Foto arquivo / Secom

Santa Catarina é o primeiro e único Estado do Brasil habilitado a exportar carne suína para Coreia do Sul. Os investimentos maciços em defesa agropecuária fazem do estado uma ilha de sanidade no país, abrindo as portas dos mercados mais exigentes do mundo para os produtos catarinenses. Inicialmente, quatro plantas estão autorizadas a vender o produto: Aurora Alimentos, Pamplona Alimentos, BRF de Campos Novos e JBS de Seara. A expectativa do setor é de que o Estado exporte 30 mil toneladas de carne suína por ano.

O governador Eduardo Pinho Moreira comemora  a conquista, destacando que a abertura do mercado sul-coreano pode representar um grande ganho para a suinocultura catarinense. A Coreia do Sul é o quarto maior importador de carne suína do mundo, sendo que apenas no ano de 2017 foram adquiridas 600 mil toneladas do produto, mais do que o dobro do total exportado por Santa Catarina no mesmo ano. “Finalmente vamos colher os resultados de todo o esforço empregado na busca pela excelência sanitária de nossos rebanhos. Além de representar o crescimento econômico para o Estado, consolida a força do agronegócio catarinense”, destaca Moreira.

Com 1,7 mil inscritos, começou nesta quarta-feira, 16, e vai até o dia 19, em Joinville, o 22º Congresso Brasileiro de Apicultura (Conbrapi) e o 8º Congresso Brasileiro de Meliponicultura. Durante a abertura, o embaixador da República da Eslovênia no Brasil, Alain Brian Bergant, leu a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) que instituiu o dia 20 de maio como o Dia Mundial da Abelha. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, participou e destacou a força econômica do setor.

“A apicultura é uma atividade típica da agricultura familiar porque agrega valor e renda em pequenas propriedades. Santa Catarina produz uma média de 22 quilos por colmeia, mas temos produtores com 40 e o congresso é esse espaço para compartilhar o conhecimento e tornar o setor mais competitivo. Na agricultura não é proibido copiar os bons exemplos”, disse Spies. Ele destacou ainda que o Governo do Estado aplica 700 milhões por ano no fomento da agricultura, da extensão rural e da defesa agropecuária.

A partir desta quinta, a plateia vai contar com 2,5 mil participantes entre produtores, pesquisadores, acadêmicos e empresários de equipamentos e insumos. Considerado o maior congresso do setor no país, é organizado pela Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Para o presidente da Faasc, Nésio Fernandes de Medeiros, o congresso é um espaço para aperfeiçoar as tendências do setor como flora apícula, polinização, tecnologia de processamento e os aspectos sanitários. “Mas temos algumas flechas apontadas para o setor como o uso correto dos agrotóxicos, melhorar a legislação para a realidade apícula e vencer os entraves da meliponicultura. Temos ainda de voltar a discutir a abertura do mercado brasileiro ao mel da Argentina que poderá nos prejudicar”, ponderou.

De acordo com o secretário Spies, quando se fala em abelha as pessoas precisam pensar em qualidade de vida. “A abelha é o maior indicador de qualidade do meio ambiente, ela exerce um grande serviço à sustentabilidade e a sobrevivência do nosso planeta. Ela ajuda na economia, exerce papel social e impacta diretamente de forma positiva na parte ambiental”.

De acordo com dados da Epagri, nove mil famílias rurais de Santa Catarina se dedicam à apicultura com destaque para a produção de mel – sendo 42% com certificação orgânica. A última safra catarinense, 2016/2017, foi recorde com oito mil toneladas recolhidas, uma média de 84 quilos por quilômetro quadrado. Até o dia 17 de maio estão abertas as inscrições para concursos de mel, pólen, obras científicas e inovação tecnológica para a edição deste ano.

Mais informações no site do evento: www.conbrapi2018.com.br.

