Foto: Aires Mariga / Epagri

A Epagri e o Sebrae realizam nesta sexta-feira, 6, o I Workshop de Indicação Geográfica (IG) para a Maçã da Região de São Joaquim. O evento acontece entre 8h30min e 13h, no auditório da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR).

Esse será o primeiro contato oficial da cadeia produtiva da maçã com o conceito de Indicação Geográfica, explica Marlon Francisco Couto, gerente regional da Epagri em São Joaquim. A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores. O champanhe é um exemplo clássico de IG.

Workshop

São esperadas cerca de 60 pessoas no evento, entre representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), empresas e cooperativas, além de fruticultores, técnicos e outros profissionais do setor de fruticultura. Também foram convidadas autoridades representando os municípios da região e membros da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) e da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de SC (AMAP).

De acordo com Marlon, o objetivo do workshop é sensibilizar os membros da cadeia produtiva para o tema e conhecer a posição deles quanto à busca dessa certificação. O pedido de uma IG deve ser encaminhado sempre por uma associação que represente a cadeia produtiva, não pode ser solicitado pela Epagri ou pelo Sebrae, por isso a importância da discussão do tema com os representantes do setor, para que se possa saber se eles estão dispostos a avançar na proposta.

Valorização

O gerente regional da Epagri em São Joaquim entende ser importante a busca de uma IG para a maçã produzida na região, para valorizar o produto e trazer ainda mais reconhecimento nacional. Por outro lado, o consumidor também é beneficiado, pois saberá a procedência da fruta que compra. A IG pode ainda movimentar outros setores da economia local, como turismo e gastronomia, atraindo riquezas para os municípios, pondera Marlon.

No ano passado a Epagri já iniciou análises científicas das maçãs produzidas na região. “É preciso provar que as frutas daqui têm características que as diferem das de outras regiões, para justificar o pedido de uma IG”, esclarece Marlon.

Indicação geográfica

O processo de obtenção de uma IG é bastante específico. Requer, entre outros documentos, um estudo que demonstre características de clima e de solo que unifiquem a região solicitante. Além desse estudo, a Epagri também coordena outras ações exigidas para a certificação. Ao final do processo os documentos são reunidos num dossiê, que é enviado para o Instituto Nacional de da Propriedade Industrial (INPI), que é quem decide pela concessão ou não da IG.

Santa Catarina já conta com a IG do Vales da Uva Goethe. Ainda neste ano deve sair a IG para a Banana Corupá. O processo para obtenção de Indicação do Queijo Artesanal Serrano depende apenas da avaliação do INPI. A Epagri também vem produzindo os estudos necessários para as IGs da erva-mate do Planalto Norte catarinense, dos vinhos de altitude e do mel de melato da bracatinga. O milho crioulo, o alho, a cebola a farinha de mandioca e o arroz são outros produtos apontados pela Epagri como potenciais Indicações Geográficas.

Serviço

  • O que: I Workshop de Indicação Geográfica (IG) para a Maçã da Região de São Joaquim
  • Quando: 6 de julho, sexta-feira, entre 8h30min e 13h
  • Onde: no auditório da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de São Joaquim. Rua Getúlio Vargas, 6, Centro
  • Entrevistas e informações: Marlon Francisco Couto, gerente regional da Epagri em São Joaquim, pelos fones (49) 3233-8427 / 99979-6534

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O município de Presidente Getúlio se prepara para a 22ª Expofeira Estadual do Leite e, entre shows e atrações culturais, o evento terá um espaço dedicado ao Seminário dos Agricultores.  Nesta quinta-feira (5), às 9h, são esperados mais de mil produtores rurais para discutir o momento, as perspectivas e desafios da agricultura. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, será um dos palestrantes e trará um panorama do agronegócio catarinense.

A agricultura familiar é a marca registrada de Santa Catarina. O estado tem 195 mil propriedades rurais economicamente ativas e 90% delas têm menos de 50 hectares. Mesmo com pequena extensão, o estado se destaca na produção de alimentos: está entre os maiores produtores nacionais de suínos, maçã, cebola, aves, banana e leite. “Em Santa Catarina agricultura familiar não é sinônimo de agricultura pobre. Não é o tamanho da propriedade que define o tamanho do negócio da propriedade, é o que nós produzimos e como produzimos. Quando andamos pelo interior do estado percebemos que mesmo nos menores municípios existem pessoas que geram riqueza com o trabalho agrícola”, explica o secretário Spies.

