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As estratégias e ações para garantir a segurança, além de serviços aos catarinenses e turistas durante a estação mais movimentada do ano, foram apresentadas nesta quarta-feira, 21, durante o pré-lançamento da Operação Veraneio 2018-2019. O governador Eduardo Pinho Moreira apresentou, junto com os representantes das secretarias e órgãos envolvidos, um panorama do que está programado para a operação deste ano. A vice-governadora eleita Daniela Reinehr também compôs a mesa das autoridades. 

Com recursos garantidos para manter a operação em 61 dos 295 municípios catarinenses, o governador Eduardo Pinho Moreira acredita que será um sucesso. “As experiências que tivemos no passado nos permitiram ter um Estado muito bem preparado em todos os setores. Os recursos estão garantidos, na ordem de 15 milhões de reais, e em caixa. Talvez seja a parte mais significativa”, esclareceu.

Moreira também explicou que as informações trocadas com os futuros representantes do Estado, empossados em meio ao funcionamento da operação, vão fazer a diferença. “O Carlos Moisés é oriundo de uma força integrada neste processo de prevenção, feita pelo Corpo de Bombeiros, e conhece profundamente a operação veraneio. A presença da vice-governadora eleita Daniela Reinehr e também as conversas frequentes com eles permitem que setores vitais trabalhem plenamente”, disse.

Estado preparado

Hoje o turismo representa 13% do PIB Catarinense e é imprescindível que os visitantes sejam bem recebidos. Por isto, pela primeira vez, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL), irá disponibilizar aos visitantes uma cartilha com informações em Espanhol. A expectativa do secretário Tufi Michreff Neto é de crescimento no número de visitantes nesta temporada, chegando a 5 milhões de turistas nacionais e estrangeiros, segundo dados da rede hoteleira, das companhias aéreas e Infraero. “Vai ser uma temporada fantástica. Nós estamos bem preparados, Santa Catarina tem bons índices na segurança pública, que é o principal item quando um turista vai escolher um local para visitar e temos essa preocupação de garantir que outros serviços públicos estejam adequados”.

Segurança Pública

A Operação Veraneio 2018-2019 será coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada, presidido pelo secretário da Segurança Pública Alceu de Oliveira Pinto Junior. Além das polícias Civil, Militar e Rodoviária, Bombeiros, IGP e Detran, também aturão de forma integrada as secretarias da Defesa Civil e da Justiça e Cidadania, Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias Federal e Rodoviária Federal, bem como as prefeituras abrangidas por meio das guardas municipais.

Cerca de nove mil profissionais de segurança pública e outros mil guarda-vidas contratados contarão com cerca de duas mil viaturas, sete helicópteros e três aviões, além de quadriciclos, motonáuticas e embarcações. A novidade deste ano é que com a expectativa da vinda de 1,5 milhão argentinos, policiais e bombeiros do país vizinho também estarão integrados. A participação deles foi viabilizada através de convênio de cooperação na área de segurança pública entre Santa Catarina e a Província de Missiones (AR).

“Nós percebemos que as operações dos outros anos tinham dificuldade de integração entre as corporações, então em 2018 nós começamos bem antes, com reuniões específicas e temáticas com a Marinha, por exemplo, que tinha dificuldade de fazer o flagrante por falta de um policial civil. Mudamos isto. Este ano, um delegado irá acompanhar as operações, agilizando os processos. Com estas integrações, não teremos esse problema”, explicou o secretário de Estado da Segurança Pública Alceu de Oliveira Pinto Junior.

Para os 81 dias de operações, as corporações terão forte apoio tecnológico. Pela primeira vez um sistema de inteligência analítica foi adotado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. A plataforma tecnológica permitirá acompanhamento em tempo real das ações de segurança em andamento. As autoridades de segurança e o Governador terão acesso online ao sistema de informações para acompanhamento permanente via tablet e smartfone.

Abastecimento de energia garantido

O presidente das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), Cleverson Siewert, destacou que, além do crescimento do consumo e aumento da demanda de energia, entre dezembro e março, historicamente, são registrados os eventos climáticos que mais afetam o desempenho do fornecimento de energia. Por isso, a Celesc concentra esforços em três frentes: reforço do sistema, manutenção preventiva e ampliação do número de equipes para atendimento de emergências.

