O reconhecimento do litoral  
  O povoamento Vicentista  
  A Capitania de Santa Catarina  
  O povoamento Açoriano  
  O "Caminho do Sul"  
  A invasão espanhola  
  Alemães, italianos e eslavos  
  O período republicano  
  Liberais e os Farroupilhas  
  A República Catarinense e Anita  
  O Contestado  
  Municípios até 1967  
  Governadores de SC  
  Créditos e bibliografia  


  Veja também:
   
   
   
   


 



 

Lauro Severiano Müller – 1889 a 1891

1º Vice – Raulino Júlio Adolfo Horn
2º Vice – Gustavo Richard

Foi o primeiro governador republicano de Santa Catarina, nomeado em 02 de dezembro de 1889 pelo Marechal Deodoro da Fonseca, para o período de 1889 a 1890. Foi eleito, ainda, pela Assembléia, para um segundo período, governado até 1891.

Em 07 de janeiro de 1890, Müller dissolve as câmaras municipais e cria conselhos, constituídos por intendentes municipais. Em 24 de agosto do mesmo ano, deixa o governo e toma posse na Câmara Federal.

No dia 16 de setembro de 1890, são realizadas as primeiras eleições indiretas para governador e vices. São eleitos os republicanos Lauro Müller como governador, Raulino Horn como primeiro-vice e Gustavo Richard como segundo-vice.

Em 29 de setembro, um mês após ter tomado posse na Câmara Federal, Lauro Müller reassume o governo do Estado, pois Deodoro da Fonseca havia dissolvido o Congresso.

Müller fica no poder até o dia 05 de outubro, quando passa o cargo ao seu primeiro vice, Raulino Horn, e retorna ao Rio de Janeiro para assumir como deputado, já que a Câmara havia sido reconvocada por Floriano Peixoto, que substituiu Deodoro. Raulino governa por apenas cinco dias, passa o governo ao segundo-vice Gustavo Richard e segue para o Rio de Janeiro, onde assume como senador.

Em novembro de 1891, Lauro retorna e reassume o governo. Em 28 de dezembro, renuncia ao cargo e volta para a Câmara. Como representante do Estado a nível nacional, faz o plano viário para Santa Catarina. Em 1890, é inaugurada, ainda, a estrada entre Nova Trento e Tijucas e também de Tijucas a Porto Belo.

Em 29 de dezembro de 1891, Lauro Müller renuncia ao governo, por pressão dos federalistas catarinenses, que haviam enviado um grupo para agredir fisicamente Müller, intimidando-o a deixar o governo. Ainda assim, o governador resiste para evitar derramamento de sangue. Assim, Müller volta para o Rio de Janeiro, assume seu cargo de deputado federal e continua defendendo a queda do federalismo.
 


Manoel Joaquim Machado – 1892 a 1894

Vice Eliseu Guilherme da Silva

Foi nomeado interventor de Santa Catarina, por decreto de Floriano Peixoto. Assumiu o governo em 1º de março de 1892. Em 15 de setembro do mesmo ano, foi eleito, pelo Congresso Representativo do Estado, para o cargo de governador, administrando até 08 de setembro de 1893. Em 1893, criou a Junta Comercial do Estado.

Denunciado e processado, pela prisão de um funcionário federal, Manoel Joaquim Machado teve que se afastar em junho de 1893, assumindo o poder Eliseu Guilherme, o vice.

Com o estabelecimento do Governo Provisório e Revolucionário da República, em Desterro, voltou a governar no período de 24 de fevereiro a 15 de abril de 1894, quando foi deposto pelas tropas legalistas chefiadas pelo coronel Antônio Moreira César.

Durante a administração de Joaquim Machado, foi criada a Escola Normal, que deu origem ao Instituto Estadual de Educação.
 


Hercílio Pedro da Luz – 1894 a 1898

Vice Polidoro Olavo Santiago

Primeiro governador republicano eleito pelo povo de Santa Catarina, assumiu em 28 de setembro de 1894.

Três dias depois de sua posse, sancionou o projeto de lei do legislativo que propôs a alteração do nome de Desterro para Florianópolis.

