O status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Após ser reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em 2007, o estado se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais competitivos do mundo.

Em 2006, um ano antes da certificação internacional, Santa Catarina exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Dez anos depois, esse número saltou para 274 mil toneladas e trouxe US$ 555,2 milhões para o estado, um aumento de 48,5% na quantidade e 79% na arrecadação.

O cenário é o mesmo para a carne de frango, que se tornou o primeiro produto das exportações catarinenses, faturando mais de US$ 1,7 bilhão no último ano, 76,3% a mais do que em 2006. Há uma década, a quantidade exportada também era menor, foram 757 mil toneladas que saíram do estado, 32% a menos do que em 2016.

Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como Rússia, China, Hong Kong e mais recentemente a Coreia do Sul. Era justamente esse o objetivo do Estado quando buscou a certificação internacional – conquistar mercados exigentes. “Nós sabíamos que Santa Catarina tinha potencial para ser um grande produtor de aves, suínos e leite e a certificação internacional era indispensável para aumentarmos a produção e conquistarmos novos mercados”, lembra o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

O último foco de febre aftosa em Santa Catarina aconteceu em 1993 e, a partir de 2000, foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007, representantes do Governo do Estado compareceram à Assembleia Mundial da OIE, onde receberam o certificado que faz do estado uma zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Após 10 anos de certificação internacional, Santa Catarina se mantém como o único estado brasileiro com esse status sanitário diferenciado. Na América do Sul, outras áreas livres da doença sem vacinação existem na Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. Apenas o Chile é reconhecido pela OIE como país livre de febre aftosa sem vacinação.

Para conquistar e manter a excelência em sanidade animal, Governo de Santa Catarina, Ministério da Agricultura, agroindústrias e produtores rurais estão unidos. O secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, ressalta o papel decisivo dos pecuaristas nesse processo. “Os produtores catarinenses entenderam a importância da certificação internacional para valorizar os produtos e tem sido o esforço e a colaboração de cada um que permitiram que chegássemos até aqui e permanecêssemos há 24 anos sem nenhum caso de febre aftosa no estado”, ressalta.

Manutenção do status sanitário

Para manter o status sanitário diferenciado, os esforços são imensos. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.

Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Informações adicionais para a imprensa
Ana Ceron
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A segunda edição do Dia de Ação de Governo da Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste foi realizada nesta quarta-feira, 24, com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa. O dia contou com a inauguração da nova da Gerência Regional da Epagri de São Miguel do Oeste, além de visitas em propriedades e empreendimentos apoiados pelo SC Rural.

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“Foi um dia muito proveitoso. Conhecer as realidades de cada região é muito importante para nosso trabalho. Existem os programas da Secretaria de Estado da Agricultura, mas precisamos saber o que melhor atende. Ninguém fica numa atividade que não dá lucro, que não tem conforto, que não tem estrutura. E melhorar tudo isso é o nosso trabalho”, declarou o secretário Moacir Sopelsa.

Dia de Ação de Governo
Após o atendimento à imprensa e café da manhã com lideranças e convidados da região, foi realizada a inauguração da nova sede da Epagri. O local, anexo ao Centro de Treinamento da Epagri de São Miguel do Oeste (Cetresmo), foi reformado e recebeu o investimento de R$ 185 mil do Governo do Estado, por meio do SC Rural. “Teremos uma economia em aluguel de mais de R$ 60 mil ao ano. Em pouco mais de três anos, o valor investido irá retornar”, garantiu o gerente da Epagri, Jonas Ramon, que também destacou o trabalho realizado pelos servidores da empresa na região. “Em 2016, foram mais de 27 mil assistências realizadas”, complementou.

SC Rural

Após o almoço, a comitiva do Governo do Estado - que, além do secretário Sopelsa, contou com a presença do secretário adjunto, Airton Spies, do presidente da Epagri, Luiz Hessmann e do secretário executivo Volmir Giumbelli -, visitou a propriedade de Marcos Bender, sua esposa Elizete e seu filho Arthur, no interior de São Miguel do Oeste. Desde 1988, a propriedade trabalha na produção de leite, mas em 2012 a família investiu e recebeu o apoio do Governo do Estado por meio do SC Rural e Epagri, o que fez dobrar a margem bruta mensal, passando de R$ 4.368 para R$ 8.402.

