Foto: Sara Lins/Udesc 

O grupo de pesquisa em Engenharia Biomédica da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville, trabalha no desenvolvimento de um sensor eletrônico para medição da glicose, sem a necessidade de amostragens de sangue. Segundo o professor responsável, Pedro Bertemes Filho, o processo é completamente não invasivo, de baixo custo, para que qualquer pessoa possa monitorar a própria glicose quando necessário. O sensor não possui fios e funciona conectado a um smartphone. 

“O telefone vai ser usado como veículo para levar a informação de um sensor elétrico acoplado à pele e de um sensor óptico. Os dois sensores vão medir a resposta da intensidade da luz e intensidade elétrica, e passar essas informações para um dispositivo dentro de um relógio que se comunica com o celular. O aparelho vai ter um aplicativo fazendo o processamento dessas respostas. O paciente vai ver no celular dele a taxa de glicose no momento que desejar”, explica Bertemes. 

Hoje, nos Estados Unidos, já existe um sensor de luz que realiza o processo, mas de maneira muito rudimentar e com 67% de erro. A ideia do professor joinvilense foi incluir um sensor elétrico para combinar as duas respostas, usando um algoritmo de computação que possa ser transmitido via rede. A proposta levou o grupo a alcançar até 92% de acerto. 

A pesquisa envolve estudantes de doutorado e pós-doutorado, e tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O projeto está na primeira fase, chamada “pré-clínica”, onde os primeiros testes serão feitos com 50 pessoas saudáveis. Posteriormente, serão realizados testes com diabéticos.

O Grupo de Pesquisa em Engenharia Biomédica também desenvolve biossensores para medir a poluição de rios em tempo real e detectar câncer de pele, além de sistemas de tomografia de impedância elétrica.

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As hepatites virais, com destaque para os tipos B e C, são um grande problema de saúde pública não só no Brasil, mas em todo o mundo, com altas taxas de detecção. Esses dois tipos são os que mais preocupam, pois podem evoluir e se tornar crônicas, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Dados do Ministério da Saúde mostram que, no país, mais de 70% das mortes por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%).

Para controlar esses casos, o Ministério da Saúde tem adotado medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento em conjunto com estados e municípios para alcançar a meta global estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A meta é eliminar as hepatites virais como um problema de pública até 2030, através da redução de novas infecções em 90% e em 65% a mortalidade. 

Em Santa Catarina, a estratégia adotada para reduzir esses índices tem sido a ampliação do diagnóstico através dos testes rápidos. Entre 2017 e 2018, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde foram distribuídos 969.100 testes rápidos para hepatite B e 985.875 para hepatite C. 

Para a médica infectologista da DIVE/SC, Aline Vitali Grando, hoje um dos grandes desafios é encontrar as pessoas que ainda não foram diagnosticadas e fazer com que elas iniciem o tratamento. “Em muitos casos, as hepatites não apresentam qualquer sintoma e isso aumenta os riscos. Tem muita gente que é portadora do vírus B ou C e ainda não sabe”, ressalta a médica.

Hepatites virais em Santa Catarina 

A ampliação do diagnóstico e a adesão ao tratamento tem conseguido derrubar as taxas de detecção das hepatites B e C no estado. Com relação à hepatite B, a taxa caiu de 16,9 para cada 100 mil habitantes em 2017 para 16,4 no ano de 2018. No caso da hepatite C também houve queda. Em 2017, a taxa era de 16,8 para cada 100 mil habitantes e em 2018 caiu para 15,2. Ainda assim, os índices superam a taxa nacional de 6,5 casos para cada 100 mil habitantes. 

A hepatite B pode ser prevenida com vacinação. Para pessoas infectadas, a doença não tem cura, mas pode ser tratada, evitando a transmissão para outras pessoas e a evolução para cirrose ou câncer.  Já a hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. Neste segundo caso, a médica infectologista da DIVE/SC, alerta: “Pessoas com mais de 40 anos precisam fazer o teste pelo menos uma vez. A incidência de casos é muito maior nessa faixa etária. São pessoas que podem ter sido expostas ao vírus na juventude durante uma transfusão de sangue ou cirurgia”, explica. 

