Estão abertas as inscrições para o 4º Simpósio Interestadual de Queijo Artesanal Serrano, que deve reunir cerca de 300 pessoas no dia 13 de setembro, no Centro de Eventos Newton Stélio Fontanella, em São Joaquim. Realizado a cada dois anos em municípios alternados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o evento busca a troca de experiências, atualização de informações e construção de conhecimentos entre produtores, especialmente os membros das associações de queijo artesanal serrano dos Campos de Cima da Serra de SC e RS. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos escritórios da Epagri ou da Emater RS.

Patrimônio imaterial

O Simpósio, que pela primeira vez terá a participação de produtores e técnicos de queijos artesanais de outras regiões de Santa Catarina e também do Paraná, tem como tema central “Qualificação, legalização e mercado: perspectivas no contexto dos Queijos Artesanais no Sul do Brasil”. Um dos destaques da programação é a oficialização do registro do modo de saber-fazer Queijo Artesanal Serrano como Patrimônio Imaterial de Santa Catarina, marcado para às 11h30min. No final da tarde, às 16h30, acontece mostra e degustação de queijos artesanais dos três Estados do Sul.

A parte teórica do evento será marcada por dois painéis e uma palestra. O painel “Qualificação, legalização e valorização dos Queijos Artesanais no Brasil” acontece às 9h30min, com a presença de Rodrigo Lopes, Chefe da Divisão de Produtos Artesanais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Às 14h tem início o painel que vai discutir experiências de produtores de Queijos Artesanais. A palestra “Os queijos artesanais, consumidor e tendência de mercado” começa às 15h e será proferida por Ana Gabriela Moraes, engenheira de alimentos e proprietária da Cachaçaria e Queijaria Tupiguá, que fica em Belo Horizonte (MG).

“É inegável que vivemos um momento de crescimento e valorização dos queijos artesanais no Brasil, especialmente de leite cru”, explica Andréia Meira Schlickmann, extensionista social da gerência regional da Epagri em Lages. Ela conta que dados, pesquisas e estudos comprovam a importância histórica, cultural, nutricional e econômica dos produtos artesanais e corroboram a necessidade de fortalecer a cadeia produtiva, a qualificação da produção e a adequação das legislações sanitárias.

Indicação Geográfica

O Queijo Artesanal Serrano é objeto de longos anos de trabalho da Epagri e da Emater RS, que juntas buscam uma Indicação Geográfica (IG) para o produto. Toda a documentação necessária para obtenção da certificação já foi entregue ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), que é o órgão responsável pela concessão. A expectativa é de que até o final deste ano o Queijo Artesanal Serrano já tenha sua IG.

 Uma Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território. Para conquistar uma IG, o produto deve ser diferenciado, mantendo relações históricas e culturais com a população local. A champanhe é um exemplo clássico de IG, pois só podem usar essa marca os vinhos espumantes produzidos em determinada região da França.

O queijo artesanal serrano vem abrindo caminhos para legalização há dez anos. Esse trabalho envolve profissionais da extensão rural, estudos científicos, organização e capacitação de produtores, formação de associações, investimento nas estruturas de produção, desmistificação de conceitos, parcerias institucionais e busca de reconhecimento tanto dos consumidores como das instituições oficiais.

Apesar dos avanços, os desafios ainda são muitos. Entres eles estão a ampliação do controle e qualidade da produção; reconhecer tendências e perspectivas de mercado; nivelar com todos os envolvidos as interpretações das legislações e fiscalização. Essas e outras questões estarão em debate no 4° Simpósio Interestadual de Queijo Artesanal Serrano. 

Serviço

  • O que: 4º Simpósio Interestadual de Queijo Artesanal Serrano
  • Quando: dia 13 de setembro, das 8h30min às 17h
  • Onde: em São Joaquim, no Centro de Eventos Newton Stélio Fontanella (Jardim Caiçara, em frente ao Parque da Maçã)
  • Inscrições: gratuitas no escritório da Epagri e da Emater RS
  • Informações e entrevistas: Cristiane Lopes Couto, extensionista social do escritório municipal da Epagri em São Joaquim, pelo fone (49) 3233-8401. Andréia Meira, extensionista social da gerência regional da Epagri em Lages, pelo fone (49) 3289-6426

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Um estudo científico comprovou que a batata-doce SCS370 Luiza, desenvolvida pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI), tem mais vitamina C, macrominerais e fenólicos totais que suas similares. Todos esses componentes desempenham importante função antioxidante no organismo humano, retardando o envelhecimento e prevenindo doenças como o câncer.

