Foto: Filipe Scotti/Fiesc

A sanidade animal é assunto estratégico para Santa Catarina e a antecipação, de 2021 para meados de 2019, da retirada da vacinação contra a febre aftosa pelo Paraná preocupa o Estado, disse o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa. Ele participou da reunião da Câmara da Agroindústria da Fiesc, realizada nesta quinta-feira, dia 21, em Florianópolis. Este foi o primeiro encontro conduzido pela nova presidente da Câmara, Irani Pamplona Peters, que sucede o industrial Mário Lanznaster.

O secretário se refere à execução do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a suspensão gradativa da vacinação contra febre aftosa no Brasil, começando pelo Paraná já em 2019. A expectativa é de que, em 2023, o Brasil seja reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como país livre de febre aftosa sem vacinação. Mesmo status conquistado por Santa Catarina em 2007.

“Vamos passar por um momento delicado esse ano. Particularmente, entendo que outros estados ainda não estão preparados para a retirada da vacina. Depois de reconhecidos pelo Ministério da Agricultura, levamos 14 anos para sermos reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, disse Gouvêa.

A retirada da vacinação em outros estados irá demandar uma atenção ainda maior da defesa agropecuária catarinense. Atualmente, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias, fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina, que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além disso, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados, sendo proibida a entrada de bovinos provenientes de outros estados.

“Um ponto que é fundamental e tenho colocado no Ministério da Agricultura é que temos que discutir melhor esse assunto. Todo o planejamento nacional não contempla uma forma de comprovar a origem dos animais. E esse foi o requisito básico para Santa Catarina receber o certificado da OIE. É algo que nos preocupa muito”, explicou. O secretário afirmou ainda que o estado pode elaborar uma lei permitindo apenas a entrada de animais com origem comprovada em Santa Catarina.

“O tema sanidade animal é muito importante, uma vez que somos um estado livre sem vacinação. Isso é um certificado de muitos anos. Estado, empresas e diversas entidades trabalharam em conjunto e temos que continuar para não perder a certificação”, reforçou a presidente Irani Pamplona.

Santa Catarina manterá certificação independente do restante do país

O Governo do Estado de Santa Catarina, iniciativa privada e produtores rurais já apresentaram ao Ministério da Agricultura a proposta de que o estado se mantenha com a certificação independente do restante do país.  A separação de Santa Catarina garante que, por exemplo, em caso de ocorrência de febre aftosa em outro estado, a certificação catarinense não seja afetada. Nessa situação, o estado continuaria autorizado a exportar os produtos de origem animal porque se manterá como uma zona a parte do restante do país.

Status sanitário diferenciado

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Após o reconhecimento internacional, o estado se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais competitivos do mundo. Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como China, Hong Kong, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

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Com o objetivo de uniformizar e refinar a previsão da altura das marés em Santa Catarina, a equipe de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram recalculou dez pontos do litoral Catarinense. Agora, cada um deles ganha sua própria referência, com informações mais detalhadas do que as oferecidas pela Marinha.

Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram, explica que, em janeiro de 2019, foram compilados dados de maré medidos entre 2017 e 2018, com frequência de amostragem de 15 minutos, totalizando 70.080 leituras por estação maregráfica. Com auxílio do software Pacmare 2003, foram extraídas para cada ponto as constantes harmônicas que caracterizam a influência astronômica sobre o nível do mar. Finalmente, a maré astronômica (previsão) foi recalculada para cada ponto para um período de 19 anos, com frequência amostral de 15 minutos, o que representa cerca de 666.240 valores por estação.

O resultado de todo esse trabalho pode ser visto no link Litoral On-line, do site da Epagri/Ciram. Clicando em qualquer uma das estações maregráficas que aparecem no site, o usuário vai poder ver a maré prevista segundo os novos cálculos da Epagri/Ciram (linha azul) e a maré observada de fato (linha vermelha). A previsão de maré astronômica tornou-se bastante precisa, o que deve fazer com que, em condições ideais de tempo, a linha vermelha no gráfico acompanhe quase que fielmente o previsto na linha azul. Só a presença de vento ou outras variáveis meteorológicas que influenciam a maré pode fazer a condição observada se afastar da prevista, esclarece Matias.