Informações adicionais para a imprensa:
Ana Paula Keller
Assessoria de imprensa
Agência de Desenvolvimento Regional de Joinville
E-mail: anakeller@jve.adr.sc.gov.br / imprensa@jve.adr.sc.gov.br
Telefone: (47) 3461-1225 / 99240-8064
Site: sc.gov.br/regionais/joinville

Os produtores de uva do Sul do País acabam de ganhar um grande aliado no controle do míldio da videira, a principal doença que ataca os parreirais no Brasil. A Epagri implantou o sistema de previsão para a doença na plataforma Agroconnect, um serviço gratuito de informações meteorológicas que avisa o agricultor sobre condições favoráveis ao surgimento de pragas e doenças nas lavouras.

A ferramenta atende produtores, técnicos e extensionistas, servindo de suporte para o tratamento fitossanitário de mais de 4,7 mil hectares de videira em Santa Catarina e parte dos 48 mil hectares do Rio Grande do Sul e dos 4,2 mil hectares do Paraná. O sistema funciona on-line e está disponível no site ciram.epagri.sc.gov.br/agroconnect/.

Sistema

“O serviço fornece informações para o produtor fazer um controle de doenças mais eficiente na lavoura e evitar aplicações desnecessárias”, explica o engenheiro-agrônomo Éverton Blainski, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Epagri/Ciram).

O usuário tem acesso a um mapa com os dados de estações meteorológicas dos três estados do Sul. O ícone laranja significa risco leve para a doença, o amarelo indica risco moderado e o vermelho aponta risco severo para a região. Estação em verde significa que não há risco para o surgimento do míldio da videira e, quando está azul, é porque choveu mais de 25mm – critério para reaplicação de fungicida preventivo.

Pesadelo dos viticultores

Principal problema fitossanitário da videira no País, o míldio é causado pelo fungo Plasmopara viticola e causa sérios prejuízos ao setor, especialmente nas regiões mais quentes e úmidas. “O sintoma mais comum ocorre nas folhas, mas dependendo do momento da infecção, pode atingir os cachos, destruindo os frutos e resultando em perda de até 100% da produção”, explica André Kulkamp de Souza, pesquisador da Epagri na Estação Experimental de Videira.

A doença afeta principalmente as uvas europeias ou viníferas, como Cabernet Sauvignon, Malbec e Chardonnay. As americanas, ou uvas de mesa, como Isabel, Bordô e Niágara, são mais resistentes ao fungo. “Nas variedades mais sensíveis, ele é bastante agressivo. Por isso, o produtor precisa fazer tratamentos fitossanitários preventivos”, destaca o pesquisador.

O controle da doença pode ser feito tanto no sistema convencional quanto no agroecológico. “Com o monitoramento, a viticultura pode reduzir o uso de agrotóxicos, melhorando a sustentabilidade dos vinhedos e reduzindo o custo de produção”, diz André.

Ferramenta da Epagri auxilia no controle da principal doença da videiraInformação para o campo

O Sistema de monitoramento e difusão de avisos e alertas agrometeorológicos em apoio à agricultura familiar (Agroconnect) apresenta o monitoramento climático de 42 culturas e gera avisos para sete: alface (míldio da alface e cercosporiose), banana (sigatoka-negra), cebola (míldio da cebola), maçã (sarna – ascósporos, sarna – conídios, mancha da gala, podridão-amarga, podridão-branca e cancro europeu), soja (ferrugem-asiática), tomate (requeima, pinta preta, septoriose e mancha bacteriana) e videira (míldio da videira). O site também disponibiliza boletins climáticos trimestrais e boletins específicos das principais culturas de Santa Catarina, que são enviados por e-mail para produtores cadastrados.

Lançado em 2016, o Agroconnect registrou 147 mil acessos no ano passado. Para o próximo ano, a Epagri/Ciram planeja lançar um aplicativo e disponibilizar outras novidades. “Vamos incluir na ferramenta a previsão de favorabilidade das doenças para três dias. Também estamos firmando um acordo com o Inmet para ampliar o alcance do Agroconnect – assim a ferramenta passará a disponibilizar informações para outros estados brasileiros”, adianta Hamilton Vieira, gerente da Epagri/Ciram.

 

Mais informações:

- Éverton Blainski - engenheiro-agrônomo da Epagri/Ciram: evertonblainski@epagri.sc.gov.br ou 48 36655144.

- André Kulkamp de Souza – pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Videira: andresouza@epagri.sc.gov.br ou 49 35335627.