A pesquisa foi desenvolvida pelo doutorando Cláudio Eduardo Cartabiano Leite, do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele participou de um projeto de pesquisa liderado pela professora Dra. Ornella Maria Porcu, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que avaliou novos cultivares de batata-doce desenvolvidos pela Epagri.

Batata-doce

Não é de hoje que a batata-doce se tornou estrela no cardápio daqueles que buscam uma alimentação mais saudável. O tubérculo possui elevado teor nutricional, sendo rico em fibras, vitaminas e minerais. É fonte de carboidratos de baixo índice glicêmico, liberando o açúcar lentamente na circulação, o que aumenta a sensação de saciedade e auxilia no processo de emagrecimento.

A Luiza, lançada pela Epagri em 2016, é um destaque nesse universo, a começar pela sua cor. A casca e a polpa intensamente roxas chamam a atenção. A maior quantidade de compostos bioativos, da classe dos flavonoides, principalmente as antocianinas, são responsáveis pela coloração peculiar, explica Eloísa Rovaris Pinheiro, nutricionista e extensionista social da Epagri em Rio do Sul.

O estudo mostra que a batata-doce Luiza da Epagri possui cerca de três vezes mais compostos fenólicos, flavonoides e antocianinas quando comparada com o cultivar comercial Beauregard, de polpa laranja, considerado uma batata-doce fortificada e referência no mercado pela qualidade da raiz.

“Esses compostos auxiliam na proteção das células, tendo grande potencial antioxidante, retardando o envelhecimento e preservando a memória”, destaca a nutricionista. Ela lembra que eles também colaboram na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas.

O cultivar Luiza se destacou ainda pelo maior teor de vitamina C. “Esse componente também tem função antioxidante, fortalece o sistema imunológico do organismo e aumenta a absorção de ferro no intestino quando ingerido junto a alimentos que contenham ferro”, descreve Eloísa.

Além da batata-doce Luiza, o estudo avaliou os cultivares SCS371 Katiy e SCS372 Marina, também desenvolvidos pela EEI. Os dois têm casca roxa e polpa branca e amarela, respectivamente. A pesquisa comprovou que essas batatas também possuem ótimo conteúdo nutricional e a polpa colorida indica a presença de compostos bioativos.

Gerson Wamser, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, conta que as batatas-doces de casca roxa e polpa creme ou branca ainda são as mais procuradas para comercialização. “Os cultivares de polpa colorida ainda não são muito cultivados, mas há uma tendência de aumento na procura”, explica ele, lembrando que é o crescimento na demanda por parte dos consumidores que vai fazer com que os produtores ampliem seu cultivo.

“Em função dos resultados encontrados, pode-se afirmar que os novos cultivares de batata-doce apresentam valor econômico e nutricional agregado, tornando-se uma alternativa de cultivo para os pequenos agricultores, aumentando a disponibilidade no comércio varejista, bem como a utilização como matéria-prima industrial”, recomenda o estudo do doutorando Cláudio Leite.

 

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O agronegócio está no radar das startups catarinenses. Em Santa Catarina as startups estão migrando para o meio rural em busca de soluções para aumentar a competitividade da agricultura familiar. A aproximação desses dois setores tão diferentes é missão Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA), que realiza um encontro entre empresas de tecnologia e representantes das cadeias produtivas nesta quinta-feira (23), em Florianópolis. A reunião, que contará com a presença do coordenador setorial para Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Paul Procee, acontece às 8h30 no Laboratório de Inovação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável.

O objetivo do encontro é apresentar os resultados obtidos no primeiro ano de funcionamento do NITA, ouvir as demandas do agronegócio e mostrar as tecnologias já existentes no mercado voltadas para o setor.