"O recálculo vai permitir uma melhor previsibilidade do comportamento das marés, aumentando a segurança para usuários envolvidos em operações de navegação, pesca artesanal, maricultura, e previsão de alagamentos nos centros urbanos do litoral, entre outras utilidades”, informa o pesquisador da Epagri/Ciram. Ele destaca que as atividades de praticagem (entrada e saída de navios) dos portos catarinenses serão especialmente beneficiadas pelo trabalho desenvolvido.

*Informações e entrevistas: Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram: (48) 3665-5174 / 99911-3767

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Santa Catarina vai em busca da renovação do Programa SC Rural. Nesta terça-feira, 19, o secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, esteve em Brasília para audiência com o líder para infraestrutura do Banco Mundial no Brasil, Paul Procee. Com investimento previsto de US$180 milhões, o novo Programa será focado no desenvolvimento e inovação para o meio rural e pesqueiro.

Procee iniciou o encontro com uma explicação sobre o andamento das tratativas entre o Banco e o Estado para viabilizar a continuidade do Programa. A Secretaria já apresentou ao Grupo Técnico do Ministério da Fazenda a proposta de uma nova operação para o SC Rural 2. Agora, aguarda a melhora da capacidade de pagamento do Estado para que a proposta seja apreciada pela Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX) do Governo Federal. Segundo Procee, Santa Catarina receberá mais investimentos caso o Programa seja aprovado.

O secretário Ricardo Gouvêa relatou que medidas de ajustes já estão sendo feitas em Santa Catarina, como a revisão de políticas de incentivos fiscais. Ricardo explicou ainda que as ações da Secretaria estarão voltadas para aumentar a renda dos agricultores. As empresas vinculadas, Epagri, Cidasc e Ceasa, atuarão na pesquisa, controle sanitário e assistência na comercialização com foco na rentabilidade no meio rural.

A parceria entre Governo do Estado e Banco Mundial para execução do Programa SC Rural teve fim em 2017 e, durante sete anos, possibilitou investimentos de US$ 189 milhões no meio rural e pesqueiro de Santa Catarina. A renovação do SC Rural será tratada ainda em uma nova reunião com representantes do Banco Mundial, Secretaria de Agricultura e Secretaria da Fazenda.

Também participaram da audiência em Brasília o executivo de articulação política Noilton Moraes, o assessor especial Felipe de Souza, da Secretaria de Articulação Nacional, além da economista agrícola Bárbara Farinelli, do Banco Mundial.

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Os secretários da Agricultura de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul estarão juntos nesta segunda-feira,18, para tratar dos desafios e oportunidades para a cadeia produtiva de leite. Os três estados já produzem 38% do leite brasileiro, podendo alcançar metade da produção nacional até 2020. Os membros da Aliança Láctea Sul Brasileira se reúnem na sede da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), em Curitiba. Santa Catarina estará representada pelo secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, além de lideranças do agronegócio catarinense.

Na pauta do encontro estão: a apresentação das prioridades e programas de trabalho da Aliança Láctea Sul Brasileira; o debate sobre a viabilidade da exportação de lácteos produzidos no Brasil e a análise do Novo Regulamento Técnico do Leite.

Aliança Láctea Sul Brasileira
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se uniram para desenvolver a cadeia produtiva e ampliar os mercados para o leite produzido na região. Os membros da Aliança Láctea acreditam que o Sul do Brasil é capaz de produzir o leite mais competitivo do mundo, só que para isso o setor deve passar por uma grande transformação. Principalmente, na organização logística da cadeia produtiva, na melhoria da qualidade e na redução de custos de produção.

Produção de Leite no Sul
Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. E as expectativas são de que até 2020 a região produza mais da metade de todo leite brasileiro.

Em Santa Catarina, o leite já é a atividade agropecuária com o maior crescimento. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3,4 bilhões de litros em 2017 – um incremento de 8% em relação a ano anterior. Os números consolidaram o estado como o quarto maior produtor de leite do país.

