IMG 2474Foto: Cleiton Ferrasso/ Ascom Defesa Civil

A Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) pelo seu trabalho de prevenção. O Prêmio Sasakawa Award é concedido a cada dois anos para organizações, indivíduos ou iniciativas que contribuam para salvar vidas e reduzir a mortalidade global por catástrofes.

Em Santa Catarina, o município de Blumenau é piloto do Projeto de Fortalecimento da Estratégia Nacional de Gestão Integrada de Risco em Desastres Naturais no Brasil (Gides). O governo brasileiro, em convênio com o governo japonês, escolheu as localidades para o projeto, a fim de fortalecer a estratégia nacional de gestão integrada de riscos em desastres naturais.

Além de SC, o estado do Rio de Janeiro - com os municípios de Petrópolis e Friburgo - foram premiados. A entrega ocorreu no dia 25 de maio, durante a Plataforma Global para a Redução de Riscos de Desastres, em Cancún, no México. O evento discutiu a implementação do Protocolo de Sendai, no qual o Brasil é um dos signatários do tratado junto à ONU.

premio sasakawa

Entre os projetos de prevenção que a Defesa Civil SC está realizando destacam-se as sobre-elevações das barragens Sul (Ituporanga) e Oeste (Taió); projetos para construção de pequenas barragens de contenção de água; implantação do radar do Vale (Lontras); radares Sul (móvel) e Oeste (Chapecó); sistema de alerta por mensagem de texto (SMS); apoio na elaboração do plano de contingência municipal; modernização de todo o sistema de proteção e defesa civil com o Centro Integrado de Gestão de Riscos e Desastres em Florianópolis junto com outros 20 Centros Regionais; projeto para mapear as áreas de risco geológico em todos os municípios. Também o intercâmbio no Japão para adquirir conhecimento técnico.

WhatsApp Image 2017 06 22 at 19.09.03
Foto: Arquivo Defesa Civil / Reunião no Japão

Para o secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, tudo isso é um grande avanço tanto para o governo de SC quanto para a secretaria criada em 2011. "Considerando a estrutura de nosso país com o que estamos fazendo dentro de SC, estamos implementando um padrão internacional de gestão de riscos e desastres similar aos países mais modernos do mundo. Isso vai ser percebido pela população devido a emissão de alertas, os simulados, a nova estrutura física que está em construção para integrar as ações principalmente num momento de desastre em que as pessoas não sabem como reagir. Município e Estado preparados para reagir em uma situação adversa", comenta Moratelli.

Para o secretário, o que mais orgulha é que a maioria dos projetos são financiados com recursos próprios. "Isso mostra a força do catarinense. Somente para as obras de infraestrutura do Vale do Itajaí contamos com apoio do Governo Federal" diz.

Assim como para quem coordena toda a secretaria é um orgulho, para quem trabalha na ponta também se sente feliz com a notícia. É o caso do coordenador Regional da Defesa Civil em Blumenau, Jackson Laurindo. Para ele, o prêmio Sasakawa é o reconhecimento pela realização de um trabalho inovador, desenvolvido com comprometimento, dedicação e seriedade na construção de metodologias e ferramentas que, juntas, são capazes de modificar cidades, mas principalmente proteger vidas.

A sede do coordenador fica em Blumenau, município onde foi desenvolvido o estudo do projeto Gides. Laurindo comenta que o projeto possibilitou uma nova percepção de recursos metodológicos e técnicos disponíveis para diversas ações que envolvem as fases de atuação da Defesa Civil.

"O projeto Gides possibilitou um maior amadurecimento técnico profissional daqueles que estiveram envolvidos no projeto, os conhecimentos abordados possibilitaram uma nova percepção da integralidade necessária entre setores da administração pública local, a construção de políticas públicas para proteção da população e prevenção aos desastres", diz. 

