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 sábado, 5 de maio de 2007
A Notícia - Joinville

» Editorial (AN)

  

 

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O Estado mostra sua presença por meio de mecanismos institucionais que representam a esperança de que os índices de corrupção possam ser drasticamente reduzidos

Para marcar época
Pela dimensão e repercussão, a Operação Moeda Verde já entrou para a história de Santa Catarina e, em particular, de Florianópolis. A exemplar ação da Polícia Federal surpreendeu não apenas os graduados detidos, mas a opinião pública, que, enfim, pôde constatar que a lei e a presença do Estado estão alcançando a todos, independentemente de situação econômica, social ou política.

Considerada uma das mais belas capitais do País, Florianópolis vem sofrendo insidiosa desfiguração em seus ecossistemas e em sua qualidade de vida, justamente em decorrência do desrespeito às leis ambientais e urbanísticas de empreendedores – mais precisamente daqueles que não hesitam em aplicar métodos condenáveis para a realização de seus projetos.

Depois de nove meses de investigação, a Polícia Federal cumpriu 22 mandados de prisão temporária e anunciou o desmanche do que, segundo garante a PF, é um grupo que agia dentro e fora de órgãos ambientais do Estado e do município de Florianópolis, pagando propina para a obtenção de licenças ambientais para a construção em áreas de preservação. Pelo menos oito empreendimentos teriam sido materializados a partir de alvarás obtidos ilicitamente, afirmam os delegados responsáveis pela operação.

Ações de grande calibre estão sendo desenvolvidas pela Polícia Federal em todo o País, e não há semana em que a sociedade não tome conhecimento do desmanche de quadrilhas que atuam no chamado crime do colarinho branco. A Operação Moeda Verde enquadra-se na mesma direção, e, por isso, conta com o apoio da população.

É confortável reconhecer que, mesmo que existam críticas pontuais a eventuais excessos ou demasiada preocupação com a publicidade dos atos, a ação da Polícia Federal tem sido constante e alcançado, agora, pessoas de grande notoriedade, como políticos, empresários e servidores públicos dos mais altos escalões.

Os preceitos da lei serão cumpridos. A prisão temporária – que não pressupõe culpa – dos que, conforme a PF, são envolvidos no esquema de compra e venda de licenças ambientais foi decretada pela autoridade judiciária com o objetivo de garantir o recolhimento de provas e documentos. Os suspeitos terão amplo direito de defesa, mas, imperativamente, fica a advertência de que o Brasil – indicam os últimos fatos – está vivendo um novo tempo.

Um tempo em que o Estado mostra a sua presença por meio de mecanismos institucionais que, colocados em funcionamento, representam a esperança de que os índices de corrupção possam ser drasticamente reduzidos. É preciso, porém, que a lei alcance a todos os envolvidos, na conclusão de investigações policiais que demonstrem participação em esquemas de fraude e corrupção. A última palavra caberá à Justiça, no devido tempo e, espera a sociedade, com a devida presteza.
 

 

 

A Notícia - Joinville

» Livre Mercado

  

 

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SEGUROS SOB SUSPEITA
De cada 100 comunicados de casos suspeitos de lavagem de dinheiro que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) recebeu no primeiro trimestre, 80 relacionavam-se a transações envolvendo seguros, 17 a previdência aberta e três ao ramo de capitalização. No total, foram feitos 1.349 comunicados de janeiro a março. Apenas em março, o órgão recebeu 857 comunicados de casos suspeitos.

O mercado segurador brasileiro poderá crescer 50% nos próximos cinco anos. A aposta é do superintendente da Susep, Rene Garcia. O executivo acredita que a abertura do resseguro será a causa do crescimento tão expressivo. Garcia estima que a receita gerada no resseguro deve triplicar em pouco tempo, atingindo R$ 2,5 bilhões.

Rigor fiscal
Empresas que operam com cartões de crédito ou débito em Santa Catarina passarão a ter um acompanhamento mais rigoroso da Secretaria da Fazenda. A legislação obriga que as administradoras de cartões enviem ao governo seus relatórios de vendas desde janeiro deste ano. De posse dos dados, que já estão chegando, os técnicos vão cruzar as informações com as dos pontos de venda. O trabalho tem a finalidade de verificar se os estabelecimentos estão emitindo o documento fiscal a cada operação.

Controle muda
A Whirlpool S.A. transferiu o controle de sua subsidiária Embraco Europe, localizada na Itália, para a Whirlpool do Brasil S.A., com unidade em Joinville. A consultoria Price Waterhouse Coopers foi contratada para elaborar relatório de avaliação econômica da empresa. A companhia diz que mesmo com a transação, nada muda sob os aspectos gerencial e operacional.

Por escrito
A Fiesc pediu, aos acionistas do Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi), providências para contornar os problemas de falta de espaço no porto de Itajaí. A indústria quer mais rapidez nos investimentos. O terminal é responsável por mais de 90% da movimentação de contêineres do porto. O texto foi encaminhado também para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), ao governo do Estado, à prefeitura e à Multilog.

Digital
“TV Digital – efeitos e resultados”, é o tema de palestra do diretor de mídia eletrônica Santa Catarina da RBS, Romeiro Rosa, marcada para segunda-feira, às 18h30, na Associação Empresarial de Joinville, (Acij). O executivo falará das vantagens e inovações do sistema, com mais qualidade de imagem e som, e interatividade com o telespectador.

Nos mares
Já navega rumo a Santa Catarina o navio Panagia, do armador suíço Combi Lift. A embarcação que saiu da Alemanha traz os primeiros equipamentos de grande porte do futuro terminal portuário de Navegantes. São dois guindastes usados na movimentação de cargas. Em toda a América Latina, existem somente nove equipamentos. Cada uma das máquinas pesa 500 toneladas. Tem capacidade para içar até 100 toneladas e mover 30 contêineres por hora.

Falcão
A Umbro lança na segunda-feira campanha publicitária tendo como garoto-propaganda seu mais novo contratado: o craque Falcão, ala da seleção brasileira de futsal. Neste ano, a companhia inglesa vai investir em desenvolvimento de produtos e marketing. Prevê crescimento de 12% nos negócios em relação a 2006. A linha de calçados indoor representa um terço do faturamento da empresa de uniformes esportivos.

Modelo
O associativismo empresarial catarinense, que já é destaque no Brasil através do programa Empreender, desenvolvido pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina em parceria com o Sebrae, agora ganha destaque internacional. Empresários da África do Sul, Moçambique, Chile, México, El Salvador e Colômbia serão recepcionados na segunda-feira na Associação Comercial e Industrial de Jaraguá do Sul (Acijs) para o primeiro treinamento e implantação de trabalhos em núcleos setoriais.

Novos mercados
A KaVo do Brasil fechou o primeiro trimestre com vendas 30% maiores em comparação ao mesmo período ano passado. Os n
 

 

 

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» Canal Aberto

  

 

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ANALOGIA
Luiz Henrique aproveitou a solenidade que marcou os 172 anos da Polícia Militar para romper o silêncio sobre a Operação Moeda Verde da Polícia Federal. Lembrou que no tempo em que combateu a ditadura e ficou três meses preso, o maior temor convergia justamente para a “detenção”. Já hoje, o maior temor converge para o “linchamento moral”. LHS deixou claro que não vai decidir sobre um eventual afastamento de Marcílio Ávila da Santur antes de conversar com ele, pois não compactua com “pré-julgamento”.

Postura
Vinicius Lummertz, que representou o governador num evento realizado ontem na Fiesc com empresários e representantes do governo federal, comunga do mesmo sentimento de LHS: “O que se presenciou foi um verdadeiro fuzilamento moral, lembrando a ação de Floriano Peixoto. Tivemos agora uma nova versão do Inhatomirim”.

Exterior
Marcílio Ávila, que voltaria hoje da viagem a Buenos Aires, esticou sua permanência em solo argentino até semana que vem. Só retornará na terça-feira, mas se apresentando imediatamente à Polícia Federal, “a fim de prestar todos os esclarecimentos”, segundo sua assessoria. Depois da PF, pretende procurar o governador, que o nomeou presidente da Santur.