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Testes realizados pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão (GO) apostaram que o de arroz de grão preto SCS 120 Ônix, desenvolvido pela Epagri, contém os maiores teores de compostos bioativos, sendo as mais eficientes em neutralizar radicais livres. O arroz vermelho BRS 902, da Embrapa, também foi destaque no estudo de buscou identificar a presença de compostos capazes de prevenir o envelhecimento das células do organismo humano.

A pesquisa comparou amostras do grão integral cozido de quatro cultivares de arroz colorido. Usando método laboratorial para obter extratos fitoquímicos do conteúdo das amostras, o estudo isolou o fenol, um tipo de composto conhecido nos alimentos ligado à atividade antioxidante. Ele se apresenta sob duas formas: a primeira, livre; e a segunda, complexada. Para ambas, foram medidas as concentrações.

Compostos fenólicos são moléculas presentes em alimentos de origem vegetal. A maior ingestão dessas estruturas químicas pode aumentar a eficácia da sua função protetora contra danos oxidativos, ligados ao envelhecimento, nas células. Esses compostos protegem as células ao promover o sequestro dos chamados radicais livres, moléculas que em grande quantidade podem danificar células sadias (veja quadro no fim da matéria). Os compostos fenólicos são categorizados como livres ou compostos, quando são associados a açúcares e proteínas.

Seis vezes mais compostos fenólicos

O melhor resultado para os compostos fenólicos complexados ocorreu com o SCS 120 Ônix da Epagri, que é caracterizado por grãos pretos. No caso dos compostos fenólicos livres o melhor resultado alcançado foi do cultivar BRS 902 de grão vermelho, da Embrapa. Comparativamente, essas cultivares apresentaram 14% mais compostos fenólicos livres do que as outras variedades em teste com menor teor. Na avaliação dos compostos fenólicos complexados, o resultado foi 17% a mais no grão preto. Se comparadas ao arroz branco, os cultivares de grão colorido possuem, em média, seis vezes mais compostos fenólicos.

Para medir a atividade antioxidante, os extratos de compostos fenólicos, em suas duas formas, foram testados em laboratório quanto à capacidade de reação e sequestro de radicais livres por dois métodos denominados pelas siglas DPPH e ABTS.

Para a responsável pela pesquisa de tipos especiais de arroz da Epagri, Ester Wickert, as cultivares de grão colorido são um diferencial atrativo para o rizicultor. “Grãos de pericarpo colorido, preto ou vermelho, têm maior valor de mercado, até porque têm uma produção menor, em termos de área, mas não de produtividade, e têm seu consumo associado à melhor qualidade de vida, uma vez que oferecem maior quantidade de compostos fenólicos, considerados importantes agentes antioxidantes”, diz Wickert. Trabalhando na Estação Experimental da Epagri em Itajaí, ela considera também que há espaço para variedades de arroz colorido em diferentes formatos de grão: longo-fino, longos, curtos ou arredondados, associados ainda a características de aroma e teor de amilose.

De acordo com a pesquisadora, o aumento da demanda por grãos de arroz com atributos especiais é um dos motivos que fez com que a Epagri desenvolvesse variedades de grão colorido, adaptadas às condições de cultivo de Santa Catarina, cujo sistema de produção é formado essencialmente por pequenas propriedades com mão de obra familiar.

Ação de radicais livres

O corpo gera energia a partir da respiração celular, quando ocorre o consumo de oxigênio e ao mesmo tempo a oxidação de combustíveis celulares, como a glicose e ácidos graxos. Esse metabolismo gera subprodutos, conhecidos como radicais livres. Essas moléculas são instáveis e quimicamente reativas e podem ter como efeitos indesejáveis o envelhecimento celular.

No entanto, o organismo humano dispõe de um sistema de desintoxicação do excesso de radicais livres, capaz de neutralizar suas ações prejudiciais. E o melhor é que existem substâncias que podem ajudar nessa tarefa. Por exemplo, compostos fenólicos vindos da ingestão de alimentos possuem função protetora contra danos oxidativos. Quanto maior a ingestão de alimentos que auxiliem nesse processo, menor será o envelhecimento celular.

