Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

Para fomentar a indústria do audiovisual em Santa Catarina, o governador Eduardo Pinho Moreira anunciou, nesta sexta-feira, 20, a abertura das inscrições do Prêmio Catarinense de Cinema 2018, que em sua 11ª edição, fará a maior premiação da história a 23 obras audiovisuais no Estado. O edital já está publicado e o período de inscrição é de 23 de abril a 8 de junho.

“Além de ser uma oportunidade de expressar a nossa cultura e história, a indústria do cinema representa hoje um dos alicerces da nova indústria catarinense e estamos atento a este potencial. Santa Catarina já ocupa um dos três polos nacionais na produção de animações e estes investimentos vão garantir incentivos a este mercado que também gera emprego e renda”, afirmou o governador.

O ato ocorreu na Casa d’Agronômica e contou com a participação dos secretários de Turismo, Cultura e Esporte, Tufi Michreff Neto e da Comunicação, Marcelo Mello Rego; do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Marcondes Marchetti, e do presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Ozéas Mafra Filho.

MERCADO AQUECIDO



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De acordo com dados do Mapeamento da Indústria Criativa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), de todo o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a indústria do audiovisual representa 0,46%, superando as participações dos segmentos farmacêutico (0,40%) e têxtil (0,33%). Neste universo, Santa Catarina ocupa a terceira posição no país com 2% dos trabalhadores empregados na indústria criativa.

“Estes recursos do Governo do Estado são importantes, pois recolocam Santa Catarina no roteiro de investimentos federais na indústria do cinema, o que ajuda a promover o Estado”, destacou Marchetti.

MAIOR INVESTIMENTO

Neste ano, o Prêmio Catarinense de Cinema destinará R$ 8,4 milhões aos vencedores. O valor representa o maior montante já pago entre todas as edições do Edital, que foi implementado por força de lei estadual em 2002.  Do total dos recursos, R$ 3,5 milhões são do Governo do Estado e R$ 4,9 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual da Agência Nacional de Cinema, a Ancine, que aumentou o investimento, em virtude dos esforços do Governo de Santa Catarina em incentivar a produção de curtas-metragens.

“O audiovisual é um dos pilares da chamada indústria criativa e o seu potencial de negócios e da promoção de renda não podem ser ignorados. É preciso estimular essa cadeia produtiva que tem um alcance para outros meios de produção da cultura, além, claro, de garantirmos uma janela para expressarmos a nossa cultura em sua diversidade”, destaca Ozéas.

INSCRIÇÕES

As inscrições no Prêmio Catarinense de Cinema deverão ser feitas mediante envio dos projetos pelo correio ou protocolado diretamente na sede da FCC. Ao fim do prazo de inscrições, caberá à Comissão Permanente de Licitação (CPL) da FCC junto à Comissão de Organização e Acompanhamento do edital proceder com a análise documental e consequente habilitação e não-habilitação dos projetos inscritos. A previsão para a assinatura dos contratos por parte da FCC é outubro de 2018.

As orientações sobre como participar estão na minuta do edital, que está disponível para leitura neste link e no site www.portaldecompras.sc.gov.br onde os participantes também podem acompanhar o passo a passo da premiação e obter mais informações. A Comissão de Organização e Acompanhamento (COA) do edital abriu um canal de esclarecimentos por meio do endereço eletrônico editalcinemasc@fcc.sc.gov.br e as respostas serão publicadas exclusivamente no site da FCC e Portal de Compras, não sendo enviadas respostas individuais por correio eletrônico.

Paula Darolt - Secom

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masc mhm 5801Foto: Márcio H. Martins/FCC

O Centro Integrado de Cultura (CIC) ficou efervescente na noite desta quarta-feira, 18, na abertura das exposições para celebrar as sete décadas de existência do Museu de Arte de Santa Catarina (Masc). Aproximadamente 800 pessoas circularam pelos espaços expositivos, conferindo as cores, as formas e os movimentos das obras que compõem as mostras.

O Masc sedia a exposição Desterro Desaterro – Arte Contemporânea em Santa Catarina que reúne trabalhos de 80 artistas, sendo uma grande parcela catarinense. Assinada pelo curador do Masc, Josué Mattos, a mostra propõe reflexões sobre a produção artística contemporânea. “O grande público na noite de abertura foi a comprovação de que o conjunto de artistas existente na nossa região poderia sistematizar-se para ter uma exposição à altura de nossa história”, destacou o curador Josué Mattos.