Derrapada
Ao elogiar a ação da Polícia Federal por prender envolvidos na Moeda Verde, o PT perdeu uma magnífica oportunidade de ficar quieto. Além de ter politizado uma operação estritamente técnica, esqueceu que muitos petistas também já foram detidos, inclusive um catarinense, que costumava atuar como churrasqueiro oficial do presidente da República.

Exterior
Marcílio Ávila, que voltaria hoje da viagem a Buenos Aires, esticou sua permanência em solo argentino até semana que vem. Só retornará na terça-feira, mas se apresentando imediatamente à Polícia Federal, “a fim de prestar todos os esclarecimentos”, segundo sua assessoria. Depois da PF, pretende procurar o governador, que o nomeou presidente da Santur.

Derrapada
Ao elogiar a ação da Polícia Federal por prender envolvidos na Moeda Verde, o PT perdeu uma magnífica oportunidade de ficar quieto. Além de ter politizado uma operação estritamente técnica, esqueceu que muitos petistas também já foram detidos, inclusive um catarinense, que costumava atuar como churrasqueiro oficial do presidente da República.

Tucanato
Os prefeitos Marco Tebaldi (Joinville, à direita na foto) e Saulo Sperotto (Caçador, ao lado de Tebaldi) almoçaram na quarta-feira, em Joinville, véspera da operação desencadeada pelas PF, em Florianópolis. A conversa dos tucanos foi no sentido de preservar o colega Dário Berger (Florianópolis) no partido, colocando um ponto final na polêmica interminável dos últimos meses. Essa foi a tônica antes de três colaboradores de primeiro escalão de Dário serem presos. A propósito, o prefeito condenou Renato de Souza, na medida em que já escolheu o jornalista Roberto Salum para substituí-lo na Secretaria Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp). Renato é cunhado do vereador Juarez Silveira, líder do governo na Câmara.

Novidades
No arremate final das regionais, três grandes novidades: Luiz Suzim Marini (ex-prefeito, ex-deputado e ex-conselheiro do TCE) na Secretaria de Concórdia; Ademir de Matos continua na de Tubarão, com adjunto do PFL e o PSDB alijado; e Acélio Casagrande assumindo a de Criciúma na virada do mês.

Pauta
Na terça-feira, durante a visita ao Estado, além da inauguração da Usina Hidrelétrica de Campos Novos, Lula da Silva vai assinar a ordem de serviço das obras da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, na divisa com o Rio Grande do Sul. Antes, vai entregar o majestoso prédio dos Correios, em São José. A senadora Ideli Salvatti (PT) ainda vai tentar provocar uma vistoria presidencial na BR-282.

Pavimentando
Ideli Salvatti participou ontem, em Criciúma, do lançamento da unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica. A instalação do Cefet foi oficializada no<
 

 

 

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» Raul Sartori

  

 

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CUSTO DA TERRA
A explosão econômica de Palhoça se reflete no custo da terra. Dependendo da localização, mesmo na zona rural, um hectare pode custar até R$ 80 mil, segundo o último levantamento trimestral da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), através do seu Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola (Cepa).

As terras mais caras do Estado, tidas como de primeira, prontas para plantio e produção, exceto as de Palhoça, tem valor máximo de R$ 40 mil por hectare e se encontram em Agronômica, Barra Velha, Biguaçú, Gaspar, Taió e Timbó. Quase todas usadas na produção de arroz. As mais em conta (em média R$ 2.500,00 por hectare) são áreas de campo aptas para reflorestamento, em diferentes regiões.

Energias alternativas
A Eletrosul passou a investir alto em pesquisa de novas fontes alternativas de energia. Em Santa Catarina, seu foco no momento é um levantamento quantitativo e qualitativo de dados para a fabricação de biocombustíveis na região Oeste, a partir da instalação de unidades agroindustriais básicas para produção de óleo vegetal e álcool combustível, e unidades para gerar biodiesel. Outra pesquisa estuda a possibilidade de se obter energia barata das ondas do mar.

Chantagem
O advogado Ernesto São Thiago, coordenador do projeto do Porto Turístico de Florianópolis, não emite juízo de valor sobre as prisões da Operação Moeda Verde, mas respira mais aliviado. É mais um dentre centenas, ao longo dos últimos anos, talvez décadas, que vive a sensação de estar livre do risco de topar com autoridades públicas acostumadas a criar dificuldades para vender facilidades.

Apátridas
Comissão especial presidida pelo deputado federal Carlito Merss (PT-SC) marcou para o dia 10 a primeira audiência pública para discutir o projeto de emenda constitucional 272/2000, sobre o registro dos brasileiros nascidos no estrangeiro. Devido a um absurdo vácuo legal na revisão constitucional de 1994, os filhos de brasileiros nascidos no estrangeiro estão impedidos de fazer o registro legal. A nova proposta permite, desde que feito em repartição brasileira competente, no próprio estrangeiro. Por causa desse hiato, há uma geração de brasileiros apátridas espalhados pelo mundo.

Engajamento
Olavo Kucker, diretor da Bautec Construções e Incorporações e diretor de Meio Ambiente do Sinduscon da Grande Florianópolis; Valério Gomes Neto, diretor da Cidade Universitária Pedra Branca; e o professor universitário Roberto Lamberts representam Santa Catarina e a região Sul no Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), que acaba de ser criado em São Paulo. A entidade auxiliará a criar critérios, metodologias e certificações para que a engenharia e áreas afins possam aplicar em construções, diminuindo as ilhas de calor nas cidades e mantendo o estilo de vida e o conforto com o equilíbrio fundamental do meio ambiente.

ANTENA
IMPRENSA - O governador Luiz Henrique assinou decreto, quinta-feira, criando comissão estadual para organizar as comemorações alusivas aos cem anos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 2008. Uma das principais razões para festejos no Estado é que o fundador da ABI foi o jornalista catarinense Gustavo Lacerda, que fez carreira no Rio de Janeiro.

ROLETA - A intuição diz que, passado o rescaldo da Operação Moeda Verde, a operante Polícia Federal em Santa Catarina terá outro alvo, que é mirado há muito, muito tempo: os bingos e seus agentes.

HOMENAGEM - O Encontro Catarinense de Hoteleiros deste ano, que se realiza em Blumenau, avalia como o setor deve agir para chegar a um padrão de excelência e viabilizar atendimento adequado a turistas exigentes, principalmente europeus e americanos. Na edição deste ano, o colunista de economia de A Notícia, Claudio Loetz, foi homenageado como destaque da imprensa econômica em Santa Catarina.

LAMAÇAL - As prisões de quinta-feira em Florianópolis, que gerou verdadeiras comemoraçõ
 

 

 

AN Jaraguá - Jaraguá do Sul

» Observatório

  

 

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Falta de água
Moradores e empresas de parte do centro e nos bairros Nova Brasília, Vila Lenzi , Água Verde e Chico de Paula tiveram ontem o abastecimento de água cortado por conta do rompimento de uma adultora entre as ruas Epitácio Pessoa com Erwino Menegotti. Funcionários do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) trabalham das 7h30 às 15 hora para resolver o problema, o que levou ao fechamento do reservatório 1 que abastece os bairros que acabaram ficando sem água. Por causa da dimensão do rompimento, o abastecimento passou a ser restabilizado somente a partir das 17 horas. Em alguns locais mais altos levou ainda mais tempo.

Curso Apevi
Evitar compras indevidas (especulação) ou em excesso, fazer uma boa cotação de preços, conhecer as reais necessidades de consumo, tanto para a produção de bens como para o que vai ser oferecido nocomércio, não depender de um único fornecedor estão entre os conteúdos do treinamento "Administrar Compras e Controlar Estoques" ministrado pelo contabilista Veríssimo da Cunha Batista. O treinamento acontece do dia 14 a 17 de maio no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul. Informações na Apevi pelo telefone 3275-7024 com Vivian ou pelo e-mail eventos@apevi.com.br ou no Sebrae - 3371-7843 com Marco Antonio ou murara@sc.sebrae.com.br.