Com informações de Rodrigo Peixoto, jornalista da Embrapa Arroz e Feijão.
Leia a íntegra da matéria 

Informações e entrevistas
Ester Wickert, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Itajaí. (47) 3398-6339 / esterwickert@epagri.sc.gov.br 

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Agronegócio catarinense inicia 2019 com crescimento nos embarques de carne suína e de frango. O estado, que responde por boa parte das exportações nacionais desses produtos, amplia a participação em mercados importantes e tem boas perspectivas para o restante do ano. Santa Catarina é o maior produtor de suínos do Brasil, o segundo maior produtor de carne de frango e seu status sanitário diferenciado garante o acesso aos mercados mais competitivos do mundo.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, o agronegócio entra em 2019 com boas perspectivas de crescimento. “Esperamos retomar a credibilidade do agronegócio brasileiro junto a alguns países e até blocos de países, como é o caso da União Europeia. Além disso, esperamos ampliar nossos mercados, investindo em novos parceiros comerciais”, ressalta.

A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações de Santa Catarina. No último ano, o produto respondeu por 19,7% das exportações do estado, chegando a 135 países. Em janeiro de 2019, os embarques do produto geraram uma movimentação de US$ 125,7 milhões, com 72,8 mil toneladas vendidas para fora do Brasil – um aumento de, respectivamente, 4,8% e 4,6% em relação a janeiro de 2018. Os principais mercados foram Japão, Arábia Saudita e China.

Apesar de uma queda significativa nas exportações para o Japão, maior mercado para a carne de frango de Santa Catarina, o estado ampliou a participação em outros países. O faturamento com as vendas para Arábia Saudita aumentou em 29,8% e, para a China, 52,3% em relação ao mesmo mês de 2018.

Em janeiro, Santa Catarina respondeu por 26,5% de toda carne de frango exportada pelo Brasil. Ao todo, o país embarcou 274,5 mil toneladas do produto, faturando mais de US$ 445,4 milhões – uma queda de, respectivamente, 15,2% e 13,2% em comparação com janeiro de 2018.

Carne suína

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina exportou 25,5 mil toneladas do produto em janeiro, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2018. As exportações de carne suína geraram receitas que passam de US$ 47,1 milhões.

Os principais mercados para carne suína catarinense são China, Chile e Hong Kong. Embora com uma queda significativa nas vendas para China e Hong Kong, o estado aumentou as vendas para o Chile, Uruguai e Angola, além da retomada das exportações para Rússia.

As vendas de carne suína devem apresentar um incremento ao longo do ano, causadas principalmente pela China. “A China passa por um momento delicado na produção de suínos, com a população de animais sendo dizimada pela peste suína africana. Isso deve ter reflexos nas exportações catarinenses”, explica o secretário Ricardo de Gouvêa.

Em janeiro, Santa Catarina respondeu por 53% das exportações brasileiras de carne suína. O país embarcou 47,7 mil toneladas do produto, faturando mais de US$ 90,7 milhões.

Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

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A Epagri e a Embrapa Uva e Vinho realizam, no próximo dia 14, o 2º Dia de Campo sobre Viticultura de Qualidade no município de Videira. O objetivo é apresentar aos agricultores e técnicos catarinenses novas tecnologias para o cultivo de videiras, principalmente para uvas de mesa. “Os produtores poderão ver na prática o uso de novas variedades e novos métodos de manejo visando alta qualidade. Será uma oportunidade para trocar ideias com pesquisadores e outros viticultores”, resume o pesquisador André Kulkamp de Souza, da Estação Experimental da Epagri em Videira (EEV). O evento será realizado a partir das 8h30 no viveiro do produtor Renato Viecelli, no distrito de Anta Gorda.

O dia de campo está organizado em quatro estações para que os agricultores vejam na prática as vantagens das novas tecnologias do setor vitícola. Na primeira, que inicia às 9 horas, Roque Antônio Zílio, técnico da Embrapa, vai tratar sobre manejo dos cultivares BRS Vitória, BRS Isis e BRS Núbia. Na sequência, André Kulkamp de Souza apresenta o cultivo da videira sob cobertura plástica com objetivo de reduzir a incidência de doenças e melhorar a qualidade das uvas. “A importância é reduzir o uso de agrotóxicos e diminuir a incidência de doenças como míldio e podridões de cacho”, explica.

