O período regencial caracterizou-se
por uma série de agitações de ordem social e política.
Ocorrência de revoltas em vários pontos do país, muitas
das quais colocaram em perigo a unidade nacional, motivadas pelas dificuldades
econômicas e pelo descontentamento político.
A república foi proclamada em 1836, na Câmara Municipal de
Piratini e a pretensão de estendê-la a outras províncias
fez com que chegasse até Santa Catarina.
As idéias liberais em Santa Catarina
O desenvolvimento das idéias liberais em Santa
Catarina pôde ser visto através das publicações
de Jerônimo Francisco Coelho e das atividades da "Sociedade
Patriótica". Ao romper a Revolução Farroupilha
no Rio Grande do Sul, desenvolveu-se ainda mais o espírito liberal
nas terras catarinenses.
A eclosão daquele movimento encontrou na Presidência da Província
de Santa Catarina, Feliciano Nunes Pires. Logo, em seguida, foi substituído
pelo Presidente José Mariano de Albuquerque Cavalcanti. Ao tomar
conhecimento das manifestações surgidas na laguna em favor
dos farroupilhas, tentou abafá-las.
Em Lages, encontrou-se outro grande defensor da causa farroupilha, na
pessoa do seu pároco, o Padre João Vicente Fernandes. É
interessante destacar a intensa pregação liberal praticada
pelo clero naquele período.
As tendências liberais propagadas pela província catarinense
provocaram a constante substituição dos seus presidentes.
Tendo assumido a presidência, o Coronel José Joaquim Machado
de Oliveira realizou uma política de conciliação,
pois, não lhe era estranha à adesão dos catarinenses
aos ideais farroupilhas. Isto provocou sua substituição
em outubro de 1837, pelo português Brigadeiro João Carlos
Pardal.
O Brigadeiro Pardal exerceu suas funções com despotismo
e muita arbitrariedade, o que provocou ainda o descontentamento dos catarinenses.
Quando de sua administração deu-se à tomada de Laguna
pelos farroupilhas aumentando o foco liberal no litoral da Santa Catarina.
Entre os principais defensores das idéias liberais pode-se destacar,
na Capital da Província, João Antônio Rodrigues Pereira,
Francisco Duarte Silva, João Francisco de Souza Coutinho, Joaquim
Cardoso e João José de Castro.