Mulheres Rurais
O 8º Encontro Municipal das Mulheres Rurais de Jaraguá do Sul acontecerá dia 8 de maio, no Parque de Eventos. As inscrições foram encerradas na quinta-feira passada. A promoção é da Prefeitura, Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaraguá do Sul e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim).

Informações detalhadas · Tramita na Câmara o projeto de Lei 191/07, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que obriga as empresas concessionárias ou permissionárias dos serviços de telefonia a lançarem dados sobre as ligações feitas pelos usuários nas faturas dos serviços de telefonia. De acordo com o texto, as empresas deverão informar a data, o horário e a duração da ligação, o número do telefone chamado, o valor cobrado, a quantidade dos pulsos registrados no mês e a média de pulsos dos seis meses anteriores.

Ainda segundo o texto, o descumprimento da norma tipificará abuso do poder econômico e acarretará a perda da concessão ou da permissão da empresa. Paralelo ao projeto vale a determinação de que os usuários têm até julho para optar por dois tipos de conta telefônica, que vai depender do tempo que se usa o telefone. A determinação é da Anatel e vai extinguir o sistema de pulsos.
 

 

 

Diário Catarinense - Fpolis

» Fábio Brüggemann

  

 

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Ele só sabe escrever
Desconheço cronista neste mundo que não tenha um dia passado pela angústia diante do papel em branco. Tanta coisa para dizer, tanto sobre o que protestar, assuntos à mancheias, mas os motes prosaicos nesse dia nublado não valem uma crônica. Tudo parece apenas coisa dita, e agora?

O negócio é começar logo a escritura que deve ser entregue até às 15h, puxar pelos maneirismos, usar os recursos literários ainda guardados do curso de Letras inconcluso, buscar um vocabulário que impressione o leitor e tentar quebrar a rotina dos fatos enfadonhos: o maior acidente com caminhões de cor azul; a maior apreensão de drogas já registrada em dias pares; a maior carga de contrabando aprendida desde a última vitória do Avaí, enfim.

O cronista pensa - a estas alturas, contados mil caracteres dos três mil aproximados para que caiba a ilustração do xará - que já tem assunto e pergunta: por que as notícias sempre são superlativas? Não bastam ser apenas notícia? Depois ele olha para fora e a paisagem do morro da cruz está coberta pela neblina. A cidade parece normal, mas entende que nas sublinhas, nas reuniões dos bacanas, nos conchavos dos que se dizem democratas ou de esquerda alguma coisa sucede.

Nem mesmo a notícia de que a Polícia Federal prendeu políticos, empresários e funcionários públicos que negociavam licença ambiental lhe anima. Ele pressente que mais dinheiro pode comprar ainda mais sentenças.

Lê em algum lugar que um terreno do Estado será vendido para a especulação imobiliária; que um centro de compras foi construído sobre o mangue; que um rapaz chamado Pacífico era pacífico até ontem, confirmando a tese do cineasta Pier Paolo Pasolini, de que jamais podemos nos vangloriar ou condenar um homem até depois do primeiro minuto de sua morte, porque ninguém sabe do que é capaz a única espécie do reino animal que pensa.

E o melhor exemplo é o cronista. Tanta coisa do que dizer, mas ele não sabe por onde começar, e quando vê acabou seu microespaço de onde semanalmente destila suas dúvidas e intenções.

Depois ele recorda que não existe mais papel em branco, mas uma tela de 17 polegadas, com o cursor piscando. O velho hábito de arrancar a folha da máquina de escrever também não existe mais. Resta a tecla "deletar", mas são quase três da tarde. Ele cumpriu os três mil caracteres devidos, mas a cidade continua a ruir em silêncio bem diante do nariz e do título de eleitor de seus cidadãos sem que ele possa fazer alguma coisa.

Se fosse juiz julgaria, se fosse policial prenderia e se fosse legislador proporia leis proibindo essa gente nociva à sociedade de construir onde não há mais espaço para tal. Mas para que proibir se o dinheiro compra "desproibições"?

Quando percebe, a metáfora do papel em branco desaparece, e ele sorri com a imagem do super empresário e dos vereadores no camburão, crendo de forma inocente que a justiça, pelo menos de forma simbólica, tenha sido feita. Mas ele sabe, como o cantor popular, que a força da grana que ergue e destrói coisas belas é mais silenciosa e daninha do que a coluna no jornal. Fazer o quê, se a única coisa que sabe fazer é escrever?
 

 

 

Diário Catarinense - Fpolis

» Informe Político

  

 

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Os desdobramentos
Alguns dos policiais federais que participaram da Operação Moeda Verde, vindos de outros estados, pronunciaram o que nós não precisávamos ouvir e, agora, ler:

- Comparado ao trabalho que realizamos em capitais como o Rio de Janeiro e São Paulo, é preocupante o índice de corrupção que pudemos constatar em Florianópolis.

O duro golpe, independente do juízo de valor, é saber que, a partir do que está sendo investigado, estes profissionais podem não estar exagerando. Vale a receita passada, ontem, pelos colunistas do DC: a hora é de investigação plena. Temos que chegar ao ponto gerador de toda esta enfadonha rede de licenças ambientais e mudanças de zoneamento suspeitas.

Entre as várias manifestações que acompanhamos nas últimas horas, a melhor é a do bom senso. Podemos cobrar, sim, o esclarecimento desta maracutaia. Mas não podemos, igualmente, deixar que o assunto vire piada, pizza e, seguindo a liturgia do que envolve a política brasileira, desapareça.

É bom excluir o sentimento acima da razão, pois devemos ter um longo caminho jurídico pela frente. Daqueles que perdem impacto com o tempo, cujos os personagens são esquecidos ou, pior, fogem do braço da lei com medidas protelatórias. Prepare-se, também, já que, naturalmente, serão inocentados os quem não tiverem culpa "no cartório".

As decisões judiciais são baseadas em provas documentais e testemunhais. São, portanto, vistas à luz de evidências e não somente em um desejo coletivo de que os agora detidos sejam condenados por antecipação. O que já vale é impedir, com atitudes e controle, novos crimes como os que já foram cometidos. Temos que ficar com todos os sentidos em alerta.

O retorno de Acélio
O deputado federal Acélio Casagrande (PMDB), à direita na foto, vai mesmo deixar a cadeira na Câmara para assumir a regional de Criciúma. Por enquanto, Gentil da Luz (à esquerda) mantém o cargo. Acélio fica um pouco mais na Câmara, pois está chegando a época das emendas parlamentares. E, mesmo contrariando um desejo do PMDB nacional, José Carlos Vieira (DEM) vai assumir a cadeira itinerante do deputado-secretário peemedebista Mauro Mariani.

A geografia das urnas em Santa Catarina vai tirar um governista e colocar um oposicionista ao governo Lula. Ou será que Vieira irá surpreender na hora de votar?

Carona
O avião presidencial trará a Santa Catarina dois catarinenses na comitiva oficial de Lula ao Estado. A senadora Ideli Salvatti e o deputado federal Décio Lima, ambos do PT.

Ex-prefeito de Blumenau, Lima tem atenção especial do presidente por ter dado emprego à primeira-filha, Lurian.

Detalhe
O tucano Fernando Elias, prefeito de São José, garantiu um espaço no cerimonial da presidência e vai falar durante a inauguração do Centro Operacional dos Correios na presença do presidente Lula.

Ontem, Elias conseguiu uma liminar no Tribunal de Justiça que impede o cumprimento da Lei Antinepotismo no município. É parte da ação direta de inconstitucionalidade que move contra a Câmara. Enquanto isso, o cadastramento dos servidores prossegue. Tá parecendo aquela história: um olho no cavro, outro na ferradura.

Maturidade (1)
A negociação que determinou a montagem política das 36 secretarias regionais é considerada positiva pelo presidente estadual do PMDB, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira.

Ele faz uma comparação com as negociações há quatro anos, durante o primeiro governo de Luiz Henrique, onde, segundo Pinho Moreira, houve momentos de tensão e discussões acaloradas para a ocupação de cargos.