A intenção é conectar-se à memória do museu, especialmente ao período de seu surgimento, no fim dos anos 1940, quando foi inaugurada a então “primeira exposição de arte contemporânea" em Florianópolis. Era a época do Grupo Sul, o movimento modernista transgressor que rompeu as amarras do passado e deu voz e vez às novidades artísticas do Brasil e do mundo.

Além disso, o projeto Claraboia recebe o legado de proposições do professor e artista Zé Kinceler (1961-2015) e o Coletivo Geodésica - grupo formado por ele em 2011. Já a Sala de Vídeo do Masc exibe uma imersão no trabalho do pintor Ivens Machado.

O salão anexo ao Masc recebe a mostra O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália, projeto que traz ao Brasil obras de artistas renomados do país oceânico. A exposição, que já passou por São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, respectivamente, reúne mais de 50 obras, selecionadas por importância histórica, com uma linguagem moderna e contemporânea e técnicas diversas, tais como pinturas, esculturas, litografia e pinturas em entrecasca de eucalipto.

Para completar, o recém-inaugurado espaço Lindolf Bell foi reformado para abrigar o Projeto Armazém, uma coletânea de obras de 300 artistas. As peças serão vendidas no fim da exposição, nos dias 8 e 9 de junho.

Serviço

:: Mostra Desterro Desaterro - arte contemporânea em Santa Catarina 
:: Projeto Claraboia – sobre Zé Kinceler
:: Sala de Vídeo – sobre Ivens Machado
Visitação: até 22 de julho, de terça a domingo, das 10h às 21h
Onde: Masc - CIC (Av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Classificação indicativa: livre

masc mhm 5554
Foto: Márcio H Martins

:: Mostra O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália
Quando: Até 3 de junho, de terça a domingo, das 10h às 21h
Onde: Salão anexo ao Masc - CIC (Av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Classificação indicativa: livre


masc mhm 5812
Foto: Márcio H Martins

:: Projeto Armazém
Visitação: até 9 de junho, de terça a domingo, das 10h às 21h
(A feira será nos dias 8 e 9 de junho)
Onde: Espaço Lindolf Bell - CIC (Av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Classificação indicativa: livre

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Fotos: James Tavares/Secom

A importância da integração cultural entre Santa Catarina e Açores foi destacada pelo governador Eduardo Pinho Moreira durante a abertura oficial do Congresso Internacional dos 270 anos da Presença Açoriana em Santa Catarina, realizada na manhã desta quinta-feira, 19, no auditório do Tribunal de Contas do Estado, em Florianópolis. "Essa ligação Açores-Florianópolis se mantém viva como uma característica forte na cultura do povo catarinense. O congresso é uma oportunidade para construir e manter a troca de experiências e informações entre Florianópolis, Portugal e Espanha”, disse o governador.

O presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Augusto César Zeferino, afirmou que o objetivo principal do evento, que possui um forte caráter acadêmico e científico, é contribuir cada vez mais para uma integração entre as instituições de SC, portuguesas e espanholas. O encontro, que vai até sexta-feira, 20, discute influência açoriana, principalmente no Litoral catarinense.

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Também participa do congresso o presidente da Região Autônoma dos Açores, Vasco Alves Cordeiro, que nesta quarta-feira, esteve reunido com o governador reforçando a importância de fortalecer relações entre SC e os Açores.

HISTÓRIA

O Estado recebeu a colônia açoriana há 270 anos, quando aproximadamente seis mil açorianos partiram de Portugal e trouxeram suas raízes culturais para o Estado. Florianópolis é carinhosamente chamada pelos portugueses de “Décima Ilha” dos Açores, uma referência às nove ilhas do arquipélago açoriano.

O Congresso Internacional dos 270 Anos da Presença Açoriana em Santa Catarina: Mar, Patrimônio, História e Literatura reúne pesquisadores, jornalistas, escritores, historiadores, professores e autoridades portuguesas e locais para debaterem de maneira plural questões históricas, culturais, oceanográficas e de desenvolvimento sustentável, além da produção literária das duas margens atlânticas. O evento é uma realização do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Cataria e da Academia Catarinense de Letras, com o apoio do Governo do Estado por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). 