Projeto Gides

O Projeto Gides é coordenado pela Jica, composto por especialistas brasileiros e japoneses na área. Criado em 2013, em parceria entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Jica numa reaproximação do Governo Federal e o Governo Japonês (no âmbito federal o Ministério da Integração, Ministério das Cidades, Ministério da Ciência Tecnologias e Inovação, e Ministério de Minas e Energia). Participam do projeto Blumenau (SC), Petrópolis (RJ) e Nova Friburgo (RJ), considerados municípios que mais sofreram com as consequências dos desastres naturais de 2008 e 2011. 

Objetivo

Redução dos riscos de desastres geológicos através de medidas preventivas não estruturais. Os principais resultados são: melhoria dos sistemas de avaliação e mapeamento de riscos, previsão e alerta e também o planejamento urbano na atuação de prevenção de desastres. Tais melhorias serão efetivadas após a elaboração e validação de manuais técnicos, que serão aplicados nos municípios-piloto selecionados.

Informações adicionais para a imprensa
Cleiton Ferrasso
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889
E-mail: defesacivilsc@gmail.com
Site: www.defesacivil.sc.gov.br

A existência dos Sistemas Preventivos Contra Incêndios pode fazer a diferença em casos de sinistros, garantindo uma ação mais rápida e eficaz dos bombeiros e auxiliando no salvamento de vidas. Foi o que aconteceu em Tubarão, no fim da tarde desta quarta-feira, 21, quando um prédio residencial do Centro da cidade pegou fogo. As pessoas que estavam no prédio foram orientadas a deixarem seus apartamentos através da escada enclausurada (que estava construída de acordo com as normas técnicas) e, assim, conseguiram sair ilesas do local.

De acordo com o tenente-coronel Marcos Aurélio Barcelos, comandante do 8° Batalhão de Bombeiros Militar em Tubarão, a edificação estava em dia com todos os Sistemas de Segurança Contra Incêndio. E todos funcionaram perfeitamente quando foram acionados pelas equipes do Corpo de Bombeiros. Barcelos explica como a escada foi fundamental para salvar vidas e combater o fogo. “As equipes de resgate e combate às chamas usaram a escada tanto para conduzir as pessoas em segurança para fora do prédio, como para chegar ao andar incendiado. De lá, com auxílio dos equipamentos de respiração autônoma, progrediram no combate ao fogo até chegar ao foco do incêndio e controlá-lo”, explica. O sistema hidráulico, composto de equipamentos de mangueiras e hidrantes de parede, também foi de grande valia para a operação de combate às chamas, pois os bombeiros o utilizaram para o recalque de água até o pavimento incendiado.

Ao todo, cinco pessoas foram resgatadas, três delas foram encaminhadas aos hospitais da região por terem inalado grande quantidade de fumaça. “Pela proporção do incêndio, uma soma de fatores fez com que não houvesse vítimas graves ou fatais. Uma delas certamente foi o Sistema Preventivo. Por isso, é importante que os bombeiros possam continuar atuando na orientação e fiscalização dos itens de segurança para dirimir os riscos à sociedade,” conclui Barcelos. 

O incêndio 

Passava das 17h quando os bombeiros de Tubarão foram acionados. Após chegada das primeiras equipes, o comandante da operação percebeu a necessidade de solicitar apoio de profissionais de cidades vizinhas. Por isso, equipes de Capivari de Baixo também auxiliaram na ocorrência. 

As chamas começaram num dos quartos do apartamento situado no sétimo andar e rapidamente se espalharam para o restante dos cômodos e para andares superiores. O primeiro trabalho dos bombeiros foi resgatar os moradores e se certificar de que não havia riscos para os prédios vizinhos, enquanto as equipes dos caminhões adentraram à edificação para iniciar o combate às chamas. Esta equipe avançou aos poucos, confinou o fogo no cômodo de origem e conseguiu extinguir os focos. Posteriormente, foi realizado o rescaldo para garantir que não houvesse novas ignições na noite ou madrugada. O apartamento ficou bastante danificado e os demais muito sujos em virtude da fumaça. 

Na manhã desta quinta, uma equipe de peritos do Corpo de Bombeiros Militar foi ao local para coletar material. Após as análises, será possível detectar como o fogo começou. 