Maturidade (2)
A costura das regionais terá conseqüências produtivas para a tríplice aliança já em 2008, avalia Pinho Moreira.

Disputas históricas teriam sido resolvidas durante o processo. Moreira se mostra satisfeito e deixa transparecer que PMDB, PSDB e DEM estão mais unidos do que nunca, de olho, também, na eleição de 2010. No final das contas
 

 

 

Diário Catarinense - Fpolis

» Informe Econômico

  

 

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Barreiras na gestão ambiental
As prisões realizadas em Florianópolis, anteontem, principalmente por ilegalidades em questões ambientais, afora a questão ética, mostram que as regulamentações e gestões ambientais do país necessitam de mudanças urgentes. Se as normas fossem mais claras, e os órgãos ambientais, mais rápidos, as margens para infrações seriam menores.

Não é por falta de propostas que a situação não melhora. A Fiesc, com base em estratégia nacional da confederação da indústria, acaba de colocar medidas que serão integradas em proposta pela CNI. Conforme o presidente da Câmara de Qualidade Ambiental da Fiesc, José Lourival Magri, o setor privado, para decidir investimentos, precisa de zoneamento econômico e ecológico para evitar conflitos no futuro. Mas nem todas as áreas contam com esse estudo, que deveria ser feito pelo setor público.

Outra reivindicação da indústria, segundo Magri, é que os órgãos ambientais tenham prazo para dizer sim ou não à instalação de empreendimentos. Isto permitiria ao investidor buscar outras alternativas com mais rapidez se o projeto for inviável em determinada área. Os investidores seguem preocupados com a demora do Congresso em definir as atribuições dos órgãos ambientais dos municípios, estados e União, conforme promessa do presidente Lula no PAC.

SC ganha novo porto dia 2 de julho
O Porto de Navegantes, maior projeto portuário do país atualmente, inicia atividades no próximo dia 2 de julho. Uma das atrações, na inauguração, será o porta-aviões São Paulo, da Marinha do Brasil.

As informações são do diretor comercial da empresa empreendedora Portonave, Agostinho Leão Junior, que ontem, na Fiesc, recebeu homenagem da Editora Expressão sobre o investimento de R$ 423 milhões.

O terminal receberá os primeiros equipamentos de grande porte, importados da Europa, dentro de 20 dias.

Também está concluindo linha de transmissão de energia e construindo um armazém frigorífico com capacidade para 20 mil toneladas. Na foto, as obras do novo porto.


Desafios ao exterior
Industriais exportadores aproveitaram fórum sobre comércio exterior, ontem, na Fiesc, para colocar os obstáculos que afligem as vendas externas. Para a maioria, o grande desafio continua sendo o dólar baixo.

Após ser pressionado pelo presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, que pediu respostas rápidas aos apelos do setor produtivo, o secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Edson Lupatini, disse que vem sendo feito um esforço para ampliar a balança de serviços do país. O segmento também vai contar com um sistema especial para facilitar as transações e o levantamento estatístico.

Indústria do lazer
De olho em oportunidades na área de lazer, um dos negócios que mais crescem, no mundo, a Unisul Business School iniciou ontem e encerra hoje o Encontro Catarinense de Lazer.

O evento, que visa a discutir o lazer como indústria, atrai profissionais de várias regiões do país.

Pólo de games
Santa Catarina terá um pólo de desenvolvimento de games dentro de 60 dias. A unidade será instalada pelo governo do Estado em prédio da Epagri, próximo ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, e vai abrigar, inicialmente, oito empresas. A informação é de Vinícius Lummertz, secretário de Relações Internacionais.

Dos EUA
Uma das empresas que vão se instalar no novo pólo de games do Estado é a eGames, do empresário Lars Batista, que está transferindo o negócio do Vale do Silício, EUA, para SC.

Pela CPMF
O texto que prorroga a CPMF precisa ser promulgado até 30 de setembro para ter validade em 2008, por isso a articulação do governo deverá crescer, diante dos movimentos de oposição.

Boca a boca quase 100%
Como a propaganda boca a boca é muito eficaz, o Brasil está ótimo no conceito dos turistas estrangeiros. Pesquisa da Embratur indicou que 99% dos turistas estrangeiros que visitam o país não têm dúvi
 

 

 

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» Moacir Pereira (DC)

  

 

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Pirotecnia federal
A cerimônia comemorativa dos 172 anos da Polícia Militar marcou a primeira manifestação pública do governador do Estado sobre a Operação Moeda Verde. Luiz Henrique fez um histórico sobre a sua vida pública, destacando a prisão arbitrária que sofreu no dia 31 de março de 1964. Falou do sofrimento da família pela detenção política. Foi liberado depois de três meses, sem acusação formal e sem processo.

O relato invocado foi um comparativo com a operação policial que abalou Florianópolis e colocou Santa Catarina na mídia nacional. O governador classificou a forma de execução da operação de "pirotecnia federal", criticando os exageros contidos nas prisões efetuadas e "pela condenação pública a que foram submetidos, sem direito à prévia defesa", empresários e pessoas de bem que moram na cidade.

Luiz Henrique disse que dedicou toda a sua vida combatendo a corrupção e a impunidade. Não soube de nada previamente, não conhece as acusações contra os presos e afirmou que se provas indicarem delitos, que sejam processados e punidos. Mas salientou que também sempre defendeu os direitos humanos: "Primeiro é preciso julgar para depois condenar".

Empreendimentos
Na fala aos integrantes da Polícia Militar, presentes várias autoridades, o governador enfatizou que continuará lutando por novos empreendimentos tecnológicos e turísticos de nível em Florianópolis porque eles geram emprego e dinamizam a economia. Comparou:

- O Costão do Santinho gera mais empregos do que a fábrica da Renault. O Jurerê Internacional tem mais trabalho do que a Peugeot.

Os donos dos dois empreendimentos foram presos na operação.

Aproveitou para anunciar a instalação de uma fábrica da Nintendo, multinacional especializada em videogames, que produzirá jogos eletrônicos visando a um ambicioso programa de exportação.

Voltou a defender a construção de marinas, campos de golfe e resorts de bandeiras internacionais "para atrair visitantes endinheirados que dêem qualidade ao turismo sustentável".

- A sociedade catarinense tem que decidir se quer desenvolvimento ou favelamento - prosseguiu. Precisa refletir se deseja mais favelas do Siri ou hotéis de bandeiras internacionais que gerem empregos e melhorem a vida das famílias.

Após a solenidade militar, durante entrevista, Luiz Henrique alertou para o risco de fuga de investidores:

- Há ações que aumentam a insegurança jurídica. Assim, ninguém vai mais querer investir em Santa Catarina.

E completou: - Não podemos condenar Florianópolis ao atraso.

Prefeito Dário Berger pediu um estudo e concluiu: sai mais barato conferir uma bolsa-salário às mães que trabalham do que manter uma creche municipal. Ali, cada criança custa R$ 750.
 

 

 

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» Visor

  

 

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Basta!
"Não aceitamos a prorrogação da CPMF, não tem negociação, tem que ser não." A ênfase com que o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), empresário Alcantaro Corrêa, fixou a posição da entidade frente à intenção do governo federal de prorrogar a vigência do malfadado "imposto do cheque" expressa o repúdio da cidadania produtiva - aquela parcela que trabalha, produz e paga imposto, enquanto é também assaltada pela corrupção estabelecida - a toda e qualquer manobra para aumentar o peso da carga tributária, que já abocanha cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A prorrogação da contribuição "provisória" que se eterniza sugando os já exauridos contribuintes será decidida em setembro pelo Congresso. Só a legítima pressão da sociedade sobre seus representantes poderá acabar com ela. O presidente da Fiesc soube expressar a indignação da sociedade.
 

 

 

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Direto de Brasília

Equação Besc
Engana-se quem pensa que uma solução para o Besc possa ser rápida como vem pregando o governo do Estado. Até dentro do staff central do governador Luiz Henrique da Silveira há quem diga que o processo não deve ser concretizado em 2007. Ou seja: a novela Besc terá novos e emocionantes capítulos.