Com 26 gados leiteiros, Marcos passou a produzir 16.175 litros ao ano por hectare. A família recebeu o apoio de R$ 2 mil do SC Rural, mais o kit forrageira e apoio técnico da Epagri. “O investimento é baixo diante do retorno que estão tendo. Esse é o trabalho da Epagri que gratifica todo o esforço da família e dos extensionistas”, afirma o presidente Hessmann.

Dia de Ação de Governo

Também com o apoio do SC Rural, foi visitada a sede do Condomínio de Armazenagem Comunitário São João, na comunidade Ferreira de Guaraciaba. A associação de 12 produtores, presidida por Gilmar Moretto, recebeu R$ 150 mil do programa estadual. Foram adquiridos equipamentos para secagem de grãos. O Dia de Ação de Governo se encerrou no Museu Edvino Carlos Hoelscher, na Linha Olímpio de Guaraciaba, onde estão expostas mais de 7,5 mil peças.

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Fotos: Aires Mariga/Arquivo Epagri

A Epagri está finalizando sua atuação no Plano Brasil Sem Miséria e tem motivos para comemorar. A empresa atendeu 680 famílias rurais catarinense em situação de extrema pobreza, que desenvolveram projetos para suas propriedades e receberam recursos federais para implementar tais propostas. O resultado foi tão positivo que a empresa já avalia a possibilidade de estender a extensão rural para outras famílias catarinenses nessa condição.

A Epagri está produzindo o relatório final do Plano Brasil Sem Miséria, que será entregue em junho ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), instituições responsáveis pela ação. Em maio, técnicos da Epagri e dos dois órgãos federais reuniram-se em Videira para avaliar os trabalhos desenvolvidos no Estado. Na reunião, foram levantados os pontos positivos, as dificuldades e apontadas sugestões de aprimoramento do plano.

O plano foi lançado pelo governo federal em 2012, mas a Epagri começou a atuar em 2014, quando fez o levantamento das famílias rurais que poderiam se encaixar na proposta. Num primeiro momento, a empresa identificou cerca de mil famílias que poderiam ser beneficiadas, mas algumas não se encaixaram nas exigências da proposta, que tinha como um dos critérios renda mensal não superior a R$ 85 por familiar.

Para as 680 famílias enquadradas no plano, os técnicos da Epagri desenvolveram projetos de assistência técnica e extensão rural. Todas as propostas foram desenvolvidas em parceria com os assistidos e visavam a produção agrícola de subsistência, com possibilidade de venda do excedente. Assim, foram desenvolvidos projetos principalmente para criação de galinhas, de porcos ou de vacas, instalação de hortas ou de pomares e também para incrementar a produção de artesanatos.

Cada família recebeu duas parcelas de investimentos, a primeira de R$ 1,4 mil e, a segunda, de R$ 1 mil. Os valores, que não precisarão ser pagos pelo agricultor, foram aplicados nas propriedades seguindo o plano estabelecido em conjunto com a Epagri. Os projetos garantiram segurança alimentar a estas pessoas, que muitas vezes só encontram trabalhos sazonais no meio rural. Na maioria dos casos, trabalham de dois a três meses por ano em colheitas e passam os outros meses sem ocupação fixa.

São família que residem em pequenas propriedades rurais, muitas não regularizadas e que, por isso, estavam fora das cadeias produtivas e não conseguiam acessar outras linhas de financiamentos voltados para a agricultura familiar. “Elas passaram a ter visibilidade, a serem enxergadas pela extensão rural”, descreve Célio Haverroth, coordenador de políticas públicas da Epagri, apontando este como um dos principais ganhos do trabalho. Ele explica que, mesmo após o encerramento do plano, estas famílias continuarão recebendo assistência técnica da empresa para seguirem seus cultivos.

Na avaliação de Célio, o projeto acabou indo além da proposta inicial; ele permitiu o aumento da autoestima deste público, que na sua maioria estava à margem da sociedade. “Esse trabalho dá um novo horizonte a estas famílias”, conta o coordenador da Epagri. Célio também destaca o protagonismo feminino. Na maioria dos casos, a mulher era a responsável por receber os recursos e tocar o projeto, reforçando seu papel na família.

De acordo com Célio, o MDSA já mostrou interesse de promover aditivos ao projeto, de modo que a Epagri possa dar sequência ao trabalho nos próximos anos, atendendo outras famílias rurais catarinenses em condição de extrema pobreza. O assunto será debatido durante o mês do junho entre a diretoria da Epagri e representantes do Ministério.

