A escola básica "Daysi Werner salles" foi criada
através de um decreto do então governador do Estado, Colombo Machado Salles, datado de 8
de fevereiro de 1970.
Na ocasião, a escola era denominada e conhecida como Escola
Modelo. Foi construída com recursos do acordo MEC-USAID e PREMEN e iniciou suas
atividades educacionais de 5ª a 8ª série, em 18 de março de 1974. Somente à partir de
22 de julho de 1974 é que a escola passou a se chamar "Daysi Werner Salles",
através da lei nº 1.094, promulgada
pelo então presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado Zany Gonzaga.
Em 7 de julho de 1982, através de uma portaria do
secretário de Estado da Educação, Paulo Gouvêa da Costa, a escola foi transformada em
Escola Básica Integrada "Daysi Werner Salles".
Quando fundada, a escola pretendia ser uma escola diferente
das restantes do Estado. O principal objetivo era a sondagem de aptidões e despertar a
vocação dos alunos, preparando-os para o ensino profissionalizante do 2º grau,
incluindo uma orientação para o trabalho. Além das disciplinas curriculares comuns à
todos as escolas de 5ª a 8ª séries, no sentido da aprendizagem dos conceitos e teorias,
a escola fornecia aulas práticas nas áreas de prática comercial, prática industrial,
prática agrícula e práticas integradas do lar. Os alunos dedicavam-se a plantar flores,
verduras e legumes, a cozinhar, a preencher formulários, a construir objetos em barro e
madeira. Neste sentido foi uma escola pioneira em Santa Catarina.Desenvolvia habilidades
nas áreas de enfernagem, coral, teatro, ginástica rítmica, vôlei, artes plásticas,
crochê, jornalismo, xadrez, artesanato, jardinagem e centro cívico.
Pelo fato dela fornecer uma oportunidade de estudos mais
amplos e diversificados, a escola também era conhecida pelo nome de Escola Polivalente.
Todo o ensino é gratuito e uma das exigências com rigor era a frenquência às aulas nos
dois períodos.
A preocupação da escola era associar as atividades
desenvolvidas na escola, com a vida. "O professor sabe-tudo está sendo substituído
pelo professor responsável que tenta despertar em seus alunos, o interesse pelo
conhecimento", foi o que declarou a diretora da escola, Hilda Boing, ao jornal
"O Estado"de 22 de agosto de 1974.
Nos primeiros anos de funcionamento, a escola aparece com
muita frequência, noticiadas nas páginas do jornal "O Estado"da capital, com
reportagens sobre prêmios recebidos em concursos, trabalhos de pesquisa sobre o combate a
meningite, sobre as feiras de ciências, sobre reclamações quanto a necessidade de
sinalização de trânsito na Avenida e até mesmo a notícia sobre a contratação do
chargista e aluno da escola, Clovis Medeiros de 12 anos de idade, pelo "O
Estado", realmente um talento precoce.
Do material que temos arquivado, a última notícia
registrada sobre a escola, foi no dia 17/05/84 no "O Estado"com o título
"escola sai em passeata para divulgar o Plano de Educação onde relata o
envolvimento da comunidade e cerca de 300 alunos de escola, com algumas faixas, entre elas
pela democratização e educação familiar "e" Diretas de diretor a
presidente".
A partir de 1994, com a implantação do ensino médio,
parecer CEE 373/93, passou a ser colégio Estadual.
O colégio,que já viveu um passado de glórias e que foi
criado para ser uma escola modelo, hoje vive uma realidade longe dos objetivos quando da
sua criação. Inserido numa comunidade problemática , a atual administração tem como
meta e desafio, resgatar o pedagógico de qualidade, promover atividades que envolvam a
comunidade, trabalhar a auto-estima dos alunos através de palestras e trabalhos diversos,
e acima de tudo integrar escola e famílias, para que juntos enfrentem o desafio de educar
e socializar os 1100 alunos, hoje matriculados.