Para a temporada de verão também há um acréscimo nas equipes de eletricistas, uma vez que o número de ocorrências aumenta em três vezes na comparação com as demais épocas do ano. Também é o período com maior dificuldade de deslocamento das equipes nas estradas e por isso a empresa vai contar com cerca de 300 funcionários a mais para atendimento da população.

“Foram 360 milhões de reais de investimentos em alta, média e baixa tensão. 50 milhões em manutenção preventiva, com destaque para as ações de limpeza, poda e roçada, já que 35% das vezes que ficamos sem energia é por conta de vegetação na rede. Temos cerca de 18% a mais de efetivo para recompor o sistema quando necessário”, explicou.

De olho na saúde

Com a temporada aumenta também a possibilidade de problemas com doenças sazonais, tais como febre amarela, sarampo e também dengue. Por isso, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DiVE) está organizada com ações de vacinação, além de prevenção. O trabalho de eliminação dos focos já começou e deve seguir para evitar casos no Estado. A DiVE recomenda que os catarinenses entre nove meses e 59 anos sejam imunizados contra a febre amarela em dose única. Além disso, também existe atenção especial para a imunização contra o sarampo.

Assinaturas

Ainda no evento, foi assinado o documento para o retorno da obra do Centro de Atendimento ao Turista de Dionísio Cerqueira, que estava paralisada há dois anos. “Retomamos o investimento com uma ordem de R$ 587 mil, em um convênio com o Ministério do Turismo que vai permitir ao Estado atender adequadamente o turista estrangeiro, que cruza a fronteira pelo município, para que possa ser bem atendido”, explicou Michreff.

Também foi lançado o contrato de prestação de serviço com o intuito de aumentar o número de praias no Programa Internacional de Certificação Ambiental Bandeira Azul, com um levantamento de 40 locais que serão classificados e executadas adequações necessárias para o Programa.

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Para reforçar a importância da prevenção do câncer de mama e do câncer de próstata, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) vem realizando a campanha "Juntos pela Prevenção" nos 12 centros de ensino e na Reitoria desde o mês passado. Além de estimular procedimentos de prevenção, com ações de conscientização sobre o tema, a universidade arrecadará doações até sexta-feira, 23, para instituições que atuam na área. 



O mutirão de cirurgias oftalmológicas realizado pelo Governo de Santa Catarina, em parceria entre Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) e hospitais filantrópicos, retornou à região Sul neste feriado prolongado beneficiando quase mil pessoas. Entre a quinta-feira, 15, e domingo, 18, foram atendidos 783 pacientes da Região de Laguna (Amurel) com cirurgias de catarata no Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte. Até mesmo um grupo musical voluntário, formado pelos “Amigos do Shalon”, ajudou a animar ainda mais os pacientes que aguardavam no corredor da unidade.

O procedimento significou o fim de uma longa espera em filas para pacientes de 18 municípios da região. Em Nova Veneza, outros 207 pacientes foram atendidos neste final de semana no mutirão de cirurgias de catarata no Hospital São Marcos.

“A demanda por cirurgias eletivas oftalmológicas era a maior do Estado, sendo mais que o dobro da segunda colocada. Com o Projeto Ver, vamos reduzir a fila nesta especialidade em 90%. Pessoas que esperavam há anos para voltar a enxergar hoje estão realizando um sonho de vida”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande.

Até outubro, o Projeto Ver já devolveu a visão para 21,7 mil catarinenses em todas as macrorregiões do Estado. Conforme a superintendente de Planejamento e Gestão do SUS da SES/SC, Grace Ella Berenhauser, o hospital parceiro oferta a capacidade instalada e compromete-se em fornecer óculos de proteção e colírios para tratamento pós-cirúrgico, com as cirurgias custeadas pelos governos estadual e federal. Cada paciente passa por consulta pré-operatória e duas pós-operatórias, no dia seguinte e 30 dias após a cirurgia. As secretarias municipais de Saúde encaminham os pacientes conforme a fila inserida no Sistema de Regulação (Sisreg).

Catarata

A catarata é uma doença caracterizada pela perda de transparência do cristalino do olho, lente natural cuja função é propiciar o foco da visão em diferentes distâncias. A principal causa é o envelhecimento do cristalino, por isso que é muito frequente na população idosa. Porém, a doença também pode ser causada por fatores secundários, como diabetes, uso indiscriminado de colírios ou medicamentos com corticóides, pancadas, infecção ocular e tabagismo.