Mais informações e entrevistas
Célio Haverroth, coordenador de políticas públicas da Epagri: (48) 3665-5298

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Foto: James Tavares/Arquivo Secom

Em meio à campanha nacional de vacinação contra febre aftosa, Santa Catarina comemora a erradicação da doença no estado e os dez anos do reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A entrega do certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aconteceu em 25 de maio de 2007 e, desde então, o estado se consolidou como referência em sanidade e defesa agropecuária, conquistando os mercados mais competitivos do mundo.

O último foco de febre aftosa em Santa Catarina aconteceu em 1993 e, a partir de 2000, foi suspensa a vacinação contra a doença e proibida entrada de bovinos provenientes de outros estados, onde a vacinação é obrigatória. Antes de erradicar a doença, entre 1971 e 1983, Santa Catarina registrava uma média de 462 focos por ano, causando a morte de muitos animais e prejuízos irreparáveis para os produtores.

Para reverter esse quadro e buscar a certificação internacional como livre da aftosa sem vacinação, Governo do Estado, Ministério da Agricultura, agroindústrias e produtores rurais se uniram e aceitaram o desafio de fazer de Santa Catarina uma ilha de sanidade no país. “Essa conquista aconteceu depois de muito trabalho. Todas as partes se envolveram e os produtores foram grandes parceiros nesse processo. Nós sabíamos que Santa Catarina tinha potencial para ser um grande produtor de aves, suínos e leite e a certificação internacional era indispensável para aumentarmos a produção e conquistarmos novos mercados”, lembra o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

Confirmando as expectativas, após o reconhecimento da OIE, Santa Catarina se tornou o maior produtor de suínos e o segundo maior produtor de aves do país. Inclusive, a carne de frango é, hoje, o primeiro produto das exportações do estado faturando mais de US$ 1,7 bilhão em 2016. As carnes produzidas em Santa Catarina chegam ao Japão, Chile, China, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Após dez anos de certificação internacional, Santa Catarina se mantém como o único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação. Na América do Sul, outras áreas livres da doença sem vacinação existem na Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. Apenas o Chile é reconhecido pela OIE como país livre da doença sem o uso da vacina.

Manutenção do status sanitário 

Para manter o status sanitário diferenciado, os esforços são imensos. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.

“A conquista e a manutenção do certificado da OIE provam que a sanidade é um patrimônio que distingue a produção catarinense no cenário nacional. A manutenção desse status exige grande esforço do Governo do Estado, dos serviços de defesa agropecuária, em parceria com o setor privado e produtores”, ressalta o secretário adjunto de Agricultura, Airton Spies.

Vigilância permante

A erradicação da doença em Santa Catarina fez com que o estado tenha regras especiais para o trânsito de animais. Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

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Pescadores artesanais se unem à organização não governamental (ONG) Oceana na construção de uma proposta para o ordenamento da pesca da tainha em Santa Catarina. A Oceana apresentou um estudo onde foram definidos os limites de pesca para espécie que não comprometeriam os estoques e as pescarias futuras. A conversa entre representantes dos pescadores artesanais e a diretora-geral da Oceana no Brasil, Monica Peres, aconteceu nesta segunda-feira, 22, durante reunião organizada pela Câmara Setorial da Pesca, em Florianópolis.


Foto: Julio Cavalheiro/Secom

O governador Raimundo Colombo conheceu na noite desta segunda-feira, 22, na Casa d'Agronômica, em Florianópolis, o Projeto Fruticultura, que visa incrementar a produção de frutas mediante a criação de linhas específicas de financiamento para acesso a novas tecnologias do setor. 

“É um estudo muito bom, profundo e que mostra caminhos importantes. Nossos técnicos vão avaliar com bastante atenção. Nós precisamos nos preparar para o futuro e fazer mais com menos”, disse Colombo. O governador destacou que o tema é importante, envolve muitas famílias que dependem da fruticultura e que o governo tem programas para auxiliar. “O governo tem uma série de programas que nós precisamos afinar e fazer com que produzam ainda mais resultados”, afirmou.