Tentou criar o primeiro sistema de iluminação pública de Florianópolis e, para tanto, foi criada uma sociedade - entre Joaquim Manuel da Silva, Francisco José Ramos e Paul Darché - que recebeu a concessão municipal de luz elétrica em 8 de setembro de 1897. Mas a sociedade não conseguiu levar a bom termo o projeto inicial e, desta forma, a luz foi inaugurada somente em 25 de setembro de 1910, tanto na capital como em Blumenau e Joinville.

Sob seu governo, em 1986, é instalada e inaugurada, na região do Contestado, a linha telegráfica entre Joinville e São Bento. Fez várias intervenções no sistema viário estadual e adotou medidas para melhorar o transporte marítimo e fluvial. Elegeu-se vereador em 13 de dezembro de 1898.
 


Felipe Schmidt – 1898 a 1902

Vice Coronel Firmino Lopes do Rego

Assumiu em 28 de setembro de 1898 e permaneceu no cargo até 28 de setembro de 1902.

Esta primeira administração de Felipe Schmidt foi marcada pela preocupação com o ensino médio e pela dedicação ao ensino agrícola. Em seus dois governos, a questão predominante era o Acordo de Limites entre os estados de Santa Catarina e Paraná.

Durante esse seu primeiro governo, houve uma forte cisão no PRC (Partido Republicano Catarinense) que prejudicou o desenvolvimento do Estado, já castigado anteriormente pela guerra civil. Esta foi a maior crise em seu governo, que ocorreu em 1900. Todo o desacordo dentro do partido aconteceu em virtude da lista de deputados estaduais elaborada por Felipe Schmidt, com 22 nomes. Os membros da Comissão Diretora acusaram o então governador de favorecer, em sua chapa, empregados públicos e pessoas sem nenhuma expressão eleitoral. Felipe Schmidt foi pressionado, de um lado pelo governo de seu primo Lauro Müller e, de outro pela maior parte de seu partido.
 


Lauro Severiano Müller – 1902 a 1906

Vice Vidal Ramos

Assumiu em 28 de setembro de 1902, porém permaneceu no cargo apenas 44 dias por preferir o cargo de Ministro de Viação e Obras Públicas de Rodrigues Alves. Assumiu o Vice, que permaneceu até 28 de setembro de 1906.

Vidal Ramos, assumindo o governo, tinha como meta reformar o ensino e, em 1904, o Estado de Santa Catarina almejava seguir o exemplo paulista, o que veio a acontecer em 1911, durante seu segundo governo.
 


Gustavo Richard – 1906 a 1910

Vice Abdon Batista

O vice doutor Batista assume, em 28 de setembro de 1906, por impedimento ocasional do governador Richard. Em 21 de dezembro do mesmo ano, Gustavo Richard assume o cargo.

Durante sua administração, foram implantados, na Capital, o sistema telefônico, o serviço de abastecimento público de água e o de iluminação elétrica. Foram, ainda, construídas pontes metálicas sobre alguns rios importantes do Estado. Foi inaugurada a primeira sede da Assembléia Legislativa, incendiada em 1956.

Outros benefícios vieram, como a construção do Palácio do Congresso, a Biblioteca Pública, a Diretoria de Higiene, o Liceu de Artes e Ofícios, o calçamento da Praça XV de Novembro e a reforma do Jardim Oliveira Belo.

Sua administração teve forte oposição de Hercílio Luz e, em 27 de fevereiro de 1908, os dois políticos romperam as relações.
 


Vidal José de Oliveira Ramos – 1910 a 1914

Vice Eugênio Luis Müller

Tomou posse em 29 de setembro de 1910, permanecendo até 28 de setembro de 1914. Foi responsável pela primeira reforma do ensino catarinense. Para o governador, a mudança proposta deveria caracterizar-se por: “ fundar um novo tipo de escola, dar à mocidade um professorado cheio de emulação e estabelecer uma fiscalização técnica e administrativa real e constante”.

A reorganização do ensino deflagrada em seu governo – e considerada uma das mais decisivas do setor em Santa Catarina – seguiu as linhas básicas da escola pública do Estado de São Paulo e desenvolveu-se sob a orientação do professor paulista Orestes Guimarães, especialmente contratado para este fim.