Porta-enxertos e nutrição da videira são o tema da terceira estação. O pesquisador João Peterson Gardin, da EEV, vai orientar os participantes sobre manejo da adubação com foco em diagnóstico foliar e do solo. O objetivo é manter os teores ideais de adubação para obter alta produtividade e alta qualidade dos frutos, evitando excesso ou falta de nutrientes para as plantas. Marco Antônio Dalbó, também pesquisador da EEV, vai falar sobre características dos porta-enxertos com foco em resistência ao declínio da videira.

A última estação, comandada pelo engenheiro-agrônomo Daniel Grohs, da Embrapa, vai abordar o padrão sanitário e morfológico de mudas de videira e sua relação com o declínio de parreirais. A programação ainda conta com um depoimento do viveirista Renato Viecelli, que recebe acompanhamento da Epagri e da Embrapa e é referência na viticultura da região. E para encerrar, a Embrapa apresenta seus novos cultivares de uva para mesa e elaboração de vinho.

A primeira edição desse dia de campo foi realizada há dois anos. O evento está sendo repetido por conta do sucesso e da demanda dos produtores da região. “A Epagri sempre teve uma boa parceria com a Embrapa Uva e Vinho, que é a detentora de novas variedades de uva de mesa. Esse dia de campo reforça o vínculo institucional e a parceria em prol do viticultor catarinense”, diz André Kulkamp.

A programação do evento pode ser conferida em http://bit.ly/dcvideira. A participação é gratuita e não há necessidade de inscrição prévia.

SERVIÇO

O quê: 2º Dia de Campo sobre Viticultura de Qualidade
Quando: 14 de fevereiro, às 8h30
Onde: Viveiro Viecceli, distrito de Anta Gorda, Videira (SC)

Mais informações: Epagri - Videira: (49) 3533-5600 / Embrapa Uva e Vinho: (54) 3455-8087 / Viveiro Viecelli: (49) 98817-3151

Programação disponível em: http://bit.ly/dcvideira

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Foto: Peterson Paul/Secom

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) passa a contar com um nova diretoria executiva. Com a presença do governador Carlos Moisés Silva, foram empossados a presidente Edilene Steinwandter, o diretor de pesquisa Vagner Miranda Portes, o diretor de extensão rural e pesqueira Humberto Bicca Neto e o diretor administrativo financeiro Giovani Canola. Eles se unem ao diretor institucional da Epagri, Ivan Bacic, eleito pelos funcionários em pleito realizado em 2018.

Durante a cerimônia, Moisés declarou sua certeza na competência de Edilene para presidir a Epagri com base na premissa de que ela foi indicada por critérios técnicos. A nova presidente é funcionária da Epagri há 17 anos, já tendo ocupado os cargos de gerente regional e estadual. “A vivência da Edilene lhe dá envergadura para estar à frente da empresa”, descreveu o governador.

Em seu discurso, a presidente destacou que sua gestão vai ser pautada na construção coletiva, considerando a experiência dos profissionais da Epagri. Ela disse, ainda, que compôs sua equipe de diretoria com base na ética e na pró-atividade de cada um dos indicados.Todos os diretores são funcionários de carreira da empresa.

O evento, nesta sexta-feira, 08, em Florianópolis, teve ainda a participação dos secretários da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, e da Casa Civil, Douglas Borba, entre outras autoridades.

Gouvêa manifestou sua intenção em trabalhar cada vez mais próximo das empresas que compõem a estrutura da pasta: Epagri, Cidasc e Ceasa. Ele disse que vai investir na otimização de recursos estruturais, técnicos e humanos para entregar resultados cada vez mais positivos para a agricultura e a sociedade catarinense.

A cerimônia de posse serviu para apresentar a nova diretora à sociedade e ao corpo funcional da Epagri. O ato foi transmitido para todas as unidades da empresa por videoconferência.

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A Secretaria da Agricultura e da Pesca atuará como parceira na preservação do boto pescador e no combate à pesca ilegal. Nos últimos anos, botos residentes do Complexo Lagunar Sul em Laguna foram vítimas das redes de emalhe, utilizadas de forma ilegal na região. A equipe da Secretaria e representantes do Instituto Ambiental Boto Flipper estiveram juntos nesta quinta-feir, 7, em Florianópolis, para discutir o assunto.