Para todos os tipos de hepatites, o Sistema Único de Saúde oferece tratamento gratuito. 

Testes rápidos

Através dos testes rápidos é possível saber em até 30 minutos se você tem algum tipo de hepatite, sem a necessidade de realizar exames laboratoriais. Para fazer o teste é só procurar uma unidade de saúde. O exame é feito com a coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo, depois é só esperar o resultado e iniciar o tratamento, caso seja necessário.

Transmissão

Hepatite B: É transmitida pelo sangue e/ou nas relações sexuais sem preservativo. É possível contrair a doença por meio do compartilhamento de objetos como agulhas e seringas, lâminas de barbear, materiais cirúrgicos e odontológicos, materiais de manicure sem adequada esterilização ou por meio de materiais para confecção de tatuagens e colocação de piercings.

Hepatite C: É transmitida pelo sangue, uso de drogas com compartilhamento de seringas, agulhas e canudos de inalação e materiais perfurocortantes contaminados. Quem recebeu transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 deve fazer o teste.

Julho amarelo

A lei 13.802 que instituiu, no Brasil, o “Julho Amarelo” como o mês de luta contra as hepatites virais foi sancionada no início deste ano pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. O principal objetivo é conscientizar a população sobre os riscos da doença, alertar sobre as formas de prevenção, estimular as pessoas a se vacinarem contra as hepatites A e B e a buscarem o diagnóstico precoce.

O Julho Amarelo foi definido com base na data escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho). 

Saiba mais: http://dive.sc.gov.br/hepatites

 

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O Ministério da Saúde informa que o medicamento Entecavir 0,5mg, usado para o tratamento de Hepatite B, terá seus estoques regularizados ainda em julho em Santa Catarina. O medicamento passou por um período de desabastecimento e por isso foi recomendada a sua substituição por Tenofovir comprimido de 300 mg ou Lamivudina 150mg e Lamivudina 10mg/ml.

Os pacientes que realizaram a troca terapêutica, devem procurar atendimento médico para solicitação do Entecavir 0,5mg. Para a retomada do tratamento será necessário que o paciente apresente na Unidade de Assistência Farmacêutica, a qual está vinculado, Laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME) e Receita Médica. A unidade encaminhará a documentação à Diretoria de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde (SES) por e-mail (hepatitediaf@saude.sc.gov.br) para maior agilidade da avaliação da retomada de terapia.

Para novas solicitações de Entecavir 0,5mg será necessária toda documentação conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hepatite B e Coinfecções vigente.

Assim que o Entecavir 0,5mg estiver disponível no almoxarifado da SES, serão emitidas as guias de distribuição usando como referência o Mapa do mês anterior à falta do medicamento (abril/2019) para atendimento de 45 dias. Desta forma, as unidades poderão realizar atendimento imediato aos pacientes que estão retomando o uso deste medicamento. Em caso de maior necessidade a unidade deverá informar à Diretoria de Assistência Farmacêutica, para posterior análise e liberação.

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A Maternidade Carmela Dutra (MCD) comemora 64 anos de atividades na próxima quarta-feira, 3 de julho, e já inicia a semana com uma série de atividades como o lançamento do projeto “Nascer para todos”, focado na assistência à gestantes e familiares, principalmente imigrantes. Referência no atendimento à mulher e ao recém-nascido, a unidade foi inaugurada em 1955, sendo a primeira maternidade pública de Santa Catarina. Iniciou as internações obstétricas em 1956, com 79 leitos, e sua administração foi entregue às irmãs da Divina Providência. Hoje, é uma das unidades administradas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A programação tem início a partir desta segunda-feira, 1º de Julho, com palestras, homenagem ao servidor Geraldo Alexandre Ramos e o lançamento do “Nascer para todos”. O projeto tem como objetivo trabalhar a inclusão de gestantes em trabalho de parto, brasileiras ou estrangeiras, às boas práticas desenvolvidas pela Maternidade em todas as etapas, desde a chegada à emergência até a alta hospitalar.