A Escola Normal foi a primeira unidade de ensino atingida pela ação desse educador. O programa de admissão foi reorganizado e ela recebeu novo regulamento. Sofreu reforma física, ampliação, passou a ter mais horas de atividade escolar, a ensinar Pedagogia e Psicologia e um terço de suas aulas deviam ter caráter prático.

Durante o governo de Vidal Ramos, ocorreu, ainda, a Guerra do Contestado, que iniciou em 1912 e desenvolveu-se até 1915 por motivo da abertura da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande. A guerra teve como espaço o meio-oeste cararinense e como centro o Rio do Peixe, que era uma região constestada pelos estados do Paraná e Santa Catarina.
 


Felipe Schmidt – 1914 a 1918

Vice Lauro Müller

Assumiu em 28 de outubro e permaneceu até 28 de outubro de 1918.
Em 20 de outubro de 1916, Felipe Schmidt e Affonso Alves de Camargo (governador do Paraná) assinaram Acordo de Limites entre os dois estados, por imposição do presidente da república, Brás Pereira Gomes.

Dedicou-se, neste seu segundo governo, a questões como a ligação viária entre diferentes regiões do Estado e às despesas públicas, na tentativa de levantar a situação financeira do Estado.

Preocupou-se com o sanemento básico, instalando a rede de esgoto.
 


Hercílio Pedro da Luz – 1918 a 1922

O governador eleito foi Lauro Müller e o vice, Hercílio Luz (em 04-08-1918), mas quem tomou posse foi Hercílio Luz (em 28-09-1918). Fez-se constar em Ata que o Lauro Müller não assumiu porque deixou de prestar juramento ao cargo de governador, por não haver comparecido.

Durante seu primeiro governo, já havia uma preocupação com o problema do saneamento básico e, neste seu segundo governo, imprimiu nova conceituação ao plano de saneamento no arroio da Bulha. Com esta empreendimento, criou uma avenida, que mais tarde se chamaria Avenida Hercílio Luz. Esta se estendia até a Baía Norte, onde fica hoje a Heitor Luz. Posteriormente, a parte norte lhe foi retirada. Combinada então à nova formulação da rua José Veiga, resultou na Avenida Mauro Ramos.
 


Hercílio Pedro da Luz – 1922 a 1926

Vice Antônio Pereira Oliveira

Assumiu em 28 de setembro, faleceu após dois anos de administração, em 20 de outubro de 1924.

Não chega a exercer o poder integralmente nesse período, sendo substituído durante longos meses pelo vice Antônio Pereira Oliveira.

Assumiu o governo o vice, que governou até 23 de março de 1926, quando assumiu o governo Antônio Vicente Bulcão Vianna, Presidente do Congresso Estadual, que permaneceu até 28 de setembro de 1926.
 


Adolpho Konder – 1926 a 1930

Vice Valmor Argemiro Ribeiro Branco

Assumiu o governo em 28 de setembro. Governou até 19 de fevereiro de 1929, quando candidatou-se ao Congresso Nacional e passou o governo para o Presidente do Congresso Estadual, Antônio Vicente Bulcão Vianna.

Ao abrir a sessão legislativa de 1927, o governador Adolpho Konder já tinha, em 22 de julho do mesmo ano, vontade de reformar a Constituição Estadual. Ele propunha que a Carta fosse realizada como “medida justa e imprescindível”. Em 1928, quando abriu a sessão legislativa, o assunto era a reforma constitucional.

Em 02 de julho de 1929 foi nomeada a Comissão encarregada de dar parecer sobre a Reforma Constitucional, composta pelo deputados Artur Ferreira da Costa, Carlos Gomes de Oliveira, Álvaro Catão, Manoel da Nóbrega, Dorval Malchiades de Sousam Luiz Gallotti e Marcos Konder (irmão de Adolpho). Esta Constituição foi promulgada em 27 de julho de 1929.

Konder, em 1929, realizou viagem histórica ao ponto final do território catarinense, encontrando-se com Getúlio Vargas, então governador do Rio Grande do Sul. Viajou em lombo de cavalo e foi o primeiro governador a chegar ao Oeste catarinense. Ao chegar a Dionísio Cerqueira, fundou um escola, sediou um destacamento da Polícia Militar e nomeou um exator para a arrecadação de tributos.