Seminário

O Seminário será uma oportunidade para que os agricultores reflitam sobre os desafios e oportunidades para o agronegócio catarinense, principalmente para produção leiteira. O secretário da Agricultura afirma que os produtores rurais irão compartilhar conhecimentos sobre o que precisam fazer para se manterem competitivos e prosperar com sustentabilidade em seus negócios agropecuários. “O leite é a atividade que mais cresce no setor agropecuário de Santa Catarina e é um setor que está mudando muito com a adoção de novas tecnologias por parte dos produtores e das indústrias. O grande desafio é produzir leite de alta qualidade a custo competitivo e isso exige maior organização estrutural do setor e investimentos em infraestrutura, que permitam que o leite do sul do Brasil seja um produto competitivo no mercado global”.

O Seminário dos Agricultores acontece nesta quinta-feira (5), a partir das 9h, no Palco Principal do Parque Municipal de Eventos.

Expofeira Estadual do Leite

Entre os dias 5 e 8 de julho acontece em Presidente Getúlio a 22ª Expofeira Estadual do Leite. Esta é a maior festa do município voltada para a valorização do agricultor, destacando o gado leiteiro. A programação conta  com atrações culturais, gastronomia típica, torneio leiteiro, exposição agropecuária entre outros.

Segundo o secretário de Agricultura de Presidente Getúlio, Valdécio Anacleto, a previsão é de 170 animais estejam expostos na feira. "Teremos os tradicionais torneios de gado leiteiro, o animal de pista e o animal de corte. As provas são validas para o ranking estadual de animais", conta.

Além da exposição de animais, a feira conta com diversas atrações como o Desfile Alegórico, Concurso Nacional de Tomadores de Leite em metro, tradicional Banho de Leite, Feira de Negócios, Noite Artística Cultural, Shows, Bailes, Seminário da Agricultura, Torneio Leiteiro, Palácio do Leite, comida típica, eventos gastronômicos Casa da Getulina, entre demais atrações.

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Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou os padrões de qualidade do leite cru. A Instrução Normativa 31 manteve por mais um ano as normas de Contagem Bacteriana Total e Contagem de Células Somáticas presentes no leite cru refrigerado para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Com a IN 31, permanecem em, respectivamente, 500.000 cel/ml e 300.000 UFC/ml a Contagem de Células Somáticas e Contagem Bacteriana Total permitida no leite cru refrigerado. O secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que os padrões atuais continuam em vigor até a publicação das novas Instruções Normativas que trarão melhorias nos regulamentos técnicos de identidade e qualidade do leite.

“O setor produtivo espera que as novas regras, que aprimoram produção, conservação, transporte e comercialização de leite, sejam aprovadas no menor tempo possível. As novas normas serão mais adequadas à realidade brasileira e estão alinhadas com os parâmetros internacionais, o que irá permitir que o leite brasileiro conquiste o mercado externo”, ressalta.

Assim que as novas normas forem publicadas, a IN 31 e as demais referentes ao assunto serão revogadas.

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A Epagri deu início a segunda etapa do Programa de Produção de Alho Semente Livre de Vírus. O objetivo é produzir sementes capazes de manter a alta produtividade das lavouras de alho nobre de Santa Catarina.

Renato Vieira, gerente da Estação Experimental da Epagri em Caçador (EECd), explica que o Programa está sendo retomado devido a uma reinfecção natural que vem ocorrendo nas lavouras desde a primeira etapa, necessitando de novas gerações de sementes para manutenção da alta produtividade alcançada com o uso da técnica. “A expectativa é de que em dois anos a Epagri disponibilize esses novos lotes de sementes livres de vírus para os produtores”, avalia

Produção

Santa Catarina é o terceiro maior produtor de alho nobre do Brasil, com uma área plantada de aproximadamente dois mil hectares. A região de Curitibanos é a maior produtora do Estado. Desde 2004, quando o trabalho iniciou no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais da Estação Experimental de Caçador, o Programa já beneficiou mais de 300 produtores de alho catarinenses e de outros estados.