Informações adicionais para a imprensa
Krislei Oechsler
Assessoria de Imprensa 
Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina - CBMSC
E-mail: ccs@cbm.sc.gov.br
Fone: (48) 3251-9614 / 98843-4427
Site: www.cbm.sc.gov.br

Nesta sexta-feira, 23, Rio do Sul sedia o IIº Seminário Regional da Defesa Civil, no auditório do campus urbano do Instituto Federal Catarinense. O evento começa pela manhã com palestra do secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, e segue à tarde com palestras das diretorias de Resposta e Prevenção. Na semana seguinte, o trabalho continua com oficinas sobre Planos de Contingência e reuniões do Colegiado de Defesa Civil.

O secretário Moratelli diz que o seminário é parte do novo sistema integrado de proteção e defesa civil que a Secretaria da Defesa Civil está construindo, no qual os municípios registrarão seus planos de contingência. "O conjunto de ações integradas se constitui em um sistema pioneiro para a gestão de risco e desastres em SC, estabelecendo vínculos de planejamento, comunicação e ação entre municípios, regiões e Estado. Este ano, teremos o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) na Capital, ligado aos outros 20 Centros Regionais, e os planos municipais de contingência compõem os Centros Regionais e da Capital. Isso possibilita respostas mais rápidas aos cidadãos para não deixar que uma crise se torne desastre", comenta Moratelli.

Desde maio, a Defesa Civil do Estado trabalha para fortalecer os municípios de Santa Catarina. O seminário é realizado em parceria com a Fecam, em cada município-sede das coordenadorias regionais da Defesa Civil. No total, 20 seminários serão realizados até setembro. Até o momento, sete regionais receberam o evento. Agora, é a vez do Alto Vale do Itajaí.

Além de palestras, o encontro tem oficinas para sensibilizar os gestores públicos municipais e profissionais das áreas relacionadas à proteção e defesa civil sobre a gestão de risco e desastres. O encontro visa despertar o aumento da resiliência local para diminuir os efeitos adversos dos desastres. As inscrições são gratuitas, com vagas limitadas.

Serviço

O quê: IIº Seminário Regional de Proteção de Defesa Civil - A gente não pode mudar o passado, mas pode prevenir o futuro
Quando: sexta-feira, 23, às 9h
Local: Auditório do IFC, em Rio do Sul
Inscrições: Gratuitas no www.egem.org.br
Público-alvo: Prefeitos e vices, coordenadores municipais de defesa civil e pessoas que tenham interesse na área de proteção de defesa civil.

Informações adicionais para a imprensa:
Homero Buzzi
Assessoria de Comunicação
Agência de Desenvolvimento Regional de Rio do Sul
E-mail: imprensa@rsl.sdr.sc.gov.br
Telefones: (47) 3526-3014 / 98855-3946  

Um projeto de Lei que tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado pretende incentivar a atuação de mais voluntários no Corpo de Bombeiros Militar. A iniciativa do executivo pretende indenizar os custos dos bombeiros comunitários, pessoas da comunidade formadas e treinadas pelos bombeiros militares e que prestam serviços voluntários na instituição militar, conforme a disponibilidade mensal de tempo, com interesse único de auxiliar à comunidade.

Semelhante ao que ocorre em alguns países europeus, o projeto de lei prevê a indenização para os bombeiros comunitários que atuam nos quartéis nas atividades de busca, resgate veicular, atendimento pré-hospitalar e combate a incêndios. Apesar de ser um trabalho voluntário, pois os bombeiros comunitários já têm profissão e vínculos empregatícios com outros setores, há gastos referentes ao curso e aos serviços prestados, como aquisição de uniformes, alimentação, transporte e outros, por isso o projeto de lei é de extrema importância para a permanência do Programa Bombeiro Comunitário na instituição. 