 

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992/3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 3665-5344

 


Fotos: Divulgação / SCPar Porto de Imbituba

Segundo maior produtor nacional de arroz, Santa Catarina quer ampliar sua presença no mercado internacional. O Estado deu início à primeira exportação de arroz em casca – serão 30 mil toneladas enviadas à Venezuela, quase 3% da produção catarinense. O embarque da carga é feito a partir do Porto de Imbituba. A operação de longo curso, e que começou na segunda-feira, 14, está prevista para ser concluída na sexta-feira, 18, quando a embarcação partirá em direção ao Puerto Cabello, na Venezuela. Esta é a 1ª vez que a agroindústria de Santa Catarina exporta o cereal a granel a partir dos portos do Estado.

Os pescadores catarinenses podem respirar aliviados. O Governo Federal publicou hoje (16), as portarias que regulam a pesca da tainha no Sul do Brasil, estabelecendo uma cota de 3.417 toneladas para Santa Catarina na temporada de pesca deste ano. Esse valor será dividido entre a pesca industrial e a frota de emalhe anilhado – não sendo aplicada para a pesca artesanal de praia. Ao todo, o estado terá 180 embarcações autorizadas e os pescadores têm três dias para solicitar a liberação.

A cota máxima é divida em 2.221 toneladas para a pesca industrial (frota de cerco/traineira) e em 1.196 toneladas para a frota de emalhe anilhado. E os limites de embarcações são: 50 barcos industriais e até 130 barcos de emalhe anilhado. 

Segundo o gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Sérgio Winckler, essa cota foi definida a partir de estudos de avaliação de estoques e analisando a capacidade máxima de pesca com o menor impacto possível nos cardumes. “Dessa forma o pescador tem mais segurança para pescar, com um maior número de embarcações autorizadas e sem causar impacto na reposição dos cardumes”, ressalta.

Controle
O controle do limite máximo de captura se dará por meio do monitoramento das tainhas recepcionada nas indústrias processadoras de pescado com Serviço de Inspeção Federal (SIF), além das informações de mapas de mordo e mapas de produção preenchidas pelos próprios pescadores.

As empresas pesqueiras que adquirirem tainha diretamente de produtores são obrigadas a informar, em até 48h, o recebimento de produção oriunda da pesca artesanal e industrial. O formulário poderá ser preenchido online no site do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca ou entregue diretamente nas unidades descentralizadas da Secretaria Especial de Pesca ou do IBAMA em Santa Catarina.

Autorização
Os pescadores têm um prazo máximo de três dias – contados a partir de hoje (16 de maio) – para solicitar a autorização junto à Secretaria Especial da Pesca. Os interessados devem encaminhar um requerimento e a documentação solicitada para o endereço eletrônico: selecaotainha2018@outlook.com.

A documentação e os critérios para pesca industrial são: estar devidamente autorizada para a captura de sardinha verdadeira (Sardinella brasiliensis); ter atuado na pesca de tainha em pelo menos um ano no período de 2008-2017; estar devidamente aderida e regular no Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS); estar devidamente regular quanto à entrega de mapas de ordo e não ter condenação transitada em julgada  por prática de pesca ilegal. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ/CPF).

A pesca de emalhe anilhado deverá atender aos seguintes critérios: estar devidamente autorizada na modalidade de emalhe costeiro de superfície ou emalhe costeiro de fundo desde o ano de 2013; ter arqueação bruta inferior ou igual a 20AB; atuar na pesca de tainha com emalhe anilhado por no mínimo cinco anos. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ/CPF).

Após encerrado o prazo de solicitações, a Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca terá três dias para divulgar a relação das embarcações autorizadas a pescar ou com pendências.

Informações adicionais:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48)-3664-4417/ (48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/


Fotos: Divulgação / SMO

Em passagem por Santa Catarina, o ministro Interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, falou sobre a reabertura de diálogo com a União Europeia. Nesta segunda-feira, 14, o ministro esteve com lideranças e produtores rurais de São Miguel do Oeste discutindo as ações necessárias para fortalecer a agricultura e pecuária de Santa Catarina.