Antes do início do Programa, a produtividade média das lavouras de alho nobre catarinenses não ultrapassava oito toneladas por hectare. Com a distribuição das primeiras sementes livres de vírus produzidas nos laboratórios da Epagri, houve um incremento significativo na produtividade, passando para uma média de 11 toneladas de bulbos colhidos por hectare. Algumas lavouras produzem até 15 toneladas de bulbos por hectare.

“Esse aumento na produtividade das plantas se deve ao efeito da técnica de limpeza de vírus aplicada nas sementes de alho. Os principais beneficiados foram os agricultores, pois, ao utilizarem as sementes livres de vírus em suas lavouras, aumentaram o lucro em suas propriedades e, o mais importante, sem aumento do custo de produção”, descreve Renato.

Como é feita a limpeza

O processo de limpeza inicia com a seleção dos melhores bulbos (cabeças) ainda na lavoura. No laboratório, os bulbilhos (dentes) são separados e tratados pelo processo de termoterapia. Os bulbilhos-sementes são colocados para germinar em uma estufa à temperatura de 38°C durante 15 dias para paralisar a multiplicação de vírus alojados na semente.

A etapa seguinte é a cultura de meristemas. Nela, os pesquisadores retiram porções de células isentas de vírus localizadas no meristema, um tecido embrionário presente na base do bulbilho, próximo à região onde são emitidas as raízes. “O tecido meristemático é formado por células não diferenciadas. Nesses tecidos ainda não existem formação de vasos, por onde se movimentam os vírus na planta”, explica O gerente da EECd. 

Depois de isoladas, as células do meristema são cultivadas in vitro por cerca de 120 dias, até formar pequenos bulbos. O cultivo in vitro é realizado em duas fases: a primeira, para a formação da parte aérea da planta, dura cerca de 30 dias. A segunda, para a formação do bulbo, leva em torno de 90 dias. “Para cada fase são utilizados diferentes hormônios de crescimento”, diz Renato.

Finalizadas as etapas de laboratório, os bulbos são colhidos e, no ano seguinte, são plantados em ambientes protegidos de insetos transmissores de vírus, para multiplicação de bulbos maiores. A última etapa é a multiplicação em grande escala, já em áreas de lavouras de produção de sementes.

O processo completo para obter sementes livres de vírus leva três anos: o primeiro ano em laboratório, o segundo em ambiente protegido, e o terceiro ano para iniciar a multiplicação de sementes em lavouras de produção.

Manejo

Os tratamentos fitossanitários são iguais aos de uma lavoura convencional, mas é preciso tomar cuidado para evitar a contaminação das plantas. As principais medidas são o controle de insetos vetores das viroses e multiplicar o material livre de vírus longe de lavouras infectadas.

Enquanto a produtividade se mantém alta, o agricultor pode produzir as próprias sementes para a safra seguinte. Porém, quando o resultado da colheita começa a cair, significa que a reinfecção viral atingiu níveis que comprometem o rendimento da lavoura e é preciso então comprar novas gerações de sementes. De acordo com os especialistas, se as plantações forem conduzidas conforme essas recomendações, as sementes podem ser substituídas a cada quatro safras.

 

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Agronegócio catarinense quer apoio do Governo Federal para importação de milho. Santa Catarina está entre os maiores produtores nacionais de suínos, aves e leite e o grão é fundamental para manter a competitividade das agroindústrias instaladas no Estado. Entre as demandas mais urgentes estão a falta de um subsídio do Governo Federal ao frete do milho e as melhorias necessárias na aduana de Dionísio Cerqueira. O governador Eduardo Pinho Moreira e representantes do setor produtivo levarão as pautas até o Governo Federal e cobrarão mais agilidade na solução do problema.

“Essa é uma luta que eu vou levar a Brasília. Hoje, 70% dos custos de produção de suínos e aves em Santa Catarina são formados a partir do preço do milho e do farelo de soja. O abastecimento de grãos é fundamental para manter a competitividade do produto catarinense”, ressalta o governador.