Atualmente, apesar de mais de 18 mil pessoas já terem sido formadas para atuarem voluntariamente no Corpo de Bombeiros Militar, há somente pouco mais de dois mil bombeiros comunitários ativos no estado, e isso se deve também ao investimento pessoal necessário para permanecer na instituição. São considerados ativos os comunitários que prestam ao menos 24 horas de serviço por mês em algum quartel do Bombeiro Militar. “A indenização não é salário e não cria vínculos empregatícios. É apenas uma ajuda para custeio de despesas referentes a atividade prestada. Pois, hoje é quase como se os comunitários tivessem de pagar para trabalhar no bombeiro”, afirma o comandante- geral, coronel BM Onir Mocellin.

Além disso, é importante esclarecer que a ampliação de atuação dos bombeiros comunitários nos quartéis não tira o espaço dos militares ativos e também não impede a abertura de concurso para mais inclusões, pois não serve para solucionar a questão do efetivo. “É apenas a continuidade de um programa que já existe e que estreita a parceria entre o Bombeiro Militar e a comunidade. Toda a prestação de serviços continuará sendo gerenciada e coordenada pelos militares”, completa Mocellin. O comandante-geral explica ainda que hoje há 17 quartéis ativos no estado e que funcionam com apenas um militar de serviço por dia. O restante das guarnições são formadas por bombeiros comunitários. Entretanto, sem nenhuma ajuda de custo, muitos não se sentem estimulados a manterem uma regularidade nas atividades voluntárias. 

Como vai funcionar 

Mediante as escalas definidas pelo Comando-Geral, de acordo com a necessidade de atuação de comunitários e dos serviços prestados em cada quartel, haverá um limite de bombeiros comunitários por dia em atuação. E, como ocorre com os guarda-vidas civis nas praias, ao final de um turno de serviço, será computado o valor correspondente à média dos custos. Os valores exatos serão calculados e regulados mediante decreto. Além disso, haverá regras específicas e limites mensais por bombeiros comunitários para os serviços prestados. A ideia é limitar em um dia por semana a atuação de cada comunitário nos quartéis. Tudo para que os valores sejam exclusivos para custeio das despesas e não remuneratórios.

Entenda melhor o programa Bombeiro Comunitário

O Bombeiro Comunitário foi uma alternativa encontrada pelo Corpo de Bombeiros Militar, a partir do ano de 1998, para buscar diminuir o tempo de resposta nas ocorrências e tentar minimizar a escassez de efetivo com ajuda da comunidade. Ao longo do tempo, o programa foi aprimorado e hoje o estado já conta com mais de 18 mil pessoas formadas, que tanto aprenderam a adotar posturas mais preventivas, como também podem atuar voluntariamente na instituição. O serviço é prestado de acordo com disponibilidade e interesse de cada comunitário, apenas pelo gosto de estar servindo e prestando um serviço ao próximo.

Para se tornar um bombeiro comunitário é necessário ter mais de 18 anos, certidão negativa de antecedentes criminais, passar por um processo de seleção e participar integralmente dos cursos de formação, oferecidos pelos bombeiros militares: Curso Básico de Atendimento de Ocorrências (40 horas aula) e Curso Avançado de Atendimento de Emergências (com 344 horas aula, sendo 240 horas de estágio supervisionado).

Informações adicionais para a imprensa
Krislei Oechsler
Assessoria de Imprensa 
Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina - CBMSC
E-mail: ccs@cbm.sc.gov.br
Fone: (48) 3251-9614 / 98843-4427
Site: www.cbm.sc.gov.br


Foto: Arquivo/Secom

Com a chegada do inverno nesta quarta-feira, 20, fogões a lenha, aquecedores e lareiras são algumas das opções para enfrentar as baixas temperaturas em Santa Catarina. O Corpo de Bombeiros Militar alerta que o uso desses equipamentos exige cuidados para evitar acidentes e incêndios em residências.

De acordo com o major Walter Parizotto, existe uma incidência alta de incêndios, principalmente nas comunidades do interior do estado, onde é mais comum o uso de fogão a lenha em casas com assoalho de madeira. “Essa combinação exige mais cuidado. É preciso ter abaixo do fogão uma proteção metálica que possa amparar possíveis quedas de brasas”, explica.