Atualmente o NITA conta com 34 empresas cadastradas, que já fazem negócios com agricultores e empresas catarinenses, além de algumas parcerias internacionais. Nesse primeiro momento, apenas empresas catarinenses podem se cadastrar no site, porém as soluções tecnológicas estão disponíveis para todo país.

O que é o NITA?

O Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA) funciona como um elo entre startups, pequenas e médias empresas desenvolvedoras de inovações e as cadeias produtivas organizadas dos agricultores. O Banco Mundial é o grande apoiador desse projeto e Santa Catarina representa a América Latina numa lista de oito iniciativas como essa ao redor do mundo.

Parceiros

Sob coordenação da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, o NITA reúne diversas entidades de Santa Catarina, entre elas Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), Associação Catarinense de Fundações Educacionais(Acafe), Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) e Universidade Católica de Santa Catarina.

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Santa Catarina encerra o mês de julho com saldo positivo nas exportações de carnes. O estado retomou o crescimento nas vendas internacionais de carne suína e de frango, faturando US$ 361,9 milhões no último mês. Os grandes mercados ampliaram suas compras, com destaque para China – que já se consolida como o principal destino das carnes catarinenses.

Só este ano, a China já importou 129,7 mil toneladas de carne suína e de frango produzida em Santa Catarina, gerando um faturamento de US$ 239,6 milhões. O país é o maior comprador da carne suína catarinense e o segundo maior destino da carne de frango.

Carne de frango

Em julho, Santa Catarina exportou 184,7 mil toneladas de carne de frango, com receitas que passam de US$ 287,6 milhões – um aumento de 126,8% no valor e de 132,7% na quantidade exportada em relação a junho.

O resultado também é superior ao observado no mesmo período de 2017. Em um ano, Santa Catarina ampliou em 74,9% o valor das exportações de carne de frango e em 96,6% a quantidade exportada.

Os principais mercados para a carne de frango produzida no estado são: Japão, China e Arábia Saudita. Todos com aumento nas compras no último mês. A China, por exemplo, ampliou as importações em 124,6%, chegando a 17,2 mil toneladas adquiridas.

No acumulado do ano, Santa Catarina já exportou 675,3 mil toneladas de carne de frango e o faturamento já passa de US$ 1,12 bilhão.

Carne suína

Santa Catarina embarcou 43,7 mil toneladas de carne suína em julho, faturando US$ 74,3 milhões – um aumento de 107,9% na quantidade e de 94,6% no valor em relação ao mês anterior. Aqui a China também é o grande destaque, com incremento de 432,7% em relação ao volume exportado para aquele país no mesmo mês de 2017, registrando 13,3 mil toneladas.

Em comparação a julho de 2017, o crescimento foi de 35,5% no faturamento e de 87,4% na quantidade exportada. Os principais mercados são China, Hong Kong e Chile – todos com incremento nas importações.

No acumulado do ano, Santa Cataria exportou 184,2 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 352,8 milhões. O estado é o maior produtor nacional de carne suína e responde por 53,8% das exportações brasileiras do produto neste ano.

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Em 11 anos, Santa Catarina aumentou em 6,3% a área de produção agropecuária. Segundo os novos dados do Censo Agropecuário, o Estado tem 183.065 propriedades rurais em uma área total de 6.446.155 hectares. Os números do Censo 2017 foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, 26, e trazem um retrato do meio rural catarinense.

Em relação ao Censo Agro 2006, a área destinada à produção agrícola aumentou 6,3%, mesmo com a redução de 5,4% no número de estabelecimentos e de 12,89% no número de pessoas ocupadas nessas propriedades rurais. Hoje são 497.825 pessoas que trabalham no meio rural catarinense.

A tecnologia também está cada vez mais presente no meio rural catarinense. Os dados no Censo 2017 mostram um aumento expressivo no acesso à internet e na mecanização agrícola.

Internet

Santa Catarina ampliou em 1.313,9% o acesso à internet no meio rural. Em 2017, 91.978 produtores declararam ter acesso à internet – o quinto melhor resultado do país. E o telefone está presente em 84,3% das propriedades rurais.

