Foto: Jaqueline Noceti / Secom

A estratégia de intensificação da vacinação contra o HPV e Meningite C em escolas públicas e privadas catarinenses durante o mês de junho apresentou resultados positivos. Realizada nos 264 municípios que aderiram à intensificação, a ação resultou na aplicação de 43.456 doses de vacina no mês passado, sendo 16.453 contra o HPV em meninas de nove a 14 anos, 12.598 contra o HPV em meninos de 12 a 13 anos e 14.495 Meningo C em adolescentes de 12 e 13 anos.

“Os números demonstram a eficiência da estratégia, considerando que a quantidade de doses aplicadas supera em quatro vezes a média mensal que registramos nos postos de saúde”, afirma Eduardo Macário, diretor de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Importante destacar que, daqui a seis meses, os adolescentes que receberam a primeira dose da vacina contra o HPV devem receber uma segunda no posto de saúde.

Aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite, a estratégia foi proposta pela Dive com base na baixa cobertura estadual de vacinação contra o HPV, de apenas 26% em 2016. Até o ano passado, apenas as meninas recebiam esta vacina. Em janeiro de 2017, ela passou a ser oferecida também para meninos. Outra mudança no calendário vacinal deste ano foi a ampliação da faixa etária da vacina Meningo C, antes oferecida apenas para crianças, que passou a ser aplicada também em adolescentes de 12 a 13 anos.

“Decidimos, então, incluir a vacina Meningo C na ação, já que atingiria o mesmo público-alvo”, argumenta Eduardo Macário. Apenas 31 municípios catarinenses não aderiram à intensificação no mês de junho, alegando que realizariam em outra época do ano ou que preferiam manter a vacinação apenas nos postos de saúde.

A operacionalização da ação envolveu o envio de comunicação aos pais e responsáveis, que deveriam assinar um termo de autorização e enviar a caderneta de vacinação dos adolescentes, e a montagem de um local específico para aplicação das vacinas, com mesa, cadeiras, pia para higienização dos vacinadores e climatização.

Vacina

Público

Média mensal (janeiro a maio)

Doses aplicadas junho

Total 2017
(jan-jun)

HPV Feminino

Meninas de 9 a 14 anos 11 meses e 29 dias

4.981

16.453

38.240

HPV Masculino*

Meninos de 12 a 13 anos 11 meses e 29 dias

4.358

12.598

35.035

Meningo C

Meninos e meninas de 12 a 13 anos 11 meses e 29 dias

6.979

14.495

49.391

Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina

* Em meados de junho, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação da faixa etária da vacina para meninos de 11 a 14 anos. 

Informações adicionais para a imprensa:
Letícia Wilson e Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
E-mail: divecomunicacao@saude.sc.gov.br
www.dive.sc.gov.br

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) começa nesta quarta-feira, 19, a quitar as dívidas com 80 instituições hospitalares e municípios referentes às cirurgias eletivas realizadas de agosto de 2016 a maio deste ano, o que totaliza R$ 7,4 milhões. O recurso financeiro faz parte do Fundo Estadual de Apoio aos Hospitais Filantrópicos de Santa Catarina e ao Hemosc e Cepon, aprovado pela Lei 17.056, de 21 de dezembro de 2016, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Os pagamentos serão feitos de forma escalonada até 28 de julho. O secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, se mostrou otimista com a quitação da dívida. “Mesmo enfrentando uma crise financeira, a Secretaria da Saúde continua se empenhando em quitar os débitos e manter os serviços para a população catarinense”, afirmou Caropreso.

Hemosc e Cepon

Também nesta quarta-feira, 19, será repassado R$ 1.350.000,00 para a Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon (Fahece). Esse valor equivale a 10% permitido pela Lei Estadual 17.056, de 21 de dezembro de 2016. Até o momento, o Fundo Estadual de Apoio aos Hospitais Filantrópicos de Santa Catarina e ao Hemosc e Cepon arrecadou R$ 13,5 milhões. 