Segundo Eumar Novacki, o canal de diálogo entre Brasil e União Europeia foi reaberto na última semana, porém a retomada das exportações de carne de aves não será um processo fácil. “Será um processo longo. Esse setor não está órfão, enquanto estivermos no Ministério estaremos brigando”, afirmou. Em Santa Catarina são três plantas da BRF impedidas de vender carne de frango para a União Europeia, localizadas nos municípios de Concórdia, Chapecó e Capinzal.

Entre os dias 16 e 19 de maio Joinville será palco do maior evento de criação de abelhas já realizado no Brasil. É o 22º Cobrapi - Congresso Brasileiro de Apicultura e 8º Congresso Brasileiro de Meliponicultura (http://www.conbrapi2018.com.br), que acontece na Expoville. São esperados 2,5 mil participantes entre criadores de abelhas, técnicos e pesquisadores de todos os estados. Nove países também já confirmaram presença. O evento é organizado pela Epagri em parceria com a Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (FAASC).

“Será uma grande oportunidade para os produtores buscarem conhecimento, visto que o evento contará com aproximadamente 100 palestras, oficinas e minicursos, além da feira com os 60 maiores fornecedores de insumos e equipamentos apícola do Brasil”, descreve Ivanir Cella, Chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri. Junto aos congressos acontecerá também uma Feira do Mel, a Expo-Feira de Materiais e Equipamentos Apícolas, além da apresentação de 316 trabalhos científicos.

Congresso

A abertura do evento acontece às 18h da quarta-feira, 16, com show de boas-vindas, seguido pelo início da Feira de Equipamentos e Produtos Apícolas. Serão aceitas inscrições no local do evento, ao longo de toda a quarta-feira, no valor de R$140,00 com carteira da CBA e R$190,00 sem a carteira. Estudantes pagam R$ 95,00.

O objetivo é promover a produção apícola e seus derivados no Brasil, assim como sensibilizar o público sobre a importância do serviço de polinização prestado pelas abelhas.  Pesquisadores renomados e lideranças do setor vão participar de mesas redondas, palestras e oficinas. Também serão realizados minicursos, com aulas teóricas e práticas em apiários e meliponários da região. 

Santa Catarina é um dos campeões de produtividade de mel, graças às tecnologias difundidas pela Epagri e adotadas pelos criadores de abelhas. A safra 2016/2017 foi recorde, quando o Estado colheu 8 mil toneladas do produto. A produção ficou em 25Kg por colmeia, superior à média dos últimos anos, que foi de 20,42kg. No Brasil essa média fica em 10Kg por colmeia. Há cinco anos, a média catarinense era de 13kg por colmeia.

Destaques

Lionel Segui Gonçalves, considerado o papa da apicultura no Brasil, é um dos integrantes da mesa redonda “Agrotóxicos e Abelhas”, que acontece no dia 17. Especialista em genética de abelhas, possui mais de 150 trabalhos científicos publicados. Atua principalmente nas áreas de melhoramento de abelhas africanizadas, varroatose, comportamento de abelhas e inseminação instrumental.

Outro participante de destaque é David D’Jong. Norte-americano radicado no Brasil, é doutor em entomologia e professor da Universidade de São Paulo (USP). Entre suas diversas áreas de estudo está o fenômeno de colapso das colmeias. O pesquisador participará de vários momentos do evento, entre os quais uma mesa redonda que debaterá a situação sanitária da apicultura no Brasil, assim como de discussões sobre fatores que contribuem para mortandade das abelhas em aviários. 

Serviço

  • O que: 22º Cobrapi - Congresso Brasileiro de Apicultura e 8º Congresso Brasileiro de Meliponicultura (http://www.conbrapi2018.com.br).
  • Quando: de 16 a 19 de maio
  • Onde: na Expoville, em Joinville (Rua XV Novembro, 4315 – Glória)
  • Informações e entrevistas: Ivanir Cella, Chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, pelo fone (48) 98801-8269

 

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992/3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 3665-5344


Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

Ao visitar a aduana da trifronteira, em Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste, neste sábado, 12, o governador Eduardo Pinho Moreira garantiu empenho nos encaminhamentos para garantir mais agilidade nos processos feitos pela Unidade da Receita Federal do Brasil, especialmente na liberação de cargas.