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Seja nos azulejos coloridos da arquitetura preservada, no artesanato, seja na gastronomia vinda da pesca, a cultura dos Açores em Florianópolis ainda está presente, com muita força. Em 2018, Santa Catarina completa 270 anos de colonização açoriana, e para comemorar, o governador Eduardo Pinho Moreira, convidou o presidente da Região Autônoma dos Açores, em Portugal, Vasco Alves Cordeiro, para conhecer o Estado. O encontro foi realizado nesta quarta-feira, 18, no gabinete do governador, em Florianópolis.

“A história de Açores está entrelaçada com Florianópolis e Santa Catarina. Os antepassados que aqui imigraram foram muito importantes para nossa história. Estar lá e conhecer um pouco in loco de onde eles saíram, a coragem de terem vindo, nos descobrir e nos colonizar é um momento de alegria e eu espero poder aceitar esta visita do governo de Açores”, respondeu o governador ao convite do presidente dos Açores para visitar a província.

MHSC reforma
Foto: Márcio Henrique Martins / FCC

Foram prorrogadas até 30 de abril as inscrições do edital para seleção de expositores do Museu Histórico de Santa Catarina, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), sediado no Palácio Cruz e Sousa, no centro da capital.

Por meio desse edital, cada uma das três propostas selecionadas receberá R$ 3 mil. As mostras farão parte do calendário do Museu Histórico entre 2018/2019 e ocorrerão entre julho de 2018 e junho de 2019 na Sala Martinho de Haro e/ou Jardins do Museu. As propostas deverão abordar, preferencialmente, temas relacionados com história, memória e patrimônio cultural.

Podem participar do processo de seleção proponentes brasileiros ou estrangeiros em situação legal no país. Somente será permitida a cada proponente a inscrição de uma proposta individual ou uma coletiva.

O novo edital e seus anexos estão disponíveis no neste link.

Informações serão prestadas pelo e-mail licitacao@fcc.sc.gov.br.

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Fotos: Jeferson Baldo / Secom

Em comemoração aos 160 anos de relacionamento diplomático entre o Brasil e a Turquia, Santa Catarina recebe, pela primeira vez no país, uma mostra do fotógrafo Turco, Ara Güler. A abertura da exposição Testemunho de um Século de Ara Güler foi realizada nesta segunda-feira, 16, na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), campus Florianópolis e contou com as presenças do Cônsul Geral da Turquia, Serkan Gedik, e da primeira dama e presidente da Fundação Nova Vida, Nicole Torret Rocha Moreira.

A convite do governador Eduardo Pinho Moreira, o cônsul cumpre agenda no Estado com objetivo de aproximar ações culturais, além de possíveis trocas comerciais. “Acredito que atividades culturais como esta podem fazer uma ponte entre as nações. A exposição vai ajudar os brasileiros a perceber as similaridades entre os nossos povos e ela só foi possível graças ao Governo de Santa Catarina”, agradeceu Gedik.

Casa dos AçoresFoto: Marcio H. Martins

A chegada dos açorianos em Santa Catarina, há exatos 270 anos, representa um legado que transcende ao tempo com reminiscências históricas, sociais, econômicas e culturais que repercutem até hoje. Este acontecimento será tema de um congresso internacional nesta quarta, 18, quinta, 19 e sexta-feira, 20, no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em Florianópolis. A realização é do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e da Academia Catarinense de Letras, com o apoio do Governo do Estado por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

O Congresso Internacional dos 270 Anos da Presença Açoriana em Santa Catarina: Mar, Patrimônio, História e Literatura reunirá em Florianópolis pesquisadores, jornalistas, escritores, historiadores, professores e autoridades portuguesas e locais para debaterem de maneira plural questões históricas, culturais, oceanográficas e de desenvolvimento sustentável, além da produção literária das “duas margens atlânticas”.

A programação abre na quarta-feira com a visita da comitiva de pesquisadores, convidados e autoridades portuguesas e brasileiras aos lcoais de referência da cultura açoriana na região. A primeira escala na antiga Freguesia de São Miguel da Terra Firme e Museu Etnográfico Casa dos Açores, em Biguaçu. A comitiva também conhecerá a freguesia de Santo Antônio de Lisboa e o Centro Histórico de Florianópolis. No quinta e sexta-feira, a programação se concentrará no auditório do Tribunal de Contas do Estado, no Centro de Florianópolis, para uma série de conferências e mesas redondas que reunirão jornalistas , professores, escritores e pesquisadores do Brasil, Portugal e Espanha.