Informações adicionais para a imprensa:
Gabriela Ressel
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado de Saúde
Telefone: (48) 3664-8822
E-mail: imprensa@saude.sc.gov.br e secretariadeestadodasaude@gmail.com

 

 

Nesta terça-feira, 18, o secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, visitou o Hospital Governador Celso Ramos (HGCR), onde se  reuniu com a equipe de Neurocirurgia. Foram apresentadas as ações desse serviço. O hospital, que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é também o que mais realiza cirurgias em pacientes com Parkinson no país.

Referência estadual em Neurocirurgia, o Hospital Celso Ramos realiza mensalmente 40 procedimentos de alta complexidade. A unidade possui o Centro de Alta Complexidade que trata doenças neurológicas como Parkinson, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Aneurismas e Tumores.

O chefe do serviço de Neurocirurgia do HGCR, Athos Athayde, destaca que o Celso Ramos foi o primeiro do Sistema Único de Saúde (SUS) a ter o equipamento Navegador, um tipo de GPS (Sistema de Posicionamento Global) usado na área afetada, o que possibilita uma melhor visão e garante um dimensionamento detalhado da região a ser operada. “A vantagem do aparelho é proporcionar uma maior precisão cirúrgica”, explica o médico, destacando ainda que a primeira cirurgia navegada do Brasil foi feita no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis.

O secretário Vicente Caropreso também visitou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, que na próxima semana receberá oito novos médicos intensivistas contratados por meio de processo seletivo da SES. Em setembro, 70 novos colaboradores entre enfermeiros e técnicos de enfermagem integrarão a equipe de profissionais do Celso Ramos.

Também participaram do encontro o superintendente dos hospitais públicos, Marcelo Lemos Reis, a diretora do HGCR, Eliane Rangel, e os neurocirurgiões Jorge Moritz, Charles Kondageski, Guilherme Froehner, Antônio Mussi e Daniel de Santos.

Informações adicionais para a imprensa:
Gabriela Ressel
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado de Saúde
Telefone: (48) 3664-8822
E-mail: imprensa@saude.sc.gov.br e secretariadeestadodasaude@gmail.com

 

 


Foto: Jeferson Baldo / GVG

O vice-governador Eduardo Moreira liberou R$ 1,7 milhão para obras em Laguna e região na tarde desta segunda-feira, 17. Do total, R$ 300 mil foram destinados à rede elétrica do Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos; R$ 1 milhão para dragagem do Rio Parobé e da Barra do Camacho; R$ 200 mil para o Campeonato de Surf de Ondas Grandes e outros R$ 200 mil para as bandas centenárias União dos Artistas e Carlos Gomes.

O hospital provisório foi montado em 1856 em decorrência da ameaça de cólera. Ele sofreu com falta de recursos que levaram ao seu fechamento e a construção da instalação definitiva começou em 1879, sendo concluída em 1884. O campeonato de ondas grandes atrai para Laguna estrelas internacionais desta modalidade de surfe. Ele será realizado na Praia do Cardoso, próxima ao Farol de Santa Marta, no segundo semestre deste ano. Já a Sociedade Musical União dos Artistas tem 157 anos e é uma das mais antigas do Brasil e a Sociedade Musical Carlos Gomes deu seus primeiros acordes em abril de 1882.

Informações adicionais à imprensa

Vitor Louzado
Assessoria de Imprensa
Gabinete do Vice-governador
E-mail: vhlouzado@hotmail.com
Telef.: 48 99118 9821


Foto: Ricardo Lunge/ ADR Blumenau

O secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, assinou na manhã desta segunda-feira, 17, a ordem de serviço para a reforma e reestruturação da Policlínica de Referência e Especialidades Poeta Lindolf Bell, em Blumenau. O valor do investimento do Governo do Estado é de R$ 1,432 milhão. A obra tem previsão de conclusão para abril de 2018. Mesmo com uma reforma e reestruturação total, a Policlínica de Blumenau continuará com os serviços em funcionamento, sendo a obra executada por etapas.