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No próximo sábado, 17, é o Dia Mundial da Prematuridade. Para reforçar a importância da conscientização sobre a prevenção e aos fatores que levam ao parto prematuro, instituições de saúde programaram diversas atividades que fazem parte do Novembro Roxo, cuja cor simboliza os bebês que nascem prematuramente.


Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Não é uma questão de gênero, não é saber quem é o mais forte, quem é o mais frágil. Homens e mulheres precisam cuidar da saúde, mas novembro é o mês dedicado a tratar com mais ênfase da do sexo masculino. Desde 2008, a campanha “Novembro Azul”, instituída pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, alerta para a prevenção. Inicialmente voltada à temática do câncer de próstata, agora, além dela, o movimento vem quebrando paradigmas para aproximar os homens dos serviços de saúde, especialmente os de atenção básica para prevenir todo o tipo de problema em qualquer fase da vida.

Em Santa Catarina, a secretaria de Estado da Saúde (SES) ampliou as ações voltadas à saúde do homem durante o Novembro Azul. Com o slogan definido para a campanha “Homem, da infância à velhice, cuide de sua saúde, de novembro a novembro”, a SES trabalha dentro do que determinam os cinco eixos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), do Ministério da Saúde. Ampliar o número de cirurgias eletivas, especialmente as urológicas, também é uma das ações do Novembro Azul em Santa Catarina, segundo a superintendente de Planejamento e Gestão do SUS Grace Ella Berenhauser.

De acordo com Berenhauser, o foco é na qualidade do atendimento na Atenção Básica. “É importante que homem procure a unidade para cuidar da saúde em qualquer suspeita de uma doença mais grave. Além do câncer, existem outras doenças que matam ainda mais homens e que poderiam ser evitadas”, alerta.

Pelos levantamentos da PNAISH, é possível conhecer dados epidemiológicos de morbimortalidade (tipo de doença e a estatística de morte sobre uma população), causas externas, discutir meios de acesso e acolhimento, compreender os determinantes sociais e os aspectos culturais relacionados às masculinidades. Com essas informações, o desafio foi estabelecer melhores estratégias para acolher, prevenir e tratar doenças que afetam os homens.

Números em Santa Catarina

Segundo o IBGE, em 2018, a população do sexo masculino em Santa Catarina representa 49,6%. No Brasil, o percentual é de 48,9%. Deste total, 9,4 % têm 65 anos ou mais; 19,4% têm até 14 anos; 71,1% têm entre 15 e 64 anos.

De acordo com dados de 2017, a expectativa média de vida dos homens de Santa Catarina atinge os 75,8 anos. Estudos apontam que o homem vive em média sete anos a menos que a mulher. A cada três mortes de adulto, duas são de homens.

Causas de morte entre homens de todas as idades em SC

Relatórios da secretaria de Estado da Saúde, com base no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, apontam que as doenças do aparelho circulatório são as que mais matam homens, de todas as idades, em Santa Catarina. Em segundo aparecem as neoplasias e, em terceiro, causas externas (acidentes). 

Os acidentes, no entanto, representam a maior causa das mortes de homens adultos entre os 20 e 59 anos de idade. Estão incluídos acidentes de trânsito, acidentes de trabalho e lesões por violência. O segundo motivo de morte nesta faixa etária são as doenças do aparelho circulatório, seguida das neoplasias. 

Em 2017 foram registradas em Santa Catarina 22.685 mortes de homens entre todas as idades. Do total, das três causas mais comuns, 5.704 foram causadas por doenças circulatórias; 4.833 provocadas por tumores e 3.666 causadas por acidentes. Entre as neoplasias, o câncer que mais mata do gênero masculino, no estado, é o que envolve órgãos do sistema respiratório (891 mortes em 2016), seguido pelo de próstata (462 mortes em 2016) e de estômago (392 mortes em 2016). 

Com base nas estatísticas e para implementar a política de saúde do homem em Santa Catarina, a SES desenvolve ações em cinco eixos:

Acesso e Acolhimento

Trabalhar a prevenção. O objetivo é sensibilizar os trabalhadores da saúde e os homens quanto à necessidade de buscarem os serviços de atenção básica, ser atendidos com qualidade, evitando que uma doença torne-se crônica e precise de atendimento especializado. Este eixo considera as peculiaridades sociais, econômicas e culturais da população masculina e norteia-se para a formulação de estratégias que incentivem a realização dos exames preventivos.