Entre as presenças aguardadas estão doutores como Artur Teodoro Matos (Universidade Nova de Lisboa), Gilberta Rocha (Universidade dos Açores), Epina Barrio (Universidade de Salamanca), os escritores Nuno Costa Santos (Açores), Luiz Antônio de Assis Brasil, Deonísio da Silva, Celestino Sachet, Amílcar Neves, entre outros. Também são esperados o presidente do Governo Regional dos Açores,Vasco Cordeiros e demais autoridades daquele país para a abertura oficial do congresso, na quinta-feira, às 9h30min, no auditório do TCE.

Para participar do congresso basta inscrever-se gratuitamente por meio do site www.acores270.org e também se informar sobre a programação completa.

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Masc Clara Fernandes Paisagem 1993 trama em rami algodão juta e fibras vegetais sobre suporte de tear. Foto de Marcio H Martins

O Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) celebra 70 anos em 2018. Para marcar a data, a instituição que abriga um acervo importantíssimo da arte brasileira inaugura no dia de 18 de abril um programa especial com três grandes exposições: Desterro Desaterro - arte contemporânea em Santa Catarina, uma coletiva com artistas de diferentes gerações; O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália, projeto que traz ao Brasil a coleção mais diversificada e vigorosa da tradição artística contínua mais antiga do planeta; e o Projeto Armazém – O mundo como armazém, com obras de 300 artistas. A abertura será a partir das 19h, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, e com entrada gratuita e livre.

O próprio CIC foi preparado para receber essa ocupação histórica, que se estenderá da ala Sul, onde está localizado o Masc, à ala Norte – com a revitalização do espaço Lindolf Bell. “Um evento desta relevância, que evoca a história de um dos principais museus de arte do país, que é o nosso Masc, merece que seja celebrado. Até julho, o Lindolf Bell servirá ao Masc, sendo revitalizado de maneira surpreendente. Esse é o ano do Masc, da sua história, mas, principalmente, do que ele projeta para o seu futuro”, destacou presidente da FCC, Ozéas Mafra Filho.

Desterro Desaterro é um encontro de figuras pertencentes a diferentes gerações que entendem o território da arte vinculado a percursos, trajetos e envolvimentos mútuos. Serão 80 artistas no total, entre eles nomes expressivos para a arte catarinense, como Fernando Lindote, Franzoi, Clara Fernandes, Elke Hering, Berenice Gorini, Paulo Gaiad, Raquel Stolf, Yftah Peled, Walmor Corrêa e Gabriela Machado. Entre os emergentes, nomes como Audrian Cassanelli, Sonia Beltrame, Cyntia Werner e Daniele Zacarão. Assinada pelo curador do MASC, Josué Mattos, a mostra propõe reflexões sobre a produção artística contemporânea.

A intenção se conecta à própria memória do museu, especialmente ao período em que o Masc surgiu no final dos anos 1940, quando foi inaugurada a então primeira exposição de arte contemporânea em Florianópolis. Era a época do Grupo Sul, o movimento modernista transgressor que então rompeu as amarras do passado e deu voz e vez às novidades artísticas do resto do Brasil e do mundo.

“Queremos que se faça uma nova reunião – com artistas vivos —para desaterrar e refletir sobre nosso estado de isolamento. Repetimos algo semelhante à experiência de 1948, com a participação de artistas regionais, nacionais e internacionais”, diz Josué Mattos.

Arte aborígene artista Tommy Watson 1935. Nome da obra Sem Título 2014. Técnica Tinta acrílica sobre linho belga 1
Foto: Arte aborígene artista Tommy Watson 1935. Nome da obra Sem Título 2014. Técnica Tinta acrílica sobre linho belga

Já o espaço Londolf Bell, que será reinaugurado no dia 18, receberá a mostra O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália, projeto que traz ao Brasil obras que compõem o acervo são de artistas renomados, como Rover Thomas, Tommy Watson e Emily KameKngwarray, entre outros, que já tiveram os seus trabalhos expostos no MoMA e Metropolitan (Nova Iorque), Bienais como a de Veneza, São Paulo e Sidney, entre outros eventos de prestígio internacional. A artista Emily KameKngwarray (1910-1996) é uma das estrelas da mostra. Mulher, negra, começou a pintar aos 79 anos de idade e é considerada pela crítica uma das maiores pintoras expressionistas do século 20.