O secretário Caropreso destacou a importância da unidade de atendimento em Blumenau. "Este equipamento de saúde é extremamente útil para toda a região e proporcionará um atendimento melhor para a população. Temos muitos desafios na saúde em Santa Catarina e contemplar Blumenau com esta obra nos encoraja a prosseguir neste caminho para melhorar a estrutura da saúde no estado", disse.

A secretária municipal de Saúde de Blumenau, Maria Regina Soar de Souza, ressaltou a importância do repasse para o município. "Sem o Governo do Estado, não seria possível realizar esta obra", destacou. Já o prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, agradeceu a atenção e o empenho da Secretaria de Estado da Saúde pela viabilização dos recursos que tem melhorado a estrutura das unidades de saúde do município.

A unidade de saúde

Assinatura da ordem de serviço para reforma e reestrutura da Policlínica de Blumenau

A Policlínica Lindolf Bell atende toda a população de Blumenau e de municípios do Vale do Itajaí. Conta, atualmente, com uma estrutura formada por 179 funcionários. Inaugurado em agosto de 2006, o novo prédio tem uma área de 2.522 metros quadrados, disponibilizando uma média de 16 mil atendimentos mensais.

Informações adicionais para a imprensa:
Ricardo Lunge
Assessoria de Imprensa
Agência de Desenvolvimento Regional de Blumenau
E-mail: imprensa@bnu.adr.sc.gov.br
Telefone: (47) 3378-8175 / 99232-6300
Site:www.adrs.sc.gov.br/adrblumenau 

Nos dias 18 e 19 de julho, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresentarão para gestores, prestadores de serviço e técnicos envolvidos no processo regulatório da Macrorregião do Grande Oeste, as ações estruturantes da Política Estadual de Regulação que visam à efetivação da Lei Estadual nº 17.066, de 11 de janeiro de 2017, sobre a publicação das filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) na internet.

São esperados 300 profissionais, abrangendo municípios, Gerências Regionais de Saúde, Central de Regulação de Internações Hospitalares Macrorregional e hospitais da macrorregião. A superintendente de Serviços Especializados e Regulação da SES, Karin Cristine Geller, comenta que os técnicos da SES, com o apoio do Cosems e a participação efetiva do Ministério Público, buscarão capacitar e elucidar dúvidas destes profissionais, visando garantir a transparência das ações regulatórias para a sociedade.

Decka Cortese, gerente dos Complexos Reguladores da SES, diz que a programação do evento inclui, além da exposição acerca da publicação das filas de espera, debates e treinamentos do sistema SISREG nos módulos ambulatorial e hospitalar.

O gerente da Central Estadual de Regulação de Internações Hospitalares da SES, Arion Bet Godoi, diz que será exposta também uma nova dinâmica na regulação das internações hospitalares, com a utilização do sistema SISREG, no módulo hospitalar, para a gestão das filas de cirurgias eletivas.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, estas ações produzirão, além da transparência das filas do SUS, maior capacidade regulatória e fiscalizatória, a otimização dos recursos, o fortalecimento do processo de regionalização e a reafirmarão o compromisso de todas as esferas com as diretrizes e os princípios do SUS.

A diretora de Planejamento, Controle e Avaliação do SUS, Claudia Ribeiro de Araujo Gonsalves, diz que estes eventos estão sendo executados em todas as Macrorregiões do Estado, sendo que já foram capacitadas as Macrorregiões da Foz do Rio Itajaí, do Sul e do Meio Oeste. No mês de agosto serão capacitados o Vale do Itajaí e a Serra. E no mês de setembro, a Grande Florianópolis e o Norte e Nordeste.