O projeto é de autoria do deputado estadual Natalino Lázare e busca incentivar produtores que possuem áreas ociosas em suas propriedades a empregá-las para a produção de frutas. Nesse caso, será disponibilizado um “pacote tecnológico” contendo informações como as variedades mais propícias ao clima e ao solo de cada região, formas de plantio e manejo, equipamentos para irrigação e proteção contra granizo e geada. Tudo já com os custos para implementação, além de orientações de como acessar as linhas de crédito existentes.

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“Estamos trazendo para o governador uma ideia de incrementar ainda mais essa atividade na agricultura, porque é mais uma fonte de renda e precisamos dar esse apoio público aos nossos produtores. É uma alternativa econômica. Nós temos uma região muito próspera e desenvolvida na área da fruticultura, com solo preparado para isso, clima favorável e, sobretudo, com gente que tem a vocação de plantar e produzir frutas”, explicou Natalino Lázare.

Outra possibilidade levantada é que parte das frutas cultivadas sejam destinadas à fabricação de sucos, cuja rentabilidade é assegurada a partir de pomares em terras com mais de um hectare.

Santa Catarina ocupa o 6º lugar em produção de frutas do Brasil. A região do Meio-Oeste é responsável por 50% da produção de maçã do país e também lidera a produção de uvas, dentre outras culturas. 

De acordo com o mais recente relatório elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), entre 2014 e 2015 as principais lavouras frutícolas permanentes no estado somaram algo próximo a 55 mil hectares. Esse cultivo envolveu cerca de 14 mil produtores e resultou em uma safra de mais de 1,5 milhão de toneladas, que foram comercializadas pelo valor bruto de R$ 1 bilhão.

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Nesta semana, Balneário Arroio do Silva, no Sul do Estado, será o centro das atenções da cadeia produtiva do maracujá no Brasil. A Epagri realiza o VII Simpósio Brasileiro sobre a cultura do maracujazeiro e o II Seminário Sul-Brasileiro sobre Maracujazeiro, que ocorrem de 23 a 25 de maio no Hotel Scaini.

O objetivo do evento é atualizar tecnologicamente a cadeia produtiva do maracujá, trazendo inovações que possam alavancar o desenvolvimento da cultura. Os organizadores pretendem, também, reunir pesquisadores, técnicos e professores para definir novos rumos na geração e difusão de conhecimento para o produtor de maracujá do Brasil.

“Durante esses três dias, serão promovidos diálogos entre os participantes, principalmente sobre técnicas de cultivo, mercado interno e externo para frutos e produtos industrializados, bem como os desafios para a estabilização dessa cultura nas diferentes regiões do Brasil na próxima década”, destaca Henrique Belmonte Petry, pesquisador da Epagri na Estação Experimental de Urussanga.

A programação inclui temas como mercado nacional e de exportação de maracujá e seus derivados, a situação da cultura em todas as regiões do Brasil, sistema de plantio direto, melhoramento genético e manejo integrado de pragas e doenças. Também haverá uma visita guiada a pomares comerciais do Sul catarinense. O evento trará especialistas de instituições de pesquisa e empresas de todo o Brasil.

O evento conta com apoio institucional da Sociedade Brasileira de Fruticultura, do Instituto Agronômico de Campinas, da Embrapa-Cerrados, da Cidasc, da UFRGS, do IFC-Santa Rosa do Sul e da Unisul-Tubarão. Produtores e outros membros da cadeia produtiva também apoiam o evento.

Maracujá em SC

De acordo com o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa), Santa Catarina conta com 1.260ha plantados de maracujá e colheu, em 2014/15, cerca de 22,4 mil toneladas. O Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou R$ 25,5 milhões.

O Litoral Sul catarinense é responsável por 84,5% do maracujá produzido no Estado. Na safra 2014/15, a região colheu 18.936t em 1.075ha. Os principais municípios produtores são Sombrio, com 8.150t, Jacinto Machado, com 2.600t, e Araranguá, com 2.400t. A cultura já é a terceira atividade agrícola mais importante na região.

Esse resultado não vem por acaso: é fruto do esforço dos produtores em parceria com a Epagri, que mobilizou profissionais de pesquisa e extensão com a missão de estruturar a cadeia produtiva na região e consolidar a cultura como uma atividade rentável para os agricultores. O objetivo é gerar, validar e difundir tecnologias para melhorar a produtividade e tornar o cultivo mais sustentável.

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Mais informações e entrevistas:

Henrique Belmonte Petry - Epagri/Estação Experimental de Urussanga: (48) 34031379.