A intenção do governo estadual é agilizar o começo da tramitação da incoporação do Besc pelo Banco do Brasil para, quem sabe, aí sim receber rapidamente os R$ 210 milhões referentes às contas salários.

Isso daria um fôlego extra para o caixa do Estado de Santa Catarina que Luiz Henrique nega estar com problemas.

Perdido, mas não mudo
Irritado com os comentários de que estaria perdidão na Câmara Federal, o deputado Celso Maldaner (PMDB) está ansioso para mostrar trabalho.

No entanto, a estratégia adotada pelo peemedebista, que está interessado em falar a qualquer hora sobre qualquer assunto, não tem dado muito certo.

Um dos últimos episódios ocorreu no encontro no Ministério da Justiça sobre a demarcação das terras indígenas catarinenses. Maldaner passou boa parte da conversa, realizada no gabinete do ministro Tarso Genro, mordendo a língua, enquanto aguardava a oportunidade de dar uma breve opinião. Vários assessores notaram a impaciência do peemedebista.

- Falou pouco, mais falou - contou, aos risos, um dos presentes ao encontro.

Boca fechada
O comportamento da deputada federal Angela Amin (PP) no Ministério da Justiça impressionou os colegas. A deputada, conhecida pelas opiniões polêmicas, entrou muda e saiu calada do gabinete de Tarso.

Pela educação
Parlamentares catarinenses e gaúchos tentam convencer o Ministério da Educação a instalar uma universidade federal no Oeste, que atenda agricultores dos dois estados. Mas há outro grupo brigando para que a universidade tenha outro foco: o Mercosul.

Made in Korea
Já Valdir Colatto (PMDB) inovou na relação com a imprensa. Tão logo se encerrou a audiência com Tarso Genro, a assessoria do deputado enviou aos jornalistas um e-mail com um arquivo sonoro, no qual se podia ouvir a opinião de Colatto sobre o encontro. Praticamente um deputado da Internet 2.0.

Nelson Göetten (PR), por sua vez, resolveu estrear uma gravata nova na audiência. Não passou despercebido já que ela tinha um desenho de um saco de golfe.

- Ganhei de presente. É coreana.

Mesmas e velhas desculpas
Parlamentares catarinenses fizeram visita rápida ao Ministério da Fazenda na quinta-feira. Recebidos pelo secretário-executivo, Nelson Machado, pediram agilidade na regulamentação do valor mínimo a ser pago pelo quilo do suíno catarinense, desvalorizado desde que a Rússia embargou a compra da carne de Santa Catarina, há 16 meses. Mesmo julgando o encontro produtivo, os deputados acabaram ouvindo as velhas desculpas e terão que aguardar a conclusão de levantamento técnico. Enquanto isso, a Companhia Nacional de Abastecimento, que no início de abril disse que interviria no mercado para garantir o preço da carne suína catarinense, continua de mãos atadas.

Colaborou: Rosane Felthaus
 

 

 

Diário Catarinense - Fpolis

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O grito de Desterro
LAUDELINO JOSÉ SARDÁ/ Jornalista e professor da Unisul

O impacto da prisão de políticos e empresários foi menor que a sensação do florianopolitano de que a impunidade ainda pode ser desterrada. Não houve razão para celebração ideológica, talvez simulada na alegria de se poder dar trégua ao ceticismo em relação à salvação da Ilha.

A detenção de nomes que representam cerca de 30% do PIB da Ilha não permite um prejulgamento, porém instiga a revolta pela convicção de que perdemos parte importante do nosso patrimônio natural pela corrupção do poder público.

No começo dos anos 80, o então vereador Almir Saturnino de Brito denunciou, na Câmara Municipal, que a construção de Jurerê Internacional provocaria danos ambientais com o desvio do rio. O silêncio, à época, tomou conta da cidade - até da imprensa, emudecida pela magia do capital. Imagine, leitor, o que foi forjado até hoje na prefeitura para viabilizar obras irregulares?

Basta ver a Ilha como está. Não há dúvida de que houve alguns exageros de ecochatos, até com as gramíneas à beira da praia. Mas por que nossas reservas de mangues estão comprometidas, as praias encurtadas, os morros devastados, os rios e riachos contaminados e até a nossa cultura vilipendiada? Simplesmente porque predominou a ganância, responsável pela gangrena que paradoxalmente apodrece o próprio ambiente dos negócios.

O deputado Marcos Vieira, do PSDB, por exemplo, conseguiu do Legislativo uma autorização para o governo vender 60 mil metros quadrados da área da Epagri, planejada para ser um jardim botânico. Ao parlamentar só interessam dividendos e prestígio junto ao governo. Danem-se o povo e a qualidade de vida.

É assim que se administra a Ilha, que a cada dia fica ainda mais vulnerável nas mãos de pessoas insensíveis aos valores da natureza. A operação "Moeda Verde" despertou a população para reverberação do grito de Desterro. Gente, podemos, sim, salvar a Ilha! E quem sabe mostrar aos empresários que a nossa Desterro preservada irá lhes proporcionar lucros maiores, duradouros e, sobretudo, honestos.

É só apostar para ver.
 

 

 

Diário Catarinense - Fpolis

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Vergonha nos tribunais
O envolvimento de juízes nos esquemas de corrupção, como tem sido noticiado nos últimos dias, representa muito mais do que um crime cometido sob a proteção das togas e uma vitória do crime organizado, que consegue pôr uma cunha no mais respeitável dos poderes.

Representa também e principalmente uma decepção para o país. Evidentemente que, aqui também, as generalizações são indevidas e injustas. Os desembargadores federais e demais magistrados que se envolveram nos escândalos que estão sendo investigados, se comprovados, além de cometerem os crimes pelos quais terão que responder individualmente, projetam uma imagem pública de suspeitas sobre a própria lisura da prestação jurisdicional.

É notório o constrangimento que se abateu sobre o Poder Judiciário em decorrência do comportamento de alguns poucos magistrados que envergonham seus colegas e os funcionários dos tribunais.

A repercussão dessas denúncias e o pasmo com que os cidadãos receberam a informação de que havia evidências de participação de juízes de tribunais superiores na venda de sentenças revelam o quanto é importante para a sociedade a existência de um Poder Judiciário acima de qualquer suspeita.

A confiabilidade, marca indispensável do poder que é incumbido pela sociedade de distribuir justiça e fazer cumprir a lei, não pode ser tratada com a irresponsabilidade que decorre dos ilícitos denunciados. Por isso, essa mesma sociedade espera com ansiedade a manifestação oficial dos tribunais e dos órgãos de representação dos juízes.

A credibilidade do Judiciário, que nas pesquisas de opinião pública tem sido sempre maior do que a dos demais poderes, não pode ser perdida pelas ações irresponsáveis de alguns integrantes que não estão honrando a função que exercem, estão manchando a imagem das instituições a que pertencem e estão lançando vergonha e humilhação sobre os colegas.

De resto, feito o estrago à imagem da Justiça, é fundamental que se resgate a credibilidade do poder a partir de um julgamento dos acusados que obedeça ao devido processo legal, com base na legislação que, por definição, rege a todos e que não comporta exceções para beneficiar ou para prejudicar ninguém. Só investigações baseadas no rigor e na transparência, seguidas de um encaminhamento legal de acordo com as normas republicanas próprias de um país regido por regras de valor universal e de um julgamento justo, permitirão que esse resgate se faça com base em fundamentos sólidos.

Afinal, a imagem de uma instituição como o Judiciário não é o patrimônio de uma corporação ou poder. É, sim, parte do patrimônio, o moral, inclusive, do próprio país.
 

 

 

Diário Catarinense - Fpolis

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O poder da Polícia Federal
A Polícia Federal firma-se no país como instituição moralizadora, em decorrência de ações recentes que misturam inegável eficiência profissional mas também alguns componentes de pirotecnia. Ao prender e algemar representantes do poder político e econômico, a instituição conquista apoio da opinião pública, mas opera no limite do descaso com a privacidade, pois expõe à execração pública cidadãos que a própria Justiça classifica como simples suspeitos.