Com uma produção que gira em torno de três milhões de toneladas de milho por ano e um consumo de sete milhões de toneladas para alimentação de suínos e aves, Santa Catarina é o maior importador nacional do grão. E boa parte desse milho vem de caminhão do Centro-Oeste, com distâncias que chegam a dois mil quilômetros. “Os investimentos do Governo Federal foram feitos para exportar grãos e não para abastecer as agroindústrias. A produção de grãos está no Centro-Oeste e a produção de carnes está no Sul, aqui está a necessidade de subvenção ao frete”, afirma o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), José Antonio Ribas Júnior.

Rota do Milho

Santa Catarina está prestes a inaugurar a Rota do Milho, que viabiliza o transporte de grãos do Paraguai até Dionísio Cerqueira – em um trajeto mais curto e mais barato para suprir a demanda do Estado. Porém, segundo o setor produtivo, para que a Rota se torne uma opção viável são necessárias melhorias na estrutura da aduana de Dionísio Cerqueira, principalmente a disponibilidade de mais funcionários da Receita Federal e do Ministério da Agricultura para o trabalho aduaneiro e fitossanitário.

Com a implantação da Rota do Milho, os caminhões carregados sairão do Paraguai, passando pela Argentina, até chegar a Santa Catarina pela aduana de Dionísio Cerqueira. As estimativas são de que o movimento de caminhões na aduana chegue a 150 caminhões por dia.

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, a subvenção ao frete e a Rota do Milho serão dois passos importantes para aumentar a competitividade do agronegócio catarinense. “O transporte rodoviário encarece a produção catarinense e a alternativa é buscar milho de fontes mais próximas, como no caso do Paraguai. Nós estamos abrindo a Rota do Milho e vamos depender muito da agilidade da aduana de Dionísio Cerqueira”, destaca.

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O agronegócio de Santa Catarina parte para mais uma conquista. Governo do Estado e agroindústrias querem exportar carne suína catarinense para o México, e o governador Eduardo Pinho Moreira irá chefiar uma missão oficial ao país para dar sequência às negociações e ampliar a presença no mercado mexicano. As informações foram confirmadas durante reunião do Governo do Estado e representantes do setor produtivo de carnes, que trataram também de questões ligadas ao abastecimento de milho e ao fortalecimento da defesa agropecuária catarinense.

Santa Catarina já tem uma sólida parceria com o México no fornecimento de carne de frango e existe o interesse também na compra da carne suína produzida no Estado. Este será mais um mercado exclusivo do agronegócio catarinense, como já acontece com Japão e Coreia do Sul. Segundo o governador, a conquista desse novo mercado terá impacto direto na suinocultura de Santa Catarina. “Nós exportamos para o mundo todo e agora surge um novo mercado importante: o México. Os mexicanos demonstraram interesse em conhecer as plantas frigoríficas instaladas em Santa Catarina e importar a carne suína produzida no Estado. Este é um grande mercado, que vai favorecer a suinocultura catarinense”, destaca Eduardo Pinho Moreira.

Em julho, uma missão mexicana visitará frigoríficos catarinenses e logo após representantes do Governo do Estado, agroindústrias e Governo Federal irão até o México para dar sequência às negociações. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que o fato de Santa Catarina ser o único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação fez com que o mercado mexicano voltasse a atenção para os produtos catarinenses. “O México importa carne suína dos Estados Unidos e Canadá e busca outros mercados com o mesmo status sanitário. E nós queremos mostrar ao governo mexicano que podemos fornecer carne de alta qualidade com absoluta segurança sanitária”, afirma.

Abastecimento de milho

O abastecimento de milho é uma preocupação constante do setor produtivo catarinense. O grão é fundamental para a competitividade das agroindústrias instaladas no Estado e o setor tem demandas urgentes. Durante a reunião com o governador, os representantes do Sindicato Indústria Carnes Derivados (Sindicarne SC) levantaram duas questões: as melhorias necessárias na aduana de Dionísio Cerqueira e a falta de um subsídio do Governo Federal no frete do milho.



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Santa Catarina importa quase quatro milhões de toneladas de milho todos os anos para abastecer as cadeias produtivas de aves, suínos e leite, e grande parte desse grão vem de caminhão do Centro Oeste, com distâncias que chegam a dois mil quilômetros. Por isso, o pedido de subvenção ao frete seria uma alternativa para manter a viabilidade da produção de proteína animal no Estado.