Segundo o Instituto Ambiental Boto Flipper, no último ano, 10 botos foram mortos devido ao uso indevido de redes de pesca de emalhe, utilizadas principalmente para capturar bagres. “Não vamos tolerar esse tipo de coisa. Queremos criar um grupo de trabalho, mobilizar a comunidade e fiscalizar os pescadores de infringirem a lei. Vamos tratar do problema de forma mais sistêmica e a população será nossa parceira nesse processo”, destaca o secretário Ricardo de Gouvêa.

O boto pescador é considerado patrimônio natural de Laguna e contribui para o desenvolvimento da pesca na região. A chamada pesca artesanal colaborativa é a união perfeita do homem e da natureza – os botos conduzem os cardumes de tainha até as redes dos pescadores, que então fazem a captura dos peixes.

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O Conselho de Administração da Epagri aprovou, na manhã desta quinta-feira, 7, o nome da extensionista Edilene Steinwandter para a presidência da Empresa. Também foram avaliados e aprovados os nomes de Humberto Bicca Neto, Vagner Miranda Portes e Giovani Teixeira, que, juntamente com Edilene, passam a compor a nova diretoria executiva. A reunião aconteceu na sede da Epagri, em Florianópolis.

“Tenho clareza do tamanho o desafio que assumo”, resumiu Edilene aos conselheiros, ao mesmo tempo em que se disse confiante para ocupar o cargo. “A Epagri é uma empresa moderna, com foco e diretrizes”, descreveu a presidente, enumerando esses como alguns dos motivos que a fazem crer no sucesso da gestão de sua diretoria.

Edilene é funcionária da Epagri desde 2002, quando iniciou na função de extensionista rural no município de Ponte Serrada. Na empresa, ocupou os cargos de gerente regional de Xanxerê e gerente estadual de extensão rural, onde permaneceu até assumir a presidência. Ela é engenheira-agrônoma, com mestrado em zootecnia.

Os três nomes que vão compor a nova diretoria foram indicados por Edilene. “Estes profissionais têm suas histórias de trabalho na Epagri pautadas pela retidão, competência, liderança, ética e admiração dos colegas” declarou a presidente ao justificar as indicações, lembrando que elas foram pautadas por critérios estritamente técnicos.

Humberto Bicca, que assumiu a diretoria da extensão, ocupava até então a gerência da Estação Experimental da Epagri em Campos Novos. É engenheiro-agrônomo e extensionista da Epagri desde 2008. Na nomeação, manifestou intenção de fortalecer o entrosamento entre as áreas de pesquisa e extensão. “Vamos priorizar as demandas regionalizadas de cada cadeia produtiva, sempre seguindo o estabelecido no planejamento estratégico da Empresa”, descreveu.

O novo diretor de pesquisa, Vagner Portes, é médico-veterinário, doutor em biotecnologia e biociências. Pesquisador do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf), atuava até então como coordenador do Laboratório de Biotecnologia em Sanidade Animal da unidade, inaugurado em junho de 2018. “A nossa Empresa cresceu muito nos últimos anos e nosso desafio é dar continuidade a esse processo”, declarou.

Giovani Canola foi mantido no cargo de diretor administrativo financeiro da empresa, que já ocupava na antiga gestão. É engenheiro-agrônomo, com especialização em gestão pública avançada. Na posse ele destacou a grandeza da estrutura da empresa e como é importante que tudo esteja funcionando de forma adequada para dar suporte ao trabalho de pesquisadores e extensionistas.

O Conselho da Administração da Epagri é presidido pelo Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa. Ele lembrou ao novo corpo gestor a necessidade de dar sequência aos trabalhos com austeridade nos gastos, mas destacou que essa diretriz do atual governo não vai interferir no bom trabalho que a Epagri realiza ao longo de seus 27 anos de história.

Os três novos diretores se unem a Ivan Luiz Zilli Bacic, diretor institucional da Epagri, cargo para o qual foi eleito pelos funcionários em pleito realizado em 2018.

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