Mais informações para a imprensa:
Suelen Costa
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-8820 / 99113-6065
E-mail: imprensa@saude.sc.gov.br
Site: portalses.saude.sc.gov.br

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (Dive) informa que já estão sendo distribuídas para as gerências regionais de saúde as 33.100 doses da vacina Pentavalente enviadas nesta quarta-feira, 12, pelo Ministério da Saúde ao estado. No dia 6 de julho, Santa Catarina havia recebido um primeiro lote, com 9.210 doses.

As gerências regionais de saúde são responsáveis pelo repasse das vacinas aos municípios. Por isso, a população deve entrar em contato com as secretariais municipais de saúde para confirmar se as doses já foram entregues aos postos de saúde da sua cidade. “Santa Catarina estava desde abril deste ano sem receber a cota mensal de 30 mil doses da vacina Pentavalente. Com essas 42.310 doses recebidas até o momento, a situação será parcialmente normalizada. No entanto, ainda permanecemos com um déficit de 47.690 doses, considerando o período em que a distribuição ficou interrompida”, acrescenta o diretor da Dive/SC, Eduardo Macário.

A vacina Pentavalente é oferecida para crianças, aplicada em três doses, aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade. Ela protege as crianças contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e da meningite causada por Haemophilus influenzae.

Informações adicionais para a imprensa:
Letícia Wilson e Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
E-mail: divecomunicacao@saude.sc.gov.br
www.dive.sc.gov.br

 

 

De 1º de janeiro a 15 de julho de 2017, semana epidemiológica (SE) 28, foram notificados 950 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina. Destes, 226 (24,9%) foram confirmados para influenza, sendo 1 (0,5%) pelo vírus Influenza A (H1N1)pdm09, 200 (92,6%) pelo vírus A(H3N2), 3 (1,4%) estão aguardando subtipagem para identificação do tipo de vírus influenza A e 22 (10,2%) pelo vírus influenza B. Outros 533 (56,1%) casos de SRAG tiveram resultado negativo para influenza A e B (SRAG não especificada), 174 (18,3%) SRAG por outro vírus respiratório, 1 (0,1%) SRAG por outros agentes etiológicos e 16 (1,7%) casos se encontram em investigação, aguardando confirmação laboratorial.

>>> O boletim completo está disponível AQUI

Os municípios que apresentaram casos confirmados de SRAG pelo vírus Influenza foram: Blumenau com 17 casos; Joinville com 16 casos; Mafra com 14 casos; Florianópolis com 13 casos; Itajaí com 12 casos; Videira com 10 casos; Araranguá com 7 casos; Balneário Camboriú, Braço do Norte, Brusque, Lages e Tubarão com 6 casos cada; Palhoça e São Bento do Sul com 5 casos cada; Caçador, Criciúma, Ibirama, e Tunápolis com 4 casos cada; Águas Mornas, Canoinhas, Capivari de Baixo, Chapecó, Pinheiro Preto, Pomerode e Rio do Sul com 3 casos cada; Concórdia, Cunha Porã, Fraiburgo, Gaspar, Gravatal, Imbituba, Jaguaruna, Jaraguá do Sul, Monte Castelo, Rio Negrinho, Sangão, São Joaquim, São Miguel do Oeste e Taió com 2 casos cada; Balneário Arroio do Silva, Camboriú, Catanduvas, Içara, Ilhota, Imbuia, Indaial, Iomerê, Itapema, Ituporanga, Laguna, Lageado Grande, Lontras, Maravilha, Presidente Getúlio, Rio das Antas, Salto Veloso, Santa Rosa de Lima, Santo Amaro da Imperatriz, São Francisco do Sul, São José, São Ludgero, Siderópolis, Tangará, Tijucas, Urussanga e Xaxim, com 1 caso cada; e 5 casos residentes em outros estados. 

Os dados contidos nesse informe são da vigilância universal de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento do vírus influenza, orientando os órgãos de saúde na tomada de decisão frente à ocorrência de casos graves de SRAG causados pelo vírus. Os dados são coletados pelas Secretarias Municipais de Saúde por meio de formulários padronizados e inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação on-line: SINAN Influenza Web. As amostras laboratoriais são coletadas e encaminhadas para análise ao LACEN/SC. As informações apresentadas neste informe são referentes ao período que compreende as semanas epidemiológicas (SE) 01 a 28 de 2017, ou seja, casos com início de sintomas de 3/1/2017 a 15/07/2017. (Dados sujeitos a alterações).

