil, equivalente a 76% do total, a motociclistas.

Dados:

• Mortes por acidentes de moto representam 40% dos óbitos em trânsito no Brasil;

• Os acidentes rodoviários são a principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos;

• 90% das mortes do mundo nas estradas ocorrem em países de baixa e média renda.

• Os acidentes de trânsito rodoviário custam para a maioria dos países 3% do seu Produto Interno Bruto (PIB);

• A ONU prevê que os acidentes no trânsito poderão se tornar a sétima principal causa de morte até 2030.

Transferências de veículos em despachantes

No mesmo evento, o governador Eduardo Pinho Moreira também assinará uma autorização para que, nos processos de transferência de veículos, os certificados de registro e licenciamento de veículo (CRLV) possam ser emitidos por escritórios de despachantes. Na opinião do presidente do Detran, Vanderlei Rosso, a ação é positiva, pois dará mais opção para os motoristas.

“Vai facilitar para o cidadão que quiser usar o despachante. Hoje o Detran tem 86 postos de atendimento no Estado, já os despachantes estão presentes em todas as cidades. São quase mil”, conta Rosso, que ressalta que a novidade estará disponível a toda a população a partir do fim de julho.

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A manhã de domingo, 17, foi de celebração em São Martinho. Aguardada pela comunidade há pelo menos 30 anos, a nova ponte de concreto sobre o Rio Capivari, na SC-436, foi inaugurada com a presença do governador Eduardo Pinho Moreira. O investimento de R$ 716 mil teve recursos da Secretaria de Estado da Infraestrutura, em parceria com o Ministério da Integração Nacional.

A obra vai garantir um acesso facilitado às comunidades de São Luiz, onde está o Santuário da Beata Albertina Berkenbrock, e Vargem do Cedro, conhecida por seu turismo rural e gastronômico. A ponte tem 50 metros de extensão e 10 metros de largura.


Foto arquivo: Marcius Furtado / Secom

O resultado da qualificação das oito empresas que manifestaram interesse nas obras do último trecho do acesso ao Sul da Ilha e ao Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, foi divulgado, nesta segunda-feira, 10. Das oito empresas participantes, quatro foram inabilitadas.

A ata de habilitação será publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 12. Após a publicação as empresas têm 5 dias úteis para recorrer da decisão. Os envelopes foram abertos pelo Departamento Estadual da Infraestrutura (Deinfra) na última semana. Após esta etapa, se não houver nenhum recurso, serão abertas as propostas de preço e depois a divulgação da empresa vencedora.


Fotos: Jeferson Baldo / Secom

O governador Eduardo Pinho Moreira esteve em Blumenau na manhã desta sexta-feira, 8, para a assinatura de convênios e termos de compromisso com a prefeitura e entidades locais para o repasse de verbas estaduais. O evento ocorreu no Salão Nobre da prefeitura e contou com a presença do prefeito Mário Hildebrandt e dos secretários de Estado Acélio Casagrande (Saúde) e Paulo França (Infraestrutura) e demais autoridades.

O primeiro ato foi a assinatura do termo de compromisso para o repasse de R$ 800 mil para o Programa Entra 21, que qualifica profissionalmente jovens para o mercado da tecnologia da informação. A versão 2018 do programa capacitará 400 jovens. Ao longo de pouco mais de uma década, 4 mil jovens já foram formados com o apoio do Governo do Estado, da prefeitura local e da Blusoft, entidade que congrega as empresas de TI da cidade.


Foto: ADR Joinville

A Serra Dona Francisca, uma importante rodovia para o desenvolvimento econômico e turístico e um dos principais acessos ao Planalto Norte catarinense, receberá do Governo do Estado o investimento de R$ 1,3 milhão. O recurso será aplicado na correção da superelevação no Km 42,60 da rodovia SC-418, com o preenchimento em concreto asfáltico, execução de sarjetas de concreto para a coleta e condução adequada das águas e manutenção da sinalização existente. O edital da licitação internacional para a obra foi publicado na última semana.

O secretário da Infraestrutura, Paulo França, destacou que a obra vai melhorar a trafegabilidade na região. “Estamos trabalhando para garantir a segurança de todos. Este é o nosso principal foco. Também estamos investindo na limpeza, roçada e na melhoria da sinalização”, destacou, ao acrescentar que o Governo do Estado está atendendo a demanda do setor produtivo e turístico.


Foto arquivo / Secom
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte, garantiu mais R$ 3 milhões para as obras da SC-114, rota conhecida como “Caminhos da Neve”, trecho entre São Joaquim e o município de São Francisco de Paula (RS). A primeira parcela foi repassada ao Deinfra no último dia 25 de maio, e a segunda está no cronograma de pagamento para setembro. Os recursos são do Funturismo e cumprem a finalidade de atender ao convênio entre o Governo do Estado e o Exército Brasileiro, que executa as obras.