A melhoria na estrutura da aduana de Dionísio Cerqueira é fundamental para a Rota do Milho. Esta será a porta de entrada do grão em Santa Catarina e cerca de 100 caminhões devem passar pela aduana todos os dias. O governador Pinho Moreira e representantes do setor produtivo levarão a demanda ao Governo Federal e cobrarão agilidade na solução do problema.

“Essa é uma luta que eu vou levar a Brasília. Hoje, 70% dos custos de produção de suínos e aves em Santa Catarina são formados a partir do preço do milho e do farelo de soja. O abastecimento de grãos é fundamental para manter a competitividade do produto catarinense. Nós já estamos trazendo milho do Paraguai e essas são ações que se multiplicam. Temos que estar atentos a essa atividade econômica vital para o nosso Estado”, ressalta o governador.

Erradicação da febre aftosa

A ida do governador Pinho Moreira a Brasília irá marcar ainda a posição de Santa Catarina em relação ao Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa. O Estado se manterá como uma zona separada dos outros Estados que buscam a certificação internacional.

Isso porque Santa Catarina já tem o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) desde 2007. O Ministério da Agricultura quer que todos os Estados brasileiros tenham o mesmo status até 2023 e Santa Catarina se manterá como uma zona exclusiva. Isso garante, por exemplo, que em caso de ocorrência de febre aftosa em outro estado, Santa Catarina continue livre da doença e autorizada a exportar porque será considerada uma zona separada do restante do país.

“Nós já temos o compromisso verbal do Ministério quanto à manutenção da certificação catarinense, independente da certificação de outros Estados. O reconhecimento internacional da sanidade catarinense é um patrimônio que foi conquistado com muito esforço e precisa ser preservado”, explica o secretário da Agricultura Airton Spies

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Há centenas de anos eles estabeleceram uma das mais consolidadas relações de respeito entre o homem e a natureza. É simples: basta aceitar os momentos de fartura e outros em que o mar não está para peixe. No dia do Pescador Artesanal, Santa Catarina tem muito do que se orgulhar dos cerca de 25 mil pescadores envolvidos com a atividade, segundo a secretaria de Estado da Agricultura e Pesca. Além de gerar renda, eles ajudam a construir um patrimônio imaterial cheio de boas histórias e que já faz parte da Cultura de Santa Catarina.

A tradicional pesca da Tainha, por exemplo, é um dos momentos mais esperados pelos pescadores, mas a forma artesanal como é feita se transformou em um símbolo da cultura do Litoral catarinense. Normalmente entre os meses de maio e julho, o escolhido para ser o “vigia” fica encarregado de avistar os cardumes do alto dos costões e avisar os companheiros, posicionados mais abaixo, para que eles saibam o momento exato de jogar as redes. A safra é comemorada pelos pescadores e o comércio do peixe garante boa renda extra para as famílias.

PESCA ARTESANAL COM AUXÍLIO DE BOTOS

Em Laguna, a pesca artesanal ganhou “vigias” mais que especiais: são os botos. A prática envolve pescadores da praia da Tesoura e Molhe da Barra, se transformando em um ritual próprio na captura dos peixes, que envolve preparação, organização, experiências, habilidades, e respeito entre o homem e o animal.


Foto arquivo: Saul Oliveira / Secom

Os botos, que são avistados brincando na água, tornam a espera dos pescadores mais certeira, porque indicam a direção dos cardumes de tainhas. A parceria é fundamental, já que muitos ficam à beira do mar o tempo que for necessário para o momento certo do lanço da captura. Pesca artesanal também é um exercício de paciência.

Cada Boto é conhecido pelos seus dotes físicos e desempenho no ato da pesca, o resultado da performance, rende, inclusive, um batismo formal. Depois de receber o apelido do pescador, os botos são tratados nominalmente, o que torna a relação mais íntima e amistosa no decorrer de toda a vida do animal, que pode alongar-se por mais de uma geração de pescadores.