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específica que, na maioria dos casos, levam à hospitalização. Os casos podem ser causados por vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B; ou por bactérias, fungos e outros agentes.

Informações adicionais para a imprensa:
Letícia Wilson e Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
E-mail: divecomunicacao@saude.sc.gov.br
www.dive.sc.gov.br

 

A Diretoria de Assistência Farmacêutica (DIAF) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o abastecimento dos medicamentos para tratamento do HIV está sendo regularizado em todo o território catarinense, a partir do recebimento de nova carga de insumos até o final do mês de julho, conforme informado pelo Ministério Saúde (MS).

No caso específico da Zidovudina solução oral, a distribuição sofreu atrasos por parte do Ministério da Saúde no mês de junho, e esse medicamento foi entregue de forma fracionada. A Secretaria de Estado da Saúde não mediu esforços para a readequação de estoque, considerando o uso racional do medicamento e o remanejamento entre unidades do estado.

Na ocasião, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu a Nota Técnica Conjunta DIAF/DIVE nº 001/2017, no dia 29/06/2017, informando alternativas terapêuticas à Zidovudina solução oral, utilizada preferencialmente em crianças, sem prejuízos ao tratamento, sendo que esses medicamentos estão disponíveis no estoque da SES.

É importante ressaltar que a responsabilidade de aquisição e distribuição dos medicamentos antirretrovirais aos estados é do Ministério da Saúde. Cabe à Secretaria de Saúde do Estado a distribuição para regionais e municípios, e esses, por sua vez, assumem o compromisso de dispensá-los aos pacientes.

Informações adicionais para a imprensa:
Gabriela Ressel
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado de Saúde
Telefone: (48) 3664-8822
E-mail: imprensa@saude.sc.gov.br e secretariadeestadodasaude@gmail.com

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) orienta a população para os cuidados essenciais na prevenção a meningites. Entre as principais medidas, estão manter a vacinação em dia, evitar locais com aglomeração de pessoas, deixar os ambientes ventilados, não compartilhar objetos de uso pessoal, além de reforçar os hábitos de higiene. A meningite é um processo inflamatório das membranas protetoras que envolvem o cérebro e a medula espinhal (meninges) causado por bactérias, vírus, parasitas e fungos, entre outros agentes.

“É importante conhecer o agente causador da meningite porque o tratamento difere dependendo da causa”, observa o médico infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A meningite viral é o tipo mais comum, sendo que, na maioria das vezes, apresenta quadro clínico leve e de menor gravidade, evoluindo de forma benigna. Em Santa Catarina, dos 694 casos confirmados de meningite em 2016, 87% foram do tipo viral. Neste ano, até o dia 23 de junho, dos 350 casos confirmados, 94% foram de meningite viral.

Já a meningite bacteriana, apesar de se apresentar em menor número, é o tipo mais severo pelo potencial de provocar sequelas graves e, até mesmo, levar à morte em poucas horas se as pessoas não forem tratadas a tempo. Em Santa Catarina, foram 29 casos em 2016, com seis óbitos, e 22 casos em 2017, com cinco óbitos.

Os tipos mais comuns são a Meningite Pneumocócica, causada pelo Steptococcuspneumoniae, a meningite provocada pelo Haemophilus Influenza e a doença meningocócica, pela bactéria Neisseriameningitidis, também conhecida como meningococo.“O quadro clínico da meningite bacteriana pode se instalar em apenas algumas horas. A evolução é muito rápida e fulminante”, alerta o médico infectologista Luiz Escada, técnico da Gerência de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).