Foto: James Tavares/Secom

O contato das brasas com materiais de fácil combustão também é uma preocupação para quem tem lareira em casa. “É preciso tomar cuidado na área próxima e ter um anteparo de metal que proteja este local”, alerta Parizotto. Também não é aconselhável deixar tapetes e almofadas muito próximos da lareira. O ideal é sempre apagar completamente as chamas antes de se retirar do ambiente.

No caso dos aquecedores, tanto elétricos quanto a gás, as principais recomendações são de não deixar o aparelho próximo de toalhas e cobertores, seguir as orientações do manual do fabricante e nunca manter o aquecedor ligado ao sair de casa.

O major Walter Parizotto lembra ainda que os pais precisam ter cuidados redobrados com animais e com crianças dentro de casa. “Crianças sozinhas costumam sofrer acidentes com fogo, então é importante que elas estejam sempre acompanhadas e longe de fogões, lareiras e aquecedores”, destaca.

Em caso de emergência, acione o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193.

>>> Rádio Secom: ouça a entrevista sobre os cuidados com aquecedores

Mais informações para a imprensa:
Merlim Malacoski
Serviço de Rádio da Secretaria de Estado da Comunicação
Fones: (48) 3665-3003 / 3665-3051
E-mail: radio@secom.sc.gov.br
 

Um estudo encomendado pela Secretaria de Estado da Defesa Civil (SDC) e desenvolvido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) mostra as possíveis causas da estiagem no Oeste de Santa Catarina. O relatório técnico foi intitulado "Estiagem no Oeste catarinense: diagnóstico e resiliência", levou em consideração dados históricos de 35 anos (1979 - 2013), com uma pesquisa que durou aproximadamente um ano.

A estiagem é conhecida como um fenômeno recorrente e cíclico na região, com registros a partir da década de 1940 e menções também importantes na década de 60. Destacam-se, em anos mais recentes, os eventos ocorridos nos anos de 2002 e 2012.

O objetivo do estudo foi apresentar um diagnóstico georreferenciado da evolução dos fatores condicionantes da estiagem no Oeste. Ele também servirá para projetar possíveis cenários para o futuro e promover a conscientização das pessoas, fortalecendo a resiliência local por meio da implantação de estratégias de gestão hídrica.

Para colocar em prática a ideia, os pesquisadores dividiram o trabalho em três etapas. A primeira tratou sobre o diagnóstico físico da região e dinâmica da sociedade. A segunda etapa abordou o trabalho de campo com visita nas microrregiões. A última fase serviu para analisar os dados e ajustar o documento final.

O território de estudo é distribuído em três regiões hidrográficas: Extremo-Oeste, Meio-Oeste, Vale do Rio do Peixe. No que se refere às águas subterrâneas, a região Oeste conta com dois aquíferos: Aquífero Geral e Aquífero Guarani. O relatório aponta ainda que também há bastante disponibilidade hídrica superficial e, portanto, a diminuição dos índices pluviométricos não seria a única responsável pela falta sazonal de água. A água abundante instiga a perfuração de poços artesianos, sendo que dos 7.165 cadastrados em Santa Catarina, 4.782 estão no Oeste.

O documento chama atenção porque nem todos esses poços estão cadastrados no SIAGAS, levando a uma estimativa de que existam, no total, aproximadamente 50 mil poços, dos quais 90% sejam ilegais. "Assim, a perspectiva de promover a abertura de poços como uma solução para a estiagem, sem o devido planejamento e garantias de fiscalização, não só é equivocada, como se constitui numa atitude que, ao invés de se resolver os problemas de escassez de água em certas épocas do ano, os pode potenciar", cita o relatório.

O estudo aponta que o solo possui boa drenagem e áreas para cultivo agrícola, porém, isso aumenta a demanda de água que, associadas a práticas inadequadas de exploração e uso, vão afetando a capacidade de retenção.Considerado celeiro de Santa Catarina, o Oeste produz aproximadamente 74% do milho, 68% da soja, 82% da carne de frango e 67% de carne de suínos produzidos no Estado.