Uma prisão temporária, por exemplo, tem razões bem específicas, e não pode passar a idéia de condenação prévia.Assim como a Polícia Federal procura se cercar do máximo de cuidados nos longos períodos destinados à fase de investigação para evitar vazamentos, as operações de nomes criativos que vêm se integrando à rotina dos cidadãos poderiam ocorrer, na maioria das vezes, de forma mais discreta.

De maneira geral, porém, o desfecho das investigações vem sendo marcado por ações surpreendentes e com amplo acompanhamento da mídia. Os excessos, normalmente, ficam por conta da divulgação de cenas nas quais autoridades suspeitas de envolvimento com corrupção aparecem sendo detidas, muitas vezes algemadas, e de vazamentos como o de escutas telefônicas, por exemplo. É saudável que a Polícia Federal demonstre independência nas suas ações.

A população percebe - e aplaude - quando os agentes cumprem suas atribuições sem se preocupar em discernir previamente se entre envolvidos estarão ou não figuras importantes da República, não importa de qual poder. Com essa coragem e ousadia, que a tem levado muitas vezes a cortar na própria carne, a instituição consolidou a admiração por parte dos brasileiros de maneira geral. Até por isso, e pela repercussão que suas ações costumam gerar normalmente, parece desnecessário acrescentar um componente de espetáculo às operações.

O país tem que persistir no combate a deformações às quais a Polícia Federal vem destinando particular atenção, principalmente as que exibem sem retoques o quanto a corrupção está enraizada até mesmo nas instituições. Normalmente, porém, não há qualquer razão para espalhafato, que na maioria das vezes acaba passando a idéia indesejável de que a ação tem algum componente político.
 

 

 

Folha de S.Paulo

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Patente quebrada
O Brasil tem o direito de licenciar droga anti-Aids e boas razões para fazê-lo; isso não implica que decisão seja sem custos

NÃO HÁ dúvida de que a saúde pública deve prevalecer sobre interesses comerciais. Assim, é em princípio correta a decisão do governo brasileiro de quebrar a patente do anti-retroviral efavirenz (Stocrin), comercializado pelo laboratório Merck Sharp&Dohme. No Brasil, a droga é utilizada por 75 mil pacientes de Aids (38% do total) atendidos pela rede pública.

O governo optou pelo licenciamento compulsório -nome técnico da quebra de patente- por julgar que o desconto oferecido pela Merck era insuficiente. Cada comprimido de 600 mg de efavirenz saía por US$ 1,59 para o Ministério da Saúde. O laboratório dispôs-se a baixar mais 30%. O governo considerou pouco. Na Tailândia, a mesma Merck comercializa o mesmo efavirenz por US$ 0,65 a unidade. O Brasil diz que vai agora comprar o medicamento de fabricantes indianos de genéricos por US$ 0,45 o comprimido -uma economia anual de US$ 30 milhões.

Outro argumento que parece ter pesado é o de que as margens de negociação com os laboratórios vinham se estreitando. O Brasil já ameaçara quebrar patentes de drogas anti-Aids em 2001 (nelfinavir, da Roche) e 2003 (Kaletra, da Abbott). Como nunca concretizara tal gesto, a indústria farmacêutica estava se mostrando cada vez mais reticente em baixar seus preços.

A licença compulsória é referendada pela legislação brasileira no caso de emergências sanitárias ou de interesse público (art. 71 da lei nº 9.279/96). Tal disposição encontra amparo em acordos internacionais, como o Trips, que regula o direito de propriedade intelectual.

Mesmo os EUA, país que mais se queixa de licenciamentos compulsórios, recentemente cogitaram de quebrar a patente do antibiótico ciprofloxacina, manufaturada pela Bayer, quando estiveram às voltas com ataques de antraz, após o 11 de Setembro.
Só que o fato de o Brasil ter o direito de quebrar a patente e algumas boas razões para fazê-lo não significa automaticamente que a decisão seja sem custos.

No curto prazo, poderemos sofrer retaliações legítimas de laboratórios. A exemplo do que já fizeram com outras nações que emitiram licenças compulsórias, eles poderão deixar de lançar por aqui seus novos produtos, privando portadores das mais variadas moléstias de drogas potencialmente úteis.

Não se pode esquecer que a indústria farmacêutica -apesar de todos os recentes casos pouco abonadores em que se meteu- responde por parte da pesquisa médica e pelo principal do desenvolvimento de novos princípios ativos. Não interessa a ninguém quebrá-la, o que fatalmente ocorreria se todo medicamento útil se tornasse "patrimônio da humanidade", como quer o presidente Lula.
 

 

 

Folha de S.Paulo

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Exportações e câmbio
O RESULTADO DE abril da balança comercial parece, à primeira vista, dar sustentação à tese de que o real valorizado não reduz o vigor das vendas externas. As exportações cresceram pela primeira vez no ano acima das importações e atingiram valor recorde para o período -o que se verificou em relação a todos os componentes do comércio internacional.

Mas a análise detalhada dos dados revela o agravamento de tendência preocupante já insinuada nos números de 2006, que é a perda de fôlego das exportações de manufaturados, que compõem a parcela mais nobre da pauta brasileira e são mais sensíveis a questões de competitividade ligadas ao câmbio.

Depois de aumentar um pouco acima da taxa de expansão das exportações totais em 2004 e 2005, a venda de manufaturados cresceu em 2006 a uma velocidade inferior à média. Enquanto as exportações totais avançaram 16,2%, para US$ 137,5 bilhões, as de manufaturados subiram 14,7%, as de semimanufaturados, 22,3%, e as de básicos, 16%.

Nos quatro primeiros meses de 2007, quando as exportações totais cresceram 16,8% sobre igual período de 2006, esse movimento se acentuou: as vendas de manufaturados subiram 11,6%. Os semimanufaturados tiveram alta de 20,3% e, os básicos, de 27,9%.

O quadro é mais preocupante quando se constata que bens de grande peso entre os manufaturados tiveram queda nas exportações no primeiro quadrimestre, entre os quais automóveis (-13,4%) e celulares (-22,6%).

Como a demanda internacional por bens industrializados segue em expansão, os números parecem indicar que as exportações do setor estão inequivocamente sofrendo o efeito da persistente valorização do real.

A solução para o problema não é trivial, o que fica evidente na dificuldade do Banco Central em conter a queda do dólar apesar de maciças compras da moeda norte-americana. Esse cenário torna ainda mais urgente a redução da taxa de juros, que premia investidores externos com a maior rentabilidade do planeta.
 

 

 

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RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

Sossega-prefeito
O governo acredita ter encontrado uma fórmula para contentar prefeitos, base aliada e Ministério da Fazenda no impasse sobre o aumento no repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

A idéia é inclui-lo na proposta de emenda constitucional que trata da prorrogação da CPMF e da DRU. Como a previsão é que a PEC seja aprovada em setembro, o aumento do fundo dos municípios passaria a vigorar a partir de outubro, o que aliviaria as contas do governo. O plano foi submetido aos líderes partidários por Walfrido dos Mares Guia na quinta-feira. O ministro de Relações Institucionais ouviu dos aliados que, assim, dá para convencer a base a aprovar a medida, ainda que sob alguma gritaria da oposição.

No calo. O atraso na pauta da Câmara em virtude da obstrução do governo para evitar o aumento do FPM anteontem fez Arlindo Chinaglia (PT-SP) subir pelas paredes. O presidente da Câmara passou o dia criticando aos quatro ventos o Planalto e seu líder, José Múcio (PTB-PE).

Vai colar. A recém-nascida comissão do Apagão Aéreo já ganhou apelido. Se a dos Bingos passou para a posteridade como do "fim do mundo", a atual foi batizada de CPI dos Apagados, seja pela escalação de novatos, seja pelo pouco ímpeto de produzir faísca.

Carimbo. No monitoramento de governistas na CPI feito pelos líderes, inspiraram mais cuidados Eduardo Cunha (PMDB) e Filipe Pereira (PSC), ambos do Rio. Avalia-se que Anthony Garotinho, ora ofuscado, pode voltar a influir por meio da dupla.