“A Maternidade Carmela Dutra tem recebido cada vez mais pacientes de outras nacionalidades, muitas da quais com a língua e a cultura muito diferentes da nossa. O projeto tem como objetivo ajudá-las no entendimento do que irão vivenciar em termos de atendimento na nossa maternidade, desde a internação até a alta para casa”, afirma a diretora da unidade, Carla Feix de Barros. “Com isso nós também aprenderemos a lidar com essas diferenças em nosso atendimento”, completa. 

A proposta é inédita entre as unidades da SES. Foi produzida uma cartilha traduzida em seis idiomas (inglês, francês, espanhol, árabe, crioulo, além do português) com orientações gerais para gestantes e acompanhantes em atendimento na MCD. Durante a semana, também será realizada uma roda de conversa com mulheres de diferentes nacionalidades, com objetivo de entender como a gravidez e parto são compreendidos e vivenciados em outras culturas.

O projeto foi idealizado pela gerente de enfermagem Jaqueline Brasiliense e contou com o apoio dos servidores Lissandra Mafra, Joyce Green e Vinicius Eduardo Ferreira, além de Gabriela Martini, do Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante (CRAI-SC). 

Na semana do aniversário, também haverá uma missa, quinta-feira, 4 de Julho, a partir das 16h, em comemoração ao aniversário da instituição, além de uma homenagem aos voluntários que atuam na unidade. Um workshop realizado pela médica neonatologista Joana Machry, ex-residente do Hospital Infantil Joana de Gusmão e que atualmente trabalha na rede Johns Hopkins All Children, nos EUA, também está contemplado na programação. 

“Estou onde estou por estudei numa universidade pública, fiz residência em hospital público, mantido por impostos que os brasileiros pagaram. Hoje quero retribuir, trazendo o conhecimento e experiência que adquiri nos EUA para ajudar a melhorar a qualidade da nossa saúde”, destaca Machry. 

A Carmela Dutra é mais do que uma referência clínica para pacientes. Ela é considerada quase um símbolo de Florianópolis, sinônimo de identidade e motivo de orgulho do morador local. Não é à toa: ali já foram registrados mais de 70 mil nascimentos. Em 2018, foram realizados 2.440 partos normais e 1.454 cesarianas. 

Atualmente, a Carmela Dutra dispõe de 104 leitos destinados ao atendimento obstétrico, ginecológico, oncológico e neonatal com importantes serviços.

Possui ainda o Título de Hospital Amigo da Criança e a certificação de Hospital de Ensino. Em 28 de maio de 2013, a maternidade recebeu da Câmara de Deputados o Prêmio Dr. Pinotti - Hospital Amigo da Mulher. Em 2014, o banco de leite da unidade recebeu o certificado de excelência na categoria Ouro da Fiocruz.

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Em 47 anos de serviços prestados à população de Mafra e região, a Maternidade Dona Catarina Kuss auxiliou em aproximadamente 53 mil nascimentos. Foram anos de muito trabalho, dedicação, estudos e conquistas que estão descritos no livro “Páginas de um milagre”.

A obra, escrita pela mafrense Marina Medeiros, faz um resgate histórico da maternidade. Para a produção do livro, a autora contou com a colaboração de diversas pessoas envolvidas com a instituição, documentos, jornais, fotos e relatos de servidores aposentados e da ativa.

Durante o lançamento de “Páginas de um milagre”, houve relatos de memórias da enfermeira Anair Andrea Nassif e da médica Matilde Hass, que ao longo desta história acolheram muitas famílias e vivenciaram com os outros profissionais inúmeros chorinhos de recém-nascidos e lágrimas de felicidade dos pais. O evento ocorreu no dia 18 de junho, no salão de eventos do Sicoob, em Mafra.