A bactéria Neisseriameningitidis, causadora da doença meningocócica, é classificada em 12 sorogrupos diferentes, sendo os tipos A, B, C, W e Y os mais importantes. No Brasil, o sorogrupo C representa de 50% a 70% dos casos de doença meningocócica identificados. Em Santa Catarina, o tipo C é responsável por 42% dos casos. Esta bactéria provoca tanto a meningite meningocócica, ao invadir as meninges, provocando infecção, quanto a meningococcemia, ao entrar na corrente sanguínea e se multiplicar, danificando as paredes dos vasos sanguíneos, causando sangramento na pele e nos órgãos.

Cerca de uma em cada dez pessoas apresentam as bactérias Neisseriameningitidis na parte de trás do nariz e da garganta sem demonstrar sinais ou sintomas de doença, sendo chamadas de portador sadio. Porém, às vezes, essas bactérias invadem o organismo e causam a doença meningocócica, ou podem ser transmitidas para outras pessoas, vindo a provocar a doença nas mesmas.

No entanto, é importante destacar que essas bactérias não são tão contagiosas quanto outros micro-organismos de transmissão respiratória, como os que causam o resfriado comum, a gripe, dentre outras enfermidades. Para que haja transmissão da Neisseriameningitidis, é necessário o contato de forma íntima e/ou prolongada com os indivíduos que vivem na mesma casa e tenham contato direto com as secreções orais da pessoa infectada por meio da tosse, espirro ou beijo, por exemplo. Não há risco de transmissão da Neisseria por meio do contato casual ou ao "respirar o ar" de alguém que apresentou doença meningocócica.

“Pessoas que tiveram contato íntimo e prolongado com alguém com doença meningocócica devem receber antibióticos para ajudar a se prevenir da doença. Isso é conhecido como profilaxia. As equipes de vigilância epidemiológica investigam cada caso de doença meningocócica para identificar todos esses contatos e garantir que eles recebam profilaxia. Isso não significa que eles tenham a doença. É justamente para evitar que venham a adoecer. Pessoas que não são contatos íntimos de um paciente com doença meningocócica não precisam de profilaxia”, reitera o médico infectologista Fábio Gaudenzi.

Prevenção

A vacinação é uma importante aliada na prevenção da meningite. A rede pública de saúde oferece vacina contra as formas mais graves de meningite:

  • Meningite tipo C (a proteção está contida na vacina Meningo C)

    • para crianças (1ª dose aos 3 meses; 2ª dose aos 5 meses; e reforço entre 12 meses e a 4 anos 11 meses e 29 dias)

    • para adolescentes entre 12 e 13 anos – 1 dose

  • Meningite por pneumococo (a proteção está contida na vacina Pneumo 10)

    • para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e reforço entre 12 meses e a 4 anos 11 meses e 29 dias)

  • Meningite por Haemophilus influenza (a proteção está contida na vacina Pentavalente)

    • Para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e 6ª dose aos 6 meses).

  • Meningite tuberculosa (a vacina BCG protege contra a meningite tuberculosa)

    • Para crianças, ao nascer.

São fundamentais e necessárias as medidas de prevenção, entre as quais manter todos os ambientes bem ventilados, se possível ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo, evitar transitar em ambientes fechados e mal ventilados, lavar as mãos frequentemente com água e sabão, manter higiene rigorosa com utensílios domésticos e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Sintomas

Os sintomas de meningite incluem febre de início repentino, associada à dor de cabeça, dor ou rigidez de nuca, vômitos frequentes e confusão mental. Em crianças pequenas, esses sintomas podem apresentar-se como choro persistente, irritação, falta de apetite, manchas vermelhas na pele e "moleira inchada". Na apresentação desses sintomas, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima, para avaliação médica, análise preliminar de amostras clínicas do paciente e início de tratamento que deverá ser feito de acordo com o agente causador da doença. 

Informações adicionais para a imprensa:
Letícia Wilson e Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
E-mail: divecomunicacao@saude.sc.gov.br
www.dive.sc.gov.br