Suas obras foram muitas e, dentre elas, destacam-se a campanha em prol do cultivo de trigo, a transformação e adaptação do edifício do jornal oficial A República em sede do Poder Judiciário, a construção da Penitenciária do Estado, na capital, e o apoio às obras da maternidade local, depois denominada Carlos Corrêa.
 


Fulvio Aducci – 1930

Último governador da República Velha, assumiu em 29 de setembro.
Foi o governador que por menos tempo ocupou o governo do Estado. Em 25 de outubro de 1930, em virtude da Revolução de 30, viu-se obrigado a renunciar, entregando o cargo a uma junta de militares que, no dia seguinte, passou ao interventor revolucionário gaúcho General Ptolomeu de Assis Brasil.

A Revolução de 1930 teve muitos reflexos, dividindo a classe política catarinense. De um lado, ficou o PRC (Partido Republicano Catarinense), liderado pelos herdeiros políticos do “laurismo” – Lauro Müller – e do “hercilismo” – Hercílio Luz – representado pelos irmãos Konder (Adolpho, Vitor e Marcos) e por Fúlvio Aducci (último governador da Primeira República). De outro, a AL (Aliança Liberal) de Nereu Ramos, Francisco Barreiros Filho Oswaldo Melo e Gustavo Neves, que apoiava a Revolução.

Com a Revolução de 1930 e a conseqüente saída de Aducci do poder, iniciou-se um novo período na vida política brasileira e catarinense: a Segunda República, que se estende de 1930 até 1945.
 




INTERVENTORES DE 1930


A Intervenção de 1930 a 1947

Junta Governativa

No dia 25 de outubro de 1930, em decorrência da Revolução de 30, o governador republicano Aducci se viu obrigado a renunciar ao seu cargo, assumindo o governo uma Junta Governativa.
 


Ptolomeu de Assis Brasil – 1930 a 1932

No dia seguinte, 26 de outubro de 1930, quando as tropas militares cruzaram a ponte Hercílio Luz, comandadas pelo gaúcho Ptolomeu de Assis Brasil, a Junta passou-lhe o governo do Estado, tendo o general sido nomeado interventor militar em Santa Catarina.

Dias depois ter sido nomeado interventor, Ptolomeu foi efetivado no governo e instalou o Governo Provisório de Santa Catarina. Em 1932, renunciou ao governo, alegando problemas de saúde, motivos particulares e de foro íntimo.
 


Rui Zobaran – 1932 a 1933
O interventor que sucedeu Assis Brasil foi o também gaúcho Major Rui Zobaran (posse em 26 de outubro de 1932). Os catarinenses sentiram-se marginalizados diante da escolha de mais um gaúcho.
 


Aristiliano Laureno Ramos

Em 19 de outubro de 1933, Aristiliano Ramos (catarinense) foi nomeado interventor federal de Santa Catarina, em substituição ao gaúcho Rui Zobaran. Recebeu o governo de Marechal Pedro da Silveira, interventor interino e administrador do Estado.

Durante este período assumiram interinamente secretários de Estado, como: Cândido Ramos, Manoel Pedro da Silveira, Luís Carlos de Morais, Plácido Olímpio de Oliveira.
Aristiliano foi candidato na eleição ao governo do Estado (março de 1934) e derrotado por seu primo Nereu Ramos. Para não entregar o governo ao primo e inimigo político, renunciou à interventoria, passando a Fontoura Borges do Amaral Mello.
 


Nereu Ramos – 1935 a 1945

Assumiu em 1º de maio de 1935, eleito por voto indireto, e, durante seu governo, o Estado foi dotado de uma das melhores redes de estradas do país, tanto pela extensão quanto pela conservação. Distribui dezenas de postos de saúde, creches, maternidades e escolas por todo o território catarinense. A medida política que mais notabilizou sua administração foi a nacionalização do ensino. A atitude provocou profundos conflitos com as populações de origens estrangeiras, principalmente alemãs e italianas, simpatizantes, na época, do nazismo, integralismo e fascismo. As escolas que ensinavam língua estrangeira foram fechadas mas acabaram não sendo substiruídas, provocando a redução da escolaridade em Santa Catarina após a guerra.