Também estava presente o médico Jorge Adriano Peters, o primeiro bebê a nascer na unidade em 19 de março de 1972, sendo que a maternidade foi inaugurada no dia 15. Jorge, residente de São Bento do Sul, fez um relato emocionante sobre a sua história com a Maternidade Dona Catarina Kuss e se disse privilegiado por ser o primeiro a nascer na instituição.

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 Um das melhores medidas para prevenir a gripe é lavar as mãos com álcool gel - Foto: James Tavares/ Secom

As baixas temperaturas, típicas da estação mais fria do ano, fazem com que as chances de contrair gripe aumentem. Isso porque, segundo o médico infectologista da DIVE, Fábio Gaudenzi, em climas frios e úmidos, o vírus sobrevive mais tempo no ambiente e, para se proteger, as pessoas tendem a ficar em locais fechados, cheios e acabam mais expostos e se infectando com maior frequência. 

A gripe pode ser transmitida de duas formas: direta, por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar; ou indireta, pelas mãos, que podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos, após contato com superfícies recentemente contaminadas. 

Para quem quer reduzir os riscos de adquirir ou transmitir gripe, o primeiro passo é adotar medidas e hábitos saudáveis no dia a dia, chamadas de etiqueta da tosse, tais quais: lavar as mãos com frequência, antes de consumir alimentos, principalmente; utilizar lenço descartável ao tossir, espirrar ou assoar o nariz; cobrir a boca e o nariz com o antebraço quando espirrar ou tossir; evitar tocar os olhos, nariz e boca; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; ter alimentação balanceada ingerindo bastante água; evitar aglomerações e manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da gripe; e evitar beijar bebês por não terem imunidade completa. 

A gripe é uma infecção do sistema respiratório e, quando não tratada, pode causar pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país. A doença, em casos mais graves, pode levar à morte. De acordo com a gerente de imunização da DIVE, Lia Quaresma Coimbra, é justamente por causa da gravidade da doença que as pessoas precisam ficar atentas aos sinais e sintomas- Febre alta- Dor muscular- Dor de garganta- Dor de cabeça- Coriza e tosse seca. 

“A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias”, explica Coimbra.

De acordo com o médico infectologista Fábio Gaudenzi, ao apresentar sinais/sintomas da doença, a indicação é procurar atendimento em uma unidade de saúde imediatamente. Em casos de suspeita ou confirmação de gripe, o paciente deve tomar o medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu®), dentro de 48 horas após o início dos sintomas. 

“Se o tratamento foi iniciado precocemente, dentro desse prazo, ele pode reduzir a duração dos sintomas e, principalmente, a ocorrência de complicações da infecção pelo vírus influenza”, ressalta o médico. O medicamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas só é liberado com prescrição médica.

Gripe em Santa Catarina

Do início do ano até o dia 24 de junho de 2019, foram confirmados 156 casos de gripe em Santa Catarina. Sendo 125 pelo vírus A (H1N1), 21 pelo vírus A (H3N2), seis aguardando subtipagem e quatro pelo vírus Influenza B. 

Os municípios que apresentaram casos confirmados foram: Chapecó (22 casos); Blumenau (17 casos); Florianópolis (16); Joinville (15); Brusque (8), Balneário Camboriú (7); São José (6); Jaraguá do Sul e Lages (4 casos cada); Coronel Freitas, Itajaí, Laguna e Tubarão (3 casos cada); Biguaçu, Canoinhas, Concórdia, Cunha Porã, Maravilha, Mondaí, Pomerode, São Bento do Sul, São Francisco do Sul e Tijucas (com 2 casos cada(; Abelardo Luz, Araquari, Armazém, Balneário Barra do Sul, Botuverá, Braço do Norte, Camboriú, Campo Erê, Criciúma, Flor do Sertão, Galvão, Itaiópolis, Itapoá, Jacinto Machado, Lauro Muller, Luiz Alves, Navegantes, Palhoça, Penha, São João Batista, Sombrio, Timbó, Tunápolis e Turvo, com 1 caso cada. Ainda há registro de um caso de paciente residente em São Paulo, mas atendido em Santa Catarina.