Mecanização Agrícola

O número de tratores cresceu 55,08% (108.374 unidades apuradas no Censo 2017).

Jovens

Em comparação ao Censo de 2006, houve diminuição de 40,71% dos produtores com menos de 45 anos (44.141) e aumento de 26,63% dos produtores com mais de 55 anos (83.225) no estado.

Terras arrendadas

Houve aumento significativo nas terras arrendadas em Santa Catarina. Comparando com o Censo de 2006, o número de estabelecimentos subiu 18,77%, enquanto a área cresceu 46,27%, indicando que quem já tinha terra nessas condições provavelmente aumentou a área de arrendamento.

Florestas

Em relação ao Censo de 2006, a área de florestas plantadas aumentou 47,73%, alcançando 918.137 hectares. Já a área de florestas naturais cresceu 18,01%, chegando a 1.904.516 hectares.

Área Irrigada

Em comparação ao Censo anterior, a área irrigada teve aumento de 22,92%, num total de 167.473 hectares. O número de estabelecimentos que fazem uso de irrigação foi de 16.261 unidades, ou seja, um crescimento de 16,53%.

Produção Orgânica

Santa Catarina conta com 2.920 agricultores dedicados à produção orgânica.

Uso de agrotóxicos

Em 11 anos, Santa Catarina aumentou 4,1% o uso de agrotóxicos nas lavouras. Enquanto no Brasil o aumento foi de 20,4%. Os números levam em consideração as entrevistas de 129.362 produtores rurais catarinenses no período de 1º de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017.

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A fruticultura é um dos destaques do agronegócio catarinense e proteger os pomares contra as intempéries climáticas é fundamental para garantir uma boa produção. O inverno é o período ideal para investir na cobertura dos pomares de maçã, assim as árvores estarão preservadas já na próxima floração. Com o Programa de Subvenção para Cobertura de Pomares de Maçã, Frutas de Caroço e Uva, os fruticultores contam com o apoio da Secretaria da Agricultura e da Pesca para investimentos em telas antigranizo.

Santa Catarina é o maior produtor brasileiro de maçã e sofre com as intempéries climáticas que comprometem as safras, principalmente o granizo. A cobertura dos pomares minimiza essas perdas e protege as plantas para a próxima safra – dispensando até mesmo o uso de seguro agrícola.

Através do Programa de Cobertura de Pomares, os produtores contraem financiamentos para instalação de telas antigranizo e a Secretaria da Agricultura é responável pelo pagamento dos juros. Os produtores podem contrair financiamentos de até R$ 120 mil e o limite para a subvenção é de juros até 2,5% ao ano.

Lembrando que o Programa atende também produtores de uva e de frutas de caroço. Os fruticultores interessados em saber mais sobre o Programa podem procurar a Epagri do seu município.

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A soja vem ganhando cada vez mais espaço nas lavouras catarinenses e nem mesmo a estiagem impediu os produtores de colherem uma safra recorde. Este ano, os produtores colheram 2,46 milhões de toneladas de soja – um crescimento de 2% em relação à última safra. O desempenho das lavouras de arroz, soja e milho foi divulgado no Boletim Agropecuário, elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

O aumento na área foi justamente o que impulsionou o crescimento na produção de soja. Em 2018, Santa Catarina teve problemas pontuais de estiagem e a ocorrência de mofo branco em algumas lavouras de Campos Novos e no Planalto Norte, o que teve impacto direto na produtividade. Os produtores colheram em média 3,6 toneladas por hectare – uma queda de 2% em comparação com a safra 2016/17.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que a safra de grãos em Santa Catarina é fortemente influenciada pelas perspectivas de preço. “Na última safra o milho teve um preço baixo e a soja estava remunerando melhor o produtor e isso tem uma influencia direta na escolha do produtor”.

Nos últimos cinco anos, a soja avançou mais de 160 mil hectares em Santa Catarina. Este aumento na área cultivada de soja tem causado a redução da área plantada de milho, pastagens, fruticultura, feijão e outras culturas. Atualmente, a região de Xanxerê é a maior produtora de soja do Estado.