Além disso, instituiu a obrigatoriedade da educação primária para crianças de oito a quatorze anos e proibiu a adoção de nomes estrangeiros por núcleos populacionais e escolas.

Em 1937, foi nomeado interventor federal do Estado pelo Presidente Getúlio Vargas. Exerceu esta função até 1945, quando foi deposto em 29 de outubro de 1945.
 


Luiz Gallotti – 1945 a 1946
Foi nomeado para o cargo, assumindo em 08 de novembro de 1945. Deixou o cargo em 05 de fevereiro de 1946.
 


Udo Deeke – 1946 a 1947
Foi nomeado para o cargo, assumindo em 05 de fevereiro de 1946. Permaneceu até 26 de março de 1947.
 





GOVERNOS DO ESTADO DE SANTA CATARINA A PARTIR DE 1947 E TRANSMISSÃO DE CARGOS


Aderbal Ramos da Silva – 1947 a 1951

Assumiu em 23 de março de 1947 e permaneceu no cargo até 31 de janeiro de 1951. Nos períodos de afastamento por saúde, foi substituído por José Boabaid, presidente da Assembléia Legislativa.

Durante seu governo, houve grande preocupação com o desenvolvimento da produção rural. Nesse período, foi criado o Serviço Florestal do Estado, bem como construída a adutora de Pilões e as torres que passaram a transmitir a energia gerada pela Usina Hiderelétrica de Capivari e Florianópolis. As duas últimas obras objetivavam resolver um problema que afligia a vida dos florianopolitanos na década de 40: a falta de água e de luz.
 


Irineu Bornhausen - 1951 a 1956

Assumiu em 31 de janeiro de 1951 e governou até 31 de janeiro de 1956. No governo Irineu Bornhausen, criou-se a Secretaria de Estado da Agricultura e o Tribunal de Contas do Estado.

Algumas das mais importantes ações do seu governo foram: o pagamento de todas as dívidas do governo anterior, remodelamento de duas importantes rodovias, construção de estradas, início da obra de abertura da rodovia da Serra do Rio do Rastro.

 Bornhausen tinha, também, grande preocupação com a agricultura e a pecuária do Estado.

No governo Irineu Bornhausen,assim como no governo de Aderbal Ramos da Silva, não houve vce-governador. De acordo com a Constituição de 1947, não havia o cargo de vice. Posteriormente, em 1955, foi criado o cargo através da Emenda Constitucional 3. Caso fosse necessário substituição, assumiria o Presidente da Assembléia, que, no governo Irineu Bornhausen, foram os seguintes parlamentares:

1951 – Deputado Volney Colaço de Oliveira
1952 – Deputado Protógenes Vieira
1953 – Deputado Volney Colaço de Oliveira
1954 – Deputado Oswaldo Rodrigues Cabral
 


Jorge Lacerda – 1956 a 1958

Vice Heriberto Hülse

Em 31 de janeiro de 1956, Irineu Bornhausen assume o cargo de governador do Estado e falece, em acidente aéreo com Nereu Ramos, em 16 de junho de 1958.
Seu governo, embora breve, foi marcado por duas grandes obras fundamentais: a primeira rodovia asfaltada feita com recursos estaduais, ligando Itajaí a Blumenau e a constituição da Sociedade Termo-Elétrica de Capivari, mais tarde incorporada à ELETROSUL.
 


Heriberto Hülse – 1958 a 1961

Hülse assume o cargo no dia 16 de junho de 1958, em substituição a Jorge Lacerda, que faleceu no mesmo dia, em acidente aéreo.

Em 21 de janeiro de 1959, Heriberto Hülse viaja para a capital da República, assumindo o presidente da Assembléia Legislativa, Dr. José de Miranda Ramos, até o dia 30 de janeiro de 1959.

Em 31 de dezembro de 1960, Heriberto Hülse interrompe, por alguns dias, o exercício de suas funções, assumindo, até o dia 10 de janeiro de 1961, o deputado Rury Hülse, presidente da Assembléia Legislativa.

Em sua administração, o Estado deu a grande arrancada desenvolvimentista que Celso Ramos, a partir de 1961, se encarregou de consolidar. Um dos fundadores da UDN (União Democrática Nacional) em Santa Catarina, Hülse instalou o partido em Criciúma, onde, desde muito cedo, começou a aparecer como importante liderança política regional.