A temática também envolve adoção de estilos e hábitos de vida saudáveis. Para promover a saúde, as ações serão voltadas à educação e em práticas que propiciem mudanças na ambiência física dos serviços, no comportamento, nos trabalhadores, na comunidade e nos usuários.

Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva (SSSR)

Tem como objetivo abordar as questões sobre a sexualidade masculina, nos campos psicológico, biológico e social, bem como respeitar o direito e a vontade do indivíduo de ter filhos – ou não.

Diz respeito ao direito da saúde sexual e saúde reprodutiva, sua relação com os conceitos ditados pela sociedade, os princípios morais e crenças dos usuários, bem como suas demandas no campo de práticas sexuais e reprodutivas.

O direito de expressar sua orientação sexual e sua vontade individual de planejar a constituição, ou não, da sua família ou entidade familiar deve também ser levado em consideração, assim como a vulnerabilidade da saúde sexual masculina a doenças e agravos, tanto no campo biológico quanto no psíquico.

Paternidade e Cuidado

Envolver ativamente o homem em todo o processo de planejamento reprodutivo, gestação, parto, puerpério e desenvolvimento infantil é a meta, proporcionando oportunidades para criação de vínculos mais fortes e saudáveis entre pai, mãe e filhos.

Para a PNAISH, a questão da paternidade é considerada uma “porta de entrada positiva” para os serviços de saúde, além do bem-estar que pode gerar para toda a família, a paternidade pode integrar os homens na lógica dos sistemas de saúde ofertados e na realização de exames de rotina, como HIV, sífilis, hepatites, hipertensão e diabetes, dentre outros.

Prevenção de Violências e Acidentes

Tem por objetivo orientar ações voltadas para a redução da morbimortalidade da população masculina por causas externas como: acidentes por transporte, acidentes de trabalho, violência urbana, violência doméstica e familiar, e suicídio. Com exceção da violência sexual e das violências que ocorrem no âmbito doméstico e familiar, segundo os dados do Ministério da Saúde, os homens, especialmente os jovens negros de camadas empobrecidas, são mais vulneráveis à violência.

Doenças prevalentes na população masculina

O tema se refere à prevenção e promoção da saúde ao segmento masculino por meio de ações educativas, organização dos serviços e capacitação dos trabalhadores da saúde, além da formulação de políticas para a prevenção e controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e de outras enfermidades.

No Brasil, as DCNT correspondem a um grande percentual das causas de mortes, atingindo as camadas mais pobres e os grupos mais vulneráveis. Como determinantes sociais destas doenças, são apontadas as desigualdades sociais, diferenças relacionadas ao acesso dos bens e serviços, baixa escolaridade, desigualdades no acesso à informação, além de fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada.

A PNAISH tem buscado elaborar e executar um amplo projeto que fortaleça e dissemine preceitos e diretrizes, evidenciando os fatores de risco e proteção e a influência das questões de gênero no adoecimento de homens por doenças crônicas. A política leva em conta questões do próprio comportamento masculino. Estratégias que ajudam as mulheres também podem se transformar numa oportunidade de levar os homens à prevenção de uma série de problemas.

Pré-natal do parceiro

Tradicionalmente um exame realizado por mulheres durante a gestação, o pré-natal é fundamental para o acompanhamento da saúde da mãe e do bebê. Durante o período onde as consultas são frequentes, o profissional consegue verificar de forma geral o quadro de saúde da paciente, diagnosticar precocemente e até mesmo tratar problemas que ameacem mãe e filho, ainda na fase gestacional.

Essa relação de cuidado e acompanhamento da saúde foi o que motivou estender o pré-natal aos parceiros e futuros pais. A coordenadora da Saúde do Homem, da secretaria de Estado da Saúde, Sandra Barreto, diz que “a estratégia é a porta de entrada para os homens iniciarem uma rotina de cuidados com a saúde e o bem-estar”. Por meio do pré-natal, é possível solicitar aos parceiros os mesmos exames que a mulher realiza durante a gravidez.

Entre os procedimentos mais importantes estão o controle da pressão arterial, dos níveis de açúcar e gordura no sangue e os exames que detectam, por exemplo, doenças sexualmente transmissíveis que podem ser passadas também ao feto. O pré-natal do parceiro já pode ser realizado em todas as unidades de saúde do estado. 

Por que Novembro Azul?