“O Estado tem que ser um parceiro e não um entrave para a sociedade. A burocracia no serviço público é danosa e tem que ser banida”, frisou o governador, que se comprometeu em pedir diretamente ao presidente da República, um atendimento especial ao pedido do município e de Santa Catarina.

SOLICITAÇÕES

Segundo o prefeito de Dionísio Cerqueira, Thiago Gnoatto Gonçalves, a principal medida que deveria ser implantada a curto prazo, seria o aumento no número de funcionários para que a liberação de cargas ocorresse de maneira mais rápida. “Tempo é dinheiro e demora é prejuízo”, avaliou o prefeito. O movimento da sociedade civil organizada “A Aduana é Nossa” aponta ainda a necessidade de ampliar o pátio para aumentar o potencial de fluxo da aduana.



>>> Mais fotos na galeria

Ainda segundo o movimento, os caminhões estariam migrando para estruturas do Rio Grande do Sul e do Paraná, onde o tempo para a liberação das cargas tem sido menor. Para garantir movimentação financeira, com aumento significativo na geração de renda e desenvolvimento para a região e para o Estado, o muncípio calcula que seria necessária uma estrutura que comportasse, no mínimo, cinco mil caminhões por mês.

CORREDOR TURÍSTICO E AGRONEGÓCIO

O governador também defendeu que a aduana é fundamental para o desempenho de duas atividades econômicas vitais para Santa Catarina: o Turismo e o Agronegócio. “São setores que ajudaram nosso Estado se manter de pé diante da crise. Com o país em recessão, o agronegócio continuou exportando, ajudando as pessoas a se manterem em atividade e o Turismo garantiu a Santa Catarina, cerca de R$ 10 bilhões com a temporada de verão”, apontou.

Outra vantagem em tornar a aduana mais dinâmica vem ao encontro da consolidação da Rota do Milho ligando o Extremo-Oeste de Santa Catarina à Argentina e ao Paraguai. A alternativa seria mais barata para a agroindústria catarinense, já que reduziria a distância e os custos com o transporte de grãos para proteína animal utilizada na produção de aves e suínos.

De acordo com informações apresentados pelas autoridades na reunião, o déficit de milho para sustentar a cadeia produtiva na agroindústria catarinense chega a quatro milhões de toneladas por ano. “Quanto mais longe maior o custo, isso desestimula o setor e corremos o risco de a agroindústria migrar pra onde o insumo é mais barato”, alertou o governador.

ESTRUTURA

A estrutura da unidade da Receita Federal do Brasil em Dionísio Cerqueira conta atualmente com Área de Controle Integrado (ACI) Cargas; ponto de fronteira alfandegado para atender ao fluxo de turistas e comércio de fronteira; prédio sede da alfândega e três unidades jurisdicionais.

A unidade de Dionísio Cerqueira (considerando as unidades jurisdicionados) dispõe de 10 auditores fiscais da Receita, 19 analistas tributários da Receita e seis servidores administrativos.

A ACI Cargas conta com 137 vagas para caminhões e oito vagas para conferência física de mercadorias. Por ser uma área de controle integrado, o local abriga representantes de órgãos brasileiros (Receita Federal do Brasil, Anvisa, Mapa, Cidasc) e argentinos (AFIP, Senada Gendarmeria Nacional, Migraciones).

Em 2017, o movimento médio de veículos na ACI-Cargas foi de 1,1 mil/mês, tendo atingido 1,6 mil no mês de maior movimento.

Informações adicionais para a imprensa
Francieli Dalpiaz 
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado de Comunicação - Secom
E-mail: francieli@secom.sc.gov.br
Fone: (48) 3665-3018 / 98843-5676
Site: www.sc.gov.br
www.facebook.com/governosc e @GovSC





Fotos: Jeferson Baldo / Secom

Maior produtor nacional de suínos, segundo maior produtor de aves e grande exportador de carnes, Santa Catarina é referência internacional em sanidade agropecuária. E o Estado acaba de conquistar mais um título: é o primeiro do mundo a ter um projeto de compartimentação da avicultura de corte, onde a cadeia produtiva da ave se dá num determinado espaço geográfico, implantado na unidade da Seara Alimentos de Itapiranga. O governador Eduardo Pinho Moreira comemorou a boa notícia durante Encontro dos Produtores Integrados da Seara, em Itapiranga, neste sábado, 12.