No mesmo período, foram confirmadas 18 mortes. Sendo, 15 pelo subtipo A (H1N1), duas pelo subtipo A (H3N2) e uma (5,6%) aguarda subtipagem para definição do subtipo viral. As mortes acometeram pacientes residentes em: Joinville (3 casos); Blumenau, Chapecó, Jaraguá do Sul e Tubarão (2 casos cada); Balneário Camboriú, Biguaçu, Brusque, Canoinhas, Florianópolis, São Bento do Sul e São Francisco do Sul (com 1 caso cada). 

 Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem:

- Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe
- Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas)
- Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação
- Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados
- Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos

IMPORTANTE: O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou arroxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vômito persistente, convulsão. 

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Os hospitais filantrópicos de Santa Catarina vão contar com um reforço financeiro para o atendimento à população. O governador Carlos Moisés firmou na manhã desta terça-feira, 25, convênios com 110 entidades de todas as regiões, que receberão um total de R$ 190 milhões até o fim do ano. A parceria é o primeiro passo na criação de uma nova política hospitalar catarinense, que prevê repasses de até R$ 300 milhões a partir do ano que vem.

"É um passo inédito, uma grande vitória. ​Vamos entregar serviços com transparência e impessoalidade"

Carlos Moisés
,
governador

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As assinaturas foram realizadas durante reunião com os diretores dos hospitais filantrópicos, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. “​​O avanço é considerável, se comparado com tudo o que os governos já repassaram.​​ É um passo inédito. Enxergo como uma grande vitória, que vem ao encontro do interesse das pessoas. ​Vamos entregar com transparência e impessoalidade. O critério não será mais 'porque é da minha cidade', mas com base na produção e na entrega”, frisou o governador Moisés. Deputados estaduais acompanharam o ato.

Para firmar os convênios, as entidades beneficiadas devem ser contratualizadas para a execução de serviços de saúde e possuírem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área de Saúde (CEBAS), concedido pelo Ministério da Saúde a pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de saúde.

Na avaliação dos gestores dos hospitais, os novos recursos vão dar fôlego para enfrentar as dificuldades financeiras até a implantação da nova política hospitalar, que está em elaboração na Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com as entidades. “É algo que esperávamos há muito tempo. Compreendemos e achamos justo o equilíbrio, já que alguns não recebiam nada e agora todos serão atendidos”, avalia o presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de Santa Catarina (Fehosc), Hilário Dalmann.

O presidente da Associação dos Hospitais do Estado de Santa Catarina (AHESC), Altamiro Bittencourt, também reconheceu o avanço na relação do Governo do Estado com as entidades de saúde. “Os hospitais filantrópicos estavam na UTI, e hoje estão saindo. Acredito que, com esta nova política, teremos melhores dias”, afirma.

Nova política hospitalar

A Secretaria de Estado da Saúde trabalha na elaboração de uma nova política hospitalar para Santa Catarina, que será a base para a distribuição dos recursos públicos aos hospitais a partir do ano que vem. De acordo com o secretário Helton de Souza Zeferino, trata-se de uma organização para aplicar os recursos públicos de forma mais eficaz e com melhores resultados.

“Precisamos organizar toda a rede hospitalar própria, filantrópicos e municipais. Estamos trabalhando numa matriz técnica, construída em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, com base em fatores como número de leitos, leitos de UTI, salas cirúrgicas, existência de alvará sanitário. Ao final, o hospital obtém uma pontuação que define o valor que vai receber de acordo com que entrega à população catarinense”, explica Zeferino. De acordo com ele, a nova política também tende a reduzir os deslocamentos ao aumentar a oferta dos atendimentos dentro de cada região.

