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Fotos: Helena Marquardt/ADR Ibirama

O potencial para a produção de tangerinas no Médio Vale será destaque neste final de semana durante a 22ª Tangefest, que começa nesta sexta-feira, dia 16, e segue até o domingo, dia 18, em Apiúna. Durante três dias os visitantes poderão conhecer as mais variadas espécies plantadas no município e se deliciar com a gastronomia típica a base da fruta, que ao longo dos anos se tornou fundamental para a economia da cidade e garante renda extra a população quase o ano inteiro.

Cláudio Vagner sabe bem da importância da fruta. Ele vendia pães, há quase 20 anos, mas há cerca de 10 resolveu apostar na Tangerina para lucrar mais e o negócio deu tão certo que se transformou na principal renda da família. “A gente trabalha o ano todo porque uma hora é roçar, outra podar e passar veneno. Tem trabalho o ano todo já que a colheita começa em fevereiro, com uma tangerina precoce, e segue até novembro com outras espécies, mas vale muito a pena.”

Tangefest b destaca potencial de produção de tangerinas no Médio Vale

Para este ano a expectativa dele é colher cerca de 800 caixas das espécies comuns, rio, montenegrina, pokan, pokan sem semente e okitsu, e boa parte delas já está sendo enviada para a Tangefest e vai ser usada para a produção de suco e caipirinhas vendidas no evento. “No ano passado vendi mais de 50 caixas para isso e o pessoal sempre gosta muito. A festa nos ajuda a divulgar o produto, tanto que em Santa Catarina somos conhecidos como a terra da tangerina.

Sonia Beatriz Brenzinger também garante renda extra vendendo, a margem da BR-470, as tangerinas plantadas pela família. Ela cuida de uma das dezenas de barracas que durante o auge da safra, ficam abertas sete dias por semana e garante que está contente com o lucro. “Minha família já vende aqui há mais de 15 anos e vale a pena plantar. Se o clima ajudar melhora bastante a renda da casa.”

E se a tangerina traz benefícios para quem a vende ou produz, ela também agrada quem compra. O empresário blumenauense, Ademir Veber, precisou ir até o Alto Vale visitar a mãe e na volta aproveitou para adquirir alguns quilos em Apiúna, já que segundo ele as frutas da cidade são as melhores do estado. “Sempre que eu passo aqui compro porque a tangerina da região é muito mais doce, além do produto ser bom e barato e que dá para fazer bolo e tudo”, contou.

Tangefest b destaca potencial de produção de tangerinas no Médio Vale

A gerente de Políticas Socioeconômicas Rurais e Urbanas da Agência de Desenvolvimento Regional de Ibirama, Edna Beltrame Gesser, visitou algumas propriedades nesta quarta-feira, dia 14, e ressaltou que o Governo de Santa Catarina também incentiva a produção através da aquisição do suco da tangerina para a merenda escolar. “Só neste ano foram 28 mil litros comprados para a merenda escolar o que garante uma alimentação mais saudável para os alunos e uma renda extra aos produtores”.

Município produz cerca de 200 toneladas por ano

O secretário de Agricultura de Apiúna, Gilmar Formaggi, conta que Tangefest já é uma tradição na região e mostra exatamente o potencial de produção. Atualmente o município concentra 60 hectares plantados e colhe aproximadamente 200 toneladas de tangerina por ano. “Esse ano a safra não foi tão boa em termos de quantidade, mas em compensação tivemos frutos maiores e de melhor qualidade”, comemora.

O secretário explica que para incentivar a plantação a prefeitura custeia 50% das mudas da tangerina. “Para isso o produtor que tem a intenção de plantar um pomar e ganhar dinheiro com isso, precisa fazer um curso e se preparar e mostrar em qual mercado ele pretende vender essa tangerina”, finalizou.

Mais informações para a imprensa:
Helena Marquardt
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