Stevan Grützmann Arcari - Epagri/Estação Experimental de Urussanga: (48) 9127 9293.

Reginaldo Ghellere - Epagri/Gerência Regional de Araranguá: (48) 3529 0306.

Darlan Rodrigo Marchesi - Epagri/Gerência Regional de Criciúma: (48) 3403 1074.

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

O governador Raimundo Colombo abriu a edição dessa semana do programa Com a Palavra, o Governador falando da importância do status sanitário de Estado livre de febre aftosa sem vacinação, que Santa Catarina conquistou há 10 anos. "Ainda hoje colhemos frutos positivos dessa conquista que ampliou as oportunidades no mercado internacional para os produtos catarinenses. Prova disso é o que ocorre com o setor da carne que exporta para Japão, mercado extremamente exigente", disse Colombo.

O governador informou ainda que uma missão coreana esteve em Santa Catarina inspecionando frigoríficos catarinenses que estarão habilitados para fornecer carne a Coreia do Sul. "E para manter essa condição sanitária de excelência, o Estado também investe fortemente nas barreiras de fiscalização. Esse é um trabalho que mantém o Estado livre de doenças para continuar se destacando e fortalecendo as exportações", acrescentou.

Os temas que completaram a entrevista da semana foram as obras na SC-477 ligando o Vale do Itajaí ao Planalto Norte e a apresentação da segunda edição do Fundam aos gestores municipais em todas as regiões do Estado. "Estamos mostrando o que já foi possível realizar com o Fundam I e ao mesmo tempo ouvindo sugestões para melhorar o programa. Tenho certeza que virão ideias produtivas que vão contribuir para uma edição ainda mais positiva em todos os municípios catarinenses", concluiu Colombo.

A íntegra do programa está disponível nos canais oficiais do Governo no Vimeo e no Youtube. A Rádio Secom disponibiliza a versão em áudio.

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Foto: Marcos Vanzin/SAR

Jovens agricultores da Regional de Seara participam do curso “Liderança, Gestão Ambiental e Empreendedorismo” da Epagri - Concórdia. A capacitação do Programa SC Rural estimula o espírito empreendedor e a sustentabilidade, ajuda a desenvolver iniciativas que agreguem valor aos produtos catarinenses e contribui para que os jovens permaneçam no meio rural.

Nesta semana, 21 alunos da região Oeste, dentre eles representantes dos municípios de Xavantina, Ipumirim, Lindóia do Sul e Seara acompanharam as aulas de informática e buscando as novidades tecnológicas para o setor agropecuário.

O curso prevê conteúdos relacionados a educação financeira, gestão da propriedade com auxílio de softwares, emissão de nota fiscal eletrônica para produtor rural, emissão de guia de trânsito animal eletrônica (E-GTA), internet home banking, monitoramento climático on-line, comércio eletrônico, elaboração de projeto para captação de recursos, curso avançado em planilha eletrônica, produção de website, além de conhecer as novidades do setor tecnológico relacionado com a atividade agrícola.

As aulas são ministradas pela equipe da Gerência de Tecnologia da Informação e Governança Eletrônica da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. O curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo tem duração de dez meses, com aulas presenciais durante uma semana por mês, e aborda três eixos temáticos: Liderança, empreendedorismo e inclusão digital; Oportunidades econômicas e ambientais voltadas ao emprego e renda em atividades agrícolas e não agrícolas; e Gestão de negócios, da propriedade e do ambiente natural.

Programa SC Rural

O SC Rural conta com investimentos do Governo do Estado e do Banco Mundial (Bird) para aumentar a competitividade da agricultura familiar catarinense. Sob a coordenação da Secretaria da Agricultura e da Pesca, o Programa abrange atividades em áreas como crédito, logística, transporte, comunicação, capacitação tecnológica e gerencial, gestão ambiental, gestão de qualidade, defesa sanitária, que induzem a criatividade e a inovação para empreendimentos familiares agrícolas, não agrícolas, agroindustriais ou de serviços.

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Glauco Benetti
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Avançam as negociações para criação do Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar em Santa Catarina. A intenção é levar tecnologia de ponta para os agricultores do Estado, como forma de aumentar a competitividade no meio rural. O Programa SC Rural está à frente desse projeto e terá o Banco Mundial como parceiro.