Milho

Depois de uma super safra em 2017, Santa Catarina retorna aos patamares normais e colhe 2,47 milhões de toneladas do grão. A produção foi 21,6% menor do que na última safra, reflexo principal da diminuição na área cultivada.

O milho é o grão de ouro para Santa Catarina, fundamental para abastecer as cadeias produtivas de proteína animal. O agronegócio catarinense consome próximo de sete milhões de toneladas de milho por ano – sendo que mais de quatro milhões de toneladas são importadas de outros estados.

“A redução na safra catarinense será compensada com a compra de mais milho de outros estados, o que afeta os custos de produção de aves e suínos”, ressalta Airton Spies. São vários os fatores que contribuem para a queda na área plantada de milho grão em Santa Catarina, entre eles o aumento na produção de soja e de milho silagem, assim como a rotação de culturas para o manejo do solo.

As lavouras catarinenses de milho grão ocuparam 305,9 mil hectares e a produtividade foi de oito toneladas por hectare, bem acima da produtividade nacional que chega a 5,5 toneladas/hectares. Para a produção de silagem, foram destinados 225,9 mil hectares.

Arroz

Segundo maior produtor nacional de arroz, Santa Catarina colhe 1,18 milhão de toneladas na safra 2017/18. Mesmo com a redução de área plantada, a produtividade superou as expectativas e fechou em oito toneladas/hectare – um aumento de 1,48% em relação ao ano anterior.

A boa safra é resultado das condições climáticas favoráveis combinadas ao investimento em tecnologias e cultivares de alto potencial produtivo. O Estado tem 146,9 mil hectares destinados ao cultivo de arroz irrigado e a maior região produtora é Araranguá.

O arroz tem se tornado também um importante produto da pauta de exportações catarinenses. O faturamento com as exportações no primeiro semestre já é de US$ 11,8 milhões - cinco vezes maior do que o valor exportado no ano passado inteiro. Os principais destinos são Venezuela e África do Sul.

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Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) divulga datas dos cursos de habilitação de médicos veterinários para realizar exames de mormo. Os profissionais já habilitados também devem renovar sua autorização.

Os exames são obrigatórios para o transporte de cavalos em Santa Catarina ou para outros estados e têm validade de 60 dias. Os exames devem ser apresentados quando o proprietário for solicitar a Guia de Trânsito Animal (GTA) e devem ser levados durante o transporte do cavalo para eventos agropecuários.

O material para exame é colhido por veterinários particulares e encaminhado para um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).  

Mormo

O Mormo é uma doença infectocontagiosa provocada pela bactéria Burkholderia mallei e pode apresentar-se na forma aguda ou crônica, sendo que a primeira é mais comum em asininos e muares e a forma crônica acomete mais os eqüinos. A doença pode ser transmitida ao ser humano através do contato com secreções e úlceras cutâneas de animais doentes e com objetos contaminados. As pessoas que mantiverem contato com animais suspeitos ou positivos devem procurar os serviços de saúde pública. Lembrando que toda suspeita de Mormo deve ser notificada imediatamente à Cidasc para que sejam adotadas as medidas sanitárias pertinentes.

Mais informações: (48) 3665-7206 ou pnse@cidasc.sc.gov.br

 

Informações para imprensa:

Assessoria de Comunicação

Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - CIDASC

Fone: (48) 3665 7037

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O governador Eduardo Pinho Moreira deu sequência nesta quinta-feira, 19, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Brasília, às negociações de exportação de carne suína para o México. De acordo com Moreira, o Estado está formando junto com os representantes das agroindústrias catarinenses uma missão oficial no país para a segunda quinzena de agosto.

“A abertura deste mercado é importante para a nossa economia, pois impactará expressivamente a agroindústria do Estado. O México é um país altamente populoso e esta exportação vai abrir um mercado valioso para Santa Catarina”, comenta.