Na presença de 300 avicultores integrados à Seara Alimentos de Itapiranga, o governador falou sobre a importância do agronegócio para a economia catarinense, valorizando as conquistas na área de sanidade animal. “O agronegócio é uma atividade econômica vital para Santa Catarina e essa evolução em relação à sanidade é fundamental. Em Itapiranga nós estamos dando mais um passo, mostrando a preocupação de Santa Catarina com esse setor. Por isso a presença de mais de 300 integrados, aqueles que produzem frangos e suínos, e que exportam para o mundo todo”, destacou.

A COMPARTIMENTAÇÃO

A compartimentação funciona como um sistema de produção fechado, onde o frango precisa nascer, se desenvolver e ser abatido dentro de uma unidade geográfica – no caso, 28 municípios do Extremo-Oeste catarinense, reduzindo chances de doenças e outros problemas sanitários. E isso é válido também para a fabricação de ração com matéria prima controlada, o acesso e movimentação dentro e fora das granjas e o transporte para agroindústria.



>>> Fotos na galeria

O modelo implantado na Seara de Itapiranga é referência mundial em segurança sanitária e a expectativa é de que isso se torne um diferencial na busca de mercados. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, a compartimentação pode trazer ganhos na exportação de carne de aves, demonstrando a competência do setor produtivo e a busca incessante pela qualidade e segurança alimentar.  “A empresa e os produtores aceitaram o desafio e hoje colhem os frutos de um sistema rigoroso, com um controle sanitário diferenciado, e que protege a produção de aves da região”, afirmou.

Uma das grandes vantagens desse sistema é justamente a proteção do setor produtivo. Em caso de doenças que possam acometer a avicultura brasileira ou de uma emergência sanitária, aquele compartimento está protegido. O sistema de produção fechado inclui 21 núcleos de granjas de matrizes, dois incubatórios, a fábrica de rações de São Miguel do Oeste, 283 granjas de frangos de corte e três fábricas de maravalha de madeira.

TRABALHO EM CONJUNTO

“Hoje, Itapiranga e o Estado praticam mais um importante evento. Uma importante conquista para a avicultura catarinense que, junto com a compartimentação, qualifica sua produção para exportar seus produtos para 150 países. Essa certificação demonstra o trabalho incansável dos produtores do Extremo-Oeste catarinense”, destacou o prefeito de Itapiranga, Jorge Welter.

Esse sistema de produção fechado pode ser implementado também em outras empresas que trabalham com aves ou com produtos de origem animal, como carne suína e bovina.  Implantar a compartimentação em Itapiranga exigiu um trabalho conjunto entre Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e iniciativa privada.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Na oportunidade, o governador Eduardo Pinho Moreira anunciou ainda o lançamento de um novo sistema para agilizar o licenciamento ambiental da avicultura. Em fase final de desenvolvimento, a medida permitirá o licenciamento autodeclaratório para os avicultores catarinenses.

O sistema criado pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) irá conceder automaticamente a licença ambiental ao produtor, permitindo o início dos trabalhos com mais rapidez. Posteriormente, caberá ao IMA verificar as informações declaradas pelo avicultor em seu licenciamento.

Informações adicionais para a imprensa
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca 
E-mail: imprensa@agricultura.sc.gov.br
Fone: (48) 3664-4417/ 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br

Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), terá a Semana Acadêmica de Zootecnia entre segunda, 14, e quinta-feira, 17, em Chapecó. Confira a programação.

Organizada pelo Centro Acadêmico de Zootecnia Cristian Pies Giombelli, a semana começará com exibição de filme pelo CinePET na segunda-feira, às 17h15, na Sala 1 do Prédio de Zootecnia. No mesmo dia, a organização do evento receberá doações para a Campanha do Agasalho.