Dentre suas obras, está a construção do hospital de Lages e dos fóruns de Criciúma e Tubarão.
 


Celso Ramos – 1961 a 1966

Vice: Francisco Xavier Fontana

Assume em 31 de janeiro de 1961. Em 30 de junho de 1963, Celso Ramos viaja para fora do país, assumindo, até o dia 01 de agosto de 1963, Ivo Silveira, presidente da Assembléia Legislativa.

O fato de o PSD contar com maioria de votos (metade mais um), na Assembléia Legislativa, permitiu que seu governo realizasse todas as obras planejadas.

Sendo assim, inaugurou toda a estrutura que faltava ao desenvolvimento catarinense: um banco estatal (BESC), uma universidade (UDESC), uma concessionária de energia (CELESC) e um fundo de desenvolvimento (o FUNDEC). Elaborou, ainda, o primeiro orçamento plurianual de um estado brasileiro; foram construídas milhares de escolas e dezenas de ginásios; e foram criadas a ERUSC (Empresa de Eletrificação Rural de Santa Catarina) e a Secretaria dos Negócios do Oeste.

Santa Catarina, durante seu governo, foi escolhida como sede do encontro regional dos três estados do Sul, com os governadores Leonel Brizola (Rio Grande do Sul) e Ney Braga (Paraná) e a reunião aconteceu no Palácio Rosado, hoje Palácio Cruz e Sousa.
 


Ivo Silveira – 1966 a 1971

Vice: Francisco Dall´Igna/ Jorge Konder Bornhausen

Em 31 de janeiro de 1966, Ivo Silveira, presidente da Assembléia Legislativa, assume o cargo de governador do Estado.

Em 10 de março de 1967, o vice Francisco Dall´Igna teve seu cargo cassado por ser do PTB, partido do presidente da república João Goulart, que havia sido deposto em 31 de março de 1964. Assim, Jorge Konder Bornhausen assume a vice-governança, permanecendo no cargo até 15 de março de 1971.

Em seu governo, Silveira implantou uma ação, que serviu de exemplo para o país, para resolver o problema de perda de dinheiro dos produtores, que não tinham armazéns para estocar sua produção, vendendo-a na oportunidade certa. Ivo Silveira determinou à Secretaria do PLAMEG que abrisse uma linha de crédito especial, com juros baixos e prazos longos, para financiar cooperativas agropecuárias que quisessem construir seus armazéns. A atitude motivou o governo federal a modificar as normas de crédito bancário.

O governo de Ivo Silveira serviu mais uma vez de exemplo ao país na reforma na rede de distribuição de energia elétrica, que passou de 134 localidades em 1966 para 715 em 1968.
 





GOVERNADORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA ELEITOS POR VOTO INDIRETO
 

Colombo Machado Salles – 1971 a 1975

Atílio Francisco Xavier Fontana

Em 15 de março de 1971, o engenheiro Colombo Machado Salles assume o cargo de governador do Estado.

Seu governo fundamentou-se no Projeto Catarinense de Desenvolvimento, depois transformado em Ação Catarinense de Desenvolvimento. A estratégia do projeto era a dinamização dos centros urbanos já relativamente desenvolvidos, que concentrassem parcelas de renda e estas permitissem um reimpulsionamento econômico com repercussões sociais.

Em seu governo, a mais cara de suas obras foi a implantação de 85 mil telefones. Além disso, foi construída a Ponte Colombo Salles.
 


Antônio Carlos Konder Reis – 1975 a 1979

Vice: Marcos Henrique Büechler

Em 15 de março de 1975, Antônio Carlos Konder Reis assume o cargo de governador do Estado.

Na administração de Konder Reis, algumas obras e serviços como a construção de rodovias federais tiveram o apoio do governo federal, através do presidente Geisel.
O lema do governo de Konder Reis era “Governar é encurtar distâncias”. O lema se referia a encurtar distâncias sociais e econômicas e a prioridade no plano de governo era a construção de estradas.

Outras ações importantes: criação do BADESC (Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina); eletrificação rural, através da ERUSC (Eletrificação Rural de Santa Catarina); construção de novos hospitais; instalação do CNPSA (Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves), na área agrícola; construção de vários campus universitários etc.
 