Inspirado pelo “Movember” - movimento internacional dedicado à conscientização e arrecadação de fundos na luta contra o Câncer - a campanha se concentrou no mês de novembro porque no dia 19 comemora-se o Dia Internacional do Homem e, por isso, passou a se chamar “Novembro Azul”. Desde então, diversas ações e atividades relacionadas ao tema são desenvolvidos anualmente no Brasil e em Santa Catarina.

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Uma das unidades hospitalares mais importantes de Santa Catarina está comemorando 52 anos de funcionamento em meio a um processo de ampliação dos atendimentos, com a oferta de novos serviços. Localizado no Centro de Florianópolis, o Hospital Governador Celso Ramos (HGCR) celebra aniversário nesta quinta-feira, 08, após receber investimentos de mais de R$ 1 milhão nos últimos meses por parte do Governo do Estado.

A principal novidade veio em outubro, quando teve início o terceiro turno da hemodiálise. O tratamento passou a ser realizado também aos sábados e no período noturno às terças e quintas-feiras, resultando no atendimento de mais 20 pacientes por período. Com a abertura do serviço, foram realizadas 1200 sessões de diálise em 114 pacientes no último mês.

“Nós conseguimos, em um primeiro momento, absorver pacientes que faziam parte de uma demanda reprimida. Hoje essa demanda é cerca de dez vezes menor para pacientes internados, em lista, esperando por hemodiálise. Tudo por conta da abertura do terceiro turno”, conta a médica nefrologista Carla Wood Schmitz.

Um dos pacientes beneficiados por esse novo turno é o vigilante Jair dos Santos Sobrinho. Pouco tempo depois de se mudar para Florianópolis, há cerca de dois anos, o curitibano descobriu um problema no rim. Desde então, ele é atendido no HGCR.

“O serviço é excelente. O pouco de qualidade de vida que eu tenho é graças ao hospital e aos profissionais que atendem aqui. Às vezes a gente chega mal e é recebido com o maior carinho e atenção”, diz Sobrinho.

Com a abertura desse novo turno, o diretor da unidade, Valmor Elpo, conta que o HGCR está perto de atuar em “capacidade plena”. Ele lembra que o hospital já é referência em alta complexidade nas especialidades Traumatologia, Ortopedia, Neurocirurgia, Neurologia, Oftalmologia e Cirurgia Geral. O diretor conta ainda que houve uma melhora significativa do atendimento ao longo dos últimos oito meses, que coincidem com o período de gestão do governador Eduardo Pinho Moreira.  

“O Celso Ramos, por ter 52 anos, ficou por certo tempo esquecido, com a ausência de melhorias. Somos uma unidade terciária, que atende especialmente casos mais graves. Recentemente, estamos recebendo muitos investimentos e melhorando o atendimento à população em diversos aspectos”, opina Elpo.

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Entre as outras aquisições recentes para o HGCR estão novos equipamentos para a Central de Material e Esterilização (CME). Foram adquiridas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), uma lavadora ultrassônica (R$ 38 mil), uma termodesinfectora (R$ 138 mil) e duas autoclaves (R$ 396 mil). Os equipamentos já estão instalados e em funcionamento.

Outra conquista dos últimos meses foi a inauguração da Unidade de Apoio à Emergência. Ela funciona no segundo subsolo, com 14 novos leitos. A verba para abrir o espaço, de R$ 299,8 mil, foi conquistada por meio do Ministério Público do Trabalho (MPT).

“Essa unidade evita que os nossos pacientes fiquem nos corredores, proporcionando mais conforto, inclusive com salas equipadas com ar condicionado”, diz o diretor da unidade.

No momento, também está sendo realizada uma reforma no segundo andar, ao custo de R$ 424,3 mil. E o calendário de melhorias não para por aí: em seguida, serão feitos reparos no sexto andar, que resultarão em mais oito leitos de UTI. Ainda vão ocorrer reformas no sétimo andar, na unidade de isolamento, e no oitavo andar, que abriga um centro de estudos.

O hospital em números

O HGCR, instituição pública estadual que atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), faz uma média de 15,7 mil atendimentos por mês, englobando consultas ambulatoriais, emergências e internações. Quando fundado, em 1966, o Celso Ramos era conhecido como o “Hospital dos Servidores”. Atualmente, atende pacientes de todo o Estado, contando com 190 leitos ativos e 1.190 funcionários (871 efetivos, 207 admitidos em caráter temporário, 85 médicos residentes, quatro integrantes da diretoria e gerências e 23 estagiários). Ao todo, 270 médicos atuam no local.