"O corte da mata nativa para o plantio e produção agrícola pode ser um dos fatores que agravam a situação de estiagem no Oeste. Efetivamente, essa transformação afeta a capacidade de infiltração da água no solo com o aumento do escoamento superficial e do fluxo de abastecimento dos aquíferos."

Informações adicionais para a imprensa
Cleiton Ferrasso
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889
E-mail: defesacivilsc@gmail.com
Site: www.defesacivil.sc.gov.br

 

IMG 7316 copyFoto: Gisele Vizzotto/ ADR São Miguel do Oeste

A Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina realizou o II Seminário Regional em São Miguel do Oeste. O evento ocorreu nesta quarta-feira, 14, no auditório do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). O encontro abrange os 19 municípios da Associação dos Municípios do Extremo-Oeste de Santa Catarina (Ameosc). Nos dias 17 e 18 de julho, o trabalho continua com reunião do colegiado de Defesa Civil e oficinas.

Sete regiões já receberam o Seminário levando informação para quase 100 municípios. A reunião de trabalho começou em maio deste ano e abrangeu as regiões de Canoinhas, Maravilha, Chapecó, Joaçaba, Concórdia, Xanxerê e agora São Miguel do Oeste. A meta da Defesa Civil SC é alcançar todo o Estado até setembro deste ano.  

Com o tema "A gente não pode mudar o passado, mas pode prevenir o futuro", as palestras abordam a prevenção e respostas aos desastres. Neste sentido, o prefeito do município de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, lembrou o vendaval que ocorreu na semana passada e atingiu quase 300 famílias. Ele agradeceu a resposta rápida da Defesa Civil Estadual. "E essa gestão de crise a gente só alcança com planejamento, debates e conhecimento que é o que estamos fazendo hoje  neste Seminário", ressalta.

O secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, destacou que uma crise bem administrada deixa de ser um desastre. "E isso ocorreu em São Miguel do Oeste e outras regiões atingidas pelas chuvas dos últimos dias. Defesa Civil não é uma fábrica de leis, mas um sistema integrado entre os municípios, Estado, União e cidadão. Cada um tem seus deveres e responsabilidades para contribuir na prevenção", enfatiza.

IMG 2461Foto: Cleiton Ferrasso/ Ascom Defesa Civil

No evento de hoje foram realizadas palestras com o objetivo de sensibilizar os gestores públicos municipais e profissionais. Além do secretário Moratelli, que apresentou o sistema de Proteção e Defesa Civil, o diretor de Resposta aos Desastres, Anderson Ciotta, e o gerente de Monitoramento e Alerta da diretoria de Prevenção também abordaram a gestão de riscos e desastres. 

Informações adicionais para a imprensa
Cleiton Ferrasso
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889
E-mail: defesacivilsc@gmail.com
Site: www.defesacivil.sc.gov.br





Barragem Sul de Ituporanga - Foto de arquivo: Julio Cavalheiro / Secom

O volume de chuva que caiu em Santa Catarina nos meses de maio e junho de 2017 supera os registros de chuva dos meses agosto de 1984 e outubro de 2008. O levantamento foi feito pela Epagri/Ciram comparando o evento atual com os registros históricos da bacia hidrográfica do Rio Itajaí-Açu. Mas os impactos foram menores e sem morte registrada - resultado de um trabalho preventivo cada vez mais intenso da Defesa Civil, e da sobre-elevação das barragens de Taió (Oeste) e Ituporanga (Sul). 


Foto: Jeferson Baldo/GVG

O vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, acompanhado dos secretários da Casa Civil, Nelson Serpa, e de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, participou, nesta terça-feira,13, da solenidade em comemoração aos 14 anos de emancipação institucional do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), e de promoção de praças e oficiais. “Hoje os Bombeiros Militares de Santa Catarina comemoram sua independência e autonomia, fato que ocorreu em 2003, quando o então governador Luiz Henrique da Silveira, e eu, que também exercia o cargo de vice-governador, tivemos a oportunidade de conceder a emancipação a essa Corporação”, destacou Moreira.