Recentemente, o governador Eduardo Pinho Moreira entregou ao Conselho Pastoral dos Pescadores da Diocese de Tubarão, o termo de registro da pesca artesanal com auxílio de botos como patrimônio cultural de Santa Catarina. A pesca com o auxílio do boto faz parte da história da pesca no Brasil e particularmente na Região Sul de Santa Catarina. A atividade é considerada uma manifestação cultural tradicional, secular e de ocorrência extremamente rara.

OUTROS DADOS

Santa Catarina é o maior produtor de pescados do Brasil. A secretaria de Estado da Agricultura e Pesca disponibiliza programas de fomento abertos aos pescadores para que possam acessar os benefícios investindo na atividade e gerando ainda mais desenvolvimento para o setor. A secretaria da Agricultura frisa que todos os programas de fomento, financiamentos e subvenções de juros estão disponíveis aos pescadores.


Foto: Divulgação / Epgari

Na modalidade industrial, a pesca envolve 700 embarcações, 50 indústrias, com a geração de dez mil empregos diretos e 50 mil indiretos.

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O Estado embarca o segundo lote de carne suína para a Coreia do Sul – considerado um dos mercados premium para exportação de carnes. Esta semana, a BRF de Campos Novos enviou 25 toneladas do produto para o país asiático. Este é o segundo embarque de carne suína com destino à Coreia do Sul e demonstra a evolução das negociações com as empresas catarinenses. Em maio deste ano, a JBS de Seara já havia exportado 50 toneladas de cortes suínos partindo do Porto de Itajaí para atender o mercado sul-coreano.

“Esta é uma ótima notícia. Aos poucos, os embarques para Coreia do Sul começam a crescer e, conforme o previsto, as empresas catarinenses que já atuam naquele mercado com carne de frango expandem seus negócios também para carne suína. É a qualidade da produção catarinense de carnes sendo convertida em riquezas e desenvolvimento para nosso Estado”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

A Coreia do Sul é uma grande oportunidade para o agronegócio catarinense. Já um grande parceiro comercial de Santa Catarina na importação de carne de frango, o país é o quarto maior comprador de carne suína do mundo (foram 645 mil toneladas importadas em 2017). Segundo Spies, Santa Catarina trabalhou por muitos anos para ter acesso a esse mercado e a expectativa é de que os as exportações aumentem ainda mais.

Maior exportador nacional de carne suína, Santa Catarina é o único Estado do país habilitado a vender o produto para Coreia do Sul. A escolha se deve ao status sanitário diferenciado de Santa Catarina, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação. “Os embarques da JBS e da BRF são o resultado do grande trabalho feito em prol da excelência sanitária catarinense, numa parceria entre Governo do Estado, iniciativa privada e produtores”, ressalta o secretário.

De acordo com o secretário adjunto da Agricultura, Athos de Almeida Lopes Filho, as exportações partindo de Campos Novos trazem mais uma oportunidade para o agronegócio da região. “Campos Novos, que é o celeiro catarinense e uma vitrine para o agronegócio, se destaca agora na produção animal exportando carne suína para os países mais exigentes do mundo”.

Santa Catarina tem quatro empresas autorizadas a exportar carne suína para a Coreia do Sul: JBS de Seara, Aurora Alimentos, BRF de Campos Novos e a Pamplona Alimentos.

Negociações com a Coreia do Sul

As negociações para exportar carne suína para a Coreia do Sul acontecem há mais de 10 anos e o status sanitário catarinense teve um papel fundamental nesse processo. Airton Spies destaca que as exportações para esses mercados mais competitivos, como Japão e Coreia do Sul, demonstram a qualidade dos produtos catarinenses e mostram que o investimento em sanidade animal e vegetal traz resultados efetivos para a economia do estado.

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Foto: Divulgação/Epagri

No Planalto Sul e no Planalto Norte de Santa Catarina, a associação entre a bracatinga, um inseto chamado cochonilha e as abelhas resulta num produto único: o mel de melato. Ele é fabricado pelas abelhas a partir do líquido açucarado que a cochonilha produz ao se alimentar da seiva da bracatinga. Ainda pouco conhecido fora dessa região, o mel de melato é escuro, levemente menos adocicado que o de origem floral e possui maior quantidade de minerais, além de propriedades medicinais.