A Emergência tem área de 1,5 mil metros quadrados. São 14 leitos de observação, dois leitos para isolamento, seis leitos na reanimação, três leitos de recuperação pós-cirúrgica, sete consultórios, três postos de Enfermagem, um centro cirúrgico com duas salas, um laboratório e a nova Unidade de Apoio (UAE), com 14 leitos.

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Abertas as inscrições para o Curso de Capacitação em Redução de Danos Continuam abertas as inscrições para o Curso de Capacitação em Redução de Danos oferecido pela Escola de Saúde Pública (ESP), da Secretaria de estado da Saúde (SES). O curso na modalidade a distância (EAD), com carga horária de 60 horas distribuídas em três unidades, visa instrumentalizar e aperfeiçoar os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para trabalhar as estratégias de prevenção e redução de danos no que tange à promoção de cuidados e preservação da vida e da saúde da comunidade.

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A primeira-dama do Estado, Nicole Torret Moreira, e o secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, assinaram nesta segunda-feira, 5, em ato no Hospital São José (HSJ), em Criciúma, o Termo de Compromisso de Alta Complexidade de Oncologia Pediátrica para a Região Sul de Santa Catarina, que oficializa a instituição como referência em Oncopediatria.

O São José já atende os municípios das regiões Carbonífera (Amrec) e Extremo Sul (Amesc). Agora, com ajuste de recurso financeiro por parte do Governo do Estado, também terá capacidade de receber crianças com câncer da região de Laguna (Amurel), que antes eram encaminhadas para tratamento no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.

“Quando soube que uma criança com diagnóstico de câncer deixava o conforto do lar, o aconchego da escola, para passar por um tratamento doloroso em Florianópolis, me partiu o coração. É importante fazer o exercício de se colocar no lugar do outro. Tomei a iniciativa de lutar por esta causa. Estou lutando e vou lutar até o fim para fazer bem ao próximo. Trabalho não pela consequência, mas pela causa”, ressaltou Nicole, agradecendo a todos que de alguma forma contribuíram para a conquista, incluindo o governador Eduardo Pinho Moreira. “Ele foi sensível à causa. Sonho se sonha para se realizar”, complementou.

O secretário Acélio Casagrande também lembrou o respaldo do governador à Oncopediatria no Sul, dentro da política de Regionalização da Saúde. “Começamos a luta para a oncologia geral no São José desde quando fui secretário municipal de Saúde de Criciúma. Conquistamos muitas coisas desde então, como o terceiro aparelho de radioterapia. Agora, para referenciar o hospital em Oncologia Pediátrica, partimos da premissa de que não se justifica uma criança sair daqui para fazer tratamento na Capital, sendo que temos profissionais e estrutura para atender”, observou o secretário, também agradecendo o empenho da primeira-dama ao insistir na ampliação dos atendimentos e ao Grupo pela Unidade InfantoJuvenil de Onco-Hematologia, a Casa Guido, que acolhe as famílias.

Para o presidente da Casa Guido, Antonio Guedin, que também assinou o termo de compromisso, junto com a diretora-geral do hospital, irmã Isolene Lofi, “acima de todos estão as crianças”. “Espero que este anúncio seja o início de um pensamento positivo para o bem geral de todos os pequeninos”, frisou.

Na avaliação da irmã Isolene, é um sonho de longa data que se torna realidade. “Com o tratamento aqui, perto de casa, as mães podem passar mais tempo com as crianças, sem precisar fazer longas viagens”, destacou.

Meta de dobrar os atendimentos

Nesta segunda-feira, 36 crianças estavam em quimioterapia e seis internadas. A primeira-dama e o secretário da Saúde fizeram uma visita ao setor. Entre cirurgias e procedimentos, como biópsia e implantes cateter, são realizados em média dez atendimentos por mês. Em média, entre pacientes remanescentes e novos, o setor de Oncopediatria do hospital recebe 100 criança por mês, e a expectativa, com a inclusão da Amurel, é dobrar a quantidade de atendimentos. “Devemos receber 80 novos casos de crianças com câncer por ano, vindas de todo o Sul do Estado”, explica o médico cirurgião pediátrico, Dr. Christian Prado.

Participaram do ato, ainda, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, o secretário-executivo Regional de Tubarão, Samuel Silva, e o secretário-executivo Regional de Criciúma, João Fabris.