Pitbull. Relator da CPI, Marco Maia (PT-RS) se notabilizou pela fidelidade a colegas acusados no mensalão. "Não sei como alguém aqui pode ficar contente com a desgraça dos outros", disse ele após Professor Luizinho (PT-SP) ser condenado no Conselho de Ética da Câmara -o plenário o absolveria depois.

Ponto de vista 1. Empenhado em votar o quanto antes o aumento de 26,5% para deputados e senadores, José Múcio (PTB-PE) distribuiu para os deputados uma tabela com a remuneração de parlamentares em 30 países.

Ponto de vista 2. Pela tabela, os R$ 12.847 recebidos hoje pelos parlamentares brasileiros estão abaixo dos R$ 24 mil dos franceses e dos R$ 29 mil dos americanos. Mas batem com folga os R$ 9.000 dos espanhóis e os R$ 4.000 dos vizinhos argentinos.

Sem fila. A FAB reservou duas aeronaves para levar deputados e senadores amanhã a Montevidéu, onde será instalado o Parlamento do Mercosul. Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vão viajar em aviões separados por estarem na linha de sucessão do Palácio do Planalto.

É sério. O que parecia uma brincadeira de Roberto Requião (PMDB) foi confirmado esta semana por uma circular do governo do Paraná. Os deputados que comparecerem às "aulas" semanais da Escola de Governo vão concorrer a um ônibus, que poderá ser destinado à sua base eleitoral.

Volver. Um grupo de 30 militantes do PSOL gaúcho retornará ao PT após convite da deputada Maria do Rosário, vice-presidente do partido. É o primeiro registro de bandada da legenda criada há três anos por ex-petistas.

Rédea curta. Depois de medidas semelhantes de PSDB e PMDB, o PTB paulista decidiu aprovar, caso a caso, as alianças do partido nas eleições municipais de 2008.

Aulas a mais. O senador Marco Maciel (DEM-PE) apresentou projeto que prevê um período de residência educacional a novos professores, como ocorre com os médicos. A proposta estabelece um mínimo de 800 horas.

Tiroteio
"Ah, se Montesquieu soubesse que no Brasil foi dada uma outra leitura para a sua tese do equilíbrio entre os três Poderes..."
Do historiador MARCO ANTONIO VILLA sobre as denúncias de corrupção que atingem Executivo, Legislativo e Judiciário.

Contraponto
Chapa-branca
Após a escolha dos membros da CPI do Apagão Aéreo, colegas foram consolar Otávio Leite (PSDB-RJ), inconformado por não ser titu
 

 

 

Folha de S.Paulo

» Mercado Aberto

  

 

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guilherme.barros@uol.com.br

Febraban considera positivo plano de baixar compulsório
O presidente da Febraban, Fábio Barbosa, considera bastante positiva a intenção do governo de reduzir a taxa de recolhimento compulsório sobre os depósitos bancários.
Ele só não tem condições de dizer ainda qual será o efeito dessa medida sobre o "spread" porque é preciso, antes, conhecer qual será o tamanho da redução do compulsório.

Barbosa diz, no entanto, que uma taxa mais baixa do compulsório reduz o custo de captação do banco e aumenta a disponibilidade de empréstimos das instituições financeiras. Dessa forma, a tendência é a de os bancos reduzirem os "spreads".

O compulsório é uma das ferramentas de política monetária do Banco Central para controlar a inflação. O Brasil possui a maior taxa de compulsório do mundo. Recentemente, a China elevou o compulsório em 0,5 ponto percentual, para 10,5%.
Relatório de 2005 do Banco Central mostra que o compulsório representa uma parcela de 7% sobre o "spread" cobrado pelos bancos.

O restante do "spread", segundo o BC, é decomposto da seguinte forma: 21,6% são custos administrativos; 33,97%, inadimplência; 8,37%, tributos e taxas; 0,26%, o custo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito); e 29,10% representam o resíduo bruto que sobra para os bancos. O resíduo líquido, o lucro dos bancos, corresponde a 19,80% do "spread".

Ou seja, caso reduza mesmo o compulsório, o Banco Central estará mexendo na parcela de apenas 7% sobre o "spread". E não se deve esperar uma queda significativa da taxa do compulsório. O efeito, portanto, pode não ser tão grande, mas irá certamente gerar um impacto importante em termos de expectativa. Os bancos se verão forçados a fazer sua parte.

O governo está fazendo vários estudos sobre o "spread" para negociar com os bancos caminhos para baixar o juro. Lula está consciente de que precisa elevar o investimento na economia, e, para isso, é necessário expandir o crédito.

ESTETOSCÓPIO
A Prevent Senior, especializada em planos de saúde para a terceira idade, até o final do ano, vai aumentar o número de hospitais do grupo em São Paulo. No começo de junho ela vai lançar seu terceiro hospital, que será localizado na região da avenida Paulista, em que foram investidos R$ 6 milhões. "A estratégia é de crescimento, mirando em um nicho de mercado que as demais operadoras rejeitam", afirma Fernando Parrillo, diretor-presidente da Prevent Senior.

Em seguida será aberto um hospital no bairro da Liberdade, com investimento de R$ 8 milhões, e outro na Radial Leste, com R$ 4 milhões. No cronograma da empresa também há um empreendimento no bairro de Santo Amaro, com R$ 7 milhões e um na Bela Vista, em que serão investidos R$ 14 milhões. De acordo com Parrillo, a meta é que, até 2011, o número de hospitais "suba para 12, se o crescimento da carteira permitir".

MARKETING
O setor de marketing direto faturou R$ 15,1 bilhões em 2006, alta de 18% ante 2005, quando teve R$ 12,8 bilhões. Em 2000, o faturamento foi de R$ 7,5 bilhões. Com o crescimento, a participação do setor no PIB atualmente se aproxima da propaganda, segundo Efraim Kapulski, presidente da Abemd (associação de marketing direto).

"Mostra um interesse maior das empresas pela mensuração dos resultados", diz ele. As ferramentas para onde se direcionam a maior parte dos recursos são call center, contact center e telemarketing, seguidas por serviços de internet e e-commerce. Na seqüência estão impressões gráficas e distribuição e logística, e outros. Entre os maiores clientes estão as instituições financeiras.

CONTROLE NO BOLSO
Os moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro demonstraram que tiveram um grande controle financeiro no mês de abril. Cerca de 32% das famílias terminaram com sobra no orçamento, em comparação com os 23,4% do mesmo período do ano passado. Os dados são da pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de<
 

 

 

Folha de S.Paulo

» Vaivém das commodities

  

 

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mzafalon@folhasp.com.br

ESCOLHIDO A DEDO
Brasília será palco de reunião do CFC (Common Fund for Commodities), um organismo da ONU. A escolha do Brasil para a conferência, que ocorre na próxima semana, não foi por acaso. O país pode mostrar aos participantes estrangeiros, nas visitas a campo, como conseguiu desenvolver esse setor.

DEPENDÊNCIA
A afirmação é de Ali Mchuno, embaixador do CFC. Para ele, metade das receitas das exportações de 86 países dependem das commodities e, em 38 países, elas vêm de um produto apenas.

DESENVOLVIMENTO
Mchuno diz que essa conferência em Brasília é importante e vai conscientizar as pessoas sobre a importância das commodities, um importante fator de desenvolvimento.

POBREZA
Commodities e pobreza estão interligados, segundo Mchuno. Não é possível resolver o problema de desenvolvimento mundial e de redução da miséria sem antes resolver os problemas das commodities, acrescenta ele.

OPORTUNIDADE
As commodities são a única janela de oportunidade para acabar com o ciclo de pobreza nos países em desenvolvimento. Essa oportunidade não pode ser negligenciada, segundo Luca Monge-Roffarello, do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

LONGE DO LUCRO
Os preços internacionais das commodities aumentaram, mas o lucro para os produtores caiu nos últimos anos, segundo Alexei Mojarov, da Unctad. Estudo da CFC mostra que os produtores recebem apenas de 4% a 10% dos preços finais pagos pelos consumidores.