A pouca fama desse produto tão singular está com os dias contados. A Epagri, em parceria com o Sebrae, a Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (Faasc) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está iniciando o trabalho para buscar a Indicação Geográfica (IG) do mel de melato de bracatinga.

Identificação geográfica

A primeira reunião de sensibilização da cadeia produtiva foi realizada neste mês, em Lages, quando produtores e entidades discutiram a construção conjunta de uma IG para o mel de melato. Os participantes conheceram as etapas do trabalho, que implicam, por exemplo, no reconhecimento da notoriedade do produto no território e na realização de estudos técnico-científicos.

A Epagri e a UFSC serão responsáveis por esses estudos, que vão subsidiar o dossiê de submissão do pedido para a identificação. “Estamos fazendo o reconhecimento das áreas onde ocorre o fenômeno de associação entre a cochonilha e a bracatinga, para fazer o recorte espacial da área de estudos. A partir daí serão realizados estudos agroclimáticos, de solos e geologia, uso e cobertura da terra, fisiografia e toda a caracterização física e ambiental do território que determina a qualidade e tipicidade do produto”, explica Everton Vieira, geógrafo do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Ciram/Epagri), responsável pela equipe técnica que fará os estudos.

Quando estiver pronto, o dossiê será entregue ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), instituição que concede o registro da IG. O pedido do registro é feito por uma instituição representativa dos produtores, que fica responsável pela gestão da Indicação Geográfica e pelas normas de uso da identidade visual.

Everton explica que a IG traz vantagens como aumento da relação de confiança entre produtores e consumidores, desenvolvimento do território, valorização da cultura regional e do saber-fazer, agregação de valor ao produto, abertura de novos mercados e preservação do meio ambiente. “A produção de mel de melato pode representar uma estratégia importante de preservação e uso sustentável das matas de bracatingais, conciliando geração de renda com a conservação ambiental. Além disso, a bracatinga pode ser explorada como recurso madeireiro, haja vista seu crescimento rápido e ciclo de vida curto”, acrescenta.

Fenômeno da natureza

O mel de melato de bracatinga é um produto único cujas características são determinadas pela condição geográfica. “Não existe outro produto igual no mundo e isso, por si só, justifica o pedido de uma Indicação Geográfica, embasada na notoriedade e tipicidade de um produto vinculado a um território”, diz Everton. Em 2017, esse mel foi reconhecido como o melhor do mundo no 45º Congresso Internacional de Apicultura, em Istambul, na Turquia.

Estudos preliminares indicam que a área de produção do mel de melato abrange cerca de um terço do território catarinense. Ela se estende do Planalto Sul ao Planalto Norte, seguindo por uma faixa central do Estado em regiões com altitudes acima de 700 metros. Há pequenas áreas de ocorrência no Rio Grande do Sul e no Paraná, mas aproximadamente 90% da produção está em Santa Catarina.

Ainda não se sabe quantos dos 6,1 mil apicultores catarinenses produzem o mel de melato. “Os estudos técnicos realizados pelos pesquisadores e a atualização do cadastro apícola, que está a cargo das equipes de extensão rural, vão nos dar uma noção de quantos desses apicultores produzem esse mel”, diz Everton.

 

Gisele Dias - Epagri

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Fotos arquivo: Julio Cavalheiro / Secom

Ao reduzir a distância entre a agroindústria e um dos seus principais insumos - o milho utilizado para abastecer as cadeias produtivas de suínos, aves e leite - Santa Catarina consolida uma alternativa mais viável e barata para suprir a demanda de grãos. Com a implantação da Rota do Milho, o Estado poderá ser abastecido pelo Paraguai, com os caminhões passando pela Argentina e chegando a Santa Catarina pela aduana de Dionísio Cerqueira. O percurso do grão pelo modal rodoviário do Centro-Oeste até Santa Catarina deverá reduzir de aproximadamente dois mil quilômetros para 350.

“Santa Catarina, com uma produção de referência e um status sanitário de excelência, tem se mostrado um Estado forte e resiliente, sobretudo em momentos de crise. Manter a competitividade do nosso setor produtivo passa, essencialmente, por melhorias de logística e de infraestrutura. Do contrário, corremos o risco de a nossa agroindústria migrar para outros Estados”, salienta o governador Eduardo Pinho Moreira.