Mais de R$ 2 milhões na oncologia

Atualmente são aplicados pouco mais de R$ 2 milhões por mês pelo Governo do Estado para atendimentos oncológicos no Hospital São José. A parte que corresponde à Oncopediatria representa R$ 75,8 mil mensais, com cinco cirurgias, 85 quimioterapias-pediátricas, sete consultas em Oncologia Cirúrgica, duas consultas em Anestesiologia, 24 consultas em Oncologia Clínica-Pediátrica, 87 diagnósticos por Ultrassonografia, 22 diagnósticos por Endoscopia (Gastro-duodeno, esôfago), 29 Anatomias Patológicas, 13 Tomografias Computadorizadas e duas Ressonâncias Magnéticas.

Foto: Maurício Vieira/Secom

Mais do que melhorar a visão turva, acabar com a coceira ou diminuir a ardência dos olhos, milhares de pessoas estão voltando a enxergar graças ao Projeto Ver, um mutirão de cirurgias do Governo do Estado. São R$ 20 milhões investidos na saúde dos catarinenses que beneficiaram mais de 18,5 mil pacientes - até dezembro deste ano serão 20 mil cirurgias. “É libertador voltar a enxergar e poder retornar para minha vida normalmente com as ocupações que me deixam feliz”, revelou a aposentada Maria Casaril, de 73 anos, de São Lourenço do Oeste, que ficou por dois anos na fila de espera para fazer a cirurgia de catarata.

“Minha missão é cuidar dos catarinenses, e por isso escolhi a saúde e a segurança como prioridades de governo. E saber que mais de 18 mil pessoas mudaram suas vidas voltando a enxergar nos motiva a trabalhar ainda mais. Além de melhorar a qualidade de vida da população, o Projeto Ver faz parte da nossa bandeira de regionalizar a saúde, atingindo mais pessoas e dando melhores condições de atendimento em todas as regiões de Santa Catarina”, comentou o governador Eduardo Pinho Moreira.

O Projeto Ver atende pacientes que estão na fila de espera por cirurgias de cataratas, pterígio, glaucoma e descolamento de retina, doenças que atingem o globo ocular e danificam a visão podendo culminar até na cegueira. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, o mutirão de cirurgias oftalmológicas vai reduzir a fila nesta especialidade em 90%. “O Projeto Ver está tirando muitas pessoas da fila. Pessoas que esperavam há anos para voltar a enxergar estão realizando um sonho de vida”, ressaltou.

Aproximadamente três mil pessoas ainda estão na espera, porém, a fila por cirurgia de catarata, por exemplo, tem um crescimento contínuo, visto que é uma doença comum entre os idosos, que chega com o avançar da idade.

Cirurgias devolvem qualidade de vida aos pacientes

Para Lucineia Aparecida Mouro de Campos, de 44 anos, a cirurgia para retirada do pterígio foi essencial para sua profissão, técnica de Enfermagem. “Estava me atrapalhando na hora de retirar pontos e aferir a pressão. Além de coçar e arder o olho, havia uma sombra, que atrapalhava muito”, explicou.

Já para o motorista José Maria Soares Mota, de Lages, o pterígio causava risco grave na sua ocupação. “Me prejudicava muito para dirigir durante a madrugada ou no sol quente. Me ardia muito. Quando entrei com o pedido, em 2012, o médico disse que eu precisava fazer a cirurgia. Não pude operar porque não tinha dinheiro. A expectativa é melhorar e não usar mais colírio. Estou muito feliz”, comemorou.

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Regionalização desafoga hospitais e leva produção para hospitais do interior

Dentro do projeto de Regionalização da Saúde, o mutirão de cirurgias do Projeto Ver está levando recursos a hospitais menores, desafogando as filas das grandes unidades e diminuindo o percentual de inatividade de instituições que são altamente capacidades para a realização de diversas especialidades, como a oftalmológica. “Antes tínhamos uma ociosidade de até 70% nos hospitais menores, agora estamos ocupando e tirando as pessoas da fila. É um case de sucesso. Apresentei o projeto da Regionalização em Brasília e este é o futuro. O vazio que existe em cada região precisa ser preenchido por profissionais, gerando conforto e qualidade no atendimento de Saúde”, explicou o secretário Acélio Casagrande.