Na avaliação da vice-governadora Daniela Reinehr, esse ato fortalece a saúde do Estado. “É um momento diferenciado, com 110 hospitais filantrópicos beneficiados, fazendo com que a saúde chegue na ponta e atenda a todos os nossos cidadãos, que esperam serviços de qualidade”, enalteceu Daniela. 

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Em 2019, Santa Catarina registra 20 registros da doença meningocócica, meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis. O número é considerado dentro do previsto para o período, e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina acompanha de perto as notificações da doença no estado.

A doença meningocócica é rara. Em 2019, houve um caso para cada 350 mil habitantes, aproximadamente. “Sabemos que é uma doença que causa pânico e comoção na população e, com isso, muitas informações desencontradas são divulgadas. O fato é que os casos registrados da doença registradas em Santa Catarina ainda estão dentro do já esperado para o período do ano. Não há surto”, frisa o médico infectologista da DIVE, Fábio Gaudenzi.

>> Leia aqui o boletim epidemiológico

De acordo com ele, os profissionais de saúde fazem a notificação imediata quando identificam com um paciente com meningite. “A partir daí, o caso já passa a ser investigado para que a equipe de saúde possa tomar as providências, dando o tratamento mais adequado de acordo com o agente causador”, explica o médico.

Cuidados

O fato de não haver surto, no entanto, não significa que a população possa se descuidar. Os cuidados básicos continuam sendo necessários. As meningites bacterianas e virais demandam ações semelhantes àquelas adotadas para a prevenção da gripe, como evitar ambientes fechados, respeitar a etiqueta da tosse e manter as mãos higienizadas

A meningite meningocócica é transmitida por meio das vias respiratórias, no contato próximo com secreções, gotículas do nariz e da garganta expelidas pela fala, tosse e espirro. A propagação é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação. Pessoas residentes na mesma casa, que compartilham dormitórios ou alojamentos estão suscetíveis ao contágio que também pode ocorrer em creches, escolas, acampamentos ou locais em que há aglomeração de pessoas.

Medidas de prevenção

Por ser uma doença de transmissão respiratória de pessoa a pessoa através de gotículas,as principais medidas de prevenção são:

- evitar aglomeração;
- manter locais arejados, ventilados e sempre que possível ensolarados;
- manter higiene pessoal e de utensílios;
- lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia;
- ao visitar bebês, lavar as mãos e usar álcool 70%;
- não visitar bebês se estiver resfriado ou com febre;
- manter a caderneta de vacinação em dia.

 Foto: Instituto Santé

O Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste – Instituto Santé realizou, no último sábado e domingo, 22 e 23, um curso teórico-prático de suporte avançado em cardiologia. Os instrutores do Centro de Treinamento e Simulação de Emergência (CTSEM), de Porto Alegre, foram os encarregados de ministrar o curso, com objetivo de trazer para o estado o que há de mais avançado em atendimento às vítimas de emergências cardiológicas. Os participantes vivenciaram experiências em tempo integral com aulas teóricas e exercícios práticos.

O instrutor Darlan da Rosa explica que o programa Advanced Cardiologic Life Support (ACLS) existe em mais de 100 países e é baseado em protocolos que mudam a visão de atuação dos profissionais. “Permite que médicos, enfermeiros e técnicos abordem os pacientes em equipe, pensando juntos”, avisa Rosa. Ele afirma que o Centro de Treinamento tem experiência de mais de 20 anos, além de ser referência nacional.

A gerente de enfermagem, Márcia Dreher, destaca que Hospital Regional recebe diversos casos de pessoas com emergências cardiológicas. “O curso qualifica a equipe e agrega segurança e qualidade ao paciente. É um investimento que entendemos como necessário diante da demanda, qualificando equipes do pronto socorro, internações, UTI e oncologia”, disse.