Jorge Konder Bornhausen – 1979 a 1982

Vice Henrique Córdova

Em 15 de março de 1979, Jorge Konder Bornhausen assume o cargo de governador do Estado.

Em 05 de maio de 1980, Jorge Bornhausen viaja para o exterior, assumindo, até o dia 12 de maio de 1980, o governo o Presidente da Assembléia Legislativa Deputado Moacir Bértoli.

Na administração de Bornhausen, pavimentou mil quilômetros de rodovia em três anos; foi construído o Terminal Rita Maria; instalou 15 quilômetros de linhas de eletrificação rural; construiu o CIC (Centro Integrado de Cultura) e a FCEE (Fundação Catarinense de Educação Especial).

Bornhausen não terminou seu mandato em virtude de ter se candidatado e eleito senador.
 


Henrique Helion Velho de Córdova – 1982 a 1983

Em 14 de maio de 1982, Jorge Bornhausen transmite o cargo de governador ao Vice Henrique Córdova, em virtude da renúncia advinda da eleição para seu novo cargo.

Em 05 de janeiro de 1983, Henrique Córdova viaja para o exterior em caráter particular, assumindo, até o dia 10 de janeiro de 1983, o Desembargador Francisco May Filho, Presidente do Tribunal de Justiça.

Em 10 de janeiro de 1983, é transmitido o cargo de governador, de Francisco May Filho, Presidente do Tribunal de Justiça, ao Presidente da Assembléia Legislativa Deputado Epitácio Bittencourt, até 27 de janeiro de 1983.

As metas de seu governo eram o salário e as obras municipais, sendo o primeiro governador a dar uma reposição salarial fora dos padrões que existiam na época. Por isso, foi a Brasília explicar porque havia dado aumento acima dos limites: é que Santa Catarina tinha condições para fazer isso, mas os outros estados não.
 



 


GOVERNADORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA A PARTIR DE 1983,
 ELEITOS POR VOTO DIRETO

 

Esperidião Amin Helou Filho – 1983 a 1987

Vice Victor Fontana

Em 15 de março de 1983, Esperidião Amin Helou Filho assume o cargo de governador do Estado.

Em 24 de junho de 1986, viaja para o exterior e o Desembargador Geraldo Gama Salles, Presidente do Tribunal de Justiça, assume o governo até o dia 01 de julho de 1986.

Amin criou, em sua administração, a Secretaria da Reconstrução, extinta após o fim de seu governo, que objetivava restaurar as perdas decorrentes das enchentes de 1983 e 1984 e da seca de 1985.

O destaque de seu governo foi para os transportes: foram construídos mais de mil quilômetros de rodovias pavimentadas.

O apoio aos pequenos empresários rurais e urbanos também foi algo positivo em seu governo: chegou a criar uma linha de crédito no BESC, denominada Pequenos Negócios.
 


Pedro Ivo Figueiredo de Campos – 1987 a 1990

Vice Casildo João Maldaner

Em 15 de março de 1987, Pedro Ivo Campos assume o governo do Estado.
Em 27 de fevereiro de 1990, morre, de câncer, o governador do Estado, Pedro Ivo Campos.

Houve um esforço do governo para a recuperação financeira do Estado; além do BADESC, a principal instituição financeira, o BESC era o grande desafio. Para sanear o banco, a administração tomou várias decisões como: redução no número de diretorias, de infra-estrutura e de empregados, entre outras.

Destaca-se, neste governo, a reforma ou ampliação de uma unidade de saúde por semana; a quadruplicação da capacidade de processamento do CIASC.
 


Casildo Maldaner – 1990 a 1991

Em 28 de fevereiro de 1990, em decorrência da morte de Pedro Ivo Campos, Casildo Maldaner assume o governo do Estado.

Em 02 de janeiro de 1991, Casildo Maldaner viaja para o exterior, assumindo o governo, até o dia 10 de janeiro de 1991, o Presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Heitor Sché.

Dentre as preocupações administrativas, destacou-se a proteção com o meio ambiente, com a criação da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental.
Tornou-se popular pelo uso de frases e trocadilhos.
 