O CBMSC possui 90 anos de história, e há 14 anos comemora a emancipação institucional da Corporação, que deixou assim, de ser parte integrante da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).

O comandante-Geral do CBMSC, Onir Mocellin, enfatizou o apoio do Governo do Estado para que a instituição esteja preparada e equipada adequadamente para o atendimento dos catarinenses. “Tivemos significativos investimentos do Governo do Estado para aquisição de viaturas operacionais e equipamentos, quanto na reposição de efetivos, com uma recente autorização para a inclusão de 300 novos Bombeiros Militares. Com tais investimentos e um efetivo qualificado e motivado, tivemos um salto de qualidade”.

De acordo com comandante o CBMSC o uso da tecnologia deu total possibilidade de colocar em dia todas as análises de projetos e vistorias no Estado, fazendo com que nos últimos cinco anos a Corporação aumentasse em mais de 100% na área de prevenção contra incêndio. Passando de 148 mil procedimentos em 2012, para 313 em 2016. No atendimento as ocorrências, no último ano, foram realizadas 194 mil socorros, colocando o Bombeiro Militar de Santa Catarina em primeiro lugar no Brasil, com a média anual de 201 atendimentos por bombeiro, 60 a mais do que o segundo colocado. “Tais resultados somente foram possíveis com o apoio do Governo do Estado que nos proporcionou condições de trabalho, remuneração digna e progressão na carreira, por meio do dos cursos de formação de cabo, sargento e oficiais mantendo assim a motivação do efetivo”.   

Durante a solenidade, ocorreram atos de promoção das carreiras de oficiais e praças, além das entregas de medalhas para autoridades e civis pelo trabalho desempenhado em parceria com a instituição. Foram 12 praças e 10 oficiais de todas as regiões do Estado. O vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, o secretário da Casa Civil, Nelson Serpa, e o de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, foram agraciados com a medalha em comemoração aos 90 anos da Corporação.

“Tenho orgulho de participar desta solenidade que me agraciou com a medalha comemorativa aos 90 anos de Bombeiro Militar, além de promover 12 praças e 10 oficiais em todo Estado, por mérito de serviço prestado aos catarinenses. Todo meu reconhecimento e admiração a vocês que garantem atendimento de alta qualidade, com dedicação, eficiência, e que nunca desistem quando o intuito é de minimizar sofrimento e salvar vidas”, finalizou o vice-governador.

Mais informações para a imprensa
Sabryna Sartott
Assessoria do Gabinete do Vice-Governador
E-mail: sabrynasartott@gmail.com
Fone: (48) 3665-2283 / 99138-8722
Site: www.sc.gov.br

Há 14 anos, em 13 de junho de 2003, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina adquiria sua autonomia institucional, deixando de ser parte integrante da Polícia Militar. Desde então, passou a administrar de forma autônoma as atividades constitucionais relacionadas à defesa civil, prevenção, combate a incêndios, salvamento e resgate de pessoas. Anualmente, o dia 13 de junho é lembrado nas unidades de bombeiros militar do estado como sendo o dia da emancipação institucional.

Por isso, vários batalhões promovem a solenidade de emancipação, com a promoção de seu efetivo local. Em Florianópolis, a solenidade aconteceu às 9h desta terça-feira, 13, no Centro de Ensino Bombeiro Militar, no Bairro Trindade, em Florianópolis.

Na ocasião, também acontecerão atos de promoção das carreiras de oficiais e praças. Além de entregas de medalhas a autoridades pelo trabalho desempenhado em parceria com a instituição.

>>> Confira a lista dos promovidos

Informações adicionais para a imprensa
Krislei Oechsler
Assessoria de Imprensa 
Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina - CBMSC
E-mail: ccs@cbm.sc.gov.br
Fone: (48) 3251-9614 / 98843-4427
Site: www.cbm.sc.gov.br