Sobre o ACLS

O Advanced Cardiologic Life Support (ACLS) é um curso americano de capacitação avançada no suporte à vida, elaborado para garantir um melhor atendimento às emergências cardiológicas. Durante o programa, os alunos aprendem uma abordagem sistemática do diagnóstico das principais patologias em emergência cardiológica, algoritmos de tratamento, reanimação cardiopulmonar, uso de desfibrilador externo automático (DEA) e dinâmica de equipe. 

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Foto: Divulgação / Dive

As aulas nas unidades da rede estadual de ensino em Imbituba continuarão suspensas nesta quarta-feira, 19, após a notificação da morte de uma estudante de 12 anos por meningite bacteriana, no último domingo. As atividades nas escolas estaduais foram suspensas na terça-feira, 18, para a aplicação de medidas de prevenção pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina. 

A Coordenadoria Regional de Educação, vinculada à Secretaria de Estado da Educação (SED), seguiu todas as orientações da Dive e mantém a suspensão das aulas na quarta-feira, em alinhamento com a decisão do poder público municipal de Imbituba, que também cancelou as atividades escolares. Nas unidades estaduais, os dois dias letivos serão repostos.

A meningite bacteriana é grave e, dependendo dos casos, pode levar o paciente à morte em algumas horas após o aparecimento dos sintomas. Várias bactérias podem provocar meningite, porém o tipo mais grave - o mesmo diagnosticado na estudante de Imbituba - é causado pela bactéria chamada Neisseria meningitidis (meningococo). Essa bactéria possui diversos sorogrupos. Em Santa Catarina, os sorogrupos circulantes são o B, C ,Y e W. No caso da estudante, o resultado do exame que vai indicar o sorogrupo deve ser divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) nesta quarta, 19.

Equipes da Dive passaram a terça-feira em Imbituba, reunidas com pais de alunos, com a Secretaria Municipal e a Regional de Saúde, com a Secretaria Municipal e a Coordenadoria Regional de Educação, para repassar orientações e definir outras medidas de prevenção. Uma delas foi o procedimento de quimioprofilaxia para evitar casos secundários e a transmissão da meningite. A medida consiste na administração de um antibiótico a quem esteve próximo da pessoa contaminada.
“Nós estivemos hoje no município e nos certificamos que todas as pessoas que tiveram contato próximo com a estudante, como familiares e colegas de escola, já foram medicadas. Portanto, não há motivo para se preocupar com a transmissão”, explica a diretora da Dive, Maria Teresa Agostini.

Transmissão

A meningite meningocócica é transmitida por meio das vias respiratórias, no contato com secreções, gotículas do nariz e da garganta expelidas pela fala, tosse e espirro. A propagação é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação. Pessoas residentes na mesma casa, que compartilham dormitórios ou alojamentos estão suscetíveis ao contágio que também pode ocorrer em creches, escolas, acampamentos ou locais em que há aglomeração de pessoas. “Importante ressaltar que a meningite bacteriana não é transmitida pelo ar, precisa haver um contato próximo”, explica o médico infectologista da Dive, Fábio Gaudenzi.

Sintomas da meningite

Os principais sinais e sintomas são: febre alta que começa abruptamente, dor de cabeça intensa e contínua, vômito, náuseas, rigidez de nuca e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou mesmo hematomas. Em crianças menores de um ano de idade, esses sintomas podem não ser tão evidentes e os pais ou responsáveis devem atentar para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente e rigidez corporal com ou sem convulsões. Ao apresentar qualquer um desses sinais ou sintomas procure imediatamente uma unidade de saúde. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, maior chance de cura, evitando complicações.

Prevenção

Além da quimioprofilaxia – administração de medicamentos capazes de prevenir a infecção - nos contatos próximo, existem outras formas de prevenção: manter os ambientes bem ventilados e, se possível, ensolarados, principalmente salas de aula, quartos, locais de trabalho e transporte coletivo; lavar as mãos frequentemente com água e sabão; manter rigorosa higiene com pratos, talheres, mamadeiras e chupetas; e evitar aglomerações. Além disso, é de extrema importância manter a carteira de vacinação em dia.

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