Vilson Pedro Kleinübing – 1991 a 1995

Vice Antônio Carlos Konder Reis

Em 15 de março de 1991, Vilson Pedro Kleinübing assume o governo do Estado.
Em 25 de maio de 1992, Vilson Kleinübing viaja para o exterior (Washington), assumindo o governo, até 01 de junho de 1992, o Deputado Otávio Gilson dos Santos, Presidente da Assembléia Legislativa. Obs: O Vice-governador Antônio Carlos Konder Reis viajou nesta mesma época para a Antártida.

Em 02 de abril de 1994, Konder Reis assume o governo, em virtude da renúncia do Senhor Vilson Kleinübing, pelo imperativo da Legislação Eleitoral.

O SIM (Saúde, Instrução e Moradia) era o tripé no qual apoiou o seu programa de governo. Porém, os investimentos feitos atingem muitas outras áreas, como as de tecnologia, transportes, turismo e agricultura. A recuperação do patrimônio público, em escolas e redes hospitalares, também foi um passo importante para o Estado.
 


Paulo Afonso Evangelista Vieira – 1995 a 1999

Vice José Augusto Hülse

Em 01 de janeiro de 1995, Paulo Afonso Evangelista Vieira assume o cargo de governador do Estado, elegendo como diretrizes a “construção de um Estado de Qualidade”, com diversos projetos em áreas prioritárias.

Em 29 de janeiro de 1997, Paulo Afonso transmite o cargo de governador ao Presidente da Assembléia Legislativa Deputado Pedro Bittencourt Neto, que permanece até 06 de fevereiro de 1997. Paulo Afonso realizou viagem a Suíça, para participar da Reunião Anual do World Economie Fórum, bem como outros países europeus para contatos com empresários estrangeiros e encontros com representantes de instituições internacionais.

Em 22 de maio de 1998, Paulo Afonso transmite o exercício do cargo de governador ao Exmo. Sr. Desembargador João Martins, Presidente do Tribunal de Justiça, que permanece até o dia 01 de junho de 1998.

Em 30 de julho de 1998, Paulo Afonso viaja ao exterior, transmitindo o cargo de governador do Estado ao Exmo. Sr. Desembargador João Martins, Presidente da Assembléia Legislativa, que permanece até 31 de julho de 1998.
 


Governo Esperidião Amin Helou Filho - 1999 a 2003

Vice Paulo Roberto Bauer

Em 01 de janeiro de 1999, o Exmo. Sr. Esperidião Amin Helou Filho assume o governo do Estado.

Nessa sua segunda gestão, fixou cinco postulados para seu planejamento governamental, a saber: “Incluir, Crescer, Preservar, Parceria e Bom Exemplo”.
Em 10 de janeiro de 2001, Esperidião Amin Helou Filho viaja aos Estados Unidos da América, passando o cargo de governador do Estado ao Deputado Gilmar Knaesel, tendo em vista que o vice-governador está em período de licença. O deputado permanece no cargo até 14 de janeiro de 2001.

Em 10 de maio de 2002, Esperidião Amin Helou Filho viaja ao exterior, passando o cargo de governador ao Desembargador Antônio Fernando do Amaral e Silva, Presidente do Tribunal de Justiça, que permanece até o dia 21 de maio de 2002.
Em 13 de agosto de 2002, Esperidião Amin Helou Filho viaja ao exterior, passando o cargo de governador ao Desembargador Antônio Fernando do Amaral e Silva, Presidente do Tribunal de Justiça, que permanece até o dia 16-08-2002.
 


Governo Luiz Henrique da Silveira – 2003 a 2007

Vice Eduardo Pinho Moreira

Em 01 de janeiro de 2003, o Exmo. Sr. Luiz Henrique da Silveira assume o governo do Estado.

O ponto chave de seu governo é a descentralização, para que o governo esteja efetivamente presente em todo o território catarinense. Para tanto, está sendo realizada uma reengenharia da estrutura governamental, que promove a redistribuição de funções, substituindo funções centralizadas por regionalizadas. Essa regionalização fundamenta-se nas secretarias e nos conselhos de desenvolvimento regional.

Além desta característica da gestão, estão presentes a municipalização, a prioridade social e a modernização tecnológica.
 

 



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