As esferas das polícias Civil e Militar também dividem opiniões, mas concordam em um só ponto, que a falta de efetivo torna inviável que o projeto seja levado a diante. O diretor da Polícia Civil, Ilson Silva, é pontual em sua declaração e afirma com rigor que segurança se faz com homens. "Estamos com carência terrível nessa área, com 30 comarcas sem delegado", reclama.
Dessa forma, segundo Ilson, não há estrutura suficiente para criação de uma delegacia que atenda exclusivamente a terceira idade. "Se houvesse uma fórmula mágica, poderíamos im-plantar a unidade", complementa. O diretor ressalta que assim como são solicitadas as delegacias para os idosos, o atendimento para mulheres também é questionado.
Mas assume que não haveria nenhum problema em implantar as DPs a partir do momento que houvesse estrutura humana disponível para esse trabalho policial.
O comandante do Policiamento Metropolitano (CPMetro), tenente-coronel Mário Cézar Simas, relembra o que diz a Constituição Federal, que declara que todos são iguais perante a lei. "No entanto, existem pessoas que pela natureza precisam de tratamento especial", aponta, como o caso dos idosos e crianças.
Para o comandante, assim como existe uma delegacia especializada ao atendimento de mulheres, adolescentes e crianças, também poderia ser criada uma voltada aos idosos.
Mas, Simas acredita que somente poderá se verificar se o serviço funcionaria em termos operacionais colocando o projeto em prática. "Isso acaba ensejando a necessidade de uma nova estrutura do Estado, mas imagino que um tratamento especial é muito importante", declara. (AV)
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