O Estado já tem uma sólida relação comercial com o México com a carne de frango, sendo que a exportação de carne suína representa mais um mercado exclusivo do agronegócio catarinense, como já ocorre com o Japão e a Coreia do Sul, resultado do status sanitário diferenciado. De acordo com o secretário executivo da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, o mercado internacional passou a ser uma das prioridades do ministério.
“O Brasil está em outro patamar, começou a ser visto de forma diferenciada e o México está no nosso radar de exploração. Portanto, daremos todo o apoio que Santa Catarina necessitar”, destaca.

SC livre de febre aftosa

Moreira ainda defendeu a posição de Santa Catarina em relação ao Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Santa Catarina mantém-se como uma zona separada das outras federações que buscam a certificação internacional. Isso ocorre porque Santa Catarina já tem o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) desde 2007.

O Ministério da Agricultura quer que todos os Estados brasileiros tenham o mesmo status até 2023 e Santa Catarina se manterá como uma zona exclusiva. Isso garante, por exemplo, que em caso de ocorrência de febre aftosa em outro Estado, Santa Catarina continue livre da doença e autorizado a exportar, porque será considerada uma zona separada do restante do país.

De acordo com o diretor do departamento de saúde animal e delegado do Brasil da OIE, Guilherme Marques, Santa Catarina é uma demonstração clara de investimento, prevenção e compromisso para conquistar o patamar alcançado. “Santa Catarina, no que diz respeito à OIE, tem um status de certificação único, se diferencia dos demais Estados e precisa estar na discussão com as demais federações que ainda não estão livres da doença sem vacinação”, frisa.

Rota do Milho

No Palácio do Planalto, Moreira também ressaltou a importância das melhorias na estrutura da Dionísio Cerqueira com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O local enfrenta dificuldades para suprir a demanda existente, como filas de caminhões que ultrapassam uma semana de espera.

“Reforcei que a Receita Federal na aduana seja terceirizada, pois não há auditores suficientes para dar vazão à demanda. Este modelo já ocorre com aduanas de outros municípios. Além disso, reforcei com o ministro melhorias na fiscalização do Ministério da Agricultura”, destaca.

Estas melhorias essenciais na fronteira seca do Estado também foram tratadas no Ministério da Agricultura, pois Santa Catarina tem uma proposta de trazer o milho do Paraguai e da Argentina pela Rota d Milho, entrando no Estado por Dionísio Cerqueira. Com este corredor, o local receberia mais 150 caminhões todos os dias, condição que a estrutura atual não comporta.

O projeto consiste em usar o território paraguaio e argentino para abastecer a imensa cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura industrial catarinense. De acordo com Moreira, o milho que atualmente chega ao Estado vem do Centro-Oeste, ou seja, percorre um trecho de 2 mil quilômetros, o que encarece o produto que é essencial para o agronegócio catarinense.

O governador Eduardo Pinho Moreira cumpre agenda nesta quinta-feira, 19, em Brasília, no Ministério da Agricultura, para dar sequência às negociações de exportação de carne catarinense para o México. O Governo do Estado e as agroindústrias organizam uma missão oficial no mercado mexicano, sendo que Santa Catarina já possui uma sólida parceria com o país no fornecimento de carne de frango.

A exportação para o México será mais um mercado exclusivo do agronegócio catarinense, como já ocorre com o Japão e a Correia do Sul, resultado do status sanitário diferenciado do Estado, sendo o único livre da febre aftosa sem vacinação. Também no Ministério da Agricultura, o governador marcará a posição de Santa Catarina em relação ao Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).

Santa Catarina se manterá como uma zona separada das demais federações, que buscam a certificação internacional, pois o Estado já tem o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) desde 2007. O Ministério da Agricultura quer que todos os Estados brasileiros tenham o mesmo status até 2023 e Santa Catarina se manterá nos próximos anos como uma zona exclusiva.

RECURSOS PARA INFRAESTRUTURA

O governador também irá ao Palácio do Planalto se reunir com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para referendar os pleitos no Ministério da Agricultura, além de deliberar demais assuntos pertinentes ao Estado. Moreira tratará ainda no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de aplicações de recursos provenientes do programa BID VI para obras de infraestrutura em rodovias.​

Douglas Saviato
Assessor de Comunicação
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