Para Fernão Bittencourt Cardozo, diretor clínico do Hospital São Francisco de Assis, de Santo Amaro da Imperatriz, além de ser importante para as pessoas que esperam há anos por uma cirurgia, o Projeto Ver tem relevância também para os hospitais. “Recebemos muito bem este projeto e vimos com bons olhos. O hospital vai cumprir com o contrato que precisamos mensalmente e até extrapolar a produção e, com isso, conseguimos manter uma estrutura boa. É importante para todos”, enaltece.

Para este mutirão, o hospital de Santo Amaro de Imperatriz já recebeu 1.139 pacientes em consultas, 875 cirurgias de cataratas e 120 cirurgias de pterígio. “Nós estamos recebendo pacientes da Grande Florianópolis e da região Serrana. A ideia é desafogar os grandes hospitais e dar oportunidade para outras regiões do Estado”, comentou o diretor clínico, que afirma que o São Francisco de Assis está realizando também cirurgia geral, de ortopedia, de cabeça e de pescoço.

Até agora, o mutirão já realizou cerca de 18,5 mil cirurgias em 12 hospitais nos municípios de São Lourenço do Oeste, Iporã do Oeste, Campo Alegre, Joinville, Penha, Pouso Redondo, Rio dos Cedros, Caçador, Santo Amaro da Imperatriz, Içara, Araranguá e Praia Grande. As cirurgias seguem até final do ano para chegar à marca de 20 mil procedimentos em toda Santa Catarina. “A Secretaria de Estado da Saúde levantou ainda um remanescente de pacientes de regiões em que o Projeto Ver já passou. Vamos começar agora uma segunda leva de cirurgias, iniciando por Iporã do Oeste e São Lourenço do Oeste”, complementa Casagrande.

“A partir da transparência das filas, o Estado conseguiu identificar as demandas reprimidas em cada Região de Saúde. No caso das cirurgias eletivas, as oftalmológicas lideravam as filas, sendo mais que o dobro da segunda colocada. Foi nesse intuito que o Projeto Ver foi criado, devolvendo a visão a mais de 18 mil catarinenses somente até agosto de 2018. E isso só foi possível em parceria com hospitais que já fazem parte da nossa rede, por meio dos contratos firmados na Superintendência de Planejamento e Gestão, na busca do fortalecimento da vocação de cada instituição hospitalar. Com a publicação da nova portaria do Ministério da Saúde, outras especialidades também serão reforçadas com enfoque na regionalização”, afirmou a superintendente de Planejamento e Gestão do SUS da SES/SC, Grace Ella Berenhauser.

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O secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing, entrega nesta terça-feira, 14, mais de 250 computadores e kits para telediagnóstico em dermatologia para municípios do Médio e do Alto Vale do Itajaí. A liberação dos equipamentos ocorrerá em Blumenau, às 9h, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Regional (Rua Braz Wanka, 238, Bairro Vila Nova) e em Rio do Sul, às 17h, também na sede da Secretaria Regional (Rua Dom Pedro II, 1100, Bairro Canoas).

Em Blumenau, serão entregues 161 computadores e oito kits para telediagnóstico em dermatologia para os municípios do Médio Vale do Itajaí, e, em Rio do Sul, 97 computadores para as cidade da região. As máquinas fazem parte de projeto aprovado junto ao Ministério da Saúde, que disponibiliza recurso financeiro de investimento para estruturação dos complexos reguladores, bem como para informatização das unidades de saúde com foco na implantação do Sistema de Regulação. O projeto de informatização já garantiu a entrega de 1.627 computadores às unidades básicas de saúde do Estado.

Já os kits de telediagnóstico em dermatologia, que contemplam uma máquina fotográfica digital, um dermatoscópio e um adaptador, fazem parte do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Nesta etapa, serão beneficiados os municípios de Ascurra, Guabiruba, Apiúna, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Rio dos Cedros, Rodeio e Gaspar. As demais cidades do Médio Vale já receberam os equipamentos na primeira etapa do projeto. “Com esses aparelhos, por meio da internet, os municípios conseguirão fazer uma triagem de casos antes de encaminhar as situações para os especialistas”, destaca o secretário Kleinübing.

Em quase dez anos de serviço, a triagem dos encaminhamentos por atendimento em dermatologia pela telemedicina da Secretaria de Estado da Saúde diminuiu a fila em aproximadamente 65%. A meta de implantação do Governo do Estado é alcançar a cobertura de, pelo menos, um ponto de envio de exames por município.

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