“Essa coleção é um presente à população brasileira. Em um acervo de mais de três mil obras, selecionamos aquelas mais significativas. Muitas já foram publicadas em inúmeros catálogos de arte, citadas em teses de dourado e exibidas em várias instituições de prestígio na Austrália, Europa e América do Norte”, conta o curador brasileiro Clay D´Paula, que assina a curadoria com os australianos Adrian Newstead e DjonMundine.

A exposição, que já passou por São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, respectivamente, reúne mais de 50 obras, selecionadas por importância histórica, com uma linguagem moderna e contemporânea e técnicas diversas, tais como pinturas, esculturas, litografia e barkpaintings (pinturas em entrecasca de eucalipto). Depois de Florianópolis, esta mostra será levada a outras cidades do Nordeste e Sudeste do Brasil, bem como outros países da América Latina.

A história do Masc

O acervo do MASC começou a partir da Exposição de Arte Contemporânea, trazida a Florianópolis em 1948 pelo escritor carioca Marques Rebelo (1907 – 1973). Foi o primeiro choque de modernidade nas artes catarinenses e o embrião para o que viria a ser o MASC, um ano depois da criação do MASP, em São Paulo. O Grupo Sul, claro, estava por trás desse projeto.

O escritor Salim Miguel (1924 – 2016), um dos fundadores do movimento, contou em texto assinado na obra Biografia de um Museu (2002) que foi a primeira vez que pintores como Portinari, Segall, Pancetti etc foram vistos na cidade. Como resultado imediato da exposição, surgiu um pequeno museu, o pátio Marques Rebelo. A partir daí o acervo se constituiu e foi a primeira versão do que hoje se chama de MASC.

Acervo fundamental para a história da arte no Brasil

Hoje o MASC conta com 1800 obras no acervo. A maior parte são produções das décadas de 1940 e 1950, todas importantes para a história da arte brasileira. Depois de um longo hiato, o acervo foi enriquecido com obras de artistas revelados pelo Salão Victor Meirelles, concurso criado em 1993 e cuja última edição foi em 2008.

Programação comemorativa segue até 2019

Para receber as mostras, o MASC ampliará sua área. Além da ala Sul do Centro Integrado de Cultura (CIC), ocupará também a ala Norte, onde estarão as obras do Projeto Armazém e da mostra Arte Aborígene Contemporânea da Austrália.
A programação terá continuidade. Estão previstas outras exposições comemorativas ao longo do ano e até 2019.

Serviço - MASC 70 anos

“Mostra Desterro Desaterro - arte contemporânea em Santa Catarina”
Quando: 18 de abril, às 19h (abertura). Visitação até 22 de julho, de terça a domingo, das 10h às 21h
Onde: MASC – Museu de Arte de Santa Catarina (Av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Classificação indicativa: livre

Mostra O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália e Projeto Armazém

Quando: Até 3 de junho, de terça a domingo, das 10h às 21h
Onde: Espaço Lindolf Bell (Av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Classificação indicativa: livre

Assessoria de Comunicação

Fundação Catarinense de Cultura (FCC)
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Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Depois de 45 dias fechado para uma reforma completa na parte elétrica, o Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, no Centro de Florianópolis, foi reaberto na noite desta terça-feira, 10. O secretário de Estado de Comunicação, Marcelo Mello Rego, representou o governador Eduardo Pinho Moreira durante cerimônia.

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“A reabertura de um dos espaços mais antigos de Santa Catarina é muito importante para que as pessoas possam conhecer e viver um pouco da nossa história. É uma forma demonstrar que o Governo incentiva e apoia a cultura no Estado. Sou historiador e tenho um carinho especial por esse trabalho”, destacou o secretário da Comunicação, Marcelo Mello.

Toda a fiação foi substituída e as arandelas internas e externas tiveram a estrutura modernizada. A última grande reforma da parte elétrica foi realizada há cerca de 40 anos. “Já foi feita a restauração da marchetaria (piso de madeira) e agora fizemos a reparação dos lustres, além da lavação externa do prédio”, contou a restauradora do museu histórico, Márcia Escorteganha. 

Conforme a administradora do espaço, Maria José da Costa Brandão, cada item da parte elétrica, desde uma tomada até a alimentação que vem da rua, foi substituída evitando ocorrências futuras como incêndio. “É um trabalho vital para essa edificação que há mais de 40 anos não recebia nenhum de tipo de reforma elétrica. A gente estava correndo constantes riscos no patrimônio”. 