UM EXEMPLO
Os produtores de café robusta recebiam 17% de cada dólar pago pelos consumidores finais no período de 1980 a 1988. De 1999 a 2003 recebiam apenas 7,2%, conforme o CFC.

COMBUSTÍVEL X COMIDA
Sobre a discussão se o biocombustível vai diminuir a produção de alimentos, Célio Porto, da Agricultura, pergunta: "Qual a regra da pobreza? Ela vem da escassez da oferta ou da falta de renda? Seguramente da falta de renda, principalmente no campo. A renda será elevada com os novos programas de biocombustível", diz ele.

SUBSÍDIOS
O Brasil, que mantinha taxa de subsídio de 3% nas safras de 2002 e 2003, elevou essa taxa para 5% no período de 2004 e 2005. A alta ocorre devido à presença maior do governo no setor após a crise agrícola. Mesmo assim, a taxa é uma das menores do mundo.
 

 

 

Jornal de S. Catarina - Blumenau

» Artigo (JSC)

  

 

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Vila Germânica: um ano de benefícios para Blumenau
JOSÉ CARLOS OECHSLER/ Diretor-presidente do Parque Vila Germânica de Blumenau

Há um ano, Blumenau ganhava um novo centro de exposições e feiras. E é preciso que se relembre, desde logo, a convergência entre a iniciativa privada e o poder público nessa conquista. Da reivindicação apresentada pela iniciativa privada, através de seus órgãos de classe, ao entusiasmo para com o projeto por parte do prefeito João Paulo Kleinübing, passando pelo imediato e irresoluto apoio do governador Luiz Henrique da Silveira, às dedicadas equipes dos secretários Walfredo Balistieri e Norberto Mette, até a inauguração, tudo foi muito rápido.

O Parque Vila Germânica, com suas instalações modernas e climatizadas, significou uma revolução em termos de arquitetura e qualidade de serviços. Hoje, a cidade pode comemorar sua nova conquista, pois as novas estruturas dos pavilhões permitem a Blumenau competir com outros centros, de igual ou maior porte, uma vez que nem todos contam com instalações avançadas tal qual a nova Vila, que oferece em seus 39 mil metros quadrados de área, qualidade e comodidade para a realização de eventos de todos os tipos e proporções.

Em apenas um ano, o parque sediou mais de 70 eventos, sendo 34% de feiras e exposições. Feiras como as de porte de uma Texfair do Brasil e uma Febratex movimentam a economia da cidade, geram empregos e são propulsoras de novos e importantes negócios para o município.

A qualidade das novas estruturas fez Blumenau obter reconhecimento nacional. Em dezembro de 2006, o Parque Vila Germânica conquistou o Prêmio Caio - o Oscar dos eventos no país -, na categoria Pavilhão de Feiras e Exposições acima de 15 mil metros quadrados, sendo agraciado com o troféu Jacaré de Ouro, concedido pela Revista dos Eventos, com sede em São Paulo.

Os benefícios obtidos por Blumenau com o novo empreendimento vão além da movimentação positiva na economia regional. As novas instalações também deram novo e belo aspecto urbanístico e estético à área de entorno do Parque Vila Germânica, que culmina com uma maior valorização da região. Parabéns, Blumenau!
 

 

 

Tribuna do Dia - Criciúma

» Adelor Lessa

  

 

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LHS confirma Acélio e Heriberto nas Regionais
Os cinco secretários regionais do sul foram definidos ontem pelo governador LHS. Para Criciúma e Araranguá, deu o previsto - Acélio Casagrande e Heriberto Schimitt. Acélio só assume em junho. Até lá, cumpre mandato de deputado federal. Enquanto isso, Gentil da Luz responde pela secretaria. Depois, Gentil será recrutado para um cargo em Florianópolis, provavelmente uma diretoria de secretaria de estado.

O adjunto na regional de Criciúma será do PSDB (igual ao governo passado). Na regional de Araranguá o adjunto será do PFL (no primeiro mandato foi do PSDB). O que pode mudar este mapeamento é o julgamento das ações de PFL e PSDB contra os deputados Nelson Ghöeten e Djalma Berger, por infidelidade partidária (trocaram de partido). Se os dois forem condenados, perderão mandato e Acélio passará a ser deputado efetivo. Aí, não dependerá mais de ninguém para continuar em Brasília. É possível que estas ações sejam julgadas durante o mês de maio.

Os outros
O secretário da recém criada regional de Braço do Norte será do PSDB. Na regional de Tubarão vai continuar Ademir Mattos, PMDB, até o fim do ano. Será substituído por um indicado do PFL. O regional de Laguna será Mauro Candemil, PMDB, ex-diretor da Celesc.

Superando diferenças!
Durante evento do Crea, ontem, em Criciúma, deputado Décio Góes, PT, e o prefeito Anderlei Antonelli, PMDB, foram vistos conversando reservadamente. Disseram que falaram sobre a área a ser oferecida para a construção da unidade do Cefet (escola técnica federal) e sobre o projeto da Via Rápida. Foi uma conversa civilizada e respeitosa.

Falta de educação!
Apesar de tudo que tem sido dito e mostrado, continuam depredando os novos abrigos de ônibus e "depositando" lixo na praça Maria Rodrigues, na frente da Igreja Assembléia de Deus, ao lado ou em cima da caçamba utilizada pela empresa que faz a limpeza pública. Por sinal, caçamba que é lacrada, e que muitas vezes é arrombada.

Será que vai ser retomada a luta pela emancipação do Rincão?

Mais uma bateu na trave!
Agora foi o vereador Vanderlei Zilli, PMDB. Quando ele se preparava para assumir a presidência da Fundação de Esportes, recebeu parecer jurídico informando que não adianta só pedir licença da câmara de vereadores. Teria que renunciar. E aí, recuou. Antonelli diz que vai pensar em um novo nome no fim de semana.

Agora está escrito!
A revista de bordo da Tam que está circulando desde ontem já coloca Criciúma de novo na rota. O vôo Criciúma-Florianópolis está na malha viária. A previsão é que a operação seja retomada no dia 21. Mas está liberada pela Anac a partir do dia 14.

Fontana na Ilha
O empresário Olvacir Bez Fontana, dono da Construtora Fontana, assinou contrato ontem, em Florianópolis, para assumir obra da extinta Encol, parada faz 10 anos. Fontana vai concluir o prédio em 18 meses, que terá 4.500 metros quadrados, 18 apartamentos e 2 coberturas, e ficará com metade do imóvel. Investimento de R$ 4 milhões.

Pode chegar a 900 empregos
O empresário Sid Damiani, um dos proprietários da Damyller, faz projeção otimista para a unidade do distrito de Rio Maina. Calcula que pode chegar a 900 empregos. Toda a estrutura está sendo montada para este contingente. De imediato, no entanto, serão 150 empregos. Início de operação poderá ser até julho.

"Não é a mesma coisa"
O vereador Edson Dagostin, de Turvo, não aceita que o seu caso seja comparado ao do vereador Edinho do Sindicato, de Criciúma. Edson é gerente na Casan de Turvo e continua exercendo o mandato de vereador. Edinho não conseguiu assumir direção regional da Casan, nem pedindo licença do mandato. Justiça notificou que ele teria que renunciar. Edson diz que as leis orgânicas dos dois municípios são diferentes e que já teve decisão favorável da justiça de Turvo.

Rápidas
Eduardo Moreira vai levar o governador LHS na decisão do c
 

 

 

Tribuna do Dia - Criciúma

» Andressa Fabris

  

 

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Campanha
Tribunal de Contas e Ministério Público do Estado aproveitam a audiência da final do catarinense, domingo, para divulgar a campanha "O que você tem a ver com a corrupção?". Os jogadores das duas equipes vão entrar em campo com camisetas da campanha. A intenção é fazer com o público, principalmente crianças e adolescentes, reflitam sobre o tema.

Tecnologia
Equipe da TV AL, da Assembléia Legislativa, visitou pelo menos quatro empresas da região para a produção de um documentário sobre tecnologias inovadoras desenvolvidas por aqui. Para o programa especial, a equipe está visitando todas as regiões do estado em busca da inovação tecnológica catarinense.
 

 

 

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