Em consideração ao trabalho realizado no último ano o atual presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Oséas Mafra Filho, passou a palavra ao ex-presidente Rodolfo Pinto da Luz, que anunciou a restauração do memorial Cruz e Souza, local que abriga as cinzas do poeta.

“Cada detalhe dessa obra foi tratado com zelo e atenção. Em nome da história de Santa Catarina precisamos preservar este patrimônio para as futuras gerações”, disse o ex-presidente da FCC, Rodolfo Pinto da Luz.

Exposições

O Museu Histórico reabre com duas exposições na Sala Martinho de Haro: uma delas com obras do pintor Hassis e a outra de Jone Cesar Araújo, com a temática dos 270 anos da chegada dos açorianos ao litoral catarinense. 

Museu Virtual

Quem visitar o Museu Histórico poderá fazer uma tour virtual com o auxílio de um audioguia (clique aqui). Com essa ferramenta, o público pode obter informações sobre as principais obras, em texto e áudio, e em cinco línguas: português, inglês, espanhol, francês e italiano.

O Museu

Criado pela Lei Estadual nº 5.476, de 4 de outubro de 1978, o Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) teve sua abertura na Casa da Alfândega, em Florianópolis, realizada em 2 de março de 1979, conforme termo de abertura assinado pelo secretário da Educação e Cultura, professor Márcio Cesar Moraes. 

A mudança efetiva da Alfândega para o Palácio Cruz e Sousa ocorreu antes mesmo que a lei que transferia o MHSC para a nova casa fosse sancionada. No dia 5 de dezembro de 1986, ocorreu a solenidade em que o governador Esperidião Amin sancionou a lei que transferia definitivamente o MHSC e o IHGSC para o Palácio Cruz e Sousa. Na Lei n. 6.900, de 5 de dezembro de 1986, o Palácio passa aos cuidados do MHSC. 

A História

Em meados do século XVIII, época em que foi criada a Capitania da Ilha de Santa Catarina e nomeado seu primeiro governador, o brigadeiro José da Silva Paes, foi também construído junto à praça da Vila de Desterro um prédio de três seções e dois pavimentos para ser a nova "Casa de Governo". Durante mais de um século, o Palácio passou por diversas modificações, até que na mudança republicana uma grande reforma (1894–1898) foi realizada, adquirindo as características arquitetônicas preservadas até o presente.

Dez estátuas alegóricas esculpidas pelo artista italiano Gabriel Silva ornamentam a parte externa do prédio, coroando as platibandas. Entre elas, a padroeira do estado, Santa Catarina; a ninfa evocativa dos mares, Anfitrite; e o deus mitológico Mercúrio, compondo com duas barricas, alegoria alusiva ao comércio e à indústria catarinenses, respectivamente, sendo o último localizado no alto da fachada lateral, à direita. Os ladrilhos da calçada à frente do palácio foram importados e assentados no ano de 1910.

Posteriormente, nas obras de manutenção, foram realizados inúmeros acréscimos e modificações internas, além de repinturas que se acumularam em várias camadas com o passar dos anos. Em 1977, deu-se início a um grande trabalho de restauração do edifício, que passou a denominar-se, em 1979, Palácio Cruz e Sousa, em homenagem ao grande poeta catarinense.

Em 1984, o prédio é tombado como patrimônio histórico do Estado e iniciam-se novas obras de restauração, as quais lhe devolvem as características arquitetônicas originais da reforma feita pelo governador Hercílio Luz em 1898. Em 1986, reaberto, passa a sediar o Museu Histórico de Santa Catarina.

A partir de 2005, foram retomados os trabalhos de restauração das pinturas decorativas das paredes internas e dos forros de estuque, tratamento emergencial necessário, que vem sendo realizado por uma equipe de profissionais qualificados, dentro de rigorosos critérios técnicos. Quem visita o Museu pode acompanhar as etapas da restauração.

Informações adicionais para a imprensa:
Rafael Vieira de Araújo 
Assessoria de Comunicação
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Telefone: (48)  3665-3018 / 99116-8992
Site: www.sc.gov.br
www.facebook.com/governosc e @GovSC


Foto: Divulgação / FCC

Uma conciliador e profundo conhecedor dos caminhos da esfera pública. Ozéas Mafra Filho, 67 anos, assume a presidência da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Desde o início de 2016 ele respondia pela gerência financeira da instituição, até receber o convite do governador Eduardo Pinho Moreira para assumir o comando da FCC.